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Embargo Extrajudicial e Arrolamento no CPC

O Art. 397.º do CPC permite o embargo extrajudicial de obras novas sem a necessidade de recorrer a um tribunal, desde que haja duas testemunhas. O arrolamento, regulado pelo Art. 403.º e seguintes, é uma providência conservatória destinada a evitar a dissipação de bens, enquanto o procedimento cautelar é instrumental e requer uma ação principal dentro de um prazo específico. O novo regime de inversão do contencioso permite que a providência cautelar seja mais flexível, mas não se aplica a providências conservatórias como o arrolamento e o arresto.

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Embargo Extrajudicial e Arrolamento no CPC

O Art. 397.º do CPC permite o embargo extrajudicial de obras novas sem a necessidade de recorrer a um tribunal, desde que haja duas testemunhas. O arrolamento, regulado pelo Art. 403.º e seguintes, é uma providência conservatória destinada a evitar a dissipação de bens, enquanto o procedimento cautelar é instrumental e requer uma ação principal dentro de um prazo específico. O novo regime de inversão do contencioso permite que a providência cautelar seja mais flexível, mas não se aplica a providências conservatórias como o arrolamento e o arresto.

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Art. 397.

º CPC
Embargo extrajudicial de obra nova: não é necessário, à partida, o recurso a
um tribunal para se fazer o embargo. Na presença de duas testemunhas, pode-
se dizer ao encarregado da obra que se está a embargar a obra e que ele não
pode continuar a trabalhar e é obrigatório pararem a obra – a obra, a partir de
agora, está embargada. Este caso regula-se pelo número 3 deste artigo.
Ao contrário do que nós vimos para o arresto, o requerido deve ser ouvido
antes da decisão final. Primeiro, tem de existir a prova de factos de onde
resulte o direito do requerente (provar o fumus boni iuri e o periculum in mora);
provar a ofensa a esse direito (aquele direito já tem de ter sido ofendido), que
seja em consequência de uma obra, trabalho ou serviço novo que ainda não
tenha sido concluído; artigo 402.º - pode-se requerer a destruição da parte
inovada.
397.º/1 CPC – tem-se 30 dias para requerer

Arrolamento – 403.º e ss.


Evitar o extravio, a ocultação ou a dissipação de bens, móveis ou imóveis, ou
de documentos. É uma providência conservatória. Consiste numa descrição dos
bens, na sua avaliação e no seu depósito – art. 406.º. Diferença entre o arresto
e o arrolamento: no arresto, quem requer a apreensão dos bens é credora; no
arrolamento, a pessoa tem, em princípio, um certo direito sobre os bens e o
receio que eles desapareçam. Pressupostos: art. 405.º - prova dos factos de
onde resulte a probabilidade de o direito relativo aos bens; justificado receio do
extravio ou da dissipação destes bens; relação dos bens a serem arrolados. Art.
409.º - arrolamentos especiais. Prescinde-se da prova de justificado receio
neste regime especial.

Notas:
Na restituição provisória de posse e no arresto, a audiência da parte contrária é
dispensada, ou seja, o requerido só é ouvido depois de decretada a providência
O juiz não pode, em regra, nestes procedimentos, recusar o decretamento da
providencia com fundamento na desproporcionalidade que poderá levar o seu
decretamento
Estas regras estão no art. 381.º/2 e no 401.º
O juiz não está vinculado a decretar a concreta providência requerida

O procedimento cautelar é instrumental porque é necessário sempre uma ação


principal (se esta ação não for intentada no prazo, a providência extingue-se).
No entanto, muitas das vezes existe uma repetição de atos
Regime da inversão do contencioso (2003) – este novo regime veio permitir
que a providência cautelar possa resolver esta questão. A característica da
instrumentalidade e provisoriedade destas providências foi flexibilizada (art.
369.º/1 e 2). É o requerido que ficará com o ónus de propositura da ação
principal no prazo de 30 dias caso queira ver a decisão contrária. Se o
requerido não propuser a ação então a providencia vai-se consolidar.
Pressupostos: depende de requerimento da parte interessada; deve ser
apresentado até ao encerramento da audiência final; providência decretada
tem de ser adequada a realizar a composição final do litígio; o juiz tem de ter
formado uma convicção segurada sobre a existência do direito acautelado
(fumus boni iuris)
Este regime não se poderá aplicar nas providências conservatórias. No
arrolamento e no arresto não é possível a aplicação deste regime. Art. 376.º/4.

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