Morte
“O tempo leva todas as coisas…
Nada que é tocado pela morte volta a ser o que era”
O vento traz ares mortos desde suas nascentes
E para apreciar o tempo que me resta irei consumir manancial
Não posso chorar pelas perdas, pela decadência de todos os momentos da minha mente
Vejo-me passado olhando para o futuro sem saber que entro em surto temporal
E sim, talvez eu não seja emotivo o suficiente para te entender
Talvez eu só tenha encontrado-te por tempo ou sorte
Resposta essa que só a espiral natural poderá nos dizer
Mas sei que irá se esvair, tanto como a vida, e se eternizará tal qual a morte
Essa decadência fará minha ausência em uma velocidade mortal
Corrompendo minha sanidade, tirando-me o ar como um miasma entrópico…
Sua voz diz para continuar em frente, porém quando preciso a resposta é um eco espiral
Dependo de sua voz, e é ela que mata-me… Que maldito paradoxo
O vento frio trouxe ares mortos belos para contemplar
O lodo que gerou-se através do amálgama da estagnação
Esse lodo negro que absorve minha existência e qualquer reflexão fez-me pensar…
Será que tanto sofro pois vivo, não com o tempo, e sim com o coração?
A verdade que entrei em uma espiral infinita de luta
Não importa o tempo, a conclusão básica é que você sempre surta
E mesmo que eu tenha um labirinto em minha mente, você não me escuta
Você atua, mente e finge… Então…
“Decadência, puta!”
Energia