Conceitos Fundamentais de Redes de Computadores
Conceitos Fundamentais de Redes de Computadores
REDES DE COMPUTADORES
Conceitos Básicos
INCIDÊNCIA EM PROVA: BAIXÍSSIMA
REDES DE COMPUTADORES
Redes de computadores são sistemas interconectados de dispositivos que permitem a troca de dados e
o compartilhamento de recursos entre diferentes dispositivos. Elas facilitam a comunicação e colaboração
digital, abrangendo desde pequenas redes locais até a vasta rede global conhecida como Internet.
BENEFÍCIOS DE REDES
DESCRIÇÃO
DE COMPUTADORES
COMPARTILHAMEN- Permite que usuários compartilhem equipamentos como impressoras, scanners,
TO DE RECURSOS softwares e armazenamento, reduzindo custos e evitando redundância.
COMUNICAÇÃO Facilita comunicação rápida e segura através de e-mails, mensagens,
EFICIENTE videoconferências e transferência de arquivos.
ACESSO À Possibilita acesso rápido e organizado a informações compartilhadas, facilitando
INFORMAÇÃO decisões ágeis e embasadas.
CENTRALIZAÇÃO DE Armazenamento centralizado, simplificando backups, gerenciamento e aumentando
DADOS a segurança das informações.
REDUÇÃO DE Otimiza o uso dos recursos existentes, reduz gastos operacionais e facilita processos
CUSTOS administrativos.
FLEXIBILIDADE E Permite trabalho remoto e acesso móvel, aumentando a produtividade e facilitando o
MOBILIDADE acesso à informação em qualquer lugar.
ESCLABILIDADE E Facilita integração de novos dispositivos e usuários, permitindo adaptação rápida ao
INTEGRAÇÃO crescimento e evolução tecnológica.
Tipos de Conexão/Enlace
INCIDÊNCIA EM PROVA: BAIXÍSSIMA
TIPOS DE CONEXÃO/ENLACE
Um link, conexão ou enlace refere-se ao meio físico ou lógico que conecta dois ou mais dispositivos,
permitindo a transmissão de dados entre eles. Este link pode ser estabelecido usando uma variedade de
mídias, como cabos de fibra óptica, fios de cobre, ou através de conexões sem fio como Wi-Fi ou rádio.
As redes de computadores são formadas por dois ou mais dispositivos que se conectam entre si através
de links. Um link, também chamado de enlace, é como um caminho ou canal que permite que os dados
viajem de um dispositivo para outro. Para imaginar melhor, pense em um link como uma linha reta ligando
dois pontos. Para que a comunicação aconteça, todos os dispositivos envolvidos precisam estar
conectados a esse caminho ao mesmo tempo.
Direções de Transmissão
INCIDÊNCIA EM PROVA: BAIXÍSSIMA
DIREÇÃO DE TRANSMISSÃO
As direções de transmissão em redes de computadores referem-se ao fluxo de dados entre dispositivos
e são categorizadas principalmente em: Simplex, Half-Duplex e Full-Duplex.
Simplex
Half-Duplex
O enlace é utilizado nos dois possíveis sentidos de transmissão, porém apenas um por vez
Exemplo: Walk&Talk e Nextel
Uma comunicação é dita half-duplex quando temos um transmissor e um receptor, sendo que ambos
podem transmitir e receber dados, porém nunca simultaneamente.
Full-Duplex
Uma comunicação é dita full-duplex quando temos um transmissor e um receptor, sendo que ambos
podem transmitir e receber dados simultaneamente.
DIREÇÕES DE
DESCRIÇÃO CARACTERÍSTICAS
TRANSMISSÃO
A comunicação ocorre em apenas um - Comunicação unidirecional
SIMPLEX sentido; um dispositivo apenas envia e o - Sem resposta ou retorno de dados
outro apenas recebe. - Ex: transmissão de TV
A comunicação ocorre nos dois sentidos, - Comunicação bidirecional alternada
HALF-DUPLEX mas apenas um dispositivo pode - Um fala enquanto o outro escuta
transmitir por vez. - Ex: rádios comunicadores (walkie&talk)
A comunicação ocorre simultaneamente - Comunicação bidirecional simultânea
FULL-DUPLEX nos dois sentidos, permitindo envio e - Alta eficiência
recebimento ao mesmo tempo. - Ex: chamadas telefônicas
Modos de Transmissão
INCIDÊNCIA EM PROVA: BAIXÍSSIMA
MODOS DE TRANSMISSÃO
Em redes de computadores, os modos de transmissão descrevem como os dados são enviados entre os
dispositivos na rede com relação à quantidade de destinatários e são categorizados principalmente em:
Unicast, Multicast e Broadcast.
A transmissão de dados em uma rede de computadores pode ser realizada em três modos diferentes:
Unicast, Multicast e Broadcast1. Vamos vê-los em detalhes:
1
Existe um quarto tipo bem raro em provas chamado Anycast. Nesse modo de transmissão, ocorre a comunicação de um remetente para o
destinatário mais próximo em um grupo de destinatários. Esse modo de transmissão é bastante útil em algumas situações bem esp ecíficas.
Nessa comunicação, uma mensagem é enviada para um grupo de destino. Observem que a primeira
estação de trabalho está enviando uma mensagem endereçada para o grupo da 2ª, 3ª e 4ª estações.
Nessa comunicação, uma mensagem é enviada para todos os destinos. Observem que a primeira estação
de trabalho está enviando uma mensagem endereçada a todas as estações de trabalho.
As questões não prezam por um rigor formal com o nome da classificação. Como assim, Diego?
Vocês encontrarão questões falando sobre Modo, Tipo, Direção, Sentido, Modalidade ou Fluxo
de Transmissão (e ainda há outros nomes). Cada autor chama de uma maneira assim como cada
questão – o que vocês precisam saber é que uma classificação se divide em: Simplex, Half-Duplex
e Full-Duplex e a outra é Unicast, Multicast e Broadcast
MODOS DE
DESCRIÇÃO CARACTERÍSTICAS
TRANSMISSÃO
Envio de dados de um dispositivo - Comunicação um-para-um
UNICAST diretamente para outro dispositivo - Destinatário único
específico. - Ex: Mensagem privada no WhatsApp
Envio de dados de um dispositivo para - Comunicação um-para-vários
MULTICAST um grupo específico de dispositivos. - Economia de banda
- Ex: Transmissão de vídeo para inscritos
Envio de dados de um dispositivo para - Comunicação um-para-todos
BROADCAST todos os dispositivos da rede. - Todos recebem a mensagem
- Ex: Anúncio em grupo de WhatsApp
Classificação de Redes
ABRANGÊNCIA GEOGRÁFICA
Em redes de computadores, a classificação de redes de acordo com a área de abrangência se refere ao
tamanho e à extensão geográfica que a rede cobre, ou seja, é a maneira de agrupar redes conforme o
espaço físico que elas interligam.
Uma rede de computadores pode ser classificada quanto à dimensão, tamanho ou abrangência de área
geográfica. Atenção: apesar de existir um certo consenso, não existem números exatos.
PAN DISTÂNCIA
ALGUNS CENTÍMETROS A POUCOS METROS
CARACTERÍSTICAS
DESCRIÇÃO
DE REDES PAN
DEFINIÇÃO Rede pessoal que cobre uma área pequena, geralmente cerca de alguns metros.
COBERTURA Alguns centímetros a poucos metros.
FINALIDADE Conectar dispositivos pessoais de curto alcance.
VELOCIDADE Geralmente de alta velocidade devido à proximidade dos dispositivos.
TECNOLOGIAS Em geral, Bluetooth, Wi-Fi, USB.
SEGURANÇA Geralmente mais segura devido à proximidade física.
COMPLEXIDADE Menos complexa devido à simplicidade da conexão.
ISOLAMENTO Fácil de isolar problemas devido à proximidade.
APLICAÇÕES Conexão de dispositivos pessoais (Ex: fones de ouvido sem fio, teclados, etc).
DISTÂNCIA
DE ALGUMAS CENTENAS DE METROS A ALGUNS QUILÔMETROS
CARACTERÍSTICAS
DESCRIÇÃO
DE REDES LAN
DEFINIÇÃO Rede local que abrange uma área geográfica limitada (Ex: edifício ou campus).
COBERTURA De algumas centenas de metros a alguns quilômetros.
FINALIDADE Facilitar a comunicação dentro de uma organização local.
VELOCIDADE Alta velocidade dentro da rede local.
TECNOLOGIAS Em geral, Ethernet e Wi-Fi.
SEGURANÇA Pode ser configurada com medidas de segurança, como firewalls.
COMPLEXIDADE De complexidade moderada, dependendo do tamanho da rede.
ISOLAMENTO Problemas podem ser isolados com relativa facilidade.
APLICAÇÕES Uso em escritórios, escolas e redes corporativas locais.
DISTÂNCIA
ALGUMAS DEZENAS DE QUILÔMETROS
CARACTERÍSTICAS
DESCRIÇÃO
DE REDES MAN
DEFINIÇÃO Rede metropolitana que abrange uma cidade ou uma área metropolitana.
COBERTURA Algumas dezenas de quilômetros.
FINALIDADE Conectar redes locais dentro de uma área metropolitana.
VELOCIDADE Velocidade variável, dependendo da infraestrutura da rede.
TECNOLOGIAS Em geral, Ethernet e fibra óptica.
SEGURANÇA Maior risco devido à extensão geográfica, exigindo segurança adicional.
COMPLEXIDADE Moderadamente complexa devido à necessidade de infraestrutura metropolitana.
ISOLAMENTO Pode ser desafiador isolar problemas devido à extensão geográfica.
APLICAÇÕES Integração de redes locais em uma área metropolitana.
DISTÂNCIA
CENTENAS A MILHARES DE QUILÔMETROS
CARACTERÍSTICAS
DESCRIÇÃO
DE REDES WAN
DEFINIÇÃO Rede de grande área que pode abranger cidades, países ou até continentes.
COBERTURA Centenas a milhares de quilômetros.
FINALIDADE Conectar redes em diferentes locais geograficamente distantes.
VELOCIDADE Geralmente menor velocidade devido a longas distâncias.
TECNOLOGIAS Frame Relay, MPLS, Internet.
SEGURANÇA Medidas de segurança rigorosas devido ao alcance e à exposição a ameaças.
COMPLEXIDADE Complexa devido à escala global e aos diferentes tipos de tecnologia.
ISOLAMENTO Requer ferramentas avançadas para isolar problemas em redes extensas.
APLICAÇÕES Comunicação em escala regional, nacional ou global.
Essa classificação representa tipos de redes classificadas pela área geográfica que cobrem. Quando
falamos em redes sem fio, acrescentamos o prefixo "W" (de Wireless), mas – em questões de concurso —
geralmente não se exige esse rigor técnico. É muito comum enunciados simplesmente falarem "LAN"
mesmo se tratando de uma rede Wi-Fi doméstica, por exemplo, sem citar "WLAN". Nós temos PAN e
WPAN, LAN e WLAN, MAN e WMAN e WAN e WWAN.
Antes de entrar nessa classificação, é importante entender alguns conceitos. Primeiro, uma rede é
composta por dispositivos intermediários e dispositivos finais. Os dispositivos intermediários são aqueles
que fornecem conectividade e direcionam o fluxo de dados em uma rede (Ex: roteadores, switches, entre
outros). Já os dispositivos finais são aqueles que fazem a interface entre o usuário e a rede de
computadores (Ex: computadores, notebooks, smartphones, entre outros).
Na imagem anterior, temos quatro dispositivos finais e quatro dispositivos intermediários. Nesse
momento, nós vamos tratar apenas dos dispositivos finais – também chamados de hosts ou sistemas finais.
Esses dispositivos podem ser classificados basicamente em clientes (aqueles que consomem serviços) ou
servidores (aqueles que oferecem serviços). Todos nós somos clientes de diversos serviços todos os dias
e, às vezes, nem percebemos.
Rede Ponto-a-Ponto
INCIDÊNCIA EM PROVA: BAIXA
Também chamada de Rede Par-a-Par ou Peer-to-Peer (P2P), trata-se do modelo não hierárquico de rede
mais simples em que máquinas se comunicam diretamente, sem passar por nenhum servidor dedicado,
podendo compartilhar dados e recursos umas com as outras. Essas redes são comuns em residências e
entre filiais de empresas, porque demandam um baixo custo, são facilmente configuráveis, escaláveis e
possibilitam altas taxas de velocidade.
Notem pela imagem que não há uma hierarquia entre os dispositivos finais – todas as máquinas são iguais
e, por essa razão, são chamadas de pares (ou peers). Observem também que afirmar que as máquinas se
comunicam diretamente não significa que exista um link dedicado entre elas, significa que não há um
servidor intermediando a comunicação. Essa classificação trata dos papeis que um dispositivo final pode
exercer e, não, da conexão entre os dispositivos.
Nesse tipo de rede, todas as máquinas oferecem e consomem recursos umas das outras, atuando ora
como clientes, ora como servidoras. No entanto, nem tudo são flores! Dependendo do contexto, o
gerenciamento pode ser bastante complexo. Quando essa arquitetura é utilizada em redes domésticas
com poucos computadores e cuja finalidade é compartilhar impressoras, trocar arquivos e compartilhar
internet – não há problema2.
Por outro lado, quando utilizada em redes de grandes organizações com muitos usuários, o
gerenciamento pode ser problemático e sua utilização pode se tornar insegura (por não contar com
serviços de autenticação, criptografia, controle de acesso, entre outros). Existem diversas aplicações que
utilizam a arquitetura ponto-a-ponto para compartilhar arquivos, sendo umas das mais famosas VoIP e o
BitTorrent.
Por fim, é importante mencionar que tratamos acima da Arquitetura P2P Pura. Nesse caso, ela é
completamente descentralizada e não há um elemento central, sendo o completo oposto do modelo
cliente-servidor. Por conta dos problemas de gerenciamento, foi criada a Arquitetura P2P Híbrida, que
possui alguns nós especiais (chamados supernós) para realizar ações de coordenação (Ex: concede
acesso, indexar dados compartilhados, liberar busca por recursos, entre outros).
O termo ponto-a-ponto costuma confundir porque pode ser utilizado em dois contextos com
significados diferentes. No contexto de Tipos de Conexão, ele pode ser utilizado como
contraponto ao enlace ponto-multiponto, ou seja, trata-se de um link dedicado entre dois
dispositivos, em contraste com o enlace ponto-multiponto, em que o link é compartilhado entre
dispositivos. Já vimos isso...
No contexto de Arquitetura ou Forma de Interação, ele pode ser utilizado como contraponto
ao modelo cliente/servidor. Nesse caso, trata-se de uma máquina que é simultaneamente cliente
e servidor, diferente do modelo cliente/servidor, em que uma máquina ou é um cliente ou é um
servidor. Vamos resumir para que vocês nunca mais confundam esses termos!
Se existe um link dedicado entre dois dispositivos, trata-se de um tipo de conexão ponto-a-
ponto. Por outro lado, se um mesmo dispositivo pode exercer função de cliente ou servidor em
diferentes momentos, trata-se de um tipo de arquitetura ponto-a-ponto. O nome utilizado é o
mesmo, porém tem significados diferentes dependendo do contexto.
Rede Cliente/Servidor
INCIDÊNCIA EM PROVA: MÉDIA
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Aliás, a maioria das redes domésticas são Redes P2P. Eu tenho uma rede na minha casa para compartilhar arquivos entre o meu computador e o
notebook da minha esposa. Logo, ambos os dispositivos fazem o papel de cliente e servidor simultaneamente.
Observem na imagem ao lado que há diversos dispositivos clientes se comunicando diretamente com um
único servidor – um cliente jamais se comunica diretamente com outro cliente. Ao contrário do que ocorre
nas redes par-a-par, os computadores que funcionam como clientes – em regra – não fornecem recursos
e serviços aos outros computadores da rede. Que servidores são esses? Existem vários tipos de
servidores, como por exemplo: servidor de impressão, servidor de e-mails, servidor de arquivos, servidor
de comunicação, servidor de banco de dados, servidor de páginas web, entre outros.
ARQUITETURA DE
REDES PONTO-A-PONTO (P2P) REDES CLIENTE/SERVIDOR
REDES
Descentralizada: todos são iguais. Centralizada: divisão clara entre cliente e
ESTRUTURA
servidor.
FUNÇÃO DOS Cada dispositivo atua como cliente e Clientes consomem serviços; servidores
DISPOSITIVOS servidor. fornecem serviços.
Menor (não requer servidores Maior (exige servidores mais potentes).
CUSTO
dedicados).
Difícil (cada dispositivo gerencia seus Mais fácil (controle centralizado).
GERENCIAMENTO
próprios recursos).
Menor (difícil aplicar políticas uniformes). Maior (políticas de segurança no
SEGURANÇA
servidor).
Limitada (dificuldade de crescimento em Alta (fácil adicionar clientes à rede).
ESCALABILIDADE
grandes redes).
DESEMPENHO EM Tende a degradar. Mantém bom desempenho com
GRANDE ESCALA servidores adequados.
Quando falamos em topologia, estamos tratando da forma como os dispositivos estão organizados. Dois
ou mais dispositivos se conectam a um link; dois ou mais links formam uma topologia. A topologia é a
representação geométrica da relação de todos os links e os dispositivos de uma conexão entre si. Existem
quatro topologias básicas3 possíveis: barramento, estrela, anel e malha. No entanto, vamos primeiro
entender a diferença entre topologia física e lógica.
A topologia lógica exibe o fluxo de dados na rede, isto é, como as informações percorrem os links e
transitam entre dispositivos – lembrando que links são os meios de transmissão de dados. Já a topologia
física exibe o layout (disposição) dos links e nós de rede. Em outras palavras, o primeiro trata do percurso
dos dados e o segundo trata do percurso dos cabos, uma vez que não necessariamente os dados vão
percorrer na mesma direção dos cabos.
3
Existem outras topologias, como a topologia em árvore, daisy chain, ponto a ponto, entre outras, mas não é o foco desse curso. Há também
topologias híbridas, que combinam duas ou mais topologias.
Se uma questão de prova não deixar explícito em sua redação qual é o tipo de topologia, pode-
se assumir que ela se refere à Topologia Física, e não à Topologia Lógica!
Barramento (Bus)
INCIDÊNCIA EM PROVA: ALTA
Quando uma estação envia um dado, esse sinal viaja pelo cabo em ambas as direções e é recebido por
todas as estações conectadas. Porém, apenas o computador que for o verdadeiro destinatário vai "pegar"
o dado — os outros simplesmente ignoram. Isso acontece porque cada estação tem uma placa de rede
que filtra as mensagens e só aceita aquelas que forem destinadas a ela.
Um ponto importante dessa topologia é que apenas uma estação pode enviar dados por vez,
funcionando de forma half-duplex (transmissão em um sentido por vez). Se duas estações tentarem enviar
ao mesmo tempo, acontece uma colisão, que atrapalha a comunicação — parecido com duas pessoas
tentando falar ao mesmo tempo em um walkie-talkie. Além disso, se o backbone se romper em qualquer
ponto, toda a rede para de funcionar, inclusive os dispositivos que estavam do mesmo lado do problema.
CARACTERÍSTICAS
DESCRIÇÃO
DO BARRAMENTO
A topologia em barramento é um design de rede em que todos os dispositivos
DEFINIÇÃO
compartilham um único cabo (backbone).
Menos escalável, pois a adição de novos dispositivos pode resultar em colisões de
ESCALABILIDADE
dados.
Menos confiável, pois uma falha em qualquer ponto do barramento pode afetar toda
CONFIABILIDADE
a rede.
O desempenho pode degradar quando muitos dispositivos tentam acessar o
DESEMPENHO
barramento ao mesmo tempo.
Apresenta dificuldades de manutenção por conta de problemas de colisão de dados
MANUTENÇÃO
e dificuldades na localização de falhas.
Menos complexa de implementar, pois envolve um único cabo, mas pode se tornar
COMPLEXIDADE
complicada em redes maiores.
A latência (atraso na comunicação de uma rede) é variável, dependendo do tráfego da
LATÊNCIA
rede. Pode ocorrer colisão de dados que exige retransmissões.
Menos segura, uma vez que qualquer dispositivo pode "ouvir" todas as comunicações
SEGURANÇA
na rede.
ISOLAMENTO DE Problemas podem ser isolados com certa dificuldade, pois é difícil localizar fisicamente
PROBLEMAS o ponto de falha no barramento.
Adequada para redes menores, onde o tráfego é limitado, como redes domésticas ou
TIPOS DE APLICAÇÃO
de laboratórios.
Anel (Ring)
INCIDÊNCIA EM PROVA: MÉDIA
Na topologia em anel, cada dispositivo é ligado diretamente a outros dois computadores vizinhos,
formando um círculo. A comunicação entre eles acontece em apenas uma direção, o que chamamos de
transmissão simplex. Quando um computador quer enviar uma mensagem, essa mensagem vai passando
de um a um, de vizinho para vizinho, até chegar no destinatário correto. Depois que a mensagem dá a
volta no anel e retorna para o computador que enviou, o caminho fica livre para o próximo a usar.
Funciona assim: o computador que quer enviar dados manda a mensagem para o vizinho. Esse vizinho
verifica se a mensagem é para ele. Se não for, ele apenas passa a mensagem adiante para o próximo
computador. Isso se repete até o destinatário certo receber a mensagem. Quando o computador certo
recebe os dados, ele envia um aviso de volta para o remetente informando que tudo chegou certinho.
Como a mensagem passa por todos os computadores do anel, podemos dizer que o envio acontece em
modo broadcast, mas só quem for o destinatário certo vai realmente pegar a informação. Um ponto
importante dessa topologia é que não ocorrem colisões de dados (quando duas mensagens "batem" uma
na outra). E sabe por quê? Porque existe um controle chamado Token. O Token é como se fosse um
“passe” que circula pelo anel. Só quem estiver com o Token pode enviar uma mensagem. Parece até uma
corrida de revezamento, onde o corredor só pode correr se estiver segurando o bastão!
Quando um computador quer mandar uma mensagem, ele pega o Token, coloca os dados dentro dele
e manda para o próximo. A mensagem vai passando de computador em computador até chegar ao
destino. O destinatário pega os dados e manda um aviso dentro do mesmo Token de que a mensagem
foi recebida. O Token então continua circulando no anel até voltar ao computador que enviou. Depois
disso, o Token fica livre para outro computador usar e enviar novas mensagens.
CARACTERÍSTICAS
DESCRIÇÃO
DO ANEL
Uma topologia de rede onde cada dispositivo está conectado a dois outros, formando
DEFINIÇÃO
um ciclo fechado.
Limitada, adicionando novos dispositivos pode exigir a reconfiguração da rede.
ESCALABILIDADE
Pode ser afetado à medida que a rede cresce, devido ao tráfego passar por vários nós.
DESEMPENHO
Pode ser complexa, uma vez que a falha em um nó pode afetar toda a rede.
MANUTENÇÃO
Pode ser alta, já que os dados podem ter que passar por vários nós antes de chegar ao
LATÊNCIA
destino.
Moderada, a interceptação de dados é possível, mas mais difícil do que em redes de
SEGURANÇA
topologia estrela.
ISOLAMENTO DE Simplificado, pois se um dispositivo não receber o sinal de que os dados foram
PROBLEMAS recebidos, ele pode emitir um alerta – facilitando a identificação do problema.
Adequada para sistemas que requerem conexões ponto a ponto, como sistemas de
TIPOS DE APLICAÇÃO
controle de tráfego.
Estrela (Star)
INCIDÊNCIA EM PROVA: ALTÍSSIMA
Na topologia em estrela, todos os computadores (ou estações de trabalho) são conectados diretamente
a um nó central4 — que pode ser um switch ou um hub. Cada conexão entre o computador e o nó central
é ponto-a-ponto, ou seja, exclusiva, mas isso não significa que a arquitetura da rede seja ponto-a-ponto!
Apenas o cabo entre o computador e o nó é dedicado. Quando uma estação quer enviar dados para
outra, a informação sempre passa primeiro pelo nó central.
Essa é a topologia mais utilizada atualmente, porque é muito fácil de adicionar ou remover computadores.
Se quiser colocar um novo computador na rede, basta conectá-lo a uma porta disponível no nó central.
Da mesma forma, se um cabo quebrar ou um computador der problema, apenas aquele computador fica
fora do ar — a rede toda continua funcionando normalmente. Isso também facilita muito a identificação de
falhas, pois fica fácil descobrir qual conexão deu problema.
Por outro lado, a topologia em estrela tem uma desvantagem importante: o nó central é um ponto único
de falha. Se ele parar de funcionar, toda a rede fica comprometida. Para evitar esse problema, muitas
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Nó central é um dispositivo que concentra conexões – em geral, ele liga os cabos dos computadores de uma rede (Ex: Hub ou Switch).
redes usam dispositivos redundantes, ou seja, equipamentos extras que assumem a função caso o
principal falhe, garantindo que tudo continue funcionando sem interrupções.
CARACTERÍSTICAS
DESCRIÇÃO
DA ESTRELA
Uma topologia de rede onde todos os dispositivos estão conectados a um ponto
DEFINIÇÃO
central, como um hub ou switch.
Alta, fácil de adicionar novos dispositivos sem afetar significativamente a rede
ESCALABILIDADE
existente.
Alta, uma vez que a falha em um dispositivo geralmente não afeta os outros.
CONFIABILIDADE
ISOLAMENTO DE Excelente, falhas em dispositivos individuais geralmente não impactam o resto da rede.
PROBLEMAS
Adequada para redes domésticas e empresariais onde a facilidade de manutenção e
TIPOS DE APLICAÇÃO
a confiabilidade são prioritárias.
Malha (Mesh)
INCIDÊNCIA EM PROVA: BAIXA
Nessa topologia, cada estação de trabalho possui uma conexão ponto a ponto direta e dedicada entre as
demais estações da rede, de modo que não exista uma hierarquia entre elas. Nas imagens seguintes,
temos dois exemplos de Topologia em Malha: à esquerda, temos uma malha completa (também
chamada de Full Mesh), isto é, cada nó se conecta a todos os outros nós; à direita, temos uma malha
parcial, isto é, nem todos os nós se conectam aos outros nós5.
Uma topologia em malha oferece várias vantagens em relação às demais topologias de rede. Em primeiro
lugar, o uso de links dedicados garante que cada conexão seja capaz de transportar seu próprio volume
5
Caso a banca não deixe explícito de qual tipo está tratando, considere que se trata de uma malha completa.
de dados, eliminando, portanto, os problemas de tráfego que possam ocorrer quando os links tiverem
de ser compartilhados por vários dispositivos. Em segundo, uma topologia de malha é robusta.
Se um link se tornar inutilizável, ele não afeta o sistema como um todo. O terceiro ponto é que há uma
vantagem de privacidade e segurança. Quando qualquer mensagem trafega ao longo de uma linha
dedicada, apenas o receptor pretendido a vê. Os limites físicos impedem que outros usuários acessem
essa mensagem. Finalmente, os links ponto a ponto facilitam a identificação de falhas, bem como o
isolamento destas.
O tráfego pode ser direcionado de forma a evitar links com suspeita de problemas. Essa facilidade
permite ao administrador de redes descobrir a localização exata da falha e ajuda na descoberta de sua
causa e solução. Já as desvantagens estão relacionadas à escalabilidade e ao custo, isto é, crescimento
da quantidade de cabeamento e o número de portas necessárias para sua implementação.
Em primeiro lugar, como cada dispositivo tem de estar conectado a cada um dos demais, a instalação e
a reconstrução são trabalhosas. Em segundo, o volume de cabos pode ser maior que o espaço disponível
seja capaz de acomodar (nas paredes, tetos ou pisos). Finalmente, o hardware necessário para conectar
cada link (portas, placas e/ou cabos) pode ter um custo proibitivo. Por tais razões, uma topologia de malha
normalmente é implementada de forma limitada.
Em outras palavras, essa topologia é mais adequada para poucas máquinas, caso contrário sua
implementação pode se tornar inviável. Pensa comigo: se um computador estiver ligado diretamente a
outros quatro, nós precisaremos de 20 portas ou placas de rede e 10 cabos. Na verdade, para cada n
computadores, são necessário n.(n-1)/2 cabos e n.(n-1) portas ou placas de rede. Para 20 computadores,
seriam 190 cabos e 380 placas de rede!
Em redes WAN, é comum o uso de uma malha parcial para fornecer redundância entre pontos críticos,
mas não é a topologia predominante para conexões simples de matriz e filial, que geralmente usam uma
topologia em estrela. Por outro lado, a topologia em malha encontrou sua principal aplicação prática e
popularidade nas redes wireless (WLAN), onde os nós se interconectam sem fio para formar uma rede de
grande cobertura e resiliente, como nos sistemas Wi-Fi Mesh para ambientes domésticos e corporativos.
CARACTERÍSTICAS
DESCRIÇÃO
DA MALHA
Uma topologia de rede onde cada dispositivo está conectado a vários outros
DEFINIÇÃO
dispositivos, formando uma rede interconectada.
Baixa, no caso de redes mesh cabeadas; e alta, no caso de redes mesh wireless.
ESCALABILIDADE
Ideal para redes que requerem alta confiabilidade e robustez, como redes militares ou
TIPOS DE APLICAÇÃO
de emergência.
Agora para finalizar essa parte de classificação de redes de computadores, eu fiz a tabelinha seguinte: ela
mostra a relação entre topologia física, direção/modo de transmissão e tipo de enlace:
Simplex Ponto-a-Ponto
ANEL Broadcast
Meios de Transmissão
MEIOS DE TRANSMISSÃO
Em redes de computadores, meios de transmissão são os caminhos físicos ou lógicos por onde os dados
viajam de um dispositivo a outro dentro da rede. Em outras palavras, são os meios que carregam as
informações (sinais elétricos, ondas de rádio, luz, entre outros) de um ponto até outro.
Cabo Coaxial
INCIDÊNCIA EM PROVA: BAIXA
Consiste em um fio central de cobre, envolvido por uma blindagem metálica. Isolantes de plástico flexível
separam os condutores internos e externos e outras camadas do revestimento que cobrem a malha
externa. Esse meio de transmissão é mais barato, pouco flexível e muito resistente à interferência
eletromagnéticas graças a sua malha de proteção. Ele cobre distâncias maiores que o cabo de par
trançado e utiliza um conector chamado BNC6.
Hoje em dia, provedores de TV/Internet têm substituído boa parte da mídia por cabos de fibra óptica.
Informação importante: embora o cabo coaxial tenha uma largura de banda muito maior e cubra maiores
distâncias que o cabo de par trançado, a sua taxa de transmissão é menor, o sinal se enfraquece mais
rapidamente e ele requer o uso frequente de repetidores. É importante saber essas diferenças...
Exemplo: em uma rede com largura de banda de 100 Mbps, a taxa de transmissão pode ser
apenas de 70 Mbps devido a fatores como atrasos na rede e sobrecarga de comunicação.
Exemplo: uma conexão de internet com uma largura de banda de 100 Mbps tem a capacidade
de transmitir 100 milhões de bits de dados a cada segundo sob condições ideais.
Em suma, podemos afirmar que a largura de banda representa um cenário ideal sob condições
perfeitas, enquanto a taxa de transmissão reflete a realidade prática, incluindo todas as
imperfeições e limitações da rede.
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O BNC é usado para conectar a extremidade de um cabo a um dispositivo, mas existe também o conector T -BNC, usado para dividir uma conexão
em duas; e também o Terminador BNC, usado no final do cabo para impedir a reflexão do sinal.
Consiste em quatro pares de fios trançados blindados ou não, e envolto de um revestimento externo
flexível. Eles são trançados para diminuir a interferência eletromagnética externa e interna – quanto mais
giros, maior a atenuação. Este é o cabo mais utilizado atualmente por ser o mais barato de todos e ser
bastante flexível. Esse cabo cobre distâncias menores que o cabo coaxial e utiliza um conector chamado
RJ-45 (Memorizem!).
Quando é blindado, ele é chamado de Cabo STP (Shielded Twisted Pair) e quando não é blindado, ele é
chamado de Cabo UTP (Unshielded Twisted Pair). Galera, esse é aquele cabinho azul que fica atrás do seu
computador ligado provavelmente a um roteador. Sabe aquele cabo do telefone fixo da sua casa? Ele é
mais fininho, mas ele também é um cabo de par trançado. Comparado ao cabo coaxial, tem largura de
banda menor, mas taxas de transmissão maiores. Vejamos suas categorias:
Os cabos de par trançado possuem quatro pares de fios, sendo alguns utilizados para transmissão e
outros para recepção, permitindo uma comunicação full duplex. Para facilitar a identificação, os pares são
coloridos e a ordem dos fios dentro do conector é padronizada. Eles podem ser utilizados na transmissão
de sinais analógicos ou digitais. E a largura de banda depende da espessura do fio e da distância
percorrida.
O cabo de fibra óptica consiste em uma casca e um núcleo (de vidro, mais comum; ou plástico) para
transmissão de luz. Esse tipo de cabo é normalmente encontrado em backbones de redes por apresentar
excelente relação entre ampla largura de banda e custo. Hoje em dia, podemos transferir dados à
velocidade de até 1.600 Gbps. A tecnologia atual suporta dois modos para propagação da luz ao longo
de canais ópticos, cada um dos quais exigindo fibras ópticas com características físicas diferentes:
Para fibras ópticas, existem dezenas de conectores diferentes no mercado, mas os mais comuns são os
conectores ST (Straight Tip) e SC (Subscriber Connector). Outra observação: antigamente uma fibra óptica
era capaz de enviar dados em apenas uma direção (simplex). Atualmente ela já permite a comunicação
bidirecional, isto é, são capazes de enviar dados em ambas as direções (full-duplex).
Médio (poucas centenas Curto (até 100 metros Muito longo (vários
ALCANCE de metros) sem repetição) quilômetros sem perda
significativa)
Boa (devido à blindagem) Moderada (melhor se Excelente (não sofre
IMUNIDADE blindado - STP) interferência
eletromagnética)
Médio Baixo Alto (mas vem caindo
CUSTO com o tempo)
Equipamentos de Redes
ADAPTADOR/PLACA DE REDE
Trata-se de um hardware que permite a um dispositivo se conectar a uma rede, seja por cabo (Ethernet)
ou sem fio (Wi-Fi). Ela atua como um intermediário entre o computador e a rede, garantindo que os dados
sejam transmitidos corretamente.
Um dispositivo muito importante nas redes de computadores é a placa de rede, também chamada de
placa NIC (Network Interface Card). Trata-se de um equipamento eletrônico, que pode ser interno ou
externo ao computador, contendo circuitos que permitem que uma estação de trabalho se conecte a uma
rede. Em outras palavras, a placa de rede é o hardware responsável por fazer a ponte entre o computador
e o meio físico da rede, seja usando cabos ou através de uma conexão sem fio.
Tabela Resumo
PLACAS DE
DESCRIÇÃO
REDE
Trata-se de um dispositivo que permite que um computador se conecte a uma rede de
DEFINIÇÃO
computadores, seja por meio de cabo ou sem fio.
Camada 2 (Enlace). Atenção: vamos estudar o que são as camadas OSI mais à frente.
CAMADA OSI
Hub (Concentrador)
INCIDÊNCIA EM PROVA: MÉDIA
HUB (CONCENTRADOR)
Trata-se de um dispositivo de rede que funciona como um ponto central de conexão, permitindo que
vários dispositivos se comuniquem dentro de uma mesma rede local (LAN). Ele recebe os dados de um
dispositivo e os transmite para todos os outros conectados, sem filtrar ou direcionar a informação.
Antes de mais nada, é importante saber que existem dois tipos de hubs: ativos e passivos. Um hub passivo
funciona basicamente como um conector: ele apenas reúne e conecta vários cabos que vêm de diferentes
pontos da rede. Ele não precisa ser ligado à tomada, porque não tem energia elétrica e não faz nenhum
tipo de processamento no sinal que passa por ele. Em provas e questões de concurso, se o enunciado
não disser claramente que se trata de um hub passivo, podemos assumir que está falando de hub ativo.
Aproveitando para revisar o que aprendemos sobre topologias: a topologia física mostra como
os cabos e dispositivos estão fisicamente organizados na rede. Já a topologia lógica mostra como
os dados realmente circulam entre os dispositivos. Pensando nisso: se o hub concentra todos os
cabos em um único local, fisicamente ele forma uma estrela (topologia física em estrela); mas
como ele envia os dados para todos os dispositivos (faz broadcast), logicamente ele se comporta
como uma rede em barramento (topologia lógica em barramento).
Tabela Resumo
HUB DESCRIÇÃO
Trata-se de um dispositivo que simplesmente repete os dados recebidos em uma porta para
DEFINIÇÃO
todas as outras portas (está em desuso atualmente).
Camada 1 (Física).
CAMADA OSI
Custo geralmente baixo; simplicidade de operação; adequado para redes muito pequenas.
VANTAGENS
Bridge (Ponte)
INCIDÊNCIA EM PROVA: BAIXÍSSIMA
BRIDGE / PONTE
Trata-se de um dispositivo de rede que conecta dois ou mais segmentos de uma rede local, permitindo
a comunicação entre eles como se fossem uma única rede. Sua principal função é filtrar e encaminhar
pacotes com base nos endereços MAC, ajudando a reduzir o tráfego desnecessário e evitando colisões.
Uma bridge é um dispositivo que ajuda na comunicação entre diferentes partes de uma rede, filtrando e
direcionando os dados para onde realmente precisam ir. Ao contrário de um hub, que simplesmente
distribui tudo para todos, a bridge verifica quem realmente deve receber a informação antes de
encaminhá-la. E como funciona?
Tabela Resumo
BRIDGES DESCRIÇÃO
Trata-se de um dispositivo de rede utilizada para dividir uma rede em segmentos menores,
DEFINIÇÃO
reduzindo colisões e tráfego de rede desnecessário (está em desuso atualmente).
Camada 2 (Enlace).
CAMADA OSI
Filtra o tráfego, melhorando o desempenho; pode conectar diferentes tipos de redes (Ex:
VANTAGENS
Ethernet e Wi-Fi); aumenta a segurança da rede, criando domínios de colisão separados.
Pode ser mais caro que um hub simples; requer configuração e gerenciamento adequados;
DESVANTAGENS
limitação da extensão da rede e complexidade de gerenciamento em redes maiores.
Switch (Comutador)
INCIDÊNCIA EM PROVA: MÉDIA
SWITCH / COMUTADOR
Trata-se de um dispositivo de rede que conecta vários dispositivos dentro de uma rede local e gerencia
a transmissão de dados de forma eficiente. Diferente de um hub, que simplesmente envia os dados para
todos os dispositivos conectados, o switch identifica o destino correto e encaminha os pacotes apenas
para o destinatário, reduzindo congestionamentos e melhorando o desempenho da rede.
Também conhecido como comutador, o switch é uma evolução dos hubs! Eles são inteligentes,
permitindo fechar canais exclusivos de comunicação entre a máquina que está enviando e a que está
recebendo. Em outras palavras, o switch é capaz de receber uma informação e enviá-la apenas ao seu
destinatário. Ele não é como o hub, que recebia uma informação de fora e a repassava para todo mundo
que estivesse na rede.
O hub é aquele seu amigo fofoqueiro que você pede para ele contar algo para outro amigo e ele sai
contando para todo mundo. Já o switch é aquele amigo leal – se você pede para ele contar algo para
outro amigo, ele conta apenas para esse amigo e, não, para os demais. O nome dessa característica é
encaminhamento ou filtragem, porque ele filtra as mensagens recebidas e encaminha apenas para o
destinatário original.
enquanto basta saber que as tecnologias de padrões de rede vão evoluindo com o passar do tempo e
passam a funcionar, por exemplo, com taxas de transmissão mais altas. Como fazer para dois dispositivos
com padrões diferentes conectados ao mesmo link possam conversar sem problemas?
O recurso de autonegociação do switch permite que seja negociado tanto a taxa de transmissão de dados
quanto a direção de transmissão, isto é, se um trabalha com uma taxa de transmissão maior e o outro com
uma taxa de transmissão menor, eles negociam o envio de dados a uma taxa de transmissão menor, de
modo a manter uma compatibilidade e uma comunicação de dados eficiente e boa para todos.
Outro recurso interessante é o autoaprendizado, ou seja, switches são equipamentos que não precisam
ser configurados manualmente. Em outras palavras, quando você conecta um computador ao switch, você
não precisa acessar o switch e informá-lo que o computador com endereço X está localizado na porta Y.
O switch possui uma tabela dinâmica que automaticamente associa endereços físicos aos computadores
conectados.
A segmentação realizada pelo dispositivo possibilita que diferentes pares possam conversar
simultaneamente na rede, sem colisões. A transmissão para canais específicos faz com que uma rede com
switch possua topologia física e lógica em estrela. Além disso, o Hub funciona apenas em half-duplex e o
Switch em full-duplex. Dessa forma, a rede fica menos congestionada com o fluxo de informações e é
possível estabelecer uma série de conexões paralelas.
Switch L2 x Switch L3
Por fim, é importante tomar cuidado com a utilização do termo switch, visto que pode significar coisas
diferentes. A diferença entre um Switch Layer 2 (L2) e um Switch Layer 3 (L3) está na forma como eles
operam dentro da rede e na camada do Modelo OSI em que atuam (vamos entender melhor o que são
camadas na próxima aula). Vejamos as diferenças:
Uma dificuldade muito comum dos alunos é entender a diferença entre Bridge e Switch. Por essa
razão, veremos duas analogias que ajudam a explicar essa diferença, mas primeiro vamos analisar
as semelhantes: ambos conectam dispositivos em uma rede local; ambos regeneram sinais (não
deixam o sinal enfraquecer); ambos filtram dados (não mandam dados para todo mundo sem
necessidade); e ambos trabalham manipulando quadros (frames) e utilizam o endereço MAC
para decidir para onde enviar os dados.
Agora imagine que temos dois andares de um prédio, sendo que: no primeiro andar, ficam os
funcionários do financeiro; e no segundo andar, ficam os funcionários do RH.
Imagine que você está em uma escola com várias salas de aula:
- Bridge: é como um professor que fica na porta entre duas salas, garantindo que só os alunos
que precisam ir de uma sala para outra passem por ali. Se alguém da Sala A falar algo que só
interessa à Sala A, essa informação não atravessa para a Sala B.
- Switch: é como um professor dentro da sala que conhece cada aluno e suas conversas. Ele sabe
exatamente para quem deve repassar uma informação e evita que todos os alunos da sala sejam
incomodados com uma mensagem que não diz respeito a eles.
Não entendeu? Então vejamos outra analogia! Imagine agora uma cidade:
- Bridge: é como uma ponte simples que conecta duas cidades. Ela só tem duas entradas e
permite que os carros (dados) cruzem de um lado para o outro de forma organizada. A bridge
filtra e direciona os dados corretamente, garantindo que apenas os veículos que precisam cruzar
de um lado para o outro o façam. Isso ajuda a evitar congestionamentos desnecessários.
- Switch: é mais parecido com um roteador inteligente dentro de uma cidade, que tem várias
ruas conectadas e controla a movimentação de veículos dentro da cidade. Ele aprende quais
carros pertencem a cada rua e os envia diretamente para o endereço correto, sem precisar passar
por todo o caminho de forma indiscriminada.
- Bridge: Conecta dois segmentos de rede e filtra os dados, permitindo uma comunicação
eficiente entre partes separadas da rede.
- Switch: Conecta muitos dispositivos, gerencia o tráfego de dados de maneira mais avançada e
melhora o desempenho da rede interna.
Essas diferenças fazem com que switches sejam mais utilizados em redes modernas, enquanto
bridges ainda têm seu papel em certas situações específicas.
Em suma: um switch (comutador) é um equipamento de rede semelhante a uma ponte com múltiplas
portas, capaz de analisar dados que chegam em suas portas de entrada e filtrá-los para repassar apenas
às portas específicas de destino. Além disso, ele tem recursos como autonegociação e
autoaprendizagem, sendo capaz de funcionar em full duplex7. A representação de um Switch é
apresentada abaixo:
Tabela Resumo
SWITCHES DESCRIÇÃO
Trata-se de um dispositivo de rede projetado para encaminhar pacotes de dados com base
DEFINIÇÃO
nos Endereços MAC (Media Access Control).
Camada 2 (Enlace).
CAMADA OSI
Router (Roteador)
INCIDÊNCIA EM PROVA: ALTA
ROTEADOR / ROUTER
Trata-se de um dispositivo de rede que gerencia o tráfego de dados entre diferentes redes,
encaminhando pacotes de informações de maneira eficiente. Ele opera na Camada 3 do modelo OSI
(Camada de Rede) e é fundamental para conectar dispositivos a redes maiores, como a internet.
Os roteadores são equipamentos que permitem interligar redes diferentes e escolher a melhor rota para
que uma informação chegue ao destino. Esse dispositivo encaminha ou direciona pacotes de dados entre
redes de computadores, geralmente funcionando como um elo entre redes diferentes. Hoje em dia, são
muito comuns em residências para permitir a conexão entre redes locais domésticas (Rede LAN) e a
Internet (Rede WAN).
Quem é mais velho se lembrará que uma configuração muito comum em casas antigamente consistia em
um modem, um roteador e até quatro dispositivos. O modem era responsável por receber o sinal de
internet (veremos em detalhes mais adiante) e o roteador era responsável por interligar os quatro
computadores à internet. E por que somente quatro dispositivos? Porque era o número máximo de portas
em um roteador comum.
7
Cada porta do switch possui um buffer (uma espécie de banco de memória) em que os dados são armazenados/enfileirados, não ocorrendo colisões,
portanto não necessitando utilizar o Protocolo CSMA/CD.
Atualmente, nós estamos na era dos combos, isto é, um único provedor fornece Internet, Telefone e TV a
Cabo (Ex: NET/Claro, GVT/Vivo, etc). Nesse caso, um único aparelho condensa as funções de modem e
roteador – você provavelmente tem esse aparelho na sua casa! Em geral, um cabo coaxial branco entra
nesse dispositivo, que possui geralmente quatro portas. Em empresas, nós temos geralmente uma
configuração um pouco diferente.
Primeiro, uma empresa pode ter uma centena de computadores, logo as quatro portas de um roteador
não seriam suficientes. Além disso, ela pode ter redes locais diferentes dentro dela por motivos de
segurança. É importante separar dados sensíveis de dados não sensíveis em redes diferentes. Caso a rede
de dados não sensíveis seja invadida, não afetará a rede de dados sensíveis, por exemplo.
Dessa forma, uma terceira configuração pode ter um modem/roteador e dois switches, segmentando a
rede local em duas, conforme apresenta a imagem à esquerda. Já na imagem à direita, temos a parte
traseira de um roteador: observem que temos quatro portas em amarelo e uma porta azul. As portas
amarelas – Portas LAN – são dedicadas a conectar equipamentos da rede interna e a porta azul – Porta
WAN – é utilizada para conectar uma rede externa (Internet).
Um roteador pode ser com fio ou sem fio (wireless). Atualmente, a maioria dos roteadores do mercado
são sem fio – apesar de permitirem conexão cabeada também. Nós já sabemos que um roteador é capaz
de interligar redes diferentes. No entanto, um roteador wireless é um dispositivo mais flexível, podendo
operar em outros três modos diferentes: Hotspot, Access Point ou Repetidor de Sinal. Vamos falar sobre
cada um deles...
Modos de Operação
No modo Hotspot, o roteador tem o simples objetivo de oferecer acesso à internet. Nesse sentido, vamos
imaginar que você enjoou de estudar informática em casa e resolveu levar seu notebook e estudar em
uma cafeteria. Você chama o garçom, pede um espresso, uma água e... a senha do wi-fi! Vamos supor
que a rede local da cafeteria é composta por cinco computadores, uma impressora e um banco de dados
conectados em rede.
Ora... se o roteador wireless da cafeteria estiver configurado em modo hotspot, eu terei acesso
simplesmente à internet, mas não terei acesso a notebooks de outros clientes ou aos computadores,
impressora e banco de dados da cafeteria. O hotspot é – apenas e tão somente – um local onde uma rede
sem fio está disponível para ser utilizada. Alguns estabelecimentos oferecem de forma gratuita (bares,
restaurantes, entre outros) e outros são pagos (aeroportos e hotéis).
O segundo modo de configuração de um roteador wireless é como Access Point. Nesse caso, a ideia é
estender os recursos da rede local para a rede sem fio. Quando um roteador wireless é configurado no
modo Hotspot, a ideia era oferecer acesso à internet e, não, aos outros recursos de rede compartilhados.
Já quando ele é configurado no modo Access Point, ele oferece – sim – acesso a todos os recursos da
rede.
Apesar dessa diferença, é importante mencionar que um Hotspot pode ser considerado um Access Point
de acesso público – algumas provas os consideram sinônimos. Por fim, esse roteador wireless pode
também ser configurado como repetidor de sinais. Sabe quando você se desloca da sala um quarto
distante ou de um andar para outro em uma casa e o sinal da wi-fi piora vertiginosamente? Pois é, o
repetidor vai regenerar o sinal e propagá-lo por uma distância maior.
Apesar de existirem essas configurações do roteador wireless, é possível comprar um Hotspot, Access
Point ou Repetidor de Sinal separadamente. No entanto, é importante salientar que todo roteador
wireless é capaz de funcionar como um Hotspot, Access Point ou Repetidor de Sinal, porém o contrário
nem sempre é verdadeiro. Por exemplo: nem todo Access Point é capaz de funcionar como um roteador.
Tabela Resumo
ROTEADORES DESCRIÇÃO
Trata-se de um dispositivo de rede que filtra, encaminha e controla pacotes de dados entre
DEFINIÇÃO
redes, determinando a melhor rota com base em endereços IP.
Camada 3 (Rede).
CAMADA OSI
Roteia tráfego entre redes, permitindo conectividade inter-redes; ajuda a dividir redes em
VANTAGENS
sub-redes para melhor organização e segurança.
Pode ser mais complexo de configurar em comparação com switches/hubs; pode ser um
DESVANTAGENS
ponto único de falha se não houver redundância.
Modem
INCIDÊNCIA EM PROVA: MÉDIA
MODEM
Trata-se de um dispositivo de rede que converte sinais digitais em analógicos e vice-versa, permitindo
que computadores e outros dispositivos se conectem à internet por meio de linhas telefônicas, cabos ou
redes móveis.
Imagine que eu deseje enviar um e-mail. Para tal, é necessário que o e-mail seja transmitido por um meio
de comunicação, como fibras ópticas, ondas de rádio ou a infraestrutura de linha telefônica – amplamente
disponível. No entanto, computadores utilizam sinais digitais (dígitos binários), enquanto as linhas
telefônicas operam com sinais analógicos – é como se um falasse húngaro e o outro aramaico. Como
essas "linguagens" são incompatíveis, é necessário um dispositivo que converta os sinais digitais em
analógicos e vice-versa para possibilidade a comunicação. O nome do dispositivo? Modem!
O seu nome vem justamente dessa dupla função: modular (transformar dados
digitais em sinais analógicos para transmissão) e demodular (converter sinais
analógicos recebidos em dados digitais para recepção). Além de apenas converter
sinais, muitos modems modernos já vêm integrados com outras funções, como
roteadores, permitindo que o dispositivo não apenas conecte você à internet, mas
também distribua o sinal para vários dispositivos ao mesmo tempo, seja via cabo
ou Wi-Fi.
De forma geral, o modem é o "porta de entrada" da sua rede local para o mundo
exterior, sendo responsável por conectar a sua casa ou empresa à gigantesca rede
global chamada Internet. Vejamos os três tipos de modem:
O Modem de Acesso Discado (também conhecido como modem dial-up) foi muito popular nas décadas
de 1990 e início dos anos 2000. Ele utilizava as linhas telefônicas comuns para conectar os computadores
à internet, convertendo os sinais digitais em sinais analógicos e vice-versa. O acesso era feito através de
uma chamada telefônica, o que significava que, enquanto estivesse conectado à internet, a linha
telefônica ficava ocupada. A velocidade de conexão era muito baixa (em torno de 56 Kbps), e a qualidade
do serviço variava bastante, sendo afetada por ruídos e interferências da linha telefônica.
Modem ADSL
O Modem ADSL (Asymmetric Digital Subscriber Line) também usa a linha telefônica, mas de forma bem
mais eficiente que o dial-up. Com o ADSL, é possível transmitir dados em alta velocidade sem bloquear a
linha para ligações telefônicas, já que ele separa a frequência usada para voz da frequência usada para
dados. Além disso, o ADSL é "assimétrico", ou seja, permite uma taxa de download maior que a de
upload, o que faz sentido para a maioria dos usuários que consomem mais dados do que enviam. Ele foi
um dos grandes responsáveis pela popularização da internet banda8 larga residencial.
Cable Modem
O Cable Modem é um tipo de modem que usa a infraestrutura de cabos coaxiais, originalmente criada
para transmissão de TV a cabo, para fornecer acesso à internet em alta velocidade. Diferente do ADSL,
que depende da distância até a central telefônica, o Cable Modem mantém altas velocidades de conexão
mesmo em longas distâncias, embora o desempenho possa variar se muitos usuários do bairro estiverem
conectados ao mesmo tempo. Atualmente, muitos serviços de internet a cabo oferecem velocidades
muito superiores às antigas tecnologias, e o Cable Modem se tornou uma opção comum em áreas
urbanas e suburbanas. Você tem NET, Claro, etc?
Essas empresas te oferecem serviços diferentes. Um desses serviços é o combo, que inclui TV, Internet e
Telefone! Em vez de utilizar três meios para te fornecer cada um desses serviços, ela transmite todos esses
dados via cabo coaxial. Algumas vezes, esse modem virá com um roteador acoplado internamente; outras
vezes, você terá que comprar um roteador e utilizar ambos para ter acesso à internet.
Uma dúvida que aparece de vez em quando no fórum trata de Gateway. Esse equipamento tem
a função de interligar redes com arquiteturas e protocolos diferentes permitindo que essas duas
redes distintas possam se comunicar, realizando a conversão entre os protocolos de cada uma
das redes – qualquer equipamento que realize essa função genericamente é chamado de
gateway. Ele geralmente trabalha em todas as camadas da Arquitetura TCP/IP!
MODEM DESCRIÇÃO
Dispositivo que modula e demodula sinais para permitir a comunicação digital através de
DEFINIÇÃO
meios analógicos, como linhas telefônicas.
Camada 1 (Física) e 2 (Enlace).
CAMADA OSI
8
Banda é a quantidade de bits que podem trafegar por uma conexão em uma determinada unidade de tempo, isto é, velocidade (Ex: 100Mbps).
Padrões de Redes
PADRÕES DE REDES
Trata-se de um conjunto de regras, especificações técnicas e procedimentos estabelecidos por
organizações especializadas, com o objetivo de padronizar como dispositivos de diferentes fabricantes
se comunicam em uma rede. Esses padrões garantem que equipamentos diversos sejam compatíveis
entre si, assegurando interoperabilidade, segurança, eficiência e confiabilidade na transmissão de dados.
Eles descrevem aspectos como: formato dos dados, protocolos de comunicação, métodos de acesso ao
meio físico, frequências de operação, codificação de sinais, taxas de transmissão, entre outros.
O IEEE (Institute of Electrical and Electronics Engineers) é uma das maiores organizações do mundo
dedicadas à evolução da tecnologia, especialmente nas áreas de engenharia elétrica, eletrônica e
computação. Seu objetivo é criar normas e padrões que ajudam no desenvolvimento de dispositivos e
sistemas, garantindo que funcionem de maneira eficiente e compatível entre si. Dentro do IEEE, existe um
grupo chamado Comitê 802, que é responsável pela criação de padrões para redes de computadores.
Esses padrões servem para definir regras sobre como os dispositivos devem se comunicar, garantindo
que diferentes marcas e tecnologias funcionem juntas sem problemas. Sem esses padrões, cada empresa
poderia criar sua própria tecnologia sem considerar a compatibilidade com outras. Isso resultaria em
dificuldades para conectar dispositivos diferentes e tornaria a internet e redes corporativas muito menos
eficientes.
Hoje podemos conectar nossos dispositivos à internet sem precisar nos preocupar com compatibilidade,
seja em conexões Wi-Fi, cabo Ethernet ou até em sistemas mais avançados usados por grandes empresas.
CARACTERÍSTICAS
DESCRIÇÃO
DE PADRÕES
MEIO DE Podem especificar se a rede é com ou sem fio. Também podem especificar a largura de
TRANSMISSÃO banda e as características físicas do meio de transmissão.
Podem definir a topologia da rede, como barramento, estrela, anel ou malha.
TOPOLOGIA
Podem definir protocolos de comunicação que os dispositivos de rede devem seguir para
PROTOCOLOS
trocar dados, como protocolos de camada física e protocolos de camada de aplicação.
Podem incluir diretrizes de segurança, como criptografia e autenticação, para proteger a
SEGURANÇA
rede contra ameaças.
Garantem que os dispositivos de diferentes fabricantes possam funcionar juntos na
COMPATIBILIDADE
mesma rede, desde que sigam o mesmo padrão.
Podem abordar questões de desempenho, como largura de banda, latência e qualidade
DESEMPENHO
de serviço.
Na tabela a seguir, é possível ver diversos padrões diferentes de redes de computadores que são comuns
em provas de concurso:
A Ethernet é um conjunto de tecnologias e padrões que estabelece as regras para que dois ou mais
computadores possam se comunicar entre si utilizando meios cabeados dentro de uma rede local (LAN).
Desenvolvida inicialmente para ambientes corporativos e acadêmicos, a Ethernet tornou-se a tecnologia
de rede mais amplamente adotada no mundo devido à sua simplicidade, robustez e baixo custo de
implementação. Para compreendermos bem o funcionamento da Ethernet, é importante estudá-la em
partes, começando pela topologia física utilizada.
Quando um computador conectado à topologia de barramento desejava transmitir dados para outro, ele
convertia a informação em sinais elétricos e os enviava para o backbone. Como o cabo era compartilhado
por todos os dispositivos, o sinal propagava-se ao longo de todo o cabo, chegando a todos os
computadores conectados. Essa forma de transmissão é chamada de broadcast, pois os dados são
"anunciados" a todos os dispositivos da rede, independentemente de serem ou não o destinatário da
mensagem.
9
Sendo rigorosamente técnico, há uma diferença entre IEEE 802.3 e Ethernet relacionado a um campo de endereço de origem e destino, mas eu só
vi essa diferença ser cobrada em prova uma vez até hoje. Além disso, para lembrar da numeração do Padrão Ethernet, lembre-se de: ETHERNET →
3TH3RN3T; e para lembrar da numeração do Padrão Wi-Fi (que também cai bastante), lembre-se de: WI-FI → W1-F1.
Cada dispositivo, ao receber o sinal, utilizava sua placa de rede (NIC) para analisar o quadro de dados e
verificar se o endereço de destino (MAC) correspondia ao seu próprio. Se fosse o destinatário correto, o
dispositivo aceitava e processava o quadro; caso contrário, simplesmente o descartava. Essa estratégia,
apesar de simples, tinha limitações: como o meio era compartilhado, apenas um dispositivo podia
transmitir por vez, e havia o risco de colisões de dados caso dois dispositivos tentassem transmitir
simultaneamente. Vamos detalhar isso melhor...
Na imagem acima, o backbone será representado em azul para indicar que nenhum sinal está sendo
transmitido e em amarelo para indicar onde o sinal está sendo transmitido. Nesse sentido, ao interpretar
as imagens apresentadas, podemos concluir que na imagem de cima não está ocorrendo nenhuma
transmissão e na imagem de baixo está ocorrendo uma transmissão em broadcast, isto é, todas as
máquinas estão recebendo os dados. Apesar disso, apenas o destinatário original poderá processá-los.
E como os computadores vão saber quem é o destinatário original? Para resolver esse problema, a
Ethernet requer que cada computador tenha um endereço físico único – também chamado de Endereço
MAC (Media Access Control). Esse endereço único é colocado em um prefixo junto com os dados a serem
transmitidos. Na imagem anterior, à esquerda, é apresentado o Endereço MAC do meu computador.
Nesse sentido, todos os computadores da rede recebem os dados em broadcast, mas só aqueles que
possuem o Endereço MAC de destino contido no prefixo é que podem processá-los. Vejam na imagem
abaixo que o Computador A deseja enviar uma mensagem para o Computador F. Para tal, ele coloca o
Endereço MAC do Computador F no prefixo da mensagem – como ele é o destinatário da mensagem,
ele a processará e os outros computadores que receberam a mensagem vão ignorá-la. Lembrando que
toda placa de rede de um computador possui um Endereço MAC único.
E o que acontece se dois ou mais computadores enviarem dados ao mesmo tempo? Quando dois ou mais
computadores enviam dados ao mesmo tempo em uma rede que usa um meio de transmissão
compartilhado (como a Ethernet com topologia em barramento ou usando hubs), ocorre uma colisão. A
colisão acontece porque os sinais elétricos de ambos os computadores "se misturam" no cabo, resultando
em dados corrompidos que não conseguem ser interpretados corretamente pelos destinatários.
Gerenciamento de Colisões
Para lidar com esse problema, a Ethernet utiliza um método chamado CSMA – também conhecido como
Acesso Múltiplo com Detecção de Portadora. Em outras palavras, trata-se de um protocolo utilizado na
Ethernet para monitorar o meio de transmissão e evitar colisões quando ocorrem múltiplos acessos. Nós
já estudamos esse problema no tópico de topologia em barramento, mas agora vamos detalhar um
pouco mais. O CSMA significa:
▪ Carrier Sense (Detecção de Portadora): antes de transmitir, o computador "escuta" o meio para ver
se alguém já está transmitindo.
▪ Multiple Access (Acesso Múltiplo): todos os dispositivos têm o direito de tentar transmitir, mas
precisam competir pelo meio.
Quando o tráfego na rede de computadores está baixo, os computadores podem simplesmente esperar
que ninguém esteja utilizando o meio de transmissão para transmitir seus dados. No entanto, à medida
que o tráfego aumenta, a probabilidade de que dois ou mais computadores tentem transmitir dados ao
mesmo tempo também aumenta. Quando isso ocorre, temos a famosa colisão. A colisão deixa os dados
ininteligíveis, como duas pessoas falando ao telefone ao mesmo tempo – ninguém se entende.
Felizmente, os computadores podem detectar essas colisões por meio de um protocolo chamado
Collision Detection. Quando duas pessoas começam a falar ao mesmo tempo ao telefone, a solução mais
óbvia para resolver esse problema é parar a transmissão, esperar em silêncio e tentar novamente – o
princípio aqui é exatamente o mesmo.
O problema é que o outro computador também vai tentar a mesma estratégia. Além disso, outros
computadores da mesma rede podem perceber que o meio de transmissão está vazio e tentar enviar seus
dados. Vocês percebem que isso nos leva a mais e mais colisões? Pois é, mas a Ethernet possui uma
solução simples e efetiva para resolver esse problema. Quando um computador detecta uma colisão, eles
esperam um breve período de tempo antes de tentar novamente.
Esse período poderia ser, por exemplo, um segundo! Professor, se todos os computadores esperarem um
segundo, isso não vai resultar no mesmo problema anterior? Isso é verdade! Se todos esperarem um
segundo para retransmitir, eles vão colidir novamente após um segundo. Para resolver esse problema,
um período aleatório – chamado de backoff – é adicionado: um computador espera 1,3 segundos; outro
espera 1,5 segundos; e assim por diante.
Lembrem-se de que – para o mundo dos computadores – essa diferença de 0,2 segundos é uma
eternidade. Logo, o primeiro computador verá que o meio de transmissão não está sendo utilizado e
pode transmitir seus dados. 0,2 segundos depois, o segundo computador verá que o meio de transmissão
não está sendo utilizado e poderá transmitir seus dados. Isso resolve uma parte do problema, mas se
tivermos centenas de computadores transmitindo dos ao mesmo tempo, o problema permanece.
Pois é, essa é uma das maiores limitações ou desvantagens da topologia em barramento – e uma das
razões para essa topologia estar em completo desuso atualmente. Os engenheiros de redes da época
tentar uma outra solução: para reduzir o número de colisões e melhorar a eficiência, seria necessário
diminuir a quantidade de dispositivos nos meios de transmissão compartilhados. Para tal, uma
possibilidade seria utilizar Domínios de Colisão.
Um domínio de colisão é uma área da rede onde os dispositivos compartilham o mesmo meio físico de
transmissão de dados e, portanto, podem ter colisões se tentarem enviar dados simultaneamente. Dentro
de um mesmo domínio de colisão, apenas um dispositivo pode transmitir de cada vez porque se dois ou
mais transmitirem ao mesmo tempo, ocorre uma colisão. Por essa razão, nós buscamos segmentar a nossa
rede em domínios de colisão menores, reduzindo – portanto – a probabilidade de colisões.
Na imagem anterior, nós temos seis computadores conectados em um único meio de transmissão
compartilhado, logo nós temos um único domínio de colisão. Para reduzir a probabilidade de colisões,
nós podemos segmentar a rede em dois domínios de colisão. Para tal, nós podemos utilizar uma
topologia em estrela com uso de um switch10. Esse dispositivo segmentará nossa rede em duas partes e
ficará posicionado entre elas.
Dessa forma, ele só passará dados para o outro domínio de colisão se a mensagem for destinada a algum
computador presente nesse domínio de colisão. Para conseguir fazer esse serviço, ele guarda uma lista
de Endereços MAC dos computadores de cada domínio de colisão. Assim, se o Computador A deseja
transmitir dados para o Computador C, o switch não encaminhará os dados para o outro domínio de
colisão – como mostra a imagem acima à esquerda.
Por outro lado, se o Computador E quiser transmitir dados para o Computador F ao mesmo tempo que
o Computador A transmite dados para o Computador C, a rede estará livre e as duas transmissões
10
Utilizar a topologia em estrela com um hub não adiantaria nada porque esse dispositivo tem topologia lógica em barramento.
poderão ocorrer simultaneamente porque as duas comunicações estarão ocorrendo em dois domínios
de colisão diferentes – como mostra a imagem acima à direita. Percebam que os domínios de colisão
criados reduziram as chances de colisões na rede.
Por didática, nós dividimos a rede em apenas dois domínios de colisão no exemplo. Ocorre que, dessa
forma, a probabilidade diminuiu, mas ainda há chance de ocorrer novas colisões. A solução para esse
problema é criar um domínio de colisão para cada um dos dispositivos da rede de computadores
(conforme é apresentado na imagem seguinte à esquerda).
Note que a imagem à esquerda mostra um Switch conectado a vários computadores. Cada linha tracejada
representa um domínio de colisão diferente para cada computador. Isso significa que cada porta do
switch cria um domínio de colisão separado: se um computador transmitir dados, só ele e o switch
compartilham aquele enlace; se outro computador transmitir ao mesmo tempo, não haverá colisão, pois
ele está em outro domínio.
Já a imagem à direita também mostra um Switch conectado a vários computadores. No entanto, cada
conexão exibe duas setas: uma para transmissão e outra para recepção. Isso indica que a comunicação
ocorre em modo full-duplex, isto é, o computador envia dados e recebe dados ao mesmo tempo, sem
colisão. Com switches modernos, além de domínios de colisão separados, também é possível fazer
transmissão e recepção simultâneas. O que podemos concluir disso tudo?
- Antigamente, as Redes Ethernet utilizavam uma topologia em barramento com uso de hubs. Nesse
contexto, mesmo com a utilização de algoritmos e protocolos para tentar sanear o problema, havia o risco
de colisões caso dois ou mais dispositivos tentassem transmitir dados simultaneamente, dado que o meio
de transmissão era compartilhado.
- Atualmente, as Redes Ethernet utilizam uma topologia em estrela com o uso de switches. Nesse contexto,
cada computador tem seu próprio caminho até a rede, permitindo comunicações simultâneas e
melhorando o desempenho da rede. Além disso, como os switches funcionam em modo full-duplex, o
computador é capaz de enviar e receber dados simultaneamente, logo não há mais chance de colisões.
Gerações da Ethernet
Tudo isso que descrevemos até aqui diz respeito ao funcionamento da Ethernet-Padrão, que
originalmente operava a 10 Mbps. Com o avanço da tecnologia e a necessidade de maior velocidade de
comunicação, surgiram novas gerações da Ethernet: a Fast Ethernet (operando a 100 Mbps), a Gigabit
Ethernet (operando a 1 Gbps) e a 10 Gigabit Ethernet (operando a 10 Gbps). Cada nova geração trouxe
ganhos significativos de desempenho, mantendo a compatibilidade com os padrões anteriores e
solidificando ainda mais a Ethernet como o padrão dominante para redes locais em todo o mundo.
Vantagens e Desvantagens
Tende a ter latência baixa, o que é importante para Não é adequada para redes sem fio, o que pode ser
aplicativos sensíveis à latência. um problema em ambientes móveis.
O Padrão Token Ring é outro importante padrão de rede cabeada que, durante muito tempo —
especialmente até o início da década de 1990 — foi o principal concorrente da Ethernet no mercado de
redes locais. Ele inicialmente oferecia uma taxa de transmissão de 4 Mbps, o que, na época, era bastante
competitivo. Mais tarde, surgiram versões de 16 Mbps para tentar acompanhar a evolução da Ethernet.
Este padrão apresentava algumas características técnicas bem definidas: comunicação unidirecional
(também chamada de simplex), arquitetura ponto-a-ponto entre estações e topologia lógica em anel.
Falando da topologia, é importante entender que, fisicamente, muitas implementações de Token Ring
usavam uma disposição semelhante à estrela — com todas as estações ligadas a um concentrador. No
entanto, logicamente, a comunicação seguia uma estrutura de anel, ou seja, os dados passavam de uma
estação para a seguinte formando um circuito fechado. Isso eliminava um dos problemas que a Ethernet
enfrentava na época: as colisões de dados. Na topologia em anel do Token Ring, como o controle de
quem pode transmitir é rigidamente organizado, não há risco de colisões.
E por que o nome Token Ring? Isso se deve ao método de controle de acesso que a rede utilizava. Em vez
de todos os computadores "brigarem" pelo meio de transmissão, como na antiga Ethernet com
CSMA/CD, no Token Ring somente a estação que estiver em posse de um pequeno pacote de controle
(chamado token) pode transmitir dados. Esse token é um quadro especial que circula continuamente pela
rede, passando de uma estação para outra. Quando uma estação precisa transmitir, ela captura o token,
anexa os dados que deseja enviar e envia o quadro pela rede. Quando a transmissão termina, o token é
liberado para que outra estação possa usá-lo.
Vantagens e Desvantagens
Por fim, vejamos agora uma pequena comparação entre os padrões Ethernet e Token Ring na tabela
apresentada a seguir:
Pode ser menos flexível para adicionar ou É escalável e permite adicionar dispositivos
remover dispositivos sem interromper a com facilidade, especialmente em redes
ESCALABILIDADE
rede. comutadas.
Foi popular nas décadas de 1980 e 1990, É a tecnologia de rede mais amplamente
mas agora é menos comum, pois a Ethernet usada e suportada, com constante evolução.
POPULARIDADE
se tornou dominante.
A comunicação móvel é hoje uma das tendências mais marcantes no mundo da tecnologia, impulsionada
pela expectativa de que os usuários estejam conectados à internet o tempo todo, onde quer que estejam.
Atualmente, é quase impensável que um hotel, restaurante ou mesmo um transporte público não ofereça
algum tipo de acesso online aos seus clientes.
Para entender melhor essa evolução, pensemos em uma tecnologia sem fio mais antiga e limitada: o
controle remoto de televisão. Ele também é um dispositivo wireless, mas funciona por infravermelho. Qual
é o problema dessa tecnologia? Se houver algum obstáculo entre o controle e o receptor da televisão, a
luz não atravessa e a comunicação não acontece. Em outras palavras, é necessário ter uma linha de visada,
isto é, uma linha sem obstáculos entre o emissor e o receptor. Além disso, essa tecnologia permite apenas
uma comunicação de curto alcance.
Foi para superar essas limitações que a tecnologia de rádio se tornou dominante para comunicações sem
fio. Utilizando antenas e frequências de ondas eletromagnéticas, o rádio permite que os sinais atravessem
obstáculos como paredes e portas, embora com alguma perda de qualidade (estou falando de uma
parede normal; se for uma parede de um metro de espessura, a perda será grande). Mesmo assim, a
comunicação ainda acontece de maneira eficiente.
Diferentemente dos padrões tradicionais, como a Ethernet, que dependem de cabos físicos para a
conexão, o Wi-Fi possibilita que os usuários permaneçam conectados enquanto se deslocam dentro de
um determinado perímetro — como uma casa, um escritório ou até mesmo uma praça pública. As redes
sem fio, baseadas em transmissão por ondas de rádio, trouxeram uma revolução na maneira como
interagimos com a tecnologia, permitindo mobilidade, flexibilidade e conveniência. O Wi-Fi define
padrões de transmissão e codificação de sinais de rádio para possibilitar a comunicação segura e eficiente
entre dispositivos, como notebooks, smartphones, impressoras, entre outros.
Por outro lado, as redes wireless também apresentam algumas limitações. Em geral, as taxas de
transmissão em redes sem fio são inferiores às taxas em redes cabeadas. Um exemplo simples é observar
que um download feito em um computador conectado diretamente via cabo de rede é, muitas vezes,
mais rápido do que o mesmo download realizado via Wi-Fi em um smartphone.
A segurança em redes wireless exige muito mais atenção: enquanto interceptar dados em uma rede
cabeada demanda acesso físico aos cabos, nas redes wireless basta que alguém esteja próximo o
suficiente do sinal para tentar capturá-lo. Por isso, proteger sua rede Wi-Fi doméstica com senhas fortes
e protocolos de segurança atualizados é fundamental para evitar invasões e roubo de dados.
RISCOS DE REDES
DESCRIÇÃO
WI-FI
ACESSO NÃO Pessoas não autorizadas podem tentar se conectar à rede.
AUTORIZADO
INTEREFERÊNCIA DE Objetos físicos ou outras redes podem afetar a qualidade do sinal.
SINAL
ATAQUES DE FORÇA Tentativas de adivinhar senhas por meio de força bruta.
BRUTA
MONITORAMENTO DE Espionagem do tráfego de rede para coletar informações.
TRÁFEGO
PONTO DE ACESSO Atacantes podem criar redes falsas para enganar os usuários.
FALSO
VULNERABILIDADES Falhas de segurança podem ser exploradas por invasores.
DE SEGURANÇA
ATAQUES DE Sobrecarregar a rede para torná-la inacessível.
NEGAÇÃO DE SERVIÇO
USO EXCESSIVO DE Usuários podem consumir toda a largura de banda disponível.
LARGURA DE BANDA
COMPARTILHAMENTO Compartilhamento de senhas com pessoas não confiáveis.
INADEQUADO
CONFIGURAÇÕES Configurações de segurança fracas ou inadequadas.
INADEQUADAS
Protocolos de Segurança
Para resolver alguns destes riscos e proteger a integridade e a privacidade dos dados transmitidos, foram
desenvolvidos mecanismos/protocolos de segurança, tais como:
PROTOCOLOS DE
DESCRIÇÃO
SEGURANÇA
O WEP foi um dos primeiros protocolos de segurança usados em redes Wi-Fi, sendo
WEP considerado inseguro (e não recomendado) atualmente. Ele usa uma chave de
(WIRED EQUIVALENT criptografia compartilhada entre o roteador e os dispositivos para criptografar os
PRIVACY) dados que são transmitidos, mas tem vulnerabilidades que tornam relativamente fácil
para um atacante comprometer a segurança da rede e acessar os dados.
O WPA foi desenvolvido para substituir o WEP e corrigir suas vulnerabilidades. Ele
WPA introduziu melhorias significativas na criptografia e na autenticação, tornando a rede
(WI-FI PROTECTED mais segura. No entanto, ao longo do tempo, ele também mostrou algumas
ACCESS) vulnerabilidades. Ele usa uma chave de segurança e um método de autenticação
mais forte do que o WEP.
O WPA2 é uma evolução do WPA e é atualmente um dos protocolos de segurança
WPA2 mais seguros para redes Wi-Fi. Ele utiliza criptografia forte e o padrão IEEE 802.11i
(WI-FI PROTECTED para proporcionar uma camada sólida de segurança. O WPA2 oferece autenticação
ACCESS 2) forte e protege os dados transmitidos na rede Wi-Fi de maneira eficaz. É altamente
recomendado configurar sua rede Wi-Fi com WPA2 para garantir a segurança.
O WPA3 é uma versão mais recente que oferece ainda mais melhorias de segurança,
WPA3 incluindo criptografia mais forte e proteção contra-ataques de força bruta. Dessa
(WI-FI PROTECTED forma, ao configurar uma rede Wi-Fi, é aconselhável usar WPA2 ou WPA3, se
ACCESS 3) disponível, para garantir a proteção adequada.
Modos de Operação
As redes wireless podem operar de duas formas principais: Ad-hoc e Infraestrutura. Cada uma dessas
configurações possui características distintas que as tornam mais adequadas para diferentes cenários. A
escolha entre elas depende de fatores como topologia da rede, escalabilidade e requisitos de segurança.
A tabela apresentada a seguir oferece uma visão geral das diferenças entre redes wireless ad-hoc11 e
redes wireless de infraestrutura.
11
Em geral, Bluetooth tem um caráter mais ad-hoc e Wi-Fi tem um caráter mais de infraestrutura (apesar de não ser obrigatório).
Geralmente menos segura, pois não existe Mais segura, pois o ponto de acesso central
um ponto de controle central. As pode implementar medidas de segurança,
SEGURANÇA
comunicações podem ser vulneráveis a como criptografia e autenticação, em nome
ataques. de todos os dispositivos.
Redes temporárias de curto prazo, Redes domésticas, redes empresariais,
EXEMPLOS DE comunicação direta entre dispositivos hotspots públicos e ambientes onde
UTILIZAÇÃO móveis (por exemplo, compartilhamento múltiplos dispositivos precisam se conectar
de arquivos entre smartphones). a uma rede comum.
Gerações de Wi-Fi
Assim como ocorreu com a Ethernet, as redes Wi-Fi também passaram por uma série de evoluções
tecnológicas para atender às crescentes demandas por velocidade, estabilidade e alcance. Ao longo dos
anos, surgiram vários padrões dentro da família IEEE 802.11, cada um trazendo melhorias específicas.
Essas tecnologias não são necessariamente a evolução direta uma da outra. Vejamos:
O padrão 802.11b entrou no mercado antes do 802.11a e rapidamente se consolidou, pois oferecia um
equilíbrio entre alcance e preço acessível, além de operar na banda de 2,4 GHz, que já era amplamente
utilizada. Essa faixa de frequência, entretanto, é bastante "poluída", porque outros equipamentos
domésticos, como micro-ondas, telefones sem fio, controles de portão eletrônico e dispositivos Bluetooth
também operam nela, o que pode gerar interferência nas comunicações Wi-Fi. Apesar disso, o 802.11b
12
Para decorar a ordem, lembre-se da palavra BAGUNÇA (lembrando que CA é AC).
permitia uma taxa de transmissão de até 11 Mbps, o que para a época era mais do que suficiente para
navegação na web e troca de arquivos simples.
Pouco tempo depois, foi lançado o padrão 802.11g, que surgiu como uma evolução natural do 802.11b.
Ele manteve compatibilidade retroativa com o padrão anterior, ou seja, dispositivos 802.11g podiam se
comunicar com dispositivos 802.11b. O grande diferencial do 802.11g foi a aumento de velocidade,
permitindo taxas de transmissão de até 54 Mbps, ainda operando na banda de 2,4 GHz. Isso atendeu
melhor a demandas mais exigentes, como transmissões de vídeos e compartilhamento de arquivos.
Em seguida, veio o padrão 802.11n, que trouxe grandes avanços. Ele utilizada múltiplas antenas para
enviar e receber mais dados simultaneamente, melhorando muito a performance. Além disso, o 802.11n
introduziu a capacidade de operar tanto em 2,4 GHz quanto em 5 GHz, característica chamada de Dual
Band. Essa inovação foi crucial porque, como vimos, a banda de 2,4 GHz sofre muita interferência de
outros aparelhos domésticos. O uso da banda de 5 GHz oferece canais mais limpos, menos
congestionados, permitindo maiores velocidades e menor latência — ideal para aplicações como
videoconferência, jogos online e streaming em alta definição.
Mais recentemente, surgiu o padrão 802.11ac, que opera exclusivamente na banda de 5 GHz. Ele é
voltado para tráfego de altíssima velocidade, suportando taxas superiores a 1 Gbps. O 802.11ac também
trabalha com tecnologias de múltiplas antenas e múltiplos usuários, que permite que o roteador atenda
vários dispositivos simultaneamente com alta eficiência, melhorando ainda mais a performance em
ambientes com muitos dispositivos conectados, como casas inteligentes ou escritórios modernos.
O 802.11ax (Wi-Fi 6), lançado em 2019, e sua extensão Wi-Fi 6E em 2021, vieram com foco em eficiência.
Usando técnicas como OFDMA e MU-MIMO aprimorado, ele consegue lidar melhor com redes densas,
como estádios e escritórios cheios de dispositivos. A introdução da banda de 6 GHz no Wi-Fi 6E abriu
espaço para conexões mais estáveis e rápidas, reduzindo interferências.
Por fim, o 802.11be (Wi-Fi 7), previsto para 2025, promete velocidades superiores a 40 Gbps. Ele traz
canais ainda mais largos (até 320 MHz), suporte a MLO (Multi-Link Operation, que combina várias bandas
ao mesmo tempo) e otimizações para realidade aumentada, streaming em 8K e jogos na nuvem. Esse
padrão deve marcar uma nova era de redes sem fio, praticamente equivalentes às conexões cabeadas de
alta velocidade.
Vantagens e Desvantagens
Assim, vemos que os padrões de Wi-Fi evoluíram progressivamente para oferecer mais velocidade,
melhor estabilidade, maior alcance e menos interferências. Vejamos as vantagens e desvantagens:
Disponível em várias faixas de frequência, permitindo Redes sem fio podem apresentar maior latência do
cobertura em diferentes distâncias. que redes com fio, o que pode ser crítico para
algumas aplicações.
Redes Piconet
O funcionamento do Bluetooth se organiza em torno de uma unidade básica chamada piconet (ou
picorrede), que é essencialmente um pequeno grupo de dispositivos Bluetooth que compartilham um
canal comum de rádio-frequência. Dentro dela, adota-se uma topologia em estrela, com um único
dispositivo mestre no centro da comunicação. Esse dispositivo mestre — também chamado de master ou
primário — é o responsável por coordenar todo o tráfego de dados dentro da piconet, controlando a
comunicação com até sete dispositivos escravos13 (ou slave, também chamados de secundários).
Embora qualquer dispositivo Bluetooth possa desempenhar o papel de mestre ou escravo, em uma
mesma piconet só pode haver um único mestre ativo. Além dos dispositivos escravos, a piconet pode
conter até 255 dispositivos estacionados (parked). Um dispositivo estacionado permanece sincronizado
com o mestre, mas não participa ativamente da comunicação até ser ativado. Se for necessário ativar um
dispositivo estacionado, o mestre deve mover algum escravo ativo para o estado estacionado,
respeitando o limite de oito dispositivos ativos ao mesmo tempo na piconet (1 mestre + 7 escravos).
13
Atenção: alguns alunos enviaram reclamações pedindo para retirar o termo mestre/escravo da aula por ter cunho racista. No entanto, esse é o
termo técnico utilizado em bibliografias consagradas e em questões de concurso, logo infelizmente não há como retirá-lo.
Essa dinâmica é importante para gerenciar melhor os dispositivos conectados, já que os recursos de uma
piconet são limitados. Logo, a piconet é composta por dispositivos ativos (transmitindo e recebendo
dados) e dispositivos estacionados (em estado de espera, sincronizados, mas inativos). Essa organização
permite que uma piconet gerencie dinamicamente quais dispositivos estão ativos conforme a
necessidade da comunicação.
Redes Scatternet
Existe ainda uma estrutura mais complexa: a scatternet. Ela se forma quando duas ou mais piconets se
interconectam. Isso ocorre quando um mesmo dispositivo atua como escravo em uma piconet e mestre
em outra piconet. Por exemplo, imagine duas piconets separadas: a da esquerda com seu mestre e seus
escravos, e a da direita com outro mestre e seus escravos. Se houver um dispositivo que participe das
duas — sendo escravo em uma e mestre na outra —, temos a formação de uma scatternet. Esse mecanismo
permite expandir a cobertura e a capacidade de redes bluetooth, conectando múltiplos grupos de
dispositivos de forma flexível e inteligente.
Vamos entender a imagem anterior! À esquerda, temos uma piconet: um dispositivo está atuando como
Primária (Mestre) e três outros dispositivos estão atuando como Secundários (Escravos). Esta piconet é
uma rede Bluetooth típica com topologia em estrela, onde o mestre coordena a comunicação entre os
escravos. À direita, temos outra piconet: o dispositivo central dessa segunda piconet é rotulado como
Primária/Secundária. Isso significa que esse dispositivo está simultaneamente participando das duas
piconets: ele é escravo na primeira piconet (à esquerda) e ele é mestre na segunda piconet (à direita). Na
segunda piconet, ele coordena a comunicação com dois dispositivos Secundários (escravos).
Na minha casa, meu computador (mestre) forma uma piconet por estar conectado ao meu teclado, ao
meu mouse e ao meu fone de ouvido (escravos). Por outro lado, meu smartphone (mestre) também está
conectado ao meu fone de ouvido (escravo). Logo, meu fone de ouvido é escravo em duas piconets
diferentes. Agora vamos imaginar que o meu computador (mestre) também está conectado ao meu
smartphone (escravo). Nesse caso, eu terei uma scatternet!
Vamos resumir todos esses pontos: (1) uma piconet possui apenas um dispositivo mestre; (2) um
dispositivo só pode ser mestre de uma piconet; (3) um dispositivo pode ser escravo de mais de uma
piconet; (4) um dispositivo pode ser mestre de uma piconet e escravo de outra piconet; (5) mestres só se
comunicam com escravos e escravos só se comunicam com mestres – não há comunicação direta entre
escravos ou comunicação direta entre mestres.
Vantagens e Desvantagens
Por fim, vejamos na tabela seguinte as vantagens e desvantagens do padrão IEEE 802.15, que podem
variar dependendo da implementação específica e do contexto de uso:
INTERNET
Conceitos Básicos
INCIDÊNCIA EM PROVA: MÉDIA
Na época, a rede telefônica era amplamente utilizada, mas considerada vulnerável devido à sua estrutura
centralizada. A necessidade de uma alternativa mais robusta levou à criação da ARPA (Advanced Research
Projects Agency) em 1958, sob o governo de Dwight Eisenhower, com o objetivo de fomentar a pesquisa
tecnológica militar, especialmente em universidades e empresas privadas.
==10fa9f==
Sob a liderança de Larry Roberts, a ARPA passou a investir na construção de uma rede de comunicação
descentralizada. Em 1969, com a colaboração de universidades norte-americanas, foi criada a ARPANET,
considerada o embrião da Internet. Inicialmente restrita à troca de mensagens entre instituições
acadêmicas, a ARPANET incorporou, ao longo do tempo, novos recursos e tecnologias, como a
comutação por pacotes, que se tornaram fundamentos da Internet contemporânea.
O que significa esse termo comutação? No contexto de telecomunicações, é o processo de interligar dois
ou mais pontos. No caso da telefonia, as centrais telefônicas comutam ou interligam terminais.
A comutação por circuito estabelece um caminho fim a fim dedicado, reservando um canal de
comunicação temporariamente, para que dados de voz sejam transmitidos. Nesse caso, a informação de
voz sempre percorre a mesma rota e sempre chega na mesma ordem. O processo de comutação por
circuito possui uma fase de estabelecimento da conexão, uma fase de transferência de dados e uma fase
de encerramento da conexão.
COMUTAÇÃO POR
DESCRIÇÃO
CIRCUITOS
CONEXÃO Estabelecida antes da transmissão de dados.
EXCLUSIVIDADE Circuito dedicado durante toda a comunicação.
EFICIÊNCIA Pode ser baixa, pois a linha fica ocupada mesmo em silêncio.
LATÊNCIA Baixa, ideal para voz em tempo real.
ROBUSTEZ Menos flexível, difícil de redirecionar em caso de falha.
EXEMPLOS Ligações telefônicas tradicionais.
Cada pacote contém parte dos dados originais e informações de controle (como endereço de origem e
destino). Os pacotes são enviados individualmente, podendo seguir rotas diferentes pela rede,
dependendo da disponibilidade e eficiência dos caminhos no momento. Ao chegar ao destino, eles são
reorganizados na ordem correta para reconstruir a mensagem original. Vejamos as principais
características da comutação por pacotes:
COMUTAÇÃO POR
DESCRIÇÃO
PACOTES
DIVISÃO DE DADOS Dados são divididos em pacotes menores.
ROTAS Cada pacote pode seguir um caminho diferente.
EFICIÊNCIA Uso mais dinâmico dos recursos da rede.
REORGANIZAÇÃO Pacotes são remontados na ordem correta no destino.
ROBUSTEZ Se um caminho falhar, os pacotes são redirecionados.
UTILIZAÇÃO Base das redes modernas (Internet, VPNs, etc).
Arquitetura TCP/IP
O TCP/IP (Transmission Control Protocol/Internet Protocol) é um conjunto de protocolos de comunicação
que permite que dispositivos diferentes em uma rede troquem informações entre si, especialmente na
Internet. Ele define como os dados devem ser divididos em pacotes, endereçados, transmitidos, roteados
e recebidos no destino correto. Podemos dizer basicamente que o IP cuida de "para onde os dados vão"
(endereçamento) e o TCP cuida de "como os dados chegam" (controle de erros, reenvio, reordenação).
Quando duas ou mais redes se conectam utilizando a pilha de protocolos TCP/IP, fica bem mais fácil
conectá-las. O conjunto de redes de computadores que utilizam esse conjunto de protocolos e que
consiste em milhões de equipamentos, com alcance local ou global, e que está ligada a uma grande
variedade de tecnologias de rede é também conhecida popularmente como: Internet. Veremos mais
detalhes sobre o TCP/IP na próxima aula.
Serviços de Internet
A Internet é uma gigantesca rede mundial que interconecta milhões de dispositivos (computadores,
smartphones, servidores, sensores, etc) utilizando protocolos de comunicação padronizados. Ela funciona
como uma “rede de redes”, permitindo que dispositivos de diferentes lugares do mundo se comuniquem
entre si para trocar informações, acessar serviços, compartilhar arquivos e utilizar aplicações online.
Dentro os principais serviços, os mais conhecidos são:
SERVIÇOS DA
DESCRIÇÃO
INTERNET
Esses são os serviços principais, mas existem muitos outros oferecidos via Internet (Ex: grupos de
discussão, mensagens instantâneas, bate-papo, redes sociais, computação em nuvem, entre outros).
Camadas da Web
INCIDÊNCIA EM PROVA: MÉDIA
A web pode ser dividida em camadas que refletem diferentes níveis de acessibilidade, funcionalidade e
infraestrutura. Vejamos:
Surface Web
SURFACE WEB
Trata-se da parte da internet que está indexada por mecanismos de busca tradicionais, tais como: Google,
Bing e Yahoo. A Surface Web é a parte da web que pode ser acessada livremente por qualquer pessoa
usando navegadores comuns. Trata-se da camada visível da web, composta por páginas públicas, que
não exigem autenticação especial (como login e senha) para serem acessadas.
A Surface Web (também chamada de Web Navegável) é a parte da internet que é visível, acessível
publicamente e indexada por motores de busca tradicionais (Ex: Google, Bing e Yahoo) sem a
necessidade de autenticação (Ex: Login e Senha). Esses buscadores possuem rastreadores, isto é,
pequenos programas que percorrem a internet e adicionam páginas ao índice de pesquisa, tornando-as
acessíveis a qualquer pessoa que faça uma busca.
SEM RESTRIÇÕES Os usuários podem navegar e acessar conteúdo sem a necessidade de credenciais ou
SIGNIFICATIVAS permissões especiais.
Páginas de notícias, blogs, lojas online e outros sites acessíveis ao público em geral.
EXEMPLOS
Deep Web
DEEP WEB
Trata-se da parte da internet que não está indexada pelos mecanismos de busca convencionais, como
Google, Bing ou Yahoo. São páginas e conteúdos que não aparecem nas pesquisas e que geralmente
exigem alguma forma de autenticação, como login e senha, para serem acessados. Apesar da fama, a
Deep Web é composta, em sua maioria, por conteúdos legítimos, como bancos de dados acadêmicos,
sistemas internos de empresas, contas bancárias online, e arquivos privados.
A Deep Web é a parte da internet que não é indexada pelos motores de busca comuns como Google,
Bing ou Yahoo. Trata-se do conjunto de páginas, bases de dados e conteúdos online que não aparecem
em pesquisas tradicionais, mas que ainda são legítimos e utilizados no dia a dia. Ela é invisível para todos
aqueles que não tenham autorização para acessá-la. Muito cuidado: é comum vermos manchetes em
jornais associando crimes ou atividades ilegais à Deep Web, sendo que o correto seria Dark Web.
Dark Web
DARK WEB
Trata-se da parte da Deep Web que só pode ser acessada por meio de softwares e redes específicas,
como o Navegador Tor. Ela foi projetada para garantir anonimato completo tanto para quem acessa
quanto para quem hospeda os conteúdos. A Dark Web é conhecida por abrigar conteúdos e serviços que
não estão disponíveis na internet comum, podendo incluir desde fóruns privados e troca de informações
sigilosas até atividades ilegais, como comércio de drogas, armas e dados roubados.
A Dark Web é uma parte da Deep Web que foi deliberadamente oculta e só pode ser acessada usando
softwares, configurações ou autorizações específicas, como o navegador Tor. Ela é projetada para
oferecer anonimato total tanto para quem hospeda os sites quanto para quem os acessa. Enquanto a
Deep Web é simplesmente "não indexada", a Dark Web é propositalmente escondida para proteger
identidades e garantir anonimato.
Ela foi criada originalmente para permitir a comunicação segura e privada (por exemplo, para jornalistas
em regimes autoritários ou para proteger dissidentes políticos). No entanto, como o anonimato é
garantido, a Dark Web também acabou atraindo atividades ilegais, como venda de drogas e armas,
hackers oferecendo serviços ilícitos, comércio de documentos falsificados, fóruns criminosos, entre
outros.
Apesar disso, nem tudo na Dark Web é criminoso. Existem usos legítimos: ativistas, jornalistas e cidadãos
vivendo sob censura utilizam a Dark Web para se comunicar livremente e com segurança. A Dark Web
não é indexada por mecanismos de busca comuns e nem possuem um endereço comum14, logo é
basicamente invisível e praticamente impossível de ser rastreada. Para acessá-la, é necessário se conectar
a uma rede específica – a mais famosa se chama Tor.
Essa rede foi inicialmente um projeto militar americano para se comunicar sem que outras nações
pudessem descobrir informações confidenciais. A Dark Web não é acessível por meio de navegadores
tradicionais como Chrome, Firefox, entre outros (exceto com configurações específicas de proxy). Para
acessar a Rede Tor, é necessário utilizar um navegador específico – também chamado de Tor – que
permite acessar qualquer página da web.
Na China, o Google e muitos de seus serviços, como Gmail, Google Maps e YouTube, são
bloqueados pelo Grande Firewall do governo. No entanto, algumas pessoas conseguem
contornar essa restrição usando VPNs (Redes Privadas Virtuais) e a Deep Web. Na China, existem
fóruns e plataformas específicas na Dark Web (Ex: Deepmix e o Chang’na) que são populares
entre os usuários chineses. Esses espaços permitem discussões anônimas e até transações,
muitas vezes envolvendo criptomoedas
O Navegador Tor direciona as requisições de uma página através de uma rota que passa por uma série
de servidores proxy da Rede Tor operados por milhares de voluntários em todo o mundo, tornando o
endereço IP não identificável e não rastreável15.
Quando utilizamos o Navegador Tor, é possível acessar tanto páginas da Surface Web quanto páginas
exclusivas da Dark Web. Ao acessar uma página da Surface Web, o seu anonimato é preservado, ou seja,
ninguém consegue identificar quem está fazendo o acesso (porque não sabem o seu IP verdadeiro), mas
Na Dark Web, as páginas não usam os domínios tradicionais como .com, .org, .net, ou domínios nacionais como .br (para o Brasil). Em vez disso,
14
muitos sites da Dark Web usam o domínio .onion (Exemplo: [Link] ou [Link]
15
O nome Tor vem de The Onion Router (O Roteador Cebola) porque os dados passam por diversas camadas de encriptação como em uma cebola.
é possível identificar qual site você está acessando. Isso acontece porque o endereço do site ainda é
público e visível, mesmo que o usuário permaneça oculto por trás da Rede Tor.
Por outro lado, existem sites que só existem dentro da Dark Web, e são acessíveis exclusivamente através
da Rede Tor. Esses sites possuem endereços especiais terminados em .onion, que não são encontrados
nos navegadores comuns nem nos mecanismos de busca convencionais. Nesses casos, o anonimato é
total: não é possível saber quem está acessando; não é possível saber qual site está sendo acessado; não
é possível saber quando o acesso ocorreu; e não é possível saber quais dados estão sendo transmitidos.
Dentro da Dark Web, existem fóruns, marketplaces e comunidades clandestinas onde são encontrados
conteúdos extremamente ilícitos e perturbadores, como: tráfico de drogas e armas; contratação de
matadores de aluguel; planejamento de atentados terroristas; compartilhamento de fotos/vídeos de
pornografia infantil; vazamento de documentos sigilosos; violência extrema; conteúdos de ódio;
esquisitices macabras, como canibalismo; falsificação de documentos; dentre vários outros.
Para terminar, vamos apenas falar um pouco sobre a relação entre a Dark Web e Criptomoedas. Em 2013,
existia um site na Rede Tor denominado Silk Road, no qual eram comercializados diversos produtos,
desde substâncias ilícitas, como metanfetaminas, até itens comuns, como a discos e vinis. Para garantir o
anonimato dos usuários, as transações não eram realizadas com cartões de crédito, mas sim por meio de
uma criptomoeda: Bitcoin.
O Bitcoin é uma moeda digital que não transita pelo sistema financeiro tradicional dos países, dificultando
o rastreamento das transações. Dentro da Rede Tor, o uso de criptomoedas torna praticamente
impossível identificar quem realizou uma compra ou venda, o que favoreceu a popularização de
plataformas como o Silk Road para a comercialização de bens e serviços – tanto legais quanto ilegais. Ele
se tornou tão popular que virou uma espécie de Amazon do submundo da ilegalidade da internet.
Contém conteúdo
Contém informações e sites Inclui conteúdo não
obscuro e frequentemente
CONTEÚDO disponíveis publicamente. indexado por mecanismos
ilegal.
COMUM de busca, como bancos de
dados privados.
A IoT é o conceito que descreve a capacidade de objetos físicos estarem conectados à internet, trocando
informações entre si ou com servidores, de maneira automática, sem a necessidade constante de
intervenção humana. Ela transforma itens do cotidiano em dispositivos inteligentes, capazes de coletar
dados, processá-los e agir com base em informações recebidas. Esses dispositivos estão ficando cada vez
mais comuns em nosso dia a dia.
Dispositivos IoT usam sensores, software e outras tecnologias embarcadas para se comunicar e interagir
tanto com outros dispositivos quanto com sistemas de gerenciamento. Essa conexão cria redes de
dispositivos inteligentes que melhoram a eficiência, otimizam processos e tornam a vida mais prática —
seja em casas, cidades ou indústrias. Esses dispositivos podem funcionar de maneira local (apenas em
uma rede interna) ou conectados a servidores remotos, usando computação em nuvem para processar
dados e enviar comandos.
Principais Componentes
A IoT não é uma tecnologia monolítica: seus componentes principais podem variar bastante. No entanto,
em regra, incluem:
COMPONENTES DE
DESCRIÇÃO
IOT
São os elementos físicos que compõem a IoT, como sensores, atuadores e outros
dispositivos conectados, como câmeras, medidores inteligentes, veículos e
DISPOSITIVOS
eletrodomésticos. Eles coletam dados do mundo real e podem executar ações com base
nesses dados.
São os meios pelos quais os dispositivos IoT se comunicam entre si e com a nuvem. Isso
TECNOLOGIAS DE pode incluir Wi-Fi, Bluetooth, 3G/4G/5G, Zigbee, LoRa, entre outros. As redes de
COMUNICAÇÃO comunicação são responsáveis pela transferência de dados dos dispositivos para a
nuvem e vice-versa.
Os sensores coletam informações do ambiente, como temperatura, umidade,
SENSORES E localização, movimento e muito mais. Os atuadores são responsáveis por tomar ações,
ATUADORES como ligar ou desligar um dispositivo. Eles são os olhos e as mãos da IoT.
Tecnologias de Comunicação
Além disso, para que todos esses equipamentos possam "conversar" entre si e com o sistema central, a
comunicação é fundamental. Existem diversas tecnologias e protocolos criados especialmente para a
Internet das Coisas (IoT), cada um adequado a diferentes necessidades, como consumo de energia,
velocidade de transmissão ou alcance de sinal. A seguir, vamos conhecer algumas dessas principais
tecnologias de comunicação utilizadas em projetos de IoT.
TECNOLOGIAS DE
DESCRIÇÃO
IOT
Trata-se de uma das tecnologias de comunicação sem fio mais amplamente utilizadas e
WI-FI
oferece alta largura de banda. É adequado para dispositivos que têm acesso a redes
(802.11)
locais de alta velocidade e energia suficiente.
Trata-se de uma tecnologia de comunicação sem fio de curto alcance, adequada para
BLUETOOTH
dispositivos pessoais, como fones de ouvido sem fio e dispositivos vestíveis. O Bluetooth
(802.15)
Low Energy (BLE) é uma variante de baixo consumo de energia.
Trata-se de um padrão de comunicação sem fio de baixa potência projetado para redes
ZIGBEE de sensores e dispositivos IoT em ambientes domésticos e industriais.
Vantagens e Desvantagens
Por fim, vejamos agora as vantagens e desvantagens dessa tecnologia:
Tecnologias de Acesso
Nem todos os ISPs têm o mesmo papel ou alcance: existem diferentes níveis de provedores, classificados
conforme sua capacidade de infraestrutura, cobertura e dependência de outras redes 16. Vejamos:
A classificação em Níveis 1, 2 e 3 é suficiente para entender como a internet se organiza mundialmente. Alguns autores chegam a detalhar ainda
16
mais e mencionam subdivisões (como Nível 2,5 para provedores regionais maiores), mas oficialmente só existem três níveis reconhecidos.
Dito isso, os enlaces que conectam as redes de acesso residenciais aos ISP Nível 3 ou Locais podem ser
de diferentes tecnologias, vamos conhecê-las a seguir:
TECNOLOGIAS DE
DESCRIÇÃO
ACESSO
Uma tecnologia de acesso discado à internet que utiliza a linha telefônica tradicional. É
DIAL-UP
lenta e está em desuso na maioria das áreas.
Uma tecnologia de acesso de banda larga que utiliza a linha telefônica para fornecer
ADSL
velocidades mais rápidas do que o dial-up.
Uma tecnologia que combina fibra óptica e cabos coaxiais para fornecer serviços de
HFC
internet de alta velocidade e TV a cabo.
Uma tecnologia de alta velocidade que utiliza cabos de fibra óptica para transmitir dados
FTTH
em alta velocidade por meio de pulsos de luz até o usuário final.
Utiliza a rede elétrica para transmitir dados, tornando a fiação elétrica existente uma rede
PLC
de comunicação.
Utiliza ondas de rádio para transmitir dados. Pode incluir tecnologias como Wi-Fi e redes
RÁDIO
celulares.
Acesso à internet via satélite – os dados são enviados e recebidos por meio de satélites
SATÉLITE
em órbita terrestre.
Acesso à internet usando redes móveis (3G, 4G, 5G), permitindo a conexão em
TELEFONIA MÓVEL
movimento a partir de dispositivos móveis.
Dial-Up
INCIDÊNCIA EM PROVA: MÉDIA
DIAL-UP DESCRIÇÃO
A conexão Dial-Up utiliza a linha telefônica convencional para estabelecer a conexão
CONEXÃO POR
com a Internet. Isso significa que o acesso à Internet é estabelecido por meio de uma
LINHA
chamada telefônica.
Uma das principais desvantagens da conexão Dial-Up é a baixa velocidade de
BAIXA VELOCIDADE transmissão de dados. As velocidades típicas variam de 56 kbps a 128 kbps, o que é
significativamente mais lento do que tecnologias mais recentes.
Os usuários precisam discar para o Provedor de Serviços de Internet (ISP) toda vez que
CONEXÃO DISCADA desejam se conectar à web. Isso envolve o uso de um modem Dial-Up para criar a
conexão, o que pode levar um tempo considerável.
Uma das desvantagens mais notáveis é que, enquanto você está conectado via Dial-Up,
LINHA OCUPADA a linha telefônica fica ocupada. Isso significa que você não pode fazer ou receber
chamadas telefônicas ao mesmo tempo em que está conectado à Internet.
CUSTOS DE A conexão Dial-Up requer uma chamada telefônica para o ISP. Dependendo do plano
CHAMADA telefônico, isso pode resultar em custos adicionais. Em alguns lugares, as chamadas
TELEFÔNICA telefônicas locais eram gratuitas, enquanto em outros lugares eram tarifadas.
A conexão Dial-Up é vulnerável a quedas frequentes devido a interferências na linha
DESCONEXÕES
telefônica ou outras questões técnicas. Isso pode ser frustrante para os usuários, pois
FREQUENTES
eles precisam se reconectar repetidamente.
INCOMPATIBILIDADE Devido à baixa velocidade, a conexão Dial-Up não é adequada para acessar conteúdo
COM CONTEÚDO rico em multimídia, como vídeos de alta qualidade ou jogos online. O streaming de
RICO mídia pode ser lento e de baixa qualidade.
A tecnologia Dial-Up é considerada obsoleta na maioria das regiões do mundo, com
OBSOLETA provedores de serviços migrando para tecnologias de banda larga mais rápidas, como
DSL, cabo, fibra óptica e redes móveis 3G/4G/5G.
A largura de banda limitada da conexão Dial-Up torna o uso de aplicativos intensivos
BAIXA LARGURA DE
em largura de banda, como videoconferências ou transferências de arquivos grandes,
BANDA
uma tarefa lenta e complicada.
Embora seja inadequada para muitas atividades online modernas, a conexão Dial-Up
ADEQUADA PARA
ainda pode ser adequada para tarefas básicas, como envio e recebimento de e-mails,
TAREFAS BÁSICAS
navegação na web com páginas leves e chat online.
ADSL
INCIDÊNCIA EM PROVA: MÉDIA
ADSL DESCRIÇÃO
O "A" em ADSL significa assimétrico, o que indica que a taxa de upload (envio de dados)
ASSIMÉTRICA é diferente da taxa de download (recebimento de dados). Geralmente, a taxa de
download é significativamente mais rápida do que a de upload.
UTILIZAÇÃO DAS O ADSL utiliza as linhas telefônicas convencionais para transmitir dados. Ele é compatível
LINHAS com a infraestrutura de telefone existente, permitindo que os usuários acessem a
TELEFÔNICAS Internet e façam chamadas telefônicas simultaneamente.
Linhas telefônicas transmitem dados em diferentes frequências. As frequências mais
FREQUÊNCIAS
baixas são reservadas para voz, enquanto as frequências mais altas são usadas para
DIFERENTES
transmitir dados. Isso permite que a Internet e as chamadas coexistam na mesma linha.
A velocidade da conexão ADSL pode variar de acordo com a distância entre o usuário e
VELOCIDADE
a central telefônica. Quanto mais longa a linha telefônica, mais lenta é a conexão. Isso
VARIÁVEL
ocorre porque o sinal ADSL enfraquece à medida que viaja por distâncias maiores.
A taxa de upload no ADSL é geralmente menor do que a de download. Isso significa que
TAXA DE UPLOAD
o envio de dados, como o carregamento de arquivos ou o envio de e-mails com anexos
LIMITADA
grandes, é mais lento do que o download.
LARGURA DE A largura de banda em uma linha ADSL é compartilhada entre todos os usuários
BANDA conectados a essa linha. Isso significa que, em horários de pico, a velocidade da conexão
COMPARTILHADA pode diminuir devido à concorrência por largura de banda.
ADEQUADA PARA O ADSL é frequentemente usado em ambientes residenciais. É adequado para
APLICAÇÕES atividades como navegação na web, streaming de vídeos em qualidade padrão e jogos
RESIDENCIAIS online.
Devido à utilização das linhas telefônicas existentes, o ADSL é amplamente disponível
AMPLA
em muitas áreas urbanas e rurais. No entanto, a velocidade da conexão pode variar
DISPONIBILIDADE
dependendo da localização geográfica.
Os usuários precisam de um modem ADSL para estabelecer a conexão. Esse modem é
REQUER UM
fornecido pelo provedor de serviços de Internet ou pode ser adquirido separadamente.
MODEM ADSL
SUPERADO POR Embora ainda seja utilizado, o ADSL foi superado por tecnologias de banda larga mais
TECNOLOGIAS rápidas, como a fibra óptica e o cabo, que oferecem velocidades mais altas e uma
MAIS RÁPIDAS experiência de Internet mais fluida.
HFC
INCIDÊNCIA EM PROVA: BAIXÍSSIMA
HFC DESCRIÇÃO
A sigla significa "Híbrido de Fibra-Coaxial". Essa tecnologia combina o uso de cabos de
HÍBRIDA fibra óptica e cabos coaxiais para a transmissão de dados. A fibra óptica é utilizada na
infraestrutura principal, enquanto os cabos coaxiais são usados para a distribuição local.
No HFC, os dados são transmitidos em canais separados. Isso permite a transmissão
CANAIS
simultânea de vários serviços, como Internet, TV a cabo e voz sobre IP (VoIP), sem
SEPARADOS
interferência.
VELOCIDADE DE O HFC geralmente oferece uma largura de banda significativa, permitindo altas
DOWNLOAD E velocidades de download e upload. Isso é adequado para atividades que requerem
UPLOAD largura de banda, como streaming de vídeo em alta definição e jogos online.
A tecnologia HFC tende a ter baixa latência, o que a torna adequada para aplicações em
BAIXA LATÊNCIA tempo real, como chamadas de vídeo e jogos online.
ADEQUADO P/ Além do acesso à Internet, o HFC é frequentemente usado para fornecer serviços de
REDES DE TV A televisão a cabo. Os provedores de TV a cabo aproveitam a alta capacidade da fibra
CABO óptica para transmitir uma grande variedade de canais de TV.
MODENS E Os usuários de HFC precisam de modems e roteadores específicos para se conectarem
ROTEADORES à Internet. Esses dispositivos são fornecidos pelos provedores de serviços ou podem ser
ESPECÍFICOS adquiridos separadamente.
AMPLA A tecnologia HFC é amplamente disponível em áreas urbanas e suburbanas, onde a
DISPONIBILIDADE infraestrutura de cabo coaxial já está estabelecida.
URBANA
Os provedores de serviços de HFC geralmente oferecem pacotes que incluem acesso à
OFERECE PACOTES
Internet, TV a cabo e serviços de voz. Isso permite que os usuários escolham o que
DE SERVIÇOS
desejam com base em suas necessidades.
Em muitas áreas, o HFC enfrenta concorrência de outras tecnologias de acesso à
CONCORRÊNCIA
Internet, como fibra óptica, DSL e conexões sem fio. Isso muitas vezes leva a preços
NO MERCADO
competitivos e opções variadas para os consumidores.
FTTH
INCIDÊNCIA EM PROVA: BAIXÍSSIMA
FTTH DESCRIÇÃO
FIBRA DIRETA À Diferente do HFC, a fibra óptica vai diretamente até a residência do usuário, sem
RESIDÊNCIA transição para cabos coaxiais.
No FTTH, cada usuário pode ter um canal dedicado, o que elimina o compartilhamento
CANAL DEDICADO
do meio de transmissão e reduz a concorrência de banda com vizinhos.
O FTTH proporciona velocidades extremamente altas de download e upload, com
VELOCIDADES
planos que podem ultrapassar 1 Gbps, ideal para grandes transferências, jogos, vídeos
MUITO ALTAS
4K/8K e aplicações profissionais.
BAIXÍSSIMA A tecnologia de fibra direta oferece latência muito baixa, fundamental para aplicações
LATÊNCIA em tempo real, como videoconferências, cirurgias remotas, e jogos online competitivos.
APENAS INTERNET Embora o FTTH seja focado principalmente na Internet de alta velocidade, também é
(OU COM TV/IPTV) possível adicionar serviços de IPTV (TV pela Internet) e VoIP, dependendo do provedor.
ONT E No FTTH, utiliza-se um ONT (Optical Network Terminal) para converter o sinal óptico em
ROTEADORES dados de rede. É necessário equipamento específico, fornecido ou indicado pelo
ESPECÍFICOS provedor.
MAIOR O FTTH está crescendo principalmente em novos bairros urbanos, condomínios e
DISPONIBILIDADE cidades inteligentes, em que a instalação de fibra é mais fácil e econômica.
EM ÁREAS NOVAS
PACOTES DE ULTRA- Provedores de FTTH oferecem planos premium, como internet simétrica (velocidades
VELOCIDADE iguais de download e upload) e serviços para usuários de alta demanda.
CUSTO DE
O investimento inicial para instalação é mais alto que o HFC, mas, em compensação, a
IMPLANTAÇÃO E
manutenção é mais barata e a rede é mais escalável para o futuro.
MANUTENÇÃO
PLC
INCIDÊNCIA EM PROVA: BAIXÍSSIMA
PLC DESCRIÇÃO
USO DE O PLC utiliza a rede elétrica preexistente para transmitir dados. Isso significa que não
INFRAESTRUTURA são necessários cabos de rede adicionais, como os usados em conexões Ethernet
ELÉTRICA tradicionais.
A instalação é relativamente simples. Em geral, usuários precisam de um adaptador PLC
FACILIDADE DE
que é conectado a uma tomada elétrica e ao roteador. Outros adaptadores podem ser
INSTALAÇÃO
conectados a tomadas em diferentes partes da residência para estender a cobertura.
A velocidade da conexão pode variar dependendo de vários fatores, como a qualidade
VELOCIDADE
da fiação elétrica e a distância entre os adaptadores. Em comparação com outras
VARIÁVEL
tecnologias (Ex: fibra óptica ou DSL), o PLC tende a oferecer velocidades mais baixas.
A eficácia do PLC pode diminuir à medida que a distância entre os adaptadores
ALCANCE LIMITADO aumenta. Isso pode limitar a sua utilidade em residências maiores ou edifícios com fiação
elétrica mais antiga.
Em condições ideais, a conexão PLC pode ser bastante estável. No entanto, a presença
CONEXÃO ESTÁVEL de ruídos na rede elétrica ou dispositivos elétricos que geram interferências pode afetar
a qualidade da conexão.
Os adaptadores PLC geralmente oferecem recursos de segurança, como criptografia,
SEGURANÇA para proteger a comunicação de dados transmitida pela rede elétrica.
O PLC é geralmente considerado uma opção de custo acessível para fornecer acesso à
CUSTO ACESSÍVEL internet, pois aproveita a infraestrutura elétrica existente.
A tecnologia PLC é compatível com a maioria dos dispositivos que podem ser
COMPATIBILIDADE
conectados à rede por meio de uma conexão com fio, como computadores,
UNIVERSAL
impressoras, TVs inteligentes e sistemas de segurança.
A qualidade da conexão PLC pode ser afetada por interferências causadas por
DESAFIOS
dispositivos elétricos e circuitos elétricos ruidosos.
AMBIENTAIS
Rádio
INCIDÊNCIA EM PROVA: BAIXÍSSIMA
RÁDIO DESCRIÇÃO
A transmissão de dados é realizada por meio de ondas de rádio, que são transmitidas
TRANSMISSÃO POR
por uma estação base para receptores localizados nas residências ou empresas dos
ONDAS DE RÁDIO
usuários.
A rádio é uma tecnologia sem fio, o que significa que não requer cabos físicos para
SEM FIOS conectar os usuários à internet. Isso a torna especialmente útil em áreas
geograficamente desafiadoras.
As redes de rádio podem oferecer uma cobertura mais ampla em comparação com
AMPLA COBERTURA outras tecnologias sem fio, como redes de celular. Isso as torna adequadas para áreas
rurais e afastadas.
PROVEDORES DE A maioria dos serviços de rádio de internet é fornecida por provedores de serviço
SERVIÇO específicos que possuem e operam a infraestrutura de transmissão de rádio.
ESPECÍFICOS
Os usuários precisam de equipamentos receptores, como antenas ou roteadores
EQUIPAMENTO DO
específicos para se conectarem à rede de rádio. Esses equipamentos podem ser
CLIENTE
instalados em telhados, torres ou locais elevados para melhorar a recepção do sinal.
A latência e a velocidade da conexão de rádio podem variar dependendo da qualidade
LATÊNCIA E
do sinal e do congestionamento da rede. Em alguns casos, a latência pode ser mais alta
VELOCIDADE
do que em tecnologias com fio, como fibra óptica.
As redes de rádio podem ter largura de banda limitada, o que pode afetar a capacidade
LARGURA DE
de suportar múltiplos dispositivos e aplicativos simultaneamente.
BANDA LIMITADA
Satélite
INCIDÊNCIA EM PROVA: BAIXÍSSIMA
SATÉLITE DESCRIÇÃO
A tecnologia de satélite envolve o uso de satélites de comunicação em órbita da Terra.
TRANSMISSÃO VIA
Esses satélites atuam como retransmissores de sinais, permitindo que os provedores de
SATÉLITE
serviço transmitam dados de internet para os usuários e vice-versa.
Uma das principais vantagens da tecnologia de satélite é sua capacidade de fornecer
COBERTURA
cobertura global. Isso significa que ela pode ser usada em áreas rurais, remotas ou em
GLOBAL
locais onde a infraestrutura terrestre é limitada.
Os usuários precisam de equipamentos específicos para se conectarem à internet via
EQUIPAMENTO DO
satélite. Isso inclui uma antena parabólica e um modem via satélite. A antena parabólica
USUÁRIO
é instalada no local do usuário e aponta para o satélite de comunicação.
Possui latência relativamente alta, porque os sinais de internet devem viajar para o
LATÊNCIA satélite e depois retornar à Terra. Embora a latência venha sendo reduzida, ainda pode
ser notada em aplicações sensíveis à latência, como jogos online em tempo real.
A velocidade da conexão via satélite pode variar dependendo da oferta do provedor de
VELOCIDADE
serviço e das condições atmosféricas. Em geral, as conexões de satélite podem oferecer
VARIÁVEL
velocidades que variam de moderadas a muito altas, dependendo do plano escolhido.
Os custos de assinatura de serviços de satélite podem variar e tendem a ser mais caros
CUSTO do que os de tecnologias de acesso à internet por cabo ou DSL. O equipamento inicial,
como a antena parabólica e o modem, também tem um custo associado.
A tecnologia de satélite é especialmente útil em locais remotos, onde outras opções de
USO EM LOCAIS
banda larga não estão disponíveis.
REMOTOS
Telefonia Móvel
INCIDÊNCIA EM PROVA: BAIXÍSSIMA