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Introdução às Redes de Computadores

A Internet é uma rede global de computadores interligados, permitindo a comunicação e troca de informações entre diversas entidades. As redes de computadores são classificadas por sua abrangência geográfica, incluindo PAN, LAN, CAN, MAN e WAN, cada uma com características específicas. As topologias de rede, como bus, estrela e anel, determinam a disposição física e lógica das conexões entre os dispositivos.
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Introdução às Redes de Computadores

A Internet é uma rede global de computadores interligados, permitindo a comunicação e troca de informações entre diversas entidades. As redes de computadores são classificadas por sua abrangência geográfica, incluindo PAN, LAN, CAN, MAN e WAN, cada uma com características específicas. As topologias de rede, como bus, estrela e anel, determinam a disposição física e lógica das conexões entre os dispositivos.
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REDES DE COMPUTADORES

O que é a Internet?
“A Internet é uma teia global de computadores e redes de computadores
interligados. “Teia” refere-se ao facto de que a Internet é uma rede de redes.
Ela integra conjuntamente redes locais (LAN) de escolas, bibliotecas,
empresas, hospitais, instituições administrativas, institutos de investigação e
outras entidades numa enorme rede de comunicações que se expande a todo
o Globo. A infra-estrutura das suas ligações inclui redes telefónicas, conexões
por satélite, microondas terrestres e redes de fibras ópticas. A rede actual não
pode ser adequadamente mapeada, uma vez que constantemente estão a ser
acrescentados novos computadores e novas redes, para além de que as vias
electrónicas utilizadas nas comunicações estão em permanente mudança.”
SHELDON, T., Encyclopedia of Networking, Osbourne,
McGraw Hill, 1994

O que são redes de computadores?

Uma rede de computadores é um sistema de comunicação de dados


constituído através da interligação de computadores e outros dispositivos
(periféricos e outros equipamentos específicos), com a finalidade de trocar
informação e partilhar recursos optimizando a sua utilização.

Exemplo de rede informática

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REDES DE COMPUTADORES

O funcionamento de uma rede de computadores:


Para que uma rede desempenhe a sua função de comunicação de dados
torna-se necessária a utilização de meios específicos em termos de hardware e
software:

Hardware:

 Computadores;

 Periféricos que se pretende utilizar:


o Discos;
o Impressoras;
o Modems;
o Etc.

 Equipamentos activos:
o Placas de rede;
o Hubs;
o Switchs;
o Routers;
o Etc.

 Equipamentos passivos:
o Cablagem;
o Tomadas;
o Etc.

Software:

 Drivers de placas de rede:


 Peças de software que complementam o sistema operativo do
computador, no sentido de este poder comunicar com a placa ou
interface de rede;
 Protocolos de comunicação:
 Normas convertidas em software que tornam possível
tecnicamente a transmissão de dados entre os computadores
envolvidos numa comunicação;
 Sistemas operativos, tais como:
o Novell;
o Unix;
o Windows 2000;
o Windows NT;
o Windows 2003 Server.
 Que integram os módulos de software necessários para trabalho
em rede;

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REDES DE COMPUTADORES

 Utilitários e programas de aplicação


 Vocacionados para trabalho em rede.

Necessidade, Objectivo e Vantagens


do Trabalho em Rede

 Partilha de recursos físicos da rede, tais como:


 Discos ou outros dispositivos de armazenamento de informação;
 Impressoras;
 Modems ou outros meios de ligação à Internet.

Permite aceder a dispositivos físicos bem como a programas e ficheiros


instalados na rede. Torna-se assim possível que a partir de um determinado
computador se imprima numa impressora que não esteja ligada ao computador
que se está a utilizar.
De igual forma, aceder a documentos e bases de dados e aplicações
localizadas noutros computadores. Dadas as características dos sistemas
operativos de rede, multiutilizador e multitarefa, é possível que utilizadores
diferentes possam executar múltiplas aplicações de diferentes computadores.

 Partilha de programas e ficheiros de dados ou documentos


 Através de uma rede é possível vários utilizadores, cada um no seu
posto de trabalho, acederem a um mesmo programa localizado num dos
computadores da rede, bem como terem acesso aos dados
(documentos, bases de dados, etc.) localizados em todos os
computadores.

A informação chega mais depressa ao local de destino de forma mais


económica, fiável e eficaz. Não é necessário que algo ou alguém se desloque
fisicamente para, por exemplo, entregar uma mensagem. Por outro lado, a
mesma informação pode ser entregue em locais diferentes sem perda de
tempo ou custos adicionais.

 Intercâmbio de informação entre os utilizadores, como, por exemplo,


através de mensagens de correio electrónico, transferência de ficheiros,
etc.;

 Melhor organização do trabalho, nomeadamente com a possibilidade de:


 Aumento da produtividade;
 Definição de diferentes níveis de acesso à informação consoante o
estatuto dos utilizadores;
 Supervisão e controlo do trabalho na rede, por parte de utilizadores com
responsabilidade a esse nível;
 Constituição de grupos de trabalho, etc.;

 Acesso a serviços:
 Impressão;
 Base de Dados;

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REDES DE COMPUTADORES

 E-mail;
 Etc…

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REDES DE COMPUTADORES

Classificação das Redes

 As redes de computadores podem ser de muitos tipos e existem diversos


critérios para a sua classificação. Uma das principais distinções que se faz
ao nível das redes de computadores é a que tem a ver com a abrangência
geográfica. Com base neste critério podemos distinguir entre:

 Redes de área pessoal ou PAN (Personal Área Network);


 Redes de área local ou LAN (Local Area Network);
 Redes campus ou CAN (Campus Área Network);
 Redes de área metropolitana ou MAN (Metropolitan Area Networks);
 Redes de área alargada ou WAN (Wide Area Network).

Redes pessoais (Personal Area Network


- PAN)
Trata-se de uma rede local de alcance muito
restrito, para apenas um utilizador. Refere-se a
uma pequena rede pessoal incorporando
dispositivos como um computador de secretária
ou portátil, um PDA, uma máquina fotográfica
digital, um leitor de MP3, um telemóvel, etc.

Uma PAN assente em tecnologia


Bluetooth, que surgiu justamente para este
tipo de redes.

Redes de Área Local ou LAN (Local Area Network)


A abrangência de uma rede não ultrapassa algumas dezenas ou centenas de
metros, situando-se, normalmente, dentro de um edifício.
 A informação é difundida ao longo de um
meio contínuo.
 Capaz de enviar grandes volumes de
informação a velocidades muito elevadas.
 Tradicionalmente até 3Km de diâmetro.
 Cobre geralmente uma área localizada.

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REDES DE COMPUTADORES

Redes campus (Campus Area Network – CAN)

São redes que ligam


computadores em edifícios
próximos, como blocos
hospitalares ou cidades
universitárias (campus).
Corresponde, de uma
forma geral, a um conjunto
de LAN próximas
interligadas

Uma rede campus interligada


por tecnologia sem fios.

Redes de Área Metropolitana ou MAN


(Metropolitan Area Network)

Redes mais alargadas que as anteriores,


podendo abarcar a área de uma grande cidade
ou região urbana, interligando determinadas
entidades ou instituições que necessitam de
manter entre si um sistema de comunicações de
dados (como, por exemplo, as entidades
administrativas ou policiais de uma grande
cidade).
Tipicamente, tem entre 5 e 50Km de alcance,
embora estes números não sejam nada
Uma MAN a interligar os edifícios
dos serviços administrativos de
rigorosos
uma cidade

Redes de Área Alargada ou WAN (Wide Area


Network)

Redes de computadores ou conjunto de redes cuja


abrangência se estende por toda uma região, várias regiões,
vários países ou até a totalidade do globo (como é o caso
da Internet).
 Pode ligar várias LAN's ou MAN's.

 Suporta velocidades inferiores de transmissão de dados. Uma Wan interligando


LANs de várias cidades

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REDES DE COMPUTADORES

Resumindo:

Classificação das Redes - Dimensão/Distribuição Geográfica

Uma rede informática pode abranger uma pequena e única área geográfica,
sendo nesse caso designada por “Local Area Network” (LAN) ou estar
geograficamente dividida em partes, unidas por um meio de transporte, sendo
nessas circunstâncias designada por “Wide Area Network” (WAN)

Uma rede LAN pode ser constituída por dois computadores colocados uma ao
lado do outro, ou por milhares de utilizadores no mesmo edifício, enquanto que
uma rede que esteja distribuída várias regiões ou por um país é conhecida
como uma WAN (Rede de Área Alargada).

A tabela seguinte define algumas características destas classes de redes:

LAN MAN WAN


 Dezenas ou centenas de  Abarcam a área de uma  Estende-se por várias
metros; grande cidade ou região urbana regiões, vários países ou até a
 Dentro de um edifício, ou (área metropolitana); totalidade do Globo;
seja, pertence a única  Interligando entidades ou  Interligação de LAN’s e
organização; instituições (entidades MAN’s;
 Ligações simples entre os administrativas ou policiais);
dispositivos.  Ligações mais complexas.  Ligações muito complexas.

Diferenças entre LANs e outros tipos de redes (MANs e WANs)

• Distância entre os nós da rede nunca é superior a 10 Km.


• Velocidade de transmissão entre 1 e 10 MHz. Usando fibras ópticas
podem atingir velocidades da ordem das centenas de MHz.
• Taxa de erros menor, devido às menores distâncias envolvidas.
• Controlo da rede pelo proprietário, enquanto uma WAN é normalmente
propriedade das entidades exploradoras dos serviços de
telecomunicações.

Portanto, dada a pequena área que as LANs cobrem, podem operar a grandes
velocidades e com baixas taxas de erro.

Topologias das redes de computadores

 Topologia é outro dos termos usado para classificar e designar a forma


externa ou física (disposição) assumida pelas ligações dos computadores
ou nós de uma rede.

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REDES DE COMPUTADORES

 A escolha das topologias é muito importante, porque determina o tipo de


equipamento a usar, incluindo cabos.

 As topologias podem ser físicas e lógicas e a distinção é esta:

o topologias físicas definem como são interligados, fisicamente, os


componentes da rede
o topologias lógicas definem a forma como os dados circulam na rede.

Topologias Físicas

 Tradicionalmente, as principais topologias físicas das redes locais de


computadores (LAN) são as seguintes:

 Topologia ring ou em anel;


 Topologia bus ou em barramento linear
 Tipologia star ou em estrela

 Quanto às redes alargadas (WAN), não é habitual termos uma topologia


única bem definida, uma vez que podemos ter diferentes redes interligadas.

 Por vezes fala-se de topologia mesh ou em malha para designar uma


topologia em que as ligações entre os computadores formam uma malha
mais ou menos aleatória ou irregular.

Exemplo de uma topologia em malha

Vantagens:
 Garante um melhor funcionamento, ao ter grande tolerância a
falhas por oferecer vários caminhos possíveis

Desvantagens:
 Complexa.
 Cara.
 Difícil de manter e administrar.

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REDES DE COMPUTADORES

 Com a evolução das redes (locais e alargadas), têm surgido topologias mais
complexas, como por exemplo:

 Topologia de estrela hierárquica ou em árvore


 Topologias baseadas num backbone ou espinha dorsal

Topologia bus ou em barramento linear

Numa topologia bus ou barramento linear,


temos um cabo (constituído por um conjunto
de segmentos interligados) ao longo do qual
se ligam os computadores.

Todos os computadores estão ligados a um cabo comum (backbone) que tem


as duas extremidades separadas. Backbone significa “espinha dorsal” e é esse,
de facto, o aspecto do cabo principal nesta topologia.

Relativamente simples de montar, pelo que foi


esta a solução que imperou durante vários anos
a nível de redes locais. Actualmente, em redes
locais, não é uma solução usada.

Esta topologia utiliza uma arquitectura do tipo


multiponto, todos os computadores partilham o
mesmo canal de comunicação.
A implementação predominante neste tipo de
rede é a Ethernet. Todos os dispositivos monitorizam a informação no Bus
esperando por dados endereçados a eles. Portanto, quando um computador
envia uma mensagem dirigida a outro computador, todos os outros vão ao Bus,
verificar se a mensagem é para algum deles. São pouco exigentes em termos
do tipo de equipamento e comprimento de cabos, sendo por isso relativamente
baratas.

A ligação de cada computador através da sua placa de rede pode ser


efectuada de dois modos distintos, dependendo do cabo coaxial utilizado:

 Thinnet ou cabo fino – a ligação é feita através de um ligador em forma


T ao terminal BNC da placa de rede. As duas ligações do T são ligadas
a segmentos de cabo coaxial com fichas BNC nas suas extremidades e
que interligam os ligadores T.

 Thicknet ou cabo grosso – a ligação é efectuada através de uma ficha


de 15 pinos denominada AUI.

Em cada extremidade do cabo coaxial é colocado um terminador, cuja função é


eliminar o retorno do sinal evitando assim o efeito boucing (ricochete).

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REDES DE COMPUTADORES

Vantagens:
 Pequeno comprimento de cabo.
 São relativamente simples de montar, pelo que foi esta a solução que
imperou durante vários anos a nível de redes locais. Actualmente, em
redes locais, não é uma solução usada.
 São pouco exigentes em termos do tipo de equipamento e comprimento de
cabos, sendo por isso relativamente baratas.

Desvantagens:
 Uma avaria, por exemplo, um cabo defeituoso ou uma ficha mal ligada, no
cabo backbone ao qual se ligam os outros computadores, invalida o
funcionamento da rede;
 Pouca possibilidade de expansão, já que se o cabo backbone não for
suficiente para receber mais postos, é necessário substituí-lo por outro;
 A remoção ou adição de um dispositivo à rede deve ser feita com todos os
computadores desligados;
 Pode ser difícil detectar a origem de uma falha na rede.
 Os computadores ligados a um segmento de rede deste tipo numa rede
local definem um domínio de colisão, o que pode tornar o tráfego lento.

Topologia Bus ou barramento

Topologia em star ou em estrela

 Na topologia em estrela, todos os computadores estão ligados a um


dispositivo concentrador (como um hub ou um switch) através de cabos
individuais. É a topologia mais usada actualmente em redes locais, porque
as suas vantagens cobrem largamente as desvantagens.

 As mensagens emitidas por um computador são enviadas ao ponto central


(hub) e daí são transmitidas para os outros computadores ligados à rede.

 Os hubs proporcionam muitas vantagens em termos de ligação dos


computadores à rede, uma vez que, para inserir ou retirar um computador
na rede, basta inserir ou retirar o cabo de ligação desse computador a um
conector do hub, não havendo necessidade de interrupção do
funcionamento da rede (sem comprometer a operacionalidade da rede).

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REDES DE COMPUTADORES

As ligações são efectuadas


através de um cabo entrelaçado
do tipo UTP. Na extremidade do
cabo são cravadas fichas do
tipo RJ-45.

Topologia STAR

Vantagens:

 Facilidade de modificação do sistema, já que todos os cabos ligam ao


mesmo local.
 Um dispositivo por ligação, se esta falhar só um dispositivo é afectado.
 Fácil detecção e isolamento de falhas, dado que o nó central está
directamente ligado a todos os outros.
 Simplicidade do protocolo de comunicações. Esta resume-se a seleccionar
qual o nó periférico que em cada momento está ligado ao nó central.

Desvantagens:

 Maior comprimento do cabo para efectuar as ligações.


 Dependência do nó central, se este falha, a rede fica inoperacional
 Devido ao custo do concentrador, é mais cara do que a topologia em bus.

Topologia ring ou em anel

 Numa topologia ring ou em anel existe um cabo fechado sobre si próprio


(anel), ao qual se ligam os vários computadores da rede.

 Os sinais ou mensagens circulam dentro do referido


cabo em anel, passando sequencialmente, de ligação
em ligação, até chegar ao destinatário.

 Como o próprio nome indica, existe um backbone em


forma de anel fechado ao qual se ligam os
computadores e outros dispositivos. Existem várias
formas de implementar esta topologia, pelo que a
lista de vantagens e desvantagens seguinte pode variar conforme a

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REDES DE COMPUTADORES

implementação. No entanto, actualmente, caiu em desuso e apenas se vê


ainda nalgumas redes de alta velocidade com fibra óptica e muitas com
duplo anel, em que o segundo anel entra em funcionamento se o primeiro
falhar.

 Na topologia em anel cada computador está ligado a dois outros ao longo


de um circuito fechado. A informação circula num determinado sentido já
pré-definido. Cada computador inclui um dispositivo de recepção e
transmissão, o que lhe permite receber o sinal e passá-lo ao computador
seguinte, no caso da informação não ser para ele.

 As topologias de LAN’s em anel puro e simples caíram em desuso, devido


ao facto de uma avaria ou falha numa ligação de um computador ao cabo
em anel provocar a quebra de toda a rede.

Topologia RING ou anel

Vantagens:

 Pequeno comprimento de cabo.


 Não são necessários armários de distribuição de cabos dado que as
ligações são efectuadas em cada um dos nós.
 Organizada, já que os pacotes circulam sempre no mesmo sentido, e são
passados de uma para a outra.
 Possibilidade de utilização de fibras ópticas dado haver transmissão num só
sentido.
 Todas as estações têm igual oportunidade de acesso à rede.
 O crescimento da rede não afecta grandemente a sua performance.

Desvantagens:

 A falha de um nó provoca a falha da rede.


 Dificuldade em diagnosticar falhas (a falha de um nó torna inoperacional
todos os outros computadores).
 Dificuldade em reconfigurar a rede (instalação de vários nós em locais
diferentes).
 Dificuldade no estabelecimento do protocolo de acesso à rede dado que
cada nó terá que assegurar a continuidade da informação e só depois
poderá enviar a sua própria informação após certificação de que a rede está
disponível.
 Complexa e cara.

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REDES DE COMPUTADORES

Variantes dos modelos básicos


Existem variantes destas topologias, como seja a topologia híbrida –
combinação de duas quaisquer das anteriores, como a bus e a estrela – em
árvore – uma série de estrelas com uma raiz comum e a estrela estendida –
uma série de estrelas interligadas, vejamos:

Topologia estrela hierárquica ou em árvore

 Este género de topologia é baseado em hubs ou dispositivos de


centralização das ligações, os quais permitem uma estruturação
hierárquica de várias redes ou sub-redes.

 Um hub central interliga várias redes, as quais, por sua vez, também são
formadas por hubs onde se ligam computadores ou sub-redes.

Topologia de rede do tipo estrela hierárquica ou em árvore: um hub ou switch faz a centralização de todas
as ligações; a partir dele, outros hubs centralizam as ligações das sub-redes

Trata-se de um tipo de topologia bastante adoptada actualmente para


estruturação de novas redes, uma vez que permite, com bastante flexibilidade,
a expansão das redes ou a interligação de novas redes, bem como assegura
uma boa manutenção e gestão do conjunto de redes interligadas.

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REDES DE COMPUTADORES

Topologia baseada num backbone ou espinha dorsal

Este tipo de topologia caracteriza-se pela existência


de um cabo que desempenha o papel de backbone
ou espinha dorsal, isto é, um cabo normalmente
de elevado desempenho que cobre determinada
área, mais ou menos extensa, e ao qual se ligam
diversas redes ou subredes, através de
dispositivos de interligação (por exemplo: bridges,
routers, etc.)

Trata-se em geral, de topologia bastante adequadas


a redes de dimensões intermédias, nomeadamente
as redes MAN, que normalmente, são também
constituídas por diversas sub-redes que necessitam
de estar em comunicação umas com as outras
numa base regular ou permanente.

Topologia de rede
baseada num backbone;
neste caso, o backbone
é um cabo em bus, ao
qual se ligam diferentes
LAN.

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REDES DE COMPUTADORES

Topologias lógicas
Enquanto que as topologias físicas descrevem as ligações entre os
componentes, as topologias lógicas vão mais longe e mostram o caminho que
os dados tomam na rede e em que sentido circulam.

Existem três tipos de topologias lógicas: barramento lógico, anel lógico e


estrela lógica, vejamos...

Barramento lógico

No barramento ou bus lógico, os pacotes (ou frames) de dados são


transmitidos por difusão (broadcast), ou seja, em simultâneo para todos os
pontos da rede. Cabe depois a cada computador, ler os pacotes e verificar se
lhe são ou não destinados. Se não for, recusa-os; se for, aceita-nos. Aqui, o
meio de transmissão é partilhado, logo apenas uma estação pode transmitir de
cada vez; ou então, como já viu, pode haver colisões.

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REDES DE COMPUTADORES

Transmissão de dados em barramento lógico Transmissão de dados numa topologia lógica em barramento
através de uma topologia em BUS através de uma topologia física em STAR
(como consequência de se estar a usar um HUB)

Anel lógico
As frames são transmitidas ao longo de uma anel físico, sempre na mesma
direcção e sentido, de posto em posto, até terem cumprido uma volta inteira ao
anel. Cada posto que recebe uma frame do posto
anterior coloca-lhe o endereço do posto seguinte e fá-
la seguir pelo anel; o posto a quem a frame era
destinada recebe-a, lê-a e preenche um “recibo” em
como a recebeu, enquanto que os outros apenas a
reencaminham.

Cada frame faz este caminho até percorrer uma volta


completa e chegar ao posto que a enviou. Este lê o
recibo que confirma a recepção e retira a frame do
anel.

Estrela Lógica
Na estrela lógica, o uso de switches permite que a transmissão de frames
possa ser feita para uma parte específica da rede, onde se encontra o seu
destinatário.

Transmissão de dados numa topologia lógica em estrela


através de uma topologia física em STAR

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REDES DE COMPUTADORES

(como consequência de se estar a usar um SWITCH)

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REDES DE COMPUTADORES

Este tipo de topologia lógica só é possível graças ao uso de um dispositivo


central capaz de verificar para onde é que os dados se destinam,
retransmitindo apenas para a porta respectiva.

Classificação de Redes de Computadores


em Relação à ligação entre Nós
- Redes Cliente-Servidor
Numa rede cliente-servidor existem dois tipos de computadores, uns chamados
clientes, onde trabalham os operadores e um ou mais computadores centrais,
chamados servidores, onde são disponibilizados os mais diversos serviços.
Os servidores são computadores mais potentes que os clientes, recorrendo
geralmente a máquinas com vários processadores e a um Sistema Operativo
que suporte processamento paralelo, como por exemplo Windows 2003 Server
ou Novell Netware.

Neste tipo de redes existem um ou mais


computadores – os servidores – que possuem algo,
de que os outros – os clientes – se servem.

Os recursos partilhados tanto podem ser


equipamentos (como modems, impressoras, discos,
etc.) como também programas, ficheiros ou bases de
dados.

Normalmente, o tipo de recurso partilhado classifica o servidor. Assim, existem


os servidores de impressoras, os servidores de comunicações que incluem os
proxys, os servidores de ficheiros, os servidores de aplicações, etc

Vários clientes podem partilhar o mesmo servidor e a LAN limita-se a


transportar a informação entre este e os clientes. Eis alguns exemplos de
serviços:

 Serviços de ficheiros, ficheiros armazenados no servidor podem ser


aplicações ou simplesmente ficheiros de trabalho que se
encontram numa determinada área de trabalho.

 Serviço de impressão, impressão numa impressora,


gerida pelo servidor, a partir de qualquer cliente.

 Serviço de Base de Dados, acesso a uma base de


dados gerida pelo servidor.

 Serviço de comunicações, correio electrónico, ligações


a outras redes (por exemplo a Internet).

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REDES DE COMPUTADORES

Exemplos de Servidores

Um servidor da Dell. Destinado a


ser colocado num bastidor.

Um servidor da IBM. Bastidor onde podem ser colocados


os mais variados componentes
desde servidores dedicados, hubs,
routers, multiplexers, etc.

Sistemas operativos para servidores


Este tipo de redes obriga à utilização de Sistemas Operativos específicos à sua
gestão, como sejam o Unix, o Linux, o Windows NT ou o Windows 2000
Server.

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REDES DE COMPUTADORES

- Redes Peer-to-Peer (Ponto a Ponto)


Numa rede do tipo peer-to-peer não existe diferenciação entre servidores e
clientes, pois todos os computadores estão em pé de igualdade uns com os
outros (quanto à possibilidade de partilharem e acederem à informação).

A principal característica de uma rede


peer-to-peer é a possibilidade de qualquer
computador poder partilhar os seus
recursos com qualquer outro computador
da rede e reciprocamente.

Redes em que não existe nenhum servidor,


pelo que todos os computadores estão no
mesmo plano. Todos os Sistemas Operativos actuais, até mesmo o MS-DOS,
suportam este tipo de rede. Neste tipo de redes, os computadores envolvidos
permitem aos seus utilizadores enviarem mensagens instantâneas uns aos
outros e a partilha de recursos como pastas e impressoras.

Resumindo:

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REDES DE COMPUTADORES

Transmissões de Dados (Série e Paralela)

Como já sabemos o computador funciona com um sinal digital o qual pode


tomar o valor 0 e 1 – daqui surgiu o conceito bit. Os sistemas informáticos
trabalham com bits, ou melhor 8 bits, os quais são designados por bytes. Cada
letra, número ou qualquer outro símbolo utilizado na nossa linguagem é
representado por um byte. Esta correspondência pode ser encontrada na
tabela ASCII (American Standard Code for Information Interchange).
Quando falamos na transmissão em série ou paralela, estamos a caracterizar
uma transmissão quanto ao número de bits transmitidos em simultâneo.

Embora muito pouco usadas hoje em dia, as portas série e paralelo dos
computadores pessoais podem ser usadas para ligações entre computadores,
para além de outros periféricos como impressoras.

Transmissão Série

O que é a transmissão série? Vamos ver um exemplo. Se tivermos uma fila de


8 pessoas para entrar no cinema, mas só temos uma passagem, elas tem de
entrar todas pelo mesmo sítio em fila. Quando a transmissão se efectua entre
dois computadores, todos os dados têm de seguir de um computador para o
outro através de uma só linha, o que implica que só seja enviado um bit de
cada vez.
A comunicação série é feita através da norma RS232 e de forma assíncrona.

Os bits de dados que são enviados num dado sentido seguem por um único fio
do cabo, ou seja, seguem “em fila”. No entanto, as portas e os cabos série
permitem a comunicação simultânea nos dois sentidos. Há várias normas para
transmissões série, mas no caso dos PC a mais rápida não atinge sequer os
500Kbps.

 Os bits são transmitidos um a um, utilizando um único fio para efectuar a


transmissão.
 São mais lentas, os bits vão um a um.

Ex: Ratos ou periféricos ligados à porta COM

Transmissão série

Transmissão Paralela

Para perceber a comunicação em paralelo vamos retomar o exemplo do


cinema, se tivermos 8 passagens abertas ao mesmo tempo, podem entrar 8
pessoas ao mesmo tempo. Quando oito pessoas que estão a entrar no cinema
se movem ao mesmo tempo, diz-se que essas pessoas estão em paralelo.

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REDES DE COMPUTADORES

Similarmente, se tivermos oito linhas de dados simultaneamente livres para


transmissão de dados, a transmissão diz-se paralela.
Os bits de dados (no caso dos PC são 8, correspondentes a um byte) seguem
em paralelo ou “lado a lado” por 8 fios do cabo. Como os oito bits são enviados
ao mesmo tempo a transmissão paralela é bastante rápida. Como é enviado
byte a byte o computador receptor não tem de contar os bits e decidir quando o
fim do byte é recebido. Dado que a transmissão paralela é bastante rápida, ela
é geralmente usada para ligação a impressoras ou para ligações rápidas entre
dois computadores.

As transmissões paralelas, no caso dos PC, pode atingir os 2MBps, pelo que
são muito mais rápidas do que as série. Os 8 bits são transmitidos em
simultâneo, o que obriga à utilização de cabos com 8
fios.

Ex: Impressoras, ligadas à porta LPT.

Transmissão Paralela

Portas série e paralela


A ligação entre o computador e os periféricos externos que utilizam
as comunicações série, é efectuada através das portas COM.
Normalmente um computador tem duas portas série, uma de 9 e
outra de 25, designadas pela norma de DB9 e DB25.

Porta Paralalela DB25 (25 Pinos) Porta Série DB9 (9 Pinos)

Comunicação simplex, half-duplex e full-duplex

As transmissões de dados são também classificáveis quanto ao facto de


poderem ser ou não simultâneas.

Simplex
Os dados são transmitidos num único sentido. Como por exemplo temos:
emissões de rádio ou televisão em que a comunicação é efectuada apenas do
emissor para o receptor

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REDES DE COMPUTADORES

Comunicação simplex

Half-duplex

Half-duplex significa que os dados só podem ser enviados numa direcção de


cada vez. Podemos imaginar isso como uma estrada estreita onde só pode
passar um carro de cada vez em cada um dos sentidos os dados são
transmitidos em ambos os sentidos, mas nunca simultaneamente. A seguinte
figura ilustra a operação de comunicação em half duplex. Primeiro os
dados são enviados de A para B e o computador A tem de esperar
que B confirme a recepção para então enviar o bloco seguinte de
dados.

Ex.: Walkie-talkies em que um fala e o outro escuta confirmando em seguida a


recepção: “Roger!”

A B

Comunicação half-duplex

Full-duplex

Numa comunicação full duplex, os dados podem ser enviados em


ambas as direcções ao mesmo tempo. Seguindo a analogia anterior
imaginemos isso como uma auto-estrada com carros a circular em
ambos os sentidos. Os dados transitam em ambos os sentidos
simultaneamente, enquanto recebe pode enviar ao mesmo tempo e vice-versa.
Este tipo de comunicação apenas é possível porque se utilizam dois canais de
comunicação, um para receber e outro para enviar. O objectivo é
conseguirmos uma comunicação muito mais rápida.
No entanto por vezes a comunicação full-duplex só é possível se
ambos os equipamentos o permitirem.

Ex: As comunicações telefónicas

Comunicação full-duplex

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REDES DE COMPUTADORES

Transmissões Unicast, Multicast e Broadcast


 Unicast

É a transmissão feita por um emissor e destinada apenas a um receptor


na rede; é viável graças ao facto de cada posto da rede ter um endereço
único

 Multicast

É a transmissão feita de um computador para vários (não


necessariamente todos) receptores na rede.

 Broadcast (difusão)

É a transmissão feita de um para todos. Pode ser feita


propositadamente ou por necessidade de funcionamento da própria
rede.

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Comunicação síncrona e assíncrona

Quando dois sistemas comunicam entre si, o receptor tem de reconhecer os


sinais eléctricos transmitidos pelo emissor. Neste sentido, terá de saber onde
começa e onde acaba cada sequência de dados.

Quando o emissor envia um sinal para o receptor, a duração deste sinal é


controlada pelo relógio do emissor. O receptor recebe o sinal com uma duração
predefinida, no entanto mede-a com o seu próprio relógio. O ideal seria que
ambos os relógios estivessem sincronizados.

Sequência de bits e respectiva representação eléctrica

Para a sincronização dos relógios emissor e receptor existem duas


abordagens:

Comunicação síncrona

São as que ocorrem a intervalos regulares entre o emissor e o receptor. Existe


uma linha comum entre ambos pela qual corre um sinal de relógio digital que
coloca ambos em harmonia. Utilizando um fio adicional para transmitir um sinal
de sincronização. É a norma para redes locais.

Comunicação síncrona com fio adicional para transmissão de sinal de sincronização

Comunicação assíncrona

O relógio do receptor não está permanentemente sincronizado com o do


emissor. É definido um número máximo de bits que podem ser transmitidos
sem sincronização. Ao fim do número máximo de bits ter sido transmitido, a
sincronização deve ser efectuada. Utilizando um conjunto de códigos que
permitem ao receptor detectar quando começa e termina cada sequência.

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Comunicação assíncrona.

Normalmente de 8 em 8 bits. Antes de iniciar uma sequência é enviado um bit


de sincronização, Start Bit (com o valor 0), No final da sequência é enviado
mais um Stop Bit (com valor 1).

Obriga ao envio de bits que não pertencem à sequência de dados enviados, o


que a torna menos eficiente.

Por outro lado a transmissão síncrona pode ser mais dispendiosa (utiliza-se
mais um fio), contudo é muito mais eficiente para comunicações de alta
velocidade.

Transmissão Síncrona (em cima) – sem transmissão de bits de controlo de relógio (sincronização)
Transmissão Assíncrona (em baixo) – com a transmissão de bits de controlo de relógio (sincronização)

Digital - O que é?

O termo ‘digital’ está associado a tudo aquilo que pode ser representado por
valores discretos (como 0,1,2,3,...) e/ou trabalha com esses tipos de valores.

Como os computadores ditos ‘digitais’ trabalham com a base binária (0,1) o


termo ‘digital’ neste âmbito fica normalmente restringido a tudo aquilo que se
refere aos valores 0 e 1 ou a dois quaisquer valores ou estados que lhes
podem estar associados.

Analógico – O que é?

O termo ‘analógico’ refere-se a tudo aquilo que pode ser representado por
valores contínuos e/ou trabalha com esses tipos de valores.

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Digital e Analógico
Os termos ‘digital’ e ‘analógico’, no contexto das comunicações de dados,
podem aplicar-se a:
 Dados
 Sinais
 Transmissões

Dados
 Dados analógicos tomam valores contínuos dentro de um determinado
intervalo. O exemplo mais comum é o da voz. Também o são vídeos,
temperaturas, pressões, etc.

 Dados digitais tomam valores discretos. São exemplo caracteres de texto


e números inteiros. Também todos os dados armazenados e tratados por
computadores digitais estão nesta forma.

Sinais
 Analógicos – sinais contínuos cujas amplitudes e/ou frequência são
usadas para codificar os bits da informação transmitida. São ondas
electromagnéticas contínuas.
 Digitais – sinais com impulsos, com apenas dois níveis, que deste modo
codificam os bits (0 e 1) que transportam.

Comparação entre um sinal analógico e um digital correspondente.

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Transmissões

Estas também são analógicas ou digitais, vejamos…

Transmissões Analógicas

São um meio de transmitir sinais analógicos (como voz ou dados digitais


modulados por um MODEM). O sinal, ao longo do canal, perde energia e fica
distorcido. Por isso, usam-se amplificadores que recuperam a energia mas não
a forma original; pelo contrário, aumentam a distorção.

Transmissões Digitais

São um meio de transmitir sinais digitais, binários no nosso caso. O sinal, ao


longo do canal, perde energia e fica distorcido. Mas aqui usam-se repetidores
que lêem o padrão de 0’s e 1’s do sinal e reenviam-no num sinal ‘limpo’ e com
a energia inicial.
As transmissões em redes locais e são sempre digitais, já que os meios de
transmissão usados permitem sinais digitais.

Codificação e encriptação

Relacionadas, mas não são a mesma coisa...

Codificação

 Quando queremos transmitir dados de um computador para outro, já


sabemos que o temos de fazer através de sinais.

 Ao processo de gerar sinais correspondentes aos dados dá-se damos o


nome de codificação. Existem vários métodos de codificação, alguns
deles mais eficientes do que outros, nomeadamente ao gerarem sinais
mais ou menos comprimidos.

Codificação da sequência 1001

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Encriptação

 Numa altura em que a segurança é uma preocupação para todos os


administradores e utilizadores de redes, uma técnica que tem provado
ser útil é a da encriptação.

 Altera os dados transportados pelo sinal para que, mesmo que lidos por
alguém, não possam ser interpretados. O emissor usa um algoritmo para
alterar os dados antes de enviá-los já codificados e o receptor usa esse
mesmo algoritmo para decifrá-los e fazê-los voltar ao original.

 É muito usada nas transmissões digitais.

Modulação

Com certeza que já terá visto em filmes ou em


desenhos animados uma cena com um índio a
abanar um tapete sobre uma coluna de fumo de
uma fogueira para enviar sinais de fumo. Agora
imagine um sinal eléctrico contínuo como a coluna
de fumo ao qual são aplicadas alterações como as
do tapete à coluna de fumo.

A esse sinal dá-se o nome de portadora porque ele


transporta informação.
Ao processo de lhe alterar a forma para fazê-lo transportar informação dá-
se o nome de modulação.
A forma habitual de transmissão de informação consiste em variar uma
qualquer característica de um sinal eléctrico (portadora) e na recepção
detectar essa variação. A variação da característica da onda portadora em
função da informação a transmitir designa-se por modulação, sendo as formas
mais habituais de modulação, as modulações em amplitude, frequência e
fase.

Na imagem pode observar:

a. um sinal binário;
b. uma portadora modulada em amplitude;
c. uma portadora modulada em frequência;
d. uma portadora modulada em fase.

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Largura de banda
Expressa em Hertz, e numa definição simplificada, a largura de banda de
um canal é a diferença entre a maior frequência e a menor frequência que o
canal suporta.

A noção é fácil de entender se pensar, por exemplo, no


ouvido humano. Há uma frequência de sons abaixo da qual não
conseguimos ouvir e há outra acima da qual também não. A
diferença entre as duas é a largura de banda do ouvido humano.
No caso das telecomunicações, a largura de banda de um canal é
importante porque determina quais os valores de frequências que por lá podem
passar e isso tem implicações no número de portadoras que se podem usar na
modulação.
Para qualquer meio de transmissão há uma gama de frequências para a
qual a atenuação é pequena. Fora dessa gama há uma forte atenuação e a
transmissão torna-se difícil. A gama de frequência a que corresponde uma
pequena atenuação, designa-se por largura de banda do meio.
Para um determinado meio, com uma determinada largura de banda, há
fundamentalmente dois tipos de transmissão: ‘baseband’ e ‘broadband’.

Baseband

Tipo de transmissão digital em que pelo meio de transmissão usado – por


exemplo, um cabo - segue apenas um sinal de cada vez.
O sinal eléctrico, normalmente digital, corresponde à informação a
transmitir é aplicado directamente ao canal de transmissão, sendo atenuado
com a distância e diminuindo com esta a qualidade do sinal recebido. Este tipo
de transmissão permite apenas baixas velocidades e é normalmente utilizada
para pequenas distâncias. Para grandes distâncias há necessidade de
amplificação periódica.

Broadband
Tipo de transmissão em que pelo meio de transmissão usado seguem
diferentes sinais em simultâneo – por exemplo, voz, dados e vídeo – muitas
vezes através de uma técnica denominada multiplexação.
A informação é enviada através da modulação de uma onda portadora.
Esta pode ser modulada em amplitude, frequência ou fase de acordo com o
sinal modulador a transmitir. Na recepção há o processo inverso de
desmodulação que retira do sinal recebido (portadora + modulação) o sinal

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modulador. Portanto neste tipo de transmissão para haver comunicação mútua


entre dois pontos, terá que haver em cada um equipamento modulador e
desmodulador, abreviadamente designado por modem.
O processo de modulação permite alterar as frequências do sinal a ser
transmitido, adaptando-as à largura de banda do canal a utilizar, pelo que neste
processo o problema de atenuação não é tão grande como na transmissão em
banda larga. No entanto fica mais dispendioso dado exigir o uso de modems.
Usando sinais modulados é possível a divisão da largura de banda do
canal utilizado em vários canais, permitindo o envio simultâneo de várias
informações (multiplexagem em frequência).
Por exemplo, um cabo coaxial tem uma largura de banda entre 10 e
300MHz. Utilizando canais com largura de 12MHz, (10MHz para a informação
e 1MHz para separação de canais), é possível constituir cerca de 30 canais
operando simultaneamente. Pode-se também usar o mesmo meio de
transmissão para enviar outro tipo de informação como por exemplo, TV, rádio,
telefone.

Taxa de transmissão

A taxa de transmissão consiste no número de bits por segundo (bps)


que podem ser transmitidos por um canal. Recebe também o nome de
capacidade de um canal.
Embora relacionada, não deve ser confundida com a largura de banda de
um canal.

Multiplexing

A multiplexagem ou multiplexação (propostas de tradução para o termo


original multiplexing) consiste no processo de enviar por um mesmo canal físico
vários sinais em simultâneo.
Há normalmente essa necessidade n entradas n saídas
quando há vários emissores e
receptores mas apenas um canal a ligá-
los.
MULTIPLEXER DEMULTIPLEXER

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Em cima, o que é a multiplexação.


Em baixo, três multiplexers.

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Ruído e Atenuação do Sinal

Um dos maiores problemas da transmissão de dados é o ruído eléctrico


e a atenuação do sinal. A atenuação do sinal aumenta com a distância
percorrida e depende da frequência do sinal transmitido, o ruído por sua vez
pode ser proveniente do meio ambiente, por exemplo, radiações
electromagnéticas emitidas por aparelhos eléctricos ou pela influência de
cabos eléctricos que estejam perto dos cabos de rede.
Portanto, o ruído é o conjunto de todos os sinais estranhos ao sinal
eléctrico que transporta a informação, mas que durante o seu percurso, se
adicionam ao sinal original, provocando distorções. Devido a isso o sinal que é
recebido é diferente do enviado pelo emissor.
Sendo o nível de ruído elevado, este pode alterar de tal forma o sinal
enviado, que o receptor não o conseguirá reconhecer. Se o nível de ruído for
baixo, a alteração verificada não prejudicará significativamente a capacidade
do receptor interpretar o sinal recebido.
Os meios de transmissão como os cabos não são perfeitos. Como tal, os
sinais que por lá passam, quer eléctricos quer ópticos, sofrem perturbações e
um enfraquecimento natural ao longo da transmissão.
Daí decorrem dois fenómenos:
 Atenuação – perda de energia do sinal; corresponde
normalmente a uma perda de amplitude.
 Distorção – perda de forma do sinal.

Sinal atenuado Sinal regenerado


e distorcido

Se o canal de transmissão fosse completamente imune ao ruído, como


as fibras ópticas, a informação chegaria ao receptor com a mesma
configuração que tinha quando foi transmitida pelo emissor.
A distância é também um factor importante na comunicação de dados,
pois devido a ela, o sinal sofre um fenómeno denominado ‘atenuação’.
Atenuação esta que, se for muito grande, provoca a perda do sinal ao longo do
cabo. Por essa razão, quando temos de transmitir sinais a grandes distâncias,

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colocamos repetidores, que têm como função renovar o sinal recebido, e enviá-
lo novamente para outro repetidor ou para o receptor final.

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Componentes Físicos das Redes de Computadores

 A constituição de uma rede de computadores implica vários componentes


de hardware, bem como diversos componentes de software.

 Quanto aos componentes de hardware, temos a considerar os seguintes


itens:
 Computadores e periféricos;
 Meios físicos de transmissão;
 Dispositivos de interface ou acesso às redes;
 Dispositivos de interligação de redes.

 Seja qual for o tipo de rede, os seus componentes fundamentais são os


computadores;

 São estes que contêm o software que permite aos utilizadores acederem
aos recursos da rede, trocar informação com outros utilizadores, etc.

Para escolhermos o suporte de transmissão ideal para a situação, convém ter


em conta uma série de parâmetros e factores para a sua escolha, sendo os
principais:
 Custo;
 Facilidade de instalação e manutenção;
 Fiabilidade;
 Velocidade;
 Distância.

Convém desde cedo salientar alguns aspectos relacionados com cada tipo de
suporte de transmissão como, por exemplo, que os cabos de fio de cobre,
como o cabo coaxial e o cabo de par entrelaçado, são altamente
susceptíveis a interferências electromagnéticas, que não são muito seguros
pois permitem que uma pessoa mal intencionada consiga ligar-se a eles –
wire-tapping – sem que os restantes utentes da rede o saibam, mas no
entanto permitem atingir grandes velocidades a um baixo custo, e alguns deles
até permitem que a rede se estenda por grandes distâncias.

Quanto às fibras ópticas, estas são extremamente fiáveis, pois não permitem
o wire-tapping, não sofrem de qualquer ruído, permitem as maiores distâncias
numa rede mas no entanto, além do elevado custo de instalação, têm também
um elevado custo de manutenção e de actualização.

Podemos então, daqui, tirar uma regra fundamental da instalação de redes de


computadores: para distâncias longas utiliza-se tecnologias que suportem fibra
óptica e para curtas distâncias utiliza-se tecnologias à base de fio de cobre – é
claro que há sempre excepções.

Antes ainda de se passar à análise dos elementos de cablagem, vamos ver


muito sucintamente alguns meios de transmissão para espaços abertos.

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Classificação dos principais tipos de meios físicos de


transmissão usados em redes de computadores

De pares entrançados
Eléctricos
Coaxiais
Cabos

Ópticos Fibras ópticas

Meios físicos de
Transmissão
Ondas de infravermelhos

Ondas de rádio
Ondas no
espaço
Microondas

Ondas de satélite

Meios Físicos de Transmissão – Cabos (Equipamento Passivo)

 Equipamento que dá suporte à rede de computadores sem participar


activamente nos pacotes de informação que por eles passam.

 A cablagem é o suporte físico das infra-estruturas de comunicação,


permitindo a interligação de equipamentos activos.

 Um meio físico de transmissão, numa rede de computadores, é o canal de


comunicação pelo qual os computadores enviam e recebem os sinais que
codificam a informação.

 O mais usual é a utilização de um entre vários tipos de cabos existentes


para o efeito. No entanto, também existem redes e sistemas de
comunicação entre computadores que funcionam sem cabos, através da
propagação de ondas no espaço – comunicações wireless ou sem fios.

 Podemos subdividir os cabos utilizados em redes em dois grupos principais:


 Cabos eléctricos – normalmente cabos de cobre (ou de um outro
material condutor), que transmite os dados através de sinais eléctricos;
 Cabos ópticos – cabos de fibra óptica, que transmitem a informação
através de sinais ópticos ou luminosos.

 Os cabos eléctricos mais utilizados em redes podem ser de dois tipos:


 Cabo coaxial
 Cabo de pares entrançados

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Os Cabos – Cabo coaxial


O cabo coaxial foi sem dúvida o meio de transmissão de dados mais utilizado
em redes de computadores no passado; permitindo uma maior velocidade de
transmissão que o par entrelaçado.
Os cabos coaxiais não são actualmente usados em redes locais, mas são-no
nas redes de banda larga por cabo. Embora tenham características físicas
que os tornem superiores aos entrançados, eles são menos flexíveis e de mais
difícil manuseamento, especialmente quando se trata de lhes ligar os
conectores que se usam para ligar às placas de rede.
É constituído por um fio de cobre envolto em material isolante, que por sua vez
é envolvido por uma rede metálica colocado dentro de uma capa de plástico
protectora. Este cabo é o mesmo que o utilizado nas redes de cabo utilizadas
para a transmissão de sinal de Televisão.

A malha serve como blindagem altamente eficiente para o cabo, por esse
motivo é possível atingir distâncias de até 1km com uma velocidade entre 1 a
2Gbps, e é frequente encontrar-se este tipo de cabo em linhas rápidas de longa
distância. No entanto para redes locais a tecnologia disponível apenas atinge
velocidades de cerca de 10-20Mbps e distâncias inferiores de 200 a 500
metros.

Principais características:
 Elevada resistência a interferência electromagnética,
 Velocidades de transmissão em redes locais entre os 10-20Mbps,
 Permite comunicações até 500 metros de distância.

Como podemos ver na figura ao lado há mais do


que um tipo de cabo coaxial, e todos eles diferem
na velocidade que permitem atingir, no
comprimento máximo do cabo, na fiabilidade e,
como é evidente, no custo.

Com este cabo a topologia mais vulgar em redes


locais é do tipo bus e a sua instalação tem custos
relativamente baixos. As fichas de ligação utilizadas
com o cabo coaxial, designam-se por fichas BNC.

Este cabo é actualmente pouco utilizado tendo sido


substituído pelos cabos UTP e STP (par
entrançado). Os conectores BNC e os terminadores
são acessórios utilizados por este cabo.

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Como a topologia mais utilizada com este cabo é do tipo bus pode ser
complicado alterar a rede depois de instalada, e quando alguma das fichas ou
secção de cabo se avaria pode deitar abaixo a rede e tornar difícil o arranjo da
avaria, pois torna-se complicado identificar qual a secção avariada.

Conectores – BNC:

Os Cabos – Cabo de pares entrançados (ou entrelaçado)

 Os cabos entrançados, actualmente muito usados nas redes locais, são


muito semelhantes aos dos telefones. Possuem dentro de si vários fios de
cobre, cada um deles coberto por uma camada protectora plástica de cor
diferente.
 Recebem este nome porque há pares de fios dentro do cabo que formam
tranças para diminuir a interferência mútua dos sinais eléctricos que por lá
passam e também de outros aparelhos eléctricos que possam existir por
perto. O facto de estarem entrelaçados dois a dois cria um campo
electromagnético que protege os sinais transmitidos de interferências
externas.

Os cabos blindados e não blindados:

 STP (Shielded Twisted Pair) - o


conjunto de todos os cabos estão
envolvidos numa protecção de
plástico. Existe ainda um fio de
cobre que, em conjunto com a
protecção de plástico, permite
proteger o interior de
interferências externas. Este tipo
de cabo não é normalmente
utilizado pois os benefícios que
trás são inferiores ao seu custo.

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REDES DE COMPUTADORES

 UTP (Unshielded Twiested Pair) – ao contrário do cabo STP, este não


tem qualquer protecção para interferências electromagnéticas. Mais
económicos.

Onde utilizar o UTP e o STP?

 Os cabos UTP são os mais comuns, havendo apenas necessidade de


usar os cabos blindados nas situações seguintes:
 Em zonas onde há máquinas que possam interferir com os sinais dos
cabos (caso das fábricas) em que os S/UTP são normalmente
suficientes
 No exterior de edifícios (embora as normas recomendem o uso de fibra
óptica)
 Em redes a 1Gbps, em que as altíssimas frequências dos sinais os
tornam muito sensíveis a interferências e obrigam ao uso de cabos STP

O cabo de par entrançado utiliza-se em redes com fichas do tipo RJ45 e é


composto por 4 pares de fios entrançados. Embora na rede telefónica se utilize
um tipo de cabo idêntico, esse cabo só tem dois pares os quais são colocados
em paralelo.

Dentro dos cabos entrançados, encontramos diferentes categorias:

Categoria Velocidade Máxima


CAT 1 Menos de 1 Mbps
CAT 2 4 Mbps
CAT 3 16 Mbps
CAT 4 20 Mbps
CAT 5 1000 Mbps
CAT 6 10 Gbps

Os mais comuns são os da categoria 5, que permitem velocidades até


1000Mbps e uma distância máxima de 100 metros, se quisermos ultrapassar
essas distâncias necessitamos de equipamento especial, tal como repetidores
que regeneram e repetem o sinal. Os acessórios deste tipo de cabo são as
fichas RJ-45, blindadas ou não, consoante o tipo de cabo, UTP ou STP.

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Conectores – RJ45:

Os Cabos Ópticos – Fibra óptica


Desenvolvimentos recentes na tecnologia óptica, tornaram possível a
transmissão de dados através de pulsos de luz. Um pulso de luz pode ser
utilizado para representar um bit "1" e a sua ausência (luz) um bit a "0".
A fibra óptica é um meio de transmissão que cada vez mais se está a tornar
promissor para redes a grandes velocidades.

Tem um funcionamento diferente dos cabos de cobre.


Este tipo de cabo transmite feixes de luz, ao contrário
dos cabos de fio de cobre que transmitem os dados
através de sinais eléctricos. Os cabos de fibra óptica
são constituídos por um núcleo em fibra de vidro
muito fina, a qual se encontra envolvida por uma
bainha reflectora, permitindo assim que o feixe de luz
seja transmitido pela fibra de vidro. Por sua vez estes
ainda se encontram envolvidos por um material isolante e por um revestimento
externo para aumentar a protecção. São excelentes meios de transmissão,
actualmente bastante utilizadas.

São naturalmente mais caros do que os eléctricos, mas têm sobre eles
várias vantagens:

 São imunes de interferências electromagnéticas;


 Permitem comunicações a distâncias bastante elevadas (sem
necessidade de repetidores) alcançando mais de 100 quilómetros;
 Permitem elevadas velocidades de transmissão;
 Taxa de erros muito baixa.

O sistema de transmissão óptica é composto por três componentes - O meio


de transmissão, a fonte de luz e o detector:

 O meio de transmissão é uma ultra fina fibra de vidro ou silica fundida.


 A fonte de luz é um LED (Light Emitting Diode) ou um díodo laser,
que emitem pulsos de luz sempre que lhes é aplicada corrente.
 O detector é um fotodíodo, que gera um pulso eléctrico sempre que lhe
é aplicado (recebe) um pulso de luz.

Encostando um LED ou díodo laser a uma


extremidade de uma fibra óptica e um detector à
outra, temos um sistema unidireccional de
transmissão de dados que recebe um impulso

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eléctrico, o converte em luz, a transmite ao longo da fibra e a converte


novamente num impulso eléctrico.

Uma fibra que permita a condução de vários raios de luz incidentes é

denominada por fibra multimodo. Tipicamente, suportam distâncias máximas


entre 550m e 3Km. Contudo, se o diâmetro do núcleo da fibra for reduzido ao
valor de um comprimento de onda da luz, a fibra passa a actuar como um guia
de onda e a luz é propagada em linha recta, conduzindo a um tipo de fibra
conhecida por monomodo. Estas fibras permitem distâncias máximas de mais

Fibra óptica multimodo step-index.

Fibra óptica multimodo graded-index.

Fibra óptica monomodo.

de 100 quilómetros.

Os Conectores

Conectores ST e SC, os mais comuns para cabos de fibra óptica. Os SC são mais usados com
fibras ópticas monomodo e os ST com ambos os tipos de fibra.

Resumo

Podemos na tabela seguinte, as principais características dos cabos que


acabámos de analisar. A escolha de um determinado tipo de cabo deve ser
cuidadosamente analisada tendo em conta o problema que se pretende
resolver. Há que ter especial atenção ao facto de se os benefícios de um dos
cabos vale a diferença no preço, em detrimento de outro tipo de cabo.

Custo de Susceptibilidade Largura de


Tipo Custo
Instalação a ruído Banda
UTP Baixo Baixo Elevado Baixo
STP Médio Médio Baixo Médio
Coaxial Médio Médio Baixo Elevado

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Fibra Óptica Elevado Elevado Nenhum Muito Elevado


Tabela resumo dos vários suportes de transmissão e suas características.

Podemos então, daqui, tirar uma regra fundamental da instalação de redes de


computadores: para distâncias longas utiliza-se tecnologias que suportem fibra
óptica e para curtas distâncias utiliza-se tecnologias à base de fio de cobre – é
claro que há sempre excepções.

Transmissão Sem Fios (Wireless)


Este sistema é normalmente utilizado em casos onde não é possível efectuar
buracos ou colocar calhas para a passagem dos cabos. É o caso de zonas
históricas, instalações móveis, ou instalações situadas na mesma rua em
edifícios diferentes. Nestes casos são utilizadas as ondas de rádio (que utilizam
as ondas hertzianas para transmitir os dados) em vez de cabos para a
transmissão de dados.

Cada vez mais utilizadas em redes que interligam edifícios localizados na


mesma zona geográfica ou mesmo a alguns quilómetros de distância.
Exige a instalação de antenas nos diferentes pontos de acesso da rede e de
interfaces de comunicação com a rede local.

Algumas são muito sensíveis às condições atmosféricas, a ventos fortes, pelo


que necessitam de linhas de backup para poderem garantir o fornecimento do
serviço em todas as condições climatéricas.

 As transmissões sem fios, começam a ser uma alternativa ao mesmo


nível das que utilizam cabos, apesar de que estas últimas, regra geral,
possuem melhores características (capacidade, velocidade, fiabilidade e
segurança), com custos mais reduzidos.

 Em certas circunstâncias, as comunicações sem fios (wireless) tornam-se


uma melhor alternativa ou única possível.

 Uma solução quando a instalação dum cabo ou fibra óptica não é a melhor
opção ou numa ligação entre dispositivos colocados em locais dispersos
sempre que abrir valas seja impossível ou mesmo ilegal.

 Em áreas geográficas em que não é viável a instalação de cabos, as


comunicações sem fios podem ser as únicas possíveis (como, por exemplo,
sobre o mar, lagos, zonas pantanosas, desertos, etc.).

 As comunicações sem fios são também as únicas possíveis para as


comunicações móveis, em que, a partir de computadores portáteis, situados
em locais variáveis, podem efectuar-se ligações a computadores remotos
ou a redes de computadores (Internet, etc.)

 Os tipos de ondas possíveis de utilizar nas comunicações sem fios são os


seguintes:

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 Infravermelhos;
 Laser;
 Ondas de rádio;
 Micro-ondas;
 Ondas de satélite.

Transmissão Sem Fios – Infravermelhos


A comunicação por infravermelhos é largamente utilizada em dispositivos como
comandos de TV por exemplo, e é muito prática para comunicar sem fios a
pequenas distâncias.
Este tipo de aparelhos são baratos, fáceis de construir mas não atravessam
objectos sólidos e não funcionam bem fora de casa devido à luz solar. No
entanto não atravessar objectos sólidos como paredes torna este tipo de
comunicação vantajosa para redes dentro de um edifício.
O transmissor e o receptor têm de estar na linha do sinal, caso contrário a
comunicação é perdida. Trata-se dum tipo de comunicação totalmente digital,
altamente direccional e difícil de ser violada por tapping.
Apesar de ser possível formar redes locais, com velocidades na ordem dos
100Mbps em distâncias curtas, que podem ir até aos 30 metros. Esta
tecnologia não é muito utilizada, normalmente vê-se mais nos telemóveis e em
computadores portáteis onde a mobilidade é mais importante.
As placas de rede com esta tecnologia estão actualmente a perder terreno para
as placas de rede por ondas de rádio, que apresentam velocidades muito
maiores de transmissão e que, ao contrário das por infravermelhos, podem ter
obstáculos, por exemplo, uma parede, entre o emissor e o receptor.

Os infravermelhos são actualmente apenas usados em periféricos, mas já houve algumas


soluções para redes locais, raramente ultrapassando os 30 metros e os 100Mbps, embora tenha
havido fabricantes capazes de chegar ao 1Gbps em distâncias muito curtas

Laser
É possível utilizar raios laser para estabelecer comunicação entre dois pontos,
através de emissores e receptores laser.

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REDES DE COMPUTADORES

Exemplo de uma possível configuração de transmissão por Transmissor-receptor Laser


laser para interligar duas redes em edifícios distintos.

Estes emissores e receptores têm de estar perfeitamente alinhados e não


podem ter obstáculos na sua frente, estão também muito sujeitos a
interferências do meio ambiente, não funcionam bem com chuva, nevoeiro ou
quando está calor pois são produzidos fenómenos ópticos no caminho do laser.
Normalmente estes aparelhos são utilizados apenas para estabelecer ligações
entre edifícios cuja distância entre eles poderá ser de alguns quilómetros

Transmissão Sem Fios – Ondas de rádio


A transmissão de dados por rádio não é uma ideia nova, já se utiliza o rádio
para comunicações de voz desde o início do século 20 daí a utilizar esta
tecnologia para redes de computadores foi apenas um pequeno passo.
Trata-se de um meio de transmissão já vulgarizado pelos telemóveis e por
alguns sistemas de captação de ondas rádio. As ondas de rádio são fáceis de
gerar, podem percorrer longas distâncias e atravessam edifícios com facilidade,
por isso são utilizadas para comunicações, tanto dentro como fora de edifícios.
São também omnidireccionais, o que significa que viajam em todas as
direcções a partir do ponto de origem, o que por sua vez significa que o
emissor e o receptor não têm de estar alinhados. No entanto existe um tipo de
ondas de rádio chamadas microondas em que isto não se verifica. Este tipo
de ondas viaja em linhas rectas e pode ser focado, é então possível
concentrar e apontar a energia através de um prato parabólico o que fornece
um sinal muito melhor mas exige que o emissor e o receptor estejam alinhados.
Estas ondas têm ainda a desvantagem de não atravessar edifícios com
facilidade.

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REDES DE COMPUTADORES

Antena Omnidireccional - geralmente a configuração que se


encontra quando utilizamos um Ponto de Acesso
Actualmente têm vindo a desenvolver-se muitos tipos de tecnologias novas
para a utilização de microondas em redes locais e até redes mais alargadas, os
equipamentos actuais conseguem atingir distâncias com raios de 500 metros
usando antenas omnidireccionais como na figura anterior.
As velocidades atingidas variam entre os 10Mbps e 128Mbps,
aproximadamente, mas esta área está em grande evolução ultimamente tendo
sido já atingidas velocidades muito superiores em experiências feitas.
Uma vantagem deste tipo de transmissões em relação aos cabos é que para
cobrir uma área grande não é necessário esticar e enterrar cabos, podemos
apenas colocar torres com aparelhos de recepção e retransmissão de sinal o
que pode sair mais barato. Mas como desvantagem existe a interferência de
outros sinais, campos eléctricos e condições atmosféricas, a chuva interfere
com os sinais e o vento pode desalinhar as antenas, é muito difícil prever como
se irá comportar uma ligação deste tipo sem antes experimentar. A sua
instalação é relativamente simples tal como a manutenção mas a resolução de
problemas que ocorram é mais difícil, a fiabilidade destas ligações depende
muito do meio ambiente onde se encontram.
O preço deste tipo de tecnologia tem vindo a baixar devido à procura que tem
existido por parte do público que a utiliza, quer para formar redes pessoais em
casa quando não é possível esticar cabos, quer para estabelecer ligações com
edifícios vizinhos.
Este meio de transmissão começa agora a ser utilizado em redes locais,
principalmente em aplicações onde é necessária uma grande mobilidade ou
onde é particularmente difícil a colocação de cablagens, como em certas zonas
históricas de algumas cidades. Neste caso podem existir obstáculos entre o
emissor e o receptor, tornando-se flexível a comunicação. A questão mais
problemática centra-se na segurança, embora se use, no caso de redes locais
sem fio, que utilizam ondas de rádio, uma técnica que garante a
confidencialidade, espalhando o sinal codificado sobre uma série de
frequências (aparentemente aleatórias) que só o emissor e o receptor conhece,
tornando mais difícil a sobrevivência de eventuais intrusos na rede.

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REDES DE COMPUTADORES

Transmissão Sem Fios – Microondas

Para comunicações a grandes distâncias, a transmissão rádio por microondas


é largamente utilizada como alternativa ao cabo coaxial. Antenas parabólicas
são montadas em torres para enviar um feixe para outras antenas a dezenas
de quilómetros de distância. Este sistema é largamente utilizado quer para o
sistema telefónico, quer para a transmissão de televisão.

Actualmente têm vindo a desenvolver-se muitos tipos de tecnologias novas


para a utilização de microondas em redes locais que podem atingir várias
dezenas de quilómetros utilizando antenas direccionais, como na figura
seguinte:

Antena Direccional (Microondas)

A vantagem das microondas reside no


facto de ser muito mais económico e
muitas vezes viável instalar duas torres
do que abrir uma vala de 100km, dispor
o cabo ou fibra óptica e voltar a tapá-la.
Além disso haveria o problema da
instalação dos repetidores e da sua
manutenção periódica. Como inconvenientes deste sistema temos as
interferências causadas pelas trovoadas e outros fenómenos atmosféricos e
ainda o facto de não poder existir qualquer obstáculo entre o emissor e o
receptor.

Transmissão Sem Fios – Ondas de satélite

O satélite por vezes é o único meio possível para a transmissão de dados,


devido às grandes distâncias que é necessário percorrer sendo geralmente
utilizado em redes do tipo WAN. Os satélites de comunicação estão

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REDES DE COMPUTADORES

posicionados em órbitas geostacionárias (rodam a uma velocidade constante


relativamente à da Terra), situando-se entre os 30 e os 40Km de altitude em
relação à Terra.

As comunicações por satélites possuem algumas


propriedades interessantes que as tornam atractivas para
certas aplicações. Uma comunicação por satélite pode ser
vista como um grande repetidor de microndas no espaço.
Contém um ou mais
transponders, que escutam
uma dada porção do
espectro, amplificam o sinal
recebido, convertem-no
numa outra frequência e
emitem de modo a evitar
interferência com o sinal recebido. Os raios para
a terra podem abranger uma grande superfície
da terra ou apenas uma pequena porção.

Nos primeiros satélites, a divisão dos transponders em canais era estática.


Presentemente o canal é dividido no tempo, primeiro uma dada estação, a
seguir a outra, etc. Este esquema é muito mais flexível e é conhecido por Time
Division Multiplexing.
A figura seguinte ilustra um satélite com 2 antenas, correspondendo a 2 áreas
geográficas distintas. Neste exemplo, cada área possui 2 estações de solo.
As duas estações de solo, dentro de cada área, funcionam à vez em termos de
comunicação para o satélite. Os números dentro das fichas ascendentes
indicam o receptor da mensagem pretendida. À medida que as mensagens
chegam ao satélite, estas são encaminhadas para as antenas apropriadas e
enviados para baixo.

(a) Estações terrestres a enviar dados (b) Satélite a enviar dados

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REDES DE COMPUTADORES

Dispositivos de Ligação dos Computadores à Rede

Equipamento que de alguma forma participa activamente no encaminhamento


dos pacotes de informação que circulam na rede de computadores.

 Os cabos ou outros meios físicos de transmissão que permitem ligar os


computadores em rede;

 Mas para que os computadores possam comunicar entre si através desses


meios físicos são necessários dispositivos de interface de rede:

 Placas de rede;
 Modems;
 Etc.

 As duas situações mais comuns são:

 Ligação de um computador a uma rede local (LAN) através de um


interface ou placa de rede;
 Ligação de um computador a um outro computador remoto ou a uma
rede alargada através de uma rede telefónica, utilizando um modem.

Placas de rede (ou adaptador de rede)


As placas de rede são o tipo de componente mais comum para a ligação de
um computador a uma rede. Podem tomar diferentes formas conforme o tipo de
computador e o tipo de ligação pretendida. Se quisermos ligar um computador
a uma rede de um determinado tipo, temos de possuir uma placa compatível
com essa tecnologia, por exemplo, para ligarmos o computador a uma rede
Ethernet precisamos de uma placa de rede Ethernet.

Estes equipamentos também são conhecidos como NIC –


Network Interface Cards, ou adaptadores de rede.
Existem placas de rede internas, que se podem ligar a
ranhuras de expansão PCI ou ISA, e placas externas que
utilizam portas USB ou FireWire.

Os preços variam muito dependendo da tecnologia de rede, da velocidade e


das características da placa.

Permitem ligar sistemas informáticos a uma rede de


computadores.

 Um computador liga-se a uma rede local através


de uma placa de rede ou cartão de interface de
rede (NIC – Network Interface Card).

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REDES DE COMPUTADORES

Quanto ao formato externo, podemos ter:

 Placas de rede para PC Desktop – que encaixam nos slots de


expansão dos computadores (PCI) e assim estabelecem a ligação do
computador ao cabo de rede ou a comunicação sem fios;

Uma placa para redes cabladas e outra para redes sem fios.

 Cartões PCMCIA ou PC Cards (Placas de rede para PC portáteis)–


que se ligam a entradas específicas típicas dos computadores portáteis;
estes cartões ligam-se a conectores próprios que, por sua vez, permitem
a ligação aos cabos da rede ou para a comunicação sem fios.

Um cartão PC Card para redes cabladas Um cartão PC Card para redes sem fios.

Adaptadores externos - USB

Dois adaptadores de rede para portas USB. O da esquerda para redes cabladas e o da direita para
redes sem fios (a antena não é visível).

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Dois adptadores externos que se ligam à porta USB por cabos. As antenas são visíveis em
ambos. Estes adaptadores são usados em vez dos anteriores quando a localização do
computador não permite uma boa captação de sinal.

Adaptadores embebidos

Actualmente, quase todas as motherboards incluem pelo menos uma porta


para ligação a uma rede cablada. Mas os adaptadores a redes sem fios são
também já uma opção comum.

Modems
Permitem a ligação de sistemas informáticos à rede telefónica pública. Têm a
função de transformar os sinais digitais do computador em sinais analógicos
prontos a serem transmitidos pelas linhas telefónicas e vice-versa.

A passagem dos sinais digitais para analógicos, é designada por modulação e


o processo inverso é designado por desmodulação. Foi o modo de
funcionamento deste aparelho que o baptizou. A junção das palavras
‘modulator/demodulator’ deram ‘modem’.

Existem placas que normalmente são confundidas com modems, que são
placas RDIS (Rede Digital com Integração de Serviços). Estas placas não têm
como função converter o sinal, uma vez que as linhas RDIS são digitais,
servem apenas de interface entre a linha e o computador.

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REDES DE COMPUTADORES

 A ligação de um computador a uma rede alargada (Wan, Internet, etc.) é


feita, normalmente, através de um modem.

 Os modems são utilizados para:


 Converter os sinais digitais (zeros e uns) do computador para os sinais
analógicos das linhas telefónicas tradicionais – a esta operação chama-
se modulação
 Converter os sinais analógicos provenientes das linhas telefónicas
tradicionais para os sinais digitais dos computadores (demodulação)

 Um modem pode ser:


 Interno – placa que encaixa num slot de
expansão do computador;

Externo – Actualmente, quase todos os MODEM são externos e ligam-se


ao computador pela porta USB, mas até há pouco tempo eram ainda
frequentes os internos (PCI) e os que se ligavam à porta série.

 Cartão PCMCIA ou PC Card – os modems


deste tipo (ta como os cartões de rede) foram
criados principalmente para os portáteis e ligam-
se a encaixes próprios PCMCIA ou PC Card. Os
portáteis recentes já trazem incorporado o
modem.

Dispositivos de Interligação de Redes –


Equipamento Activo

 Cada vez mais as organizações têm necessidade de expandir as suas


redes, aumentando a sua extensão, criando e interligando sub-redes ou
abrindo vias de comunicação entre as suas redes locais e as redes
alargadas (sobretudo a Internet).

 Para tal, existem diversos dispositivos possíveis, que se diferenciam entre si


conforme o tio de funções que desempenham:
 Repetidores (repeaters) e bridges
 Hubs e switches
 Routers e gateways

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REDES DE COMPUTADORES

Repetidores (Repeaters)

Um Repeater, ou Repetidor, é o dispositivo mais


básico que se pode encontrar numa rede e tem como
único propósito receber, regenerar e corrigir os sinais
que recebe, eliminando assim ruído e baixando a
probabilidade de haver erros na transmissão dos dados
e aumentar o alcance de uma rede.
Repetidores para redes cabladas

Os repeaters ou repetidores são simples dispositivos


electrónicos que recebem os sinais transmitidos ao longo
de um cabo (no caso das redes cabladas) e repetem-nos
para o segmento seguinte desse cabo, ou seja,
regeneram ou amplificam os sinais de modo a evitar a
atenuação que ocorre ao longo do cabo, permitindo,
desta forma, aumentar o alcance desse cabo.
Repetidor de uma rede sem fios

Os repetidores servem também para estender, isto é, aumentar uma rede que
no caso de se estar a usar cabo coaxial podemos passar de uma rede com um
comprimento máximo de 500 metros para 2.5 km. Para todos os efeitos os
segmentos de cabo ligados através de repetidores agem como se fossem um
único cabo, no entanto não é possível utilizar mais de 4 repetidores seguidos
num segmento de rede.

Hubs
Quando falamos em redes de computadores tempos que falar,
obrigatoriamente, em equipamentos que permitem a
interligação dos computadores não só a nível local, mas
também a nível alargado.

 Hub pode traduzir-se como centralizador de ligações.


 São dispositivos de centralização de ligações em redes de
computadores.
Hub de 6 portas.
Os concentradores, mais conhecidos pelo termo inglês hub são pontos
centrais onde os cabos de uma rede local se interligam quando utilizamos uma
topologia em estrela. O dispositivo em si possui conectores onde se liga os
cabos dos computadores, o hub encarrega-se de estabelecer as ligações entre
os cabos internamente.

É também possível ligar vários hubs uns aos outros ligando assim as redes
todas numa só, quando isso acontece diz-se que a topologia é em estrela
distribuída. Em relação às redes Ethernet, os hubs têm diferentes velocidades
de acordo com as normas que suportam, os equipamentos actuais podem
suportar velocidades de 10,100 e 1000 Mbps. Existem hubs que suportam
apenas uma velocidade, e outros que suportam várias velocidades, por
exemplo, um hub pode suportar apenas 10 Mbps ou 100 Mbps ou pode

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REDES DE COMPUTADORES

suportar as duas velocidades 10/100 Mbps. O número de computadores que


conseguem ligar, a velocidade que suportam e do fabricante do hub são
também factores determinantes do preço do equipamento.

Hub de 5 portas Hub de 24 portas

Os hubs permitem a interligação entre os diferentes computadores transmitindo


os pacotes de informação em broadcast. Estes permitem que todos os
computadores recebam todos os pacotes de informação que circulam na rede,
mesmo que estes não se destinem a si. Facilmente se compreende que utilizar
um hub, como equipamento de interligação numa rede, não é a melhor opção,
uma vez que o tráfego gerado é excessivamente grande, no entanto é a opção
mais económica.

Os primeiros hubs permitiam apenas a


interligação de diferentes computadores,
funcionando muitas vezes como repetidores. Para
efeitos de expansão, disponibilizavam uma porta
especial, designada porta de uplink, que permitia
ligar vários hubs em cascata.

Um Alguns hubs ligados em cascata.

Existem hubs passivos e hubs activos. Os passivos reencaminham o sinal


sem o reconstruir e os activos fazem o papel de repetidores, reconstruindo o
sinal.

Domínios de Colisão
Os computadores ligados a um hub ou a uma sequência de hubs em cascata,
devido à forma como os hubs funcionam, encontram-se num mesmo domínio
de colisão.

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REDES DE COMPUTADORES

HUB HUB

Ao permitir que cada pacote que entra por uma porta seja repetido para todas
as outras, os hubs vão permitir que ocorram colisões entre pacotes que
circulem em sentido contrário ao longo do mesmo cabo.
Assim, a um grupo de computadores ligados a um hub ou a uma sequência de
hubs dá-se o nome de domínio de colisões

Switches

Os hubs e switchs são equipamentos que permitem a interligação dos


diferentes computadores, formando assim uma rede local.
Os switches são uma evolução dos hubs, na medida em que, quando
recebem um pacote por uma das suas portas destinado a um computador, ele
apenas o reencaminha para a porta onde está ligado o destinatário, evitando
assim sobrecargas na rede desnecessárias.
Mais ainda, ao permitirem transmissões full-duplex, evitam as colisões.

Para solucionar o problema do tráfego, gerado aquando da utilização dos hubs,


surgiram os switchs. Esses equipamentos enviam os
pacotes de informação apenas para o computador de
destino, gerando muito menos tráfego na rede. Em
contrapartida estes equipamentos tornam-se mais caros que
os hubs. Também permitem a ligação em cascata, com
desempenhos superiores aos hubs.

 Switch significa comutador de ligações.


 Permitem, tal como os hubs, a centralização das ligações em rede, mas vão
mais longe, possibilitando a comutação dessas ligações e uma melhor
gestão do tráfego nas redes.

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REDES DE COMPUTADORES

Uma rede de computadores com um hub ou switch.

Para além do excelente desempenho, a maioria do switchs possui software de


gestão que permite de alguma forma analisar e controlar o tráfego na rede, daí
necessitarem de processadores mais rápidos.

Os Switches são dispositivos muito utilizados em redes de computadores, pois


eles fazem com que vários utilizadores possam enviar dados simultaneamente
de forma independente. Isso significa que um switch permite que dois
utilizadores da mesma rede comuniquem entre si directamente, e que as
transmissões entre os outros nós não afectem a velocidade da transmissão.
Vamos centrar a nossa análise nos switches Ethernet.

Os switches são semelhantes a um hub, mas enquanto que um hub se limita a


permitir a comunicação entre os nós da rede através de um canal partilhado, o
switch estabelece uma ligação directa entre o destino e a origem. Se
possuirmos um hub de 100 Mbps, os nós da rede partilham essa largura de
banda entre eles, mas se substituirmos o hub por um switch cada nó pode
utilizar os 100 Mbps, tanto para transmitir como para receber, sem interferir
com os outros. Como o switch estabelece uma ligação directa entre os nós da
rede quando estes comunicam, a rede deixa de ser do tipo broadcast e deixam
de existir colisões de sinais, no entanto continua a ser possível enviar um
pacote para todos os nós, ou seja, fazer um broadcast. Os switches possuem
uma tabela interna onde armazenam endereços MAC, para saber como
encaminhar os pacotes. Alguns switches possuem também uma memória onde
armazenam os dados até os transmitirem para o destino, para aumentar o
desempenho da rede e de modo garantir a eficiência (multiplexing).

Switches e hubs

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REDES DE COMPUTADORES

Comparação entre o funcionamento de um hub e o de um switch.

Vantagem nítida para os switches.

Switches e colisões

SWITCH
Os switches criam micro-segmentos
nas redes. Não existindo os domínios
de colisão.

Apenas os computadores ligados aos


HUB
hubs constituem domínios de
colisões.

Routers

Quando se pretende interligar várias redes locais, é necessária a utilização de


equipamentos que permitam o encaminhamento de pacotes de informação
para as diferentes redes. Os routers, têm a capacidade de processar
endereços dos pacotes de informação que circulam na rede e enviá-los para a
rede específica. Para tal procuram o melhor caminho não só em termos de
distância mas também procurando a linha com melhor débito e menos
congestionando. Elevadas capacidades de processamento, ultrapassam os 120
mil pacotes de informação por segundo

 Os Routers são dispositivos de encaminhamento de mensagens, os quais


permitem interligar redes locais (tal como as bridges, mas proporcionando
funções de nível mais elevado) ou interligar redes remotas, constituindo
dessa forma uma WAN ou uma interligação de redes.
 Um router pode ser um dispositivo autónomo para desempenhar as suas
funções específicas ou computador apetrechado com o software adequado
a essas mesmas funções.

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REDES DE COMPUTADORES

Com um router podemos interligar várias subredes e depois deste ter acesso à
Internet.

Os Routers ou encaminhadores são os dispositivos essenciais para a


interligação de redes, quer sejam do mesmo tipo, ou de tipos diferentes. O seu
principal papel é controlar os caminhos que os pacotes seguem na rede.
Quando os pacotes chegam ao router este verifica o endereço que o pacote
possui e envia-o para a rede correcta, ou encaminha-o para outro router que
saiba para onde deve enviar o pacote.

Estes dispositivos são a base de qualquer rede de dimensões maiores que


uma rede local, a Internet não funcionaria sem estes dispositivos. Existem
routers de todos os tipos e feitios, desde routers para ligar uma linha ADSL a
uma rede Ethernet, a routers para ligar Ethernet a Token Ring. Podem ser
dispositivos especiais construídos para o efeito, especialmente optimizados
para a tarefa, ou podem ser computadores normais com vários adaptadores de
rede e software para o efeito. Podem custar de dezenas de euros a milhares de
euros, dependendo das funcionalidades, número de ligações e velocidade,
entre outros factores.

Para poder encaminhar os pacotes que lhe chegam para o destino certo, os
routers possuem uma tabela que lhes indica para onde devem enviar os
pacotes. Utilizando algoritmos especiais são calculados os melhores caminhos
a seguir pelos pacotes, caso uma das rotas que o router conhece esteja
ocupada, ou tenha ido abaixo ele poderá enviar o pacote por outro caminho
alternativo. Os routers possuem memórias, buffers, que são utilizados para
armazenar os pacotes enquanto ele não são enviados, de forma a aumentar o
desempenho da rede.

Normalmente é necessário indicar, através de software, nos nós da rede o


endereço do router para que este saiba para onde tem de mandar os pacotes.
Os routers possuem software específico que permite introduzir regras de
encaminhamento, por exemplo negar a transmissão a um determinado nó, ou
negar entregas de dados para um determinado destino, ou ainda negar todos
os pacotes de um determinado tipo. A está acção de negar, dá-se o nome de
filtragem. Um exemplo de filtragem pode ser não permitir pacotes de
programas de conversação online, com o IRC ou o MSN.

 Em redes em que os dados circulam em pacotes (packets), os routers são


dispositivos de encaminhamento desses pacotes. Quando passa por eles um
pacote destinado a determinado receptor, eles encaminham-no na direcção
certa.
 São muito usados na ligação de LAN’s à Internet.

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REDES DE COMPUTADORES

Router industrial da Cisco Router wireless doméstico

Bridges

 As bridges são dispositivos


(normalmente, computadores) com
funções semelhantes aos routers ou,
por vezes, com algumas funções
adicionais ou distintas.
 Actualmente, as bridges são mais
usados para actuarem como
intermediários de comunicação entre
dois sistemas que usam diferentes
protocolos de comunicação entre dois
sistemas operativos ou protocolos de
comunicação. Por essa razão,
costumam ser definidos como conversores de protocolos.

Quando existe necessidade de interligar duas ou mais redes que possuem


protocolos diferentes, existem equipamentos que possuem as mesmas
capacidades dos routers, e mais, possuem a capacidade de converter os
pacotes de informação de um protocolo para outro, permitindo interligar
redes com arquitecturas distintas (com protocolos diferentes).

As bridges (pontes), são dispositivos que


permitem dividir uma rede local em
duas ou interligar duas redes já
existentes e, de certa maneira, gerir o
tráfego entre essas sub-redes
resultantes Estes dispositivos podem
ser usados, por exemplo, para ligar
duas sub-rede locais, situadas em
diferentes compartimentos, desta
forma controla-se o tráfego das
mensagens, de modo a deixar passar
de um segmento da rede para o outro

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REDES DE COMPUTADORES

apenas as mensagens destinadas a um computador situado no outro


segmento, reduzindo assim possíveis congestionamentos de tráfego de
mensagens.

A característica essencial das pontes é que as redes interligadas funcionam


logicamente como se fossem uma única rede e assim os dados enviados de
um nó de uma rede para um nó da outra rede, atravessam a ponte e são
entregues como se estivessem na mesma rede não havendo complicações de
encaminhamento ou de partilha de uma ligação à Internet.

No entanto o único tráfego autorizado a atravessar a Bridge é aquele que


possuir um endereço de destino válido no outro lado da Bridge. Esta Bridge
não necessita ser configurada para saber quem está na sua rede, ela aprende
“escutando” o tráfego da rede.

As Bridges são extremamente úteis para juntar redes com diferentes suportes
de transmissão de modo a formar redes muito maiores e de modo a eliminar de
segmentos de rede, tráfego não desejado.

 As bridges podem também ser usadas para interligar sub-redes ou para


interligar redes situadas em locais geográficos afastados, permitindo assim
constituir redes mais abrangentes (por exemplo: redes de campus, MAN,
etc.)

Como funcionam?
 Um computador, quando se liga à rede, anuncia a sua presença, pelo que a
bridge rapidamente fica a saber onde está cada um dos computadores e
toma nota da sua posição.

 Para o fazer, o computador transmite a sua presença por difusão


(broadcast), ou seja, para todos os computadores do seu grupo.

 Ela rapidamente fica a saber quem está à sua esquerda e quem está à sua
direita e toma nota dos endereços. Sabendo isso, ela apenas encaminha
mensagens para um domínio de difusão se o destinatário lá estiver.

A e B são do domínio
da esquerda. Não
preciso incomodar os
outros.

BRIDGE
Vou enviar
dados para o
computador HUB
B! HUB
A B
C

Não é
nada
Sou eu! comigo...
(recebo os Página 59
dados)
REDES DE COMPUTADORES

Exemplo da comunicação entre o Computador A e o Computador B e o comportamento da Bridge

A e C são de segmentos
diferentes. Vou deixar passar
a mensagem para o outro
lado...

BRIDGE

HUB
Quero falar HUB
com o C!
A B
Não é nada C
comigo... Não é
nada
comigo...
Não é nada Sou eu!
comigo... (recebo os Não é
dados) nada
comigo...

Exemplo da comunicação entre o Computador A e o Computador C e o comportamento da Bridge

Quando se usam?
Actualmente, as bridges ainda existem, sobretudo a nível de redes locais, mas
apenas em redes sem fios. Aí, o seu papel é mais o de ligação entre
segmentos com tecnologias diferentes do que a separação dos segmentos.

Em redes locais cabladas, foram, tal como os hubs, substituídas pelos


switches.

Pontos de acesso
Embora seja possível ligar em rede vários computadores com adaptadores de
rede sem fios sem auxílio de mais nenhum aparelho, se eles estiverem
fisicamente muito perto uns dos outros, há duas situações em que há
necessidade da ajuda de um ponto de acesso.
Quando se pretendem ligar em rede computadores com adaptadores com e
sem fios.
Quando se pretendem ligar numa rede sem fios computadores relativamente
longe uns dos outros e/ou separadas por obstáculos físicos como portas e
paredes, porque as antenas de um ponto de acesso são sempre mais potentes
do que as dos adaptadores de rede.

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REDES DE COMPUTADORES

Onde se situam?

Bridges para redes sem fios


 Referimos já que as bridges para redes cabladas estão fora de uso mas, em
contrapartida, as bridges sem fios são actualmente muito populares.

 O que também acontece é que há diferentes modelos de bridges nesta área


e, por vezes, várias formas de ligá-las.

A partir daí, as formas de interligá-las e os diferentes tipos são:

Ponto-a-ponto

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REDES DE COMPUTADORES

Tipo de ligação em duas redes são


interligadas através de duas bridges
convencionais; para que o esquema
funcione, é necessário indicar a cada
uma o endereço físico da outra
através do programa de configuração.
Estas bridges não aceitam clientes
(sejam eles computadores ou
impressoras) sem fios.

Ponto-a-multiponto

Permite a interligação de mais de duas


redes através de bridges convencionais;
a configuração depende das marcas
e/ou modelos, pelo que é boa ideia
formar o conjunto com equipamento da
mesma marca.

Ponto de acesso com Bridge


(Pontos de Acesso em modo cliente)

São bridges que também podem ser


pontos de acesso. Podem aceitar
clientes sem fios ou redes Ethernet
ligadas a si. Mas aí, no extremo que
se liga à rede Ethernet, não são
suportados clientes sem fios porque a
bridge desse extremo porta-se como
um cliente (Access Point client) do
ponto de acesso do outro extremo.

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REDES DE COMPUTADORES

Wireless Ethernet Bridges (WEB)

Permitem a ligação a vários clientes


sem fios e a pontos de acesso
também sem fios. Aqui podemos ter
clientes sem fios em ambos os
extremos. São caras e a forma de
configuração dos equipamentos pode
implicar um débito menor, ou seja,
rede lenta.

O Modelo OSI
A crescente necessidade de interligação de sistemas informáticos de diferentes
fabricantes, e consequentemente com características diferentes, tornou
inevitável a criação de um modelo suficientemente aberto para permitir a
flexibilidade de interligação entre os sistemas. Este modelo foi designado por
Open System Interconnection, abreviando, Modelo OSI.
A interligação de sistemas abertos requer normas que cobrem um grande
número de funções mais ou menos complexas e de alguma forma inter-
relacionadas entre si. Este modelo de referência, também assim conhecido,
descreve a estrutura das comunicações e identifica as normas requeridas por
essa estrutura de modo a que os diferentes componentes de dois sistemas
possam comunicar entre si.
O modelo OSI foi elaborado com base numa abordagem estratificada do
problema da comunicação entre sistemas. As funções de comunicação são
agrupadas segundo critérios de analogia em camadas. Para tirar partido da
abordagem estratificada, num dado sistema, cada camada apenas interactua
com as camadas contíguas, e uma camada de um sistema comunica apenas
com a correspondente camada no outro sistema interveniente na comunicação.
O Modelo OSI traduz-se num conjunto de normas, que devem ser seguidas
pelos fabricantes de equipamentos de rede, de forma a permitirem a
interligação, em rede de diferentes sistemas informáticos.

 Quando começaram a surgir os primeiros equipamentos e software para


redes de computadores (na década de 70), não existiam normas ou
padrões bem definidos;

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REDES DE COMPUTADORES

 Cada empresa fabricante procurava impor os seus modelos próprios,


bastante diferenciados entre si e pouco vocacionados para poderem
interligar-se e comunicar uns com os outros.

 Entretanto, no âmbito de algumas instituições de pesquisa e universidades


dos Estados Unidos, começou a desenvolver-se um modelo ou
arquitectura de interligação de redes que iria estar na base da Internet –
tratava-se do conjunto de protocolos conhecidos por TCP/IP (Transmission
Control Protocol/Internet Protocol).

 Nesse contexto, tornou-se evidente a necessidade de definir padrões ou


standards a nível internacional, de forma a tornar possível a
conectividade e interoperacionalidade, ou seja, a possibilidade de os
equipamentos poderem ligar-se e comunicar entre si,
independentemente das suas diferenças quer ao nível do hardware, quer ao
nível do software.

 É assim que, no final da década de 70, surge, por iniciativa da ISO


(International Standards Organization), o modelo OSI (Open Systems
Interconnection – que podemos traduzir por Interligação de Sistemas
Abertos).

 O modelo OSI consiste num conjunto de protocolos abertos (ou seja,


convenções ou normas que podem ser adoptadas livremente) para o fabrico
de equipamentos e desenvolvimento de software, destinados a funcionar
em redes de computadores.

 Este modelo subdivide o processo global da comunicação de dados


entre computadores em sete camadas (layers), cada uma das quais com
determinadas funções específicas.

O modelo OSI é assim constituído por 7 camadas:

Camadas Resumo das funções


Estabelece um interface entre o software de aplicação
7 – Aplicação (Application) do utilizador e as camadas inferiores.
Contribui para a codificação e descodificação dos
6 – Apresentação (Presentation) dados ao nível do seu formato visual; procede a
conversões de formatos entre sistemas diferentes.
Estabelece, mantém e coordena o intercâmbio de
5 – Sessão (Session) dados entre emissor e receptor durante uma sessão
de comunicação.
Controla o fluxo de informação transmitida e recebida,
4 – Transporte (Transport) por uma forma a que os pacotes das mensagens
sejam entregues correctamente.
Estabelece, com base nos endereços dos pacotes
das mensagens, um caminho, através dos nós da
3 – Rede (Network) rede ou interligação de redes, para o percurso das
mensagens até ao seu destino.
Procede à montagem dos pacotes de bits no formato
apropriado à sua transmissão na rede; controla o
2 – Ligação de dados (Data-Link) acesso aos meios físicos de transmissão e o fluxo dos
pacotes entre os nós da rede; faz controlo de erros.

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REDES DE COMPUTADORES

Define as características do meio físico de


transmissão da rede, conectores, interfaces,
1 – Camada física (Physic Layer) codificação ou modulação dos sinais, interface físico
entre o equipamento do utilizador e de acesso à rede

 A divisão do processo de comunicação entre computadores (redes) em


camadas os níveis (layers) tem como objectivo o isolamento de cada uma
dessas camadas ou grupos de funções, para poderem ser analisadas,
desenvolvidas e implementadas (em software) independentemente umas
das outras, sem necessidade de reformular todo o sistema.

Camadas inferiores:
1. Física
2. Ligação de dados
3. Rede
4. Transporte
Camadas superiores:
5. Sessão
6. Apresentação
7. Aplicação

Quando dois computadores entram em comunicação através de um meio


físico, vulgarmente designado por rede, as mensagens atravessam as 7
camadas do modelo OSI e são enviadas através do canal de comunicação.
Quando a mensagem chega ao destinatário, esta efectua o percurso inverso,
ou seja, da camada física para a camada de aplicação.

Utilizadores

Programas de Aplicação

7 - Aplicação 7 - Aplicação
6 – Apresentação 6 – Apresentação

5 – Sessão 5 – Sessão
Conexões Lógicas
4 – Transporte 4 – Transporte
Conexões Virtuais
3 – Rede 3 – Rede
2 – Ligação de dados 2 – Ligação de dados
1 – Camada Física 1 – Camada Física

Conexão Física
Meios Físicos de Transmissão

Este modelo apresenta algumas vantagens:


 Uma determinada camada pode ser desenvolvida e aperfeiçoada
independentemente das camadas contíguas;
 Se as camadas n de dois sistemas forem aperfeiçoadas de forma
independente, não existirão problemas desde que a sintaxe de diálogo entre
elas seja definida e obedecida.

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 Pretende este modelo estabelecer normas comuns para todos os tipos


de redes de forma a que a sua interligação seja possível.

Protocolos de comunicação

Quando dois sistemas comunicam entre si, existem determinadas regras que
devem ser seguidas por forma a possibilitar a comunicação.
Ao conjunto de regras que asseguram o cumprimento das funções a cada
camada chamamos Protocolo.
Para cada camada existe um protocolo específico que caracteriza essa mesma
camada.
À medida que os dados passam pelas camadas, cada uma destas adiciona a
informação necessária para cumprir as suas funções. São os protocolos que
definem a informação que deve ser adicionada aos dados antes destes serem
passados para a camada seguinte.
A quantidade de informação aumenta até que esta seja transmitida pelo meio
físico de comunicação. No sistema informático receptor, o processo é inverso.

As Arquitecturas…

 Uma arquitectura global de rede deverá ser definida desde a camada


física até à camada de aplicação, ou seja, todos os níveis que é necessário
ter em conta para que os computadores possam comunicar entre si.

 Uma arquitectura de rede é definida fundamentalmente pelos seguintes


elementos:

 Topologia lógica
 Protocolos de comunicação

Topologia lógica
 O modo de circulação dos dados nos meios físicos da rede, e um
método de acesso aos meios físicos de transmissão;

 Estes aspectos são normalmente implementados nas placas de rede e


respectivo software dos drivers

Protocolos de comunicação

 Módulos de software, incluídos ou adicionados ao sistema operativo,


que se encarregam de viabilizar a comunicação entre os computadores
numa rede;

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 Entre os protocolos mais comuns em redes de PC’s, contam-se, por


exemplo:

 TCP/IP – da Internet e dos sistemas Unix;


 IPX/SPX – do Netware da Novell;
 NetBEUI – da Microsoft e IBM;
 Apple Talk – da Apple.

As Normas nas Arquitecturas de Redes


Para redes locais as normas mais importantes que definem os equipamentos e
a forma como eles se interligam e comunicam pertencem ao conjunto de
normas 802 do IEEE. De seguida vamos ver as principais normas desse
conjunto. A consulta detalhada da definição das normas pode, e deve, ser
consultada no site [Link].

ETHERNET (IEEE 802.3)


O termo Ethernet refere-se à família de redes locais cobertas pelo padrão IEEE
802.3 que define, o que é normalmente chamado de protocolo CSMA/CD –
Carrier Sense Multiple Access Collision Detect. Três velocidades de dados
estão actualmente definidas para ligações de fibra óptica e cabo de par
entrelaçado: 10 Mbps, 100 Mbps e 1000 Mbps. Está também a ser estudada
uma ligação de 10 Gbps.

A Ethernet original foi desenvolvida nos anos 70 pela Xerox Corporation como
uma rede de cabo coaxial experimental de modo a funcionar a uma velocidade
de 3 Mbps, usando o protocolo CSMA/CD. Este protocolo pode ser explicado
da seguinte maneira:

• Carrier Sense (CS) – nas redes Ethernet, a transmissão é por difusão; assim,
cada computador, antes de tentar enviar uma mensagem, verifica se a linha
está livre.
• Multiple Access (MA) – nas redes Ethernet, todos os computadores podem
tentar em qualquer altura aceder á rede.
• Collision detection (CD) – ocorre uma colisão quando as mensagens
enviadas por dois computadores colidem e não chegam ao destino. Após um
tempo aleatório, cada computador volta a tentar. Após um determinado número
de tentativas, é assinalado um erro pelo software de rede.

Vejamos alguns exemplos da comunicação em redes ethernet, utilizando o


protocolo CSMA/CD:

Exemplo 1:

Cada computador, antes de transmitir algo para outro, verifica se a linha está
livre (carrier sense). Ele considera a linha livre se, no ponto onde a placa de
rede se liga ao cabo, não está nesse instante a passar algum sinal.

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Qualquer computador, em qualquer instante, pode verificar o estado da linha


junto ao seu ponto de ligação (multiple acess). É importante relevar o facto da
transmissão nas redes Ethernet ser por difusão.

Exemplo 2:

Supõe agora que o primeiro computador envia dados para o último da fila.
Naturalmente que esses dados levam consigo a indicação de que são
destinados ao quarto computador. Mas como os quatro partilham um fio
comum para interligação entre eles, não há forma de evitar que esses dados
“batam à porta” das placas de rede de todos e sejam justamente estas a
recusar os dados que não lhes são destinados.

Exemplo 3:
Agora, dado que qualquer computador pode enviar dados desde que sinta a
linha livre junto ao seu ponto de ligação e as transmissões são por difusão,
acontece frequentemente, em determinado instante, haver dois ou mais
computadores a quererem transmitir para outros. Aí é claro que vai ocorrer uma
colisão entre os sinais enviados pelos computadores que quiseram transmitir.
Naturalmente, que os dados envolvidos na colisão não chegam ao destino.

Quando há uma colisão, todos os computadores são avisados de que os seus


dados não chegaram ao destino. Naturalmente que eles não desistem e

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voltarão a tentar transmitir. Só que o tempo que esperam antes de voltar a


tentar não pode ser o mesmo, senão estariam a provocar nova colisão.
O que acontece é que cada computador espera um tempo aleatório entre 1 e 8
milisegundos. O número de tentativas máximo é de 16. Ao fim desse número,
se houver sempre colisões, o computador desiste e vemos no ecrã uma
mensagem de erro. Mas na prática, dificilmente tal acontecerá.

• O problema das colisões só se coloca em redes em bus ou em redes


em estrela usando hubs. São soluções que actualmente não se usam.
• O uso de switches – que são dispositivos que permitem full-duplex –
faz desaparecer a questão das colisões.

Em rigor, o termo Ethernet e as normas IEEE 802.3 não são rigorosamente a


mesma coisa, na medida em que as normas 802.3 se baseiam na Ethernet
original criada na Xerox. Mas, actualmente, é perfeitamente legítimo designar
por Ethernet as normas 802.3

O sucesso deste projecto atraiu, já nos anos 80, a atenção da Digital


Equipment Corporation e da Intel Corporation que junto com a Xerox criaram a
versão 1.0 da Ethernet. O padrão 802.3 foi definido com base nesta versão da
Ethernet e foi aprovado em 1983.

As redes Ethernet são actualmente as redes mais utilizadas a nível local em


diferentes ambientes: escritórios, indústrias, universidades, etc.
No início da sua utilização, este tipo de rede era implementada com cabo
coaxial numa topologia bus ou estrela. Com o avanço tecnológico e a
proliferação dos hubs e switchs, passou a ser implementada com cabos UTP
e STP mantendo a topologia estrela.
Nas redes Ethernet temos velocidades típicas na ordem dos 100 Mbps. No
entanto, esta velocidade só é obtida com equipamentos de alta qualidade e em
implementações que seguem todas as normas definidas para o tipo de rede em
estrela.
As redes locais Ethernet consistem numa rede de nós, e outros dispositivos,
interligados. Os nós pertencem a uma das duas seguintes categorias:
 Data Terminal Equipment (DTE), ou Equipamento de dados terminal –
São equipamentos que são ou a origem ou o destino dos pacotes de
dados. Os DTE são tipicamente estações de trabalho ou servidores de
ficheiros.
 Data Comunication Equipment (DCE), ou Equipamento de comunicação
de dados – São equipamentos que servem para encaminhar os pacotes
ou regenerar o sinal destes, como por exemplo concentradores.

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Esta é sem dúvida nenhuma a tecnologia mais utilizada para redes locais e o
seu sucesso deve-se, essencialmente, à sua relação preço – desempenho. É
possível utilizar vários tipos de cabo, coaxial, par entrelaçado e fibra óptica e as
velocidades atingidas variam, como indicado na seguinte tabela:

Velocidade
10 Mbps 100 Mbps 1 Gbps 10 Gbps
Tipo Cabo
Cabo Coaxial X
Par Entrelaçado X X X
Fibra Óptica X X X X

Velocidade Ethernet vs. tipo de cabo utilizado.

Com o surgimento da Ethernet a 100Mbps, surgiu o problema da interligação


com os equipamentos a 10Mbps. A solução encontrada foi a de criar uma nova
facilidade nos equipamentos como placas de rede, hubs e switches, para
poderem entre si, e de forma automática, negociar o maior débito a que podem
comunicar. A essa solução foi dado o nome de auto-negociação.

Mas não é só a velocidade que é afectada pelo tipo de cabo utilizado, a


distância máxima entre os nós também o é, como podemos verificar na
seguinte tabela:

Velocidade
10 Mbps 100 Mbps
Tipo Cabo
Cabo Coaxial 185 m X
Par Entrelaçado 100 m 100 m
Fibra Óptica 2 km 412 m

Distância máxima, entre equipamentos, de acordo com a velocidade e cabo utilizados.

Para compreender a razão do comprimento máximo para um cabo, vamos


imaginar o seguinte: temos cabo que permitir enviar um sinal através de 185m
num tempo máximo de 5 ms, milésimos de segundo. Agora imaginemos que
temos um computador em cada extremidade do mesmo cabo, se o computador
A enviar um sinal para o computador B, o computador A sabe que passado, no
máximo, em 10 ms (5 ms para o sinal ir do computador A para o B, e mais 5 ms
para vir a resposta do computador B para o A), recebe a resposta ao seu sinal
e sabe se a mensagem que enviou chegou correctamente ou não. Agora se
aumentarmos para o dobro a distância do cabo, o computador A só vai ter a
resposta no máximo em 20 ms, e isto é o suficiente para o computador A
pensar que o computador B não recebeu o sinal, e tanta enviar o sinal de novo.
Desta forma os dois sinais, a resposta do computador B para o A e a segunda
tentativa de enviar o sinal do computador A para o B, vão-se colidir no cabo e a
rede vai perder rendimento ou até mesmo pode não funcionar. À distância

Ligação entre Concentradores

Concentrador
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máxima entre qualquer dois computadores numa rede chama-se domínio de


colisão.
Estrela Distribuída

Actualmente a esmagadora maioria de redes deste tipo utiliza cabo de par


entrelaçado e possui uma topologia de estrela utilizando um concentrador;
também é muito vulgar a ligação de concentradores uns aos outros formando o
que se designa uma topologia de estrela distribuída, ou distributed star.

Devido ás vantagens que o cabo de par entrelaçado oferece, nomeadamente a


sua velocidade, actualmente começa a ser difícil encontrar placas de rede
deste tipo com o conector para cabo coaxial e devido ao preço elevado não é
vulgar encontrar placas com conector para fibra óptica.

Numa rede Ethernet cada nó é distintamente identificado por um endereço de


48 bits que se chama endereço MAC, ou Media Access Control address –
MAC address. Devido ao seu comprimento, e de modo a ser lido mais
facilmente por humanos, o MAC address aparece impresso em 6 grupos de 2
dígitos hexadésimais separados por um “ – “ ou um “ : “, como por exemplo: 02-
A3-33-4E-8B-20 ou 01:23:45:67:E3:AB. Os 3 primeiros grupos de dígitos
identificam o fabricante do dispositivo, enquanto os restantes servem para fazer
a numeração. Uma característica interessante destes endereços é o facto de
serem únicos, ou seja, não existe no mundo dois dispositivos com o mesmo
endereço MAC. Podemos saber o fabricante do um equipamento de rede
através do seu endereço MAC, indo à página [Link]
introduzindo lá esse mesmo endereço.

TOKEN BUS (IEEE 802.4)

As normas IEEE 802.4 regem redes com topologia física em bus e topologia
lógica em anel. Ao contrário redes com normas 802.3, que são em banda base,
estas são em banda larga, recorrendo a modulação analógica. Os cabos
usados são semelhantes aos da televisão por cabo, coaxiais de 75 Ohm.

Uma rede em token bus tem uma topologia física em bus


mas os computadores são agrupados numa anel lógico.

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Os computadores são ligados a um cabo comum, sendo agrupados num anel


lógico em que formam uma sequência ordenada de forma crescente pelos seus
endereços físicos (MAC addresses). Como os computadores se ligam e
desligam constantemente, o anel tem de ser reorganizado, mas há um método
organizado para tratar destas situações.

Funcionamento - Estas redes são utilizadas a nível local recorrendo à


topologia em estrela (star), através do uso de um hub ou em barramento (bus).
Independentemente da topologia utilizada é criada uma ligação ponto a ponto
entre o emissor e o receptor através de um sinal especial designado por token
ou testemunho. Este token é constituído por um pacote de bits especial que
circula continuamente pela rede, respeitando a sequência dos endereços e não
a física, perguntando a cada computador se tem dados para transmitir.
 O token é constituído por um conjunto de campos que possuem
informações diversas úteis para determinar o estado das comunicações no
anel.
 0 token, para além de diversas variáveis de controlo e dos dados, transporta
ainda o endereço do computador emissor e do receptor, permitindo assim
que este circule no anel ate chegar ao computador de destino.
Quando um determinado computador pretende iniciar uma transmissão, terá de
esperar pela chegada do testemunho e só depois poderá iniciar a transmissão.
Ao receber o testemunho, o computador terá de analisar o seu conteúdo e
verificar se pode iniciar a transmissão. Um computador que queira transmitir
algo para outro, “agarra” o token e coloca-lhe os dados a transmitir, o seu
endereço e o endereço do destinatário.
Depois de iniciar a comunicação, existe um campo no testemunho que muda
de estado e indica que este está a ser utilizado para uma transmissão, não
podendo ser usado por mais nenhum computador até que a variável indique
que está livre para utilização.
Preenchido o token, ele prossegue o seu caminho e vai passando de
computador em computador.
Um computador quando recebe o testemunho verifica se a informação é para
si: se assim for, “agarra” de novo o token, lê os dados e volta a enviar o
testemunho para anel; caso contrário, devolve o testemunho imediatamente
para o anel enviando-o para o computador seguinte.
Ao completar uma volta, chega de novo ao emissor que lhe preenche novos
dados ou então liberta-o para que outro computador também o possa usar para
mandar outra mensagem.
Numa rede baseada na tecnolgia “Token” não existem colisões de
pacotes de informação, uma vez que os computadores apenas
transmitem quando na posse do testemunho que circula no anel.

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TOKEN RING (IEEE 802.5)


A norma 802.5, mais conhecida como Token Ring, é uma rede caracterizada
essencialmente pela sua topologia em anel. Este tipo de rede tem algumas
vantagens como ser do tipo ponto-a-ponto, funcionar com variados tipos de
cabo e ser quase totalmente digital.

Numa rede Token Ring os nós possuem dois modos de operação; o modo de
escuta (listen) e o modo de transmissão (transmit). Para que um nó possa
transmitir ele tem de esperar que passe por ele um sinal chamado token. O
token é um sinal que circula constantemente na rede, quando um dos nós quer
transmitir espera pelo token e retira-o de circulação depois pode enviar os seus
dados. Assim que os seus dados foram enviados o emissor reinsere o token e
fica à espera que os dados que enviou passem por ele de forma a retirá-los de
circulação, depois de tê-los retirado o nó volta ao modo de escuta. E é este
modo de funcionamento que uma rede Token Ring adquire a sua mais
importante característica: não haver colisões devido ao uso do token.
Outro pormenor importante é que os sinais seguem sempre o mesmo sentido,
como podemos ver na seguinte figura, isto é, os nós recebem o sinal sempre
do mesmo lado e enviam sempre para o mesmo lado, o que simplifica todo o
desenho deste tipo de sistema.

Token Cabo

Token Ring

A grande desvantagem que este sistema possui é que se uma das


ligações falha, falha o sistema todo também.

Este tipo de rede necessita de equipamento próprio que é mais caro do que
aquele utilizado pelas redes Ethernet.

WIRELESS (IEEE 802.11)

Actualmente a arquitectura IEEE 802.11 é a que se encontra em maior


desenvolvimento e com maior adesão. O padrão 802.11 da IEEE refere-se a
um conjunto de normas para WLAN (Wireless LAN), redes locais assentes em

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transmissões via sinais de rádio de alta-frequência. Nos últimos anos, e apesar


das limitações desta tecnologia, ela tem-se vulgarizado imenso e ocupa agora
uma larga fatia dos equipamentos propostos para redes locais. Existem várias
normas associadas a este padrão, mas as mais referidas são a 802.11a, a
802.11b e a 802.11g.

Norma 802.11b 802.11.a 802.11g


Débito 11Mbps 54Mbps 54Mbps
Relativamente
Custo Barata Cara
barata
Frequência 2.4Ghz 5Ghz 2.4Ghz
Entre 15 e 30 Menos que as Entre 15 e 30
metros dentro de outras normas, metros dentro de
Alcance paredes, tipicamente entre paredes,
dependendo dos os 7 e os 22 dependendo dos
obstáculos metros. obstáculos
Largamente
Foi largamente
Incompatível com adoptada
adoptada quando
Compatibilidade as outras duas actualmente;
não havia a norma
normas compatível com a
“g”
“b” a 11Mbps.

Qual escolher?

Actualmente, o mercado inclinou-se


definitivamente para a 802.11g (wi-fi). Há
uma enorme variedade de produtos para
esta norma.

Além dos adaptadores que já vimos


podemos encontrar no mercado uma
variedade imensa de aparelhos que se
destinam a múltiplos propósitos, vejamos
alguns…

Servidores de impressora

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Disco rígido acessível pelos computadores Pontos de acesso, um dos adaptadores


da rede sem fios mais comuns em redes sem fios

Adaptadores de jogos

Permitem ligar uma consola a uma rede


sem fios na qual haja uma ligação à
Internet por banda larga e assim poder
jogar online ou, em alternativa, usar duas
para que utilizadores em duas consolas
possam jogar um com o outro através de
uma ligação sem fios.

Webcam

As webcams por wireless são um dos


adaptadores que mais potencialidade, pois
as vantagens do seu uso a nível da vídeo-
vigilância é evidente.

BLUETOOTH (IEEE 802.15)


O padrão IEEE 802.15 nasceu em 2002 e abrange um conjunto de normas
para redes WPAN (Wireless Personal Area Networks). Inicialmente, teve
origem na tecnologia Bluetooth – na sua versão 802.15.1 - que se destina
justamente à comunicação entre dispositivos digitais portáteis como
computadores portáteis, PDA, telemóveis, pagers e vários outros tipos de
periféricos e aparelhos domésticos.

• Os dispositivos Bluetooth trabalham na banda dos 2,45GHz.

• Do ponto de vista dos equipamentos em redes Ethernet, com quem os


equipamentos Bluetooth podem comunicar através de adaptadores, eles
têm endereços físicos de 48 bits.

• O alcance máximo é de 10 metros, mas alguns fabricantes conseguem

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maiores distâncias.

• O débito pode atingir 2Mbps nos dispositivos da segunda geração -


Bluetooth 2.

• Actualmente são apresentadas as normas TG1a, TG3a, TG3b, TG4a,


TG4b e TG5. As versões TG4 permitem obter débitos entre 20Kbps e
250Kbps. As versões TG3 já vão para débitos entre 11 e 55Mbps.

• Ambas permitem até 254 dispositivos interligados, endereçamento


dinâmico, segurança nas transmissões e gestão de energia.

A norma TG5 pretende criar normas e tecnologias para obter redes em malha
(mesh). Uma rede em malha é uma rede pessoal que usa um ou dois arranjos
para ligações: topologia completa em malha ou parcial em malha. Na topologia
completa, cada nó liga-se directamente a cada um dos outros; na parcial, cada
nó está ligado a todos os outros, mas alguns podem estar apenas ligados
àqueles com quem trocam mais dados.

Um adaptador USB e um PC Card para Bluetooth. Permitem ligar um


computador a uma rede Bluetooth ou a ligação a um telemóvel com a mesma
tecnologia.

A ligação ao telemóvel permite, por exemplo, a ligação à Internet do


computador através do primeiro. Mas atenção ao preço das chamadas!

ISDN
Integrated Services Digital Network, ou RDSL – Rate adaptive Digital
Subscriber Line, ou ainda, e como é mais conhecido no nosso país, RDIS –
Rede Digital com Integração de Serviços é um sistema de conexões de
telefone digital que está disponível há mais de uma década. Este sistema
permite que voz e dados sejam transportados simultaneamente através do
mundo utilizando conexões digitais ponto-a-ponto.

Recentemente, grande parte do serviço ISDN foi substituído pela Internet de


banda larga, como por exemplo, a xDSL. No caso de Portugal temos a ADSL.

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FDDI
Fiber Distributed Data Interface, ou Interface de Dados Distribuídos por Fibra
Óptica, é um conjunto de protocolos usados para enviar informação digital
através de cabos de fibra óptica.

A FDDI usa fibra óptica como suporte de transmissão preferencial, mas


também pode utilizar fio de cobre, ao qual se dá o nome de CDDI – Copper
Distributed Data Interface.

Arquitectura FDDI.

Este tipo de redes usa tokens, como vimos na Token-Ring, e atingem


velocidades de até 100 Mbps. As FDDI são tipicamente utilizadas como
backbones para redes WAN.

Como podemos ver na figura anterior, uma FDDI é constituída por duas Token-
Ring, uma primária e outra secundária que só entra em funcionamento se
suceder algum problema com a primária. É de notar que as duas Token-Ring
têm sentidos opostos. Uma estação base duplamente ligada, interliga as duas
Token-Ring.

• A ideia dos dois anéis é oferecer maior fiabilidade à rede, na medida em


que, se o primeiro anel (anel primário) falhar, o segundo (anel
secundário) entra imediatamente em função.
• Os concentradores usados para a ligação dos postos aos anéis podem
ser do tipo SAC (Single Attachment Controller) ou DAC (Double
Attachment Controller), sendo a diferença clara: os primeiros ligam-se
apenas a um anel e os segundos – preferíveis – aos dois.
• O FDDI pode usar fibras ópticas multimodo ou monomodo. Com as
primeiras conseguem-se anéis de 2Km, mas com as segundas são
possíveis perímetros muito maiores. Com o uso de repetidores a cada
2Km com fibras ópticas multimodo é possível ter até 500 concentradores
num máximo de 200Km de perímetro! Já no caso dos cabos eléctricos, a
distância máxima entre repetidores é de 100 metros.

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Placa de rede FDDI para 2 anéis.

O FDDI, tal como o Token Ring, recorre ao método token-passing que permite
a atribuição da largura de banda total a cada transmissão.

Conclusão das Arquitecturas de Rede

Neste capítulo foi feita a distinção entre Topologia e Arquitectura de rede,


dando exemplos de ambas, referindo sempre quais as vantagem e as
desvantagem destas. Foi também nossa intenção mostrar o que pode falhar
quando se usa uma topologia/arquitectura em detrimento de outra.

É de salientar que a escolha de uma topologia e de uma arquitectura deve ser


bem ponderada mediante o problema que pretendemos resolver, isto é, se
queremos fornecer uma grande quantidade de informação a uma longa
distância, não vamos criar uma rede Ethernet com cabo de par entrançado.

Topologia Suporte de Transmissão Mais Velocidade


Arquitectura Custo
Usual Comum Máxima
Ethernet Baixo Estrela Cabo de Par Entrançado 10 Gbps
Token Ring Médio Anel Cabo de Par Entrançado 16 Mbps
ARCNET Média Estrela Cabo Coaxial 2.5 Mbps
ISDN Baixo Estrela Cabo de Par Entrançado 2 Mbps
Frame Relay Baixo Estrela Linhas Dedicadas (Fibra Óptica) 45 Mbps
ATM Elevado Bus / Estrela Cabo Coaxial / Par Entrançado 40 Gbps
FDDI Elevado Anel / Estrela Fibra Óptica 200 Mbps
Tabela resumo das várias arquitecturas e suas características.

Na tabela podemos ver qual o custo, a topologia e o suporte mais usuais para
as variadas arquitecturas de rede, algumas das quais falamos anteriormente.
No entanto é necessário ter presente que o apresentado não é de todo a única
solução. Montando, por exemplo, uma rede Ethernet usando fibra óptica, essa
rede já não vai ter um baixo custo, muito pelo contrário, vai ter um custo muito
elevado.

A Arquitectura TCP/IP

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O protocolo TCP/IP é o protocolo utilizado por todos os computadores ligados


à Internet. De referir que, através da Internet, se encontram ligados sistemas
informáticos com características bem diferentes, não só a nível de software
mas principalmente a nível de hardware. O modelo TCP/IP é definido por 3
camadas que funcionam acima da camada física e de ligação. Esta é uma das
vantagens do TCP/IP que se encarrega de garantir a comunicação entre todos
os sistemas informáticos.
Ao contrário do modelo 0SI, o modelo TCP/IP é software o que permite
transformar este modelo num modelo implementável em qualquer tipo de rede.

Neste modelo temos as seguintes camadas:


 Camada IP – permite que os dados possam atravessar diferentes redes
ligadas entre si. O protocolo IP (Internet Protocol) utiliza-se para permitir
o encaminhamento dos pacotes através das várias redes.
 Camada TCP – (Trasmission Control Protocol) assegura que todos os
pacotes chegam ao seu destino pela mesma ordem que foram enviados.
 Camada Aplicação – Contém toda a lógica necessária para executar as
aplicações.

Equivalência entre o Modelo OSI e a Arquitectura TCP/IP

Para além dos protocolos TCP e IP, que são a base deste modelo, existem
mais a nível da camada de aplicação:

 FTP (File Transfer Protocol) – transferir ficheiros;


 SMTP – (Simple Mail Transfer Protocol) Utilizado para correio
electrónico;
 TELNET – permite ligação a uma aplicação remota a partir de um
processo local;
 RPC – (Remote Procedure Call) – Permite chamar procedimentos
remotos como se fossem locais;
 SNMP – (Simple Network Management Protocol) Permite a gestão da
rede
 NFS – (Network File System) permite a utilização de ficheiros
distribuídos pelos programas da rede;

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Arquitecturas das redes baseadas nos protocolos TCP/IP

 Os protocolos TCP/IP (Transmission Control Protocol/Internet Protocol)


constituem a tecnologia de base que suporta o funcionamento da Internet.

 Estes protocolos foram desenvolvidos por grupos de trabalho que, ao longo


das últimas décadas, estiveram ligados ao desenvolvimento dessa rede
planetária.

 A sigla TCP/IP designa apenas dois dos principais protocolos que integram
esta arquitectura de redes.

 Constituem a base da Internet e de outras redes.

 A arquitectura TCP/IP surgiu antes do modelo OSI, tendo sido, aliás, a


primeira arquitectura de redes genéricas de computadores a surgir e a
apresentar-se estruturada em níveis ou camadas de protocolos.

 Esta arquitectura define-se apenas em três camadas.

Modelo OSI Modelo TCP/IP

7 - Aplicação Nível de aplicação FTP/Transferência de ficheiros


Telnet/Terminal virtual
6 – Apresentação
SMTP/Correio electrónico
5 – Sessão
4 – Transporte Camada TCP
Endereçamento/encaminhamento
3 – Camada de rede Camada IP

2 – Ligação de dados Sub-redes de acesso Não definido no modelo TCP/IP


1 – Camada Física

 Para além dos protocolos TCP e IP, esta arquitectura de rede inclui
numerosos outros protocolos, como, por exemplo, os seguintes (que se
situam a um nível equivalente à camada de Aplicação do modelo OSI):

 Protocolo SMTP
 Protocolo FTP
 Protocolo Telnet
 Protocolo SNMP
 Protocolo HTTP

Protocolo SMTP
 Simple Mail Transfer Protocol
 Assegura a transmissão de mensagens de correio electrónico (e-mail) na
Internet

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Protocolo FTP
 File Transfer Protocol
 É responsável pela transferência de ficheiros de um ponto da rede para
outro

Protocolo Telnet
 Opera a emulação de terminal, ou seja, torna possível que um computador
aceda a um outro computador da rede (hospedeiro) e trabalhe nesse
computador como se fosse um seu terminal

Protocolo SNMP
 Simple Network Management Protocol
 Proporciona funções de gestão da rede

Protocolo HTTP
 HyperText Transfer Protocol
 Assegura a transmissão de documentos em hipertexto no subsistema da
Internet conhecido como WWW (World Wide Web)

Sistemas Operativos
A missão dos sistemas operativos de rede é gerir e coordenar os serviços
solicitados pelos utilizadores. Destes, destacamos: impressão, transferência de
ficheiros, e-mail, contas, etc.

UNIX
O sistema operativo Unix nasceu em 1969, nos laboratórios da AT&T/Bell Labs,
em New Jersey. Com a ideia de se implementar um novo sistema operativo
multiutilizador.
Existe uma cultura de partilha de conhecimentos e código fonte à volta do Unix;
cultura essa que se perpetuou até aos dias de hoje. Este sistema operativo é
de distribuição grátis.
Foi em Berkeley que se criou a primeira implementação do Protocolo TCP/IP, o
protocolo hoje utilizado na Internet bem como na maioria das redes locais. 0
BSD (Berkeley Systems Distribution, o nome dado a versão do sistema Unix
desta universidade) foi o primeiro sistema operativo a suportar este protocolo.
A última revisão do BSD feita pela Universidade de Berkeley serviu de base
para vários sistemas Unix actuais, incluindo FreeBSD, NetBSD, OpenBSD e
BSDI, todos com licença BSD original, à excepção do BSDI, que constitui um
produto comercial.

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REDES DE COMPUTADORES

Figura 1 – Mascote do sistema operativo FreeBSDD.

Em 1991, um estudante finlandês criou um novo kernel, baseado no sistema


Minix, cujo objectivo era criar um sistema Unix que pudesse utilizar para os
seus estudos. Este estudante, Linus Torvalds, e o kernel que criou,
conjuntamente com os utilitários já existentes do projecto GNU (cujo objectivo
era criar um sistema operativo Unix completamente livre), viria a dar origem ao
Linux.

Figura 2 – Mascote do sistema operativo Linux.

Hoje em dia, os sistemas Unix são extremamente robustos, fiáveis e flexíveis.


São sistemas orientados para trabalho em rede, sendo por isso muito
populares como suporte de servidores de rede. A sua flexibilidade quase que
lhes permite exercer qualquer tipo de tarefa, sendo usados para fins que vão
desde processamento de texto ate desenho assistido por computador ou
pesquisas cientificas. A existência de várias versões livres (FreeBSD, NetBSD,
OpenBSD, Linux...), que correm em hardware comum (PCs caseiros), são
muito utilizadas por constituírem sistemas estáveis, fiáveis e ao mesmo tempo
extremamente baratos, que podem ser utilizados para qualquer fim, desde
escrever cartas para familiares, ate instalar um fornecedor de serviços Internet.

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Figura 3 – Exemplo de comando para Unix.

Windows 2000
Inicialmente previsto com o nome Windows NT 5.0, na sequência natural dos
seus predecessores, a Microsoft rebaptizou este sistema operativo para
Windows 2000.

Figura 4 – Logótipo Windows 2000.

Existem outros sistemas operativos como o Windows 98, Millenium e mais


recentemente o Windows XP, mas estes são sistemas operativos de máquina
que permitem a partilha de recursos mas são terminais “estúpidos”. O Windows
NT 5.0 e o 2000 e mais recentemente o Windows 2003 Server, são sistemas
operativos de rede porque possuem ferramentas de gestão de rede
(Administrative Tools).

Figura 5 – Janela Administrative Tools.

Novell Netware
A designação mais utilizada para este sistema operativo acabou por ser Novell
NetWare.
As diferentes versões diferem do número máximo de servidores e de
utilizadores permitidos, da velocidade de transmissão de dados, da capacidade
para evitar a perda ou alteração de dados e, como é óbvio, do preço.

Figura 6 – Logótipo da Novell.

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REDES DE COMPUTADORES

Deu-se início com a versão 2.2 para empresas de pequena dimensão e


escritórios. Seguiram-se as versões 3.11, 4.1 e 4.11, estas últimas equipadas
com interfaces gráficas para a sua gestão. A versão mais recente é a 5.0,
totalmente orientada para trabalhar com ambientes gráficos; inclui já o
protocolo TCP/IP (nas versões anteriores este tinha que ser instalado à parte).
Cada versão deste sistema operativo é desenhada para trabalhar com
determinado número de utilizadores ligados em simultâneo (25,50, 100, 250...).
O software Novell NetWare inclui um sistema operacional que opera nos
servidores de arquivo, software shells que operam nas estações de trabalho,
bem como programas utilitários e de diagnóstico, residentes nos servidores de
arquivo.

Figura 7 – Janela de Login.

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