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Parte 4

A protagonista promete a Alicia que ela estará segura em sua casa, mas Alicia expressa seu medo de morrer. Durante a noite, a protagonista ouve barulhos e, armada com uma faca, sobe as escadas, mas não encontra ninguém. Um grito de socorro a faz correr para a sala, onde teme pelo pior para Alicia.

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Parte 4

A protagonista promete a Alicia que ela estará segura em sua casa, mas Alicia expressa seu medo de morrer. Durante a noite, a protagonista ouve barulhos e, armada com uma faca, sobe as escadas, mas não encontra ninguém. Um grito de socorro a faz correr para a sala, onde teme pelo pior para Alicia.

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Ele não vai te matar, não vai mesmo!

Não

em minha casa! – prometi a Alicia. Ela por um instante

deu um leve sorriso esperançoso ao ver meu interesse em

seu bem estar, mas esse sorriso logo descaiu em

seriedade e descontentamento.

– Mari... eu bem que queria acreditar nisso,

mas receio não ser possível. Creio que irei morrer tão

cedo quando penso.

Eu não conseguia aceitar essa idéia, era

odiosa!

– Pare de falar assim, Alicia! Você vai passar a

noite aqui comigo e amanhã iremos a policia pedir

proteção contra essa praga de homem.

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Alicia apenas balançava a cabeça de um lado

para o outro com completa incredibilidade na policia ou

em minha proteção. Ali no sofá ela deitou e adormeceu,

com uma expressão triste e cansada. Também achei que

era hora de dormir, depois poderíamos resolver isso de

manhã numa delegacia. Acabei por adormecer na

poltrona ao lado do sofá.

Lembro-me que no meio da noite acordei

com um barulho que vinha do quarto no andar superior.

Pés se arrastando. Levantei-me silenciosamente e fui à

cozinha pegar uma faca. Eu estava certa de que se era

alguém com intenções mortais que este se daria muito

mal porque eu estava munida de um objeto cortante.

Como às vezes somos ingênuos, achamos ser imortais e

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todo-poderosos... Que nada! Não passamos de pó e

cinzas.
Verifiquei se Alicia estava bem e pude ver que

dormia calmamente, aparentemente esquecida da

tormenta que a perturbava e nem de longe ciente do

perigo que a cercava. “Como em alguns momentos a

ignorância nos faz feliz” – pensei comigo mesma. Passei a

subir as escadas cautelosamente com a faca bem segura

na mão e determinada a enfiá-la no peito do primeiro

infeliz que me aparecesse à frente.

Quando cheguei a meu quarto percebi que a

janela estava completamente aberta, as cortinas

esvoaçavam pelo quarto, mas não havia ninguém. Olhei

atrás da porta, por debaixo da cama e no guarda-roupas.

Não, certamente se havia alguém, este fugiu em

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disparada. Ou talvez tenha sido apenas minha

imaginação. Me aproximei da janela e pus minha cabeça

para fora, a noite parecia calma mas o vento era forte, a

lua estava tímida e clareava fracamente. Vi apenas

sombras disformes onde eram casas, árvores e carros.

Continuei a contemplar por mais alguns instantes até que

fui acordada num susto.

Um grito aflito de socorro! A paz se quebra

com a facilidade de uma vidraça. Foi quando me dei conta

de que Alicia ficara sozinha na sala e que este grito não

poderia ser de outrem. Sai correndo possessa de aflição,

angustia e medo do pior. Ao descer as escadas

escorreguei e, no que cai, deslizei de nádegas uns três ou

quatro degraus. Por sorte, desta vez a faca estava longe

do corpo e no tombo a mesma foi arremessada para trás

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