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Ritual de Promessas no Escutismo ECA

O documento apresenta um ritual para as promessas dos Escuteiros Católicos de Angola, enfatizando a importância da promessa como um compromisso solene de seguir Cristo e servir à comunidade. Ele também destaca a formação integral promovida pelo escutismo, que abrange valores cristãos e a responsabilidade social em diferentes seções, desde Lobitos até Dirigentes. Além disso, menciona a relevância dos assistentes católicos e a necessidade de integração da espiritualidade nas atividades escutistas.
Direitos autorais
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Ritual de Promessas no Escutismo ECA

O documento apresenta um ritual para as promessas dos Escuteiros Católicos de Angola, enfatizando a importância da promessa como um compromisso solene de seguir Cristo e servir à comunidade. Ele também destaca a formação integral promovida pelo escutismo, que abrange valores cristãos e a responsabilidade social em diferentes seções, desde Lobitos até Dirigentes. Além disso, menciona a relevância dos assistentes católicos e a necessidade de integração da espiritualidade nas atividades escutistas.
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Ritual para

PROMESSAS

LOBITOS |
JÚNIORES |
SÉNIORES |
CAMINHEIROS |
DIRIGENTES |
Assistência Nacional - ECA - - PROMESSAS -
1
PERTENCE A :
___________________________________________________

AGRUPAMENTO: ____________________________________
PARÓQUIA/COMUNIDADE: ____________________________
DIOCESE: ___________________________________________
BAIRRO/RUA ONDE VIVO: ____________________________
CONTACTO: _____________________

Manuais disponíveis:
1 - Ritual da Promessa
2 - Cerimonial das Secções
3 - Manual de Protocolo e Posturas na Eucaristia

ASSISTÊNCIA NACIONAL
Escuteiros Católicos de Angola - ECA
1ª Edição: Setembro 2025

DESIGN / EDIÇÃO / COMPILAÇÃO DE CONTEÚDOS


P. Rui Carvalho, Missionário Passionista, CP
(Agrupamento S. Paulo da Cruz - Diocese do Uíge)

Colabora connosco enviando sugestões,


dúvidas e correcções para:
armanpinho@[Link]; ruicarvalho20@[Link]

2 - PROMESSAS - Assistência Nacional - ECA -


APRESENTAÇÃO
“Permanecei firmes na fé, sede fortes e corajosos” (1Cor 16,13)

O Escutismo Católico é caminho de formação integral, onde cri-


anças, jovens e adultos aprendem a viver segundo os valores do
Evangelho, em fraternidade, serviço e amor à Criação.

A Promessa Escutista é o acto solene em que cada membro,


diante de Deus e da comunidade, assume livre e conscientemente
o compromisso de seguir Cristo, viver segundo a Lei Escutista e
servir a Igreja, a Pátria e o próximo.
Toda a Promessa Escutista é mais que um acto formal: é ex-
pressão livre e consciente de um coração que deseja seguir Cristo,
viver segundo a Lei Escutista e servir a Deus, a Igreja, a Pátria e o
próximo. Desta feita percebemos a alegria e a vida que floresce nas
diversas secções:
Nos Lobitos, que dão os primeiros passos na alegria da vida em
grupo;
Nos Júniores, que aprofundam a vivência dos ideais escutistas;
Nos Séniores, que assumem responsabilidades e liderança;
Nos Caminheiros, que abraçam a missão de transformar o mundo;
E nos Dirigentes, que guiam com exemplo, sabedoria e dedicação.

Este manual pretende assegurar que o rito seja vivido com profun-
didade, beleza e sentido, respeitando a identidade de cada Secção
e o espírito do Escutismo Católico.
Que estas páginas ajudem todos os escuteiros católicos a fa-
zer da sua Promessa uma verdadeira aliança de fé e serviço, for-
talecendo a comunhão e testemunhando, com a própria vida, que
“o maior é aquele que serve” (cf, Lc 22,26).

Pe. Armando Pinho Alberto, CSSR


Assistente Católico Nacional ECA

Assistência Nacional - ECA - - PROMESSAS -


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4 - PROMESSAS - Assistência Nacional - ECA -
O ASSISTENTE CATÓLICO

O Assistente Católico é um Dirigente e faz parte, por direito próprio, da


Direcção do Agrupamento. É sempre bom ter presente que o Assistente
de Agrupamento é sempre o Pároco ou um seu delegado.
Diz Baden Powell (B.P.) no Escutismo para Rapazes: "Todo o Escuteiro
deve ter uma religião; o homem de pouco vale se não acreditar em Deus
e não obedecer às suas leis” (Cf. Bivaque nº 22).
Esta foi, sem dúvida, uma das maiores intuições que B.P. ofereceu ao
Escutismo e ao seu Método. Pois, deu uma fortaleza inquebrantável ao
Método Escuta, ao procurar promover e enriquecer a dimensão espiritual
de cada Escuteiro.
B.P. codificou esta dimensão como um dos cinco objectivos a alcançar,
que as escolas da época não contemplavam e que ele chamava, de for-
ma muito conseguida, de «A felicidade», sendo ainda um dos princípios
fundamentais do escutismo.
Por esta dimensão passam as duas realidades mais importantes da
pessoa humana: a descoberta do sentido mais profundo da vida, da sua
existência e a descoberta do divino.
Assim sendo, nós até podemos apontar uma tríplice entrada nesta di-
mensão: Espiritual - Religiosa - Pedagogia da Fé.
Tudo isto marca uma abertura antropológica à transcendência e ao
transcendente. Assim, o homem e a mulher descobrem a sua realidade
pessoal não apenas saindo de si mesmos e indo ao encontro do outro, ou
do Outro, mas também sempre que se transcenderem, a partir da desco-
berta que não encontrarão em si mesmos sentido para a existência nem
para a verdadeira felicidade, estando chamados à relação: com o outro,
com o mundo (universo) e com Deus.
O ser humano apresenta-se como alguém naturalmente (segundo a
natureza) religioso. E o método escutista inclui necessariamente a edu­
cação religiosa (aprendizagem da abertura e da relação). Aqui entra a
pedagogia da fé.

Assistência Nacional - ECA - - PROMESSAS -


5
A fé não se pode separar da vida. O Método Escutista, pela sua pedago-
gia comunitária, pela educação, pela acção, pelo exercício da responsa­
bilidade, pelo compromisso da Promessa e pelo Progresso Pessoal, coin-
cide com as preocupações educativas da Igreja.
Os Chefes católicos que assumem esta tarefa educativa colaboram na
missão confiada por Cristo à Sua Igreja, ajudando as pessoas a descobri-
rem e darem um sentido último às suas existências.
Assim, faz todo o sentido existir uma Pedagogia da Fé no Escutismo, já
que se trata de um movimento educativo.
Os Princípio e a Lei dão-nos uma boa base para a formação religiosa e
moral dos ECA, complementados pela nossa fé.
Além de todos estes dados, os Assistentes não se devem esquecer que
há uma dimensão de culto, adoração e celebração próprias de um cristão
e de um Escuteiro, que constituem os chamados momentos espirituais,
não devendo estar dissociados das outras actividades mas plenamente
integrados nelas, fazendo de cada momento um tempo de encontro con-
sigo mesmo, com os valores e com Deus.
Além destes momentos informais, temos, no Movimento, momentos
institucionais que nos ajudam no exercício espiritual, através de tempos
de silêncio, meditação, expressão artística da fé (desenhos, canções,
poemas, representações, etc.). Recordamos alguns: Veladas de Armas,
Promessas, orações ao início e fim de qualquer actividade, etc.
Para finalizar, é importante recordar que cada Agrupamento deve
desenvolver, em todos os seus membros, o sentido de pertença e colabo-
ração empenhada na Paróquia, orientando-os nomeadamente:
a) Para a frequência do itinerário completo da catequese, que estrutura
a formação cristã de base e conduz a completar a iniciação cristã.
b) Para a participação activa na celebração dominical da Eucaristia fon-
te e centro da vida cristã e encontro festivo com Deus e com a co-
munidade; os Agrupamentos ECA consideram a Eucaristia dominical
como o pólo à volta do qual se ordenam as outras actividades.
c) Para a presença activa e responsável nos grandes acontecimentos
da família paroquial.
Nunca poderemos esquecer esta dupla riqueza da nossa fé, onde a
adesão é pessoal, mas a vivência e expressão, para além de pessoal
é comunitária, Já que Deus nos quer bem como pessoas singulares

6 - PROMESSAS - Assistência Nacional - ECA -


mas quer-nos muito mais enquanto assembleia, vivendo e celebrando
o mistério da comunhão, numa união fraterna que nos constitui Povo de
Deus.
Deste modo, as Paróquias e as comunidades católicas, por sua vez,
devem esforçar-se por organizar no seu seio e apoiar o Escutismo, pois
este movimento constitui um fermento de vitalidade e dinamismo eclesial.
A educação humana e cristã das novas gerações é a melhor garantia do
futuro de qualquer Paróquia ou Comunidade eclesial.
Sendo o escutismo um Movimento Internacional assumido também
pela Igreja Católica como caminho de formação para as crianças, adoles-
centes e jovens, os Sacerdotes devem ser os primeiros a reconhecer a
sua necessidade como instrumento educativo de privilegiada importância
para a Igreja.

Assistência Nacional - ECA - - PROMESSAS -


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8 - PROMESSAS - Assistência Nacional - ECA -
PADROEIROS DOS
ESCUTEIROS CATÓLICOS DE ANGOLA

I SECÇÃO
S. Francisco de Assis
S. Francisco de Assis nasceu na cidade de Assis, Umbria, Itália, entre
1181 e 1182. Pertencia à burguesia, e dessa condição tirava todos os
proveitos. Com o seu pai, tentou o comércio,
mas logo abandonou a ideia por não ter muito
jeito para isso. Sonhou, então, com as glórias
militares, procurando, desta maneira, alcançar
o status que a sua condição exigia. Contudo,
em 1206, para espanto de todos, Francisco de
Assis abandonou tudo, andando errante e mal-
trapilho (mal vestido), numa verdadeira afronta
e protesto contra a sua sociedade burguesa.
Entregou-se totalmente a um estilo de vida fun-
dado na pobreza, na simplicidade de vida, no
amor total a todas as criaturas. Com alguns amigos deu início ao que se-
ria a Ordem dos Frades Menores ou Franciscanos. Com Santa Clara, sua
dilecta amiga, fundou a Ordem das Damas Pobres (Clarissas). Em 1221,
sob a inspiração de seu estilo de vida, nasceu a Ordem Terceira para os
leigos consagrados.
O ‘Pobrezinho de Assis’, como era chamado, foi uma criatura de paz e
de bem, terno e amoroso. Amava os animais, as plantas e toda a nature-
za. Poeta, cantava o sol, a lua e as estrelas. A sua alegria, a sua simpli-
cidade e a sua ternura granjearam-lhe estima e simpatia tais que fizeram
dele um dos santos mais populares e queridos dos nossos dias!
Era o dia 3 de Outubro de 1226, um Sábado, Logo após o pôr-do-sol
Francisco exclama: “eu cumpri a minha missão; Cristo vos ensine a cum-
prir a vossa (...) adeus, todos vós meus filhos -disse- vivei no temor do
Senhor e nele conservai-vos sempre!”.
O pobrezinho de Assis entrega-se assim nas mãos do Pai. Para trás
deixava muitos filhos e filhas num movimento de Irmãos e irmãs Menores.
Assistência Nacional - ECA - - PROMESSAS -
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II SECÇÃO
SÃO JORGE
(Patrono do Escutismo Mundial)

No livro Escutismo para rapazes, Baden Powell referiu-se aos Cavalei-


ros da Távola Redonda, à Lenda do Rei Artur e a São Jorge que era o seu
santo protector.
B.P. disse:
“São Jorge é também o patrono de todos vós, Escuteiros, em
qualquer lado onde estiverdes. Por isso todos vós devereis saber a
sua história, pois São Jorge é um exem-
plo sempre vivo do que um Escuteiro deve
ser. Quando ele enfrentava o perigo ou si-
tuações temerosas, quanto mais difíceis
elas pudessem ser, mesmo na forma de
um dragão, ele nunca as evitava ou ti-
nha medo. Enfrentava-as sim, com todo
o fervor sem procurar descanso. É esta
exacta­mente a forma como um Escuteiro
deve enfrentar uma dificuldade ou um pe-
rigo, não importando o quão grande e terrífico ele possa parecer. O
Escuteiro deverá enfrentá-lo com confiança, usando todas as suas
forças possíveis e ultrapassando-se a si próprio. Provalvelmente
terá sucesso”.

Dia 23 de Abril é dia de São Jorge e nesse dia , os Escuteiros deverão


lembrar-se da sua Promessa e da Lei do Escuta. Não que um Escuteiro a
deva esquecer nos outros dias, mas o dia de São Jorge é um dia especial
para reflectir sobre ela.
Pensa-se que São Jorge tenha nascido na Capadócia, (Turquia, na
Ásia Menor), e tenha vivido no tempo do Imperador Romano, Diocleciano
(245-313 d.C.). Filho de um homem que morreu pela Fé, fugiu com a mãe
para a Palestina, onde se expôs à cultura romana. Tornou-se então um
cavaleiro de elevado grau hierárquico na Legião Romana. Sob ordens
do Imperador Romano, recusou-se a perseguir Cristãos, na região onde
é hoje a Palestina, sendo por isso preso, torturado e decapitado a 23 de
Abril de 303 d.C. Conta-se que ao ser torturado fez o sinal da cruz e to-
das as estátuas dos Deuses romanos caíram. A imperatriz Alexandra ao
ver este milagre, decidiu converter-se sendo posteriormente morta pelo

10 - PROMESSAS - Assistência Nacional - ECA -


marido.
São Jorge foi canonizado em 494 d.C., pelo Papa Gelásio proclaman-
do-o um daqueles cujo nome “será referido entre os Homens, mas cujos
actos serão conhecidos apenas por Deus”.
A lenda de São Jorge é a lenda alegórica do Bem contra o Mal. O pró-
prio nome vem do Grego e significa ‘homem da terra’.
Conta-se que um dia o nobre cavaleiro São Jorge cavalgou para a ci-
dade pagã de Silene onde é hoje a Líbia, para descobrir um povo ator-
mentado por um dragão que se alimentava com um cidadão por dia. A
próxima vítima seria Cleolinda, a filha do Rei. Mas São Jorge combateu
o dragão com coragem moral e física, que um Escuteiro deve tentar atin-
gir, libertando o povo do seu opressor, convertendo este mesmo povo ao
Cristianismo.

III SECÇÃO
SÃO JOÃO BAPTISTA
O momento é de lembrança e de memória da vida desse Santo, aliás
muito popular, na vida do cristianismo e na tradição de muitos países.
Foi um nascimento testemunhado nos primeiros
tempos da Igreja e conservado pela história nos
escritos da Sagrada Escritura. Os pais de S. João
Baptista, Zacarias e Isabel, eram já idosos, mas
Deus, numa visão, prometeu-lhes um filho, o filho
da velhice. João seria aquele que deveria preparar
o caminho para a realização da Aliança de Deus,
em Jesus Cristo. Isto aconteceu nos arredores de
Jerusalém, tendo João Baptista conhecido e tido
relação com o ministério de Jesus.
O mesmo facto misterioso aconteceu na vida
de Maria, uma jovem da Galileia, temente a Deus,
que tinha feito um voto de esterilidade. Mas Deus lhe fez conceber e dar
à luz um Filho, concretizando a Aliança feita com Abraão e agora finali-
zando com a nova humanidade, com o nascimento de Jesus Cristo. Na
mentalidade do tempo, ser estéril era visto como desonra e castigo de
Deus, uma vergonha (Gn. 30, 23). Todas as mulheres deveriam ser como
a terra, aquela que faz germinar a semente. Zacarias e Isabel entendem
que o filho era um dom de Deus, um verdadeiro presente, que nasce com
Assistência Nacional - ECA - - PROMESSAS -
11
uma missão em Israel. O acréscimo “baptista”, ao nome de João, significa
aquele que baptiza, isto é, que baptizou Jesus Cristo nas águas do Rio
Jordão. Que veio pedir conversão do povo e mostrar a profunda miseri-
córdia de Deus, diferente das atitudes praticadas pelo Imperador Hero-
des, autoridade sem piedade, que mandou decapitar S. João na prisão.
A presença de S. João Batista, pela sua fidelidade e coerência, tornou-se
um perigo para as “falsas” autoridades do tempo. João foi um crítico con-
tundente do poder vigente. Foi esse o real motivo da sua condenação e
martírio. Isto significa que as falsas autoridades têm medo das palavras
do profeta, de quem age defendendo a vida do povo e os seus verdadei-
ros direitos.

IV SECÇÃO
SÃO PAULO
Paulo de Tarso, o “apóstolo dos gentios”, nasceu na cidade de Tarso,
entre os anos 15 e 5 a.C. De acordo com os costumes da sua época,
tinha como nomes: Saulo para o mundo judeu e Paulo para o mundo
Romano, nome que definitivamente adoptaria quando se converteu ao
Cristianismo.
Seis anos após a Ascensão de Nosso Se-
nhor, o grande chefe e articulador da perse-
guição contra a Igreja era o fariseu Saulo de
Tarso. Inesperadamente derrubado do cava-
lo, apareceu-lhe Jesus Cristo e perguntou:
-”Saulo, Saulo, porque Me persegues?” Ao
levantar-se, repentinamente transformado
pela Graça, tinha início a obra extraordinária
do grande São Paulo, que escreveu Epísto-
las inspiradas e levou a Fé católica a toda a
bacia do Mediterrâneo.
Paulo foi um homem sólido, intransigente e impetuoso, e ao mesmo
tempo, um irmão, um amigo para os seus companheiros.
Foi um gigante, um homem fora de série, e ao mesmo tempo, um ho-
mem como nós, que duvida, vacila, busca, sofre, se encoleriza, protesta
contra a doença, contra a injustiça, contra a incompreensão. Um resisten-
te, um homem de acção, mas também um homem de reflexão.
Um atleta que se esforça por ganhar a corrida, custe o que custar, e
que nos quer arrastar a nós atrás dele. Um homem de fogo, entusiasta,

12 - PROMESSAS - Assistência Nacional - ECA -


devorado por uma imensa paixão.
É por todas estas razões, e não só pelas suas qualidades de Santo, ou
de seguidor de Cristo, que o consideramos o nosso modelo de Fé.
Paulo foi pioneiro em ideias como a divulgação da mensagem a todo o
mundo e não só ao povo eleito. Além disso foi um caminhante inesgotá-
vel, que assumiu pessoalmente a tarefa que propôs aos seus irmãos de
comunidade.

DOS DIRIGENTES CATÓLICOS

SANTO AGOSTINHO
Aurélio Agostinho nasceu em Tagaste (Argélia) de uma família burgue-
sa, a 13 de Novembro do ano 354. Seu pai, Patrício, era pagão, tendo
recebido o Baptismo pouco antes de morrer; sua mãe, Mónica, pelo con-
trário, era uma cristã fervorosa, santificada pela Igreja, e exercia sobre o
filho uma notável Influência religiosa. Indo para
Cartago, a fim de aperfeiçoar seus estudos,
começados na sua pátria, desviou-se moral-
mente. Caiu em uma profunda sensualidade,
que, segundo ele, é uma das maiores conse-
quências do pecado original; dominou-o longa-
mente, moral e Intelectualmente, fazendo com
que aderisse ao maniqueísmo, que atribuía
realidade substancial tanto ao bem como ao
mal, julgando achar neste dualismo maniqueu
a solução do problema do mal e, por conse-
quência, uma justificação da sua vida. Tendo
terminado os estudos, abriu uma escola em
Cartago, donde partiu para Roma e, em segui-
da, para Milão. Afastou-se definitivamente do ensino em 386, aos trinta e
dois anos, por razões de saúde e, mais ainda, por razões de ordem espi-
ritual. S. Agostinho menospreza o cristianismo até que, aos dezoito anos,
enquanto estuda em Cartago, ao ler Hortênsio de Cícero, inicia uma pro-
cura angustiada da verdade. Após uns anos de adesão ao maniqueísmo,
converte-se primeiro a esta doutrina no ano de 374 e posteriormente ao
cepticismo. Professor de Retórica em Cartago e depois em Milão. Nes-
ta última cidade (384) conhece as doutrinas neo-platónicas; isto, mais o
contacto com Santo Ambrósio, Bispo da cidade, predispõe-o a admitir o
Assistência Nacional - ECA - - PROMESSAS -
13
Deus dos cristãos. Pouco a pouco apercebe-se de que a fé cristã satisfaz
todas as suas inquietações teóricas e práticas e entrega-se inteiramente
a ela; é baptizado em 387 em Milão, pelas mãos de Santo Ambrósio (cuja
doutrina e eloquência muito contribuíram para a sua conversão). Passa
por Roma e regressa à sua Tagaste natal, na costa africana, onde orga-
niza uma comunidade monástica. Ordenado sacerdote em 391, quatro
anos mais tarde é já Bispo de Hipona, cargo em que desenvolve uma acti­
vidade pastoral e intelectual extraordinária até à sua morte, que se deu
durante o cerco da cidade pelos Vândalos, a 28 de Agosto do ano 430.
Tinha setenta e cinco anos de idade.

PADROEIRA DOS ESCUTEIROS


CATÓLICOS DE ANGOLA

NOSSA SENHORA DA MUXIMA


A devoção a Nossa Senhora da Conceição da Muxima, também conhe-
cida como Mamã Muxima, tem raízes na construção da Igreja de Nossa
Senhora da Conceição na vila da Muxima em 1599. A igreja tornou-se um
centro de cristianização e, posteriormente, um local de devoção popular,
com a realização de milagres. A devoção cresceu, especialmente após
um incidente em 1641, quando a imagem foi levada pelos holandeses e
depois recuperada em 1648, sendo recebida com grande alegria e festa.
A vila da Muxima, onde se encontra a igreja, é considerada um lugar de
devoção e milhares de pessoas visitam o local anualmente para buscar a
protecção e intercessão da Mãe do Céu.

“Muxima” significa “coração” em Kimbun-


du. No entanto, o termo vai além do signi-
ficado literal do órgão físico, representan-
do também o centro das emoções, a força
de vontade e a essência da pessoa. É um
termo carregado de significado cultural e
espiritual, frequentemente associado à fé,
devoção e calor humano. A palavra também
evoca a ideia de acolhimento, solidariedade
e cortesia.

14 - PROMESSAS - Assistência Nacional - ECA -


Outros PATRONOS CATÓLICOS DO ESCUTISMO

S. MATIAS MULUMBA
KALEMBA
No ano de 1886, nas aldeias de Mityana e Mengo (Nigéria), havia já al-
guns cristãos e uns duzentos catecúmenos.
Entre os cristãos mais conhecidos contava-
-se Matias Mulumba Kalemba, catequista da
Missão, Lucas Banakintu e Noé Nawangali.
Matias, homem já idoso, era muito respei-
tado por todos. O seu pai, que sempre tivera
apenas uma mulher, havia-lhe dito antes de
morrer: «Filho, vou morrer. Tu verás coisas
que eu não tive a possibilidade de ver. Vi-
rão aí uns homens brancos ensinar a gente.
Quando os vires, vai ter com eles e escuta as
suas palavras».
Alguns anos depois, chegaram os missio-
nários católicos, de batina branca. Kalemba
reconheceu que era desses que seu pai lhe falara; foi ter com eles, seguiu
os seus conselhos e nunca faltou ao catecismo/catequese. Por fim rece-
beu o Baptismo. Já tinha quarenta e cinco anos e era soba de uma aldeia.
Uma vez cristão, tornou-se zeloso e começou a ensinar também a religião
que abraçara. Os missionários escolheram-no para cate­quista da aldeia.
Quando o rei proibiu o ensino do catecismo, encontravam-se Matias
e Lucas na aldeia central chamada Mengo. O soba da aldeia, chamado
Mbugano, mandou-os prender. Amarrou-os de mãos e pés e atou-lhes
uma corda ao pescoço. No dia seguinte foram julgados e condenados.
Matias Kalemba Mulumba tinha cinquenta anos e foi assassinado por ter
convertido e baptizado algumas crianças.
S. Matias, antes da sua conversão, tinha várias esposas. Quando
conhe­ceu os Mandamentos e a doutrina católica deixou este costume e
casou-se só com uma. Por isso, foi desprezado pela sua tribo e persegui-
do pelo mesmo rei que acabaria por o mandar matar. Trataram-no com
grande brutalidade, foram cortando partes do seu corpo e diante dele fo-
ram assando essas partes, esteve agonizante durante três dias, na berma

Assistência Nacional - ECA - - PROMESSAS -


15
do ca­minho. O outro, que foi assassinado com S. Matias, foi acusado de
ter conseguido que a sua esposa se tornasse cristã, S. André Kaua. Eles
uniram-se aos outros mártires (dos quais 17 eram jovens pajens da corte
real) e, no total, morreram naquele ano 26 mártires católicos, por defen-
derem a sua fé e a sua castidade.
São Carlos Lwanga, S. Matias Mulumba e os 21 mártires ugandeses,
foram beatificados por Bento XV e canonizados por Paulo VI no dia 18
de Outubro de 1964, na presença dos padres do Concílio Vaticano II, e o
próprio Paulo VI consagrou em 1969 o altar do grandioso santuário que
surgiu em Namugongo, onde os três pajens guiados por Carlos Lwanga
quiseram rezar até à morte.

S. CARLOS LWANGA
E COMPANHEIROS, MÁRTIRES DO UGANDA
“Pegarei na tua mão. Se tivermos que morrer por Jesus, morreremos
juntos, de mãos dadas”: eis as últimas palavras pronunciadas por Carlo
Lwanga e dirigidas ao jovem Kizito, que morreu com ele, com apenas 14
anos de idade, por ódio à fé. Seu martírio foi compartilhado com outros
companheiros, católicos e anglicanos, vítimas das perseguições contra
os cristãos, ocorridas em Uganda, no final do século XIX.

A história destes santos


mártires deu-se sob o rei-
nado de Mwanga II, rei de
Buganda (hoje parte de
Uganda), entre novembro
de 1885 e meados de 1886.
Carlos pertencia ao clã
de Ngabi, mas foi atraído
pelas palavras do Evange-
lho, proferidas e testemu-
nhadas pelos Missionários
da África, mais conhecidos
como “Padres Brancos”,
fundados pelo Cardeal Lavigerie.
O jovem Lwanga converte-se ao cristianismo e, em 1885, foi convoca-
do pelo tribunal para ser prefeito da Sala Real. Desde o início, tornou-se

16 - PROMESSAS - Assistência Nacional - ECA -


um ponto de referência para os outros, de modo particular, para os
recém-convertidos, cuja fé apoiou e encorajou.

No início, o rei Mwanga – que também fora educado pelos “Padres


Brancos”, embora fosse muito teimoso e rebelde – acolheu Lwanga
com benevolência.
Depois, instigado pelos feiticeiros locais, que viam o poder do rei
comprometido pela força do Evangelho, Mwanga começou uma ver-
dadeira e própria perseguição contra os cristãos, sobretudo por não
cederam aos seus desejos dissolutos.
Em 25 de maio de 1886, Carlos Lwanga foi condenado à morte, junto
com outros. No dia seguinte, começaram as primeiras execuções.

Para aumentar o sofrimento dos condenados, o soberano decidiu


transferi-los para o Palácio Real de Munyonyo, em Namugongo, lugar
das penas capitais: as 27 milhas, que separavam os dois lugares, se
tornaram 27 milhas de uma verdadeira “Via Sacra”. Ao longo do cami-
nho, Carlos e seus Companheiros foram submetidos à violência dos
soldados do rei, que tentavam, com todos os meios, fazer com que
renunciassem à sua fé. Em oito dias de caminhada, muitos morreram
transpassados pelas lanças, enforcados e até pregados em árvores.

No dia 3 de junho, os sobreviventes chegaram exaustos à colina Na-


mugongo, onde deviam enfrentar uma fogueira. Carlos Lwanga e seus
Companheiros, junto com alguns fiéis anglicanos, foram queimados
vivos. Eles rezaram até o fim, sem gemer, dando prova luminosa de
uma fé fecunda. Um deles, Bruno Ssrerunkuma, disse, antes de expi-
rar: “Uma fonte, que tem muitas fontes, jamais secará. Quando nós não
existirmos mais, outros virão depois de nós”.

Em 1920, Bento XV proclamou a Beatificação destes mártires. Qua-


torze anos depois, em 1934, Pio XI elevou Carlos Lwanga “Padroeiro
da Juventude da África cristã”. Por fim, Paulo VI canonizou todo o gru-
po, em 18 de outubro de 1964, durante o Concílio Vaticano II. O mesmo
Papa Montini, quando da sua viagem a Uganda, em 1969, consagrou o
altar-mor do Santuário de Namugongo, construído no lugar do martírio.
A forma da igreja, que lá surgiu, se parece com uma cabana africana
tradicional, apoiada em 22 pilares, que representam os 22 mártires ca-
tólicos ugandenses.

Assistência Nacional - ECA - - PROMESSAS -


17
Em 28 de novembro de 2015, durante sua XI Viagem Apostólica ao
Uganda, o falecido Papa Francisco celebrou Missa no mesmo San-
tuário, após visitar a vizinha igreja Anglicana, também dedicada aos
mártires do país.
Na sua homilia, o Papa disse: “Hoje, recordamos com gratidão o
sacrifício dos Mártires ugandenses, cujo testemunho de amor a Cris-
to e à sua Igreja atingiu até os confins da terra; recordamos também
lembramos os Mártires anglicanos, cuja morte por Cristo testemunha
o ecumenismo do sangue... vidas assinaladas pelo poder do Espírito
Santo; vidas que, ainda hoje, dão testemunho do poder transformador
do Evangelho de Jesus Cristo”.

S. FRANCISCO XAVIER
Francisco Jasso D’Azpilcueta y Javier nasceu na localidade de Cas-
tillo Xavier, no antigo Reino de Navarra (Espanha-Europa), no dia 7 de
Abril de 1506 no castelo Solar da família Aguarês y Javier. Dom João
de Jasso y Javier e Maria Dona Aspilcueta eram os seus pais. Seu pai
João vivia pouco no castelo, porque era um dos homens mais impor-
tantes no reino de Navarra e de muita confiança do Rei.
Tinha que se dedicar às actividades políticas em Pamplona e às di-
plomáticas em Castilha e na França. Nobre conceituado, exerceu in-
clusivé o cargo de Embaixador extraordinário junto aos Reis Católicos
de Espanha, Fernando e Isabel. Sua família era rica de bens materiais
e em títulos honoríficos, gozava de elevada estima e distinção da par-
te do povo, graças à sua generosidade e demonstrações de sincera
amizade, principalmente com aquelas pessoas menos favorecidas. S.
Francisco cresceu junto aos Pirinéus (altas montanhas existentes entre
Espanha e França), num ambiente de riqueza e tradição. Desde cedo
mostrou uma aguçada inteligência e um crescente interesse em querer
estudar e conhecer.
O castelo dos seus pais tinha uma Capela onde Xavier rezava diante
da imagem de um grande crucifixo, que segundo afirmam os seus ha-
giógrafos, aquele CRISTO suou sangue quando ele agonizava e mor-
reu. A imagem foi esculpida em madeira e é um pouco maior que o
tamanho natural de um homem, mostrando um suave sorriso na face.
Em Sanguesa e em Pamplona, na Espanha, Xavier tinha recebido
do capelão as primeiras lições de gramática e latim. Deste modo, es-
tava preparado para entrar na Universidade. Sonhava ser um homem

18 - PROMESSAS - Assistência Nacional - ECA -


sábio, ganhar muito dinheiro e
reabilitar a sua família. Nesta
época, com 19 anos de idade,
tinha boa estatura e excelente
forma física, seu rosto sempre
alegre e jovial, irradiava simpa-
tia e inocência. Um dia, no mês
de Outubro de 1525, acompa-
nhado por um servente, atra-
vessou os montes do pirinéus,
a cavalo, a caminho de Paris
(capital de França), para estu-
dar na Sorbona. Era uma céle-
bre Universidade onde estavam
cerca de 4 mil alunos de todas
as partes do mundo, inclusivé
árabes e persas.
No dia 15 de Agosto de 1534,
Festa da Assunção de Nossa
Senhora ao Céu, S. Francisco
Xavier fez votos de pobreza e
castidade; fazendo também o voto de, juntamente com os seus cole-
gas, irem à Terra Santa e, diante do Santo Sepulcro, colocarem as suas
vidas consagradas ao serviço da salvação dos homens. Fez parte dos
primeiros Jesuitas, fundadores da Companhia de Jesus.
O Santo Apóstolo das Índias e do Japão tinha 46 anos de idade e ti-
nha percorrido mais de 120.000 quilómetros, pelos caminhos mais difí-
ceis e perigosos, conquistando corações para o Senhor, quando veio a
falecer, na madrugada de sábado dia 3 de Dezembro de 1552, ficando
a olhar fixamente o crucifixo que apertava com as mãos.

Assistência Nacional - ECA - - PROMESSAS -


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20 - PROMESSAS - Assistência Nacional - ECA -
AS PROMESSAS

Assistência Nacional - ECA - - PROMESSAS -


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22 - PROMESSAS - Assistência Nacional - ECA -
"PROMESSAS"

INTRODUÇÃO

A Promessa do Escuteiro

A Promessa é a peça fundamental do Escutismo. Educamos para a


liberdade na responsabilidade e no compromisso. Por isso, a Promessa
dá sentido ao Escutismo.
Se é importante preparar a celebração e os textos da Promessa, muito
mais importante é preparar a Promessa como tal.
Os jovens necessitam confiar em si mesmos e avaliar as suas forças,
e, para adquirir a aludida confiança, nada melhor que adquirir um com-
promisso, a partir do qual venham a conhecer-se a si mesmos. Só se
compromete quem promete. Quem promete, cumpre. Caso contrário, não
deve prometer.
B.P. compreendeu isto muito bem, por isso dizia: «O Escutismo é o
melhor do mundo para fazer que um rapaz confie em si mesmo e para
prepará-lo para a vida» .... «O Escutismo não é só uma diversão, também
exige muito de ti».
Assim, podemos afirmar que a Promessa é:
- Um ponto de partida, não uma meta. É um instrumento peda­
gógico para alcançar, pouco a pouco, um novo modo de ser, para
percorrer o caminho que leve os nossos passos de constru­tores
de um Homem Novo;
- Um acto pessoal, individualizado, se queremos que tenha autên-
tica validade. É uma aposta. Implica um risco, um acto de fé e de
esperança;
- Um acto comunitário. Os pequenos grupos, a Unidade e a Co-
munidade ajudam a prepará-la, confrontá-la, realizá-la e revê-la;
Assistência Nacional - ECA - - PROMESSAS -
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- Um acto externo realizado entre testemunhas que não têm tan-
to o papel de fiscalizar como o de aprender e ajudar a levá-la à
prática;
- É algo concreto, útil e avaliável.

Nela têm um papel importante os adultos: são testemunhas/padri­


nhos que se comprometem a colaborar na progressão e no levá-la à
prática.
A Promessa vive-se no cumprimento da Lei. A Promessa é compro­
misso com a Felicidade. A Lei é caminho para a Felicidade.
Baden-Powell, na sua Última Mensagem, escreveu:
“O melhor meio para alcançar a felicidade é contribuir para a fe-
licidade dos outros. Procurai deixar o mundo um pouco melhor
de que o encontrastes e, quando vos chegar a vez de morrer,
podeis morrer felizes, sentindo que ao menos não desperdiçastes
o tempo e fizestes todo o possível por praticar o bem. Estai prepa-
rados desta maneira para viver e morrer felizes -apegai-vos sem-
pre à vossa Promessa escutista- mesmo depois de já não serdes
rapazes, e Deus vos ajude a proceder assim.”
O Escutismo procura o que o homem procura. O Homem procura a
Felicidade. O Escutismo oferece um modo de realizar essa procura. Pela
Promessa a pessoa adere, compromete-se com a Felicidade e, na Lei,
encontra um caminho para a realização desse compromisso. Para nós
que somos cristãos, tudo isto adquire um horizonte novo na Pessoa de
Jesus Cristo. Por Ele, com Ele e n’Ele, tanto o compromisso como a
pista são assumidos na Comunidade Cristã, já que somos Escutismo
Cristão. É Jesus Cristo quem salva. O melhor que o Escutismo pode fazer
é transmitir o Seu nome. A Promessa surge como um compromisso com
Ele e a Lei como pista para Ele.

MOMENTO DA CELEBRAÇÃO DAS PROMESSAS


Se forem na igreja, por princípio, deverá ser ‘dentro’ da Eucaristia de-
pois da Homilia/Reflexão sobre a Palavra de Deus
Atendendo, porém, ao tempo necessário para as Promessas, e ao
número de elementos, poderá ser antes ou depois da Celebração da Eu-

24 - PROMESSAS - Assistência Nacional - ECA -


caristia. Optando por esta hipótese, a Celebração das Promessas deve
ter sempre a participação significativa da comunidade cristã local.
Também pode ser fora da Igreja: na Sede ou no Campo, com ou sem
Celebração da Eucaristia. O cuidado e preparação que se exige quando é
na Igreja deve existir quando é na Sede ou no Campo. Já agora, por estar
‘fora do ambiente natural e propício à oração’, terá de haver uma cuidado
ainda maior! É preciso estudar bem o local, os espaços e os sinais litúrgi-
cos e escutistas. O momento é demasiadamente sério e importante para
deixar ao acaso ou facilitar. Todo o cuidado será pouco para tirar todo o
proveito da simbologia e da mística da celebração.
Quando as Promessas se realizarem na Sede ou no Campo, ‘fora’ da
Eucaristia, é sempre obrigatória a Celebração da Palavra de Deus e a
Oração por todos os cristãos (‘Oração dos Fiéis’). Neste último caso, é
aconselhável fazer também a Renovação das Promessas do Baptismo
-renúncia ao mal e profissão de fé-, conforme se poderá encontrar no final
deste Capítulo.

Atenção:
1. É um privilégio do Chefe de Unidade receber a Promessa dos seus
Escuteiros e não qualquer Dirigente;
2. Tanto quanto possível, evitem-se as Promessas em massa (muitos
Aspirantes e Noviços);
3. Há Agrupamentos que costumam, e muito bem, fazer entrega de Di-
ploma de Promessa. O momento mais apropriado será no final da
Celebração, ou até mesmo na Sede do Agrupamento.

Observação:
O ritual aqui apresentado não prejudica as especificidade da promes-
sa dos escuteiros marítimos.

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A PROMESSA DE LOBITO

A Promessa é o momento alto da vida do Lobito. É feita quando


este completa etapa de Adesão e é por volta dos 7-8 anos. Até à
Promessa os Lobitos são chamados "Patas-Tenras" e é isso mes-
mo que eles são. Têm de aprender a caminhar na selva sem espe-
tar espinhos nas patas... que é o que a Etapa de Adesão faz.
Para todos os que já leram "O Livro da Selva" de "Rudyard Kipling"
a Promessa é o aceitar de novos membros na Alcateia:
- "Olhai, Lobos, olhai", como diz Àquêlá na Rocha do Conselho.
É desta forma que os Lobos mais velhos vão ver os novos ele-
mentos e os vão aceitar e comprometer-se a não lhes fazer mal e a
ensinar-lhes a Lei da Alcateia.
Lembrem-se do que fez Báguirá na noite em que Máugli foi apre-
sentado, diz-nos, mais ou menos assim a história:
Rakcha, a Mãe Loba empurrou Máugli para o centro do círcu-
lo dos Lobos e depois de Àquêlá ter dito a todos "Olhai, Lobos,
olhai", o chacal Tábaqui exalta-se e diz à Alcateia de Seiouni
que Xer-Cane quer aquela cria de homem para si. Quando Mãe
Loba vê o caso mal parado e está prestes a defender Máugli
com a própria vida, Baguirá, do alto de uma árvore, diz a todos
para não entregarem Máugli a Xer-Cane e compromete-se jun-
tamente com Bálú a ensinar Máugli a ser um Lobo e também dá
uma "prenda" à Alcateia - um touro grande e fresco acabadinho
de matar e perto...
Máugli deve a vida à Mãe Loba, a Bagueera e a Bálú. Sem es-
tes três AMIGOS teria sido entregue ao tigre cruel. Que os Lobitos
sejam sempre muito amigos da Mãe Loba e respeitem muito Ba-
gueera e Bálú.

26 - PROMESSAS - Assistência Nacional - ECA -


CELEBRAÇÃO DA PROMESSA
DE LOBITO

O local representará, tanto quanto possível, a Rocha do Conselho, onde


a Àquêlà assume a presidência. A vara Tótem estará colocada num lugar
de destaque. Todos os futuros Lobitos estão em semi-círculo, se assim se
entender e o espaço o facilitar. A Celebração pode ser na Igreja, na Sede do
Agrupamento ou no Campo.

ÁQUÊLÁ: Dirigindo-se à Alcateia, diz estas ou outras palavras semelhantes:


Reparai, reparai bem, ó Lobitos, este encontro na Rocha do
Conselho é para nós muito importante. Sabeis porquê?
Lobitos: Vamos ser mais! (Àquêlà escuta...)

ÁQUÊLÁ: Isso mesmo! Vamos admitir novos Lobitos na nossa Alcateia.


E vós estais dispostos a recebê-los?
Lobitos: Sim, estamos!

O Guia mais antigo (ou o Bálú) fará a chamada dos novos elementos. À me-
dida que o seu nome é pronunciado, os novos Lobitos respondem “A-LA-iii”.
Preferencialmente: São levados pelos pais, entregues ao Bàlu ou à Ba-
gueera que os conduzem até à Àquêlà, ficando dentro do semi-­-
círculo da Alcateia. Os pais regressam ao seu lugar.
Opção 2: Vão até junto do altar.
Opção 3: Aproximam-se, cada um individualmente, do Bálú ou da Baguee-
ra que os conduzem até à Àquêlà, ficando dentro do semi-círculo
da Alcateia (caso o espaço celebrativo proporcione esta possibi-
lidade).

BÁLÚ: Que desejais desta Alcateia?


Aspirantes: Ser Lobito dos Escuteiros Católicos de Angola.

BÁLÚ: Para quê?


Aspirantes: Para melhor servir a Deus, a Pátria e o próximo.

ÁQUÊLÁ: Qual é a principal obrigação do Lobito?


Aspirantes: Cumprir a Lei.

ÁQUÊLÁ: Sabeis a Lei da Alcateia?


Aspirantes: Sim!

Assistência Nacional - ECA - - PROMESSAS -


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- O Lobito escuta Áquêlá;
- O Lobito não se escuta si próprio.

ÁQUÊLÁ: E qual é a Divisa do lobito?


Aspirantes: “Da melhor vontade”!

ÁQUÊLÁ: E conheceis também as Máximas do Lobito?


Aspirantes: Sim, conhecemos!
- O Lobito pensa primeiro no seu semelhante;
- O Lobito sabe ver e ouvir;
- O Lobito é asseado;
- O Lobito é verdadeiro;
- O Lobito é alegre.

ÁQUÊLÁ: Prometeis cumprir a Lei, obedecer à vossa Divisa e respeitar


as Máximas?
Aspirantes: Sim, com a ajuda de Deus!

ÁQUÊLÁ: Fazei então a vossa Promessa.


Neste momento avançam as madrinhas/padrinhos, se os houver. Estes
dispõem-se por trás do respectivo afilhado. De pé, os novos Lobitos fazem o
sinal escutista (saudação), diante do Tótem (evite-se o uso das bandeiras e
do Livro da Palavra de Deus, na Promessa da I Secção), e dizem à Àquêlà:

Aspirantes: Prometo, da melhor vontade:


- Ser leal a Deus, à Igreja, à Pátria
e cumprir a Lei da Alcateia;
- Praticar diariamente uma Boa-Acção”.
No fim vão colocar na vara Tótem, uma pequena fita ou outra marca
característica, sinal da sua pertença à Alcateia. Regressados ao seu
lugar, ajoelham-se, diante do Assistente.

ASSISTENTE: Segurando na mão um dos lenços, diz:


Recebe este lenço amarelo da cor do sol dourado,
Símbolo da alegria, de Jesus Cristo nosso Amigo,
que nos ilumina e nos ajuda a crescer.
Lembra-te sempre d´Ele e daquilo que prometeste,
sendo fiel à Boa-Acção de cada dia.
Lobitos: Ámen.
O Assistente fará a imposição do lenço, e insígnia da Promessa, a cada
um dos Lobitos, dando-o primeiro a beijar. No caso de serem muitos, a Equi-

28 - PROMESSAS - Assistência Nacional - ECA -


pa de Animação poderá ajudar, impondo, também eles, os lenços e insígnias
aos Lobitos.
Enquanto decorre a imposição dos lenços são chamados os Pa­drinhos e
Madrinhas dos Lobitos.
Os Padrinhos e Madrinhas colocam a mão direita sobre o ombro direito
do(a) afilhado(a) e repetem:

PADRINHO/ MADRINHA:
Em nome de Deus, de Nossa Senhora da Muxima, São Jor-
ge, São Matias Mulumba, S. Francisco de Assis,
e S. N. (dizer o nome do Patrono do Agrupamento),
eu testemunho a tua Promessa de Lobito,
nos Escuteiros Católicos de Angola,
e prometo proteger-te como tal.
Os padrinhos e madrinhas regressam ao seu lugar.

ÁQUÊLÁ: cumprimenta cada um dos novos Lobitos e diz:


Desde este momento, fazes parte da grande família
dos Lobitos dos Escuteiros Católicos de Angola!
Já devidamente uniformizados, os novos Lobitos completam
o semi-círculo da Alcateia e, de mãos dadas, rezam a oração do Lobito.

ÁQUÊLÁ: Porque Jesus gosta muito das crianças e pela alegria que sen-
timos neste dia, rezemos a nossa oração:

TODOS os Lobitos:
Divino Menino Jesus,
Nós Vos oferecemos inteiramente o nosso coração.
Enchei-o das Vossas virtudes e ensinai-nos a imitar-Vos.
Nós queremos seguir o Vosso exemplo,
com toda a nossa boa vontade,
para assim, com a ajuda de Maria,
nossa doce Mãe,
crescermos em graça e idade.
Ámen.

Os novos Lobitos, virados para a assembleia, fazem a sua saudação es-


cutista, voltando de seguida aos seus lugares.

Se se achar conveniente, no final da celebração da Promessa e fora da


Igreja/Sede, a Alcateia pode soltar o Grande Uivo.

Assistência Nacional - ECA - - PROMESSAS -


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30 - PROMESSAS - Assistência Nacional - ECA -
CELEBRAÇÃO DA PROMESSA
DE EXPLORADOR JÚNIOR
Antes do início das Promessas, o Chefe de Agrupamento ou outro Chefe,
faz uma breve introdução alusiva (ou uma eventual explicação sobre o acto
que se vai realizar), dirigindo-se aos Escuteiros e à assembleia, focando a(s)
etapa(s) percorrida(s) e a que se segue. O Guia mais antigo do Grupo pro-
cede à chamada de modo nominal e individual. Primeiro chama os Noviços
e depois os Aspirantes. Cada candidato, ao ouvir o seu nome, coloca-se de
pé e responde em voz alta “Alerta”; depois vai colocar-se em sentido, dian-
te do altar e faz o sinal escutista (saudação), ao que o Chefe de Unidade
corres­ponderá.
Se houver Noviços, a Áquêlà retira os lenços de Lobito aos que perten-
ceram à Alcateia.

CHEFE: Que desejais?


Aspirantes/Noviços: Ser Explorador Júnior dos Escuteiros Ca-
tólicos de Angola.

CHEFE: Para quê?


Noviços/Aspirantes: Para melhor servir a Deus, a Igreja, a
Pátria e o próximo.

CHEFE: E vindes com intenção de alguma recompensa?


Noviços/Aspirantes: Nenhuma!

CHEFE: Ao longo deste tempo já vivestes uma experiência de Es-


cutismo com o vosso Grupo. Aprendestes muitas coisas
acerca deste Movimento: a sua organização, os seus
métodos, as suas leis, símbolos e gestos. Participastes
em jogos, acampamentos, e também fostes chamados a
aprofundar e a viver melhor a vossa fé. Este momento
não é um fim, mas uma nova etapa, pois ainda há muitas
Assistência Nacional - ECA - - PROMESSAS -
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outras coisas a aprender e a realizar.
Tendes isto bem presente?
Noviços/Aspirantes: Sim, tenho!

CHEFE: Para o nosso Movimento é muito importante o amor e o


conhecimento pela Natureza, não só porque é fundamen-
tal para a vida, mas também porque é um sinal de Deus.
Estais dispostos a dar-lhe essa importância?
Noviços/Aspirantes: Sim, estamos!

CHEFE: A amizade aos outros, o espírito de serviço, o gostar de


viver em grupo, o ser capaz de partilhar o que temos com
os outros em espírito de comunhão e disponibilidade, o
testemunhar a fé com coragem, são valores fundamentais
de um Escuteiro.
Estais dispostos a viver assim?
Noviços/Aspirantes: Sim, porque acredito nesses valores!

CHEFE: A Lei e os Princípios são valores da alma do Escutismo


que grandes exploradores viveram. Sois chamados a
tomar Jesus Cristo como modelo a seguir. Estais dispos-
tos a viver estes Princípios?
Noviços/Aspirantes: Sim Chefe!
1º O Escuta orgulha-se da sua Fé e por ela orienta toda
a sua vida;
2º O Escuta é filho de Angola e bom cidadão;
3º O dever do Escuta começa em casa.

32 - PROMESSAS - Assistência Nacional - ECA -


CHEFE: Conheceis bem a ‘Lei do Escuta’, a qual voluntariamente
vos quereis obrigar?
Noviços/Aspirantes: Sim Chefe!
1º A honra do Escuta inspira confiança;
2º O Escuta é leal;
3º O Escuta é útil e pratica diariamente uma Boa-Acção;
4º O Escuta é amigo de todos e irmão de todos os outros
Escutas;
5º O Escuta é delicado e respeitador;
6º O Escuta protege as plantas e os animais;
7º O Escuta é obediente;
8º O Escuta tem sempre boa disposição de espírito;
9º O Escuta é sóbrio, económico e respeitador do bem alheio;
10º O Escuta é puro nos pensamentos,
nas palavras e nas acções.

CHEFE: Prometeis observar sempre, e com fidelidade, os Princí-
pios e a Lei, bem como todos os Regulamentos dos Es-
cuteiros Católicos de Angola?
Noviços/Aspirantes: Sim, com a graça de Deus!

CHEFE: E por quanto tempo?


Noviços/Aspirantes: Sempre! Deus há-de ajudar-me!

CHEFE: E qual a Divisa que escolheis viver?


Noviços/Aspirantes: Alerta!
(Para os marítimos: Mais além! Para os do ar: Mais alto!)

CHEFE: Já vos preparastes convenientemente e pensastes bem


no valor da Promessa que ides fazer?
Noviços/Aspirantes: Sim, pensei, e quero ser Escuteiro!

Assistência Nacional - ECA - - PROMESSAS -


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CHEFE: Confiando na vossa lealdade, podeis fazer a Promessa.
Os novos Escuteiros, perfilados, estendem o braço esquerdo sobre as
bandeiras e a Palavra de Deus (Bíblia, que assenta sobre as bandeiras),
fazem com a mão direita, o sinal escutista (saudação) dizendo:
Noviços/Aspirantes:
Prometo pela minha honra, e com a graça de
Deus, fazer todo possível por:
- Cumprir com os meus deveres para com Deus,
a Igreja e a Pátria;
- Auxiliar os meus semelhantes
em todas as circunstâncias;
- Obedecer à Lei do Escuta.
Os Escutas ajoelham-se diante do Assistente.

ASSISTENTE: Segurando na mão um dos lenços, diz:


Recebei este lenço de cor verde, símbolo da natureza e
da esperança que todos, a partir desta hora, colocam na
vossa juventude e lembrai-vos sempre do vosso com-
promisso, procurando estar ‘sempre alerta’ para que se-
jais fiéis ao vosso dever na Boa-Acção de cada dia.

O Assistente fará a imposição do lenço (e insígnia da promessa) a cada


um dos Júniores, depois de o ter dado a beijar. No caso de serem muitos,
a Equipa de Animação poderá ajudar, impondo, também eles, os lenços (e
insígnias) aos Exploradores Júniores.

MADRINHA/PADRINHO: Se houver, avançam as madrinhas/padrinhos e


colocam-se por trás dos respectivos afilhados; colocam a mão direita
no ombro direito do afilhado e diz:
Em nome de Deus, Nossa Senhora da Muxima,
São Carlos Lwanga, São Jorge,
e S. N. (dizer o nome do Patrono do Agrupamento),
34 - PROMESSAS - Assistência Nacional - ECA -
eu testemunho a tua Promessa de Explorador Júnior,
nos Escuteiros Católicos de Angola,
e prometo proteger-te como tal.

Os padrinhos e madrinhas regressam ao seu lugar.

CHEFE: Reconheceis que o Movimento Escutista é uma Frater-


nidade Mundial e que ao entrardes para ela vos tornais
amigos e irmãos dos Escuteiros de todo o mundo?
Noviços/Aspirantes: Sim, reconheço!

CHEFE: Pois bem, pela vossa fidelidade à Promessa, honrai sem-


pre esta Fraternidade, vivendo como Jesus Cristo ensi-
nou: ‘Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei’.

CHEFE: cumprimenta cada um dos novos Júniores, dizendo:


Desde este momento, fazeis parte da grande família dos
Exploradores Júniores dos Escuteiros Católicos de Angola.

CHEFE: ddepois de ter saudado todos os novos Júniores diz: Com confian-
ça, rezemos a nossa oração:
De mãos dadas, rezam (ou cantam) todos a Oração do Escuta.

Noviços/Aspirantes:
ORAÇÃO DO ESCUTA
Senhor Jesus,
Ensinai-me a ser generoso,
A servir como Vós o mereceis,
A dar-me sem medida,
A combater sem cuidar das feridas,
A trabalhar sem procurar descanso,

Assistência Nacional - ECA - - PROMESSAS -


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A gastar-me sem esperar outra recompensa,
Senão saber que faço a Vossa vontade santa.
Amém.
Os novos Exploradores Júniores virados para a assembleia fazem a sau-
dação escutista, voltando de seguida ao seu lugar.

Sempre Alerta!

36 - PROMESSAS - Assistência Nacional - ECA -


CELEBRAÇÃO DA PROMESSA
DE EXPLORADOR SÉNIOR

Antes do início das Promessas, o Chefe de Agrupamento ou outro Chefe,


faz uma breve introdução alusiva ou uma eventual explicação sobre o acto
que se vai realizar, dirigindo-se aos Escuteiros e à assembleia, focando a(s)
etapa(s) percorrida(s) e a que se segue. O Guia mais antigo do Grupo Sé-
nior procede à chamada de modo nominal e individual. Primeiro chama os
Noviços e depois os Aspirantes. Cada candidato/a, ao ouvir o seu nome,
coloca-se de pé e responde em voz alta “Alerta”; depois vai colocar-se em
sentido, diante do altar e faz o sinal escutista (saudação), ao que o Chefe de
Unidade corresponderá. Se houver Noviços, o Chefe do Grupo Júnior retira-
-lhes o lenço de Júnior.

NOVIÇOS
CHEFE: (Se houver Aspirantes, diz: Noviços,...) até aqui aprendes-
tes a viver em grupos organizados. Demonstrastes muitas
qualidades e potencialidades próprias de um adolescente.
O desafio que vos proponho é enfrentar uma nova etapa
de crescimento, na adesão ao Escutismo nos Escuteiros
Católicos de Angola.

ASPIRANTES
CHEFE: (Se houver Aspirantes, diz: Aspirantes a Séniores,...) As
provas já prestadas na vivência do Escutismo deram-vos
a capacidade para enfrentar mais uma nova etapa de
crescimento. Embora cheia de dificuldades, não nos fal-
tarão os meios necessários para conseguir ultrapassar,
com alegria, todos os obstáculos interiores que a vida de
Explorador Sénior irá colocar à vossa frente.

Assistência Nacional - ECA - - PROMESSAS -


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CHEFE: Por isso, diante de todos os irmãos Escuteiros (e na pre-
sença da comunidade cristã), que testemunha esta vossa
decisão, dizei-me:
CHEFE: Que desejais?
Aspirantes/Noviços: Ser Explorador Sénior dos Escuteiros Ca-
tólicos de Angola.

CHEFE: Para quê?


Noviços/Aspirantes: Para melhor servir a Deus, a Igreja, a
Pátria e o Próximo.

CHEFE: Sabeis o que se pede a um Explorador Sénior dos Escu-


teiros Católicos de Angola?
Noviços/Aspirantes: Sim. Sou chamado à descoberta de mim
mesmo, dos homens e mulheres, meus irmãos e mi-
nhas irmãs, do mundo, de Deus que se deu a conhecer
em Jesus Cristo e a celebrá-lo na comunidade cristã.

CHEFE: E que passos quereis dar para corresponder a esse desafio?


Noviços/Aspirantes:
- A renúncia ao mais cómodo;
- O desapego do que mais me apetece;
- A fidelidade à palavra dada;
- A procura da justiça e da verdade;
- O aprofundamento da amizade;
- O crescimento da disponibilidade.

CHEFE: E vindes com intenção de alguma recompensa?


Noviços/Aspirantes: Nenhuma!

38 - PROMESSAS - Assistência Nacional - ECA -


CHEFE: Conheceis os Princípios do Escuta segundo os quais que-
reis viver?
Noviços/Aspirantes: Sim Chefe.
- O Escuta orgulha-se da sua Fé e por ela orienta toda a
sua vida;
- O Escuta é filho de Angola e bom cidadão;
- O dever do Escuta começa em casa.

CHEFE: Conheceis bem a ‘Lei do Escuta’, a qual voluntariamente


vos quereis obrigar?
Noviços/Aspirantes: Sim Chefe!
- A honra do Escuta inspira confiança;
- O Escuta é leal;
- O Escuta é útil e pratica diariamente uma Boa-Acção;
- O Escuta é amigo de todos e irmão de todos os outros Es-
cutas;
- O Escuta é delicado e respeitador;
- O Escuta protege as plantas e os animais;
- O Escuta é obediente;
- O Escuta tem sempre boa disposição de espírito;
- O Escuta é sóbrio, económico e respeitador do bem alheio;
- O Escuta é puro nos pensamentos, nas palavras e nas ac-
ções.

CHEFE: Estais dispostos a viver este projecto, procurando inspirar-
-vos nos Princípios, na Lei, na Promessa e nos Regula-
mentos dos Escuteiros Católicos de Angola?
Noviços/Aspirantes: Sim, contando com o Grupo e com a aju-
da de Deus!

Assistência Nacional - ECA - - PROMESSAS -


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CHEFE: E por quanto tempo?
Noviços/Aspirantes: Sempre! Deus há-de ajudar-me!

CHEFE: Qual a Divisa que quereis viver?


Noviços/Aspirantes: Sempre Alerta!
(Para os marítimos: Mais além! Para os do ar: Mais alto!)

CHEFE: E vós, Séniores, quereis ajudar estes irmãos a dar teste-


munho da sua Promessa solene?
Grupo Sénior: Sim, nós queremos acolhê-los como irmãos
Séniores!

CHEFE: Confiando na vossa lealdade e na amizade do Grupo,


podeis fazer a Promessa.

Os novos Escuteiros, perfilados, estendem o braço esquerdo sobre as


bandeiras e a Palavra de Deus (Bíblia, que assenta sobre as bandeiras),
fazem com a mão direita, o sinal escutista (saudação) dizendo:

Noviços/Aspirantes:
Prometo, pela minha honra e com a graça de
Deus, fazer todo possível por:
- Cumprir com os meus deveres para com Deus,
a Igreja e a Pátria;
- Auxiliar os meus semelhantes
em todas as circunstâncias;
- Obedecer à Lei do Escuta.

Os Escutas ajoelham-se diante do Assistente.

40 - PROMESSAS - Assistência Nacional - ECA -


ASSISTENTE: (Segurando na mão um dos lenços, diz:)
Recebe este lenço de cor azul que sempre te recor-
dará a imensidão do céu e a profundidade dos mares,
para continuares a viver, cada vez mais, em todas as
dimensões, o teu ideal escutista, humano e cristão.
Ele simboliza a grandeza do ideal “Sempre Mais Longe”
no serviço do bem que hoje prometeste viver.
O Assistente fará a imposição do lenço a cada um dos Séniores, depois o
ter dado a beijar. No caso de serem muitos, a Equipa de Animação poderá
ajudar, impondo, também eles, os lenços aos Exploradores Séniores.

CHEFE: Recebei esta bússola. Com ela encontrareis sempre o


Rumo da vossa vida para a Felicidade, pela descoberta
de vós mesmos, dos outros, do mundo e de Deus.
Caso seja possível, entrega uma bússola a cada um.

MADRINHA/PADRINHO: coloca a mão direita no ombro do(a) afilhado(a)


e repete:
Em nome de Deus, de Nossa Senhora da Muxima, São Car-
los Lwanga, São Jorge, S. Francisco Xavier
e S. N. (dizer o nome do Patrono do Agrupamento),
eu testemunho a tua Promessa de Explorador Sénior,
nos Escuteiros Católicos de Angola,
e prometo proteger-te como tal.
Os padrinhos e madrinhas regressam ao seu lugar.

CHEFE: Reconheceis que o Movimento Escutista é uma Frater-


nidade mundial e que ao entrardes para ela vos tornais
amigos e irmãos dos Escuteiros de todo o mundo?
Noviços/Aspirantes: Sim, reconheço!

Assistência Nacional - ECA - - PROMESSAS -


41
CHEFE: Pois bem, pela vossa fidelidade à Promessa, honrai sem-
pre esta Fraternidade, vivendo como Jesus Cristo ensi-
nou: ‘Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei’.
Cumprimenta cada um dos novos Séniores, dizendo:
Desde este momento, fazes parte da grande família dos
Exploradores Séniores dos Escuteiros Católicos de Angola.

Se a Promessa for fora da Eucaristia, depois de ter saudado todos os novos Sé-
niores diz: Com confiança, rezemos a nossa oração:

De mãos dadas, rezam (ou cantam) todos a Oração do Escuta.

Noviços/Aspirantes:
Senhor Jesus,
Ensinai-me a ser generoso,
A servir como Vós o mereceis,
A dar-me sem medida,
A combater sem cuidar das feridas,
A trabalhar sem procurar descanso,
A gastar-me sem esperar outra recompensa,
Senão saber que faço a Vossa vontade santa.
Ámen.

Os novos Exploradores Séniores virados para a assembleia fazem a sau-


dação escutista, voltando de seguida aos seus lugares.

42 - PROMESSAS - Assistência Nacional - ECA -


CELEBRAÇÃO DA
PROMESSA DE CAMINHEIRO
Antes do início das Promessas, o Chefe de Agrupamento ou outro Chefe,
faz uma breve introdução alusiva ou uma eventual explicação sobre o acto
que se vai realizar, dirigindo-se aos Escuteiros e à assembleia, focando a(s)
etapa(s) percorrida(s) e a que se segue. O Chefe de Equipa mais antigo pro-
cede à chamada de modo nominal e individual. Primeiro chama os Noviços
e depois os Aspirantes. Cada candidato, ao ouvir o seu nome, coloca-se
de pé e responde em voz alta “Alerta!”; depois vai colocar-se em sentido,
diante do altar e faz o sinal escutista (saudação), ao que o Chefe de Clã
corresponderá. Se houver Noviços, o Chefe do Grupo Sénior retira-lhes o
lenço de Sénior.

CHEFE DO CLÃ ou Caminheiro Investido: «Homens novos para


um mundo novo», eis a síntese do nosso projecto. A insa-
tisfação do que somos é o ponto de partida. Peregrinos
do infinito, vencemos na esperança o esforço de cami-
nhar. Fazemos nossa a palavra de Paulo de Tarso: «Não
vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos
pela renovação da vossa mente a fim de conhecerdes a
vontade de Deus».

Aspirantes\Noviços: Chefe, fazemos nossa essa proposta.


Esse é o nosso caminho. A vida em Clã e o esforço
colectivo pelo crescimento responsável e fraterno,
são meios de realização. Vivemos e estamos abertos
a partilhar com quem queira fazer seu este ideal.
CHEFE: Muito bem. Fico feliz com a vossa adesão.

Aspirantes\Noviços (A/N):
Chefe, é meu desejo tornar-me Caminheiro.
CHEFE: É com alegria que verifico o vosso desejo. Lembrai-vos
porém que Caminheiro é aquele que vive a convicção de
não ter aqui morada permanente, que vive o desprendi-

Assistência Nacional - ECA - - PROMESSAS -


43
mento do peregrino, que alimenta o seu espírito na ale-
gria da partilha animada pela caridade. Quereis viver este
ideal?
A/N: Sim Chefe, com a ajuda de Deus, quero ser Caminheiro.

CHEFE: Por quanto tempo?


A/N: Sempre! Deus há-de ajudar-me!

CHEFE: Conheceis bem os Princípios do Escuta segundo as quais


quereis viver?
A/N: Sim, Chefe!
- O Escuta orgulha-se da sua Fé e por ela orienta toda a
sua vida;
- O Escuta é filho de Angola e bom cidadão;
- O dever do Escuta começa em casa.

CHEFE: Conheceis bem a Lei do Escuta a qual voluntariamente


vos quereis obrigar?
A/N: Sim, Chefe!
- A honra do Escuta inspira confiança;
- O Escuta é Leal;
- O Escuta é útil e pratica diariamente uma Boa-Acção;
- O Escuta é amigo de todos e irmão de todos os outros Es-
cutas;
- O Escuta é delicado e respeitador;
- O Escuta protege as plantas e os animais;
- O Escuta é obediente;
- O Escuta tem sempre boa disposição de espírito;
- O Escuta é sóbrio, económico e respeitador do bem alheio;

44 - PROMESSAS - Assistência Nacional - ECA -


- O Escuta é puro nos pensamentos, nas palavras e nas ac-
ções.

CHEFE: E qual é a Divisa que quereis viver?


A/N: Servir! (Para os marítimos: Mais além! Para os do ar: Mais alto!)

CHEFE: Irmãos Caminheiros, aceitais estes jovens na vossa Fra-


ternidade?
A/N: Sim, aceitamos!

NOVIÇOS
CHEFE: (Se houver Aspirantes, diz: Noviços,...) sede, pois dos
nossos. Perante as bandeiras, o Livro da Palavra de Deus
e o Círio Pascal que é a Luz do Homem Novo, renovai a
vossa Promessa de Escuteiro.

ASPIRANTES
CHEFE: (Se houver Aspirantes, diz: E vós, Aspirantes a Camihei-
ros,...) Bem-vindos à grande família Escuta. Que esta
pertença seja para vos entusiasmante, ao mesmo tempo
que a enriqueceis com o dom de vós próprios. Perante as
bandeiras, o Livro da Palavra de Deus e o Círio Pascal
que é a Luz do Homem Novo, fazei a vossa Promessa de
Escuteiro, compromisso solene a que vos obrigais, diante
de Deus e da comunidade.

Neste momento avançam as bandeiras. Os novos Caminheiros, colocam


a mão esquerda sobre o Livro da Palavra de Deus (Bíblia, que assenta so-
bre as bandeiras) e, junto do Círio Pascal, fazem com a mão direita o sinal
escutista (saudação). Avançam as madrinhas/padrinhos, se os houver, que
se colocam por trás dos respectivos afilhados(as). Estes dizem:

Assistência Nacional - ECA - - PROMESSAS -


45
A/N: Prometo, pela minha honra e com a graça de
Deus, fazer todo possível por:
- Cumprir com os meus deveres para com Deus,
a Igreja e a Pátria;
- Auxiliar os meus semelhantes
em todas as circunstâncias;
- Obedecer à Lei do Escuta.

Os Escutas ajoelham-se diante do Assistente.


ASSISTENTE: Segurando na mão um dos lenços, diz:
Recebe este lenço de cor vermelha, a cor do fogo e do
sangue; que ele te estimule ao entusiasmo no Serviço
e à coragem no sacrifício, próprios do Homem Novo.
Impõe o lenço e insígnias aos novos Caminheiros. No caso de serem mui-
tos, a Equipa de Animação poderá ajudar.

PADRINHO/MADRINHA: Coloca a mão direita no ombro do(a) afilhado(a)


e repete:
Em nome de Deus, Nossa Senhora da Muxima, São Jorge,
S. Paulo e S. N. (dizer o nome do Patrono do Agrupamento),
eu testemunho a tua Promessa de Caminheiro,
nos Escuteiros Católicos de Angola,
e prometo proteger-te como tal.
Padrinhos e madrinhas regressam aos seus lugares.

CHEFE: Olhai para esta vara bifurcada. Ela é para vós a imagem
de dois caminhos. A escolha do bem, mesmo à custa de
sacrificio, será para vós libertadora. Tendes à vossa frente
um caminho longo e aliciante.
Entrega a vara bifurcada (não atirar!) ou toca com ela no ombro de cada um
dos novos Caminheiros.

CHEFE: Reconheceis que o Movimento Escutista é uma Fraterni-


dade Mundial e que ao entrardes para ela vos tomais ami-
gos e irmãos dos Escuteiros de todo o mundo?
CAMINHEIRO: Sim, reconheço.
46 - PROMESSAS - Assistência Nacional - ECA -
CHEFE: Pois bem, pela vossa fidelidade à Promessa, honrai sem-
pre esta Fratermdade, vivendo como Jesus Cristo ensi-
nou: «amai-vos uns aos outros como Eu vos amei».
Cumprimenta cada um dos novos Caminheiros e diz:
Desde este momento, fazes parte da grande família dos
Caminheiros dos Escuteiros Católicos de Angola.

CHEFE: Agora irmãos, podeis partir, tendes à vossa frente um ca-


minho longo e um destino grande.

CAM: Padre, não podemos partir sem a vossa bênção.


ASSISTENTE: Como nos diz o Senhor Jesus, vós sois a luz do
mundo, vós sois o sal da terra; não se pode esconder a luz,
nem pode o sal perder o sabor. Por isso Deus vos abençoe
+ para que, assumindo solenemente o compromisso de ser-
des, em Cristo, Homens Novos para um Mundo Novo, par-
tais com a certeza que Ele fará o caminho convosco como
vosso Amigo e Companheiro, e o Seu Espírito será o vosso
guia para vos dar força e coragem na longa jornada da vida.
CAMINHEIRO: Ámen.

Se a Promessa for fora da Eucaristia, de mãos dadas, rezam todos a


Oração do Caminheiro.

ORAÇÃO DO CAMINHEIRO

Senhor Jesus,
que Vos apresentastes aos homens
como um caminho vivo,
irradiando a claridade que vem do alto,
dignai-Vos ser o meu Guia e Companheiro,
nos caminhos da vida,

Assistência Nacional - ECA - - PROMESSAS -


47
como um dia o Fostes no caminho de Emaús;
Iluminai-me com o Vosso Espírito,
a fim de saber descobrir
o caminho do Vosso melhor serviço;
E que, alimentado com a Eucaristia,
o verdadeiro Pão de todos os Caminheiros,
apesar das fadigas e das contradições da jornada,
eu possa caminhar alegremente convosco,
em direcção ao Pai e aos irmãos.
ÁMEN.

Os novos Caminheiros virados para a assembleia fazem a saudação es-


cutista, e voltam ao seu lugar.

48 - PROMESSAS - Assistência Nacional - ECA -


CELEBRAÇÃO DA PROMESSA
DE DIRIGENTE
Um Chefe (2.º) apresenta o(s) candidato(s) a outro Chefe (1.º) que, na
ocasião, representa os Escuteiros Católicos, e está acompanhado do As-
sistente.

2º CHEFE: Procede à chamada do candidato: Chefe, está (estão) aqui


presente(s) este(s) nosso(s) irmão(s) para que, em nome
de Deus, faça(s) dele(s) Dirigente(s) dos Escuteiros Ca-
tólicos de Angola.
1º CHEFE: E será (serão) digno(s) da missão em que vai(vão) ser
investido(s)?

2º CHEFE: Pelas provas que tem (têm) dado, assim o creio.


Todos os presentes: Graças a Deus!

1º CHEFE: Dirigindo-se ao(s) candidato(s): E sabes (sabeis) bem


o que se espera de um bom Dirigente dos Escuteiros Ca-
tólicos de Angola?
Candidato: Sim.
ü Que assuma e viva a Lei e os Princípios do Escutismo;
ü Que me entregue com devoção à Juventude;
ü Que esteja firmemente convencido do valor dos Escutei-
ros Católicos de Angola, para a formação cristã e huma-
na da juventude;
ü Que me esforce por exercer uma influência benéfica sobre
os jovens, com zelo, dedicação e espírito de sacrifício;
ü Que esteja disposto a empenhar-me na minha própria
formação cristã e escutista;

Assistência Nacional - ECA - - PROMESSAS -


49
ü Que procure agir com firmeza, energia, perseverança,
justiça, paciência e caridade.
ü Que ocupe o meu lugar de apóstolo na comunidade cris-
tã a que pertenço.
ASSISTENTE: E assumes (assumis) esta missão também como
tarefa evangelizadora que te (vos) é confiada pela comu-
nidade de que faz parte este Agrupamento?
Candidato: Sim, como pede o meu Baptismo.

1º CHEFE: E tens (tendes) bem presente o que são os Escuteiros


Católicos de Angola?
Candidato: Sim. É um Movimento da Igreja Católica para a for-
mação integral da juventude, cujos Estatutos e Regu-
lamentos prometo cumprir fielmente, com a graça de
Deus.

1º CHEFE: E prometes(prometeis) cumprir fielmente todos os Prin-


cípios do Escutismo e todos os compromissos a que des-
de agora te(vos) obrigas(obrigais)?
Candidato: Sim, com a graça de Deus.

1º CHEFE: E qual é a Divisa que te (vos) submetes (submeteis)?


Candidato: Sempre Alerta Para Servir.

1º CHEFE:
Pois bem, que Deus te (vos) ajude. Tomando como
testemunhas da tua (vossa) palavra, S. Jorge, S. Fran-
cisco de Assis, Santo Agostinho, S. Matias Mulumba,
Santa Maria, Mãe dos Escutas e nossa Padroeira, e a
Assembleia cristã aqui presente, podes (podeis) fazer
a Promessa.
Neste momento avançam as bandeiras. O novo Dirigente, coloca a mão
esquerda sobre o Livro da Palavra de Deus (Bíblia/Lecionário) que assenta
sobre as bandeiras e faz o sinal escutista (saudação) dizendo:

50 - PROMESSAS - Assistência Nacional - ECA -


Candidato:
Prometo, pela minha honra e com a graça de Deus,
fazer todo o possível por:
- Cumprir os meus deveres para com Deus,
a Igreja e a Pátria;
- Auxiliar os meus semelhantes
em todas as circunstâncias;
- Obedecer à lei do Escuta e desempenhar o me-
lhor que puder as obrigações do meu cargo;

ASSISTENTE: Segurando na mão um dos lenços, diz:


Este lenço rosa fúcsia, cor que nasce da fusão entre o ver-
melho -da Paixão, Amor e Sangue de Cristo- e o roxo -penitência,
espiritualidade e esperança-, simboliza a alegria da fé vivida com
intensidade e o amor incondicional de Deus, que transforma a dor
em esperança e a cruz em ressurreição.
Ao usares este lenço, assumes que és chamado a seres:
- Luz onde houver trevas;
- Alegria onde houver tristeza;
- Escuta onde houver silêncio;
- Serviço onde houver necessidade.
Que este lenço te lembre sempre o “sim” corajoso de Maria, Mãe
da Alegria, e te conduza a viver como verdadeiro discípulo de Cris-
to, com um coração puro, atento e generoso.

O Assistente impõe o lenço, dizendo:


Que este lenço seja para ti, sinal de alegria, de missão e de fide-
lidade. Vive-o com honra, entrega-o com amor, guarda-o com fé,
assume (assumindo) o teu (vosso) compromisso baptismal, como
educador(es) e evangelizador(es) no Escutismo Católico em An-
gola e no mundo!
O Assistente impõe (ou troca) o lenço, sem qualquer fórmula.

1º CHEFE: Entregando a(s) insígnia(s), diz:


Aceito-te(vos) como irmão(s) e unidos na mesma fé e no

Assistência Nacional - ECA - - PROMESSAS -


51
abraço da Fraternidade Escutista, serviremos a Igreja,
a Deus e a Pátria dos nossos irmãos mais novos.
Cumprimenta o(s) novo(s) Dirigente(s) e diz: Desde este momento,
fazes parte da grande família dos Dirigentes dos Escu-
teiros Católicos de Angola!

ASSISTENTE: Bendigamos ao Senhor!


Todos: Graças a Deus!

Se a celebração se realizar fora da Eucaristia, o(s) novo(s) Dirigente(s)


aproxima(m)-se do altar/presidência, e recita(m) a Oração do Dirigente.

ORAÇÃO DO DIRIGENTE
Senhor Jesus,
que Vos dignastes escolher-me
para Dirigente dos Escuteiros Católicos de Angola,
fazei dos jovens que me vão ser confiados
um exemplo nos caminhos da Vossa Lei·
Que eu saiba mostrar-lhes o sentido
que tem, no Vosso projecto,
a Natureza por Vós criada;
Que eu saiba ensinar-lhes o que devo,
com rectidão e alegria,
para uma autenticidade humana;
Que eu procure, no desempenho da minha missão,
orientá-los para a realização do Vosso Reino.
Ámen.

No final, todos regressam ao seu lugar.

52 - PROMESSAS - Assistência Nacional - ECA -


CELEBRAÇÃO DA PROMESSA
PARA ESTRANGEIROS

Está autorizada a admissão de naturais de outros países, desde que


estejam a residir em Angola.
A Promessa destes Escuteiros é feita perante a Bandeira Angolana,
dos ECA e a da sua Pátria. Nestes casos, segue-se toda o a celebração
das Promessas conforme as presentes celebrações, excepto na fórmula
da Promessa que passará a ser a seguinte:

«Prometo, pela minha honra e com a graça


de Deus fazer todo o possível por:
- cumprir os meus deveres para com Deus,
a Igreja e Angola, salvaguardando sem-
pre os interesses legítimos da minha
Pátria;
- auxiliar os meus semelhantes em todas
as circunstâncias;
- obedecer à lei do escuta».

A promessa desses escutas é feita perante a bandeira ango-


lana, a da sua Pátria e a dos Escuteiros Católicos de Angola

Assistência Nacional - ECA - - PROMESSAS -


53
CELEBRAÇÃO “TIPO” DE PROMESSAS
- “FORA” DA EUCARISTIA -

Introdução
No caso de ser impossível ao Assistente celebrar a Eucaristia e nela
integrar as Promessas, nunca se deverá fazer a Promessa sem ser inte-
grada numa celebração da Palavra de Deus. Ver o que diz a Introdução à
Celebração das Promessas, neste mesmo Capítulo.
O cristão, pelo Baptismo, fica incorporado na grande família dos filhos
de Deus, comprometido com eles a dar no mundo testemunho da fé, da
esperança e da caridade. O Escuteiro cristão, ao fazer a sua Promessa,
renova este compromisso baptismal: ser filho de Deus e irmão de todos
os outros.
Se o Baptismo nos incorpora na Comunidade/Igreja cristã, podemos
dizer que a Promessa nos incorpora nos Escuteiros Católicos de Angola.
Todo o baptizado é um "identificado" com Cristo; a sua actividade con-
creta e real deverá obedecer ao programa traçado por Jesus Cristo no
Evangelho. Assim, pela Promessa, tem de acontecer com o Escuteiro
cristão em relação aos ECA.
Quem está inserido na Comunidade/Igreja cristã pelo Baptismo e nos
ECA pela Promessa, entrega-se ao serviço da mesma. À semelhança do
Grande Chefe Jesus Cristo, não está para ser servido, mas para servir. A
caridade e o serviço são a manifestação externa da unidade com todos e
com o Senhor Jesus, pela via da conversão e progresso, para uma vida
sempre nova.

SAUDAÇÃO INICIAL
Convite à oração:
Ajudemos com as nossas preces estes nossos irmãos e irmãs, prepa-
rados para fazerem a sua Promessa. Oremos a Deus nosso Pai, para
que, na Sua grande misericórdia, guie e acompanhe a todos nós ao longo
da nossa vida de cristãos, vivida também como Escuteiros.

54 - PROMESSAS - Assistência Nacional - ECA -


LITURGIA DA PALAVRA

LEITURAS
Leitura - Ezequiel 36, 24-28 ou outra oportuna para este momento.
Salmo 22 - O Senhor é meu pastor: nada me pode faltar.
Evangelho- Mateus 28, 18-20 ou outra.
Homilia, Reflexão ou Partilha
Oração dos Fiéis - uma ou duas intenções por Secção.

Ladaínha dos Santos:


Presidente: Santa Maria, Mãe de Deus.
Todos: Rogai por nós
P.: Peregrina no caminho da fé.
T.: Rogai por nós.
P.: Mãe da Igreja.
T.: Rogai por nós.
P.: Mãe e Mestra da verdade.
T.: Rogai por nós.
P.: Mãe dos Escuteiros.
T.: Rogai por nós.
P.: S. Francisco de Assis.
T.: Rogai por nós.
P.: S. Jorge.
T.: Rogai por nós.
P.: S. Matias Mulumba.
T.: Rogai por nós.

Assistência Nacional - ECA - - PROMESSAS -


55
P.: S. Carlos Lwanga.
T.: Rogai por nós.
P.: S. Pedro e S. Paulo.
T.: Rogai por nós.
P.: S. N. ___ (Dizer o nome do Patrono do Agrupamento, da Paróquia, das
Unidades).
T.: Rogai por nós.
P.: Todos os Santos e Santas de Deus.
T.: Rogai por nós.

Renúncia e Profissão de Fé
P.: Caríssimos Escuteiros. No Baptismo recebestes do amor de
Deus uma vida nova. Esta vida foi crescendo em todos vós de
dia para dia. Ao fazer a vossa Promessa, estais a recordar e
a reavivar o vosso Baptismo. Renunciai ao mal e professai a
vossa fé em Jesus Cristo, que é a fé da Igreja e dos Escuteiros
Católicos, na qual fostes baptizados.
P.: Renunciais ao pecado para viverdes na liberdade dos filhos de
Deus?
T.: Sim, renuncio.
P.: Renunciais à prática do mal, para que este não vos escravize?
T.: Sim, renuncio.
P.: Renunciais a Satanás que é o autor do mal e pai da mentira?
T.: Sim, renuncio.
P.: Credes em Deus, Pai todo poderoso, criador do céu e da terra?
T.: Sim, creio.
P.: Credes em Jesus Cristo, seu único Filho, Nosso Senhor, que
nasceu da Virgem Maria, padeceu e foi sepultado, ressuscitou
dos mortos e está à direita do Pai?
T.: Sim, creio.
P.: Credes no Espírito Santo, na santa Igreja Católica, na comun-

56 - PROMESSAS - Assistência Nacional - ECA -


hão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da
carne e na vida eterna?
T.: Sim, creio.
P.: Esta é a nossa fé. Esta é a fé da Igreja, que nos gloriamos de
professar, em Jesus Cristo, Nosso Senhor.
T.: Ámen.

P.: Quereis, portanto, fazer a vossa Promessa de Escuteiros, viven-


do a fé do vosso Baptismo?
T.: Sim, quero, com tudo quanto a santa Igreja Católica crê, ensina
e anuncia / como revelado por Deus.

CELEBRAÇÃO DAS PROMESSAS


Seguir a celebração própria, conforme o que está definido nas diferentes
celebrações da Promessa, nas páginas anteriores.

Rezar o Pai-Nosso.

RITOS FINAIS
Se for um Leigo, o Presidente diz:
P.: Abençoe-nos Deus todo poderoso (+) Pai, Filho e Espírito Santo.
T.: Amen.

P.: Vamos em paz e o Senhor nos acompanhe.


T.: Graças a Deus.

Assistência Nacional - ECA - - PROMESSAS -


57
PROFISSÃO DE FÉ
E RENOVAÇÃO DA PROMESSA

ASSISTENTE: Caros Escuteiros, e vós todos aqui presentes. Convido-


-vos, agora, a reafirmar as promessas do vosso Baptismo, pro-
clamando a Fé de toda a Igreja. Convidar-vos-ei depois, a vós,
Escuteiros, a renovardes o compromisso da vossa Promessa Es-
cutista, na qual encontrais um caminho de vivência do Baptismo.
Credes em Deus, Pai todo poderoso, criador do céu e da terra?
TODOS: Sim, creio.

As.: Credes em Jesus Cristo, seu único Filho, Nosso Senhor, que nasceu
da Virgem Maria, padeceu e foi sepultado, ressuscitou dos mortos
e está sentado à direita do Pai?
TODOS: Sim, creio.

As.: Credes no Espírito Santo, na Santa Igreja católica, na comunhão dos


Santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne e na
vida eterna?
TODOS: Sim, creio.

As: Esta é a nossa fé, esta é a fé da Igreja que nos gloriamos de profes-
sar, em Jesus Cristo Nosso Senhor.
TODOS: Ámen.

LOBITOS
As.: Lobitos, com o vosso Patrono, S. Francisco de Assis, quereis, da
melhor vontade, servir a Deus, respeitar a Lei da Alcateia e
praticar sempre a Boa-Acção?
LOBITOS: Sim quero.

CHEFE: E qual a vossa divisa?


LOBITOS: Da melhor vontade!

58 - PROMESSAS - Assistência Nacional - ECA -


JÚNIORES
As.: E vós, Exploradores Júniores, com S. Jorge, quereis viver a aventura
da vida na fidelidade à Lei do Escuta e procurando, acima de tudo,
servir a Deus e ao próximo?
JÚNIORES: Sim quero.

CHEFE: E qual a divisa a que vos obrigais?


JÚNIORES: Alerta!

SÉNIORES
As.: E vós, Exploradores Séniores, com S. João Baptista, estais decidi-
dos a procurar o sentido da vida, significado pela rosa dos ventos,
na fidelidade ao Baptismo, e comprometendo-vos a construir um
mundo melhor?
SÉNIORES: Sim quero.

CHEFE: E qual a vossa divisa?


SÉNIORES: Sempre Alerta!

CAMINHEIROS
As.: E vós, Caminheiros, com S. Paulo, reafirmais a decisão de impe-
lir a vossa própria canoa, sempre pelo caminho do bem nas bi-
furcações que a vida vos apresenta, com entusiasmo no serviço
e coragem no sacrificio, dispostos a uma vida fraterna que vos
conduza ao único verdadeiro triunfo que é ser Homem Novo em
Jesus Cristo?
CAMINHEIROS: Sim.

CHEFE: E qual a divisa com que vos comprometeis?


CAMINHEIROS: Servir!

DIRIGENTES
CHEFE: Pedimo-vos, agora, nosso Assistente, que confirmeis no seu
compromisso de educadores católicos, os Dirigentes dos Escutei-
ros Católicos aqui presentes.
Assistência Nacional - ECA - - PROMESSAS -
59
As.: Caros Dirigentes, a Igreja exerce através de vós a missão que lhe
compete de evangelizar e revelar Jesus Cristo aos mais novos. É gran-
de e digno o serviço que a Comunidade cristã vos confia e vos chama
a assumir como realização do vosso sacerdócio baptismal. Dizei-me,
pois: com Nossa Senhora da Muxima, Padroeira dos Escuteiros Ca-
tólicos de Angola, quereis reafirmar a fidelidade à vossa promessa de
Dirigentes?
Dirig.: Sim, com a graça de Deus.

As: Caros Dirigentes, aqui diante da comunidade cristã, renovai o vosso


compromisso com a Igreja Católica.
Dirig.: Eu creio e professo / tudo quanto a santa Igreja Católica crê,
ensina e anuncia / como revelado por Deus.

CHEFE: E a que divisa vos submeteis?


Dirig.: Sempre Alerta para Servir!

CANÇÃO DA PROMESSA
1. Minha Promessa atende,
Meu Deus, Deus meu,
E sobre mim estende
o manto Teu.

Eu te amo e quero amar,


cada vez mais 3. Minh’alma toda cega
Não deixes de escutar, de fé e de amor.
Senhor, meus ais… Hoje e sempre se entrega
a Vós, Senhor.
2. Juro seguir Teus passos,
como cristão 4. Defende-me do mal,
E depor em Teus braços Jesus meu Rei.
meu coração. E em prol de Angola trabalharei!

60 - PROMESSAS - Assistência Nacional - ECA -


ÍNDICE
pág.

3 Apresentação

5 O Assistente Católico

9 Padroeiros dos Escuteiros Católicos de Angola


9 I SECÇÃO - S. Francisco de Assis
10 II SECÇÃO - S. Jorge
11 III SECÇÃO - S. João Baptista
12 IV SECÇÃO - S. Paulo
13 DIRIGENTES - Sto Agostinho
14 PADROEIRA dos E.C.A. - Nª Sra da Conceição da Muxima

15
Outros Patronos católicos do Escutismo
16 S. Matias Mulumba
16 S. Carlos Lwanga
18 S. Francisco Xavier
S. Carlos Lwanga

PROMESSAS

23 A Promessa do Escuteiro
27 Celebração da Promessa de Lobito
31 Celebração da Promessa de Explorador Júnior
37 Celebração da Promessa de Explorador Sénior
43 Celebração da Promessa de Caminheiro
49 Celebração da Promessa de Dirigente
53 Celebração da Promessa para Estrangeiros
58 Celebração da Promessa fora da Eucaristia
58 Profissão de Fé e Renovação da Promessa

61 ÍNDICE

Assistência Nacional - ECA - - PROMESSAS -


61
ASSISTÊNCIA NACIONAL
ESCUTEIROS CATÓLICOS DE ANGOLA
62 - ECA
- PROMESSAS - Nacional - ECA -
- Assistência

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