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Exames Complementares

O documento aborda a importância dos exames complementares na odontologia, detalhando os tipos de exames por imagem e laboratoriais utilizados para confirmação diagnóstica e planejamento de tratamento. Inclui informações sobre radiografias intrabucais e extrabucais, tomografia, ressonância magnética e hemograma, com indicações específicas para cada tipo de exame. A estrutura do documento é organizada em seções que descrevem os procedimentos, indicações e finalidades de cada exame.

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Exames Complementares

O documento aborda a importância dos exames complementares na odontologia, detalhando os tipos de exames por imagem e laboratoriais utilizados para confirmação diagnóstica e planejamento de tratamento. Inclui informações sobre radiografias intrabucais e extrabucais, tomografia, ressonância magnética e hemograma, com indicações específicas para cada tipo de exame. A estrutura do documento é organizada em seções que descrevem os procedimentos, indicações e finalidades de cada exame.

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DIAGNÓSTICO EXAMES COMPLEMENTARES

Graduação em Odontologia

Conceito: Exames que complementam informações aos dados obtidos na


Exame Exame
Clínico Por imagem anamnese e exame físico para a confirmação das hipóteses diagnósticas e plano
de tratamento.

EXAMES COMPLEMENTARES
Exame A. EXAMES POR IMAGENS
Laboratorial
B. EXAMES LABORATORIAIS

MSc. Prof. Carolina Drumond Azevedo “Cada um tem a sua importância”

1 2 3

EXAMES COMPLEMENTARES RADIOGRAFIAS 1. RADIOGRAFIAS 2.


EXAMES POR IMAGEM INTRABUCAIS EXTRABUCAIS
[Link]
São técnicas radiográficas nas quais o
filme encontra-se fora da cavidade bucal
[Link]
1. RADIOGRAFIA INTRABUCAL; 1. Panorâmica
2. Telerradiografia Lateral
2. RADIOGRAFIA EXTRABUCAL 3. Telerradiografia Frontal
4. P.A. Fronto-naso
[Link] 5. P.A. de Waters
3. TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA;
6. P.A. de Mandíbula
7. A.P. de Towne
4. RESSONÂNCIA MAGNÉTICA; 8. Submento Vértex / Infero- superior
ou Axial de Hirtz
5. ULTRA-SONOGRAFIA; 9. Transcraniana
10. Carpal

4 5 6
RADIOGRAFIAS 2. RADIOGRAFIAS 2. RADIOGRAFIAS 2.1
EXTRABUCAIS EXTRABUCAIS EXTRABUCAIS PANORÂMICA
POSICIONAMENTO: “As radiografias panorâmicas são comumente usadas como a imagem inicial
CEFALOSTATO
de uma avaliação, pois permitem adequada visualização ou auxiliam na
• Paciente posicionado a com coluna ereta
• Posiciona e imobiliza a cabeça do indicação de outras radiografias.” (White & Pharoa, 2015)
• Língua posicionada contra o palato paciente
• Padroniza os exames INDICAÇÕES:
• Plano de Frankfurt paralelo ao solo
• Permite análises comparáveis • Exame inicial
• Plano médio sagital perpendicular ao solo
• Estudo dos padrões de erupção dentária, formação e desenvolvimento das
raízes em pacientes jovens,
• Estudo de condições e doenças que envolvem os ossos da face e estruturas
vizinhas,
Olivas
• Exame da ATM*
• Visualização dos seios maxilares e sua relação com os dentes próximos.

7 8 9

RADIOGRAFIAS 2.1 RADIOGRAFIAS 2.1 RADIOGRAFIAS 2.1


EXTRABUCAIS PANORÂMICA EXTRABUCAIS PANORÂMICA EXTRABUCAIS PANORÂMICA
“As radiografias panorâmicas são comumente usadas como a imagem inicial “As radiografias panorâmicas são comumente usadas como a imagem inicial
de uma avaliação, pois permitem adequada visualização ou auxiliam na de uma avaliação, pois permitem adequada visualização ou auxiliam na
indicação de outras radiografias.” (White & Pharoa, 2015) indicação de outras radiografias.” (White & Pharoa, 2015)

10 11 12
RADIOGRAFIAS 2.1 RADIOGRAFIAS 2.1 RADIOGRAFIAS 2.1
EXTRABUCAIS PANORÂMICA EXTRABUCAIS PANORÂMICA EXTRABUCAIS PANORÂMICA

Observar x Avaliar Observar x Avaliar


(White & Pharoa, 2015)

13 14 15

RADIOGRAFIAS 2.2 RADIOGRAFIAS 2.2 RADIOGRAFIAS 2.3


EXTRABUCAIS CEFALOMÉTRICA/ TELERRADIOGRAFIA LATERAL EXTRABUCAIS CEFALOMÉTRICA/ TELERRADIOGRAFIA LATERAL EXTRABUCAIS CEFALOMÉTRICA/ TELERRADIOGRAFIA FRONTAL

Radiografia de crânio bastante utilizada na


ortodontia para avaliar assimetrias faciais
INDICAÇÃO:
• Ortodontia: diagnóstico inicial – confirmação de
anormalidades esqueléticas;
INDICAÇÃO:
• Estudo do crescimento e desenvolvimento crânio-facial;
• Ortodontia e cirurgia
• Estudo das vias aéreas
• Assimetria facial
• Relação dos dentes com os maxilares e dos maxilares
com o resto do esqueleto facial • Controle pré e pós cirúrgico (ortognática)
• Progresso de um tratamento por meio de traçados • Anomalias transversais
cefalométricos

16 17 18
RADIOGRAFIAS 2.4 RADIOGRAFIAS 2.5 RADIOGRAFIAS 2.6
EXTRABUCAIS P.A. FRONTO-NASO EXTRABUCAIS P.A. DE WATERS EXTRABUCAIS P.A. DE MANDÍBULA

INDICAÇÃO: INDICAÇÃO: INDICAÇÃO:


• Avaliar seio frontal e células etmoidais • Visualização dos seios maxilares e esfenoidais • Visibilidade de todo contorno da mandíbula;
• Fratura da calota craniana • Corpos estranhos e/ou fragmentos de raízes • Localização, direção, extensão de fraturas e de
no interior dos seios maxilares áreas patológicas mandibulares.
• Lesões Tumorais
• Calcificações e corpos estranhos intracranianos.

19 20 21

RADIOGRAFIAS 2.7 RADIOGRAFIAS 2.7 RADIOGRAFIAS 2.7


EXTRABUCAIS A.P. DE TOWNE EXTRABUCAIS A.P. DE TOWNE EXTRABUCAIS A.P. DE TOWNE
Modificada para ateroma / AP de Manzi
Placas ateromatosas

INDICAÇÃO:

• Visualização dos côndilos;


• Suspeita de fratura condilar;
• Avaliação do processo estiloide e ligamento estilohioideo Cartilágem Tritícea*

22 23 24
RADIOGRAFIAS 2.7 RADIOGRAFIAS 2.8 RADIOGRAFIAS 2.9
EXTRABUCAIS A.P. DE TOWNE EXTRABUCAIS SUBMENTO VÉRTEX EXTRABUCAIS TRANSCRANIANA
Modificada para ateroma / AP de Manzi
INDICAÇÃO:
• Avaliação do espaço articular
• Avaliação das estruturas ósseas
articulares
• Relação da fossa articular com o
côndilo
• Excursão mandibular
INDICAÇÃO:
• Avaliação do arco zigomático –
redução do tempo de exposição
• Seio esfenoidal

25 26 27

RADIOGRAFIAS 2.10 EXAMES COMPLEMENTARES EXAMES COMPLEMENTARES


EXTRABUCAIS CARPAL EXAMES POR IMAGEM RADIOGRAFIA X TC EXAMES POR IMAGEM RADIOGRAFIA X TC

INDICAÇÃO: RADIOGRAFIA TC RADIOGRAFIA TC


• Avaliação do crescimento ósseo;
Imagem real (objeto)
• Estima idade óssea;
• Avalia maturação óssea; Aparelho
Radiográfico
• Auxilia na odontologia legal Odontológico

Receptor
*Utilizado na ortodontia de imagem

Feixe de raios X

Imagem latente
(imagem radiográfica não v isível)

28 29 30
EXAMES COMPLEMENTARES EXAMES COMPLEMENTARES EXAMES COMPLEMENTARES
EXAMES POR IMAGEM RADIOGRAFIA X TC EXAMES POR IMAGEM RADIOGRAFIA X TC EXAMES POR IMAGEM TCCB

• Aquisição de imagens em volume D


RADIOGRAFIA TC RADIOGRAFIA TC V E
• Dose de radiação mais alta do que
a radiografia
• Ausência de sobreposição de estruturas
A S
• Alto custo
N • Reconstruções multiplanares (axial, coronal V
e sagital) + 3D
T A • Ruído de imagem
A • Acessibilidade N
• Artefatos
G T
E • Tempo de aquisição da imagem A • Necessidade de cooperação do
N • Imagens DICOM G paciente
S E
• Tem limitações também
• Softwares de manipulação das imagens N
S
Pixel
Voxel

31 32 33

EXAMES COMPLEMENTARES EXAMES COMPLEMENTARES EXAMES COMPLEMENTARES


EXAMES POR IMAGEM TOMOGRAFIA EXAMES POR IMAGEM TOMOGRAFIA EXAMES POR IMAGEM TOMOGRAFIA
TOMOGRAFIA

“Tomos” grego: Registro VISTAS/ IMAGENS 3D


pedaço ou divisão Imagem, figura

• Melhor explicação para o paciente


• Conjunto de sucessivas imagens radiográficas, de várias • Prototipagem
camadas do corpo. • Modelos de estudos
• Analogia: “fatias de pão de forma” – Cada “fatia” seria uma • Procedimento guiados
(ex.: implantodontia, endodontia, periodontia)
imagem de uma camada/corte do paciente, evidenciando
seus tecidos daquele parte. O tomógrafo adquire múltiplas
“fatias”, o software as uni e forma o exame 3D sobre o
paciente.

CORTE CORONAL CORTE AXIAL CORTE SAGITAL (Mimi Choi Makeup)

34 35 36
FOV
EXAMES COMPLEMENTARES EXAMES COMPLEMENTARES EXAMES COMPLEMENTARES (field of view)
EXAMES POR IMAGEM TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA EXAMES POR IMAGEM TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA EXAMES POR IMAGEM TCCB

TCCB TCMS • Dimensões do volume de digitalização que pode ser coberto


• Depende do tamanho e da forma do detector, da geometria de projeção do feixe e
TCCB TCMS
(Feixe cônico) (Feixe em leque)
capacidade de colimar o feixe.
• Forma do volume de digitalização: cilíndrica ou esférica.

JANELA PARA TECIDO DURO JANELA PARA TECIDO MOLE

Bornstein MM, Scarfe WC, Vaughn VM, Jacobs R. Cone beam computed tomography in implant
dentistry: a systematic review focusing on guidelines, indications, and radiation dose risks. Int J Oral
Maxillofac Implants. 2014;29 Suppl:55-77. doi: 10.11607/jomi.2014suppl.g1.4. PMID: 24660190.

37 38 39

EXAMES COMPLEMENTARES EXAMES COMPLEMENTARES EXAMES COMPLEMENTARES


EXAMES POR IMAGEM TCCB EXAMES POR IMAGEM TCCB EXAMES POR IMAGEM RESSONÂNCIA MAGNÉTICA

CORTES TRANSVERSAIS
• Após a aquisição, todas as projeções (fatias) são processadas e reconstruídas por algoritmos no • NÃO UTILIZA RADIAÇÃO IONIZANTE, UTIZADA CAMPO MAGNÉTICO : alinhamento dos prótons
computador, combinadas em um único volume de imagens para visualização nos 3 planos. dos tecidos (contra a favor ao campo)
• PADRÃO OURO: Tecido Mole
• CONTRAINDICAÇÃO: implantes metálicos em seus organismos, sejam marcapassos, pinos
ósseos de sustentação, clips vasculares e etc. Apenas alguns casos podem ser permitidos
(implantes dentários, aparelho ortodôntico )

DICOM: Digital Imaging and Communications in Medicine


(Comunicação de Imagens Digitais em Medicina)

RECONSTRUÇÃO PANORÂMICA

40 41 42
EXAMES COMPLEMENTARES EXAMES COMPLEMENTARES EXAMES COMPLEMENTARES
EXAMES POR IMAGEM RESSONÂNCIA MAGNÉTICA EXAMES POR IMAGEM RESSONÂNCIA MAGNÉTICA EXAMES POR IMAGEM RESSONÂNCIA MAGNÉTICA

VISTA SAGITAL VISTA CORONAL VISTA AXIAL

43 44 45

EXAMES COMPLEMENTARES EXAMES COMPLEMENTARES EXAMES COMPLEMENTARES


EXAMES POR IMAGEM ULTRASSONOGRAFIA EXAMES LABORATORIAIS EXAMES LABORATORIAIS HEMOGRAMA

I. Eritrócitos – hemácias
• SANGUE II. Leucócitos

• URINA III. Plaquetas


QUANDO SOLICITAR:
• BIÓPSIA • Idade do paciente (ex.: infância a adolescência – discrasias sanguíneas -
Sangue não coagula de modo adequado)
• CITOLOGIA ESFOLIATIVA • Alteração sistêmica do paciente ou monitoramento do tratamento
(identificado na anamnese)
• Patologia a ser analisada
• De acordo com a intervenção a ser realizada

*Validade - 28 dias

46 47 48
HEMOGRAMA – ERITRÓCITOS
EXAMES COMPLEMENTARES EXAMES COMPLEMENTARES VALORES ACIMA (sugestivo) VALORES ABAIXO (sugestivo)
EXAMES LABORATORIAIS HEMOGRAMA EXAMES LABORATORIAIS HEMOGRAMA • Contagem numérica – interfere diretamente
no transporte O2
• Neoplasia mieloproliferativa
• Desidratação grave
N° hemácias • Hemorragia horas ou dias antes (corpo entende • Anemias (deve-se investigar a causa)

MORFOLOGIA - ERITRÓCITOS: QUANTIDADE - ERITRÓCITOS:


que ocorreu essa perda e aumenta o n°
HB • Verificar se nossas hemácias estão hemácias significativamente; • Pode estar ocorrendo uma hemorragia
(Hemoglobina) conseguindo se ligar ao O2 e transportá-las • Caso esteja em altas altitudes (devido ↓O2)
pros tecidos • Doenças pulmonares ou cardíacas avançadas

VERIFICAR REFERÊNCIA QUE VEM DESCRITA NO EXAME que afetam a troca gasosa
• Cálculo, representado por %, que nos fala
Anisocitose: Poiquilocitose: Policromasia: Hematócrito quantos % de hemácias eu tenho no meu
volume sanguíneo total – isso nos auxilia a
• > n° de hemácias
(policetemia)
no volume sanguíneo • < n° hemácias no volume sanguíneo
(anemia)

• Variação do tamanho (maior Variação no formato - ex • Coloração da hemácia – IMPORTÂNCIA saber a gravidade do quadro anêmico de
um paciente por exemplo
ou menor) - ex ferropriva falciforme azul – ex.: hemolítica ABAIXO DO VALOR DE REFERÊNCIA ACIMA DO VALOR DE REFERÊNCIA
VCM • Volume médio das hemácias, ou seja, seu • Anemias macrocíticas (hemácia maior - não • Anemia ferropriva
(volume tamanho (calculado pelo valor do consegue transportar O2 de forma eficiente) • Anemia microcítica
• Anemias • Fisiológica (grandes altitudes tem ar corpuscular hematrócrito x 10 / n° de hemácias) • Alcoolismo, doenças hepáticas, hipotireoidismo, • Talassemias (diminuição dos efeitos de
• Chance de ter hipóxia nos tecidos rarefeito (< % O2 - o corpo entende que médio) lactantes e recém-nascidos coagulação e das hemácias)
• Intoxicação por Pb (não é comum)
(diminuição da % O2 nas células) o que se deve produzir mais hemácias)
pode levar a necrose tecidual ou • Patológica (ex.: neoplasia
Transporte de O2
predisposição a bactérias anaeróbias mieloproliferativa) HCM • Média de hemoglobina presente em cada • Anemia macrocítica (hemácia maior e mais • Anemia microcítica (hemácia em menor
(hemoglobina hemácia. Isso pode nos indicar também a vermelha), lactantes e recém nascidos. tamanho) e normocíticas (hm normal e
aos tecidos e de CO2 corpuscular cor da hemácia menos vermelha)
para troca gasosa. média)

CHCM • Concentração de hemoglobina em uma • Anemia macrocítica (hemácia maior e mais • Anemia microcítica (hemácia em menor
(concentração de hemácia – analisado junto com outros vermelha), lactantes e recém nascidos. tamanho) e normocíticas (hm normal e
*Hematoma: hemácias que saíram dos tecidos. Com o tempo sofrem hemólise, liberando hemoglobina hemoglobina parâmetros para obter o diagnóstico menos vermelha)
corpuscular
que é convertida em bilirrubina (deixando a coloração mais esverdeada- amarelada) média)
RDW • Índice que indica a diferença entre o • Anisocitose – o que pode indicar o inicio de um • Doenças crônicas
tamanho das hemácias quadro anêmico no paciente.

49 50 51

EXAMES COMPLEMENTARES EXAMES COMPLEMENTARES EXAMES COMPLEMENTARES


EXAMES LABORATORIAIS HEMOGRAMA EXAMES LABORATORIAIS HEMOGRAMA EXAMES LABORATORIAIS URINA
PLAQUETAS:
HEMOGRAMA – LEUCÓCITOS
• Plaquetose: ↑ n° plaquetas (anemias, hemorragias agudas, inflamação e Demonstra numerosas manifestações de doenças sistêmicas.
VALORES ACIMA (sugestivo) VALORES ABAIXO (sugestivo)
infecções crônicas)
• LEUCÓCITOS
(avalia todas as células
• Leucocitose
• ↑ n° leucócitos (infecção bacteriana, inflamações, menstruação,
• Leucopenia
• ↓ N° leucócitos (idade, gestação,
Os elementos de maior importância no exame de urina e que devem ser
da serie branca de exercício físico, leucemia) medicamentos, doenças auto-imune)
• Plaquetopenia: ↓ N° plaquetas (aplasia, medicamentos, produtos químicos, analisados são:
forma generalizada)
infecções virais, púrpura, leucemia) • Densidade,
• Neutrofilia • Neutropenia
• NEUTRÓFILOS • Infecções bacterianas, pancreatite, doença autoimune, processos • Alteração na medula óssea, anticorpos, • Volume,
inflamatórios, pós-operatório, corticoides medicamentos • Cor,
• Monocitose • Monocitopenia • Aspecto,
• MONÓCITOS • Infecções (septicemia, mononucleose, tuberculose, endocardite,
artrite reumatoide, câncer)
• Anemia , corticoides • Verificação do tempo de coagulação (TC), • Ph,
• Linfocitose • Linfopenia
• Tempo de sangramento (TS) • Glicosúria,
• LINFÓCITOS • Infecções virais agudas, infecções crônicas, leucemia, amigdalites e • Deficiência imunológico, HIV • Fragilidade capilar (FC), • Acetonúria,
processos ganglionares.
• Eosinofilia • Eosinopenia
• Piúria,
• EOSINÓFILOS • Parasitoses, processos imunoalérgicos • Gravidez, trabalho de parto, aplasia Caso os exames revelem alterações de normalidade, o paciente deve ser • Hematúria
eosinofílica ou doença autoimune
encaminhado ao hematologista para que o tratamento seja efetuado.
• Basofilia • Basopenia
• BASÓFILOS • Processos imunoalérgicos (asma, rinite, sinusite), varíola, varicela, • Doença autoimune INDICADO:
doença de hodgkin e leucemia mieloide crônica
Pré-operatório
*Se houver identificação de células sanguíneas jovens, pode indicar problema na medula óssea

52 53 54
EXAMES COMPLEMENTARES EXAMES COMPLEMENTARES EXAMES COMPLEMENTARES
EXAMES LABORATORIAIS BIÓPSIA EXAMES LABORATORIAIS BIÓPSIA EXAMES LABORATORIAIS BIÓPSIA

• Procedimento cirúrgico simples, rápido e “seguro” • EXCISIONAL • INCISIONAL LESÃO


INCISÃO
LESÃO LESÃO
• Parte da lesão ou toda a lesão de tecido mole e/ou ósseo é removida, para
estudo de suas características microscópicas • Remove pequena parte da lesão
• Remoção da lesão completa – + • Se grande ou diferente em partes: recolher
• Permite correlação entre os achados clínicos e histopatológicos
perímetro de 2-3mm (tecido normal). mais de uma área para amostra
determinando, na grande maioria dos casos, o diagnóstico definitivo
Se houver suspeita de displasia ou • Em forma de cunha para incluir tecido de INCISÃO INCISÃO
malignidade +2-3mm aspecto normal e anormal
• Áreas centrais – necrosadas (pouco valor)
• Normalmente já faz parte do • Melhor obter uma amostra estreita e profunda
tratamento. do que uma ampla e rasa
• Cuidado para não comprometer estruturas
anatômicas adjacentes importantes.

• EXCISIONAL • INCISIONAL
• EXCISIONAL • INCISIONAL

55 56 57

EXAMES COMPLEMENTARES EXAMES COMPLEMENTARES EXAMES COMPLEMENTARES


EXAMES LABORATORIAIS BIÓPSIA EXAMES LABORATORIAIS BIÓPSIA EXAMES LABORATORIAIS BIÓPSIA

INDICAÇÕES: CONTRA-INDICAÇÕES:
• Tudo o que contra-indica uma cirurgia
• Para confirmar hipótese de diagnóstico
• Preocupação excessiva do paciente com alguma lesão(cancerofobia)
• Tumores encapsulados (para não provocar difusão para
• Tecidos retirados cirurgicamente, quando ainda não se tem um diagnóstico prévio
tecidos vizinhos) Ex. Adenoma pleomórfico em glândula
parótida
• Lesão:
− História e características clínicas não permitam elaborar um diagnóstico preciso
• Lesões vasculares (Ex. hemangioma)- diascopia/vitroscopia
− Não apresente cura < duas semanas ou responda ao tratamento clínico de rotina.
− Intraóssea que não possa ser positivamente identificada por exames de imagem
• Estado físico e sistêmico do paciente

• Alterações de exames hematológicos

• Áreas necrosadas

58 59 60
EXAMES COMPLEMENTARES EXAMES COMPLEMENTARES EXAMES COMPLEMENTARES
EXAMES LABORATORIAIS BIÓPSIA EXAMES LABORATORIAIS BIÓPSIA EXAMES LABORATORIAIS BIÓPSIA

LAUDO
SEQÜÊNCIA DE BIÓPSIA SEQÜÊNCIA DE BIÓPSIA

1. Infiltração anestésica (periferia da lesão ou regional) 6. Sutura da região quando necessário

2. Incisão do tecido a ser biopsiado (bisturi ou punch) 7. Relatório: data da biópsia, nome, idade e sexo do
paciente, nome do operador, local da biópsia,
3. Preensão da peça (pinça "dente de rato“) descrição breve dos aspectos clínicos da lesão e
hipóteses diagnósticas.
4. Corte ou remoção da peça (tesoura ou bisturi)
8. Envio da amostra, junto ao relatório para o laboratório
5. Colocar o tecido removido em um frasco (vidro ou
plástico) com formol 10% (20x o volume do tecido) 9. Em caso de biópsia óssea enviar radiografia

61 62 63

EXAMES COMPLEMENTARES EXAMES COMPLEMENTARES EXAMES COMPLEMENTARES


EXAMES LABORATORIAIS BIÓPSIA EXAMES LABORATORIAIS BIÓPSIA EXAMES LABORATORIAIS PUNÇÃO BIÓPSIA
(Biópsia Aspirativa)

PRINCIPAIS CAUSAS DE ERROS E FALHAS DAS BIÓPSIAS


• Lesões de difícil acesso, profundas, intra-ósseas ou
com suspeita de malignidade, com conteúdo
líquido: retira-se o líquido e envia para análise.
• Falta de representatividade do material colhido
• Manipulação inadequada da peça • Técnica: Não se faz anti-sepsia da área onde será
• Fixação inadequada coletado o material para exame, pois o anti-
séptico pode influenciar no diagnóstico por possuir
• Introdução de anestésico sobre a lesão pigmentos.
• Uso de substâncias antissépticas corantes
• Informações deficientes • 1 gota do material da punção é espalhado sobre
• Troca de material pelo clínico ou pelo laboratório uma lâmina de vidro. Espera-se secar e fixa-se
com álcool absoluto para ser enviado ao
laboratório.

64 65 66
EXAMES COMPLEMENTARES EXAMES COMPLEMENTARES EXAMES COMPLEMENTARES
EXAMES LABORATORIAIS CITOLOGIA ESFOLIATIVA EXAMES LABORATORIAIS CITOLOGIA ESFOLIATIVA EXAMES LABORATORIAIS CITOLOGIA ESFOLIATIVA

INDICAÇÕES:
• Estudo morfológico e morfométrico de células descamadas da mucosa,
principalmente suprabasais, por meio de microscópio óptico. • Pode ser obtida por: espátula de metal ou de plástico (não
• Lesões ulceradas que persistam na mucosa bucal e não apresentam sinais
absorvem).
de melhora;
• Muito utilizado no Papanicolau – preventivo do câncer da genitália feminino • A raspagem da mucosa, deve ser depositada sobre uma lâmina
de vidro, fixado em álcool absoluto e enviado ao laboratório.
• Lesões que não vão ser biopsiadas por ser suficiente a citologia.
• Fidelidade: quase 100%. Se forem encontradas células atípicas,
Dependendo do resultado - biopsia;
recomenda-se fazer biópsia.
• No controle de áreas submetidas à radioterapia onde se observam
alterações típicas de radiação;

• Detecção de recidivas pós cirúrgicas (alguns tumores malignos)

• Diagnóstico de lesões suspeitas em pacientes com grande risco cirúrgico.

67 68 69

EXAMES COMPLEMENTARES
EXAMES LABORATORIAIS CITOLOGIA ESFOLIATIVA

Ex.: Classificação de Papanicolau

70 71

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