0% acharam este documento útil (0 voto)
5 visualizações7 páginas

Democracia Racial - A

resumo

Enviado por

eduferreira
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
5 visualizações7 páginas

Democracia Racial - A

resumo

Enviado por

eduferreira
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

CENTRO EDUCACIONAL ANHANGUERA DE

NITERÓI

HOMEM, CULTURA E SOCIEDADE

O MITO DA DEMOCRACIA RACIAL NO BRASIL

O MITO DA DEMOCRACIA RACIAL NO BRASIL


PROFESSOR: SILVIO FRANKLIN
DISCIPLINA: HOMEM, CULTURA E SOCIEDADE

NITERÓI
MAIO/2017
Democracia Racial

É um termo usado por alguns para descrever as relações raciais


no Brasil. O termo denota a crença de que o Brasil escapou do racismo e
da discriminação racial vista em outros países, mais especificamente,
como nos Estados Unidos. Pesquisadores notam que a maioria dos
brasileiros não se veem pelas lentes da discriminação racial, e não
prejudicam ou promovem pessoas baseadas na raça. Graças a isso,
enquanto a mobilidade social dos brasileiros pode ser reduzida por vários
fatores, como sexo e classe social, a discriminação racial seria
considerada irrelevante. A Democracia Racial, no entanto, é
desmitificada por sociólogos e antropólogos que estudam casos de
preconceito racial e por dados de violência motivada por diferenças
raciais. O preconceito está intrínseco à sociedade: ainda que a maioria
afirme não ser preconceituosa, afirma que conhece alguém que o é.
Portanto a democracia racial é uma meta que ainda está longe de ser
atingida e um mito da sociedade brasileira que tenta criar uma imagem
positiva que não coincide com a realidade.

A ideia de um paraíso racial

O conceito foi apresentado inicialmente pelo sociólogo Gilberto Freyre,


na sua obra Casa-Grande & Senzala, publicado em 1933. Embora Freyre
jamais tenha usado este termo nesse seu trabalho, ele passou a adotá-lo
em publicações posteriores, e suas teorias abriram o caminho para
outros estudiosos popularizarem a ideia.

Freyre argumentou que a miscigenação continuada entre as três raças


(ameríndios, os descendentes de escravos africanos e brancos) levaria a
uma "meta-raça". A teoria se tornou uma fonte de orgulho nacional para
o Brasil, que se contrastou favoravelmente com outros países, como os
Estados Unidos, que enfrentava divisões raciais que levaram a
significantes atos de violência. Com o tempo, a democracia racial se
tornaria amplamente aceita entre os brasileiros de todas as faixas e entre
muitos acadêmicos estrangeiros. Pesquisadores negros nos Estados
Unidos costumavam fazer comparações desfavoráveis entre seu país e o
Brasil durante a década de 1960.

Na literatura acadêmica, o uso primeiro parece caber a Charles Wagley:


"O Brasil é renomado mundialmente por sua democracia racial", escrevia
ele em 19525. Wagley introduziu na literatura especializada a expressão
que se tornaria não apenas célebre, mas a síntese do pensamento de
toda uma época e de toda uma geração de cientistas sociais.
A ideia de que o Brasil seria uma sociedade sem "linha de cor" — uma
sociedade sem barreiras legais que impedissem a ascensão social de
pessoas de cor a cargos oficiais e a posições de riqueza ou prestígio —
estava já bastante difundida no mundo, principalmente nos Estados
Unidos e na Europa, bem antes do nascimento da sociologia. No Brasil
moderno, tal ideia deu lugar à construção mítica de uma sociedade sem
preconceitos e discriminações raciais. Os historiadores tratavam de
forma utópica o Brasil como sendo “ paraíso racial". Um país sem
preconceitos ou discriminações raciais, no qual o valor e o mérito
individuais não seriam barrados pela pertença racial ou pela cor.

Mitologia enraizada

No Brasil, a difusão da ideia de uma convivência harmoniosa entre as


raças convive, contudo, com os efeitos um processo de mais de três
séculos de construção de uma sociedade escravista, durante a Colônia e
o Império. Além de muita violência, esse processo resultou numa cultura
de preconceito e discriminação da qual as vítimas são principalmente as
pessoas que não são da raça branca. Essa cultura continua a existir e,
embora tenha havido avanços, é certo que os brasileiros têm melhores
oportunidades quanto mais brancos sejam.

As estatísticas que na medida em que compõem o retrato de um Brasil


profundamente desigual, cuja linha de corte é justamente a cor da pele.
Em nosso país, os negros têm menos oportunidades de estudar, seus
salários são menores que os dos brancos e eles são as principais vítimas
da violência. Em 2013, a taxa de analfabetismo entre negros foi de
11,5%, duas vezes maior do que entre brancos (5,2%), segundo o
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No mesmo ano, o
salário dos negros era cerca de 40% menor que o dos brancos, segundo
o Instituto. Sem contar que eles lideram o ranking de homicídios por
arma de fogo: em 2012, 10,6 mil brancos foram assassinados com arma
de fogo, ante 28,8 mil negros, de acordo com o “ Mapa da Violência”, da
Secretaria Nacional da Juventude e da Secretaria de Políticas de
Promoção da Igualdade Racial, lançado este ano.

A questão das relações raciais é um dos maiores problemas do Brasil


hoje. Além da desigualdade socioeconômica entre brancos e negros (em
consequência das condições desfavoráveis que os negros enfrentaram
para se inserir na estrutura social no período pós-escravidão), essa
história deixou outra herança: uma visão estereotipada do negro com um
ser inferior.
Fatos alegados pelos críticos

Críticos contrários á ideia da Democracia Racial ser um mito


frequentemente usam como base a alegação padrão de que seria
impossível definir com exatidão á que raça pertenceria uma pessoa, visto
que elas próprias não sabem se definir entre raças enquanto humanas.
Ironicamente, a maioria dos que defendem o mito da Democracia Racial
pertencem ou estão confortavelmente ligados à porção economicamente
mais privilegiada da sociedade, que inclui amplamente descendentes de
imigrantes, os meios de comunicação, ambiente politico setores
considerados conservadores ou de direita. Fortemente baseado em outro
mito, o da meritocracia, os críticos da ideia de raças humanas no
contexto.

Racismo
O racismo é qualquer pensamento ou atitude que separam as raças
humanas por considerarem algumas superiores a outras.
Quando se fala de racismo, o primeiro pensamento que aparece na
mente das pessoas é contra os negros, mas o racismo é um preconceito
baseado na diferença de raças das pessoas.
Pode ser contra negros, asiáticos, índios, mulatos, e até com brancos,
por parte de outras raças. Por terem uma história mais sofrida com o
preconceito, os negros são principal referência quando é discutido o
tema racismo.
O racismo em uma pessoa tem diversas origens, depende da história de
cada um. Em alguns casos, pode ser por crescerem ouvindo as
diferenças e superioridade de determinadas raças, em outros, alguma
atitude que moldou seu pensamento. Não importa como o racismo
cresceu na mente das pessoas, mas vale ressaltar que se ele for
provado, é um crime inafiançável, com pena de até 3 anos de prisão.
Com isso, percebe-se como o racismo fez parte da história, e como
alguns grupos sofreram muito com isso.
Embora no Brasil haja uma forte mistura de raças, a incidência de
racismo pode não ser tão evidente para alguns, mas ele não deixa de
existir. Em alguns casos, ele ocorre de forma sutil, em que nem é
percebido pelas pessoas. Pode acontecer em forma de piadas,
xingamentos, ou simplesmente evitar o contato físico com a pessoa. A
verdade é que nenhum lugar está protegido do racismo.
História do Racismo no Brasil:

A característica mais marcante do racismo brasileiro é seu caráter não


oficial, pois se a lei conferiu liberdade jurídica aos escravos, estes nunca
foram de fato integrados a economia e, sem assistência do Estado,
muitos negros caíram em dificuldades após a liberdade. Ora, desde a
"Proclamação da República" (1889), não há referência jurídica a qualquer
distinção de raça.
Outro atributo a escamotear o racismo no Brasil fora a ideologia do
branqueamento, apoiada pelo governo, o qual facilitava a entrada de
imigrantes europeus e árabes em terras brasileiras, e por correntes
científicas, como a corrente do darwinismo racial e do higienismo.
Não obstante, a mestiçagem, vista como o "clareamento" da população,
criou raízes profundas na sociedade brasileira no início do século XX,
pois, os negros foram abandonando a sua cultura africana, substituída
por valores brancos, o que faz das vítimas do racismo o seu próprio
carrasco.
Na prática, muitos negros(as) preferiram se casar com companheiros(as)
de pele mais clara, posto que seus filhos teriam menos probabilidades de
sofrer com o racismo. Contudo, a despeito de décadas de crescimento
econômico, as disparidades sociais permanecem.
Em combate ao racismo e também como reconhecimento de sua
existência, fora criada em 1951, a lei que tornou contravenção penal a
recusa de hospedar, servir, atender ou receber cliente, comprador ou
aluno por preconceito de raça ou de cor, a "Lei Afonso Arinos".
Posteriormente, com a Constituição Federal de 1988, a lei nº 7716, de 5
de janeiro de 1989, tornou o racismo um crime inafiançável.

.
Alguns Dados Estatísticos sobre o Racismo no Brasil

Segundo o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) no Brasil o


preconceito é sempre atribuído ao “outro”. Assim, 63,7% dos brasileiros
entendem que a raça determina a qualidade de vida dos cidadãos,
principalmente no trabalho (71%), em questões judiciais (68,3%) e em
relações sociais (65%).
Ademais, 93% dos entrevistados admitiram o preconceito racial no Brasil,
mas 87% deles afirmaram nunca sentiram-se descriminados; 89% deles
afirmam haver preconceito de cor contra negros no Brasil, mas apenas
10% admitiram tê-lo. Por fim, 70% dos brasileiros que vivendo na miséria
são negros ou pardos.
Bibliografia :

[Link]

[Link]

[Link]

[Link]
[Link]

[Link]
Perguntas:

1. Existe Democracia Racial no Brasil?

2. Como você enxerga hoje o Racismo no Brasil?

Você também pode gostar