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Parte 1

Durante uma noite tranquila, a narradora é interrompida por batidas insistentes na porta, que revelam a chegada de Alicia, visivelmente assustada e perturbada. A narradora tenta entender a situação, mas se sente paralisada pelo medo e pela incerteza, enquanto observa o exterior em busca de alguma ameaça. Decidida a acalmar Alicia, ela busca conforto e tenta proporcionar um ambiente seguro, apesar da tensão no ar.

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Parte 1

Durante uma noite tranquila, a narradora é interrompida por batidas insistentes na porta, que revelam a chegada de Alicia, visivelmente assustada e perturbada. A narradora tenta entender a situação, mas se sente paralisada pelo medo e pela incerteza, enquanto observa o exterior em busca de alguma ameaça. Decidida a acalmar Alicia, ela busca conforto e tenta proporcionar um ambiente seguro, apesar da tensão no ar.

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Uma visita perturbadora

Era uma noite calma, um pouco fria, mas

confortável. Como de costume eu estava deitada em

minha cama lendo um de meus livros favoritos enquanto

tomava, aos pequenos goles, um chá saboroso de erva

doce qual espalhava seu delicado aroma pelo ar. Ao virar

delicadamente a próxima página do livro sob a

tranquilidade que me cercava, ouço uma batida forte na

porta, uma batida insistente que por um momento me

assustou de modo que eu senti o coração palpitar com

grande velocidade. Fixei os olhos na porta do quarto.

Mesmo que de forma bem evidente, a batida não vinha

desta porta, mas da porta da sala no andar de baixo.

As batidas se intensificavam, assim sendo,

decidi me apressar para descer e ver quem chamava tão

decididamente. Coloquei sobre a camisola de algodão

branca que usava, um roupão felpudo num roxo escuro e

misterioso, não tanto quanto a surpresa que tive ao abrir

a porta e me deparar com um rosto familiar, mas

descorado, perturbado por alguma causa que era de total

desconhecida por mim. Mal abri a porta e Alicia

precipitou-se para dentro como se fugisse de algo

assombroso, sentou-se no sofá e olhava em volta como

que sendo observada, com terror absoluto e corpo

trêmulo. Fiquei nervosa com a situação, mas não fui

capaz de abrir minha boca em nenhuma frase ou palavra

se quer, estava perplexa. Nunca antes eu havia visto Alicia

desta forma, assumo que não sabia o que perguntar e que

o medo dela vinha sobre mim assim como um vento forte


de chuva.

Assustada, fechei a porta e todas as trancas

quantas tinha. Mordia os lábios de aflição, fiquei por

alguns segundos paralisada me apoiando com as costas

na porta. Aos poucos voltei a mim, voltei a sentir a

respiração que parecia ter cessado. Pensei comigo: “Que

besteira! Ficar tão nervosa sem nem saber o motivo!” –

mesmo assim de forma instintiva me levei à janela e abri

uma pequena fresta da cortina pela qual observei se lá

fora alguém nos vigiava ou se havia algum prenúncio de

problemas. Olhei em cada canto do jardim, passei os

olhos lentamente em todo o parâmetro possível de ser

visto pela janela. Mas nada, nem uma alma sequer.

Suspirei aliviada, no entanto eu não sei dizer o que

esperava

encontrar

quando

aturdida

olhei

detalhadamente o jardim, não sei mesmo. Felizmente

nada de anormal se encontrava lá fora, parecia que a paz

havia voltado à minha casa se não fosse a face

desfigurada e trêmula da criatura que eu nem sei dizer se

realmente conhecia.

Decidi me acalmar e tentar fazer com que

Alicia se acalmasse também. “Eu não vou perguntar nada

por agora, não vou deixá-la pior do que já está” – pensava

comigo mesma ao subir para meu quarto. Em pouco

tempo voltei à sala com uma coberta de um lado do braço

enquanto segurava a xícara de chá frio do outro. Coloquei


a coberta sobre Alicia que estava tão gelada quanto uma

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