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Israel e Hamas

O documento explora os significados dos termos hebreus, israelitas e judeus, explicando suas origens e a relação entre eles. Além disso, aborda o Cativeiro da Babilônia, a Diáspora judaica e o conflito atual entre Israel e Hamas, destacando a história e as tensões territoriais na região. O texto também menciona eventos históricos que moldaram a identidade judaica e a luta por um estado independente.
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Israel e Hamas

O documento explora os significados dos termos hebreus, israelitas e judeus, explicando suas origens e a relação entre eles. Além disso, aborda o Cativeiro da Babilônia, a Diáspora judaica e o conflito atual entre Israel e Hamas, destacando a história e as tensões territoriais na região. O texto também menciona eventos históricos que moldaram a identidade judaica e a luta por um estado independente.
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O Que Significa Hebreus, Israelitas e Judeus?

Hebreus, israelitas e judeus são nomes dados ao povo de Deus.


Ou seja, aos descendentes de Abraão por seu filho Isaque.
Na qual, a Bíblia afirma que Deus escolheu como seu povo.
Jesus inclusive fez parte desses descendentes.
Vamos então agora analisar cada um dos termos em destaque.
Qual o significado do termo hebreu?
A primeira vez que esse termo aparece na Bíblia é se referindo a
Abraão.
Assim, Abraão é descrito como “hebreu” em Gênesis 14:13.
Justamente o pai dos hebreus.
Sobretudo, a tradição judaica também explica esse termo de outra
maneira.
De que o termo “hebreu” de refere aos descendentes de Eber.
Dessa forma, essa explicação se confere em Gênesis 10.
Quando descreve os descendentes de Noé que nasceram depois do
dilúvio.
Eber então seria um dos trinetos de Sem, filho de Noé.
Nesse sentido, podemos afirmar que o povo hebreu descende de Sem.
Ou seja, é o povo semita.
Agora vamos para o próximo termo.
O que significa israelitas?
Abraão gerou Isaque e Isaque a Jacó.
Logo, quando Jacó teve um encontro com Deus, seu nome foi mudado
para Israel.
De Israel vieram portanto 12 descendentes.
Desses 12 descendentes nasceram as 12 tribos de Israel.
Por isso, o nome israelita.
Sob esse ponto de vista, podemos dizer que hebreus e israelitas são o
mesmo povo.
No entanto, a partir disso começaram a ser chamados assim por causa
de Jacó.
Vemos um exemplo claro disso em Êxodo 1.
Antes de tudo, no primeiro versículo ele apresenta os filhos de Israel.
Já no versículo 11 ele chama seus descendentes de israelitas.
Prosseguimos então para o terceiro e último termo usado para
designar o povo de Deus.
O que significa o termo judeu?
O termo judeu veio da predominância da tribo de Judá.
Isto é, antes do seu retorno à Terra Prometida, quando voltaram do
cativeiro.
Por causa disso, os hebreus/israelitas passaram a ser chamados de
judeus.
Vemos essa primeira aparição em 2 Reis [Link]
“Naquela ocasião, Rezim recuperou Elate para a Síria, expulsando os
homens de Judá(ou judeus em outras traduções). Os edomitas então se
mudaram para Elate, onde vivem até hoje.”
Dessa forma, o termo judeus ficou conhecido.
Atualmente, ele é usado para designar os seguidores do judaísmo.
Além disso, é o termo mais usado para nomear os descendentes de
Abraão.
Logo, os termos hebreu, israelita e judeu cumprem o mesmo
propósito.
Porém com origens diferentes.
O Cativeiro da Babilônia pode ser dividido em três diferentes fases:
•1ª fase - O cerco de Jerusalém (597 a.C.): a Babilônia invadiu
Judá e sitiou Jerusalém pela primeira vez, deportando parte da
população judaica para a Babilônia. O rei Joaquim foi levado
cativo, inaugurando o início do Cativeiro.
•2ª fase - A destruição de Jerusalém (586 a.C.): diante de uma

revolta judaica, Nabucodonosor II retaliou com força total,


invadindo Jerusalém e destruindo o Templo de Salomão. Grande
parte da população foi deportada para a Babilônia, e o Cativeiro
atingiu seu ponto mais crítico.
•3ª fase - A vida no exílio: durante o cativeiro, os hebreus foram

assimilados pela cultura babilônica, vivendo em um ambiente


estrangeiro. A comunidade judaica manteve sua identidade por
meio da preservação de suas tradições religiosas e culturais.
O Cativeiro da Babilônia acabou de maneira gradual, com eventos
marcantes que possibilitaram o retorno dos hebreus à sua terra natal.
•Edito de Ciro (538 a.C.): o rei persa Ciro II conquistou a
Babilônia e emitiu um édito permitindo que os exilados
retornassem a suas terras e reconstruíssem o Templo de
Jerusalém. Esse édito é registrado na Bíblia como um ato de
graça divina, visto pelos hebreus como uma oportunidade de
redenção.
•Retorno a Judá e reconstrução do templo: com o édito de

Ciro, um grupo significativo de hebreus retornou a Judá,


iniciando a reconstrução do Templo de Jerusalém sob a liderança
de Zorobabel. Esse período é conhecido como o “retorno pós-
exílio” e é fundamental para a história e teologia judaicas.
•Período pós-exílio e a formação do judaísmo pós-exílio: o

retorno a Judá marcou o início de uma nova fase na história


hebraica, caracterizada pelo desenvolvimento do judaísmo pós-
exílio. A sinagoga tornou-se um centro de culto e estudo, e os
textos sagrados foram compilados e preservados.

Diáspora judaica (nohebraicotefutzah, "dispersado", ou


‫גלות‬galut"exílio") refere-se a diversas expulsões forçadas dos judeus
pelo mundo e da consequente formação das comunidades judaicas
fora do que hoje é conhecido como Israel, partes do Líbano e Jordânia
(por aproximadamente dois mil anos).
Nos termos da Bíblia Hebraica, o termo "Exílio" denota o destino dos
israelitas que foram levados para o exílio do Reino de Israel durante o
século 8 aC, e dos judeus do Reino de Judá que foram levados para o
exílio durante o século 6 aC. século AEC. Durante o exílio, os judaítas
ficaram conhecidos como "judeus" ( ‫הּודים‬ ִ ְ‫ י‬, ou Yehudim ), sendo "
Mordecai, o Judeu" do Livro de Ester a primeira menção bíblica do
termo.
O primeiro exílio foi o exílio assírio, a expulsão do Reino de Israel
(Samaria) iniciada por Tiglate-Pileser III da Assíria em 733 AEC.
Este processo foi completado por Sargão II com a destruição do reino
em 722 AEC, concluindo um cerco de três anos a Samaria iniciado
por Salmaneser V. A próxima experiência de exílio foi o cativeiro
babilônico, no qual partes da população do Reino de Judá foram
deportadas em 597 AEC e novamente em 586 AEC pelo Império
Neobabilônico sob o governo de Nabucodonosor II.
Uma diáspora judaica existiu durante vários séculos antes da queda do
Segundo Templo, e a sua permanência em outros países, na sua maior
parte, não foi resultado de uma deslocação compulsória. Antes de
meados do primeiro século dC, além da Judéia, Síria e Babilônia,
existiam grandes comunidades judaicas nas províncias romanas do
Egito, Creta e Cirenaica, e na própria Roma; após o cerco de
Jerusalém em 63 aC, quando o reino hasmoneu se tornou um
protetorado de Roma, a emigração se intensificou. Em 6 EC a região
foi organizada como a província romana da Judéia. A população da
Judéia se revoltou contra o Império Romano em 66 EC na Primeira
Guerra Judaico-Romana , que culminou na destruição de Jerusalém
em 70 EC. Durante o cerco, os romanos destruíram o Segundo
Templo e a maior parte de Jerusalém. Este momento decisivo, a
eliminação do centro simbólico do Judaísmo e da identidade judaica,
motivou muitos judeus a formular uma nova autodefinição e a ajustar
a sua existência à perspectiva de um período indefinido de
deslocamento,

Primeira destruição

Entenda o caso

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante


coletiva de imprensa, em Adis Abeba - Etió[Link]: Ricardo
Stuckert / PR
Em entrevista coletiva durante viagem oficial à Etiópia, o presidente
brasileiro classificou as mortes de civis em Gaza como genocídio,
criticou países desenvolvidos por reduzirem ou cortarem a ajuda
humanitária na região e disse que “o que está acontecendo na Faixa de
Gaza com o povo palestino não existiu em nenhum momento
histórico. Aliás, existiu quando Hitler resolveu matar os judeus”.
"Não é uma guerra entre soldados e soldados. É uma guerra entre um
Exército altamente preparado e mulheres e crianças", disse Lula.
A declaração gerou fortes reações do governo israelense. O primeiro-
ministro de Israel, Benjamim Netanyahu, disse que a fala “banaliza o
Holocausto e tenta prejudicar o povo judeu e o direito de Israel se
defender”.
Guerra
Um ataque do Hamas, no dia 7 de outubro, desencadeou a escalada de
violência na Faixa de Gaza e deu início a mais um capítulo de um
conflito que se arrasta há décadas. Homens armados mataram 1,2 mil
israelenses e levaram cerca de 250 reféns. Israel declarou guerra aos
agressores e mobilizou o exército para uma resposta. As autoridades
de saúde de Gaza, que é controlada pelo Hamas, estimam que cerca
de 28 mil palestinos, em sua maioria civis, tenham sido mortos na
região desde o início do conflito em outubro.

Israel, Hamas, Palestina: entenda a guerra no Oriente Médio


Conflito tem disputa por terras como pano de fundo

O conflito entre Israel e Hamas tem origem na disputa por


territórios que já foram ocupados por diversos povos, como
hebreus e filisteus, dos quais descendem israelenses e
palestinos. Em diferentes momentos, guerras e ocupações, eles
foram expulsos, retomaram terras, ampliaram e as perderam.
De acordo com o professor de direito e de Relações
Internacionais Danilo Porfírio Vieira, desde o século 19, a
comunidade judaica, principalmente na Europa, começou a se
mobilizar em torno de uma ideia de nacionalidade e do retorno
ao que considera seu território “bíblico”, perdido durante o
Império Romano.
Quando o Império Otomano perdeu a 1ª Guerra, aquela região
do Oriente Médio foi dividida entre franceses e britânicos. A
região do Líbano e da Síria ficou sob controle da França e,
regiões como Kuwait, Iraque, Jordânia e Palestina, sob
colonização britânica. Nesse período, ganhou força entre os
judeus refugiados pelo mundo a ideia de retornar à Palestina
para criar um estado judaico.
“O projeto inicial era a compra de territórios de propriedades
dentro de uma região que estava, desde a década de 1920, sob
controle do Império britânico (Mandato Britânico da
Palestina)”, afirma o pesquisador, com pós-doutorado na
Universidade de São Paulo (USP) sobre a “Irmandade
Muçulmana”, organização que acabou gerando, na Palestina, o
Hamas.
Na 2ª Guerra Mundial, com o Holocausto, a comunidade
internacional voltou a discutir a ideia de um estado que
abrigaria o povo judeu. Após o nascimento da Organização das
Nações Unidas (ONU), o Estado de Israel foi criado. Isso se
deu com o apoio dos norte-americanos e até mesmo do Brasil.
Representantes internacionais também defendiam a criação do
Estado Palestino.
Durante as negociações, o litoral setentrional ficou sob
controle dos israelenses e, o meridional, dos palestinos. A
região interiorana ao sul da Palestina foi para os israelenses.
Por seu caráter histórico e por ser sagrada pra árabes, judeus e
cristãos, Jerusalém iria se tornar uma cidade autônoma, dentro
da Palestina e sob o jugo dos britânicos.
Território israelense foi se expandindo com o passar dos
anos. Ao mesmo tempo, os palestinos foram perdendo
espaço na região. Por Arte/EBC
Israel vence guerras
Diante de diversos impasses, houve a Guerra da
Independência, em 1948, vencida por Israel com apoio
principalmente dos norte-americanos. A tensão não reduziu.
Israel passou a controlar 75% do território. O êxodo de
palestinos se intensificou e milhões permanecem refugiados
em outros países.
Na segunda metade do século 20, outras guerras com nações
vizinhas àquela região, como Egito, Síria, Jordânia, Líbia, a
chamada União Árabe, deram mais força para Israel, que
ganharia o status e potência bélica. Entre as vitórias, a Guerra
dos Seis Dias (entre 5 e 10 de junho de 1967), quando Israel
enfrentou e sufocou os vizinhos.
Seis anos depois, em 1973, houve a Guerra do Yom Kippur, do
Egito e Síria contra Israel. As conquistas territoriais de Israel
em meio a guerras duplicaram o seu território. Mas deixou
marcas.
Por isso, os povos palestinos reivindicam o seu estado
independente e autonomia. Em 1993, houve um novo acordo
(Oslo) entre israelenses e palestinos, com mediação americana
e europeia, no qual ficou acertado o reconhecimento da
Autoridade Palestina.
Hamas
Em 1987, um grupo político palestino ligado ao movimento
político islâmico sunita, chamado “Irmandade Muçulmana”,
gerou o movimento Hamas.
Esse grupo não aceita a presença dos judeus e israelitas
naquela região, tanto que o Hamas defendeu a aniquilação do
estado de Israel nos anos 2000. O Hamas, inclusive, deu um
golpe na Autoridade Palestina e passou a controlar a Faixa de
Gaza, um território de pouco mais de 360 km quadrados
superpopuloso com mais de 2,6 milhões de habitantes.
Por isso, a Autoridade Palestina não alcança Gaza. Outro
território palestino, a Cisjordânia, está sob o controle do
partido Fatah, com regiões ocupadas por colonos israelenses e
controle militar do governo de Israel.

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