UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS
INSTITUTO DE SAÚDE E BIOTECNOLOGIA
COLEGIADO DE ENFERMAGEM
MONITORIA DE SAÚDE DA MULHER I
Professoras: Josiane Montanho Marinho
Andriele Valentim da Costa
Monitoras:
o Laura Antônia Torres Reis
o Messias Zaguri Pereira
o Leticia Kelly Cristina Braga da Cruz Gonçalves
o Ana Paula da Silva Lima dos Santos
o Vinicius Soares Mitouso
PROGRAMA DE PLANEJAMENTO FAMILIAR
1. DEFINIÇÃO
O programa de Planejamento Familiar é um direito de todos, garantido pela Lei Nº 9.263, de
12 de janeiro de 1996. Consiste é um conjunto de ações de regulação da fecundidade que
garanta direitos iguais de constituição, limitação ou aumento da prole pela mulher, pelo
homem ou pelo casal.
2. OBJETIVO
Orientar quanto ao passo a passo da consulta de Planejamento Familiar. Ressaltando pontos
importantes a serem avaliados, para que a consulta de enfermagem seja de qualidade.
3. INDICAÇÃO
Para homens e mulheres que desejam a limitação ou aumento da prole.
4. PROFISSIONAL QUE REALIZA
• Enfermeira (o);
• Médica (o).
5. MATERIAL A SER UTILIZADO
• Materiais de bolso;
• Caderneta de Planejamento familiar;
• Receituário;
• Métodos de anticoncepção (medicamentos e preservativos).
6. PASSO A PASSO DA CONSULTA
1. Receber o (a) paciente/casal e confirmar dados do prontuário;
2. Esclarecer o motivo da consulta e/ou queixas;
3. Solicitar exame de gravidez negativo para mulheres;
4. Coletar histórico familiar e pessoal e registrar no prontuário (câncer de mama, HAS,
cardiopatias, diabetes, vasculopatias, obesidade, e outras morbidades. Questionar também
o uso de medicações, hábitos tabagistas e etilistas);
5. Coletar histórico ginecológico e sexual e registrar no prontuário (idade da menarca,
data da última menstruação, duração do ciclo menstrual, quantidade do fluxo menstrual e
regularidade; presença de corrimento vaginal; data da última coleta de exame preventivo;
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data da última mamografia, idade da menopausa; idade do início da atividade sexual, n°
de parceiros e infecções sexualmente transmissíveis);
6. Coletar histórico obstétrico e registrar no prontuário (número de gestas, partos,
cesárias e abortos; gravidez ectópica, nº de filhos vivos, idade da primeira gestação, data
da última gestação e aleitamento materno);
7. Realizar exame físico céfalo-caudal e registrar no prontuário;
8. Indagar sobre o conhecimento e uso prévio de métodos anticoncepcionais;
9. Orientar sobre os métodos anticoncepção existentes e disponíveis na Atenção Básica;
10. Escolher o método de anticoncepção adequado junto ao paciente/casal;
11. Prescrever o método de anticoncepção no receituário e na caderneta de
planejamento familiar;
12. Esclarecer as dúvidas;
13. Fornecer orientações sobre os métodos de prevenção de IST, com incentivo a
dupla proteção;
14. Orientar quanto a mudança do ciclo e fluxo menstruais em alguns métodos de
anticoncepção;
15. Ofertar exames e assistência oportuna disponíveis na unidade de saúde
(vacinação, testes rápidos, exame preventivo, consulta com demais profissionais e dentre
outros);
16. Orientar o retorno após 30 dias de anticoncepção para avaliação do uso,
satisfação com o método e pesquisa de novas condições clínicas.
7. MÉTODOS CONTRACEPTIVOS
• Hormonais
✓ Orais: combinados (Monofásicos, Bifásicos, Trifásicos), minipílulas e
anticoncepcional de emergência;
✓ Injetáveis: mensais e trimestrais;
✓ Implantes subcutâneos;
✓ Adesivo transdérmico;
✓ Vaginais.
• Barreira
✓ Feminino: diafragma, espermicida, preservativo feminino, DIU de cobre;
✓ Masculino: preservativo masculino.
• Comportamentais ou naturais
✓ Tabela ou calendário (Ogino-Knaus);
✓ Curva térmica ou basal de temperatura;
✓ Sintotérmico;
✓ Billings (mucocervical);
✓ Coito interrompido.
• Definitivos e irreversíveis
✓ Feminino: Laqueadura tubária;
✓ Masculino: Vasectomia.
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8. MÉTODOS HORMONAIS
Via de
Tipos Apresentação Informações Modo de uso
administração
No 1º mês de uso, ingerir
o 1º comprimido no 1º dia
do ciclo menstrual ou, no
Inibem a
máximo, até o 5ºdia. A
ovulação. Torna o
usuária deve ingerir 1
muco cervical
comprimido por dia até o
espesso,
término da cartela,
dificultando a
preferencialmente no
passagem dos
mesmo horário. Ao final
espermatozoides.
da cartela, se a cartela for
Provoca
de 21 comprimidos, fazer
alterações nas
pausa de 7 dias e iniciar
Etinilestradiol 0,03 características
nova cartela no oitavo
mg + físico, químicas
Combinado dia. Se esquecer de tomar
levonorgestrel 0,15 do endométrio,
uma pílula, tomar a pílula
mg (Ciclo 21) mantendo-o fora
esquecida imediatamente
das condições
e a pílula regular no
para a
horário habitual. Tomar o
implantação do
restante regularmente,
blastócito.
uma a cada dia. Se
Interfere na
esquecer de tomar duas
Oral motilidade e na
ou mais pílulas: -Tomar
qualidade da
uma pílula
secreção
imediatamente. Usar
glandular tubária.
método de barreira ou
evitar relações sexuais
durante sete dias.
Nas lactantes, o uso deve ser
Eles não contêm iniciado após seis semanas
estrogênio. do parto. Após o parto, se a
Apropriada para a mulher não estiver
mulher que amamentando, a minipílula
Noretisterona 0,35 amamenta. pode ser iniciada
Minipílulas Embalagens com 28 imediatamente. Durante a
mg
ou 35 comprimidos menstruação normal: a
ativos. tomada qualquer momento ou nos
sempre na mesma primeiros 5 dias de
hora, todos os dias menstruação,
preferencialmente no 1ºdia.
Pílula Destinado à O comprimido de
anticoncepcional Levonorgestrel prevenção de Levonorgestrel deve ser
de emergência 0,75 mg gravidez, após administrado por via oral
(AHE) uma relação o mais breve possível
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sexual sem após a relação sexual
proteção por desprotegida, não
método ultrapassando 72 horas,
contraceptivo, ou pois ocorre diminuição da
quando há eficácia significativa
suspeita de falha quando há demora para a
do método administração do
anticoncepcional comprimido.
rotineiramente
utilizado.
Quando uma mulher começa a usar a pílula, seu organismo precisa de um tempo para se adaptar. Por isso,
a mulher não deve interromper o uso da pílula se ocorrerem sintomas como enjoos, vômitos, sangramento
ou manchas de sangue entre as menstruações, falta da menstruação, aumento de peso, dor de cabeça leve,
tonteira, dor nas mamas, mudanças de humor. Esses efeitos não são perigosos e, na maioria das vezes,
desaparecem. Se eles continuarem por mais de três meses, a mulher deve procurar o serviço de saúde.
Quando se usa pílula, pode haver diminuição do fluxo menstrual.
É recomendável o uso de
Indicado na
150 mg trimestralmente.
amamentação. O
DEMEDROX A 1ª injeção deve ser feita
retorno da
(acetato de até o 7º dia do início da
fertilidade pode
Trimestrais medroxiprogestero menstruação. As
levar sete meses
(progestágeno) na) suspensão aplicações subsequentes
após a última
injetável 150 devem ocorrer a cada três
injeção.
mg/ml meses,
Diminuição da
independentemente da
Injetável densidade óssea. menstruação.
A 1ª injeção deve ser feita
Inibem a até o 5º dia do início da
ovulação. Torna o menstruação. As
Mensais
Noregyna 50 + 5 muco cervical aplicações subsequentes
(estradiol +
mg/ml espesso. Provoca devem ocorrer a cada 30
progestogênio)
alterações no dias, ± 3 dias,
endométrio. independentemente da
menstruação.
Existem dois tipos de injeção anticoncepcional: a injeção aplicada uma vez por mês, que é a injeção
mensal, e a injeção aplicada de três em três meses, que é a injeção trimestral. Quando uma mulher começa
a usar a injeção, seu organismo precisa de um tempo para se adaptar. A mulher pode apresentar enjoos,
vômitos, sangramento ou manchas de sangue entre as menstruações, falta da menstruação, aumento de
peso, dor de cabeça leve, tonteira, dor nas mamas, mudanças de humor. Esses efeitos não são perigosos e,
na maioria das vezes, desaparecem. Por isso, a mulher não deve interromper o uso da injeção. Se eles
continuarem por mais de três meses, a mulher deve procurar o serviço de saúde.
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9. REFERÊNCIAS
BRASIL, Ministério da Saúde. Saúde Sexual e reprodutiva. Brasília: MS, 2013. (Caderno de Atenção
Básica, n. 26). Disponível em:
[Link] Acesso em: 31 out.
2022.
Direitos sexuais, direitos reprodutivos e métodos anticoncepcionais. [online]. Disponível em:
[Link]
[Link]
Druszcz RMB, Botogoski SR, Pires TMS. Semiologia ginecológica: o atendimento da mulher na atenção
primária à saúde. Semiologia ginecológica: o atendimento da mulher na atenção primária à saúde. Arq
Med Hosp Fac Cienc Med Santa Casa São Paulo. 2014;59(3): 144-151
Protocolos da Atenção Básica: Saúde das Mulheres. [online]. Disponível em:
[Link]