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Unidade e Humildade em Filipenses 2

A lição aborda a importância da unidade entre os cristãos, enfatizando que a desunião é causada por ambição egoísta e orgulho, e que a solução está em seguir o exemplo de humildade de Cristo. Paulo exorta os fiéis a terem o mesmo amor e a se unirem em mente e coração, promovendo a humildade e o cuidado com os outros. A reflexão sobre a encarnação de Jesus e sua humilhação serve como um modelo para os cristãos em suas interações e relacionamentos.
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Unidade e Humildade em Filipenses 2

A lição aborda a importância da unidade entre os cristãos, enfatizando que a desunião é causada por ambição egoísta e orgulho, e que a solução está em seguir o exemplo de humildade de Cristo. Paulo exorta os fiéis a terem o mesmo amor e a se unirem em mente e coração, promovendo a humildade e o cuidado com os outros. A reflexão sobre a encarnação de Jesus e sua humilhação serve como um modelo para os cristãos em suas interações e relacionamentos.
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Lição 4 ADULTOS 17 a 23 de

Janeiro

Unidade por meio da


humildade

Sábado, 17 de Janeiro
Leia para o estudo desta semana: Filipenses 2:1-11; Jeremias 17:9; Filipenses 4:8; 1
Coríntios 8:2; Romanos 8:3; Hebreus 2:14-18.
Verso para memorizar: “Completem a minha alegria, tendo o mesmo modo de
pensar, tendo o mesmo amor e sendo unidos de alma e mente” (Filipenses 2:2).

A unidade é força. Mas saber o que é verdadeiro não é o mesmo que praticá-lo. Todos
nós falhamos às vezes, apesar dos nossos melhores esforços para manter a unidade.
Mas isso não é o mesmo que minar deliberadamente a unidade. Não é de admirar,
então, que, à medida que Paulo continua escrevendo aos Filipenses, ele queira que
eles sejam “de um mesmo ânimo, de um mesmo parecer” (Filipenses 2:2).
Paulo baseia a necessidade de unidade no ensino e no exemplo de Jesus. É um tema que
encontramos em todo o Novo Testamento e especialmente nas epístolas. A origem da
desunião no universo surgiu do orgulho e da sede de posição e poder de um único anjo no
céu, um sentimento que se espalhou rapidamente, mesmo em um ambiente perfeito (Isaías
765259
14:12–14). Esse mesmo sentimento ganhou terreno no Éden por meio de um
descontentamento semelhante com as regras que Deus havia estabelecido e pelo desejo de
ascender a uma esfera mais elevada do que aquela que Deus havia designado (Gênesis 3:1-
6).

* Estude a lição desta semana para se preparar para o Sábado, 24 de Janeiro.

.
[Link]
Domingo 18 de Janeiro

Desunião em Filipos

O que parece ter causado a desunião na igreja? Para Paulo, qual era a solução?
Filipenses 2:1-3

Deve ter sido uma decepção enorme para Paulo ver a igreja que ele havia fundado e
amado tanto tomada por rivalidades e consumida por contendas. Ele usa uma linguagem
muito forte para descrever os problemas. “Ambição egoísta” traduz uma palavra grega
(eritheia), usada anteriormente em Filipenses 1:17 para se referir aos rivais de Paulo em
Roma, que estavam preocupados em promover a si mesmos em vez de avançar a causa de
Cristo.
A “ambição egoísta” está entre as obras da carne (Gálatas 5:20), e, como Tiago
indica, “onde há inveja e egoísmo, aí há confusão e toda obra ruim” (Tiago 3:16). A
palavra grega para “vaidade” é usada apenas aqui no Novo Testamento, mas aparece na
literatura extrabíblica com o sentido de arrogância, orgulho vazio e ter uma percepção
inflada de si mesmo. Paulo usa uma palavra muito relacionada ao advertir os gálatas: “Não
nos tornemos vaidosos, provocando uns aos outros, invejando uns aos outros” (Gálatas
5:26).

Observe os remédios que Paulo lista para esses problemas:

Consolo em Cristo. Paulo prosseguirá usando o próprio exemplo de Cristo como


uma poderosa motivação.
Conforto do amor. Jesus revela o amor divino e nos ordena: “Amai-vos uns aos
outros, como eu vos amei” (João 15:12).
Comunhão do Espírito. A presença do Espírito Santo cria uma relação cristã
próxima, como a que permeava a igreja primitiva (Atos 2:42; comparar 2 Coríntios 13:14).
Afeto (ou compaixão). Vemos essa qualidade divina frequentemente manifestada na
vida de Cristo (ver Mateus 9:36; 20:34 e Marcos 1:41) e descrita nas parábolas do bom
samaritano (Lucas 10:33) e do filho pródigo (Lucas 15:20).
Misericórdia. Essa qualidade, exemplificada por Jesus, também deve ser vista na
vida de Seus seguidores (Lucas 6:36).

Ser de um mesmo parecer, ter o mesmo amor, ser de um só ânimo, de um só


pensamento. Que imagem! É difícil imaginar como Paulo poderia enfatizar a importância
da unidade de forma mais forte. Como Paulo apontará, a mente que devemos ter “estava
também em Cristo Jesus” (Filipenses 2:5).

[Link]
Segunda-feira 19 de Janeiro

A fonte da unidade

Pense mais sobre a ênfase de Paulo na unidade em Filipenses 2:2, dizendo


essencialmente a mesma coisa de quatro maneiras diferentes. Observe também seu foco
na mente, nos pensamentos e nos sentimentos. Enquanto os líderes religiosos tendiam a
enfatizar o comportamento externo, Jesus focava em nossos pensamentos e sentimentos.
Por exemplo, o jovem rico afirmou ter sempre guardado a lei. No entanto, ao dizer-
lhe para vender tudo o que tinha, dar aos pobres e segui-Lo, Jesus testou seu apego às
coisas mundanas. Ele também disse que é o que vem do coração (ou da mente) que
contamina a pessoa: “Porque do coração procedem maus pensamentos, homicídios,
adultérios, prostituições, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias” (Mateus 15:19), e “da
abundância do coração a boca fala” (Mateus 12:34).

Quais orientações práticas Paulo apresentou para fortalecer a unidade na igreja?


Filipenses 2:3, 4.

As palavras de Paulo fornecem uma imagem de humildade: humildade de espírito,


considerar os outros superiores a nós mesmos, preocupar-se com os interesses dos outros
e não apenas com os nossos próprios. Mais fácil falar do que fazer, não é mesmo? Mas
esses são princípios importantes para manter em mente em todas as nossas interações.
Muitas vezes, numa conversa, há a tendência de concentrar-se em nossa resposta ao que
está sendo dito, em vez de focar em ouvir para entender o que a outra pessoa está dizendo
e tentar ver a questão do ponto de vista dela.
Muitas vezes, a contenda surge de simples mal-entendidos que poderiam ser evitados
apenas ouvindo ativamente. Podemos não concordar, mas ouvir e buscar compreender o
ponto de vista do outro é o primeiro passo para promover uma comunicação saudável e
confiança.
Paulo fala da unidade “[produzida pelo] Espírito” (Efésios 4:3), que cria “a paz que
nos une” (Efésios 4:3). Se há contenda na igreja, o Espírito Santo pode acalmar as águas
e nos conduzir à unidade, criando harmonia. No mesmo capítulo, Paulo fala da “unidade
da fé e do conhecimento do Filho de Deus” (Efésios 4:13). As duas coisas estão
relacionadas. Ter a mesma fé, o mesmo entendimento das Escrituras que surge do
conhecimento de Cristo e de Seus ensinamentos, é vital para que a unidade prevaleça entre
nós.
A morte para o eu nos ajudaria a considerar os outros superiores a nós mesmos?
Como ter esse espírito? Como seriam nossos relacionamentos se tivéssemos essa
atitude?
[Link]
Terça-feira 20 de Janeiro

Implante mental ou cirurgia mental?

Um número crescente de empresas ao redor do mundo está trabalhando em tecnologia


que combina o poder de processamento dos computadores com o cérebro humano. Em
outras palavras, ao conectar mentes aos computadores, os cientistas esperam influenciar
nossos pensamentos por meio das máquinas. Embora o uso de implantes no cérebro humano
possa prometer resultados positivos, que incluem ajudar no controle da epilepsia, depressão
e doença de Parkinson, usos mais sinistros não são difíceis de imaginar. O controle da mente
pode não estar longe.
De certa forma, ele já está aqui. Nossa mente é como um computador, só que muito
superior. O fluxo constante de informações, ao qual estamos expostos diariamente,
“programa” nossa mente, condiciona nossos pensamentos e orienta nossas ações. Quando
nos imergimos na mídia, o modo de pensar mundano das pessoas deixa sua marca em nossas
mentes, e começamos a pensar da mesma forma. É como se as mentes de outras pessoas
fossem implantadas ou fundidas à nossa.
Somos, como Jesus, chamados a ser “espiritualmente menteiros” (Romanos 8:6).
“Ninguém conhece as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus”, o que Paulo contrasta com
“o espírito do mundo” (1 Coríntios 2:11-12). Quem é nosso professor? E o que estamos
aprendendo?

Leia Filipenses 2:5. O que você acha significa ter o “mesmo modo de pensar” de Cristo?

Em última análise, podemos mudar nossa mente, mas não podemos mudar nosso
coração; somente Deus pode. O Espírito Santo precisa realizar uma cirurgia no coração de
cada um de nós, manejando a “espada do Espírito” (Efésios 6:17), a Palavra de Deus “viva
e eficaz”, “penetrando até à divisão da alma e do espírito, das juntas e medulas, e é apta
para discernir os pensamentos e intenções do coração” (Hebreus 4:12).

Só através do Espírito Santo podemos realmente nos conhecer, porque, por natureza, o
nosso próprio coração nos engana (Jeremias 17:9). A palavra hebraica para “enganoso”
('aqov) refere-se a um terreno irregular que nos faz tropeçar; por extensão, significa
pensamentos tortuosos, torcidos e desviados. Devemos ser transformados pela “renovação”
da nossa mente, a fim de que possamos “provar qual é a boa, agradável e perfeita vontade
de Deus” (Romanos 12:2).

Leia Filipenses 4:8. Por que é importante praticar esse conselho de Paulo?

[Link]
Quarta-feira 21 de Janeiro

A mente de Cristo

Muhammad Ali certa vez disse: “Eu sou o maior”. Em agosto de 1963, seis meses
antes de conquistar o campeonato mundial de boxe peso-pesado, ele chegou até a lançar um
álbum intitulado “Eu Sou o Maior”. Sem dúvida, Ali foi um grande atleta, mas não era um
exemplo a ser seguido por quem deseja ter a mente de Cristo.
Em contraste, Jesus foi perfeitamente sem pecado. Embora tenha sido tentado “em
todos os pontos, à nossa semelhança” (Hebreus 4:15), Ele nunca pecou, nem mesmo com
um pensamento. No entanto, Hebreus 5:8 indica: “Embora fosse Filho, aprendeu a
obediência pelas coisas que sofreu” (Hebreus 5:8). A submissão de Jesus à vontade do Pai
foi sempre perfeita. Nunca houve um momento em que Ele se recusasse a submeter-se,
embora, sem dúvida, muitas vezes isso não tenha sido fácil.

Leia Filipenses 2:5-8, considerando um dos textos mais poderosos e belos das escrituras.
O que Paulo nos ensina nesse texto? Quais são as implicações dessas palavras? E, mais
importante, como podemos viver, na prática, o ensino que ele nos apresenta?

Jesus, que é igual a Deus, que é Deus, não apenas tomou sobre Si a carne humana, mas
tornou-Se um “servo” (doulou, um servo, um escravo) e então ofereceu-Se como sacrifício
pelos nossos pecados! Em outro lugar, Paulo diz que Ele se tornou “uma maldição por nós”
(Gálatas 3:13). Deus, nosso Criador, morreu na cruz para ser também nosso Redentor, e isso
exigiu que Ele se tornasse uma maldição por nós.
Como podemos começar a compreender o que isso está dizendo? Ainda mais, como
podemos fazer o que os textos nos instruem, ou seja, ter a mesma disposição de nos humilhar
e de nos sacrificar pelo bem dos outros?
Em outro lugar, Jesus disse: “Mas aquele que entre vós é maior será vosso servo. E
aquele que a si mesmo se exaltar será humilhado; e aquele que a si mesmo se humilhar será
exaltado” (Mateus 23:11-12). Isso, de muitas maneiras, reflete o que Paulo nos instruía a
fazer em Filipenses 2:5–8.
Em termos ainda mais poderosos e gráficos, Paulo estava dizendo aqui o que disse
anteriormente sobre não fazer nada “por ambição egoísta ou vaidade” (Filipenses 2:3).

Qual deve ser a nossa resposta ao que Cristo fez? Qual seria adequada ou digna do
que Cristo realizou, além de cair de joelhos em adoração? Por que é equivocado
22 de setembro
pensar que nossas obras acrescentam, para a salvação, algo ao que Cristo já fez por
nós?

[Link]
Quinta-feira 22 de Janeiro

O ministério da piedade

Um versículo popular da Bíblia é 1 Coríntios 8:2: “Se alguém cuida ser alguma coisa,
já se mostrou que nada sabe como convém saber” (1 Coríntios 8:2). Não existe assunto
sobre o qual saibamos tudo. Sempre podemos aprender algo a mais sobre qualquer coisa.
Quanto mais verdadeiro é isso em relação às realidades eternas ligadas à Divindade e à
Encarnação! Paulo frequentemente se refere à incrível condescendência de Cristo ao
tornar-Se um ser humano. É um assunto que mesmo a eternidade será insuficiente para
esgotar.

Como foi a humilhação de Jesus ao assumir a natureza humana? Romanos 8:3; Hebreus
2:14-18; 4:15

Como foi possível que o Filho eterno de Deus, por meio da ação do Espírito Santo
(veja Lucas 1:35), se tornasse um ser divino-humano no ventre de Maria? É impressionante
como o infinito e eterno poderia de repente tornar-se um ser humano finito sujeito à morte.
Esse é o cerne do que Paulo chama de “mistério da piedade” (1 Timóteo 3:16).
No belo hino de Filipenses 2, Paulo aqui elabora sobre essa condescendência de
maneira mais completa em alguns aspectos do que em qualquer outro lugar das Escrituras.

- “Sendo em forma de Deus” (Filipenses 2:6). A palavra morphē (forma) refere-se à


Sua natureza divina, indicando que Jesus era igual ao Pai (comparar João 1:1).

- “Esvaziou-se a si mesmo” (Filipenses 2:7). A natureza misteriosa de Jesus ao


esvaziar-Se de Suas prerrogativas divinas — para que pudesse se tornar verdadeiramente
humano e ser tentado como nós — é impressionante.

- “Humilhou-se” (Filipenses 2:8). Ao assumir a natureza humana, Jesus passou da


supremacia universal à completa servidão, o oposto do objetivo de Lúcifer.

- “Morte, e morte de cruz” (Filipenses 2:8). Não havia maneira mais ignominiosa de
morrer do que aquela que Jesus escolheu, planejando-a com o Pai no “conselho da paz”
(Zacarias 6:13), ilustrando-a antecipadamente por meio de Moisés levantando a serpente
(Números 21:9; João 3:14), e assim tornando-Se “pecado por nós… para que nós fôssemos
feitos justiça de Deus nele” (2 Coríntios 5:21).
Como refletir sobre o que Jesus fez por nós na cruz – vendo a cruz como exemplo de
entrega e humilde – deve nos tornar mais humildes e submissos a Deus?
[Link]
Sexta-feira 23 de Janeiro

Estudo Adicional: “Todo o amor paternal que tem passado de geração em


geração através do canal dos corações humanos, todas as fontes de ternura que se abriram
nas almas dos homens, são como um pequeno riacho diante do oceano sem limites quando
comparados ao amor infinito e inesgotável de Deus.
A língua não pode expressá-lo; a caneta não pode retratá-lo. Você pode meditar sobre
ele todos os dias da sua vida; você pode pesquisar diligentemente as Escrituras para entendê-
lo; você pode convocar todo poder e capacidade que Deus lhe deu, na tentativa de
compreender o amor e a compaixão do Pai celestial; e ainda assim há uma infinidade além.
Você pode estudar esse amor por eras; ainda assim nunca poderá compreender totalmente o
comprimento e a largura, a profundidade e a altura do amor de Deus ao dar Seu Filho para
morrer pelo mundo. A própria eternidade nunca poderá revelá-lo por completo. Contudo, à
medida que estudamos a Bíblia e meditamos sobre a vida de Cristo e o plano de redenção,
esses grandes temas se abrirão ao nosso entendimento cada vez mais.” — Ellen G. White,
Testemunhos para a Igreja, vol. 5, p. 628.
“Quando estamos recebendo um treinamento, como fez Moisés na escola de Cristo, o
que devemos aprender? — A nos encher de orgulho? — A ter uma opinião exaltada de nós
mesmos? — De forma alguma. Quanto mais aprendemos nesta escola, mais avançaremos
em mansidão e humildade de espírito. Não devemos sentir que aprendemos tudo o que vale
a pena saber. Devemos fazer o melhor uso dos talentos que Deus nos deu, para que, quando
formos transformados da mortalidade para a imortalidade, não deixemos para trás aquilo
que alcançamos, mas possamos levá-lo conosco para o outro lado. Ao longo das
incalculáveis eras da eternidade, Cristo e Sua obra de redenção serão o tema do nosso
estudo.” — Ellen G. White, Manuscrito 36, 1885.

Questões para discussão:


Você já experimentou a realidade do amor de Deus em sua
vida?_________________________________________________________________
_____________________________________________________________________

O que significa dizer que Jesus veio “semelhante aos seres humanos” (Filipenses
2:7)? Compare com Romanos 8:3. Como essas passagens lançam luz sobre uma
outra?________________________________________________________________
______________________________________________________________________

Quais desafios a unidade a igreja enfrenta em seu País? A disposição de ser


humilde e de não agir com “interesse pessoal ou vaidade” (Filipenses 2:3) começaria
a resolver essas questões?

[Link]
Informativo Mundial da Missão
O dinheiro nunca acaba.

Alvan Harold, de onze anos, gostava de ouvir o tilintar das moedas em seu bolso
enquanto voltava da escola em Kisumu, no Quênia. Então ele podia parar em uma loja e
comprar algumas castanhas crocantes ou um sorvete gelado.
Um dia, a professora de Bíblia da quinta série surpreendeu Alvan ao falar sobre seu
querido dinheiro do bolso. “Você não deve gastar todo o seu dinheiro em castanhas e
sorvete”, disse ela. “Guarde um pouco para dar a Deus no sábado.”

Alvan colocou dinheiro na oferta no sábado. Era o dinheiro que seu pai lhe dera na
manhã de sábado. A professora falou sobre esse dinheiro também.
“Quando você dá dinheiro dos seus pais na igreja, você está apenas dando pelos seus
pais”, disse ela. “Você não está dando seu próprio dinheiro.” Ela leu Malaquias 3:8:
“Roubará o homem a Deus? Todavia, vós Me tendes roubado! Mas dizeis: Em que Te
temos roubado? Nos dízimos e nas ofertas” (Malaquias 3:8).

Alvan pensou que a professora estava o criticando, e ele não gostou disso. Mas então
pensou: Talvez ela esteja um pouco certa.
Era quinta-feira, e Alvan já havia gastado todo o dinheiro da semana. Ele decidiu
economizar dinheiro para Deus na semana seguinte. Mas, na semana seguinte, novamente
gastou todo o seu dinheiro.

Dois meses se passaram, e Alvan estava terrivelmente desapontado consigo mesmo.


Ele simplesmente não conseguia economizar dinheiro para a oferta.

[Link]
Um dia, ele e seu irmão de 17 anos, Allan, passaram por uma sorveteria enquanto
voltavam para casa. Alvan tinha uma moeda de 20 xelins (20 centavos de dólar) no bolso
e decidiu gastá-la com sorvete.
Mas seu irmão mais velho o impediu. “É infantil andar por aí comendo sorvete”,
disse ele. “Eu não vou andar com alguém comendo sorvete.” Alvan ficou irritado. Ele
queria o sorvete, mas não podia discutir. Então não comprou.

Quando chegou o sábado, ele ainda tinha os 20 xelins no bolso. Colocou a moeda na
oferta junto com os 20 xelins que seus pais lhe deram naquela manhã. Foi bom dar seu
próprio dinheiro a Deus. Ele havia desistido de algo que realmente queria para a oferta e
percebeu que não era uma grande perda.

Na semana seguinte, Alvan conseguiu economizar mais 20 xelins e os deu como


oferta. Ele gostou da sensação! Decidiu dar 20 xelins todo sábado — e tem feito isso até
hoje. Para sua surpresa, ele nunca mais ficou sem dinheiro. Antes, nunca tinha dinheiro
suficiente para durar a semana. Mas agora sempre tem o suficiente. Na verdade, muitas
vezes sobra mais de 20 xelins, e ele dá o dinheiro extra ao Pai para colocar na poupança.

Às vezes, Alvan é tentado a comprar castanhas ou sorvete, mas lembra a si mesmo


que deve guardar 20 xelins para Deus no sábado.
“Lembro a mim mesmo que a obra de Deus é melhor do que o que eu quero”, disse
ele.

Fornecido pelo Escritório da Conferência Geral da Missão


Adventista, que usa as ofertas missionárias da Escola Sabatina
para espalhar o evangelho em todo o mundo. Leia novas histórias
diariamente em [Link].

Acreditamos que Deus aumentou o conhecimento de nosso mundo


moderno e que Ele deseja que o usemos para Sua glória e proclamar
Seu breve retorno! Precisamos da sua ajuda para continuar a
disponibilizar a Lição neste aplicativo. Temos os seguintes custos
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[Link]
Comentários do Professor
PARTE 1: Visão Geral

Texto-chave: Filipenses 2:2

Foco do estudo: Filipenses 2:1-11

Filipenses 2:1–4 inicia uma seção na qual Paulo discute o exemplo de humildade de
Cristo para a vida cristã (Filipenses 2:1–18). Cristo é nosso supremo modelo de
submissão a Deus, amor por Ele e união com Ele. Durante Seu ministério terreno, Cristo
cultivou profunda comunhão com o Pai e repetidamente ressaltou Sua unidade com Ele
(João 5:19; João 10:30, 38; João 12:45; João 14:9–10; João 17:11, 21–24). Da mesma
forma, Jesus destacou Sua unidade com o Espírito Santo (João 14:16, 26; João 15:26;
João 16:7).

Os membros da Divindade existem eternamente em um relacionamento harmonioso


e amoroso, oferecendo um modelo para a unidade e o amor que devem definir as relações
entre os crentes. Paulo enfatiza esse tema, não apenas em Filipenses, mas também em
outros lugares. Por exemplo, no início de 1 Coríntios, ele diz: “Rogo-vos, irmãos, pelo
nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa, e que não haja
entre vós divisões, mas que estejais perfeitamente unidos em um mesmo pensamento e
em um mesmo parecer” (1 Coríntios 1:10; comparar com Romanos 15:5–7, Gálatas 3:26–
29, Efésios 4:1–6, Colossenses 3:12–15).

A lição desta semana enfatiza três temas principais:

Viver em unidade e demonstrar amor uns pelos outros são responsabilidades cristãs
fundamentais e o comportamento esperado de todo seguidor de Jesus.

Como cristãos, somos chamados a cultivar uma maneira de pensar semelhante à de


Cristo. Paulo enfatiza o que significa ter uma mentalidade cristã.

Nossas mentes finitas não conseguem compreender totalmente a infinita


condescendência de Cristo ao tornar-se homem. Essa condescendência é um
mistério insondável.

[Link]
Comentários do Professor
PARTE 2: Comentários

Ilustração

“Por razões de segurança, alpinistas se prendem com cordas uns aos outros ao escalar
uma montanha. Dessa forma, se um alpinista escorregar e cair, ele não morrerá. Ele será
segurado pelos outros até recuperar o equilíbrio.
“A igreja deveria ser assim. Quando um membro escorrega e cai, os outros devem
segurá-lo até que ele recupere o equilíbrio. Todos nós estamos ligados por cordas pelo
Espírito Santo.” — Michael P. Green, 1500 Ilustrações para a Pregação Bíblica (Grand
Rapids, MI: Baker Books, 2000), p. 66.

Unidade e Amor

Em Filipenses 2:1–4, Paulo indica que a ambição egoísta é uma das principais causas
de desunião na igreja. Ele afirma: “Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por
humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo” (Filipenses 2:3). As
palavras “ambição” e “vanglória” traduzem, respectivamente, os substantivos gregos
eritheia e kenodoxia, ambos raros no Novo Testamento. A primeira ocorre sete vezes, quase
exclusivamente nas cartas de Paulo (Romanos 2:8; 2 Coríntios 12:20; Gálatas 5:20;
Filipenses 1:16; Filipenses 2:3; Tiago 3:14,16). A segunda ocorre apenas aqui.
Curiosamente, o termo eritheia não aparece na Septuaginta, a versão grega do Antigo
Testamento, e kenodoxia ocorre apenas três vezes, mas em livros não canônicos.
Assim, parece que o uso dessas palavras por Paulo em Filipenses 2:3 não se baseia
na versão grega do Antigo Testamento. Pelo contrário, ambas as palavras aparecem em listas
antigas de vícios, nos escritos de filósofos, para criticar a rivalidade (ver Gerald F.
Hawthorne, Philippians, vol. 43 da Word Biblical Commentary [Dallas: Word,
Incorporated, 2004], p. 87). Não é surpresa que eritheia apareça nos catálogos de pecados
registrados em 2 Coríntios 12:20 e Gálatas 5:20. Claramente, Paulo usa essas palavras para
apontar comportamentos que os cristãos devem evitar.
Filipenses 2:1–4 mostra que, para que a unidade se torne realidade na igreja, não basta
evitar a rivalidade e o egoísmo que minam a harmonia; é preciso também praticar as virtudes
cristãs essenciais para promover o senso de comunidade. Um ambiente harmonioso é
caracterizado por consolo, conforto, amor, comunhão, afeição e misericórdia (Filipenses
2:1). Nesse ambiente, as pessoas concordam “de todo o coração umas com as outras”,
amam-se mutuamente e trabalham “juntas com um só propósito e uma só mente” (Filipenses
2:2).
[Link]
Comentários do Professor
Ainda assim, Paulo não está defendendo uniformidade, mas sim unidade por meio da
diversidade. Ao condenar a “ambição egoísta” e a “vanglória”, ele apresenta a atitude
oposta, ou seja, a “humildade de espírito” (Filipenses 2:3). Essa atitude é explicada na frase
seguinte: “Cada um considere os outros superiores a si mesmo” (Filipenses 2:3). Esse
pensamento é tão importante que Paulo o repete com outras palavras no versículo seguinte:
“Não olhe cada um somente para o que é seu, mas cada qual também para o que é dos
outros” (Filipenses 2:4). Paulo não está pedindo que abandonemos nossos próprios
interesses, mas que consideremos os interesses dos outros com atenção genuína, e não com
indiferença. Jesus é nosso Supremo Exemplo nesse sentido. Assim, Paulo exorta seu público
a desenvolver uma mentalidade semelhante à de Cristo.

Uma Mentalidade Semelhante à de Cristo

Filipenses 2:1–8 apresenta termos derivados da raiz grega phren (ou phron). Essa raiz é
usada para enfatizar o uso da “faculdade para planejamento reflexivo” — Johannes P. Louw
e Eugene A. Nida, Greek-English Lexicon of the New Testament: Based on Semantic
Domains, 2ª ed., vol. 1 (New York: United Bible Societies, 1996), p. 324. Nesse contexto
de Filipenses 2:2, Paulo exorta seu público a “pensar a mesma coisa [to auto phronēte],
tendo o mesmo amor, estando unidos em espírito e pensando a mesma coisa [to hen
phronountes]” (tradução do autor). Essa sincronia é possível apenas se “com humildade de
pensamento [tapeinophrosynē] cada pessoa considerar os outros mais importantes que a si
mesma” (Filipenses 2:3, tradução do autor). O clímax desse raciocínio é alcançado na
seguinte afirmação: “Em vossas vidas, deveis pensar e agir como Cristo Jesus” (Filipenses
2:5). Paulo exorta os filipenses a desenvolver uma maneira de pensar semelhante à de Cristo,
porque somente esse modo de pensar pode levar a um modo de agir semelhante ao de Cristo.

Os estudiosos debatem se o termo “isto” em Filipenses 2:5 (“esta mente”) refere-se à


humildade mencionada em Filipenses 2:1–4 ou à mansidão de Jesus, demonstrada por Sua
atitude descrita em Filipenses 2:6–8. Em ambos os casos, Jesus é o padrão a ser imitado.
Como Tom Wright coloca: “Todos devem estar focados em algo além de si mesmos; e esse
algo é o próprio Jesus Cristo, o rei, o Senhor, e as boas novas que vieram para tomar o
mundo em Seu nome.” — Wright, Paul for Everyone: The Prison Letters: Ephesians,
Philippians, Colossians, and Philemon (London: Society for Promoting Christian
Knowledge, 2004), p. 98.

[Link]
Comentários do Professor
Como cristãos, somos chamados a cultivar uma maneira de pensar e agir semelhante à
de Cristo. Paulo argumenta que Jesus tinha plena consciência de quem Ele era (Filipenses
2:6), e, ainda assim, Ele voluntariamente se esvaziou (Filipenses 2:7) e se humilhou
(Filipenses 2:8). Paulo explica que (1) Jesus se esvaziou “assumindo a forma de servo”; ou
seja, ao “nascer na semelhança dos homens” (Filipenses 2:7), Ele (2) se humilhou
“tornando-se obediente até à morte” (Filipenses 2:8). Em resumo, Jesus tornou-se Servo
(ver Mateus 20:28; Marcos 10:45) e sacrificou-Se pela salvação dos outros (ver 2 Coríntios
8:9; Hebreus 12:2) em obediência à vontade de Deus (ver Mateus 26:39; Romanos 5:19).
Aqueles que possuem uma mentalidade semelhante à de Cristo estão dispostos a fazer o
mesmo.

Um Mistério Insondável

Em 1 Timóteo 3:16, Paulo fornece um resumo da missão de Jesus. Sua encarnação,


morte, ressurreição, ascensão e até uma alusão à proclamação do evangelho aos gentios e à
conversão de alguns deles são retratadas com uma incrível economia de palavras. Tanto o
ministério terreno de Jesus quanto seus resultados são mostrados como o conteúdo do
mistério da piedade.

O termo grego mysterion (“mistério”) ocorre 28 vezes no Novo Testamento,


principalmente nas cartas de Paulo (21 vezes). Quase sempre, esse termo possui um peso
cristológico significativo nos escritos de Paulo. Por exemplo, em Romanos 16:25, Paulo
vincula o mistério à mensagem do evangelho. Da mesma forma, em Efésios 3:2–13, ele fala
repetidamente do mistério no contexto de seu ministério aos gentios. Paulo observa que “o
mistério foi revelado a ele” por “revelação” (Efésios 3:3), pela qual ele pôde ter uma melhor
“compreensão do mistério de Cristo” (Efésios 3:4).

Diversos estudiosos concordam que a expressão “o mistério de Cristo” pode ser


entendida como “o mistério, que é Cristo”. Paulo desenvolve essa ideia mais extensivamente
em Colossenses. Ele fala de um “mistério que esteve oculto desde os séculos e das gerações”
(Colossenses 1:26). Além disso, ele se refere a “este mistério entre os gentios: que é Cristo
em vós” (Colossenses 1:27; ver também Colossenses 2:2; Colossenses 4:3). Em Efésios
6:19, o apóstolo Paulo menciona seu trabalho de proclamar “o mistério do evangelho” ou
“o mistério, que é o evangelho”. Em Romanos 11:25, o mistério tem a ver com o fato de
que o evangelho alcançaria os gentios. Mais adiante, Paulo implica que a graça de Deus é
um mistério, impossível de compreender (Romanos 11:33).

De fato, é! Jesus estava disposto a suportar “a cruz, desprezando a vergonha” (Hebreus


12:2). Como Paulo afirma em Filipenses 2:8, Jesus humilhou-Se até a morte, “e morte de
cruz”. [Link]
Comentários do Professor
PARTE 3: Aplicação Prática

Medite sobre os seguintes temas. Depois, peça aos seus alunos que respondam às
perguntas no final desta seção.

“Um visitante a um hospital psiquiátrico ficou surpreso ao notar que havia apenas três
guardas vigiando cem internos perigosos. Ele perguntou ao seu guia: ‘Vocês não têm medo
de que essas pessoas dominem os guardas e fujam?’
“‘Não’, respondeu ele. ‘Loucura nunca se une.’” — Michael P. Green, 1500 Ilustrações
para a Pregação Bíblica (Grand Rapids, MI: Baker Books, 2000), p. 65.
Essa história ilustra o potencial de crescimento que uma comunidade perde devido à
falta de unidade. A desunião é uma condição terrível e algo que os cristãos devem evitar a
todo [Link] pode ser mais ameaçador para a saúde de uma comunidade de crentes do
que a falta de unidade. É por isso que Paulo se preocupava tanto com isso e deixou claro
que viver em unidade não é apenas uma virtude cristã, mas também um mandamento:
“Alegrai-me, sendo unânimes” (Filipenses 2:2) e “Não olhe cada um somente para o que é
seu, mas cada qual também para o que é dos outros” (Filipenses 2:4).
Jesus é nosso exemplo supremo de cuidar dos interesses dos outros. Ele se tornou pobre
para que, por meio de Sua pobreza, pudéssemos nos tornar ricos (2 Coríntios 8:9). Assim, o
chamado de Paulo para que seus leitores desenvolvam uma maneira de pensar semelhante à
de Cristo não deve surpreender. Devemos seguir os passos de Jesus, praticando humildade
e obediência a Deus. Embora não possamos compreender totalmente a extensão da
condescendência de Cristo ao tornar-se homem, sabemos o suficiente para viver em unidade
uns com os outros.

Perguntas:

1. O que significa cuidar dos interesses dos outros? Quais são algumas maneiras de
colocarmos essa ideia em prática?
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2. Por que a unidade entre os crentes é tão importante? O que podemos fazer para
promover a unidade dentro da igreja?
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[Link]

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