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TEPT

O documento aborda o Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT), destacando sua prevalência, fatores de risco e consequências funcionais. Estima-se que entre 8 a 10% da população desenvolva TEPT após eventos traumáticos, com variações significativas entre diferentes grupos culturais e demográficos. O TEPT está associado a comorbidades e impactos negativos na vida social e profissional dos indivíduos afetados.
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TEPT

O documento aborda o Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT), destacando sua prevalência, fatores de risco e consequências funcionais. Estima-se que entre 8 a 10% da população desenvolva TEPT após eventos traumáticos, com variações significativas entre diferentes grupos culturais e demográficos. O TEPT está associado a comorbidades e impactos negativos na vida social e profissional dos indivíduos afetados.
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Transtorno de

Estresse
Pós-traumático

Juliane Matos de Moraes Nogueira – CPR: 11/02690 – Mestre em Psicologia (UFC), Especialista em
Terapia Cognitivo-Comportamental (UniChristus), Especialista em Psicologia Organizacional e do
Trabalho (UECE), Formação em Terapia do Esquema (CETCC-SP), Formação em Terapia EMDR (EMDR
Treinamentos-SP), Formação em Terapia Cognitivo-Comportamental na Infância e Adolescência (IEMB).
Site: [Link]
Livros

(DSM-5, 2014)
88.2 % ou mais das pessoas que
passam por traumas não A resiliência é a regra quando
desenvolvem patologias relacionamos exposição a um fator
relacionadas estressor e TEPT
Estima-se que a prevalência ao longo da vida para a ocorrência de eventos
potencialmente traumáticos pode alcançar de 50 a 90%, enquanto a
prevalência do TEPT na população geral é estimada entre 8 a 10%.

Fonte: Julio Peres, no livro Trauma e Superação: o que a psicologia, a neurociência e a espiritualidade ensinam.
Transtorno de Apego Reativo
Transtorno de Interação Social Desinibida
DSM-V Transtorno de Estresse Pós-traumático
Transtornos Transtorno de Estresse Agudo
Relacionados Transtornos de Adaptação
a Trauma e a Outro Transtorno Relacionado a Trauma e a
Estressores Especificado
Estressores Transtorno Relacionado a Trauma e a Estressores
Não Especificado
O que é o trauma?

De forma geral, traumas psicológicos são sequelas emocionais, deixadas por uma
experiência que causou imensa dor e sofrimento ao traumatizado.

Tal experiência (também chamada de evento traumático) é de tal magnitude que


afeta profundamente o comportamento, pensamento e sentimentos do indivíduo.

Trauma é uma falha nos mecanismos naturalmente envolvidos na recuperação do


indivíduo após a ocorrência de um evento estressor potencialmente traumático.
O Trauma e suas consequências

Passar por situações traumáticas é algo relativamente frequente. Dados americanos


apontam que entre 50 % e 90% da população dos Estados Unidos passa por um evento traumático,
segundo critérios do DSM-IV ao longo (Breslau e cols., 1998; Kessler e cols., 1995) da vida.

A maioria reage de maneira saudável, recuperando-se após um curto período de intensa ativação
emocional. Outros passam pelo que os pesquisadores chamam de crescimento pós-traumático, ou
seja, fortificam-se e passam a valorizar mais a vida.

Contudo cerca de 10% das pessoas que passam por esse tipo de situação desenvolvem sintomas
de transtorno de estres pós-traumático (TEPT), que podem surgir imediatamente após o trauma ou
após um período depois do acontecimento.
TEPT
Um visão geral do TEPT

• Há certos fatores que predispõem a ele: genética, histórico familiar, experiência anterior com o
trauma, habilidade para enfrentamento, a rede de apoio do indivíduo, sensibilidade à ansiedade,
problemas psicológicos anteriores ao trauma, etc.

• Os eventos traumáticos incluem todo evento que ameaça sua vida (ou a vida de alguém), ou a
sua integridade como ser humano (por exemplo, tortura, estupro).
Prevalência
• Nos Estados Unidos, o risco ao longo da vida projetado para TEPT usando critérios do DSM-IV
aos 75 anos de idade é de 8,7%.

• A prevalência em 12 meses entre adultos norte-americanos é de aproximadamente 3,5%.

• Estimativas menores são vistas na Europa e na maioria dos países da Ásia, da África e da América
Latina, agrupando-se em torno de 0,5 a 1,0%.

• Apesar de grupos distintos terem níveis diferentes de exposição a eventos traumáticos, a


probabilidade condicional de desenvolver TEPT depois de um nível semelhante de exposição
também pode variar entre os grupos culturais.

• As taxas de TEPT são maiores entre veteranos de guerra e outros cuja ocupação aumente o risco
de exposição traumática (p. ex., policiais, bombeiros, socorristas).

• As taxas mais altas (desde um terço a mais da metade dos expostos) são encontradas entre
sobreviventes de estupro, combate e captura militar, em sobreviventes de campo de concentração
e genocídio com motivação étnica ou política.
Prevalência

• A prevalência do transtorno pode variar de acordo com o desenvolvimento; crianças e adolescentes,


incluindo crianças em idade pré-escolar, geralmente têm exibido uma prevalência menor depois da
exposição a eventos traumáticos graves; entretanto, esse fato pode se dever às informações
insuficientes, nos critérios prévios, quanto ao desenvolvimento.

• A prevalência de TEPT completo também parece ser menor entre adultos mais velhos comparados à
população em geral; há evidências de que apresentações subclínicas são mais comuns do que TEPT
completo na velhice e de que esses sintomas estão associados a um prejuízo clínico substancial.

• Comparados a brancos norte-americanos não latinos, taxas maiores do transtorno foram relatadas
entre latinos norte-americanos, afro-americanos e nativos americanos, e taxas menores relatadas
entre americanos, asiáticos, depois de ajustes por exposição traumática e variáveis demográficas.
Etiologia
Ao longo da vida, estima-se que 51,2% das mulheres e 60,7% dos homens tenham vivenciado pelo menos um
evento potencialmente traumático.

A prevalência do TEPT foi variável em grupos de risco submetidos a diferentes tipos de traumas, quando
indivíduos expostos a um evento traumático foram avaliados.

Agressões físicas entre as mulheres levaram a uma prevalência de 29%, e a experiência de combate entre os
homens a uma prevalência de 39%.

Se projetarmos os dados americanos à população brasileira de 176.876.251 habitantes (IBGE-2003),


verificaríamos que o TEPT é um transtorno com importante expressão nacional (7,8%), acometendo
aproximadamente 13.796.347 pessoas no pais. É evidente que o TEPT causa muito sofrimento e que seja
premente o desenvolvimento de intervenções psicoterápicas eficazes para que grande parte dos indivíduos
com TEPT possam receber cuidados profissionais satisfatórios (Peres, 2009).
Risco de Suicídio

• Eventos traumáticos, como abuso infantil, aumentam o risco de suicídio de uma pessoa.

• O TEPT está associado a ideação suicida e tentativas de suicídio, e a presença do transtorno pode
indicar quais indivíduos com essa ideação acabam elaborando um plano de suicídio ou de fato
tentam cometer suicídio.
Fatores de risco e Prognóstico
Os fatores de risco (e de proteção) geralmente são divididos em:
fatores pré-traumáticos, peritraumáticos e pós-traumáticos.

Fatores pré-traumáticos
• Temperamentais. Incluem problemas emocionais na infância até os 6 anos de idade (p. ex.,
exposição traumática pregressa, problemas de ansiedade ou externalizações) e transtornos mentais
prévios (p. ex., transtorno de pânico, transtorno depressivo, TEPT ou transtorno obsessivo-
compulsivo [TOC]).

• Ambientais. Incluem status socioeconômico mais baixo; grau de instrução inferior; exposição
anterior a trauma (especialmente durante a infância); adversidades na infância (p. ex., privação
econômica, disfunção familiar, separação ou morte dos pais); características culturais (p. ex.,
estratégias de enfrentamento pessimistas ou de autoacusação); inteligência inferior; status de
minoria racial/étnica; e história psiquiátrica familiar. O apoio social antes da exposição ao evento é
protetor.

• Genéticos e fisiológicos. Incluem gênero feminino e idade mais jovem no momento da exposição
ao trauma (para adultos). Alguns genótipos podem ser ou protetores, ou promotores do risco de
desenvolver TEPT depois da exposição a eventos traumáticos.
Fatores de risco e Prognóstico

Fatores peritraumáticos

• Ambientais. Incluem gravidade (dose) do trauma (quanto maior a magnitude do trauma, maior
a probabilidade de TEPT), ameaça percebida à vida, lesão pessoal, violência interpessoal
(particularmente trauma perpetrado por um cuidador ou envolvendo uma ameaça presenciada
a um cuidador em crianças) e, para pessoal militar, ser um perpetrador, testemunhar
atrocidades ou matar o inimigo. Por fim, a dissociação que ocorre durante o trauma e persiste
subsequentemente é um fator de risco.
Fatores de risco e Prognóstico

Fatores pós-traumáticos

• Temperamentais. Incluem avaliações negativas, estratégias de enfrentamento inapropriadas e


desenvolvimento de transtorno de estresse agudo.

• Ambientais. Incluem exposição subsequente a lembranças desagradáveis repetidas, eventos


de vida adversos subsequentes e perdas financeiras ou outras perdas relacionadas ao trauma.
O apoio social (incluindo estabilidade familiar para crianças) é um fator protetor que modera a
evolução depois do trauma.
Comorbidade
• Indivíduos com TEPT são 80% mais propensos do que aqueles sem o transtorno a ter sintomas que
satisfazem os critérios diagnósticos de pelo menos um outro transtorno mental (p. ex., transtornos
depressivos, bipolares, de ansiedade ou por uso de substância).

• Os transtornos por uso de substância e o transtorno da conduta comórbidos são mais comuns no
sexo masculino do que no feminino.

• Entre militares e veteranos de combate norte-americanos enviados para as guerras recentes no


Afeganistão e no Iraque, a concomitância de TEPT e LCT branda é de 48%.

• Embora a maioria das crianças pequenas com TEPT também apresente pelo menos um outro
diagnóstico, os padrões de comorbidade são diferentes dos de adultos, com transtorno de oposição
desafiante e transtorno de ansiedade de separação predominando.

• Por fim, existe comorbidade considerável entre TEPT e transtorno neurocognitivo maior e alguns
sintomas sobrepostos entre esses transtornos.
Consequências Funcionais do Transtorno de Estresse
Pós-traumático

• O TEPT está associado a níveis elevados de incapacidades sociais, profissionais e físicas, bem
como a custos econômicos consideráveis e altos níveis de utilização de serviços médicos.

• O prejuízo ao funcionamento fica evidente nos domínios social, interpessoal, do desenvolvimento,


educacional, da saúde física e profissional.

• Em amostras da comunidade e de veteranos de guerra, o TEPT está associado a relações sociais e


familiares empobrecidas, ausências ao trabalho, renda mais baixa e menor sucesso acadêmico e
profissional.
Questões Diagnósticas Relativas ao Gênero

• O TEPT é mais prevalente no sexo feminino do que no masculino ao longo da vida. Mulheres na
população em geral sofrem TEPT de duração maior do que os homens.

• Pelo menos parte do risco maior de TEPT no sexo feminino parece ser atribuível a uma probabilidade
maior de exposição a eventos traumáticos, como estupro e outras formas de violência interpessoal.

• Em populações expostas especificamente a esses estressores, as diferenças de gênero no risco de


TEPT são atenuadas ou não significativas.
Questões Diagnósticas Relativas à Cultura

• O risco do surgimento e da gravidade do TEPT pode diferir entre grupos culturais em função da
variação no tipo de exposição traumática (p. ex., genocídio), do impacto do significado atribuído ao
evento traumático na gravidade do transtorno (p. ex., incapacidade de fazer os ritos funerários
depois um evento com mortes em massa), do contexto sociocultural vigente (p. ex., morar entre
criminosos não punidos em contextos pós-conflito) e de outros fatores culturais (p. ex., estresse de
aculturação em imigrantes).

• O risco relativo de TEPT de exposições específicas (p. ex., perseguição religiosa) pode variar entre
grupos culturais. A expressão clínica dos sintomas ou conjuntos de sintomas de TEPT pode variar
em termos culturais, particularmente com relação a sintomas de evitação e torpor, sonhos
angustiantes e sintomas somáticos (p. ex., tontura, falta de ar, sensações de calor).
Questões Diagnósticas Relativas à Cultura

• Síndromes e expressões idiomáticas culturais para o sofrimento influenciam a expressão de TEPT


e a gama de transtornos comórbidos em culturas diferentes ao propiciar modelos comportamentais
e cognitivos que associam exposições traumáticas a sintomas específicos.

• Por exemplo, sintomas de ataque de pânico podem estar salientados no TEPT entre cambojanos e
latino-americanos em virtude da associação de exposição traumática com ataques de khyâl
semelhantes ao pânico e ataque de nervios. A avaliação abrangente das expressões locais de
TEPT deverá incluir a análise de conceitos culturais de sofrimento
Como é ter um TEPT? (Sugestão de texto para psicoeducação de pacientes)

• Pense no TEPT como uma incapacidade de processar imagens, emoções e pensamentos difíceis. É
como uma falha na "digestão psicológica". Quando se é exposto a um Evento traumático, tal como o
de ver um prédio cair, a pessoa tem imagens e sensações.

• Quando se tem TEPT, sua memória é desarticulada, confusa. Às vezes, a pessoa não consegue
lembrar claramente do aconteceu primeiro. As imagens tentam chegar à sua consciência, mas se
tem tanto medo delas que tenta suprimi-las. A pessoa tenta afastá-las.

• Toda vez que as afasta, se sente que está lutando par sua sobrevivência mental e reforçando a ideia
de que se e aterrorizador.

(Robert Leahy, 2011)


Como é ter um TEPT?

• Então a pessoa tenta não experimentar qualquer lembrança dos eventos. Não consegue ver
imagens na TV ou ouvir as pessoas falarem sobre isso.

• Pelo fato da mente não ter processado ou "digerido" a experiência, é difícil reconhecer que tudo
ocorreu no passado, que nada está acontecendo agora.

• Na verdade, às vezes sente que tudo "Está acontecendo agora!". A mente tem um ataque de pânico
sobre algo que aconteceu no passado - mas que parece estar acontecendo de novo. Sua sensação
de que a ameaça se repete "no agora" pode ser acionada por um som, ou mesmo um cheiro.

(Robert Leahy, 2011)


Como é ter um TEPT?

• Além das imagens e pensamentos intrusivos que a pessoa tem, poderá constatar que suas crenças
sobre si mesmo e sobre o mundo mudaram. Você pode agora acreditar em coisas como "Estou mal",
"Nāo posso confiar em ninguém", "O mundo está cheio de perigos", "Estou enlouquecendo".

• O Dr. Ronnie Jannoff-Bultmann descreveu essas crenças como "pressupostos perturbados". Além de
sua visão depressiva da vida, há suas crenças negativas globais sobre si mesmo, sua "derrota
mental": "Sou uma pessoa vazia", "Não tenho vida".

• Uma característica do transtorno é uma tendência maior a se preocupar. Você se preocupa com suas
sensações, pensamentos, emoções e com o perigo externo. Como muitas pessoas que se
preocupam, você acredita que sua preocupação o deixará preparado, impedirá que algo ruim
aconteça - que a sua preocupação é realista.

(Robert Leahy, 2011)


Como é ter um TEPT?
Quem tem TEPT geralmente relata doenças significativas em sua condição geral. Tais mudanças dizem
respeito não só à segurança pessoal, mas ao modo como se vê as outras pessoas, o mundo ou o significado
da vida.

Um psicólogo falou dos pressupostos perturbados que muitas vezes acompanham o da TEPT. Esses
pressupostos podem ser variados, dependendo do estado mental estão principalmente associados:

• Culpa: há algo errado comigo; devo o responsável por estar assim.


• Vergonha: tenho estado mal permanentemente; as pessoas perceberão isso vão me desprezar.
• Incerteza: tudo pode acontecer a qualquer momento; nunca estou completamente seguro.
• Desamparo: não tenho controle sobre meus sintomas; sou vítima do que aconteceu comigo.
• Raiva: preciso me vingar disso; sou capaz de matar quem tentar fazer isso de novo.
• Desconfiança: jamais vou confiar em alguém de novo; as pessoas só querem tirar vantagem de mim.
• Desesperança: ninguém poderá me ajudar; ninguém vai entender.
• Falta de propósito: a vida não tem mais sentido; não há motivo para ir em frente.
Como é ter um TEPT?

• Não é preciso dizer que essas atitudes são fatores que contribuem para a depressão. Quando um
evento traumático tem esses efeitos perturbadores, quando a pessoa enfrenta suas
consequências sem sucesso aparente e quando nenhum alívio parece disponível, é fácil acreditar
que se sofreu uma mudança desesperadamente devastadora.

• Um ponto de partida importante para curar o TEPT e compreender que esses pensamentos
negativos e atitudes negativas são somente isto: pensamentos e atitudes. Eles vêm de dentro.
Não são a realidade. Distanciar-se deles e o primeiro passo para cura.
Trauma e o Transtorno do Estresse Pós-Traumático (TEPT)

[Link]
Formação do TEPT

O modelo de Jones e Barlow (1990) possibilita uma compreensão da formação de TEPT, incluindo-se no
processo, dessa vez, a vulnerabilidade biológica. Segundo os autores, algumas pessoas teriam uma
predisponibilidade a responder ao estresse com hiperexcitabilidade autonômica (relativa ao sistema nervoso
central autônomo, envolvendo, portanto, respostas simpáticas). Conforme o modelo, é necessário que haja:

• Evento traumático que seja imprevisível


• Predisponibilidade autonômica.
• Hipervigilância (respostas hiperativas naturais pós-trauma).
• Foco seletivo de atenção às informações ameaçadoras, reais ou presumidas.
• Esquema condicionado de revivência do trauma.
Formação do TEPT

Quanto maior a “plasticidade social” de um sujeito, maior sua condição de reparar os efeitos de
estresses ambientais circunstanciais.

A afirmação é válida tanto para os efeitos da violência doméstica sofrida por crianças e adolescentes
quanto para uma doença psiquiátrica como a depressão na vida adulta. Pacientes em tratamento
psicológico por transtornos do humor ou de ansiedade apresentam melhores resultados em terapia
quando têm amparo social do que quando não o têm, ou o têm num nível pouco amplo. Amparo
social, conforme Caminha (2002), não é apenas significativo para a remissão dos sintomas de
estresse, como também preventivo, ou seja, quanto maior a plasticidade e as habilidades sociais do
sujeito, menor a probabilidade de sofrer os impactos do estresse.
Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT)
Você tem transtorno de estresse pós-traumático?
• Você passou por um evento (ou testemunhou) que envolveu morte ou ameaça de morte ou grave dano físico,
Exposição ao
ou de uma ameaça a Exposição ao trauma você mesmo.
trauma • Já sentiu medo, desamparo ou horror.
• Lembranças incômodas do evento.
• Sonhos incômodos sobre o evento.
• Agir ou sentir como se o evento traumático fosse recorrente - por exemplo, uma sensação de reviver a
Memória experiência, ilusões, alucinações e episódios em flashback.
Intrusiva • Sofrimento quando experimenta sinais internos ou externos que simbolizam ou lembram um aspecto do evento
traumático.
• Reatividade fisiológica depois de exposição a sinais internos ou externos que simbolizam ou lembram um
aspecto do evento traumático.
• Esforço para evitar pensamentos, sentimentos ou conversas associadas ao trauma.
• Esforço para evitar atividades, locais ou pessoas que suscitem lembranças do trauma.
• Incapacidade de se lembrar de um aspecto importante do trauma
Evitação ou • Interesse ou participação marcadamente diminuídos em atividades significativas.
“anestesia” • Sensação de afastamento ou estranhamento em relação aos outros.
• Gama restrita de afeto (por exemplo, ser incapaz de sentir amor por alguém).
• Sensação de um futuro restrito (por exemplo, não espera ter uma carreira, se casar, ter filhos ou ter uma
expectativa normal do tempo de vida).
• Dificuldade para dormir ou para continuar a dormir.
• Irritabilidade ou acessos de raiva.
Hiperexcitação • Dificuldade para se concentrar.
• Hipervigilância.
• Resposta exagerada a situações inusitadas.
Critérios diagnósticos para TEPT

Transtorno de estresse pós-traumático


Nota: Os critérios a seguir aplicam-se a adultos, adolescentes e crianças acima de 6 anos de idade.
Para crianças com menos de 6 anos, consulte os critérios correspondentes a seguir.

A. Exposição a episódio concreto ou ameaça de morte, lesão grave ou violência sexual em uma (ou
mais) das seguintes formas (TRAUMA):
1. Vivenciar diretamente o evento traumático.
2. Testemunhar pessoalmente o evento traumático ocorrido com outras pessoas.
3. Saber que o evento traumático ocorreu com familiar ou amigo próximo. Nos casos de episódio
concreto ou ameaça de morte envolvendo um familiar ou amigo, é preciso que o evento
tenha sido violento ou acidental.
[Link] exposto de forma repetida ou extrema a detalhes aversivos do evento traumático (p. ex.,
socorristas que recolhem restos de corpos humanos; policiais repetidamente expostos a
detalhes de abuso infantil).
Nota: O Critério A4 não se aplica à exposição por meio de mídia eletrônica, televisão, filmes
ou fotografias, a menos que tal exposição esteja relacionada ao trabalho.
Critérios diagnósticos para TEPT

B. Presença de um (ou mais) dos seguintes sintomas intrusivos associados ao evento traumático,
começando depois de sua ocorrência (INTRUSÃO):

[Link]ças intrusivas angustiantes, recorrentes e involuntárias do evento traumático.


Nota: Em crianças acima de 6 anos de idade, pode ocorrer brincadeira repetitiva na qual
temas ou aspectos do evento traumático são expressos.
[Link] angustiantes recorrentes nos quais o conteúdo e/ou o sentimento do sonho estão
relacionados ao evento traumático.
Nota: Em crianças, pode haver pesadelos sem conteúdo identificável.
[Link]ções dissociativas (p. ex., flashbacks) nas quais o indivíduo sente ou age como se o
evento traumático estivesse ocorrendo novamente. (Essas reações podem ocorrer em um
continuum, com a expressão mais extrema na forma de uma perda completa de percepção
do ambiente ao redor.)
Nota: Em crianças, a reencenação específica do trauma pode ocorrer na brincadeira.
4. Sofrimento psicológico intenso ou prolongado ante a exposição a sinais internos ou externos
que simbolizem ou se assemelhem a algum aspecto do evento traumático.
5. Reações fisiológicas intensas a sinais internos ou externos que simbolizem ou se assemelhem
a algum aspecto do evento traumático.
Critérios diagnósticos para TEPT

C. Evitação persistente de estímulos associados ao evento traumático, começando após a


ocorrência do evento, conforme evidenciado por um ou ambos dos seguintes aspectos
(EVITAÇÃO PERSISTENTE):

1. Evitação ou esforços para evitar recordações, pensamentos ou sentimentos angustiantes


acerca de ou associados de perto ao evento traumático.
[Link]ção ou esforços para evitar lembranças externas (pessoas, lugares, conversas, atividades,
objetos, situações) que despertem recordações, pensamentos ou sentimentos angustiantes
acerca de ou associados de perto ao evento traumático.
3. Frequência substancialmente maior de estados emocionais negativos (p. ex., medo, culpa,
tristeza, vergonha, confusão).
[Link] ou participação bastante diminuídos em atividades significativas, incluindo redução
do brincar.
5. Comportamento socialmente retraído.
6. Redução persistente na expressão de emoções positivas.
Critérios diagnósticos para TEPT

D. Alterações negativas em cognições e no humor associadas ao evento traumático começando


ou piorando depois da ocorrência de tal evento, conforme evidenciado por dois (ou mais) dos
seguintes aspectos ( ALTERAÇÕES EM COGNIÇÃO E HUMOR):

[Link] de recordar algum aspecto importante do evento traumático (geralmente devido


a amnésia dissociativa, e não a outros fatores, como traumatismo craniano, álcool ou
drogas).
[Link]ças ou expectativas negativas persistentes e exageradas a respeito de si mesmo, dos
outros e do mundo (p. ex., “Sou mau”, “Não se deve confiar em ninguém”, “O mundo é perigoso”,
“Todo o meu sistema nervoso está arruinado para sempre”).
[Link]ções distorcidas persistentes a respeito da causa ou das consequências do evento
traumático que levam o indivíduo a culpar a si mesmo ou os outros.
4. Estado emocional negativo persistente (p. ex., medo, pavor, raiva, culpa ou vergonha)
5. Interesse ou participação bastante diminuída em atividades significativas.
6. Sentimentos de distanciamento e alienação em relação aos outros.
[Link] persistente de sentir emoções positivas (p. ex., incapacidade de vivenciar sentimentos
de felicidade, satisfação ou amor).
Critérios diagnósticos para TEPT

D. Alterações negativas em cognições e no humor associadas ao evento traumático começando


ou piorando depois da ocorrência de tal evento, conforme evidenciado por dois (ou mais) dos
seguintes aspectos ( ALTERAÇÕES EM COGNIÇÃO E HUMOR):

[Link] de recordar algum aspecto importante do evento traumático (geralmente devido


a amnésia dissociativa, e não a outros fatores, como traumatismo craniano, álcool ou
drogas).
[Link]ças ou expectativas negativas persistentes e exageradas a respeito de si mesmo, dos
outros e do mundo (p. ex., “Sou mau”, “Não se deve confiar em ninguém”, “O mundo é perigoso”,
“Todo o meu sistema nervoso está arruinado para sempre”).
[Link]ções distorcidas persistentes a respeito da causa ou das consequências do evento
traumático que levam o indivíduo a culpar a si mesmo ou os outros.
4. Estado emocional negativo persistente (p. ex., medo, pavor, raiva, culpa ou vergonha)
5. Interesse ou participação bastante diminuída em atividades significativas.
6. Sentimentos de distanciamento e alienação em relação aos outros.
[Link] persistente de sentir emoções positivas (p. ex., incapacidade de vivenciar sentimentos
de felicidade, satisfação ou amor).
Critérios diagnósticos para TEPT

E. Alterações marcantes na excitação e na reatividade associadas ao evento traumático,


começando ou piorando após o evento, conforme evidenciado por dois (ou mais) dos
seguintes aspectos (ALERTA E REATIVIDADE):
1. Comportamento irritadiço e surtos de raiva (com pouca ou nenhuma provocação) geralmente
expressos sob a forma de agressão verbal ou física em relação a pessoas e objetos.
2. Comportamento imprudente ou autodestrutivo.
3. Hipervigilância.
4. Resposta de sobressalto exagerada.
5. Problemas de concentração.
6. Perturbação do sono (p. ex., dificuldade para iniciar ou manter o sono, ou sono agitado).

F. A perturbação (Critérios B, C, D e E) dura mais de um mês.

G.A perturbação causa sofrimento clinicamente significativo e prejuízo social, profissional


ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo.

H.A perturbação não se deve aos efeitos fisiológicos de uma substância (p. ex.,
medicamento, álcool) ou a outra condição médica.
Determinar o subtipo
Determinar o subtipo:
Com sintomas dissociativos: Os sintomas do indivíduo satisfazem os critérios de transtorno
de estresse pós-traumático, e, além disso, em resposta ao estressor, o indivíduo tem sintomas
persistentes ou recorrentes de:

1. Despersonalização: Experiências persistentes ou recorrentes de sentir-se separado e como


se fosse um observador externo dos processos mentais ou do corpo (p. ex., sensação de
estar em um sonho; sensação de irrealidade de si mesmo ou do corpo ou como se estivesse
em câmera lenta).
[Link]ção: Experiências persistentes ou recorrentes de irrealidade do ambiente ao redor
(p. ex., o mundo ao redor do indivíduo é sentido como irreal, onírico, distante ou distorcido).
Nota: Para usar esse subtipo, os sintomas dissociativos não podem ser atribuíveis aos efeitos
fisiológicos de uma substância (p. ex., apagões, comportamento durante intoxicação alcoólica)
ou a outra condição médica (p. ex., convulsões parciais complexas).

Especificar se:
Com expressão tardia: Se todos os critérios diagnósticos não forem atendidos até pelo menos
seis meses depois do evento (embora a manifestação inicial e a expressão de alguns sintomas
possam ser imediatas).
Critérios Diagnósticos

Especificar se:

AGUDO: a duração dos sintomas é inferior a três meses

CRÔNICO: se a duração dos sintomas é superior a três meses

COM INÍCIO TARDIO: se o início dos sintomas ocorre pelo menos seis meses após o
estressor
Transtorno de Estresse Agudo x Transtorno de Estresse Pós Traumático

• O transtorno de estresse agudo, definido como uma reação aguda de ansiedade de


curta duração, é diferente do estresse pós-traumático apenas quanto à frequência dos
sintomas dissociativos e ao tempo de duração, que não deve exceder quatro semanas.

• O transtorno de estresse agudo é considerado um fator de risco, o primeiro passo para o


desenvolvimento de TEPT; geralmente é um diagnóstico primário, portanto o seu
reconhecimento facilita a intervenção precoce e a recuperação dos indivíduos acometidos (Ito e
Roso, 1998).

• Aproximadamente metade dos indivíduos que acabam desenvolvendo TEPT


apresenta-se inicialmente com transtorno de estresse agudo.

• A piora dos sintomas durante o mês inicial pode ocorrer, com frequência em virtude de
estressores de vida presentes ou outros eventos traumáticos subsequentes.
TEA
O que é Transtorno do Estresse Agudo (TEA)

O transtorno de estresse agudo (TEA) é uma reação disfuncional intensa e


desagradável que tem início logo após um evento extremamente traumático e
dura menos de um mês.

Se os sintomas persistirem mais que um mês, a pessoa será diagnosticada com


transtorno de estresse pós-traumático.

16
Transtorno do Estresse Agudo (TEA)

• A pessoa com esse transtorno pode apresentar sintomas dissociativos.

• Os transtornos dissociativos incluem :


• Sensação de desligamento de si próprio e/ou do ambiente (transtorno de despersonalização)
• Ser incapaz de lembra-se de informações pessoais importantes, normalmente relacionadas a
trauma ou estresse (amnésia dissociativa)
• Ter senso fragmentado de identidade e memória (transtorno dissociativo de identidade)

17
Critérios diagnósticos (TEA)

A. Exposição a episódio concreto ou ameaça de morte, lesão grave ou violação sexual em uma
(ou mais) das seguintes formas:

1. Vivenciar diretamente o evento traumático.

2. Testemunhar pessoalmente o evento ocorrido a outras pessoas.

3. Saber que o evento ocorreu com familiar ou amigo próximo.


Nota: Nos casos de morte ou ameaça de morte de um familiar ou amigo, é preciso que o evento tenha
sido violento ou acidental.

[Link] exposto de forma repetida ou extrema a detalhes aversivos do evento traumático (p. ex.,
socorristas que recolhem restos de corpos humanos, policiais repetidamente expostos a detalhes de
abuso infantil).
Nota: Isso não se aplica à exposição por intermédio de mídia eletrônica, televisão, filmes ou fotografias,
a menos que tal exposição esteja relacionada ao trabalho.

(DSM-5, 2014) 18
Critérios diagnósticos (TEA)

B. Presença de nove (ou mais) dos seguintes sintomas de qualquer uma das cinco
categorias, começando ou piorando depois da ocorrência do evento traumático:

Categorias
• Sintomas de intrusão
• Humor Negativo
• Sintomas dissociativos
• Sintomas de evitação
• Sintomas de excitação

(DSM-5, 2014) 19
Critérios diagnósticos (TEA)

Sintomas de intrusão

[Link]ças angustiantes recorrentes, involuntárias e intrusivas do evento traumático.


Nota: Em crianças, pode ocorrer a brincadeira repetitiva na qual temas ou aspectos do evento
traumático são expressos.

[Link] angustiantes recorrentes nos quais o conteúdo e/ou o afeto do sonho estão relacionados
ao evento.
Nota: Em crianças, pode haver pesadelos sem conteúdo identificável.

[Link]ções dissociativas (p. ex., flashbacks) nas quais o indivíduo sente ou age como se o evento
traumático estivesse acontecendo novamente. (Essas reações podem ocorrer em um continuum,
com a expressão mais extrema sendo uma perda completa de percepção do ambiente ao redor.)
Nota: Em crianças, a reencenação específica do trauma pode ocorrer nas brincadeiras.

4. Sofrimento psicológico intenso ou prolongado ou reações fisiológicas acentuadas em resposta


a sinais internos ou externos que simbolizem ou se assemelhem a algum aspecto do
evento traumático.

(DSM-5, 2014) 20
Critérios diagnósticos (TEA)

Humor negativo

5. Incapacidade persistente de vivenciar emoções positivas (p. ex., incapacidade de vivenciar


sentimentos de felicidade, satisfação ou amor).

Sintomas dissociativos

[Link] de realidade alterado acerca de si mesmo ou do ambiente ao redor (p. ex., ver-se a
partir da perspectiva de outra pessoa, estar entorpecido, sentir-se como se estivesse em
câmera lenta).

7. Incapacidade de recordar um aspecto importante do evento traumático (geralmente devido a


amnésia dissociativa, e não a outros fatores, como traumatismo craniano, álcool ou drogas).

(DSM-5, 2014) 21
Critérios diagnósticos (TEA)

Sintomas de evitação

8. Esforços para evitar recordações, pensamentos ou sentimentos angustiantes acerca do, ou fortemente
relacionados ao, evento traumático.

[Link]ços para evitar lembranças (pessoas, lugares, conversas, atividades, objetos, situações) que
despertem recordações, pensamentos ou sentimentos angustiantes acerca do, ou fortemente relacionados ao,
evento traumático.

(DSM-5, 2014) 22
Critérios diagnósticos (TEA)

Sintomas de excitação

10. Perturbação do sono (p. ex., dificuldade de iniciar ou manter o sono, sono agitado).
[Link] irritadiço e surtos de raiva (com pouca ou nenhuma provocação) geralmente
expressos como agressão verbal ou física em relação a pessoas ou objetos.
12. Hipervigilância.
13. Problemas de concentração.
14. Resposta de sobressalto exagerada.

C.A duração da perturbação (sintomas do Critério B) é de três dias a um mês depois do trauma.
Nota: Os sintomas começam geralmente logo após o trauma, mas é preciso que persistam no
mínimo três dias e até um mês para satisfazerem os critérios do transtorno.
D.A perturbação causa sofrimento clinicamente significativo e prejuízo no funcionamento social,
profissional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo.
E.A perturbação não se deve aos efeitos fisiológicos de uma substância (p. ex., medicamento ou
álcool) ou a outra condição médica (p. ex., lesão cerebral traumática leve) e não é mais bem explicada
por um transtorno psicótico breve.

(DSM-5, 2014) 23
MODELO COGNITIVO-COMPORTAMENTAL DO TEPT
Modelo cognitivo do TEPT

Avaliação negativa
de si

Aumento dos
sintomas de Aumento da
reexperimentação ansiedade
e hiperativação

Estratégias de
evitação

(Rangé, Malgris e Cravalho, 2018)


Modelo cognitivo do TEPT

• Quando a pessoa avalia a si e ao mundo negativamente,


há aumento da ansiedade. Isso tem todo o sentido, pois a
pessoa se vê como incompetente para lidar com as
ameaças de um mundo perigoso.

• Essa ideia causa medo e o desejo de evitar as situações


que dão ansiedade. Uma estratégia muito usada pelas
pessoas para diminuir a ansiedade de forma rápida é a
evitação.

• Contudo, essa estratégia leva à redução imediata da


ansiedade, porém aumenta o medo em longo prazo.

(Rangé, Malgris e Cravalho, 2018)


Como o problema pode estar sendo mantido?

Através da utilização da evitação como ferramenta de alívio imediato da ansiedade, acaba-se


perpetuando o problema, pois quanto mais você evita, mais você estará reafirmando para si mesmo
que não consegue.

Ou seja, não aprende uma melhor forma de lidar com a ansiedade. Evitar pensar no trauma, ao invés
de fazer com que você se esqueça do trauma, tem o efeito contrário, garante que você se mantenha
com TEPT.

É importante saber que a ansiedade não aumenta para sempre, ela chega ao seu
máximo e, a partir disso, se estabiliza e começa a diminuir.
O livro de regras do TEPT
Este é o livro de regras que se tem na mente, ao qual reporta, que faz com que a pessoa pense que o trauma
jamais desaparecerá e que está em perigo constante. É o livro de regras do paciente, para pensar, sentir e evitar

1. Já que alguma coisa terrível aconteceu, coisas terríveis acontecerão de novo.


2. Imagens e sensações são sinais de perigo.
3. Você tem de parar de se lembrar do que aconteceu.
4. Se você sente medo é porque tudo está acontecendo de novo.
5. Evite qualquer coisa que faça você se lembrar do trauma.
6. Tente se anestesiar, de modo que não sinta coisa alguma.
7. Sua vida mudou para sempre.

(Robert Leahy, 2011)


Um visão geral do TEPT
Adaptação evolutiva ao trauma

Predisposição genética

Histórico e peculiaridades anteriores: trauma,


ansiedade, pessimismo, álcool e abuso de drogas

Evento traumático

Sensações e imagens Lembranças não processadas Pensamentos: “Não conseguirei


escapar”, “Vou morrer”

Imagens intrusivas, memórias,


Derrota mental, culpa,
sensações
vergonha, raiva

Medo das sensações Medo de Medo da Senso de “agoridade” da


internas lembrança situação repetição.

Enfrentamento (coping): comportamentos de segurança, tentativas de


suprimir imagens e pensamentos, evitação, amortecimento
(Robert Leahy, 2011)
Crenças
Crenças
sobre si
mesmo

Crenças Crenças
sobre o sobre os
TEPT outros
Crenças

Crenças
Crenças
sobre o
sobre o
mundo e
trauma
o futuro

107
Crenças sobre si mesmo
• “Por eu ser uma pessoa fraca, tenho maior probabilidade
• De ser fraco e vulnerável a dano
de ser prejudicado(a) no futuro.”
futuro
• “Eu não posso mais confiar em mim porque faço maus
• Não poder confiar nas próprias
julgamentos.”
percepções e julgamentos
• “Eu não sou tão forte e habilidoso(a) quanto as outras
• De ser inferior aos outros
pessoas.”
• De ser uma pessoa má por deixar
• “Eu deveria ser punido(a) por deixar isso acontecer
isso acontecer
comigo.”
• De não ter controle ou não ser
• “Eu sou incapaz de controlar o que me acontece,
efetivo
portanto sou incapaz de me proteger.”
• Perda de autonomia ou do senso de
• “Eu fui corrompido(a); perdi toda dignidade e respeito
ser humano (isto é, derrota mental)
como ser humano. Sou apenas um objeto.”
Crenças sobre os outros

• De ser sozinho • “Sinto-me tão vazio(a) e sozinho(a).”

• De ninguém realmente se importar • “Ninguém realmente me entende ou se importa comigo.”

• De que os outros culpam a vítima pelo • “As pessoas me culpam pelo que aconteceu. Eles acham que
que aconteceu ou por não superar estou exagerando e deveria ser capaz de deixar tudo isso
para trás.”

• As pessoas são basicamente más • “A natureza humana é basicamente ruim e portanto capaz
ou maliciosas de grande crueldade.”

• As pessoas o(a) prejudicarão e, • “As pessoas são cruéis e o prejudicarão, portanto você
portanto, não são de confiança não pode confiar nelas.”

• A vida humana é inútil, prescindível • “Não há nenhum valor ou significado especial à vida
humana.”
Crenças sobre o mundo e o futuro

• O mundo é um lugar perigoso • “Eu nunca posso estar seguro nesse mundo perigoso.”

• Há pouca benevolência ou • “Neste mundo, crueldade e egoísmo são muito mais


bondade no mundo comuns do que bondade ou solidariedade.”

• Expectativa de dano ou perigo • “No futuro coisas ruins provavelmente acontecerão


futuro comigo de novo.”
Crenças sobre o trauma

• O dano é aleatório e imprevisível • “Quando menos espera você está em grande perigo.”

• Interpretação negativa de respostas • “Eu não deveria ter congelado durante o ataque.”
durante o trauma

• Fracasso em ser mais efetivo em • “Eu deveria ter lutado com o agressor. Se o tivesse
proteger-se feito, não estaria sofrendo tanto quanto estou agora.”

• Sobre causar o trauma • “Eu deveria saber que não era para sair sozinho.”

• Sobre os efeitos negativos de longo • “Eu nunca serei o mesmo depois do que me
prazo do trauma aconteceu.”
Crenças sobre o Transtorno de Estresse Pós Traumático
• Que o transtorno tem consequências • “Eu nunca vou superar o TEPT. Ele arruinou minha vida.”
negativas duradouras
• “Eu devo estar ficando louco(a) porque continuo tendo esses
• A interpretação catastrófica errônea de flashbacks incontroláveis.”
determinados sintomas do TEPT
• “Eu nunca vou melhorar enquanto ficar pensando sobre o
• A necessidade de exercer maior autocontrole trauma.”
sobre sintomas relacionados ao trauma
• “Eu tenho TEPT porque sou uma pessoa fraca, impotente.”
• Culpa-se por ter transtorno de estresse pós-
traumático • “Eu nunca vou alcançar minhas metas de vida ou ter uma
vida produtiva e satisfatória.”
• Metas e propósito de vida frustrados
• “Eu preciso manter controle firme sobre minhas emoções ou
• Sobre a importância de controlar emoções vou ser esmagado(a) por elas.”
negativas
• “É melhor evitar qualquer coisa que seja potencialmente
• Os efeitos benéficos da esquiva perturbadora ou que lembre o trauma.’
TERAPIAS PARA TRATAMENTO DO TEPT

• TCC

• TCP (TERAPIA COGNITIVA PROCESSUAL)

• EMDR
TCC E O TEPT
Terapia Cognitivo Comportamental

Objetivo: Mudar ações, pensamentos automáticos e comportamentos que causam distúrbios


emocionais

Estratégia: Tornar os pacientes capazes de identificar suas próprias crenças disfuncionais, avaliá-las e
adotar pensamentos mais realistas que produzirão emoções mais equilibradas

Envolve ajudar o indivíduo a identificar padrões de pensamentos distorcidos sobre si mesmo, sua
relação com o entorno e sobre o incidente traumático.
Tratamento do TEPT

Psicoeducação sobre a terapia, sobre o TEPT, sobre o modelo cognitivo, sobre as emoções

Reestruturação
Regulação emocional Terapia de Exposição
cognitiva

- Sobre si - Respiração - Narrativa


- Sobre o outro diafragmática - Imaginaria
- Sobre o - Relaxamento - In vivo
mundo/futuro muscular
- Sobre o trauma/ progressivo
- sobre o transtorno
Reescreva seu livro de regras do TEPT
1. Praticar o relaxamento. Estabelecer um tempo todo o dia para um profundo relaxamento muscular, para a
respiração consciente e para uma avaliação do corpo.
2. Examinar os custos e os benefícios da mudança. Melhorar exigirá que a pessoa faça algumas coisas que são
desconfortáveis. Como a vida vai melhorar se não mais tiver o TEPT?
3. Ser um observador. Em vez de lutar contra sensações, imagens e pensamentos, apenar prestar atenção neles,
observar que eles são temporários. São eventos mentais, não realidade.
4. Não lutar, deixa estar. Permitir que os pensamentos, sensações e imagens venham e vão como as águas de um
córrego. Deixar-se levar pelo momento.
5. Avaliar as crenças negativas. Desafiar os pensamentos negativos que a pessoa tem sobre o desamparo, a culpa
e a falta de sentido da vida. Que conselhos daria a um amigo?
6. Desafie a crença de que ainda está correndo perigo. Aconteceu no passado, mas às vezes parece que está
acontecendo agora. Lembrar-se do quanto está seguro.
7. Recontar a história em mais detalhes. Escrever e gravar o recontar da história do trauma. Prestar atenção aos
detalhes dos sons, imagens e cheiros. Tentar lembrar da sequência de como as coisas de fato aconteceram.
8. Focar os "pontos quentes" da história. Certas imagens e pensamentos fazem com que se sinta mais ansioso.
Tentar observar quais são eles e o que eles significam. Acalmar-se e examinar os pensamentos negativos que
estão associados a essas imagens.

(Robert Leahy, 2011)


Reescreva seu livro de regras do TEPT
9. Reestruturar a imagem. Criar uma nova imagem, na qual esteja triunfante, dominante e forte. Imaginar-se como
vitorioso e mais poderoso do que qualquer coisa ou pessoa que o tenha traumatizado.
[Link] os comportamentos de segurança. Observar quaisquer coisas supersticiosas que a pessoa faz para se
sentir mais seguro, como se tranquilizar repetidamente, evitar fazer certas coisas em determinados momentos ou
lugares, deixar seu corpo tenso, verificar se não há perigo. Eliminar esses comportamentos.
[Link] realista sobre a ansiedade. Perceber que a ansiedade é parte da vida - porque a ansiedade é necessária para a
vida. Não pensar que sua ansiedade é algo péssimo ou um sinal de fraqueza. Todas as pessoas têm ansiedade. Ela é
temporária, passa e é parte da cura. O pciente fará coisas que o deixarão ansioso para superar sua ansiedade. Deverá
passar por elas, para superar a ansiedade.
[Link]-se às situações temidas. O paciente tem medo de suas sensações internas - tontura, falta de fôlego, sentir-se
baratinado. Praticar os exercícios para fazer com que sinta intencionalmente essas sensações para aprender que elas
são temporárias e não perigosas.
[Link] seus medos. A melhor maneira de superar seu TEPT é praticar as coisas que o deixam com medo:
estabelecer uma hierarquia; imaginar-se na situação; olhar fotos ou figuras que façam lembrar do trauma; - responder
aos seus pensamentos negativos relativos à situação; se possível, revisitar a cena.
[Link] a si mesmo. Lembrar ao paciente que ele é a pessoa que está fazendo todo esse trabalho. Dar crédito
a ele mesmo. Elogiar-se, comemorar os feitos e tratar-se como uma pessoa especial.

(Robert Leahy, 2011)


Sessões Iniciais

• Aliança terapêutica

• Avaliação (história, comorbidades, rede de suporte emocional, recursos do indivíduo)

• Psicoeducação (sobre trauma, sobre a terapia e as etapas)

• Orientação à família (sempre que possível)

• Estratégias de adesão ao tratamento (entrevista motivacional, Balança (vantagens e


desvantagens de tratar o TEPT); foco na ambivalência)
Coleta de dados

Acessar informações precisas sobre a maneira como o paciente lida com a memória do trauma é
condição necessária para o tratamento eficaz.

Investigar como o paciente vem tentando deixar trauma no passado (que estratégias de
enfrentamento vem utilizando), o que tem evitado, o que faz quando os sintomas de revivescência
aparecem, compreender onde estão os lapsos de memória, o que ele acha que acontecerá se
entrar em contato com a memória do trauma e se há pensamentos ruminativos.
Psicoeducação

Objetivo: Criar um ambiente seguro no qual o trauma possa ser revelado e compartilhado,
tranquilizando o paciente para prosseguir o tratamento

Estratégia: Informar o paciente (e às vezes sua família) sobre os sintomas do TEPT, deixando claro que
se trata de uma reação normal diante de um evento estressor, a qual pode ser superada com tempo e
tratamento adequados.
Psicoeducação

Explicar ao paciente a natureza dos sintomas que tem experimentado.

Explicar os propósitos e técnicas utilizadas no tratamento, principalmente da terapia de exposição.

A psicoeducação tem grande importância na adesão do paciente ao tratamento. Se entender os


motivos pelos quais é necessário que se exponha a elementos que tanto evita, fica mais fácil enfrentá-
los.

Além disso, compreender que os sintomas que têm experimentado são previstos e estudados pode
levar os pacientes a modificar ideias distorcidas sobre o quadro de TEPT, como, por exemplo, a ideia
de estar ficando maluco, e promover um senso de acolhimento. Para isso, é interessante discutir
sobre as reações comuns a um evento traumático e por que elas ocorrem.
METÁFORA SOBRE O EFEITO TERAPÊUTICO DE
FALAR SOBRE O TRAUMA EM AMBIENTE
TERAPÊUTICO.

No momento, ele está como um armário tão cheio que é


impossível fechá- [Link] objetos ficam caindo do armário,
impedindo seu fechamento, porque estão entulhados de
forma desorganizada. Para ele possa ser fechado, é
necessário retirar todos os objetos contidos nele e
reorganizá-los.
Cognitivo
Reestruturação cognitiva

A reestruturação cognitiva é uma técnica amplamente utilizada na prática cognitivo-comportamental.

O pressuposto básico da TCC envolve a ideia de que maneira pela qual enxergamos dada situação
(nossas interpretações) influencia o modo como nos sentimos e como nos comportamos.

Portanto, o entendimento de como o evento traumático é interpretado pelos pacientes auxilia no


entendimento de sua intensa ativação emocional e dos comportamentos por eles adotados.

Mudar as interpretações e crenças sobre os sintomas do estresse pós-traumático e suas consequências,


especialmente os sintomas de revivência, para uma perspectiva de enfrentamento mais adaptativa e
funcional.
Reestruturação cognitiva

Cognições de um paciente com TEPT


As crenças centrais, crenças intermediárias e pensamentos automáticos
presentes em um paciente com TEPT

Crenças centrais Crenças intermediárias Pensamentos automáticos

"Se eu sair de casa, posso ser "Pode acontecer um acidente


assaltado" agora."

“Sou um fracasso.” "Sempre desconfio das "Aquele homem vai me assaltar."


pessoas."
"Eu nunca mais serei a mesma
"Se não sei lidar com essa pessoa."
situação é porque eu sou um
fraco."
Formulário de Reestruturação Cognitiva para intrusões do trauma
Nome: Data de a

Instruções: Use este formulário para elaborar a contestação dos pensamentos e crenças inúteis sobre o significado pessoal dos pensamentos,
imagens ou recordações intrusivos relacionados ao trauma e suas consequências. Tente completar o formulário aproximadamente no mesmo
momento que você revivenciou os sintomas relacionados ao trauma a fim de aumentar a efetividade da terapia.

Data e Descreva Nomeie e avalie Avaliação inicial da intrusão Reavaliação inicial dos Avaliação alternativa
Hora resumidamente a gravidade (O que torna esse pensamentos e crenças mais útil
o pensamento, a das emoções pensamento/ recordação sobre a intrusão (Qual é a (Qual é a forma mais útil
imagem ou a associadas ameaçador, perturbador para evidência, quais são as de pensar sobre essas
recordação (0 a 100) você? O que o torna consequências dessa intrusões relacionadas
intrusivo pessoalmente significativo ou intrusão, estou ao trauma?)
importante para você? catastofrizando a intrusão?)
Superando o TEPT
Passos para superar o TEPT:

Exemplos dos gatilhos, dos pensamentos negativos e dos pensamentos realistas que pode ter.

Sensações e Imagens
Gatilhos Pensamentos Negativos Pensamentos realistas
Coração batendo rapidamente. Estou tendo um ataque cardíaco. Estou Isso aconteceu muitas vezes antes e eu superei. Estou
perdendo o controle. simplesmente me sentindo ansioso e minha crise está
um pouco mais forte do que o normal.
Sentindo-se fora da realidade, como se Estou ficando louco. Você está tendo uma experiência de desrealização ou
o mundo não fosse real ou como se Estou completamente fora de controle. despersonalização. Isso é um pouco como se sua mente
você mesmo não se sentisse real. Isso durará para sempre. entrasse em um "curto circuito" que desligasse sua
ansiedade. Você não está ficando louco - você está
simplesmente se afastando brevemente do que o cerca.

O corpo está tremendo ou os dedos Algo está terrivelmente errado comigo. Isso é simplesmente um sintoma de minha ansiedade.
estão frios. Estou morrendo? Tremer e sentir os dedos frios é algo que vai passar em
Estou tendo um ataque do coração? pouco tempo.

(Robert Leahy, 2011)


Superando o TEPT
Passos para superar o TEPT:

Avalie os
pensamentos Pensamentos negativos ("pressupostos perturbados") e os pensamentos
negativos realistas que o paciente pode usar para questioná-los.

Eu, os outros e o mundo


Pensamentos negativos Pensamentos realistas
Estou completamente desamparado. Você não está desamparado, pois há muitas coisas em sua vida que você controla.
Você pode agendar atividades que gosta de fazer, pode ver amigos, pode fazer planos e
executá-los.

Sempre ficarei mal. Pense sobre todas as boas qualidades que você tem e em todas as coisas que ainda
pode fazer. Muito embora tenha sido uma experiência terrível, você ainda tem todo seu
futuro diante de você. Todas as pessoas tiveram ou terão perdas e decepções, mas
devemos dar continuidade às nossas vidas.
Jamais poderei confiar em alguém O que aconteceu a você foi tão incomum que ficou "grudado" em sua mente. Tem
novamente. sentido generalizar a partir de um incidente ou de uma pessoa para toda a raça
humana? Talvez você possa analisar a confiança em termos de "graus de confiança".
Talvez possa demorar um tempo, para você conhecer alguém em quem confiar.

(Robert Leahy, 2011)


Superando o TEPT
Passos para superar o TEPT:

Como acontece com qualquer transtorno de ansiedade, uma série de crenças profundas e
Examine as poderosas sustentam suas ansiedades. Deve-se fazer uma lista sincera daquilo que a
crenças pessoa realmente acredita estar, profundamente, ligado a ao TEPT.
O diálogo resultante pode tornar uma forma como as que seguem:

• Já que algo terrível aconteceu, algo semelhante vai acontecer de novo.


Na verdade, seu trauma está no passado; não há razão para esperar que ele ocorra de novo. Sua crença vem
do fracasso de sua mente em processar sua experiência, levando-o a confundir passado, presente e futuro.

• Minha agitação é um sinal de perigo.


Medo, tensão e crise são reações normais à sua experiência original. Eles surgem agora porque o paciente
confunde sua situação com o perigo real. Em si mesmos, seus sentimentos não constituem ameaças.
Perceber que eles são alarmes falsos neutralizará a todos.

• Preciso esquecer o que aconteceu.


Suprimir suas memórias é impossível. É também desnecessário. Sua tentativa de desligar sua mente apenas
aumenta seu medo e garante que as más lembranças reaparecerão. O paciente precisa permitir que essas
memórias vivam em sua mente como pensamentos inofensivos que são.

(Robert Leahy, 2011)


Superando o TEPT
Passos para superar o TEPT:
O trauma aconteceu no passado - talvez meses ou anos atrás. Entretanto, a pessoa ainda
Desafie a crença
sente que está em perigo. Os pensamentos intrusivos, as sensações e as imagens seguem
de que está ainda lembrando-o do que aconteceu. Mas o fato aconteceu no passado; não está acontecendo
em perigo agora.

Por exemplo, se foi traumatizado por um incêndio, acidente ou explosão, lembrar do quanto a situação atual é segura.
Se foi agredido ou violentado, lembrar que a pessoa não está mais com ele. Perguntar a ele mesmo se a maior parte
das pessoas se sente segura onde o paciente está.

Reconhecer consciente e racionalmente que o perigo está no passado e que está seguro agora é um primeiro passo para
finalmente mudar o modo como o paciente se sente.

Crenças sobre o perigo Por que estou seguro

(Robert Leahy, 2011)


Superando o TEPT

Importante que a interpretação da situação traumática tem na forma de como


a pessoa se sente e se comporta.

No trabalho relacionado a sua forma de pensar, primeiro o paciente aprenderá a


Reavaliação do identificar os pensamentos que causam medo, culpa, raiva, vergonha, etc. Depois de
modo de identificá-los, o terapeuta o ajudará a enxergar a situação de formas diferentes.

pensar Por exemplo, um motorista de ônibus que se sentia muito culpado por ter atropelado uma
mulher, a qual veio a falecer. Ele acreditava que poderia ter evitado o incidente. Mas, na
verdade, a mulher se suicidou se jogando na frente do ônibus, de modo que o ônibus
passasse por cima dela para que ela pudesse morrer. O pensamento do motorista foi
modificado, de modo que ele conseguiu perceber que qualquer um que estivesse
dirigindo o ônibus naquele momento acabaria por atropelar a mulher.
Gráfico em Forma de Torta

• Contribuição de vários fatores para um resultado negativo

Gráfico desejado

Eu Estrada ruim Pedestre Horário


Regulação Emocional
Treino de regulação emocional

Regulação Emocional - capacidade do indivíduo lidar com situações


estressantes e desafiadoras de maneira saudável, sem deixar que
elas causem prejuízos em sua vida, rotina ou relacionamentos
Treino de regulação emocional

Objetivo: Promover redução nos sintomas do TEPT e otimizar a psicológica

Estratégia: Ensinar aos pacientes um conjunto de comportamentos e táticas para aumentar a


capacidade de controlar as respostas emocionais associadas às memórias traumáticas
Treino de regulação emocional

• Exercícios de regulação emocional

• Reduzir a ansiedade geral, a hipervigilância, distúrbio do sono, raiva, irritabilidade


desenvolvendo um estilo de resposta mais relaxada e benigna.

• Usados no dia-a-dia para lidar com emoções desconfortáveis e manejar níveis elevados de
emoção durante o tratamento (por exemplo, antes/depois da exposição).
Treino de regulação emocional

• Treino respiratório (respiração diafragmática).

• Relaxamento muscular.

• Mindfulness.

• Mentalização do Lugar Seguro ou da Bolha (além de regulação, prepara para técnicas com imagens).

• Curtograma e realizar atividades prazerosas.

Atenção!!! Cuidado para paciente não empregar exercícios como mecanismo de evitação.
Treino de regulação emocional

Ser capaz de diminuir por conta própria a ansiedade diante de uma lembrança incômoda do trauma tem
impacto na autoeficácia do indivíduo acometido pele transtorno.

As técnicas de manejo da ansiedade são ensinadas aos pacientes a fim de que possam utilizá-las em
situações em que sentirem aumento do desconforto emocional. Essas técnicas têm o papel de
regularizar aspectos fisiológicos, o que impacta diretamente a ansiedade. São especialmente úteis
durante o enfrentamento de estímulos associados ao trauma, o que ocorre durante o emprego das
técnicas de exposição.

Em geral, são utilizadas a respiração diafragmática e o relaxamento muscular progressivo.


Treino de regulação emocional

• A respiração diafragmática é uma técnica muito utilizada na TCC para os transtornos de ansiedade
e tem mostrado eficácia para os pacientes com TEPT. Esse método de relaxamento pare da
observação de que as pessoas respiram superficialmente quando estão ansiosas, o que leva a um
desequilíbrio entre oxigênio e gás carbônico no organismo (Greenher ger & Padesky, 1999). Esse
desequilíbrio se correlaciona com os sintomas físicos da ansiedade, como tonteira, boca seca,
taquicardia, sudorese etc. O objetivo da respiração diafragmática é, portanto, restabelecer o
equilíbrio reduzindo esses sintomas e controlando a ansiedade.

• O relaxamento muscular progressivo promove um relaxamento profundo, eficaz para pessoas


cuja ansiedade é fortemente associada à tensão muscular. A pessoa aprende a discriminar entre
tensão e relaxamento em cada grupo muscular, da cabeça aos pés, e a associar sensação de
relaxamento a uma palavra-chave, como “calma" ou "relaxe" (Foa & Rothbaum, 1998).
Relaxamento

• Respiração diafragmática – Diminuir a frequência respiratória

• Relaxamento Muscular Progressivo (RMP) – Jacobson. Contrações dos vários grupos musculares
seguido de relaxamento.

• Relaxamento simples – Relaxamento associado a respiração.


Treino de regulação emocional
Aplicativos

Calm
Sons para dormir
Lo
long

Lo
jong

Headspace Insigth Timer


ATIVIDADE- LUGAR SEGURO
Treino de regulação emocional

Deixe como tarefa:

1. Leitura indicada

2. Praticar exercícios de regulação emocional.

3. Ajustar rotina (atividades prazerosas, recompensas, descanso, busca por suporte emocional
na rede de apoio social / familiar)
Exposição
Terapia de exposição in vivo e imaginaria

A Terapia de Exposição é o tratamento padrão para o TEPT.

A exposição tem como objetivo a habituação do organismo às situações que são vividas
como ameaçadoras pelo sujeito, mas que na verdade não representam perigo.

(Falcone e Oliveira, 2013)


Dessensibilização Sistemática

• Determinar hierarquia de situações fóbicas, iniciando com a situação de menor ansiedade e


gradativamente, aumentar o grau de dificuldade, até chegar na situação mais temida.

• A exposição deve ser prolongada e deve-se permanecer em determinada situação por 90 minutos,
ou até que a ansiedade reduza pelo menos 50%.
Terapia de exposição in vivo e imaginaria

De acordo com Mowrer (1960), estímulos presentes no momento do trauma se conectam por
condicionamento clássico. Estímulos que anteriormente não provocavam ansiedade, mas uma reação
neutra, passam a provocar medo quando são associados a estímulos realmente perigosos. Por exemplo,
uma situação que envolva risco de morte (estímulo incondicionado) pode começar a ser lembrada quando
se passa na rua onde ocorreu a situação. Quando se depara com determinado tipo físico que lembre
algum agressor presente naquele contexto, determinadas roupas, sons, cheiros, clima ambiental, reação
corporal (estímulos condicionados) ficam ligados à ideia de morte, como peças de um quebra-cabeça.

Não se sabe quais estímulos serão ligados ao trauma, e eles podem ser os mais diversos e específicos
possíveis. Uma estratégia comum em pacientes com TEPT é tentar suprimir os pensamento relacionados
ao trauma. Contudo, essa estratégia se mostra ineficaz, visto que, quando suprimidos, esses pensamentos
retornam de forma mais intensa.

O objetivo é que estímulos que ativem lembranças do trauma não evoquem mais a intensa reação
emocional que é sentida pelos pacientes
(Falcone e Oliveira, 2013)
Terapia de exposição in vivo e imaginaria

Dessa forma, esse novo condicionamento inibe o anterior (do medo), fazendo com que não haja ativação da
ansiedade. Ocorre, portanto, a extinção do medo condicionado (LeDoux, 1998). Contudo, algumas condições
são necessárias para que o enfrentamento leve à habituação do medo:

• Ativação da ansiedade
• Repetições consistentes da exposição
• Diminuição da ansiedade antes da interrupção da exposição
• Manejo da evitação.
Terapia de exposição in vivo e imaginaria

• A ativação da ansiedade no momento da exposição é essencial para a extinção do medo, pois, se


não há ansiedade, ou o paciente não condicionou aquele estímulo à rede de memória traumática,
ou está havendo alguma evitação durante a exposição que pode não ser facilmente identificável
pelo terapeuta.

• Caso a exposição seja interrompida antes da diminuição da ansiedade, a evitação é reforçada, ou


seja, o paciente fortalece a ideia de que somente evitando ou fugindo do estímulo não se sentirá
ansioso. Trata-se do esquema de reforço negativo, no qual a retirada de um estímulo aversivo
aumenta a frequência da resposta, no caso, a probabilidade de afastamento do estímulo temido.
Por outro lado, se ele se mantém na situação que a ansiedade diminua, perceberá na prática
que não há perigo real em estar diante daquele estímulo e que a ansiedade é tolerável, apesar de
ser desagradável. Mesmo com todos esses cuidados, pode acontecer de não ocorrer habituação.
Nesse caso, é importante verificar se o paciente está evitando aquele estímulo alguma maneira.

(Falcone e Oliveira, 2013)


Terapia de exposição in vivo e imaginaria

A exposição mostra-se bastante eficaz para o tratamento do TEPT e geralmente é feita de maneira
gradual. Dois tipos de exposição gradual são utilizados:

• Exposição in vivo: Nesse tipo de exposição, faz-se o enfrentamento de situações específicas que
provocam ansiedade no paciente por serem consideradas perigosas, mas que na realidade não são.
Para tal, é construída uma hierarquia das situações que passaram a ser evitadas após o evento
traumático. Os primeiros itens da hierarquia são que provocam menos ansiedade no paciente, e
gradualmente vão sendo listados itens que provoquem maior nível de ansiedade. A hierarquia é
montada como auxílio da escala SUDS (Subjective Unidt of Distress/ Desconfort- Unidade subjetiva de
desconforto), na qual pergunta-se ao paciente, de 0% a 100%, quanto de ansiedade ele sente em cada
item relatado por ele.
Exposições in vivo
e imaginária

O enfrentamento deve ser realizado item por item, de modo que o que determina se o próximo passo da
hierarquia será enfrentado é habituação ao item anterior. A exposição não precisa necessariamente seguir
a hierarquia montada no início do tratamento. Em alguns casos, deve-se flexibilizá-la de modo a adaptá-la
melhor às necessidades do paciente.

A exposição in vivo termina quando todos os itens da hierarquia tiverem sido enfrentados e devidamente
habituados.

(Falcone e Oliveira, 2013)


Exposições in vivo
e imaginária

• Exposição imaginária: É um dos principais elementos do tratamento do TEPT. Consiste no relato oral
ou escrito do evento traumático, respeitando-se as condições essenciais de ativação da ansiedade,
repetição consistente do relato, diminuição da ansiedade antes da interrupção da exposição e manejo
da evitação.

O relato verbal deve ser realizado em ambiente seguro, o paciente deve manter os olhos fechados e
falar no tempo presente, para que a memória seja intensamente ativada.
Já que relembrar trauma é o maior medo do portador de TEPT o relato é feito gradualmente, iniciando-
se com poucos detalhes, dependendo da tolerância do paciente.

O primeiro relato é gravado e em seguida a gravação é acionada repetidamente. Enquanto o paciente


fala, o terapeuta deve perguntar dentro de intervalos razoáveis de o grau de ansiedade (de 0% a 100%)
que ele está sentindo.
A exposição poderá ser interrompida preferencialmente quando o paciente estiver sentindo ansiedade
insignificante o tempo nula, ou pelo menos quando a ansiedade for menor do que a do auge observado
durante o relato.

(Falcone e Oliveira, 2013)


Exposições in vivo
e imaginária

O terapeuta deve estimular o maior número possível de detalhes durante o relato, respeitando sempre o
limite do paciente. O grau de imersão, ou seja, de vivência completa da situação, pode ser graduado.

Pacientes que tenham muita facilidade de imersão poderão iniciar o relato de olhos abertos, por exemplo,
e aos poucos fecharão os olhos, à medida que a ansiedade diminuir.

Edna Foa, em sua Teoria do Processamento Informacional (1998), enfatiza que, para que haja
habituação, é necessário haver ativação da memória traumática e incorporação de elementos
seguros a ela. Essas informações ajudarão o paciente a diminuir o impacto emocional ocasionado pela
ativação da memória do trauma.

(Falcone e Oliveira, 2013)


Terapia de exposição

• Princípio básico da exposição: fazer a pessoa extinguir as respostas desadaptativas


associadas à memória e aos estímulos relacionados ao trauma.
• Principais estratégias incluem (em fases):
• Imagens mnemônicas,
• escutar narrativa própria;
• exposição real (apenas mais adiante no tratamento)
Peculiaridades para as sessões de exposição:

• Recomenda-se reservar mais tempo (uma hora e meia, em média).


• É interessante ter frequência superior a uma sessão por semana.
• Gravações de áudio também são sugeridas.
• Antes de começar, apresentar resumo do tratamento.
• Coletar informações sobre o trauma: reações, experiências, fatos, etc.
• Conduzir a exposição imaginária/ narrativa / in vivo, utilizar recursos de suporte emocional.
• A sessão termina com um exercício de respiração.
• Lembre-se: nunca avançamos na hierarquia sem garantir a extinção das respostas de um
item.
• Constante solicitação de feedback das exposições.

NUNCA TERMINE UMA SESSÃO COM O PACIENTE C OM


GRANDE NÍVEL DE ESTRESSE/ANSIEDADE POSTERIOR A EXPOSIÇÕES.
Terapia de exposição imaginária

• Elaboração e exposição repetida à recordações do trauma em imaginação.

• Construir uma lembrança do trauma mais elaborada, organizada, coerente e


contextualizada

• A exposição repetida tende a tornar a recordação do trauma mais integrada com outras
recordações autobiográficas.
Superando o TEPT
Passos para superar o TEPT:

As imagens perturbadoras têm um grande poder quando a pessoa sente que elas estão
Reestruturar as fora de seu controle. Uma maneira de dispersar esse sentimento é conscientemente
imagens mudar as imagens que o paciente tem na mente.

Essa técnica pode ser particularmente eficaz em casos de abuso. Frequentemente, as vítimas de abuso têm um
sentimento forte de impotência.

Incentivar essas vítimas a construir frases que dizem respeito diretamente ao abusador e que afirmam o poder das
próprias vítimas.

A vontade do paciente de afirmar seu próprio poder, mesmo que para si próprio, é um passo importante para exigi-lo.

(Robert Leahy, 2011)


Terapia de exposição imaginária

Deixe como tarefa:

1. Ouvir áudio / fazer a leitura do relato das informações do incidente.

2. Praticar exercícios de regulação emocional.


Terapia de Exposição por Narrativa

• Na segunda etapa da terapia de exposição:


• Solicitar ao paciente que conte a situação do trauma em detalhes.
• Solicitar que escreva sobre a situação traumática.
• Solicitar que escreva sobre sua vida após o trauma (escrita terapêutica).
• Encorajar.
• Perguntas abertas sobre detalhes.
• Avaliação de resistência (“você está se sentindo confortável? É importante tentar ser o
mais rico em detalhes”).
Técnica: acesso às emoções
No contexto atual, as técnicas focadas nas emoções e a conceituação podem ser muito úteis para os
terapeutas cognitivo-comportamentais, pois ativar e acessar experiências emocionais ajudam os pacientes a
reconhecer os elementos cognitivos contidos em cada esquema emocional.

Pergunta a Formular / Intervenção


Percebo que quando fala sobre [identificar o problema], você parece sentir algo muito profundamente. Certas
questões parecem despertar emoções em você. Vamos permanecer focado nesta questão. Tente focar uma
situação que represente ou simbolize esta questão. Feche os olhos e tente sentir a emoção que acompanha a
lembrança [ou imagem]. À medida que foca a emoção, tente perceber quaisquer sensações no corpo. Perceba
a respiração. Perceba as sensações fisicas. Está percebendo algum sentimento? Algum pensamento?
Imagens? Essa emoção dá a você vontade de dizer, pedir ou fazer algo?
Existe alguma circunstância na qual você se percebe interrompendo ou interferindo na experiência dessa
emoção? Você acha que está se desligando, tentando evitar a emoção, ou dizendo a si mesmo que não pode
suportá-la? Foque e descreva suas sensações internas.
Superando o TEPT
Passos para superar o TEPT:

Recontar a Um dos exercícios específicos para superar o TEPT. É a pessoa contar a história do trauma
história de modo tão detalhado quanto possível.

A pessoa provavelmente notará, quando contar a história do trauma pela primeira vez, que os eventos estão
desarticulados, fora de sequência e que alguns detalhes estão ausentes. Isso ocorre porque a reação para tentar
bloquear o trauma o impediu de processar a memória e os eventos; a pessoa tem parte da memória, mas não toda ela
no início.

Conforme reconta a história e enfrenta medos, talvez constate que os detalhes ficam mais claros, que a sequência de
eventos tem mais sentido e que a história se torna menos assustadora.

(Robert Leahy, 2011)


Superando o TEPT
Passos para superar o TEPT:

Recontar a Na história, pode haver certas imagens ou lembranças que são


história particularmente perturbadoras, chamadas como "pontos quentes".

Alguns pacientes reagem a tais "pontos quentes" desconectando-se de seus sentimentos, recontando os fatos,
mas, emocionalmente, tergiversando. É isso que chamamos de dissociação: o paciente observa que a história está
ocorrendo, mas não está realmente presente.

Os pontos quentes da minha história


Os pontos quentes da minha história O que isso me faz pensar e sentir

(Robert Leahy, 2011)


Superando o TEPT
Passos para superar o TEPT:

Valorizar-se por ter a coragem de fazer o que é difícil do paciente fazer agora, de
Recompensar a si modo que que seja mais fácil no futuro. Dar créditos a si próprio por progredir por um
mesmo caminho difícil, mas verdadeiro.

Toda vez que o paciente faz alguma coisa para se ajudar, deve se recompensar.

(Robert Leahy, 2011)


Terapia de exposição in vivo

Parte da manutenção do TEPT tem haver com o paciente evitar lugares, situações, pessoas,
objetos e memórias associadas ao trauma.

O objetivo é reduzir a evitação e o apoio em comportamentos de busca de segurança bem


como diminuir a ansiedade em situações que evocam sintomas de revivência.

Planejar a hierarquia de exposição gradual com o paciente. Construir lista colaborativamente


hierarquia de situações/atividades/pessoas/locais que tem evitado para serem explorados.

Oferecer suporte emocional (terapeuta ou companheiro de terapia)


Se adequado e viável, fazer sessões fora do consultório com o paciente, no local da exposição
(andar de ônibus, [Link])

Exposições in vivo devem se manter. E constantes avaliações devem ser feitas sobre os
resultados e reações.
Terapia de exposição in vivo

Mais uma vez...

Lembre-se: nunca avançamos na hierarquia sem garantir a extinção


das respostas de um item.

Constante solicitação de feedback das exposições.


Terapia de exposição in vivo

Deixe como tarefa:

Exposição in vivo.

Manutenção da reprodução dos áudios e escrita terapêutica.

Exercícios de regulação emocional.

Mudança de hábitos (extinguir comportamentos de busca por segurança)


Exemplo de hierarquia
• Falar com as meninas que sentam ao meu lado – 8
• Chegar atrasada – 9
• Falar com pessoas estranhas – 8
• Falar com pessoas que já falei anteriormente – 10
• Falar com algum menino interessante – 10
• Convidar alguém para minha casa – 9
• Convidar alguém para sair – 10
• Mudar o canal da TV quando alguém estiver comigo – 6
• Mostrar desagrado a minha mãe – 7
• Mostrar desagrado as minhas “amigas” – 9
• Pedir algo emprestado – 8
• Trocar peças numa loja – 7
• Experimentar peças na loja e não levar nada - 9
Modificar estratégias de evitação cognitiva

Na terceira etapa da terapia de exposição:

• Exposição de memória (“contar como se estivesse lá”).

• Novo reporte da experiência traumática.

• Terapeuta deve auxiliar paciente a enriquecer história

• – “você falou sobre uma terceira pessoa... De onde ela vinha? como parecia? como agia? O que
você pensou dela naquele momento?

• Avançar nas exposições in vivo.

• Manter exercícios de regulação emocional.


Modificar estratégias de evitação cognitiva

• Exposição por imagem mental.

• Discussão sobre sentimentos e pensamentos (como você se sentiu? O que pensa da


ideia que você teve? Como você acha que deveria reagir/se sentir?).

• Constante encorajamento a dar mais detalhes (nessa fase já é possível ser mais direto
nas solicitações).

Exposições in vivo devem se manter. E constantes avaliações devem ser feitas sobre
os resultados e reações.
Modificar estratégias de evitação cognitiva

• Modificar a evitação cognitiva e as estratégias de controle mal adaptativas:

• reduzir preocupação, ruminação e dificuldade de concentração estratégias


cognitivas mal- adaptativas como:

• supressão do pensamento e controle excessivo de pensamentos e emoções


indesejados.

• substituí-las por controle atencional e aceitação de pensamentos e emoções


indesejadas mais adaptativas.
Superando o TEPT
Passos para superar o TEPT:

Olhar para figuras A pessoa provavelmente notou que evita certos filmes ou imagens, porque fazem
que fazem com que lembrar do trauma. Agora, vamos usar essas imagens a seu favor.
se lembre do trauma

Uma fonte comum de imagens aterrorizadoras é a prevalência de material violento em todos os principais meios
de comunicação: cinema, TV, jornais, revistas, internet.

A má notícia é que essas imagens estão por todo lugar.

A boa notícia imagens é que, pelo fato de estarem em todo lugar, podem ser facilmente acessadas e aplicadas
com fins terapêuticos.

(Robert Leahy, 2011)


Superando o TEPT
Passos para superar o TEPT:

Eliminar os Os comportamentos de segurança com frequência desempenham um papel importante


comportamentos no TEPT. Eles são os fatores que sua mente acredita fazerem com que a pessoa fique
de segurança protegida de seus medos.

O importantíssimo primeiro passo é o paciente se tornar consciente desses comportamentos. Começar fazendo uma
lista. Há coisas que ele vem evitando, pessoas, lugares, atividades? Há pequenos gestos supersticiosos que faz quando
está ansioso: deixar seu corpo tenso, caminhar próximo às paredes dos prédios, repetir uma oração, cantar para si
mesmo (com a boca fechada, emitindo um som murmurante)? Há sentimentos que evita, mergulhando em distrações:
comida, entretenimento, sexo, até mesmo trabalho - apagando tudo da consciência deliberadamente ou dormindo a
maior parte do dia? Se afasta de certas imagens de revistas, da TV ou de anúncios?

Quando desiste de um comportamento de segurança, muito provavelmente se sentirá mais ansioso. Não se deixar
levar por isso. A mente vem dizendo que o comportamento adotado propicia segurança; é natural se sentir um pouco
alarmado quando se abandona esse comportamento.

Não se forçar a fazer coisas que sejam verdadeiramente inseguras como caminhar em bairros perigosos, por
exemplo. A prudência é ainda uma virtude. Assim como o é a capacidade de tolerar o desconforto,
especialmente quando ela acaba por reduzir tal desconforto.
(Robert Leahy, 2011)
Modificar estratégias de comportamentos de segurança
Comportamentos de segurança Exemplos de meus próprios Como eu penso que esses
típicos comportamentos de comportamentos de segurança me
segurança protegem

Evitar pessoas, lugares e coisas

Evitar sons, imagens ou experiências que


lembrem o trauma
Buscar afirmação do que pensa ou
tranquilização
Repetir orações ou usar comportamentos
superticiosos
Ficar tenso fisicamente (manter o corpo rígido,
prender a respiração, caminhar de uma
determinada maneira, etc)
Usar álcool ou drogas para me sentir mais
calmo
Comer para evitar minhas lembranças

(Robert Leahy, 2011)


Etapa final

Quando a lista de exposições está terminando, avalia-se novamente o TEPT.

Relembrar o trauma.

Conversar sobre mudanças antes e após a terapia de exposição.

Aconselhar a constante manutenção do uso de estratégias de regulação


emocional; exposição; ouvir áudios eventualmente.
Prevenção a recaída
Avaliar demandas adicionais.

Avaliar o antes e o depois do tratamento.

Psicoeducar sobre recaídas.

Sessões de follow-up.

Criação de estratégias de contingência (rede de apoio, contatos)


Efeitos da terapia no terapeuta

• Trabalhar com traumas é “pesado”.

• Não é incomum terapeutas sofrerem pela incapacidade de proteger o paciente


de traumas tão fortes.

• Traumatização secundária.

• Postura imparcial, frequentemente abalada em função das naturezas injustas.

• Supervisão e terapia ajuda...


OBRIGADA

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