UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
INSTITUTO DE CIÊNCIAS SOCIAS APLICADAS
FACULDADE DE ECONOMIA
ALLAN SOEIRO ARAUJO
TRABALHO DE HISTÓRIA ECONÔMICA GERAL
BELÉM
2021
ALLAN SOEIRO ARAUJO
TRABALHO DE HISTÓRIA ECONÔMICA GERAL
Trabalho de História Econômica Geral,
apresentado como requisito parcial para
obtenção de nota da Avaliação em
06/06 , Economia.
Professor: Dr. Eduardo José Monteiro
da Costa
1. QUAL A IMPORTÂNCIA DA DISCIPLINA HISTÓRIA ECONÔMICA GERAL
PARA A FORMAÇÃO DOS ECONOMISTAS
A história econômica que narra a história da economia factualmente
de modo a oferecer aos economistas uma visão do processo que junto a isso,
fornece também, uma rica diversidade historiográfica que ficará ao formando
decidir usar aquela que para ele melhor lhe representará, e a partir disso,
formular ideias embasadas e estabelecer uma visão ampla. Esta que transmitirá
aos futuros economistas um instrumento a mais para lidar com tomadas de
decisões, pois entende-se que as perspectivas históricas abre os horizontes dos
economistas, e assim, facilitará um vasto conhecimento de ideias que levará o
economista a propor uma solução cabível e embasada com a ajuda da história
econômica. Sendo assim, Schumpeter menciona que o estudo da história da
Economia como ciência é importante para compreender o contexto atual da
análise, adquirir inspirações, aprender quais foram os caminhos percorridos pela
sociedade e finalmente colher boas sugestões da análise da história. Nesse
sentido, a disciplina é fundamental na vida de todo economista, pois ela
representa uma importante perna na análise de um fato passado, atual, ou futuro
econômico.
2. CONCEITUAR HISTÓRIA E HISTORIOGRAFIA
A história constitui-se com acontecimentos estritamente ocorridos ao
longo da vida humana, ou seja, fatos documentados e comprovados que
aconteceu ao longo no decorrer das sociedades. Sendo assim, a história seria
um conhecimento sobre os acontecimentos, ignorando o processo de reflexão e
crítica, isto ficaria a sujeição da historiografia, ou seja, a historiografia seria a
narração reflexiva e crítica de um fato histórico, dado as circunstância, é valido
afirmar que a historiografia parte de verdades relativas, pois um fato histórico
pode ser interpretado de inúmeras formas.
3. O QUE É HISTORIA ECONÔMICA? EXISTE DIFERENÇA ENTRE
HISTÓRIA ECONÔMICA E HISTORIOGRAFIA ECONÔMICA?
É o estudo amplo e diverso do homem mais sobrevivência, trata-se
das trocas afim de satisfazer as necessidades materiais e de vivência do ser
humano, com interpretações diversas e diferentes correntes que almejam
explicar o mesmo: a atividade humana em suas múltiplas dimensões e mudança
temporal. Sim, há diferença, visto que a história econômica e o fato em si e a
historiografia e a reflexão da história econômica. As instituições serve como
parâmetro para o grau de desenvolvimento das nações e regiões, pois as
instituições tem diferentes níveis de produtividade, criatividade e inovação, isso
está diretamente ligado ao desenvolvimento de um País ou uma região visto que
elas são norteadoras das relações de trocas e organização de uma sociedade e
toda sua gama complexa, então compreender o estudo das instituições, significa
compreender uma das variáveis que faça com que exista países pobres e ricos.
Então, as instituições são de extrema importância dentro de qualquer nação
4. DIFERENÇAS METODOLÓGICAS NO ESTUDO DA HISTÓRIA
ECONÔMICA ENTRE ESCOLA NEOCLÁSSICA, CLIOMETRIA, ESCOLA
DOS ANNALES E ESCOLA MARXISTA.
A Escola Neoclássica orienta-se em uma visão linear da história
econômica, contemplando o mercado como o único digressor do
desenvolvimento. Smith via a história da economia como uma sucessão de
atividades de trocas e salientava a especialização como fator de aumento da
produtividade, ou seja, o mercado atuando de forma perfeita seria o caminho
para o crescimento, assim, as trocas com o passar do tempo aumentaria a sua
complexidade e seria peça-chave na dinâmica da história econômica. A
Cliometria por sua vez, chega para mensurar possibilidades e fatos de forma
técnica, utilizando de dados matemáticos, estatístico e história, formulando e
testando de modo mais rigorosos hipóteses, como a comparação entre duas
possibilidades, e o custo de oportunidade de fazer uma e não outra. Entretanto,
a Cliometria tinha muitas limitações, sendo uma delas a incapacidade de criar
modelos próprios. A Escola dos Annales chega por meio de uma insatisfação de
parte dos historiadores que consideravam a história ‘’acontecimental’’ inviável,
eles queriam analisar os fatos históricos, e tirar o foco dos ‘’grandes homens’’ e
fazer uma história econômica mais geral, onde todas as camadas de uma
sociedade, sobretudo os homens comuns, ou o povo, seriam minimamente
analisadas e compreendidas. A Escola Marxista fundamenta-se na analise do
processo dialético e materialista, a produção serve como base para o
pensamento e o desenvolvimento da história, a sociedade é pautada no seu
modo de produzir, que deriva toda as outras estruturas que sustentam o modelo
de produção capitalista. Marx também ressalta o amplo protagonismo da classe
trabalhadora em detrimento dos grandes burgueses, ele assume uma realidade
futura retilínea, ou seja, que o comunismo é o estágio mais avançado da
sociedade humana, onde inevitavelmente os seres humanos chegará, Marx,
entretanto, não considera muitos fatores importante, mas deixa um estudo amplo
do capitalismo
5. QUAIS PRINCIPAIS ESCOLAS DE PENSAMENTO DA LINHA ANALÍTICA
INSTITUCIONALISTA, DE QUE FORMA AS INSTITUIÇÕES IMPORTAM
PARA A ANÁLISE DA HISTÓRIA ECONÔMICA E DESENVOLVIMENTO.
As instituições serve como parâmetro para o grau de
desenvolvimento das nações e regiões, pois as instituições tem diferentes níveis
de produtividade, criatividade e inovação, isso está diretamente ligado ao
desenvolvimento de um País ou uma região visto que elas são norteadoras das
relações de trocas e organização de uma sociedade e toda sua gama complexa,
então compreender o estudo das instituições, significa compreender uma das
variáveis que faça com que exista países pobres e ricos. Então, as instituições
são de extrema importância dentro de qualquer nação.
6. O QUE É O CAPITALISMO?
O capitalismo desde sua gênese é explicado por diversos pensadores
e diversos tipos de correntes de pensamentos. Sendo assim, muitas correntes
tentaram responder o fenômeno do capitalismo tais como os defensores do
capitalismo do livre comercio que entendem que o Estado é necessário, porém
deve se limitar a propor as ordens básicas e deixar o mercado mais livre possível,
já os defensores do capitalismo doméstico veem o Estado como importante para
a economia e na regulamentação do mercado, e existe também os opositores do
capitalismo que é representada pela escola marxista que defendem que as
mercadorias possuem valor de uso e valor de troca, não sendo produzidas para
consumo mediato e que as relações sociais são mediadas pelo mercado.
7. DE QUE FORMA A EXPANSÃO MARÍTIMA E COMERCIAL, O
MERCANTILISMO E O ESTADO ABSOLUTISTA CONTRIBUÍRAM PARA O
SURGIMENTO DO CAPITALISMO?
Em primeira análise, é válido ressaltar o ponta pé inicial para o início
do capitalismo que foi com o renascimento comercial e o renascimento das
cidades. Nesse contexto, com o ressurgimento das cidades (burgos) e do
comercio inter-regional, as relações sociais que davam coerência e continuidade
ao antigo modo de vida feudal começaram a ser tencionadas e a partir do século
XII já era registrado um intenso movimento comercial na Europa. Ademais, as
cruzadas foram de extrema importância para a expansão do comercio e para a
criação de rotas comercias, como: a rota da seda que era importante na troca de
especiarias entre Europa e Ásia, em paralelo a expansão comercia a expansão
marítima foi outro fator importante para o desenvolvimento do capitalismo que
visava a exploração de novas terras, e a extração de metais preciosos. Além
disso, com a extração de metais preciosos, expansão marítima e comercial se
desenvolveu na Europa um modo de pratica econômica chamada de
mercantilismo que foram diversas medidas de forte intervenção do Estado e
grande protecionismo da indústria local; isso resultou na criação de Estados cada
vez mais unificados e que lá na frente iriam se tornar os Estados absolutistas.
8. O QUE FOI O FEUDALISMO?
Quais os elementos centrais do sistema feudal O Feudalismo foi um
período histórico vivido pelos europeus a partir do século V até o XV, foi
responsável por inúmeras transformações na sociedade naquela época, um
deles foi o início da dominação do cristianismo no ocidente, o qual persiste até
os dias de hoje. Junto com o cristianismo, veio também, uma mudança que
rachava radicalmente com um sistema que estava emergindo: o comércio. Com
a chegada do feudalismo surgiu o modo de produção de susserania e
vassalagem, ou seja, o propriétario da terra oferecia a terra e proteção em troca
de tributos e parte da produção, nesse sentido não havia como emergir ou ter
mobilidade social, pois não havia excedente, ou seja, era uma sociedade de
estamento, o indivíduo era aquilo que o seu nascimento lhe oferecia. Somente
séculos depois, quase no fim do Feudalismo, começou a surgir técnicas que
permitia um excedente que era comercializado, esse foi um fator importante para
novamente o comércio emergir e declinar o feudalismo.
9. APRESENTE AS VISÕES ACERCA DO PROCESSO DE TRANSIÇÃO DO
FEUDALISMO PARA O CAPITALISMO NOS MODELOS:
DEMOGRÁFICOS, MERCANTIL, MARXISTA, NEOCLÁSSICO E
NEOINSTITUCIONAL
O modelo demográfico enfatiza a relação entre população e
disponibilidade da terra, ou seja, há uma relação direta entre o número de
habitantes e a quantidade de terra disponível, para os autores do modelo
demográfico esse foi um fator importante na mudança do feudalismo para o
capitalismo. Por outro lado, o modelo mercantilista assume a base do feudalismo
como um modelo de subsistência, e com o renascimento do comércio, que busca
acumulação e como consequência criação de cidades e feiras para comércio, o
feudalismo foi enfraquecendo. Para os marxistas, a divisão de trabalho foi o
grande divisor para a mudança do feudalismo para o capitalismo, pois para eles,
a base de ambos eram as forças produtivas e as relações sociais de produção,
ou seja, as mudanças sociais e de produção no fim do feudalismo foi responsável
pelo surgimento do capitalismo. O modelo neoclássico considera as relações
capitalistas como natural da humanidade, ou seja, o desenrolar da história
caminhava para o inevitável que era o desenvolvimento do modelo atual
capitalista, nesse sentido eles consideravam as bases do capitalismo inerente
ao DNA humano, se não tiver nenhum obstáculo o mercado se expandirá cada
vez mais. Para os institucionalistas, o modelo Feudal era limitado, dessa forma,
as instituições vinha para complementar o melhorará o lucro e produtividade,
assim a disposição por instituições serviu como combustível para um modelo
limitado e restrito como o Feudalismo.
10. DE QUE FORMA AS TRANSFORMAÇÕES DA PROPRIEDADE
FUNDIÁRIA E DA PRODUÇÃO ARTESANAL E MANUFATUREIRA, QUE
OCORRERAM ENTRE OS SÉCULOS XVI E XVIII, CONTRIBUÍRAM PARA
O SURGIMENTO DO CAPITALISMO?
Com as terras tirada dos trabalhadores, começou um intenso êxodo
rural, fazendo com que as cidades inflassem os números de habitantes. Assim,
essa mudança na mentalidade europeia junto com o declínio populacional e a
redução do número de servos vai afetar diretamente a relação de trabalho com
a troca gradativa da corveia pela remuneração de trabalho. Além disso, a Europa
vai sofrer gradativas mudanças com a decadência do sistema feudal e os
crescimentos das cidades. Nessa análise, o artesanato que é uma produção
doméstica e com caráter cooperativo vai começar a dar espaço as manufaturas
(putting-out-system) que terá pela primeira vez a visão do capitalista, que detém
os meios de produção e financiador da produção
11. DESCREVE OS ELEMENTOS CENTRAIS PARA A COMPREENSÃO DA
REVOLUÇÃO INDUSTRIAL ENQUANTO FENOMENO ECONOMICO,
TECNOLOGICO E SOCIAL
A Revolução Indústrial sem sombras de dúvidas é um marco
organizacional, econômico, tecnológico e social único na sociedade,
experimentamos e gozamos das mais variadas inovações por causa de
substancialmente desse fenômeno que foi protagonizado pela Inglaterra.
Enquanto antes disso, o mundo era guinado por monoculturas a mão e
consequentemente lenta e cara, com a inserção das máquinas advindas da
Revolução Indústrial, a Inglaterra despontou na frente das concorrências, pois o
custo, o tempo e a facilidade eram menores, não foi atoa que depois disso a
Inglaterra passou a ser responsável por mais de 1/4 da produção mundial na
época. A substituição do esforço humano e o uso de novas matérias primas
foram essenciais para tal ruptura, pois aumentou substancialmente a riqueza,
embora a desigualdade fosse gritante entre indivíduos e principalmente nações
com graus de desenvolvimento indústrial diferente, entretando com o passar do
tempo e o melhoramento das técnicas, foi possível observar uma diminuição das
desigualdade, aumento da riqueza e melhoria de vida dos cidadãos (comparado
com o decorrer da história humana). Isso porque a revolução Industrial também
foi combustível, para a criação de elementos do capitalismo (mercado de
trabalho, mercado monetário). Então é válido afirmar que o fenômeno
supracitado foi de extrema relevância para o melhoramento de todo corpo social
da sociedade.
12. DE QUE FORMA OS FATORES DEMOGRÁFICOS E O AUMENTO DA
PRODUTIVIDADE NA AGRICULTURA CONTRIBUÍRAM PARA A
REVOLUÇÃO INDUSTRIAL?
Com o aumento populacional, aumentou também a oferta de mão de
obra, fator essencial para a constituição do Capitalismo, pois precisa haver força
de trabalho para a harmonização de tal, e também com o aumento populacional,
aumenta a demanda por produtos derivados das grandes indústrias, logo o
aumento populacional foi de extrema importância para a constituição do
Capitalismo na Inglaterra, pois sem uma alta taxa demográfica, não haverá
demanda e nem trabalhadores.
13. QUAIS FORAM OS PRINCIPAIS DETERMINANTES DA DINÂMICA
ECONÔMICA MUNDIAL A ÉPOCA DA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL?
O processo civilizatório em que acontece como resultado do
Capitalismo, em que se intensifica de maneira avassaladora com a chegada da
Revolução Industrial sem dúvidas é a maior. característica desse sistema, junto
com a civilização, vem também, inovações, urbanização, industrialização,
autonomia de pensamento, e a constante amplificação das redes interligadas ao
capitalismo, havia a necessidade de se expandir, seja para busca por matérias
primas inéditas, seja para buscar novos consumidores, que demandariam de
produtos industriais
14. DE QUE FORMA A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL AFETOU O PROCESSO
DE DESENVOLVIMENTO URBANO, AS CONDIÇÕES DE VIDA E O
PADRÃO DA CLASSE TRABALHADORA?
Com o advento da Revolução Industrial, houve o inchaço das cidades
por conta das migrações, esse inchaço até então imprevisível não deixou tempo
para que as cidades se preparasse para receber essa super população,
deixando assim, essa população em estado de extrema precariedade,
entretanto, com o passar do tempo, a renda dos trabalhadores aumentando, foi
surgindo um mercado que demandava serviços dentro de uma cidade, o que
melhorou significamente a vida dos moradores dessas cidades.