𝐴 𝐵𝑟𝑢𝑥𝑎 𝑑𝑒 𝐻𝑎𝑟𝑧
1760
𝓝 o Norte do Formado Reino da Prússia...Em uma pequena
vilarejo perto de Berlin, havia uma família um tanto...Estranha,
tínhamos o pai, Joshua, um velho lenhador que cuidava da plantação
do vilarejo, tínhamos a mãe, uma senhora arrogante que não se
importava em ver seu marido trabalhando até a morte ou ver seus
filhos morrendo de fome, e falando em filhos, tínhamos o casal de
gêmeos, João e Maria. João o mais novo era um tanto...burro, já
Maria era um tanto...magica, literalmente, desde pequena ela falava
com espíritos e até eventos a rodeavam.
Até então tudo...bem? Não...Nunca estava bem, não ali, na
floresta de Harz, no qual rodeava uma lenda que havia uma bruxa em
meio a mata, a Bruxa de Harz...
Uma certa noite de chuva e trovoadas, antes de dormir, João e
Maria estavam acordados somente com uma vela em forma de
iluminação, estavam contando histórias de terror:
Maria: João...
João: Hm
Maria: Michael me disse que hoje alguém faz aniversário...
João: Quem?
Maria: A Bruxa de Harz...- Ao dizer isso a vela se apagou o vento
começou a bater na janela trazendo pedrinhas, a porta estava
rangendo, Maria pegou um fosforo e acendeu a vela de volta, João
estava tremendo de medo do escuro
Maria: Hoje ela faz 210 anos de idade, dizem que ela se esconde
na escuridão e que se queima na luz, por que teoricamente a luz
representaria Deus, e ela, um emissário do Diabo...
João: Nós não fomos batizados, será que ela vai puxar nossos pés
de noite?!
Maria: Não com o seu chulé haha!
João: Quem te contou essa história?
Maria: Meu amigo Michael.
João: onde ele está?
Maria: Atrás de ti – João tomou a vela de sua irmã e olhou para
ver... não havia nada, ao virar de volta para a irmã ela fala:
-Esqueci que você não nasceu amaldiçoado...- na visão da irmã,
ao um clarão de um trovão, Michael estava enforcado atrás de seu
irmão, com símbolos pelo corpo e um pentagrama na testa.
João: Mas como ela surgiu?
Maria: Dizem que ela já morou aqui no vilarejo, mas a igreja
passou com uma cruzada, e ela foi julgada de bruxaria, mas na época
ela era conhecida como uma curandeira, então a igreja a jogou na
floresta em pleno inverno rigoroso e proibiram qualquer citação dela,
se sentida traída, em seus últimos momentos, quando iria morrer,
jogou uma praga nesse vilarejo, por enquanto apenas pequenos
eventos, mas aqueles que desafiam tanto a bruxa quanto a floresta,
não voltam, não os mesmos, não é mesmo Michael?
João: assustador!
Maria chegando mais perto do irmão concluiu dizendo
Maria: E esta...é a... história...da... Bruxa...de...Harz.
Ao terminar a frase, algo bateu na janela e a porta abriu e fechou
rapidamente duas vezes e a vela queimou Maria, João gritou e Maria
soltou um “merda!”. A vela se apagou de novo:
João: O QUE BATEU NA JANELA?!
Maria se levantou e foi ate a janela para ver, olhou para baixo da
janela, era um rato morto, e ao olhar para frente, uma silhueta de
uma senhora encarava os irmãos, no qual simplesmente sumiu no
véu da noite...
𝑱𝒖𝒍𝒈𝒂𝒎𝒆𝒏𝒕𝒐
Maria acordou com uma correria enorme, uma discussão entre
seus pais, e quando chegou na cozinha, quando sua mãe a encarou,
veio depressa para cima da menina e antes que ela pudesse dizer
algo, desferiu um tapa no qual fez a menina cair no chão. Ela gritou
questionando o porquê do tabefe, sua mãe furiosa diz:
-Você sua pestinha, você matou nossa colheita! a sorte sua que o
seu pai me impediu de acordá-la aos murros!
-O que como assim? E-Eu não sei de nada! Eu não fiz nada!
-Não minta pra mim você andou falando com o demônio, seu
“problema” não é um problema, é bruxaria
-Mas o que aconteceu?!
A mãe pegou na mão de Maria e a levou para fora, onde toda
plantação e todo o gado estavam mortos sobre o solo, e o povo
reunido discutindo
-Será que foi praga de colheita?
-Não, se fosse o vilarejo vizinho ou até mesmo a plantação de
Berlin teriam morrido junto
-Talvez ataques divinos! Somos todos pecadores!
Entre as discussões, a mãe de Maria interrompe todos e fala:
-Eu sei o que foi, foi essa pequena pestinha!
O povo olhou para a garota, alguns questionaram a velha, que
disse
-Essa é minha filha, Maria, a que eu disse que havia conexão com
o demônio
-E-eu não sei de nada, eu juro!
A Padeira a desferiu outro tapa e disse:
-Então você é a engraçadinha que pratica bruxaria, por sua culpa,
TODOS nós vamos morrer!
-Não fui eu! Foi a Bruxa de Harz! *tapa * Ai!
-Não se pronuncia esse nome, e além do mais é só uma lenda
para fazer pestinhas como você se aquietar
Maria se levanta, um tanto desnorteada pelos tapas, mas já
cansada de humilhação, “O que faremos com a menina?” eram o que
discutiam, mas Maria num tom provocador começou a contradizer o
comentário anterior
-Se é só uma lenda...por que não deve ser comentada? Tens
medo?
O povo se virou para olhar a menina, o ar começou a ficar
estranho, um cheiro desagradável superava o cheiro do gado morto
-Terei que calar essa sua boca? Eu vou...
- A Bruxa de Harz, uma lenda de uma senhora acusada de
bruxaria pela igreja, no qual a jogaram na floresta de Harz e
proibiram o pronunciamento de seu nome...
-Cale-se!...
-Antes de seu exilio foi feito um júri que decidiria o destino da
Bruxa, entre os membros do júri, o líder do vilarejo, Sir. Miskat, o
alfineteiro que a denunciou...
-CALA A BOCA GAROTA INFAME
A padeira começou a ir para cima da menina, e ela não parava de
citar nomes
-...o fazendeiro Rusbel, a mercadora Melanie...- Isso a padeira já
estava na frente da menina, mas antes dela encostar um dedo, Maria
diz:
-A padeira Josina McMales...sua tataravó, certo? E segundo a
lenda, amaldiçoado seriam as famílias que a julgaram, todas as
outras saíram, menos os McMales
O povo que estavam em volta se afastaram da padeira
amaldiçoada:
Maria: E hoje, a lenda completa 210 anos...e isso é culpa minha?
Antes da padeira rebater, ela começou a soar, só que não de
vergonha, de desconforto, ela sentia algo preso em sua garganta, e
se afastou e ajoelhou como se fosse vomitar, e foi o que aconteceu.
Ao se ajoelhar, não demorou muito para começar a vomitar, mas
era estranho, ela vomitava sangue, até que começou a vomitar
larvas! E depois de larvas de sangue, ela se engasgou com uma
coisa, e depois cuspiu para fora, era uma carta, estava intacta, seca e
não exalava fedor. Maria se aproximou enquanto a padeira ainda
estava desnorteada e soltando pequenos gorfos, pegou a carta, e
abriu, lá estava escrito:
” bom dia habitantes de Harz, convido vocês a um banquete na
minha casa, dentro da floresta no qual vocês me jogaram para
apodrecer a 210 anos atrás, lembram? Vamos comemorar meu
aniversário juntos, como antes! Espero ansiosa por vocês
Ps: Obrigado pela colheita, deu um belo banquete!”
O povo estava em choque, não sabiam que dizer, até que alguém
disse
-Quem vai?
Não demoraram muito para culpar uma pessoa e a mandar para
lá, que Deus te proteja Maria...
𝑮𝒂𝒍𝒊𝒏𝒉𝒂 𝒆𝒎 𝒏𝒊𝒏𝒉𝒐 𝒅𝒆 𝑳𝒐𝒃𝒐
Quando Maria estava de frente a floresta, e o povo atrás de ti,
estava nervosa, não sabia se voltaria viva, mas essa nem era a
principal questão, o que mais ela se preocupava era “e se eu voltar?”
Antes de se adentrar em sua cova, ouviu seu nome sendo
chamado de longe, era seu pai e seu irmão, “pai? João?” disse ela
confusa, João a segurava sua mão e seu pai lhe deu um abraço e
disse:
Pai: Filha, isso não é justo, não é justo o que fazem contigo, por
que você vai?
Maria: Está tudo bem pai, por mais que fique preocupado, eu
voltarei viva, pelo menos vou tentar, e segundo a carta, é só um
banquete
Pai: Por esses motivos João irá com você, seu irmão e seu
guardião, cuide dele assim como ele cuidara de você
Maria: Não é muito perigoso para João?
Pai: Assim como é para você, eu queria muito ir, mas preciso
ficar, vou...resolver umas coisas que me pediram
Maria: Ok pai...Obrigado, eu te amo
Maria e o Pai trocam um último abraço, e limpam suas lagrimas e
vão para direções opostas, Maria pega na mão de João e entram na
floresta. Depois de 10 minutos andando, João olha para Maria e diz:
João: Onde que é a casa?
Maria: Não sei, mas eu acho que não tem muitas casas no meio
da floresta de Harz, na verdade não quero nem saber!
João: Estou com fome, espero que encontremos, pelo menos um
banquete ela garantia.
Maria: riso* É incrível como, mesmo perdido em uma floresta
procurando uma bruxa e sua casa, você ainda só pensa na janta
João: Espero que ela faça uma refeição melhor que a da mamãe,
pelo menos isso
Maria: Concordo *riso *
João: Maninha seu pé...está sangrando!
Maria: É eu sei, eu que fiz
João: Por quê?
Maria: Para saber por onde voltar, sangue seco não desaparece
de pedra tão fácil
João: entendi...A quanto nós estamos aqui?
Maria: Se saímos as 15, diríamos que estamos andando a 1 hora,
mas julgando pelo sol...ha 4 horas?!
João: Ma-Maria...
Maria: Oi
O irmão aponta para uma moita, já estava escuro, só se via a
silhueta de uma senhora agachada entre as altas gramas, com um
chapéu de bruxa. Sentiram algo passando atrás deles rapidamente,
viraram na hora para ver, os dois deram a mão, com medo, João se
vira de novo e diz como se fosse desmaiar:
João: Maria...
A Menina se vira e se da de cara com o tronco fino da bruxa, que
por sinal, os seus pés não tocavam o chão, Maria rapidamente tapou
os olhos do irmão e olhou para baixo dizendo para não olhar
diretamente nos olhos dela, se não o morreria.
Ficaram alguns instantes sem se mover, falar ou olhar para nada
e ninguém, até que a “Bruxa” se inclina e respira no rosto de Maria,
era um ar frio e com um fedor, como se estivesse morta:
-Estou com medo Maria- diz o irmão quase chorando e segurando
firme a mão de Maria, a menina sente dedos tocarem seu braço,
subindo para os ombros, pescoço e então rosto, levantando o rosto
da menina, fazendo ficarem cara a cara, a menina soltava pequenas
lágrimas enquanto a “Bruxa” a tocava em seu rosto
Maria, devagar, levanta sua mão e retira a mão do ser de seu
rosto e sussurra as palavras “Bruxa de Harz?” e ouviu um sussurro
vindo de todas as direções, diziam “sim” e depois disseram
“joão...maria...”, Maria estava enlouquecendo com essas vozes vindo
de todas as direções, agarrou firme a mão de seu irmão e começaram
a correr, ainda de olhos fechados, Maria corria na frente, chorando,
suas lagrimas voavam para o rosto do irmão, correram muito, até
chegar em um riacho. Maria, esperta, colocou o dedo na água e
soube qual curso o rio percorria, virou para João, colocou suas mãos
no rosto do irmão e disse
Maria: Maninho, nós vamos passar em um riacho, mas eu peço
que por favor não abra os olhos, pela sua vida e por mim, se me ouvir
gritar ou cair apenas saia correndo e não abra os olhos, ou pelo
menos não olhe para trás! Promete?!
João: snif* pro-prometo
João podia ser inocente, mas era de palavra, principalmente com
sua irmã. Maria pegou na mão de João e começou a pisar para ver
onde havia pedras, se estava fundo ou não, a água era gelada
demais. Maria em uma hora teve de largar a mão do irmão para
procurar um lugar segura, inclinada com as duas mãos na água, ela
segurou algo, começou a apalpa-lo e descobriu que se tratava de um
dedo, largou na água e quando foi colocar a mão para inspecionar
um lugar seguro, uma mão cinzenta, morta basicamente, a segurou e
puxou para o “fundo” do riacho
- Maria?!- disse o menino..., mas a menina já tinha sumido. Pisou
na parte onde Maria foi afundada, estava raso, atravessou o riacho
correndo e correu sem direção para o meio da mata, de olhos
fechados, sorte que não havia arvores no caminho, mas pedras...
O garoto estava correndo até que tropeçou feio em uma pedra,
cortando o joelho inteiro, mas se levantou e continuou correndo
mancando, chorando e gritando por ajuda. Parou em uma arvore,
sentou-se e começou a chorar, até ouvir uma voz, a voz gritava
“Filho! João sou eu seu pai!” e outra voz também começou a gritar
pelo seu nome, a voz de Maria, essa fez o garoto se levantar e gritar
onde eles estavam, “Apenas siga reto João”, o menino se alegrou, deu
um sorriso e saiu mancando para frente, mas em sua frente, havia só
uma casa, no meio da floresta, e essa casa você já deve saber de
quem é...
Ao entrar na casa, o sentimento de estranheza era grande, mas o
de felicidade era maior. Enquanto a porta atrás dele fechava, a voz
de Maria disse que ele podia abrir os olhos, e ao abrir, apenas uma
sala com uma mesinha no centro, encima dela, uma vela que
iluminava o centro da sala, e a frente, Maria e seu pai de mãos
dadas, de frente para vela, seu “pai” disse “essa é nossa nova casa,
agora ninguém pode machucar você e nem Maria” , “Maria” disse “
agora...vamos brincar de esconde esconde!” e os dois deram um
passo para trás, sumindo na escuridão da sala, João viu isso, confuso,
e depois disse
João: Vocês não são reais
Maria e seu pai: Não confia em nós Joãozinho?
João: Não...
Maria e seu pai: POR QUÊ?!
João: Pai...você não tem calos e suas mãos, e Maria...seu pé já
está bom?
Sentiu algo vindo pelas suas costas, sua espinha esfriou e tremeu
o corpo todo, e olhou para trás, ao olhar nos olhos da Bruxa,
esbranquiçou, ficou frio, começou a flutuar no chão, no lado de fora,
as arvores agitaram, os pássaros gritavam e voavam, até que João
desmaiou, e as algumas arvores começaram a envelhecer
rapidamente, caindo suas folhas e alguns pássaros caíram duros no
chão, mortos
E a vela de apagou...
𝑹𝒆𝒇𝒆𝒊𝒄𝒂𝒐
Maria ainda estava debaixo d’água, mas seu folego era como se
ainda estava respirando, respirava água! Se debatia debaixo d’agua
enquanto a mão cinzenta, ainda a puxava cada vez mais fundo, até
que do nada, a água acabou embaixo e ela começou a cair em queda
livre, em alta velocidade, enquanto gritava, olhou para baixo e viu o
riacho no qual foi puxada, desesperada, começou a ver sua vida
passando por seus olhos, e caindo de cabeça, fechou os olhos e
aceito sua vida, e sua morte. Mas ao invés de partir de uma vez, o
riacho estava profundo de novo, e no fim, no fundo havia uma luz,
começou a nadar desesperadamente para o fundo e ao alcançar,
estava em uma poça d’água, se arrastou para sair da poça, e depois
deitou na estradinha que a poça estava. Descansou um pouquinho a
mente e o corpo, pois aquela mão havia a arranhado e a segurado
com muita força, mas ao ver o seu braço, os ferimentos estavam se
regenerando rapidamente, levantou e olhou para trás, uma casa de
madeira, a mesma que João foi sequestrado, encarou a casa por uns
instantes até que a porta da casa abre, e daquele breu, jogam um
pedaço de pano escrito “João” em sangue, catou o pedaço, e entrou
na casa, ao subir os degraus para entrar pela porta, começou a ser
talhado do lado da porta uma frase: “Deus não tem poder aqui...”,
Maria ao ler isso, olha para a escuridão atrás da porta aberta e diz
Maria: Nunca fui muito com a cara dele...
E entra na casa sem pensa duas vezes, em busca do seu irmão.
Mas antes de entrar, um homem coloca sua mão na barriga de Maria,
“certeza?” diz o homem, Maria olha para ele e diz:
Maria: Sim Michael...
Michael: É uma armadilha
Maria: Eu sei...É uma armadilha que meu irmão caiu, e eu jurei
protegê-lo
Michael: Promessas de vivos...Valem tanto assim?
Maria: Valem vidas...Pelo menos vale mais que a minha
Michael: Provavelmente valeu mais que a minha...Ok, passa, mas
cuidado, eu vou estar logo atrás de você
Maria: Ok Obrigado...
Michael: Eu estou morto, o que mais fazer?
Maria soltou um riso, e entrou na casa, ao entrar, a porta atrás
dela fechou e um lampião no centro da sala acendeu, se aproximou,
pegou o lampião, a sua luz era pouca, então aproximou o lampião em
seu rosto, levanto o vidro e olhou para a luz para ver se aquecia um
pouco, ainda estava com frio do riacho, mas depois de alguns
instantes se aquecendo com a pequena luz que o lampião emitia, uma
mão completamente escura estalou os dedos ao lado do rosto de
Maria, apagando o lampião, mas acendendo todas as velas pregadas
na parede da sala, até a lareira se acendeu, era uma sala bem
espaçosa. A friagem de Maria passou de um instante para outro,
mesmo em um lugar hostil, era bonito e confortável, mas não podia
se distrair, sabia que era tudo uma grande maldição, uma dentro da
outra, avistou escadas que davam para o 2º andar, sinalizou para
Michael e subiu, ao chegar lá encima, viu João deitado em uma cama
confortável e do lado estava um frasco com um liquido vermelho,
escrito “Remédio do João”.
Maria rapidamente correu pegar o tal remédio e dar para João,
Michael apareceu de um lado da cama e Maria estava de outro,
despejou metade da garrafa na boca do irmão
Michael: Era só uma gotinha...
Maria: Cala boca
Michael: Óia!
Os dois ficaram vendo o irmão, sua pele voltou ao tom normal,
seus olhos começaram a abrir aos pouco, e então ele saltou da cama
e foi para o chão, chorando e Maria assustada foi consolar o irmão,
se abraçaram a choros e Maria consolava o irmão assustado
Michael: Humanos...Saudades de chorar.
João olhou para frente e perguntou:
João:Que-quem é você?
Michael: Eu?
João: *acena com a cabeça
Michael: Consegue me ver?
João:*acena
Michael: ...
Maria: Esse é Michael
João: Mas ele não estava morto?
Maria: Sim ele é o meu amigo morto!
João: mas como eu consigo vê-lo?!
Maria: Eu não sei!
Michael: Acho que eu sei... o beijo da morte
Maria e João: O beijo da Morte?
Michael: É um termo usado entre os mortos que é quando um
mortal passa por uma experiencia de trauma muito grande, ou chega
a beira de uma morte muito nervosa, ai você é recebido com o beijo
da morte, me diga, o que você viu ao olhar aos olhos da bruxa?
João: Morte, Caos, o fim dos tempos.
Michael: Ela é mais forte do que pensávamos. Precisamos sair
daqui
Foram em direção as escadas, ao chegar no 1º andar, uma linda
mesa de jantar esperava os 3, e a Bruxa, que antes era um ser
macabro, uma bela mulher, mexendo em um caldeirão supostamente
cheio de sopa:
Bruxa: Ah vocês estão aí, crianças não podem ficar muito tempo
fora de casa, vai que algo ataca vocês.
Os 3 observam a mulher sem mexer um músculo, Maria
empurrou lentamente João para trás, recuando, Michael descia um
degrau atrás do outro lentamente:
Michael: Te conhecemos?
Bruxa: Você me conhece Michael...
Os olhos da bruxa começaram a brilhar em vermelho, e Michael
caiu no chão gritando, Maria e João foram o ajudar e ele gritava e
espumava pela boca, entre os gritos ele conseguiu falar uma palavra,
“A...de...lai...de”
Adelaide: Lembrou do meu nome? Fico lisonjeada!
Maria: O que você quer de nós?!
Adelaide: Que sentem e comam, como crianças educadas
Sua voz tinha engrossado de depois de ter apavorado eles, abriu
um sorrisinho naquele rosto inocente, mas endemoniado ao mesmo
tempo.
Ajudaram Michael a se levantar e estavam andando em direção a
mesa. Mas antes Maria cochichou para os dois:
-Chegando perto da mesa, tapem os olhos e corram para a porta
Os dois ficaram mais distantes, mas Maria chegou perto da mesa
e disse:
Maria: Adelaide...sinto muito, mas não podemos ficar para a
jantar
Adelaide: por quê?
Maria: Nossos pais não deixam...Viemos para a floresta como um
desafio e nos perdemos e...
Adelaide: Mentindo para mim?
Maria: Na-Não nós só estávamos...
Adelaide: Eu sei quando pestinhas estão mentindo!
Adelaide puxa uma faca de cima da mesa e a aponta para maria,
seus olhos começam a brilhar e Maria vira a cabeça desviando o
olhar, um baú de fundo começa a tremer, Adelaide estala os dedos
uma porta abre, e puxa o baú com correntes. Maria nervosa com
tudo aquilo, ainda olhar diretamente para a bruxa, pega na mão da
bruxa que esta armada e luta para desarma-la, João e Michael olham
tudo assustados, Maria consegue desarmar a bruxa mordendo sua
mão e pisando em seu pé, fazendo com que a bruxa recuasse
atordoada, Maria saiu correndo em direção a porta e ao abrir...A
porta dava a uma queda livre! Maria abriu a porta e perdeu o
equilíbrio, fazendo-a quase cair, se não fosse João e Michael
segurando-a para não despencar, a bruxa levantou depois de sua
disputa com Maria, limpou o sangue em sua mão com a boca, e bateu
as mãos, ao bater as mãos a porta fechou e os 3 foram sugados para
as cadeiras e estavam “grudados” lá.
Adelaide puxou uma cadeira que estava do outro lado da mesa
que os 3 estavam e se sentou, e com os olhos vermelhos ordenou que
comesses, na hora que Maria for por a comida no prato, Adelaide
disse:
Adelaide: Nananinanão... Mocinhas levadas não comem frango
com milho e batata, não. Comem isso
Colocou a mão na boca, como se fosse vomitar, e puxou no meio
dos dentes um pedaço de carne ossuda cheia de pelos, além de
vomitar sangue e ter cortado uma pequena mecha do cabelo (não
haviam reparado pois ela ainda estava de chapéu de bruxa)
Adelaide: Aqui sua janta...
João: Este frango está bom!
Michael: Não como uma comida boa assim dessas a uns 150
anos!
Adelaide: Vamos Maria...Assim não vai ter forças para
acompanhar seus amigos
Maria: Estou sem fome
Maria ainda estava nervosa, batia pé, batia os dedos na mesa,
pensando como sair dali sem morrer, mesmo assim ainda evitava
contato visual:
Michael: Não vai comer?
Adelaide e Maria: Não, estou sem fome
Michael: Ok então...
Maria: Adelaide, o que é aquela tesoura em forma de pássaro
Adelaide: Ah aquilo, minha tesoura de pardal eu uso para
transformar os lenhadores levados em lindos pássaros, quer ver?
Maria: Não eu não quero...
Adelaide pegou um frasco com uma imagem de um porco e jogou
no chão, surgiu uma fumaça e um porco apareceu no lugar, ficaram
os 3 admirados, Adelaide pegou a tesoura, colocou na orelha do
porco, e pressionou até encaixar na orelha:
Maria: Não precisa Adelaide, não precisa!
Adelaide apenas sorriu para Maria de uma forma perturbadora, e
rasgou a orelha do pobre porco com a tesoura, no qual grunhiu de
dor e foi tomado por uma fumaça azul, quando a fumaça sumiu, uma
linda coruja, Maria tapou os olhos de João na hora, mas viu tudo com
um ar de dó e tristeza, ela amava porcos...
Depois de uma refeição muito bem servida, os 3 se levantaram e
perguntaram se poderiam ir embora agora:
Adelaide: Claro que não, estão tão famintos...
João: Mas nós acabamos de comer e...
A barriga dos 3 começaram a roncar, e sentem a impressão de
não terem comido por dias, vendo que não podiam sair, e estavam
com fome, se sentaram para comer de novo, menos Maria que ainda
recebia só carne podre e sangue, e era cada vez assim, terminavam
uma refeição, batia a fome e iam comer de novo, e Michael não
engordava por já estava morto, mas João só ficava mais roliço, e
Maria, mais magra, enquanto ele estava comendo, a bruxa começou
a babar, a passar a língua nos beiços para conter a saliva, e ela ia se
transformando também, ia aumentando, criando garras, e mudando
sua aparência para um monstro, um ser da escuridão, como aquele
que trombaram na floresta, Michael vendo isso, foi para debaixo da
mesa e maria tampou os olhos do irmão e o virou para sua direção,
abraçando-o, ao dar a volta na mesa, a bruxa ficou de frente aos
irmãos, mas eles de costas para a bruxa, ela disse em um tom de voz
grave e rouco:
Adelaide: João querido...de o seu dedo para a Adelaide ver...
Os irmãos não fizeram nada, ficaram quietos por uns instantes,
sem nem abrir os olhos, a Bruxa então aumenta mais ainda seu tom
de voz, Michael vê alguns espetos de ferro aquecidos na lareira e sai
de fininho para pegar um deles:
Adelaide: João...me de o seu dedo para a tia Adelaide ver
algo...Não pense que eu não estou te vendo ai atrás!
Quando a Bruxa foi virar para pegar Michael, Maria estende o
seu dedo mais magro a bruxa desvia a atenção para os irmãos
Adelaide: Aaaahhh agora sim!...espere...O que?!...Por que tão
fino?!...Deixe que a Adelaide deixou uns bolinhos no forno
Após Michael alcançar o espeto fervente, saiu correndo e fincou a
ponta do espeto dentro na coxa do Monstro-Bruxa, fazendo-a ficar
ajoelhada e voltar a forma de mulher, ela virou o rosto para Michael
e fala
-Mais um morto para o caixão
Nesse momento, aquele baú inquieto apareceu e quando a bruxa
foi estalar os dedos, Maria surge com a tesoura de pardal, abre-a e a
encaixa nos dedos do meio e no polegar da bruxa, no qual ela teve
que lutar com força contra de novo, o baú não parava de tremer.
No meio dessa disputa entre Maria e a Bruxa, Maria se descuida
e olha para a bruxa, seus olhos escurecem por completo e ela
começa a chorar sangue, mas ainda fazia força contra a Bruxa:
Adelaide: Desista garota, junte-se a mim, daria uma bela bruxa,
poderíamos dominar essas terras “santas” ...
Maria: Ah...ab...ana...omm...
iguais, faça igual eu...Amaldiçoe aquele vilarejo e mate todos!
Maria estava perdendo as forças naquela disputa, mas:
Maria: N...Nnnn....n...nn
Adelaide: Mais alto!
Os olhos de Maria voltaram ao normal, ela conseguiu forças o
suficiente para fincar as pontas da tesoura nos dedos de Adelaide
Adelaide: AARRGGGHHH!!!
Maria: Eu...Disse...NÃO!!
E em um movimento só, Maria decepou 2 dedos da Bruxa, que
caíram em dois morcegos mortos. Maria saiu correndo e em um
chute, arrombou o cadeado, e explodiu o baú, saindo, uma grande
nevoa negra com esferas verdes, no qual cercaram a sala e rodeavam
a Bruxa, assustava, ela pedia que a deixassem em paz:
Michael: os mortos que a julgaram! Como você sabia?!
Maria: Eu os ouvia falando mal de mim, me comparando com
ela...
Adelaide: ME DEIXEM EM PAZ!! SAIEM!! VOLTEM PARA O
BAU!!!!
Até que toda névoa, foi para cima da Bruxa, levando-a para
dentro do baú, e antes de fecharem o baú o espírito da antiga
padeira, Josina McMales se materializa e diz
Josina McMales: Encontro das Bruxas. Uma de cada vez
E entra dentro do baú
Sentem um tremor grande e a porta abre, dando de volta a
floresta, em uma trilha que da exatamente para o fim da floresta,
Maria e João correm para trilha
Michael: Vão...se eu sair da casa eu deixo de existir, ficarei aqui,
é confortável
Se despedem de Michael com um abraço e correm para a trilha,
mas onde era para ser o vilarejo, apenas arranha-céus, e arvores de
concreto e ferro
Estranharam muito e o mais bizarro é que no centro da
metrópole, havia uma estatua de maria segurando a tesoura de
pardal e embaixo da estatua estava escrito
“𝑨 𝑩𝒓𝒖𝒙𝒂 𝒅𝒆 𝑯𝒂𝒓𝒛”
fim