0% acharam este documento útil (0 voto)
4 visualizações4 páginas

Síndrome Coronariana Aguda: Definição

A síndrome coronariana aguda é um conjunto de condições clínicas resultantes de isquemia miocárdica, incluindo angina instável e infartos com ou sem supra de ST, geralmente causados por ruptura de placas ateroscleróticas. O diagnóstico envolve ECG, marcadores cardíacos como troponina e exames complementares. As condutas iniciais no infarto são guiadas pelo mnemônico MONABIC, que inclui morfina, oxigênio, nitratos, AAS, betabloqueadores, entre outros.

Enviado por

maria.lima1
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
4 visualizações4 páginas

Síndrome Coronariana Aguda: Definição

A síndrome coronariana aguda é um conjunto de condições clínicas resultantes de isquemia miocárdica, incluindo angina instável e infartos com ou sem supra de ST, geralmente causados por ruptura de placas ateroscleróticas. O diagnóstico envolve ECG, marcadores cardíacos como troponina e exames complementares. As condutas iniciais no infarto são guiadas pelo mnemônico MONABIC, que inclui morfina, oxigênio, nitratos, AAS, betabloqueadores, entre outros.

Enviado por

maria.lima1
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

🔴

SÍNDROME CORONARIANA
AGUDA
Definição: é um espectro de condições clínicas resultantes de isquemia
miocárdica aguda, geralmente causada por ruptura ou erosão de placa
aterosclerótica com formação de trombo intracoronário.
Envolve três entidades principais:

Angina instável (AI)

Infarto agudo do miocárdio sem supra de ST (IAMSSST)

Infarto agudo do miocárdio com supra de ST (IAMCSST)

Fisiopatologia:

Aterosclerose coronariana → formação de placa instável → ruptura ou erosão


→ exposição do conteúdo lipídico → ativação plaquetária → formação de
trombo.

Outros mecanismos (menos comuns):

1. Espasmo coronariano (p. ex., angina de Prinzmetal)

2. Dissecção coronariana espontânea

SÍNDROME CORONARIANA AGUDA 1


3. Embolia coronariana

Fissura + Trombose de Placa de Ateroma

Manifestação clínica:

Dor torácica típica: opressiva, retroesternal, irradiando para braço E,


mandíbula ou dorso.

Duração > 20 min, não alivia completamente com repouso ou nitrato.

Pode haver:

Sudorese, náusea, vômito

Dispneia

Palidez, ansiedade, hipotensão (em casos graves)

Classificação da Dor Torácica proposta pelo CASS


Probabilidade de DAC

Diagnóstico:

1. ECG – deve ser feito em até 10 minutos após chegada.

2. Marcadores cardíacos – Troponina é o mais específico.

3. Exames complementares:

Hemograma, eletrólitos, função renal

Radiografia de tórax (descartar causas pulmonares)


Ecocardiograma (avaliar função ventricular, complicações)

Quadro Dor Torácica ECG Troponina

Em repouso ou com menor Sem supra de ST (pode


Angina Instável
esforço, nova ou piora da ter depressão do ST ou Normal
(AI)
anterior, < 20 min inversão de T)

Dor intensa e prolongada,


IAM sem Supra > 20 min, não alivia Depressão do ST ou
Elevada
(IAMSSST) totalmente com inversão de T
repouso/nitrato

SÍNDROME CORONARIANA AGUDA 2


Quadro Dor Torácica ECG Troponina

Dor súbita, intensa, Supra persistente do


IAM com Supra
contínua, > 20 min, sem ST (≥1 mm em ≥2 Elevada
(IAMCSST)
melhora com nitrato derivações contíguas)

Tipos de Eletrocardiogramas

Condutas Gerais

Infarto Agudo do Miocárdio


MNEMÔNICO MONABIC (ou MONABIC-BE) – Condutas iniciais no IAM

M – Morfina: usar apenas para dor intensa refratária a nitratos ou


ansiedade importante.
O – Oxigênio: somente se SatO₂ < 90%, insuficiência respiratória ou sinais
de choque.

N – Nitratos: sublingual ou spray. Contraindicações: hipotensão,


bradicardia, uso de sildenafil, suspeita de IAM de VD.

A – AAS: 160–325 mg mastigável, administrado o mais cedo possível.


B – Betabloqueador: se não houver contraindicação (ICC
descompensada, BAV avançado, broncoespasmo grave, bradicardia).

I – IECA: iniciar nas primeiras 24h se paciente estiver estável


hemodinamicamente e sem disfunção renal importante.
C – Clopidogrel (ou outro P2Y12): pode ser clopidogrel, ticagrelor ou
prasugrel dependendo do cenário.
Versões expandidas (MONABIC-BE):

B – Estatina de alta potência: atorvastatina 80 mg ou rosuvastatina 20–40


mg.
E – Enoxaparina (ou anticoagulação): conforme protocolo para IAM com
ou sem supra.

Angina Instável

SÍNDROME CORONARIANA AGUDA 3


Casos com Supra de ST e troponina -
Angina de Prinzmetal

1. Tipo de angina causada por espasmo súbito da artéria coronária, levando


à isquemia transitória.

2. Ocorre em repouso, principalmente à noite ou de madrugada

3. Pode ocorrer mesmo sem placa aterosclerótica importante.

4. Primeira linha:

Bloqueadores dos canais de cálcio (BCC) → diltiazem, verapamil,


anlodipino

Nitratos (SL ou de uso contínuo)

Evitar BETABLOQUEADORES!!

Podem piorar o vasoespasmo

Síndrome de Takotsubo

1. Condição cardíaca aguda que imita um infarto (IAM), mas sem obstrução
coronariana significativa.

2. Causada por liberação maciça de catecolaminas após estresse intenso.

3. ECG: supra de ST ou inversão de T → Troponina: elevada, mas


desproporcional ao quadro.

4. Suporte clínico:

Betabloqueadores

IECA/ BRA

Diuréticos se congestão

SÍNDROME CORONARIANA AGUDA 4

Você também pode gostar