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Índice

O documento aborda a importância do acompanhamento pré-natal na redução da morbimortalidade materna e perinatal, destacando a necessidade de consultas regulares para a saúde da gestante e do feto. Ele explora os objetivos, componentes e a classificação do risco gestacional, enfatizando a assistência holística e individualizada. Além disso, discute fatores que influenciam a adesão ao pré-natal e a importância de um atendimento humanizado durante a gestação.
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O documento aborda a importância do acompanhamento pré-natal na redução da morbimortalidade materna e perinatal, destacando a necessidade de consultas regulares para a saúde da gestante e do feto. Ele explora os objetivos, componentes e a classificação do risco gestacional, enfatizando a assistência holística e individualizada. Além disso, discute fatores que influenciam a adesão ao pré-natal e a importância de um atendimento humanizado durante a gestação.
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Índice

INTRODUÇÃO

1.1 Contextualização do Tema

Abordagem da importância do acompanhamento pré-natal como estratégia fundamental


para a redução da morbimortalidade materna e perinatal, destacando o papel das
consultas regulares no seguimento da mulher grávida.

1.2 Problematização

Formulação do problema de pesquisa, por exemplo:

Quais são os fatores que influenciam a adesão e a efetividade do seguimento das


mulheres grávidas nas consultas pré-natais?

1.3 Justificativa do Estudo

1.4 Objetivos

1.4.1 Objetivo Geral

1.4.2 Objetivos Específicos

1.5 Hipóteses ou Questões de Investigação (se aplicável)

CAPÍTULO I – FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

2.1 Conceito e Evolução do Pré-Natal

A assistência pré-natal é caracterizado como um conjunto de procedimentos cuja


finalidade é promover o acompanhamento do binômio e de sua família, de forma
integral e humanizada, pelos profissionais de saúde, tendo como resultado a gestação
saudável e o parto sem complicações para a mãe e seu filho (Melo, Silva, Matos, &
Martins, 2020)

A assistência pré-natal é compreendida por atender a paciente em sua totalidade,


prestando um atendimento humanizado e acolhedor para que se possa criar vínculos
dessa gestante com os serviços de saúde durante todo o ciclo gestacional, minimizando
os riscos e proporcionando assim um parto benéfico à sua saúde (Carneiro, Ferreira,
Fernandes, & Aoyama, 2022).

O início do pré-natal se deu no século XX, onde a saúde da mulher e do feto era fator
preocupante, pois até então as taxas de mortalidade materna e infantil eram altas;
todavia a finalidade do pré-natal era em reduzir estas taxas Galleta, (2000) citado por
Brito at all (2021).
A assistência pré-natal é um conjunto de medidas de natureza médica, social,
psicológica e de cuidados gerais que visa propiciar à mulher gestante o desenvolvimento
saudável da gravidez. A realização do pré-natal representa papel fundamental em termos
de prevenção e/ou detecção precoce de patologias, tanto maternas como fetais,
permitindo o desenvolvimento saudável do feto e reduzindo os riscos para a gestante.
Para tanto, devem-se levar em consideração tanto componentes maternos como do
produto da concepção (feto e anexos) (Peixoto, 2014).

As consultas de pré-natal compreendem-se por acolher a gestante através de uma equipe


multiprofissional com o objetivo de promover ações e educação em saúde capazes de
minimizar a insegurança e os riscos gerados por uma gravidez, desse modo, entende-se
por acompanhar o desenvolvimento da gestação e trabalhar na prevenção de
complicações que podem colocar em risco a vida do bebê e da gestante (Carneiro,
Ferreira, Fernandes, & Aoyama, 2022).

A atenção à gestante é essencial e se concretiza por meio do pré-natal, cujo objetivo é


assegurar uma gestação segura, possibilitando o nascimento de um recém-nascido
saudável e contribuindo para a redução da morbimortalidade materna e infantil. Esse
acompanhamento envolve ações de promoção à saúde, como captação precoce,
incentivo ao autocuidado, acolhimento qualificado, exames complementares,
imunizações, suplementações e atividades educativas (Silva, Carvalho, Araújo, Pereira,
& Santos, 2025)

Seu objetivo é fazer que a mulher se sinta bem do ponto de vista físico e psíquico,
durante todo o período gestacional e quando do término da gravidez, isto é, fazer que
ela esteja com a saúde o mais perfeita possível para gerar um recém-nascido saudável.
A gravidez é um período de sobrecarga física e emocional, e corresponde a um trabalho
braçal de intensidade média. Portanto, a assistência pré-natal deve ser iniciada antes da
concepção, de forma a garantir que a mulher esteja fisicamente apta a suportar essa
sobrecarga. Devesse considerar a importância de buscar orientação antes da concepção,
a fim de determinar o melhor momento de iniciar um período gravídico, objetivando
minimizar riscos de malformações congênitas, além de evitar medicações teratogênicas,
discutir hábitos, dieta, sedentarismo, viagens e a busca de cura ou compensação de
doenças (Peixoto, 2014).
Para Peixoto (2014) Entre os principais objetivos da assistência pré-natal, podemos
salientar:
• Preparar a mulher para a maternidade, oferecendo informações educativas sobre
o parto e o cuidado com a criança (puericultura);
• Fornecer orientações essenciais sobre hábitos de vida e higiene pré-natal;
• Orientar quanto à manutenção essencial de um estado nutricional apropriado;
• Orientar quanto ao uso de medicamentos que possam afetar o feto ou o parto, ou
à adoção de medidas que possam prejudicar o feto
• Tratar as manifestações físicas próprias da gravidez;
• Tratar doenças que, de alguma forma, interfiram no bom andamento da gravidez
• Fazer prevenção, diagnóstico precoce e tratamento de doenças próprias da
gestação ou que sejam intercorrências previsíveis dela;
• Orientar psicologicamente a gestante para o enfrentamento da maternidade;
• Nas consultas médicas, orientar a paciente com relação a dieta, higiene, sono,
hábitos intestinais, exercícios, vestuário, recreação, sexualidade, hábitos de
fumo, álcool, drogas e dar outras instruções que se façam necessárias.
2.2 Importância do Seguimento das Mulheres Grávidas nas Consultas Pré-Natais

O pré-natal evita maiores agravamentos e posteriores riscos tanto para a gravídica


quanto para o feto, sendo este acompanhamento regido por políticas públicas (Brito,
Mesquita, Melo, & Santos, 2021).

A gravidez é uma experiência única na vida de uma mulher e de sua família, e durante
toda a gestação ocorrerá mudanças fisiológicas, envolvendo todos os sistemas
orgânicos, gerando expectativas, emoções, ansiedade, medos e descobertas, exigindo
que todas as modificações que ocorram no corpo tenham uma compreensão profunda.
Nesse período, portanto, é necessário oferecer atenção adequada à saúde da paciente
Balica & Aguiar (2019) citado por Brito at al., (2021).

Diante do exposto, entende-se que a adequada assistência pré-natal com a participação


de um profissional qualificado pode contribuir significativamente para a redução da
morbimortalidade materna, também como, para a redução de complicações ao recém-
nascido (Santos, et al., 2022).

A assistência ao pré-natal é o primeiro passo para um parto e nascimento saudável, ou


seja, faz-se a manutenção e a promoção do bem-estar físico e emocional ao longo do
processo da gestação, parto e nascimento, trazendo informação e orientação sobre a
evolução da gestação e do trabalho de parto à parturiente. Assim, com o
acompanhamento seguido de forma correta e ininterrupta, a gestante terá uma maior
possibilidade de ter uma gestação mais saudável e tranquila Brito at al., (2021).

Vale ressaltar que a importância do pré-natal não está apenas relacionada a parâmetros
quantitativos, mas também deve estar relacionada à qualidade das consultas realizadas,
seguindo os princípios de humanização propostos pelo Plano de Humanização do Pré-
Natal e Nascimento (PHPN), como ouvir as gestantes, esclarecer suas dúvidas, explicar
as ações realizadas, realizar atividades educativas, tirar dúvidas das mulheres e
informações necessárias sobre a gravidez (Carneiro, Ferreira, Fernandes, & Aoyama,
2022).

Desse modo, ressalta-se que os cuidados necessários devem ocorrer desde o início da
gestação até o trabalho de parto, com o intuito de descobrir, tratar e verificar a
existência de patologias que possam causar complicações e agravar a saúde da gestante
e a evolução fetal, a fim de minimizar os índices de mortalidade materna e perinatal
(Carneiro, Ferreira, Fernandes, & Aoyama, 2022).

Se não houver consulta no início da gestação e não for possível uma avaliação
sequencial do binômio materno-fetal, além de não ser possível detectar algumas
doenças, o monitoramento do desenvolvimento fetal também acaba sendo prejudicado,
podendo gerar grandes prejuízos (como o aparecimento de patologias a exemplo da
diabetes gestacional e préeclâmpsia na gestante) tornando-se grandes empecilhos para
um parto de sucesso. Por isso um pré-natal bem realizado na atenção básica não reduz
apenas complicações durante a gestação, mas também facilita a atuação de uma equipe
multiprofissional atuante. Dessa forma, diminui-se a prevalência de riscos iminentes na
hora do parto, bem como possíveis infecções. Assim, visa-se uma maior qualidade na
hora do parto para a gestante, o feto e para equipe multiprofissional poder realizar esta
tarefa com menores riscos e complicações (Rodrigues & Nascimento & Araújo, 2011)
citado por Brito at all., 2021.

2.3 Componentes do Seguimento Pré-Natal

Segundo Barbosa (2007), a gravidez provoca inúmeras transformações no corpo,


psicológico e estado emocional da mulher, além de modificar também todo o contexto
socioeconômico e cultural no qual se encontra. Barbosa cita também que cada mulher
vive esse processo gestacional de maneira diferente e a combinação destes fatores torna
este momento especial e único. Dessa forma, a assistência deve ser holística (ou seja, de
forma abrangente em todos os seus aspectos), individualizada e todos esses fatores
devem ser levado em conta pelos profissionais que mantém o acompanhamento (Brito,
Mesquita, Melo, & Santos, 2021).

O seguimento pré-natal é constituído pelo desenvolvimento de atividades relacionadas à


captação precoce da gestante, acolhimento com escuta qualificada, avaliação física e
gineco-obstétrica continuada, realização de exames complementares, imunização
oportuna, suplementação vitamínica e férrica necessária e atividades educativas
relacionadas à saúde, com incentivo ao autocuidado (Melo, Soares, & Silva, 2022)

2.4 Classificação do Risco Gestacional

Historicamente, a gravidez é admitida como um período de sobrecarga ao organismo


materno, em decorrência das adaptações locais e sistêmicas próprias da gravidez e do
desenvolvimento do concepto. Na gravidez há expansão do volume sanguíneo, as
alterações funcionais, respiratórias e endócrinas, condicionando manifestações clínicas
que mimetizam doenças. Em muitos casos, tais adaptações desencadeiam respostas que
ultrapassam limites fisiológicos. No tocante ao produto conceptual, vale lembrar que
seu desenvolvimento depende, em grande parte, de fatores genéticos, emocionais e
alimentares, acrescidos de muitos outros, entre eles os ambientais, incluindo os hábitos
de vida, que participam do desenvolvimento do feto e de seus anexos (Peixoto, 2014).
A caracterização do risco gravídico se inicia com anamnese e exame clínico, aliado à
complementação laboratorial, conforme mostrado em outros capítulos deste manual.
Durante a assistência pré-natal, muitos fatores implicados no risco gravídico devem ser
lembrados e identificados mediante procedimentos de rastreamento e diagnóstico
(Peixoto, 2014).
A avaliação e a classificação do risco gestacional deve ser um processo contínuo ao
longo do acompanhamento pré-natal. Devem ser iniciadas no momento do diagnóstico
da gestação e reavaliadas a cada consulta, e, caso apresente algum fator de risco, deverá
ser referenciada de acordo com fluxos pré-estabelecidos. As gestantes negras (pretas e
pardas) têm vulnerabilidade aumentada em relação aos agravos, ao acesso aos serviços e
aos indicadores socioeconômicos, apresentando maior risco para o desenvolvimento de
hipertensão, pré-eclâmpsia, diabetes e complicações no parto e pós-parto.
Os possíveis fatores determinantes do risco gestacional são:
Idade: É consenso que a faixa etária dos 19 aos 35 anos é a ideal para a gestação, pois
nessa fase da vida é possível evitar as atribulações emocionais da adolescência e
também as condições adversas endócrinas e metabólicas da pré-menopausa. No entanto,
a mulher moderna, em decorrência de fatores profissionais, familiares e sociais, entre
outros, vem postergando progressivamente o interesse reprodutor. A orientação pré-
concepcional, se oportunamente solicitada, poderá contribuir para equilibrar os
interesses individuais e os riscos com base na análise fundamentada dos parâmetros
clínicos e laboratoriais. Como abordagem inicial, vale ressaltar que a gestação poderá
prejudicar a adolescente se ela ainda se encontrar em fase de desenvolvimento. Além
disso, em alguns casos, pode dificultar o parto transvaginal por causa do pouco
desenvolvimento da bacia e das partes moles, embora os maiores problemas enfrentados
pelas adolescentes com a gestação sejam os de natureza psicossocial, o que determina,
muitas vezes, a não realização da assistência pré-natal e a ocultação da gravidez. Podem
ocorrer muitos outros problemas, como anemia, uso de drogas lícitas e ilícitas,
crescimento fetal restrito e pré-eclâmpsia. Segundo relatos da literatura, aos quais nós
nos associamos, as adolescentes que fazem acompanhamento pré-natal apresentam
evolução normal da gestação e do parto. Vale salientar que a orientação contraceptiva
visando a evitar a gestação, que na grande maioria das vezes é indesejada, deve ser
estimulada. Quanto à gravidez acima dos 35 anos, ela pode trazer mais problemas para a
mulher e para o concepto, como os riscos genéticos e de doenças associadas à gravidez
(diabetes, hipertensão e obesidade), que se tornam mais prevalentes com a idade
materna avançada. Deve-se orientar a mulher quanto à existência de exames por meio
dos quais é possível analisar as condições do concepto. Assim, o comprometimento
fetal por anomalias cromossômicas pode ser avaliado com o uso de marcadores
bioquímicos (a-fetoproteína, b-hCG, PAPP-A), marcadores ecográficos (translucência
nucal, fêmur curto, avaliação do ducto venoso, avaliação do osso nasal), cariótipo fetal
através da biópsia de vilo corial. Nos dias atuais, o rastreamento de cromossomopatias
fetais vem sendo utilizado na avaliação do DNA fetal em amostra sangue periférico
materno, indicado particularmente em situações de risco, a partir da 10a semana de
gestação, que poderá identificar as síndromes de Down (trissomia do 21), Patau
(trissomia do 13), Edwards (trissomia do 18) e alterações nos cromossomos sexuais
(síndromes de Turner e de Klinefelter), além do sexo fetal. Além disso, a amniocentese
ou cordocentese, caso necessário, estaria indicada, além de exame ultrassonográfico
criteriosamente solicitado e interpretado, que na maioria das vezes poderá tranquilizar a
paciente quanto à normalidade estrutural do feto. Quanto aos riscos de doenças
associadas, aumenta principalmente a prevalência de diabetes e hipertensão, o que
demandará acompanhamento mais intenso para reduzir os riscos dessas associações. No
planejamento pré-concepcional dessas mulheres, devesse investigar a ocorrência de tais
doenças, objetivando sua compensação ou cura. Não cabe ao médico desencorajá-las do
intento da maternidade, e sim orientá-las (Peixoto, 2014).
2. Genética: Segundo Peixoto (2014) O aconselhamento genético deve ser feito em
particular nos casos em que existirem casamentos consanguíneos, idade materna
avançada, malformações em gestações anteriores; abortamento de repetição ou perdas
gestacionais; contato com agentes mutagênicos ou teratogênicos, irradiações, história
familiar, como alterações cromossômicas, malformação cardíaca, espinha bífida, atraso
mental, doenças musculares hereditárias, hemoglobinopatias e outras indicações. Nesses
casos, a avaliação préconcepcional deverá ser multidisciplinar, com a participação do
geneticista.
Tabaco, drogas, álcool e radiografias: Fumar, consumir drogas (lícitas e/ou ilícitas)
ou álcool durante a gravidez nunca é aconselhável. No planejamento da gestação, a
mulher deve ser orientada a abandonar esses hábitos e vícios. Em relação ao consumo
de álcool, obstetras do mundo inteiro vão da tolerância zero às doses sociais, e a
dosagem permitida ainda não foi estabelecida. A paciente deve evitar ao máximo o uso
de medicamentos sem indicação precisa, ficando atenta aos efeitos colaterais e
teratogênicos durante a gravidez. Deve evitar também ser radiografada, passando por
esse procedimento apenas quando imprescindível, protegendo os órgãos reprodutores e
informando aos técnicos de radiologia que está querendo engravidar ou está grávida.
Embora o fumo diminua a fertilidade, aumenta a incidência de crescimento fetal restrito,
trabalho de parto prematuro, descolamento prematuro de placenta, síndrome da morte
súbita, aumento das doenças na infância, aumento de problemas escolares e diminuição
do coeficiente de inteligência, por isso é prudente que a mulher tente parar de fumar
antes de engravidar (Peixoto, 2014).
Peso: Em nosso meio, o peso pré-gravídico ideal se situa entre 54 e 72 kg. Esses valores
referem-se ao fato de aproximadamente 60% do peso derivar do componente líquido.
Assim, o valor abaixo ou acima dos valores referidos interfere no volume sanguíneo
circulante e, consequentemente, no aporte placentário de nutrientes a serem veiculados
ao concepto. Mulheres muito magras ou com excesso de peso são mais sujeitas a maior
incidência de problemas durante a gestação, como, por exemplo, crescimento fetal
restrito e pré-eclâmpsia (Peixoto, 2014).
Atividade física e profissional: Exercícios muito intensos podem dificultar a
concepção e levar a crescimento fetal restrito. Exercícios adequados melhoram a
capacidade física e cardiovascular, levando a menor ganho de peso materno e sensação
de bem-estar (Peixoto, 2014).
Emocional: O papel da mãe começa desde o planejamento da gravidez, mas é durante a
gestação que se acentua. O papel do pai diante da gestação também deve ser avaliado,
bem como sua relação com a mãe, com outros membros da família, suas
responsabilidades e sua relação com o médico. A gravidez deve ser encarada como
prioridade em relação a outro fator de ordem familiar, profissional ou material (Peixoto,
2014).
Ambiental: O mundo externo interfere no estresse materno e, consequentemente, no
desenvolvimento e crescimento fetal, aumento de pré-eclâmpsia, trabalho de parto
prematuro e CFR. Estudos envolvendo animais mostram que pode ocorrer diminuição
da
fertilidade, diminuição da prole e maior incidência de anormalidades comportamentais
(Peixoto, 2014).
Doenças
a) Distúrbios endócrinos
Algumas doenças endócrinas podem interferir na gestação e no feto e no recém-nascido,
com maior risco de abortamento, como em caso de alterações tireoideanas, tanto no
hipertireoidismo quanto no hipotireoidismo. Por isso, é prudente manter a mulher
compensada no período pré-concepcional, já que, em geral, suas disfunções implicam
causa de esterilidade. Caso engravide descompensada, a paciente merecerá reavaliação
quanto à necessidade de prevenir o abortamento por insuficiência lútea, o que poderá
ocorrer e não é raro em mulheres com doenças da tireoide. O hipotireoidismo materno
aumenta o risco de déficit mental no produto conceptual. A associação com estados
diabéticos também implicam compensação pré-concepcional, visando diminuir o risco
de
malformações decorrentes do mau controle metabólico periconcepcional. A orientação
pré-concepcional permitirá identificar essas situações e as orientações oportunas
(Peixoto, 2014).
b) Pesquisa de infecções
• Viroses
Investigar as viroses no período pré-concepcional nos dá informações sobre a situação
da
doença: se é imune, susceptível ou ativa. As principais viroses a serem pesquisadas são:
rubéola, doença de inclusão citomegálica, herpes simples, hepatites B e C,
papilomavírus humano, influenza e HIV. O exame ginecológico detalhado, a
genitalioscopia, a histocitologia, a imuno-histoquímica e a biologia molecular são
exames diagnósticos do HPV. Os pacientes podem apresentar infecção latente,
subclínica e clínica. A fase clínica pode ser facilmente identificada ao exame físico,
porém a fase subclínica é visualizada apenas por colposcopia. A fase latente é
identificável apenas por técnica de biologia molecular direcionada ao DNA do HPV,
podendo ser realizada em esfregaço ou material de biópsia. É necessário instituir
medidas coadjuvantes, como manter a higiene geral e genital, tratar as infecções
associadas, investigar o parceiro, orientar o uso de preservativo até o controle adequado
após o tratamento, para futura gravidez. (Peixoto, 2014).

• Bacterianas
Sífilis, listeriose, brucelose, tuberculose são as infecções bacterianas mais frequentes na
população em geral. Porém, durante a investigação no período pré-concepcional, damos
maior importância à sífilis, devido a sua transmissão vertical e pelo fato de sua
incidência
estar aumentando nas últimas décadas. As demais infecções bacterianas deverão ser
avaliadas quando houver risco ou antecedentes que justifiquem sua pesquisa (Peixoto,
2014).
• Protozoários
A toxoplasmose é uma infecção causada pelo Toxoplasma gondi, cuja transmissão
ocorre
por ingestão de oócitos excretados pelos felinos, de cistos teciduais (carne
contaminadas)
ou por transmissão congênita. A doença de Chagas e a malária merecem pesquisa pré-
concepcional quando as pacientes são consideradas de zonas endêmicas e com risco de
serem portadoras dessas doenças (Peixoto, 2014).
c) Afecções ou doenças ginecológicas
É e extrema importância pesquisar doenças ginecológicas associadas como o mioma
uterino, se este é único, múltiplos, tamanho e posição dos mesmos. A presença ou não
de adenomiose, endometriose pélvica, ovários policísticos, patologias cervicais,
infecções genitais eirurgias prévias. Afecções mamárias também devem ser avaliadas
antes da gravidez (Peixoto, 2014).
9. Vacinação:
A mulher deve tomar vacina contra sarampo, caxumba e rubéola (MMR), caso não seja
imune a essas doenças, e deve ser orientada a não engravidar nos três meses seguintes.
A vacina contra tétano deve ser administrada de acordo com a carteira de vacinação.
Também deve-se vacinar contra a hepatite B durante a gestação se o antígeno for obtido
da cápsula viral (Peixoto, 2014).
10. Animais domésticos: O animal pode ser fonte de infecção para toxoplasmose. As
fontes de infecção vêm do hospedeiro definitivo do parasita, que pode ser o gato
doméstico, outros felinos silvestres e também o cão, no intestino dos quais se
desenvolvem os oócitos, eliminados através das fezes para o meio ambiente. A
transmissão para o homem se dá pelas vias placentárias, transfusão de sangue,
transplantes, acidentes em laboratório, ingestão de cistos presentes em carnes cruas ou
mal cozidas, ingestão ou inalação de oócitos presentes no solo, nas fezes e nos
alimentos. Nesse grupo estão incluídos a gema de ovo e os vegetais. Deve-se dar
particular importância ao morango, cujo consumo por vezes não é associado a limpeza
criteriosa. Se houver contato com gatos, cães, pombos e roedores, os animais devem ser
mantidos em bom estado de saúde, com consultas ao veterinário e vacinação atualizadas
(Peixoto, 2014).

2.5 Fatores que Influenciam a Adesão ao Pré-Natal

O engajamento da grávida aliado a sua vontade de conhecer os benefícios de um bom


pré-natal favorece a sua adesão a realização de um bom acompanhamento. Assim, a
participação de toda equipe de saúde médica e multiprofissionais engajados nessa causa
contribui para um bom auxílio durante esta trajetória (Brito, Mesquita, Melo, & Santos,
2021).

Entre as populações mais vulneráveis, Melo et al., citado por Silva et al., (2025)
evidenciam que a adesão das adolescentes é fortemente impactada pelo contexto
familiar, pela falta de apoio emocional e pela baixa escolaridade. Essas condições
dificultam o reconhecimento da importância do acompanhamento gestacional e exigem
ações educativas específicas que fortaleçam o vínculo das jovens com a atenção
primária. A abordagem acolhedora e o diálogo contínuo com os profissionais de saúde
são determinantes para promover o engajamento desse grupo.

O vínculo com os profissionais também se mostra decisivo na continuidade do cuidado.


Santos et al., (2022) identificam que o relacionamento próximo entre gestante e
enfermeiro, marcado por acolhimento e escuta qualificada, favorece a confiança e a
adesão. De forma semelhante, Silva & Pegoraro (2018) apontam que a continuidade do
atendimento pelo mesmo profissional contribui para maior segurança e satisfação da
gestante, reforçando a importância da humanização e da empatia nas práticas de pré-
natal.

2.6 Papel da Enfermagem e da Equipa de Saúde no Seguimento Pré-Natal

É importante ressaltar que a prática educativa é de responsabilidade de uma equipe


multidisciplinar, Ajuda a melhorar a qualidade do trabalho e a interação do
conhecimento no dia a dia dos profissionais, entre os membros da equipe e entre
profissionais e usuários, individual ou coletivamente, com planejamento conjunto de
ações voltadas para a mudança de realidades específicas (Carneiro, Ferreira, Fernandes,
& Aoyama, 2022).

O cuidado de enfermagem no pré-natal de baixo risco deve ir além da realização de


condutas técnicas e atentar para a busca da atenção integral considerando a gestante
como membro ativo dentro de seu contexto sociocultural (Santos, et al., 2022)
O profissional da enfermagem deve ter em vista que a gravidez é um acontecimento
complexo, envolvendo, entre tantos, aspectos psicológicos, biológicos, sociais,
comportamentais, econômicos, socioculturais e que implica em profundas alterações
físicas e emocionais na mulher. Por isso, também, a necessidade do acompanhamento
profissional continuo e, sobretudo, humanístico. Trata-se, em verdade, de ações de
cunho educativo, atribuição do enfermeiro, que contribuem para que as gestantes (e,
idealmente, em conjunto com familiares) conheçam a importância do pré-natal na
redução da morbi-mortalidade materno-fetal, cientifiquem-se das rotinas necessárias
para um pré-natal de qualidade e das transformações físicas e psíquicas. Além disso, tais
ações devem estimular o aleitamento materno, orienta sobre exercícios posturais,
advertir sobre as consequências e danos decorrentes do uso abusivo de drogas ou da
automedicação, desconstituir medos e fantasias referentes à gestação e ao parto (Souza,
Bernardo, & Santana, 2013).
A equipe de enfermagem tem condições de intensificar medidas de educação em saúde
e estratégias de prevenção, norteando a assistência às gestantes (Melo, Soares, & Silva,
2022).
A consulta de enfermagem visa à abordagem apropriada das necessidades relativas a
estas mulheres com quem os profissionais interagem em consultas no pré-natal, nas
unidades básicas de saúde (Santos, et al., 2022).

Dentre os profissionais de saúde, o enfermeiro desempenha um papel importante na


educação saudável. A orientação do enfermeiro reduz o medo, a ansiedade e facilita o
processo gravidez e parto, colocando as gestantes nos papéis de protagonistas,
participando ativamente do processo ensino-aprendizagem. Durante uma consulta de
enfermagem, além da competência técnica, o enfermeiro também deve mostrar interesse
pela gestante e seu estilo de vida, ouvir suas queixas e considere suas preocupações e
ansiedades. Para isso, os enfermeiros devem utilizar a audição qualificada, para fornecer
aderência. Sendo assim, pode auxiliar a executar alterações concretas e saudáveis na
atitude da gestante, sua família e comunidade, efetuando então o papel da educação
(Carneiro, Ferreira, Fernandes, & Aoyama, 2022).

Sendo assim, a troca de conhecimentos entre o enfermeiro, a gestante e sua família torna
possível que o profissional exerça toda a sistematização da assistência direcionada à
promoção de saúde e prevenção de riscos gerado através de ações educativas em saúde,
bem como compreender o cuidado do ser humano em sua totalidade. Deste modo o
enfermeiro colabora para a realização de boas práticas de saúde e comportamentos que
desfavorecem o bem-estar da gestante. Diante disso é importante destacar que o
enfermeiro é considerado capacitado para realizar consultas de pré-natal com gestantes
de baixo risco, sendo designado a ele diversas condutas, como orientações relacionadas
ao parto, aleitamento materno, cuidados com o recém-nascido, solicitação de exames,
encaminhamentos quando necessários, prescrição de medicamentos conforme definidos
através dos programas de saúde pública e em normas aceitas pela instituição, vacinação,
e também auxilia na promoção de vínculo entre a mãe e o bebê (Carneiro, Ferreira,
Fernandes, & Aoyama, 2022).

Através da assistência de pré-natal qualificada é possível identificar patologias e


intercorrências que podem apresentar um risco no período gestacional da mulher, diante
disso foi observado a importância do acompanhamento adequado com realização de
exames e consultas periódicas para se obter diagnósticos e tratamentos precoce, caso a
gestante esteja exposta a alguma patologia (Carneiro, Ferreira, Fernandes, & Aoyama,
2022).

A assistência de enfermagem é uma ferramenta para um melhor desfecho do parto. A


forma como o cuidado é desenvolvido ao longo das consultas tem se tornado um
instrumento fortalecedor do relacionamento entre a usuária e o enfermeiro. Assim, é
fundamental que este aja como agente educador em saúde e portador de conhecimento
técnico-científico para a realização da consulta de enfermagem no pré-natal,
diferenciando-se dos demais pela escuta ativa. Dessa forma, contribui para a qualidade
da assistência e desfechos favoráveis (Melo, Silva, Matos, & Martins, 2020).

O enfermeiro tem papel imprescindível no PN, operando como simplificador e


pluralizador de conhecimento. A consulta de enfermagem funciona como ocasião para
que se cultive o vínculo com a gestante. Além disso, o enfermeiro deve instruir a
gestante e sua família sobre a importância do pré-natal, amamentação, vacinação e
periodicidade das consultas; solicitar exames complementares de acordo com protocolos
estabelecidos; fazer testes rápidos; realizar abordagem sindrômica de infecções
sexualmente transmissíveis (IST); prescrever medicamentos padronizados para o
programa pré-natal; promover atividades educativas; realizar exames clínico das mamas
e o Papanicolau, entre outras atividades (Melo, Silva, Matos, & Martins, 2020).

CAPÍTULO II – PROCEDIMENTOS METODOLOGICOS

3.1 Tipo de Estudo

3.2 Local do Estudo

3.3 População e Amostra

3.4 Instrumentos de Coleta de Dados

3.5 Procedimentos de Coleta de Dados

3.6 Procedimentos de Análise de Dados

3.7 Considerações Éticas

CAPÍTULO III – ANÁLISE E INTREPETAÇÃO DOS RESULTADOS

CONCLUSÕES FINAIS

SUGESTÕES

DIFICULDADES ENCONTRADAS

REFERÊNCIAS

APÊNDICES E ANEXOS (se necessário)

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