ISTs
As ISTs podem ou não manifestar sintomas nos indivíduos, dificultando o seu
diagnóstico e os acessos ao tratamento. O uso de preservativos masculinos e femininos
são as formas mais eficazes de se evitar a transmissão e o contágio. Tipos de prevenção:
uso de preservativo do tipo camisinha, testes de rotina, e uso de proteção para qualquer
forma de relação sexual vacinação e tratamento.
AIDS
Agente infeccioso: Vírus HIV (vírus da imunodeficiência humana);
Sintomas: crescimento do baço e do fígado, aparecimento de gânglios, febre, cansaço,
distúrbios da atividade cardíaca, digestória e nervosa; imunodeficiência e infecções
secundárias.
Tratamento: Drogas antirretrovirais e medicamentos para alívio dos sintomas;
Prevenção: uso de preservativos
Vacina: Não existe vacina
HPV (OU CONDILOMA OU CRISTA DE GALO?)
Agente infeccioso: Papiloma vírus humano (vírus HPV)
Dois sintomas clássicos: Verrugas genitais, lesões pré-cancerosas (como no colo
de útero, intestino, reto, boca e garganta, dependendo do subtipo de HPV); (pode
não aparecer sintomas); Verrugas genitais, no ânus, na boca ou garganta, com
aspecto de couve-flor; Coceira na região da verruga; Verruga única ou múltiplas;
Desconforto no local da verruga.
Tratamento: Remoção de verrugas (vaporização a laser, cirurgia), monitoramento
de lesões; pode envolver a aplicação de pomadas ou ácidos nas verrugas e
cauterização
Prevenção: Uso de preservativos e vacina do HPV; não compartilhar itens pessoais
Vacina: Existe vacina (disponível para prevenção de alguns tipos de HPV)
SÍFILIS
Agente infeccioso: Bactéria Treponema pallidum
Dois sintomas clássicos: lesões cutâneas (feridas), ósseas, cardiovasculares e
neurológicas; febre mal-estar, dor de cabeça e ínguas pelo corpo
Tratamento: Uso de antibióticos injetáveis e/ou orais, diagnóstico e tratamento de
parceiros e gestantes
Prevenção: uso de preservativos
Vacina: Não existe vacina
GONORREIA
Agente infeccioso: Bactéria Neisseria gonorrhoeae
Dois sintomas clássicos: dor e ardência urinar; dor pélvica e abdominal; dores e
sangramento durante a relação sexual; coceira e sangramento anal; dor de
garganta e dificuldade para engolir; secreções como corrimento amarelados.
Tratamento: Uso de antibióticos injetáveis e/ou orais, diagnóstico e tratamento
de parceiros e gestantes
Prevenção: Uso de preservativos
Vacina: Não existe vacina eficaz disponível
Métodos Contraceptivos
TABELINHA
Método Contraceptivo Comportamental
Forma de uso: Conhecimento do ciclo menstrual e na identificação do
período fértil para que seja evitada a relação sexual nessa fase (disciplina
para anotações dos ciclos)
Eficácia: 76%;
Desvantagens: Não protege contra ISTs e mulheres com ciclos muito irregulares não podem fazer
uso da técnica (além de baixa eficácia (- 50%), pode resultar em gravidez indesejada, alguns
medicamentos como antibióticos e o estresse cotidiano podem alterar a dinâmica hormonal do
ciclo e de diminuir a eficácia do método);
CONTRACEPTIVOS DE BARREIRA
Camisinha - Barreiras mecânicas; previne ISTs
Forma de uso: colocada envolvendo o órgão sexual do indivíduo antes do sexo;
Eficácia: homens: 98% e mulheres 90%-95%, se utilizada corretamente;
Desvantagens: uso único e descartável, pode causar alergias devido ao látex (homens) ou
poliuretano do plástico (mulheres). Além disso, o preservativo pode ser mais caro para as mulheres e
exigir prática para o conforto e a segurança durante o seu uso.
DIU metálico - Método de barreira que impede a gravidez por dificultar o deslocamento do
espermatozoide até o ovócito, e portanto, a fecundação.
Forma de uso: inserida e retirada por um médico (desvantagem);
Eficácia: 98%-99%;
Reversível; medicamentos não alteram sua eficácia
Desvantagens: não protege contra ISTs, ciclos menstruais se tornam intensos e o sangramento
abundante, e o método não é ofertado pelo SUS, mas é coberto pelos planos de saúde.
CONTRACEPTIVOS HORMONAIS
Combinação sintética dos hormônios ovarianos ou de suas versões isoladas; o que muda é a forma
de administração e a dosagem; efeitos colaterais indesejáveis podem impedir o uso deste método
por alguns
Pílulas - apresentam combinações sintéticas dos hormônios análogos ao estrogênio e a progesterona.
Forma de uso: ingestão (que pode ou não ter pausas);
Eficácia: em torno de 99%;
Desvantagens: não protegem contra ISTs e apresentam menores efeitos colaterais em relação as pílulas,
reduzindo fluxo menstrual, a cólica e o risco de trombose.
Minipílulas - composta exclusivamente por hormônios sintéticos análogos a progesterona. menor
dosagem hormonal. Forma de uso: ingestão de forma ininterrupta (cartela: 28 comprimidos); Eficácia: em
torno de 99%;
Desvantagens: não protegem contra ISTs, mas apresentam menores efeitos colaterais em relação às
pílulas, como fluxo menstrual, a cólica e o risco de trombose.
Pílulas do dia seguinte (para emergências) - Forma de uso: ingestão de 12 até 72 horas após o sexo desprotegido, em
dose única ou em dois comprimidos até no máximo 12 horas de intervalo entre cada um; Apresentam altas doses dos
hormônios análogos ovarianos que são ingeridas. Atuam inibindo ou adiando a ocorrência da ovulação se for
administrada na primeira fase do ciclo menstrual. Se tomada na segunda fase do ciclo atua alterando a mobilidade
do espermatozoide devido ao aumento e espessamento do muco cervical, dificultando a fecundação (tornando
mais lento o movimento das tubas uterinas e/ou dificultando o encontro do óvulo com o espermatozoide); não
podem ser tomadas com frequência devido às grandes dosagens dos hormônios;
Eficácia: diminui com o tempo após a relação sexual;
Desvantagens: não protege contra ISTs, pode promover efeitos colaterais como vômitos que reduzem a eficácia do
método.
DIU (Dispositivo Intrauterino) hormonal - Forma de uso: inserida e retirada por um médico (desvantagem);
Eficácia: 98%-99%; Reversível; Não interfere na libido; pode ser usada por mulheres amamentando,
Constituído por hormônios sintéticos liberados diariamente na cavidade uterina não sendo absorvidos para a
circulação. Agem localmente causando a atrofia do endométrio e alterações do muco cervical, dificultando o
deslocamento do espermatozoide e impedindo a fertilização.
Recomendado para além da contracepção em casos de tratamento para a endometriose. Reduz o fluxo menstrual e
as cólicas.
Desvantagens: não protege contra ISTs, e não é ofertado pelo SUS.