Universidade Católica de Moçambique
Instituto de Educação à Distância
Trabalho avaliativo de Estatística
Francisco José Mbucua- 708241404
A tutora: Bande
Curso: Licenciatura em Ensino de Língua História
Cadeira: Estatística
Ano de Frequência: 1º. Turma: B
Milange, Setembro de 2024
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Índice
1. Introdução.....................................................................................................................................1
[Link]...................................................................................................................................1
1.1.1. Objectivo Geral:.....................................................................................................................1
1.1.2. Objectivos Específicos:..........................................................................................................1
1.2. Metodologia...............................................................................................................................1
1.3. Estrutura do trabalho.................................................................................................................2
2. Desenvolvimento..........................................................................................................................3
2.I. Medidas de Tendência Central...................................................................................................3
[Link]. Probabilidade............................................................................................................................6
3. Conclusão...................................................................................................................................12
Referências Bibliográficas..............................................................................................................13
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1. Introdução
Neste trabalho, exploramos questões de probabilidade e estatística aplicadas a cenários variados.
As questões abordadas envolvem cálculos detalhados sobre a distribuição de dados,
probabilidade de eventos específicos e análise de variabilidade em conjuntos de dados.
Ao longo dos exercícios, examinamos problemas práticos, desde a probabilidade de resultados
em jogos de azar, como lançar dados e sorteios de bilhetes, até a comparação de variabilidade em
diferentes conjuntos de dados.
Além disso, aplicamos conceitos fundamentais da probabilidade, como a distribuição binomial e
o princípio da inclusão-exclusão, para encontrar respostas precisas e compreender melhor a
natureza dos eventos aleatórios e a interpretação dos resultados em contextos reais. probabilidade
fornece uma visão quantitativa sobre a chance de ocorrência de eventos específicos, ajudando na
tomada de decisões informadas (Lima, et. al., 2003),
1.1. Objectivos
1.1.1. Objectivo Geral:
Aplicar conhecimentos estatísticos como Medidas de Tendência Central e da
Probabilidade na resolução dos exercícios do enunciado.
1.1.2. Objectivos Específicos:
Ler as questões do enunciado;
Compreender as questões patentes no enunciado;
Resolver as questões patentes no enunciado.
1.2. Metodologia
Neste trabalho, adoptou-se o método de pesquisa bibliográfica, que envolveu a consulta a uma
ampla gama de fontes, incluindo livros, resenhas, artigos e trabalhos académicos. Este método foi
fundamental para a operacionalização do conhecimento necessário para a pesquisa, permitindo
uma compreensão profunda e bem fundamentada do tema em estudo. A pesquisa bibliográfica,
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conforme descrito por Vergara (2010, p.34), é um procedimento inicial essencial em qualquer
trabalho científico. Ela permite ao pesquisador acessar e explorar o material disponível sobre o
assunto, facilitando a construção de um referencial teórico robusto e actualizado.
A abordagem bibliográfica serve como o primeiro passo para a realização de pesquisas,
proporcionando uma base sólida de informações que orienta a investigação. Ao consultar uma
variedade de fontes, o pesquisador é capaz de obter um panorama abrangente sobre o tema,
identificando teorias existentes, lacunas no conhecimento e tendências atuais. Esta metodologia
não apenas fundamenta a pesquisa em dados consolidados, mas também ajuda a direccionar a
formulação de hipóteses e a definição de objectivos de estudo, garantindo que a pesquisa seja
relevante e bem embasada.
1.3. Estrutura do trabalho
O trabalho segue a seguinte estrutura:
Introdução: alberga os objectivos: geral e específicos; e a metodologia usada para a
materialização deste trabalho pratico;
Desenvolvimento: estão apresentadas as respostas detalhadas para os exercícios
fornecidos, demonstrando o entendimento e a aplicação dos conceitos estatísticos
abordados no trabalho;
Conclusão: faz uma breve reflexão sobre a resolução dos exercícios;
Referências Bibliográficas: estão listadas as fontes que foram consultadas ao longo do
trabalho.
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2. Desenvolvimento
2.I. Medidas de Tendência Central
1. Identifique qual o tipo de amostragem deveria ser utilizado na situação em que um
pesquisador quer verificar a qualidade da água em um bairro onde se sabe que tem apenas
poços artesianos e o mesmo colecta a amostra a cada cinco casas:
a) Sistemática; b) estratificada; c) Conveniência; d) aleatória simples
R.: A resposta correcta é a opção a. No cenário descrito, o pesquisador está seguindo um
intervalo fixo para a colecta de amostras (a cada cinco casas), o que caracteriza a amostragem
sistemática. Esse método é eficiente e relativamente simples, especialmente quando se tem um
número grande de unidades a serem amostradas e quando se busca garantir uma cobertura
uniforme ao longo da área. Portanto, a amostragem sistemática é a técnica de amostragem mais
apropriada para a situação descrita, pois o pesquisador está aplicando um intervalo fixo para
seleccionar as casas para a colecta das amostras de água.
2. Um veículo viaja entre dois povoados de Sofala, percorrendo a primeira terça parte do
trajecto à velocidade média de 60 km/h, a terça parte seguinte a 40 km/h e o restante do
percurso a 20 km/h. Calcule o valor que melhor aproxima a velocidade média do veículo
nessa viagem, em km/h.
3. Em uma selecção para a final dos 100 metros livres de natação, numa olimpíada, os
atletas, em suas respectivas raias, obtiveram os seguintes tempos:
Raia 1 2 3 4 5 6 7 8
Tempo (segundo) 20,90 20,90 20,50 20,80 20,60 20,60 20,90 20,96
Calcule a mediana dos tempos apresentados na tabela acima.
1.º)Colocamos os tempos em ordem crescente: 20,50; 20,60; 20,60; 20,80; 20,90; 20,90;
20,90; 20,96.
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2.º)Seleccionamos os dois números centrais, como temos 8 tempos, então os nossos termos
centrais são: 20,80 e 20,90.
20 , 80+20 , 90 41.7
3.º)Agora adicionamos e dividimos por 2. Isso fica: = =20.85
2 2
R.: A mediana dos tempos apresentados na tabela acima é 20.85.
4. Dados os números 10, 6, 4, 3 e 9, cinco números de uma lista de 8 números inteiros. Qual
o menor valor possível para a mediana desse conjunto?
Para encontrar o menor valor possível para a mediana de um conjunto de 8 números inteiros,
onde já temos 5 números conhecidos (10, 6, 4, 3 e 9), precisamos considerar as seguintes etapas:
1.º)Ordenar os 5 números conhecidos m ordem crescente: 3, 4, 6, 9, 10.
2.º)Inserir 3 números adicionais: Para um conjunto de 8 números, a mediana é a média dos 4º
e 5º número quando os números estão ordenados. Para minimizar a mediana, precisamos
garantir que os números adicionais não aumentem esses valores na posição 4 e 5.
Para que mediana seja o menor valor possível, os 3 números restantes, a, b e c, devem ser
menores ou iguais a 3, deixando a lista da seguinte maneira: a, b, c, 3, 4, 6, 9, 10
Como a quantidade de termos é par, pois na sequência há 8 números, somaremos os dois termos
centrais e dividiremos por 2:
3+ 4
Mediana= =3 , 5
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R.: O menor valor possível para a mediana desse conjunto é 3,5.
5. Medidas as estaturas de 1.017 Beirenses, obtivemos a estatura média = 162,2 cm e o
desvio padrão = 8.01 cm. O peso médio desses mesmos indivíduos é 52Kg com um
desvio padrão de 2,3 Kg. Esses Beirenses apresentam maior variabilidade em estatura ou
em peso?
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Para determinar se a variabilidade é maior em estatura ou em peso, podemos comparar os
coeficientes de variação para ambos os conjuntos de dados. O coeficiente de variação (CV) é uma
medida de dispersão relativa que expressa o desvio padrão como uma percentagem da média. Ele
permite comparar a variabilidade entre diferentes conjuntos de dados com unidades diferentes.
Fórmula do Coeficiente de Variação (CV)
Desvio padrao
CV = X 100 %
Média
Dados:
Estatura:
Média = 162,2 cm
Desvio padrão = 8,01 cm
Peso:
Média = 52 kg
Desvio padrão = 2,3 kg
Calculando o Coeficiente de Variação:
Coeficiente de Variação para Estatura:
Desvio padrao 8 , 01
CVEstatura¿ X 100 %= X 100 %=4 , 94 %
Média 162 ,2
Coeficiente de Variação para Peso:
Desvio padrao 2 ,3
CVPeseo¿ X 100 % = X 100 %=4 , 42%
Média 52
R.: A variabilidade é maior em estatura do que em peso, pois o coeficiente de variação da
estatura é maior do que o coeficiente de variação do peso. Isso significa que a estatura apresenta
uma variabilidade maior em relação à sua média do que o peso.
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6. O gráfico a seguir mostra a quantidade de irmãos que cada aluno do 1º ano A tinha. Os
alunos que eram filhos únicos não participaram da pesquisa. Ao analisar o gráfico, o
professor percebeu que os estudantes se esqueceram de colocar as percentagens referentes
a cada um dos valores.
Quantidade de irmãos dos alunos do 1º A
Ainda que o gráfico não tenha as percentagens, analisando-o é possível concluir que:
A) Menos da metade dos estudantes pesquisados tem 2 irmãos ou mais.
B) Menos da metade dos estudantes pesquisados possui no máximo 2 irmãos.
C) Mais da metade dos estudantes pesquisados tem 3 irmãos ou mais.
D) Mais da metade dos estudantes pesquisados possui pelo menos 2 irmãos.
R.: Se os arcos em azul, verde, amarelo e laranja representam os estudantes que possuem pelo
menos 2 irmãos, e esses arcos compreendem mais da metade do gráfico, então é correto concluir
que mais da metade dos estudantes pesquisados possui pelo menos 2 irmãos (alínea D).
[Link]. Probabilidade
1. Qual a probabilidade de lançar um dado sete vezes e sair 3 vezes o número 5?
Para calcular a probabilidade de obter exactamente 3 vezes o número 5 ao lançar um dado justo 7
vezes, podemos usar a distribuição binomial.
Distribuição Binomial
A fórmula para a probabilidade binomial é dada por:
6
Onde:
n é o número total de experimentos (número de lançamentos do dado),
k é o número de sucessos desejados (número de vezes que queremos o número 5),
p é a probabilidade de sucesso em um único experimento (probabilidade de sair 5 em um
lançamento do dado),
( nk)é o coeficiente binomial, que calcula o número de combinações possíveis.
Dados do Problema
n=7 (número total de lançamentos),
k=3 (número de vezes que queremos o número 5),
1
p= (probabilidade de sair o número 5 em um lançamento).
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Coeficiente Binomial
O coeficiente binomial ( nk)é calculado por:
( nk)= k ! (n−k )!
n!
Para n=7 e k=3
(73)= 3 !( 7−3) ! = 3 ×2 ×1 = 6 =35
7! 7 ×6 ×5 210
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Agora, aplicamos os valores na fórmula da probabilidade binomial:
Substituindo os valores:
Calculando:
R.: A probabilidade de lançar um dado 7 vezes e obter exactamente 3 vezes o número 5 é
aproximadamente 0,0782, ou 7,82%.
2. Um baralho tem 12 cartas, das quais 4 são ases. Retiram-se 3 cartas ao acaso. Qual a
probabilidade de haver pelo menos um ás entre as cartas retiradas?
Para calcular a probabilidade de haver pelo menos um ás entre as 3 cartas retiradas de um baralho
com 12 cartas (das quais 4 são ases), primeiro calculamos a probabilidade complementar de não
haver nenhum às entre as cartas retiradas e depois subtrair essa probabilidade de 1.
Total de Cartas e Ases
Total de cartas: 12
Número de ases: 4
8
Número de cartas não-ases: 12 - 4 = 8
a) Probabilidade Complementar: Nenhum ás Entre as Cartas Retiradas
Número de maneiras de retirar 3 cartas de 8 não-ases:
Número total de maneiras de retirar 3 cartas de 12:
Probabilidade de retirar 3 cartas e nenhuma delas ser um ás:
b) Probabilidade de haver pelo menos um ás:
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R.: A probabilidade de haver pelo menos um ás entre as 3 cartas retiradas é que é
55
aproximadamente 0,745 ou 74,5%.
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3. São dados dois baralhos de 52 cartas. Tiramos, ao mesmo tempo, uma carta do
primeiro baralho e uma carta do segundo. Qual é a probabilidade de tirarmos uma
dama e um rei, não necessariamente nessa ordem?
Para calcular a probabilidade de tirar uma dama e um rei de dois baralhos de 52 cartas, onde você
tira uma carta de cada baralho, e considerando que a ordem não importa (ou seja, uma dama do
primeiro baralho e um rei do segundo, ou vice-versa), siga os seguintes passos:
1.º) Número Total de Possibilidades:
Cada baralho tem 52 cartas. Como você está tirando uma carta de cada baralho, o número
total de combinações possíveis é: 52×52=2704
2.º) Número de Favoráveis (Casos em que uma dama e um rei são tirados):
Existem duas situações possíveis para que você tire uma dama e um rei:
Situação 1: Uma dama do primeiro baralho e um rei do segundo baralho.
Situação 2: Um rei do primeiro baralho e uma dama do segundo baralho.
Para cada situação:
Número de maneiras de tirar uma dama do primeiro baralho e um rei do
segundo baralho:
4 (damas no primeiro baralho)×4 (reis no segundo baralho) = 16
Número de maneiras de tirar um rei do primeiro baralho e uma dama do
segundo baralho:
4 (reis no primeiro baralho)×4 (damas no segundo baralho)=16
Número total de maneiras favoráveis: 16+16=32
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3.º) Calculando a Probabilidade
A probabilidade é dada pela razão entre o número de casos favoráveis e o número total de casos
possíveis:
R.: A probabilidade de tirar uma dama e um rei (não necessariamente nessa ordem) ao retirar
uma carta de cada um dos dois baralhos é de aproximadamente 0,01185 ou 1,185%.
4. Os bilhetes de uma rifa são enumerados de 1 a 100. A probabilidade de o bilhete sorteado
ser maior que 40 ou número par é:
a) 60% b) 70% c) 80% d) 50%
NB: Apresente cálculos para dar a solução do exercício.
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3. Conclusão
Ao concluir este trabalho, reafirmamos a importância de compreender e aplicar conceitos
estatísticos e probabilísticos para resolver problemas do cotidiano e análises quantitativas.
Através dos exercícios resolvidos, demonstramos como calcular a probabilidade de eventos
específicos, a comparação da variabilidade em conjuntos de dados e a interpretação dos
resultados de forma clara e precisa. Cada problema abordado ilustrou a aplicação prática de
fórmulas e princípios estatísticos, reforçando a relevância dessas ferramentas na análise e tomada
de decisões baseadas em dados. Com uma compreensão sólida dos métodos e técnicas discutidos,
estamos melhor equipados para enfrentar desafios estatísticos e realizar análises eficazes em
diversas áreas de estudo e aplicação prática, como destacado por Box, et al. (2005).
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Referências Bibliográficas
Box, G. E. P., et al. (2005). Estatística para Experimentadores: Uma Introdução ao Design,
Análise de Dados e Construção de Modelos. Wiley.
Lima, Y., et. al. (2003). Matemática 12º. Editorial o Livro.
Vergara, C. A. (2010). Métodos de pesquisa em administração. Atlas
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