Uma variedade de epidemias bem conhecidas de
doenças transmitidas por alimentos e que em alguns
casos, à morte.
SURTO
Profa Michele T. Machado Nardy
• Um surto envolvendo duas pessoas é menos provável de ser reportado do que um que envolva uma centena,
a menos, é claro, que ambas morram.
• Hughes et al. (2007) examinaram a incidência de doenças transmitidas por alimentos entre 1992 e 2003 nos
50 milhões de habitantes da Inglaterra e do País de Gales.
Eles estimaram a ocorrência de 1.729 surtos de doenças transmitidas por alimentos, com 39.625 pessoas
afetadas, 1.573 atendidas em hospitais e 68 mortes.
A Salmonella foi responsável por mais da metade dos surtos (57%), das pessoas afetadas (57%) e dos
atendimentos em hospitais (53%), assim como pela maioria das mortes (82%).
Os locais de ocorrência da doença foram mais frequentes em pontos comerciais de distribuição de refeições
(55%).
Com relação aos alimentos mais comumente citados como responsáveis, aves (24%), carne vermelha (20%),
peixes e frutos do mar (14%), verduras, frutas e legumes (8%) foram os maiores grupos.
“Doença da Vaca Louca”, é uma enfermidade degenerativa,
crônica e fatal que afeta o Sistema Nervoso Central de bovinos
e bubalinos.
É provocada pela forma infectante de uma proteína (príon)
presente nos restos mortais de bovinos e bubalinos que
manifestaram a doença.
- Análise dos Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC), em relação à garantia
de segurança, deveria ser aplicada a todas as áreas da indústria alimentícia.
- Nota-se uma falta de conhecimento dos princípios básicos de microbiologia e
higiene alimentar, e acredita na falta de treinamento eficaz.
- Particularmente em pontos de venda pequenos, estejam longe do ideal.
- Para reduzir o risco aconselha-se indivíduos imunocomprometidos a evitar o
consumo de tais produtos crus.
Profa Michele T. Machado Nardy
- Análise dos Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC),
- foi originalmente introduzido nos anos 70 pela NASA e pelo Exército norte-
americano em colaboração com a Pillsbury Company.
- A intenção era desenvolver um programa de gerenciamento de qualidade para
alimentos que removesse quaisquer riscos potenciais à saúde desde o início
uma filosofia de “zero defeitos”.
- O sistema foi originalmente desenvolvido para o programa espacial, já que
viagens espaciais de longa duração exigem que os alimentos sejam bem
conservados, e é provavelmente melhor nem imaginar o impacto de uma doença
transmitida por alimentos no espaço.
Profa Michele T. Machado Nardy
- Análise dos Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC),
- O sistema foi originalmente implantado por fabricantes inovadores de alimentos,
porém, mais recentemente tornou-se um requisito obrigatório tanto nos EUA
(desde 1997) quanto na União Europeia ( desde 2004).
- No Brasil, a implementação do Sistema APPCC é compulsória para os fabricantes
de alimentos (vide Portaria 1428 de 1993 do Ministério da Saúde e Portaria
46/1998 do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento-MAPA).
- Atualmente este sistema consiste no núcleo de diversas normas internacionais de
segurança de alimentos.
Profa Michele T. Machado Nardy
- Análise dos Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC),
- Conceber um programa APPCC para um produto alimentício exige a análise
sistemática do produto: sua formulação, sua fabricação e os perigos que podem
surgir em qualquer etapa intermediária, bem como no produto finalizado.
- O programa APPCC em si é concebido e implantado por uma equipe de APPCC,
que trabalha de acordo com os sete princípios estabelecidos pela Comissão
CODEX Alimentarius, um órgão consultor formado pela Organização das Nações
Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e pela Organização Mundial da
Saúde (OMS).
Profa Michele T. Machado Nardy
- Análise dos Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC),
O Sistema APPCC (Sistema de Análise de Perigos e Pontos Críticos de
Controle) cuja sigla em inglês é HACCP (Hazard Analysis and Critical
Control Point), consiste em um sistema de controle sobre a segurança do
alimento mediante a análise e controle dos riscos biológicos, quimicos e
físicos em todas as etapas, desde a produção da matéria prima até a
fabricação, distribuição e consumo.
Profa Michele T. Machado Nardy
- Análise dos Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC) - etapas
1 análise dos perigos;
2 identificação dos pontos críticos de controle (PCC);
3 estabelecimento dos critérios de PCC;
4 procedimentos de monitoramento para os PCC;
5 protocolos para os desvios de PCC;
6 registro;
7 verificação.
Profa Michele T. Machado Nardy
- Análise dos Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC) – etapas
• Análise dos perigos:
- A análise dos perigos começa com um fluxograma que descreve, em detalhes, todo o processo,
do recebimento da matéria-prima na fábrica à chegada do produto final ao prato do consumidor.
- A análise dos perigos determinará todos os riscos potenciais associados a um alimento:
microbiológicos (p. ex., organismos patogênicos ou suas toxinas), físicos (p. ex., farpas de ossos
ou vidro) ou químicos (p. ex., resíduos de sanitizantes).
- Por exemplo, a toxina botulínica é um perigo mais grave do que a enterotoxina do Bacillus cereus
quando ingeridas, já que é consideravelmente mais letal. a probabilidade ou o risco de encontrar
toxina botulínica em um produto armazenado ao ar livre é muito menor do que aquele de
encontrar a enterotoxina do Bacillus, já que o Clostridium botulinum é um organismo
estritamente anaeróbio e o Bacillus cereus é um aeróbio.
Profa Michele T. Machado Nardy
- Análise dos Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC) – etapas
• Análise dos perigos:
- Existem três termos importantes associados à análise de perigos:
o perigo, um agente que pode causar dano a um consumidor;
a gravidade de um perigo, o quanto de dano ele pode causar;
o risco, a probabilidade de um perigo, em particular, realmente surgir em
determinado produto alimentício.
Profa Michele T. Machado Nardy
- Análise dos Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC) – etapas
• Identificação dos pontos críticos de controle:
- Em seguida, os pontos críticos de controle – PCC–dentro do processo devem ser
identificados.
- Isso é feito por meio de uma árvore de decisão de PCC, que é uma série lógica de
perguntas feitas em cada etapa do processo e que garantem uma abordagem
consistente a cada uma delas. Isso promove o pensamento estruturado e
encoraja a discussão entre todos os membros da equipe.
- A Comissão CODEX Alimentarius publicou um exemplo de uma árvore de decisão
para auxiliar na identificação dos PCC.
Profa Michele T. Machado Nardy
- Análise dos Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC) – etapas
• Estabelecimento dos critérios de PCC
- Podem definir características como:
• o perfil de temperatura e tempo de exposição de um produto para o controle de um perigo
microbiológico,
• o tamanho máximo das partículas permitido no produto,
• a profundidade e o preenchimento de bandejas de resfriamento (já que isso pode influenciar a
taxa de resfriamento e, portanto, a possibilidade de crescimento microbiano),
- As matérias-primas fornecidas a um fabricante devem ser garantidas pelo fornecedor; o
fornecedor deve certificar-se de que a matéria-prima atenda critérios específicos, ainda que seja
sábio também realizar alguma verificação.
Profa Michele T. Machado Nardy
- Análise dos Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC) – etapas
• Estabelecimento dos critérios de PCC
- A equipe APPCC irá definir qualquer manuseio pós-compra que deve ser
especificado pelo fabricante, instruindo tanto os varejistas quanto os
consumidores sobre armazenamento e preparo seguro do produto (p. ex.,
“manter sob refrigeração” ou “consumir até a data”).
- Algumas etapas intermediárias no processo podem realmente ser mais
propensas a perigos do que as matérias-primas ou o produto acabado (p. ex.,
ovos inteiros depois de retirados da casca, mas antes da pasteurização), e o
fabricante deve especificar os critérios apropriados para o manuseio seguro dos
produtos durante essas etapas intermediárias.
Profa Michele T. Machado Nardy
- Curiosidade!! - Processamento de ovos – uma garantia de segurança alimentar
- O processamento dos ovos foi criado não só para aproveitamento dos ovos muito pequenos e
muito grandes, mais difíceis de serem comercializados, mas, principalmente para segurança
alimentar, ou seja, para diminuir a contagem de bactérias presentes nos ovos, especialmente as
salmonelas de interesse em saúde pública (Salmonella Enteritidis).
- Com as diferentes tecnologias desenvolvidas, porém, mantendo a eficiência do processo contra
salmonela, é possível fazer mudanças no tempo e temperatura de pasteurização mantendo um
racional.
Profa Michele T. Machado Nardy
- Análise dos Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC) – etapas
• Monitoramento dos PCC e protocolos para os desvios de PCC
- Após identificar os PCC e definir os critérios necessários para garantir que o controle seja
exercido, o fabricante deverá estabelecer protocolos de monitoramento significativos.
- Por exemplo: tempo/temperatura um termopar com datalogger seria introduzido em um local
apropriado dentro do lote do produto, e a temperatura alcançada e a duração em que é mantida
seriam gravadas pelo datalogger.
- O fabricante também deve implementar protocolos-padrão a ser seguidos pelo pessoal no caso
de uma falha em um PCC (se a temperatura exigida não for alcançada, ou não for mantida pelo
tempo suficiente, se o produto poderia ser reprocessado com segurança, se poderia ser
incorporado seguramente em um lote posterior, ou se deveria ser destruído Essa decisão é do
fabricante, mas deve apresentar uma sólida razão científica.
Profa Michele T. Machado Nardy
- Análise dos Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC) – etapas
• Registro e verificação
- É exigido dos fabricantes que eles mantenham registros de todo o
monitoramento dos PCC por “um período apropriado”.
- Os registros dos dados também podem ajudar a formar a base de defesa de uma
due diligence, caso haja problemas e o fabricante seja processado.
- Deve verificar rotineiramente se o programa APPCC opera com eficácia para o
produto em questão, e se todo o equipamento de monitoramento está
funcionando corretamente e dentro dos limites de tolerância.
Profa Michele T. Machado Nardy
- Quando mudar a formulação do produto???
- Um programa de APPCC deve ser desenvolvido para cada um dos produtos feitos
por um fabricante, já que diferenças nos ingredientes e nas etapas/métodos de
processamento podem influenciar tanto no risco quanto na gravidade dos
perigos potenciais associados a cada produto.
- Caso a formulação de um produto seja alterada após a implantação de um
programa de APPCC para ele, a equipe de APPCC deve reavaliar o produto e seu
processo, já que mesmo pequenas alterações nos ingredientes podem apresentar
uma grande influência sobre o risco e a gravidade de possíveis perigos.
Profa Michele T. Machado Nardy
- Design higiênico de fábrica
- Um design higiênico da fábrica é essencial para a produção de alimentos com segurança.
- Os materiais adequados para a construção da planta é necessário compreender as propriedades
químicas e físicas do produto alimentício e como elas interagem com os materiais de construção.
- Exemplos:
o aço inoxidável não sofre corrosão imediata - ele é sensível aos íons de cloro - produtos com
alto teor de sal (p. ex., salmoura) podem causar a corrosão da superfície do aço inoxidável se em
contato por muito tempo as cavidades da corrosão podem produzir focos de crescimento
bacteriano difíceis de limpar e biofilmes que podem contaminar o produto.
produtos com alto teor de gordura ou óleo podem remover o plastificante de superfícies plásticas
pelo contato, se a formulação errada for utilizada.
Profa Michele T. Machado Nardy
- Design higiênico de fábrica - Materiais de construção da fábrica
- Para selecionar os materiais adequados para a construção do prédio da fábrica é
necessário considerar a probabilidade do desgaste a que eles podem estar
sujeitos, além da exposição a poeira ou umidade e da proximidade ao produto
alimentício exposto.
- Paredes em concreto, bloco ou tijolo sem acabamento seriam inadequadas já que
todas possuem superfícies relativamente ásperas que podem juntar poeira e
então contaminar o produto, aumentam o risco de carrinhos ou veículos
colidirem e danificarem a parede, o que leva tanto ao risco de o material da
parede cair sobre o produto quanto ao fato de ser um foco para o acúmulo de
sujeira.
- Tinta lavável, preferencialemente.
Profa Michele T. Machado Nardy
- Design higiênico de fábrica - Layout da planta
- O layout da planta deve garantir que não haja locais onde os alimentos possam se acumular e
permitir o crescimento microbiano, que pode vir a contaminar outros lotes do produto.
- Não deve haver espaços mortos: os tanques devem ser drenados a partir do ponto mais baixo,
tubulações - podem acumular fluidos e agir como foco para crescimento bacteriano, que pode
então contaminar o produto.
- As superfícies exteriores da planta devem ser inclinadas ou curvas para reduzir o acúmulo de
poeira e contaminação.
- A planta também deve estar localizada de modo a possibilitar uma limpeza fácil.
- Como ideal, a planta deve estar posicionada em um fluxo lógico e progressivo desde a entrada
das matérias-primas até o armazenamento ou a saída do produto final, para evitar que matérias-
primas cruzem o caminho e possam contaminar o produto final.
Profa Michele T. Machado Nardy
- Design higiênico de fábrica - Layout da planta
- Layout de limpeza no local (CIP – cleaning in place) para suas plantas, que incorpora tubulações
secundárias próximas à tubulação principal, permitindo a circulação de agentes de limpeza e
enxágue.
Profa Michele T. Machado Nardy
Profa Michele T. Machado Nardy
Limpeza clean in place (CIP) - usada em indústrias críticas de higiene, como Alimentos, Bebidas e
Farmacêutica, para limpar uma ampla gama de plantas.
CIP refere-se ao uso de uma mistura de produtos químicos, calor e água para limpar máquinas,
vasos ou tubulações sem desmontar a planta, pode ser uma maneira muito eficiente de limpar.
Ele se baseia no princípio de aplicar um detergente ou solvente adequado a um fluxo adequado e
/ ou aplicação de energia cinética, pressão e temperatura por um determinado período de tempo
para garantir uma limpeza eficaz do sistema.
Possui resultados repetíveis, reproduzíveis e controláveis que podem ser validados.
A CIP se preocupa principalmente com a remoção da sujeira: pode causar manchas e muitas
vezes pode ser gerar odores. Pode ser visível (escama, corpos estranhos) ou invisível na forma de
bactérias, como E. coli ou esporos de levedura.
Profa Michele T. Machado Nardy
Limpeza clean in place (CIP)
O tempo necessário para remover a sujeira é de pelo menos 15 minutos, usando um produto
químico adequado (resistência dependente do fornecedor e do produto químico) a temperaturas
acima de 50 graus C, mas não superiores a 75 graus C, porque não há vantagem a ser obtida
acima dessa temperatura.
Agentes de limpeza
Soda cáustica – alcalino que é normalmente usado em 0,5% – 2% em volume. Ele reage com as
gorduras amolecendo as para remoção.
Os ácidos fosfórico e nítrico são usados em formulações de detergentes para remoção de
incrustações, geralmente em temperaturas mais baixas que o cáustico.
- Esses ácidos devem ser usados com cuidado, pois podem atacar as válvulas e as vedações da
bomba.
- São frequentemente usados em laticínios por uma semana a cada 6 semanas para remover a
incrustação de leite e podem ser usados após o comissionamento para remover os detritos da
instalação.
Profa Michele T. Machado Nardy
Limpeza clean in place (CIP)
Agentes de limpeza
Hipoclorito de sódio oferece a vantagem de um custo muito baixo.
- É usado principalmente para desinfecção.
- O ingrediente ativo é o cloro (água sanitária), pode corroer o aço inoxidável em altas
concentrações e atacará as vedações e o pessoal.
- Será contaminado se não for lavado; e é perigoso se misturado com ácido, formando gás cloro,
que é venenoso.
Profa Michele T. Machado Nardy
Órgãos fiscalizadores:
- ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária)
- VISA
- MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento)
Profa Michele T. Machado Nardy
Na área de alimentos: a Anvisa coordena, supervisiona e controla as atividades de registro, inspeção,
fiscalização e controle de riscos, sendo responsável por estabelecer normas e padrões de qualidade e
identidade a serem observados.
OBJETIVO:
garantir a segurança e a qualidade de alimentos,
incluindo bebidas, águas envasadas, ingredientes,
matérias-primas, aditivos alimentares e coadjuvantes de
tecnologia, materiais em contato com alimentos,
contaminantes, resíduos de medicamentos veterinários,
rotulagem e inovações tecnológicas em produtos da
área de alimentos.
Visa - Coordenação de Vigilância Sanitária em Alimentos
É responsável pela prevenção da saúde da população por meio da vigilância dos
alimentos produzidos e consumidos em todo o município.
São avaliados desde o ambiente em que o alimento é produzido e consumido até as
embalagens e manuseios adequados.
• Além da vigilância dos alimentos, essa subdivisão também supervisiona o
licenciamento sanitário de indústrias, a legalização da fabricação de produtos
alimentícios e embalagens e fiscalização em escolas das redes municipal e
privada, além de oferecer orientações quanto à elaboração da rotulagem.
Visa - Coordenação de Vigilância Sanitária em Alimentos - estabelecimento
Quais são os padrões minimamente exigidos para estabelecimentos que fabricam e/ou
comercializam alimentos?
• Todos os estabelecimentos que lidam com alimentos e bebidas devem apresentar condições
satisfatórias de higiene e organização;
• Os funcionários/manipuladores devem utilizar uniformes limpos, calçados fechados, cabelos
protegidos, unhas curtas, limpas e sem esmalte, e não poderão utilizar adornos como anéis,
pulseiras, relógios e brincos, nem barba e nem bigode;
• Os manipuladores devem lavar periodicamente as mãos, principalmente após as ações que possam
transferir contaminações para os alimentos, como depois de ir ao banheiro, manipular alimentos
crus, tossir, espirrar, tocar no lixo e em dinheiro etc.;
Visa - Coordenação de Vigilância Sanitária em Alimentos
Quais são os padrões minimamente exigidos para estabelecimentos que fabricam e/ou
comercializam alimentos?
• Nos estabelecimentos que comercializam alimentos, não deve haver a presença de insetos e
roedores. Nas áreas de manipulação de alimentos também é vetada a presença de animais
domésticos;
• Os banheiros devem ter portas, aberturas e janelas para o exterior teladas, devem estar limpos e
dotados de papel higiênico, pia com água corrente, sabonete líquido, papel toalha e lixeiras providas
de tampa (sem acionamento manual) e forradas com sacos plásticos.
Visa - Coordenação de Vigilância Sanitária em Alimentos
Embalagens
• As embalagens não devem estar rasgadas, estufadas, amassadas ou sujas;
• Os rótulos devem estar legíveis, sempre contendo nome e endereço do fabricante, tipo de produto, ingredientes,
validade, modo de conservação e número de registro para os produtos de origem animal (carnes, laticínios, frios e
pescados);
• Nenhum gênero alimentício deverá ser embalado em jornais, revistas ou similares;
• Os produtos alimentícios preparados ou prontos para o consumo devem ser embalados ou armazenados em
embalagens próprias para guarda de alimentos;
• Os laticínios, embutidos, frios e conservas, expostos ou vendidos fracionados ou fatiados, devem possuir
informação sobre o fabricante e sobre o estabelecimento onde foram fatiados, com data do fatiamento e prazo de
validade para consumo;
• Observar o prazo de validade de cada produto e as orientações do fabricante quanto ao uso e ao modo de
conservação.
Visa - Coordenação de Vigilância Sanitária em Alimentos
Produtos
• Os alimentos preparados ou prontos para o consumo devem ser mantidos protegidos da ação de poeira,
insetos e da manipulação de clientes, por meio de embalagens, vitrines e anteparos;
• Os produtos de origem animal crus, como carnes vermelhas, frangos e pescados filetados, não podem
ser expostos à venda em balcões que permitam a manipulação direta pelos clientes, a não ser que estejam
devidamente embalados;
• Os alimentos perecíveis têm que estar mantidos sob refrigeração ou sob congelamento, de acordo com a
recomendação do fabricante, sendo laticínios abaixo de 10°C, produtos cárneos abaixo de 7°C, pescados
em torno de 0°C e congelados abaixo de 8°C negativos;
• O pescado fresco inteiro deve sempre estar em contato com gelo de boa qualidade, para uma
manutenção próxima de zero grau;
• Os alimentos preparados não podem ser mantidos juntos a alimentos crus;
Visa - Coordenação de Vigilância Sanitária em Alimentos
Produtos
• Salgadinhos e outros pratos prontos servidos quentes devem ser mantidos em expositores com
aquecedores a temperaturas superiores a 60°C;
• Os alimentos devem ser mantidos organizados por espécie, devidamente separados;
• Os produtos prontos para consumo devem sempre ser manipulados por meio de pegadores apropriados e
limpos, ou de luvas limpas e descartáveis;
• Os expositores refrigerados, como ilhas e gôndolas, não devem ficar superlotados, para que possa haver a
perfeita circulação do frio, e as saídas e entradas do sistema de refrigeração não podem estar obstruídas;
• Produtos de limpeza, como desinfetantes, detergentes, inseticidas, pesticidas e outros semelhantes, devem
ficar devidamente isolados dos alimentos;
• Os produtos cárneos crus não podem ser expostos em locais cujas cores possam mascarar a coloração do
produto, como luzes avermelhadas sobre as carnes bovinas ou amareladas sobre o frango;
Visa - Coordenação de Vigilância Sanitária em Alimentos – Produtos
• Não é permitida a venda de carne previamente moída, com exceção daquelas embaladas e registradas nos órgãos
competentes e devidamente rotuladas;
• Não se pode colocar o pescado sobre folhas (verduras) para decoração, pois há risco de contaminação para os
alimentos;
• Todo alimento possui características próprias de cor, cheiro, sabor e textura, podendo somente ser exposto se não
apresentar alteração das mesmas;
• Não são permitidos mariscos e ostras com as conchas abertas, camarão pré-descascado não industrializado,
pescados amolecidos, ovos sujos ou trincados, produtos mofados, pescados salgados com machas vermelhas ou
escurecidas ou com viscosidade amarela, bem como massas, doces e pães com creme apresentando coloração
amarelo intenso;
• Os produtos congelados devem ser expostos devidamente acondicionados, não podendo se apresentar
amolecidos;
• O gelo utilizado para o consumo direto ou em bebidas deve ser obtido de água potável e filtrada, e, quando
proveniente de indústrias, deve estar devidamente embalado e rotulado, apresentado em forma de cubo ou cilindro
com uma abertura central.
Sistema de controle do Ministério da
Agricultura, Pecuária e Abastecimento
SERVIÇO DE INSPEÇÃO FEDERAL
Histórico do SIF:
• Decreto nº 11.462, de 11 de janeiro de 1915, referia-se à criação da inspeção de produtos de
origem animal pelo novo órgão do Ministério da Agricultura, Indústria e Comércio [hoje
chamado de Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA)].
• Denominado, primeiramente, de “Serviço de Inspeção de Fábricas de Produtos Animais” e
abreviado para “Serviço de Inspeção Pastoril – ou SIP”, o nome foi alterado para Serviço de
Inspeção Federal (SIF) em 1933.
Profa Michele T. Machado Nardy
• O Serviço de Inspeção Federal é responsável por assegurar a qualidade de produtos de origem
animal (comestíveis e não comestíveis) destinados ao mercado interno e externo, bem como de
produtos importados.
• Atualmente, o SIF atua em mais de 5 mil estabelecimentos brasileiros, todos sob a supervisão do
Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (DIPOA).
• Todos os produtos de origem animal sob responsabilidade do Ministério da Agricultura, Pecuária e
Abastecimento devem ser registrados e aprovados pelo SIF, visando garantir produtos com
certificação sanitária e tecnológica para o consumidor brasileiro e respeitando as legislações
nacionais e internacionais vigentes.
- As indústrias nacionais exportam, atualmente, para mais de 180 países.
Profa Michele T. Machado Nardy
Estrutura organizacional do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA):
O MAPA é organizado, de forma simplificada, do seguinte modo:
- órgãos de assistência ao Ministro da Agricultura o assessoramento jurídico;
- órgãos específicos, em que estão alocadas instituições como o Instituto Nacional de Metrologia
(INMETRO) e a Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), na qual existem seis departamentos – um deles,
o Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (DIPOA) ao qual o Serviço de Inspeção
Federal se vincula;
- unidades descentralizadas, como as Superintendências Federais de Agricultura, Pecuária e Abastecimento
e os Laboratórios Nacionais Agropecuários (Lanagros);
- órgãos colegiados;
- entidades vinculadas, como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) e a Companhia
Nacional de Abastecimento (CONAB).
Profa Michele T. Machado Nardy
Qual a relação entre o DIPOA e SIF?
O DIPOA é o departamento responsável pela inspeção dos produtos de origem animal e tem como
instância complementar o SIF.
O serviço atua diretamente nos estabelecimentos industriais, realizando a fiscalização e a inspeção:
• dos animais de abate;
• da carne;
• do leite;
• dos ovos;
• dos produtos das abelhas;
• dos pescados;
• e de todos os produtos derivados.
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