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Minha Jornada com Diabetes e Superação

O relato narra a experiência de um indivíduo que, após ser diagnosticado com diabetes aos 9 anos, enfrenta desafios emocionais e físicos, incluindo um coma e a necessidade de aplicar insulina diariamente. A história também menciona a relação com sua cadela Mila, que proporcionou conforto durante momentos difíceis, e como a perda dela afetou sua vida. Além disso, o autor reflete sobre a pressão familiar e suas aspirações pessoais em meio a dificuldades de saúde.

Enviado por

Bruno Souza
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Minha Jornada com Diabetes e Superação

O relato narra a experiência de um indivíduo que, após ser diagnosticado com diabetes aos 9 anos, enfrenta desafios emocionais e físicos, incluindo um coma e a necessidade de aplicar insulina diariamente. A história também menciona a relação com sua cadela Mila, que proporcionou conforto durante momentos difíceis, e como a perda dela afetou sua vida. Além disso, o autor reflete sobre a pressão familiar e suas aspirações pessoais em meio a dificuldades de saúde.

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O ontem será maravilhoso

Eu tinha 9 anos e eu estava na festa de aniversário do meu primo Demétrio, minha


mãe fritava o salgado e lembro que tinha cama-elástica, naquela festa fiquei com
muita sede e pedia refrigerante, coca cola, o que depois descobrimos que me faria
pior ainda, já que é conhecida por ser muito açucarada, foi a primeira noite que
vomitei, e que lembro dos sintomas da diabetes.

Depois de algumas semanas vomitando sem parar, perdendo peso, acabei por desmaiar
no postinho de saúde, durante uma consulta. Em casa tive outro sintoma:
sonambulismo, passei a ir direto para o banheiro sem acordar, uma vez mijei fora do
vazo e apanhei por isso.

Fomos até o HFA um dia, e de lá eu lembro que me vi, como fora do meu corpo, meu
tio Adão me segurando no colo, enquanto eu esperneava uma experiencia quase morte
que não conto pra ninguém.

Entrei em coma aquele dia e só fui acordar no outro, com poucas chances de vida,
acordei no dia 13 de agosto de 2004 sabendo que agora eu era diabético, mal sabia o
que era isso, nem meus pais, quando vieram aplicar insulina, quis fazer o que era
normal e quase chorei, mas aí a médica disse as seguintes palavras: se você chorar
toda vez que for tomar insulina vai gastar muitas lágrimas, você vai ter que
aplicar todos os dias pro resto da sua vida.

Daquele em dia poucas as vezes a dor da agulha doía a ponto de chorar.

Durante um aniversário em nossa casa, minha mãe pediu pra Mariana distribuir os
doces pras crianças, ela subiu no meio fio e perguntou: quer quer doce? num impulso
fui em sua direção, depois lembrei.

Fui pra área de serviço da casa, onde ninguém estava, peguei o Totó e desabafei com
ele:
como eu poderia ser normal como os médicos dizem? O resto da minha vida seria
assim, pensando antes de comer, mesmo com fome, nunca vou ser igual

Descobri depois que naquele momento, minha mãe ouviu, pois a janela do banheiro
dela dava na área de serviço.

Minha mãe conversou com uns amigos que lhe recomendaram comprar um cachorro, surgia
assim a Mila, que esteve comigo por 13 incríveis anos.

A sua morte também foi dolorosa, ela foi atropelada um dia.

E nessa semana eu até sentia raiva do meu pai, porque me pedia ajuda em tudo, tirar
lixo da casa, coisa pouca, leve, mas ele não conseguia sozinho.

No dia do atropelamento da Mila, ele vendo que eu não parava de chorar não me pediu
ajuda, e a enterrou sozinho.

Perto dos 15 anos, na semana do meu aniversário, meus pais foram convidados e foram
junto com uns tios á Expochê, fiquei em casa lendo alguma coisa, a Mila ficava nos
meus pés, quando chegaram meu pais apontou o dedo no meu rosto e disse: ó moleque,
vê se estuda porque não vamos pagar curso pra você, a gente acaba de sair e não
temos dinheiro algum porque estamos pagando curso pra Adriana e não vamos pagar pra
você, só respondi com Sim Senhor e ,desde então, apesar de não ser o desejo do meu
coração, pretendo passar num concurso, hoje em dia não pra esfregar na cara deles,
mas porque já me sinto na obrigação pessoal.
Passei por 3 cirurgias no nariz, não por estética, eu morria de dores de cabeça
durante as aulas de engenharia, perdi parte do meu olfato, na ultima cirurgia
ninguém entrou comigo na área de cirurgia medica, fui sozinho e desci sozinho.

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