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Classes Gramaticais

O documento é uma apostila de português que aborda a definição e classificação dos substantivos, adjetivos, artigos, numerais, pronomes, verbos, advérbios, preposições, interjeições e conjunções. Cada classe gramatical é explicada com exemplos e subdivisões, como substantivos concretos e abstratos, adjetivos simples e compostos, entre outros. A apostila serve como um guia para entender a função e o uso dessas palavras na língua portuguesa.

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Classes Gramaticais

O documento é uma apostila de português que aborda a definição e classificação dos substantivos, adjetivos, artigos, numerais, pronomes, verbos, advérbios, preposições, interjeições e conjunções. Cada classe gramatical é explicada com exemplos e subdivisões, como substantivos concretos e abstratos, adjetivos simples e compostos, entre outros. A apostila serve como um guia para entender a função e o uso dessas palavras na língua portuguesa.

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13/24/2025. Apostila de português. Escrito por: Pedro Felix.

Página: 1

1 Substantivo

SUBSTANTIVO

É a classe de palavra que se caracteriza por nomear seres, objetos, ações,


lugares, etc. Existem 9 tipos de substantivos: comum, próprio, coletivo, abstrato,
concreto, composto, simples, derivado e primitivo. O substantivo é quase sempre
precedido de um artigo.

CONCRETOS E ABSTRATOS

A tradição gramatical divide os substantivos em concretos e abstratos. Os


concretos são próprios e comuns.
Substantivo concreto é o que designa ser de existência independente: casa,
mar, sol, automóvel, filho, mãe.
Substantivo abstrato é o que designa ser de existência dependente: prazer,
beijo, trabalho, saída, beleza, cansaço, cuja existência depende da pessoa ou
coisa que dê ou apresente prazer, beijo, trabalho, e assim por diante.
Os substantivos concretos nomeiam pessoas, lugares, animais, vegetais,
minerais e coisas.
Os substantivos abstratos designam ações (beijo, trabalho, saída, cansaço),
estado (doença, felicidade) e qualidade (prazer, beleza), considerados fora dos
seres, como se tivessem existência individual.
É muito frequente o emprego de substantivos abstratos como concretos quando
aplicados a nomes de coisas relacionadas com o ato ou a qualidade que
designam. Quando dizemos que o país precisa de inteligências, facilmente
percebemos que o substantivo abstrato está sendo usado concretamente, para
designar as pessoas inteligentes. Usa-se muito a figura de alegoria para
personificar ações ou qualidades. Está-se usando de alegoria quando se diz que
A Fortuna bate à sua porta ou que A justiça é cega.

PRÓPRIOS E COMUNS
Dividem-se os substantivos em próprios e comuns, divisão que pertence a planos
diferentes.
Página: 2
Substantivo próprio é uma classe gramatical que nomeia uma entidade
específica, como uma pessoa, um lugar, uma organização, entre outros. São
escritos com letra inicial maiúscula. Os substantivos próprios diferenciam os
seres dentro de uma espécie ou categoria. Por exemplo, existem muitos
meninos, mas o nome desse aqui é Pedro Felix.
Substantivo comum são as palavras que caracterizam os seres da mesma
espécie de forma genérica. Por exemplo: menino, cachorro, cidade, sem a
necessidade de dizer que cidade é ou especificar que menino é. É o que se
aplica a um ou mais objetos particulares que reúnem características comuns
inerentes a ideia a dada classe: homem, mesa, livro, cachorro, lua, sol, fevereiro,
segunda-feira.

SIMPLES E COMPOSTO
Substantivo simples é uma palavra que se compõe apenas de um radical, ou
seja, de uma única palavra.

EX: Parece que teremos chuva.

Substantivo composto é uma palavra formada por dois ou mais radicais, que
se juntam para formar uma única ideia.

EX: É melhor levar um guarda-chuva.

COLETIVOS E DERIVADOS
Substantivo coletivo é um substantivo comum que indica um agrupamento de
seres ou coisas da mesma espécie. Pode se referir a pessoas, animais, objetos,
meios de transporte, elementos da natureza, entre outros.

EX: Ele viu um enxame se aproximando da cabana.


Substantivo derivado é o nome que tem origem (deriva) em outro substantivo.
EX:
 Caseiro deriva de casa
 Pedreira deriva de pedra
 Florista deriva de flor Página: 3
 Reforma deriva de reformar

PRIMITIVOS
Substantivo primitivo é o substantivo cujo nome não se origina de outro nome,
ou seja, é a base de outras palavras, chamadas de derivadas.
Exemplos de substantivos primitivos:

Casa, Folha, Chuva, Livro, Sapato, Dente.

EX:. “Ele toca piano muito bem.”

ADJETIVO
Adjetivo é a palavra que caracteriza, atribui qualidades aos substantivos, tais
como: feliz, superinteressante, amável.
Exemplos de frases com adjetivo:
 A criança ficou feliz.
 O artigo ficou superinteressante.
 Sempre foi amável comigo.
 Os seus olhos são verdes.
 Meus pais são brasileiros.
Classificação dos adjetivos
Os adjetivos são classificados em:
 Simples: formado por um único radical, que é o elemento básico da
palavra (forte, feliz, bonito).
 Compostos: formado por mais de um radical, que é o elemento básico
da palavra (azul-marinho, verde-escuro, socioeconômico).
 Pátrios: indicam a nacionalidade ou local de origem (brasileiro, paulista,
asiático)
Página: 4
 Locução adjetiva: Ocorre quando há junção de uma preposição e um
substantivo com valor adjetivo. EX: Eu sou uma mulher de fibra. (ou seja,
uma mulher forte).

ARTIGO
Artigo é a palavra que antecede o substantivo para dar um sentido determinado
ou indeterminado, tais como: o, as, uns, uma.
Exemplos de frases com artigo:
 O menino saiu.
 As meninas saíram.
 Uns meninos tocaram a campainha.
 Uma chance é o que preciso.
Classificação dos artigos
Os artigos são classificados em:
 Definidos: o, a, os, as, os.
 Indefinidos: um, uma, uns, umas.

NUMERAL
Numeral é a palavra que indica a posição ou o número de elementos, tais como:
um, primeiro, dezenas.
Exemplos de frases com numeral:
 Um pastel, por favor!
 Primeiro as damas.
 Dezenas de pessoas estiveram presentes.
Classificação dos numerais
Os numerais podem ser:
 Cardinais: indicam a quantidade exata de seres ou objetos (um, dois,
três...).
 Ordinais: indicam a posição ou ordem de seres ou objetos numa
sequência (primeiro, segundo, terceiro...).
Página: 5
 Multiplicativos: indicam a multiplicação de seres ou objetos (dobro,
triplo, quádruplo...).
 Fracionários: indicam a divisão de seres ou objetos (meio, terço,
quarto...).
 Coletivos: Indicam um número exato de seres ou coisas. EX: Havia
algumas centenas de pessoas no evento.

PRONOME
Pronome é a palavra que substitui ou acompanha o substantivo, indicando a
relação das pessoas do discurso, posse e posições, tais como: eu, meu, aquele.
Exemplos de frases com pronome:
 Eu aposto como ele vem.
 Meu caderno é novo.
 Aquele tipo não me sai da cabeça.
 Quem vai contigo?
 Tentei ligar, mas ninguém atendeu.
Classificação dos pronomes
Os pronomes são classificados em:
 Pessoais (reto e oblíquo): eu, tu, ele, me, te, se…
 Possessivos: meu, minha, tua...
 Demonstrativos: este, esta, isto...
 Relativos: que, quem, onde...
 Indefinidos: alguém, ninguém, tudo...
 Interrogativos: que, quem, qual...

VERBO
Verbo é a palavra que indica ações, estados, processos ou fenômenos da
natureza, tais como: sair, estar, correr, chover.
Exemplos de frases com verbo:
 Sairemos esta noite?
 Corro todos os dias.
 Chovendo, eu não vou. Página: 6
 Ele está feliz com a notícia.
 As plantas crescem rapidamente na primavera.
Classificação dos verbos
Os verbos são classificados em:
 Regulares: são os conjugados de acordo com modelos de conjugação
dos verbos padrões das três conjugações: -ar, -er, -ir (amar - amo, amas,
ama, amamos, amais, amam; vender - vendo, vendes, vende, vendemos,
vendeis, vendem; partir - parto, partes, parte, partimos, partis, partem).
 Irregulares: são os que não seguem os modelos de conjugação dos
verbos padrões, apresentando alterações no radical ou nas terminações
(dar - dou, dás, dá, damos, dais, dão; caber - caibo, cabes, cabe,
cabemos, cabeis, cabem; cair - caio, cais, cai, caímos, caís, caem).
 Defectivos: são os que não são conjugados em todas as formas verbais
(falir - não tem a primeira pessoa do singular do presente do indicativo;
reaver - não tem muitas formas).
 Abundantes: possuem mais de uma forma verbal aceita e correta em
algumas de suas conjugações. Eles podem apresentar tanto uma forma
regular quanto uma forma irregular (aceitar - aceitado / aceito; entregar -
entregado / entregue).
 Anômalo: são um subgrupo dos irregulares, com alterações muito
significativas (ser - sou, és, é, somos, sois, são; ir - vou, vais, vai, vamos,
vais, vão).

ADVÉRBIO
O advérbio é a palavra que indica uma circunstância (modo, lugar, tempo). Ele
pode modificar um verbo, um adjetivo ou outro advérbio. Exemplos:
 O vizinho fala alto. (alto é um advérbio que indica o modo como o vizinho
fala)
 A modelo é muito bonita. (muito é um advérbio que intensifica o quanto a
modelo é bonita)
 O vizinho fala bastante alto. (bastante é um advérbio que intensifica o
quanto o vizinho fala alto)
De acordo com as circunstâncias que exprimem, os advérbios podem ser de
modo, intensidade, lugar, tempo, negação, afirmação, dúvida, entre outros.
Advérbio de modo Página: 7
Bem, mal, assim, melhor, pior, depressa, devagar, acinte, adrede, debalde, e
grande parte das palavras que terminam em "-mente", como cuidadosamente,
calmamente, tristemente.
O advérbio de modo indica a forma como algo aconteceu ou foi feito, por
exemplo:
 Fui bem na prova.
 Estava andando depressa por causa da chuva.
 Colocou os copos cuidadosamente na pia.
Advérbio de intensidade
Muito, demais, pouco, mais, menos, bastante, tão, quão, demasiado, imenso,
quanto, quase, tanto, assaz, tudo, nada, todo.
O advérbio de intensidade reforça algo, por exemplo:
 Comeu demasiado naquele almoço.
 Ela gosta bastante dele.
 A mãe é muito atenciosa.
Advérbio de lugar
Aí, aqui, acolá, cá, lá, ali, adiante, abaixo, embaixo, acima, adentro, dentro, afora,
fora, atrás, detrás, além, aquém, defronte, antes, aonde, longe, perto, algures,
nenhures, alhures.
O advérbio de lugar indica um espaço ou uma posição, por exemplo:
 Deixei os livros ali.
 O livro está embaixo da mesa.
 As notas estão bem abaixo do esperado.
Advérbio de tempo
Hoje, já, afinal, logo, agora, amanhã, amiúde, antes, ontem, tarde, breve, cedo,
depois, enfim, ainda, jamais, nunca, sempre, doravante, outrora, primeiramente,
imediatamente, antigamente, provisoriamente, sucessivamente,
constantemente, entrementes.
O advérbio de tempo indica um momento, um período, por exemplo:
 Ontem estivemos numa reunião de trabalho.
 Sempre estamos juntos.
 Já chegou?
Advérbio de negação. Página: 8
Não, nem, tampouco.
O advérbio de negação serve para negar ou dizer que algo não é verdade, por
exemplo:
 Não saiu de casa naquela tarde.
 Nem me fale nisso.
 Detesto areia, tampouco vou à praia.
Advérbio de afirmação.
Sim, certo, certamente, realmente, decididamente, efetivamente, deveras,
indubitavelmente, decerto.
O advérbio de afirmação serve para afirmar ou confirmar, por exemplo:
 Certamente passearemos nesse domingo.
 Ele gostou deveras do presente de aniversário.
 Sim, vou.
Advérbio de dúvida.
Talvez, possivelmente, provavelmente, acaso, porventura, quiçá, casualmente.
O advérbio de dúvida serve para indicar incerteza, por exemplo:
 Provavelmente irei ao banco.
 Quiçá chova hoje.
 Talvez o cumprimente.

PREPOSIÇÃO
Preposição é a palavra que liga dois elementos da oração, tais como: a, após,
para.
Exemplos de frases com preposição:
 Entreguei a carta a ele.
 As portas abrem após as 18h.
 Isto é para você.
Locução prepositiva: Ocorre quando há junção de duas ou mais preposições
EX: Passou por trás de uma igreja.
INTERJEIÇÃO Página: 9

Interjeição é a palavra que exprime emoções e sentimentos, tais como: Olá! Viva!
Psiu!
Exemplos de frases com interjeição:
 Olá! Sou a Maria.
 Viva! Conseguimos ganhar o campeonato.
 Psiu! Não faça barulho aqui.
As interjeições são classificadas em: alegria, desejo, dor, surpresa, silêncio,
entre outros.

CONJUNÇÃO

Conjunções subordinadas.
1. Conjunções causais
Que, porque, como, pois, visto que, já que, uma vez que.
As conjunções causais introduzem orações subordinadas que dão ideia de
causa, por exemplo:
 Não fui à aula, porque choveu.
 Como fiquei doente, não pude ir à aula.
 Uma vez que os alunos não compareceram, o evento foi cancelado.
2. Conjunções comparativas
Que, do que, como.
As conjunções comparativas introduzem orações subordinadas que dão ideia de
comparação, por exemplo:
 Meu professor é mais inteligente do que o seu.
 Agiam como anjinhos.
 Dançava como uma bailarina.
3. Conjunções concessivas
Embora, ainda que, mesmo que, se bem que, posto que, apesar de que, por
mais que, por melhor que, nem que.
As conjunções concessivas iniciam orações subordinadas que exprimem um fato
contrário ao da oração principal, por exemplo:
 Vou à praia, embora esteja chovendo. Página: 10
 Não vou nem que me paguem.
 Por mais que lia, menos entendia.
4. Conjunções condicionais
Caso, contanto que, salvo se, desde que, a não ser que.
As conjunções condicionais iniciam orações subordinadas que exprimem
hipótese ou condição para que o fato da oração principal se realize ou não, por
exemplo:
 Se não chover, irei à praia.
 Caso decida ir, estarei à espera.
 Desde que ele explique, ouvirei com atenção.
5. Conjunções conformativas
Segundo, como, conforme, consoante.
As conjunções conformativas iniciam orações subordinadas que exprimem
acordo, concordância de um fato com outro, por exemplo:
 Cada um colhe conforme semeia.
 Fiz como disseram para fazer.
 Sairei mais cedo consoante o trabalho.
6. Conjunções consecutivas
Que, de forma que, de modo que, de maneira que.
As conjunções consecutivas iniciam orações subordinadas que exprimem a
consequência ou o efeito do que se declara na oração principal, por exemplo:
 Foi tamanho o susto que ela desmaiou.
 Adiantou os estudos, de modo que ficou com a tarde livre.
 Perdeu a hora, de maneira que perdeu a consulta.
7. Conjunções temporais
Logo que, antes que, quando, assim que, sempre que, enquanto.
As conjunções temporais iniciam orações subordinadas que dão ideia de tempo,
por exemplo:
 Quando as férias chegarem, viajaremos.
 Sempre que posso, vou à biblioteca.
 Dou o recado logo que ele chegue.
8. Conjunções finais Página: 11
A fim de que, para que.
As conjunções finais iniciam orações subordinadas que exprimem uma
finalidade, por exemplo:
 Estamos aqui para que ele fique tranquilo.
 Tirou fotos a fim de que acreditassem no que havia acontecido.
 Manteremos segredo para que ela não descubra a surpresa.
9. Conjunções proporcionais
À medida que, à proporção que, ao passo que, quanto mais, quanto menos,
quanto menor, quanto melhor.
As conjunções proporcionais iniciam orações subordinadas que exprimem
concomitância, simultaneidade, por exemplo:
 Quanto mais trabalho, menos recebo.
 À medida que andava, mais se encantava com a paisagem.
 Quanto menos eu souber dessa história, melhor será para mim.

Caso os elementos conectados sejam independentes, ou seja, o discurso


continua compreensível mesmo que os elementos apareçam isoladamente, as
conjunções que os conectam são chamadas de conjunções coordenadas e
podem ser classificadas como:

1. Conjunções aditivas
E, nem, não só...mas também, não só... como também.
As conjunções aditivas exprimem soma, adição de pensamentos, por exemplo:
 Ana não fala nem ouve.
 Na festa, comeu e bebeu à vontade.
 Trabalha muito, mas também se diverte.
2. Conjunções adversativas
Mas, porém, contudo, entretanto, no entanto, todavia, não obstante.
As conjunções adversativas exprimem oposição, contraste, compensação de
pensamentos, por exemplo:
 Não fomos campeões, todavia exibimos o melhor futebol.
 Telefonei, mas ninguém atendeu.
 Tentou falar, contudo ele não quis ouvir. Página: 12
3. Conjunções alternativas
Ou, Ou... ou, já... já, ora... ora, quer... quer, seja... seja.
As conjunções alternativas exprimem escolha de pensamentos, por exemplo:
 Ou você vem conosco ou você não vai.
 Não viu ou fingiu que não viu.
 Ora ria, ora chorava.
4. Conjunções conclusivas
Logo, por isso, pois (quando vem depois do verbo), portanto, por conseguinte,
assim.
As conjunções conclusivas exprimem conclusão de pensamento, por exemplo:
 Chove bastante, portanto a colheita está garantida.
 Consegui falar com ele, pois esperei à sua porta.
 Almoçarei antes de sair, logo não ficarei com fome.
5. Conjunções explicativas
Que, porque, assim, pois (quando vem antes do verbo), porquanto, por
conseguinte.
As conjunções explicativas exprimem razão, motivo, por exemplo:
 Não choveu, porque nada está molhado.
 Vem aqui, pois preciso falar com você.
 A avó disse para não comer bolo quente, que dava dor de barriga.

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