Escola Superior de Negócios e Empreendedorismo de Chibuto: Licenciatura em Gestão de Empresas 4 Ano/ I Semestre
Escola Superior de Negócios e Empreendedorismo de Chibuto: Licenciatura em Gestão de Empresas 4 Ano/ I Semestre
4 Ano/ I semestre
Discentes: Docente:
Lourenço Chitete Prof. Dr. Andes Chivangue
Joaquina Sambo
Chaika Batista
[Link] Geral...............................................................................................................1
[Link] Específicos....................................................................................................1
[Link].........................................................................................................................2
[Link]ÃO DA LITERATURA....................................................................................................3
3.1. Parcerias................................................................................................................................3
[Link]ÕES............................................................................................................................7
[Link]ÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.........................................................................................8
[Link]ÇÃO
No século XII, na Europa, ocorreram associações de capítais reais com os de particulares, tendo,
como exemplos, a parceria realizada pelo Rei da Inglaterra com um banco italiano, através da
qual o banco abriu uma mina de prata e, após explora-la por um período pré-determinado,
entregou-a ao Governo Inglês (Zymler e Almeida, 2005).
[Link]
[Link] Geral
Abordar a cerca das parcerias público-privadas
[Link] Específicos
Identificar as principais formas de PPP em alguns pais desenvolvidos
Descrever as principais formas de PPP em Moçambique
Explicar o impacto económico e social advindo efectivação das PPPs no mercado
moçambicano.
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[Link]
A realização da pesquisa suscitou o uso de alguns métodos científicos, que segundo Gil (2006),
correspondem ao conjunto de procedimentos intelectuais e técnicos adoptados para se atingir o
conhecimento.
No entanto, sob o ponto de vista de seus objectivos, ela teve um carácter descritivo, na medida
em que procurou descrever as características da execução de contratos de PPPs (parcerias publio-
privadas) e outros aspectos a eles afins. Em termos de procedimentos técnicos, ela foi
bibliográfica uma vez que para uma abordagem clara e plausível do tema em causa, fez-se
necessário o uso de informações disponíveis em livros e dados publicados em sites da internet.
Importa salientar que para melhor orientar os procedimentos de elaboração da pesquisa, fez-se
um plano sobre os itens ou aspectos a serem abordados, tendo-se identificado a posterior as
fontes capazes de fornecer informações inerentes a cada aspecto, através de consultas feitas em
livros e outras publicações em sites da internet. Após ter se identificado as fontes e feito o
levantamento das informações necessárias à pesquisa, passou-se a fase de leitura, resumo e
análise das mesmas, de tal forma que em seguida se redigisse o relatório.
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[Link]ÃO DA LITERATURA
3.1. Parcerias
No contexto da administração pública, uma parceria é um acordo entre uma organização pública
e uma ou mais partes que lhe permite cooperar a fim de atingir objectivos de políticas públicas.
O que pressupõe um investimento comum de recursos, uma delimitação de poderes e de
responsabilidades entre os parceiros que inclua a repartição de riscos e a obtenção de vantagens
mútuas ou complementares. Mazuze (2018) Apud Treasury Board of Canada Secretariat (2003).
Em Moçambique, as PPP foram introduzidas formalmente, pela primeira vez, em 2011, com a
Lei 15/2011, de 10 de Agosto (Lei de PPPs, Projectos de Grande Dimensão e Concessões
Empresariais), Porém, muito antes da previsão legal, já eram realizadas em Moçambique
negócios materialmente de PPP (Nhamire e Matine, 2015).
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Nos anos noventa, embora sem usar a terminologia PPP, já realizavam-se concessões de gestão
de empreendimentos públicos, no que materialmente constituíam PPP. Foi dentro deste contexto
que o Governo aprova o primeiro documento oficial de políticas públicas a fazer referência
material às PPP. Tratava-se da Resolução nº 5/96, de 2 de Abril, que aprova a Política dos
Transportes. O documento do Conselho de Ministros reconhece a necessidade de participação do
capital privado na criação e reabilitação de infra-estruturas, na gestão por contracto ou
concessão, parcial ou total, de portos, linhas férreas e aeródromos, e na constituição e exploração
de empresas de navegação aérea e marítima.
Na Inglaterra, as PPPs apresentam as seguintes formas básicas a saber: DBFT (Design, Build,
Finance and Transfer) - o ente privado projecta, constrói, financia e transfere ao ente pública a
planta construída; BOT (Build, Operate and Transfer) - o ente privado constrói a planta e a
transfere para o ente público. Em seguida, o poder público arrenda o bem ao parceiro privado,
por meio de um contrato de longo prazo. Ao explorar esse bem, durante o prazo de vigência do
contrato, o parceiro privado recupera o seu investimento e obtém um lucro razoável.
Opperations and Maintenance: o ente público contrata um parceiro privado para operar e
manter um serviço público;
Turnkey Operations: o ente público financia e o parceiro privado projecta, constrói e
opera uma planta por um dado período.
Wrap Around Addition: o parceiro privado financia e constrói um aumento numa planta
pública, explorando-a por um período de tempo;
Lease-Purchase: o parceiro privado financia e constrói a planta. Posteriormente o ente
público arrenda;
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Temporary Privatization: a propriedade de uma planta pública passa ao parceiro privado,
que deve melhorá-la e opera-la.
[Link]ão
O agente privado gere um dado equipamento ou instalação, não tendo arcado com os respectivos
gastos de construção ou instalação. Note-se que ele não se refere à administração de serviços
públicos, mas de um estabelecimento público. Exemplo: O contrato celebrado entre FIPAG,
como concedente e as Águas de Moçambique, S.A.R.L., como operador.
[Link]ção
O particular colabora temporariamente com as atribuições administrativas do poder Publico
mediante remuneração.
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5.1. Efeitos negativos
Ausência do benefício social – empresas geridas pelo sector privado não tem outro objectivo
que não a maximização do lucro, ignorando por isso a necessidade do cumprimento dos acordos
que tem afectação directa nas comunidades, prazos, condições de implementação e de
implantação de acções divorciadas da realidade e ausência de lideranças sociais com
legitimidade de representação para negociação com entes públicos.
Propensão a corrupção – com as privatizações em países que abriram recentemente a sua
economia ao mercado e ao Mundo, expõem-se a situações de corrupção relacionadas com o uso
de informação privilegiada para usufruto próprio, criando-se fortunas pessoais que obtiveram a
conivência dos mais altos funcionários do Estado, lesando o Estado;
Assimetria de informação concernente as contas públicas – os cidadãos não tem qualquer
controlo, nem lhes é permitido ter um papel de observador das empresas privadas (e no mesmo
sentido, das Sociedades Veiculo que gerem projectos lançados em PPP).
Em suma as Parcerias Público & Privada são uma alternativa estratégica para os entes
estatais ampliarem suas frentes de actuação e alargarem o espectro de públicos atendidos por
meio da co-produção de bens e de serviços públicos, superando obstáculos e desafios para
dar maior legitimidade aos entes nacionais públicos, como os agentes de transformação e de
superação de barreiras para a melhoria da qualidade da vida associada.
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[Link]ÕES
O grupo constatou que a PPP tem sido um dos maiores obstáculos ao alcance da eficácia no
sector público, uma vez que tem-se pautado pela defesa de interesses particulares em detrimento
dos colectivos, no entanto estas são necessárias pois o estado tem demonstrado uma
ineficientemente gestão das suas actividades pelas seguintes razões:
Performance – o Estado poderá só se interessar em melhorar uma empresa pública (ou serviço
público) em situações que sejam politicamente sensíveis;
Desperdício – o Estado, como proprietário, pode não conseguir ter, ou utilizar, os mecanismos
correctos de incentivo ao pessoal e à gestão, conduzindo à proliferação de Ineficiências.
Escolha do consumidor – a propriedade pública num sector que pudesse ser competitivo se
estivesse em “mãos” privadas, pode conduzir ao desincentivo à inovação. Neste sentido, a
escolha do consumidor poderá ser reduzida – por falta de concorrência – e ficar limitada – por
não se introduzirem inovações;
Corrupção – as empresas podem tornar-se alvo fácil da corrupção esta situação poderá também
ser reflexo da forma de selecção dos seus funcionários, muitas vezes feita por razões políticas,
em vez de ser orientada por razões lógicas inerentes à boa gestão do próprio negócio;
Influência política – a esfera política intervém, frequentemente, na esfera da gestão corrente das
empresas públicas, por vezes com justificações meramente políticas e populistas. Por tanto, faz-
se assim necessário a intervenção do sector privado para a dinamização do crescimento
económico da nação, mas para tal é necessário que haja seriedade nos executores de políticas
fiscais com vista a fiscalização.
O estudo constatou que outro grande desafio a este tipo de empreendimento está relacionado ao
capital humano, o que tem constituído um dos maiores obstáculos neste processo. Por último,
concluímos igualmente, que o alcance da eficácia por parte das instituições públicas está a
caminhar num bom sentido. Deste modo a transparência de todo um processo afigura-se como
elemento fulcral, na medida em que somente este poderá assegurar parcerias sólidas e capazes de
ir ao encontro das necessidades dos utentes/clientes.
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[Link]ÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. Campos, Antônio. (1988). Privatização e Prestação Social, A Combinação de Políticas
Públicas em Saúde.
2. Lakatos, Eva Maria.(2007). Metodologia do trabalho científico: procedimentos básicos,
pesquisa bibliográfica, projectos e relatório, publicação e trabalhos científicos. 7a ed. São
Paulo: Atlas,.
3. Marconi, Marina.( 2001) Metodologia científica para o curso de direito. 6a ed. Atlas. São
Paulo, Brasil.
4. Nhamire, B. e Matine, J.( 2015) Parcerias Público˗Privadas: um investimento necessário
mas problemático em Moçambique. Caso da Concessão do Porto de Nacala e Linha do
Norte. cip.
5. Mazuze, C. (2018) Análise do Impacto das Parcerias Público-Privadas na Prestação de
Serviços Públicos Aduaneiros em Moçambique. O Caso da JUE (2009-2016).
universidade eduardo mondlane, faculdade de letras e ciências sociais departamento de
ciência política e administração pública, Maputo, Moçambique.
6. Chiavenato, I. Teoria Geral da Administração, v12, 6ed, Rio de Janeiro, Campus 2002.