IPM
(Previsão art. 9º ao 28 CPPM)
I Indivíduo pratica
um determinado
crime militar
Instaura-se um IPM
P
para apurações
preliminares
(conduzido pela
Polícia Judiciária
Militar)
O IPM é utilizado
M
como base para
oferecimento da
denúncia (inicia-se
a fase processual,
no âmbito da
Justiça Militar)
CONCEITO
I
(art. 9º CPPM)
O inquérito policial militar é a apuração sumária de fato,
que, nos termos legais, configure crime militar, e de sua
autoria. Tem o caráter de instrução provisória, cuja
finalidade precípua é a de ministrar elementos necessários
à propositura da ação penal.
P NATUREZA JURÍDICA
Trata-se de um procedimento administrativo inquisitivo e
preparatório
M FINALIDADE
A finalidade precípua é a de ministrar elementos
necessários à propositura da ação penal.
CARACTERÍSTICAS
I
(art. 9º CPPM)
Escrito (art. 21)
Sigiloso (art. 16)
P Inquisitivo (arts. 12 e 13)
Discricionário (art. 28)
Dispensável (art. 28)
Indisponível (art. 24)
M Temporário (art. 20)
SUJEITOS DO IPM
I ENCARREGADO
(ART. 15)
Será encarregado do inquérito, sempre que possível, oficial de pôsto não
inferior ao de capitão ou capitão-tenente; e, em se tratando de infração
penal contra a segurança nacional, sê-lo-á, sempre que possível, oficial
superior, atendida, em cada caso, a sua hierarquia, se oficial o indiciado
P
ESCRIVÃO
(art. 11)
A designação de escrivão para o inquérito caberá ao respectivo
encarregado, se não tiver sido feita pela autoridade que lhe deu
delegação para aquele fim, recaindo em segundo ou primeiro-tenente, se
o indiciado for oficial, e em sargento, subtenente ou suboficial, nos
demais casos.
M TESTEMUNHA
(art. 19, § 2º)
A testemunha não será inquirida por mais de quatro horas consecutivas,
sendo-lhe facultado o descanso de meia hora.
INSTAURAÇÃO MEDIANTE PORTARIA
I (ART. 10)
De ofício;
Por determinação ou delegação da autoridade militar
P
superior;
Requisição do Ministério Público;
Decisão do Superior Tribunal Militar, nos termos do art.
25;
Requerimento da parte ofendida;
M
Autos de sindicância.
PROCEDIMENTO
I (ARTS. 12 E 13)
tomar as medidas previstas no art. 12, se ainda não o
tiverem sido;
P
ouvir o ofendido;
ouvir testemunhas;
ouvir o indiciado;
proceder o reconhecimento de pessoas e coisas, e
acareações;
M
determinar, se for o caso, que se proceda a exame de corpo
de delito e a quaisquer outros exames e perícias;
PROCEDIMENTO
I (ARTS. 12 E 13)
determinar a avaliação e identificação da coisa subtraída,
desviada, destruída ou danificada, ou da qual houve
indébita apropriação;
P proceder a buscas e apreensões, nos termos dos arts. 172
a 184 e 185 a 189;
tomar as medidas necessárias destinadas à proteção de
testemunhas, peritos ou do ofendido, quando coactos ou
ameaçados de coação que lhes tolha a liberdade de
M
depor, ou a independência para a realização de perícias
ou exames.
CONCLUSÃO
I
O inquérito será encerrado com minucioso relatório, em que o
seu encarregado mencionará:
As diligências feitas;
As pessoas ouvidas;
Os resultados obtidos, com indicação do dia, hora e lugar
onde ocorreu o fato delituoso.
SOLUÇÃO
P No caso de delegação, o encarregado deverá enviá-lo à
autoridade de quem recebeu a delegação, para homologação
ou não da solução, aplicação da penalidade, no caso de
infração disciplinar, ou determine novas diligências.
ADVOCAÇÃO
M
Discordando da solução, a autoridade que o delegou poderá
avocá-lo e dar solução diferente.
Os autos do IPM serão remetidos ao auditor militar onde
ocorreu a infração penal, acompanhados dos instrumentos
desta, bem como dos objetos que interessem à sua prova
ARQUIVAMENTO
I A autoridade militar não poderá mandar arquivar autos de
inquérito, embora conclusivo da inexistência de crime ou de
inimputabilidade do indiciado.
INSTAURAÇÃO DE NOVO INQUÉRITO
O arquivamento de inquérito não obsta a instauração de
outro, se novas provas aparecerem em relação ao fato, ao
P indiciado ou a terceira pessoa, ressalvados o caso julgado e os
casos de extinção da punibilidade.
DEVOLUÇÃO DE AUTOS DE INQUÉRITO
Os autos de inquérito não poderão ser devolvidos à autoridade
policial militar, a não ser:
M
mediante requisição do Ministério Público, para diligências
por ele consideradas imprescindíveis;
por determinação do juiz, antes da denúncia, para o
preenchimento de formalidades previstas neste Código, ou
para complemento de prova que julgue necessária.
I
M
A
AUTO DE
P
PRISÃO EM
F FLAGRANTE
DELITO
D
A FLAGRANTE DELITO
CONCEITO
Prisão em flagrante é a modalidade de prisão cautelar, de
natureza administrativa, realizada no instante em que se
P desenvolve ou termina de se concluir a infração penal.
por ser medida cautelar, de natureza processual, de
segregação provisória do autor da infração penal, exige-se
apenas a aparência de tipicidade, não se exigindo
F
nenhuma valoração sobre a ilicitude e a culpabilidade,
outros dois requisitos para a configuração de crime
é medida excepcional, e não regra!
FINALIDADE
D autodefesa da sociedade
fazer cessar a prática criminosa e a perturbação da ordem
jurídica.
A
LEGITIMIDADE
Art. 243. Qualquer pessoa poderá e os militares deverão prender quem fôr insubmisso
ou desertor, ou seja encontrado em flagrante delito.
PREVISÃO CONSTITUCIONAL
P ART. 142 CF/88
(...)
§ 5º Às polícias militares cabem a polícia ostensiva e a preservação da ordem
pública; aos corpos de bombeiros militares, além das atribuições definidas em
F
lei, incumbe a execução de atividades de defesa civil.
CPP
Art. 301 -Qualquer do povo poderá e as autoridades policiais e seus agentes deverão
prender quem quer que seja encontrado em flagrante delito.” (grifo nosso)
D CPPM
Art. 221. Ninguém será prêso senão em flagrante delito ou por ordem escrita de
autoridade competente.
Nossa atribuição se restringe ao âmbito militar, onde, temos o dever legal de prender
outro militar que se encontre em flagrante delito.
A
SUJEITO
Considera-se em flagrante delito aquele que:
a) está cometendo o crime (flagrante próprio ou perfeito);
P b) acaba de cometê-lo (flagrante próprio ou perfeito);
c) é perseguido logo após o fato delituoso em situação que faça
acreditar ser ele o seu autor (flagrante impróprio ou imperfeito);
F d) é encontrado, logo depois, com instrumentos, objetos,
material ou papéis que façam presumir a sua participação no
fato delituoso (flagrante presumido ou ficto).
D OBSERVAÇÃO: NAS infrações permanentes, considera-se o
agente em flagrante delito enquanto não cessar a permanência.
É o delito que possui a consumação prolongada na linha do
tempo, enquanto perdurar a lesão ao bem jurídico.
A
TIPOS DE FLAGRANTE
FLAGRANTE PREPARADO
P Existe flagrante preparado ou provocado quando o agente,
policial ou terceiro, conhecido como provocador, induz o
autor à prática do crime, viciando a sua vontade, e, logo em
seguida, o prende em flagrante.
F
FLAGRANTE FORJADO
D Consiste em uma situação falsa de flagrante criada para
incriminar alguém.
A
TIPOS DE FLAGRANTE
FLAGRANTE ESPERADO
P A atividade do policial ou do terceiro consiste em simples
aguardo do momento do cometimento do crime, sem
qualquer atitude de induzimento ou instigação
F FLAGRANTE DIFERIDO OU RETARDADO
D
é a possibilidade que a polícia possui de retardar a realização
da prisão em flagrante, para obter maiores dados e
informações a respeito do funcionamento, componentes e
atuação de uma organização criminosa ART. 8º lEI Nº
12.850/2013
A LAVRATURA DO AUTO
Art. 245. Apresentado o prêso ao comandante ou ao oficial de dia, de
serviço ou de quarto, ou autoridade correspondente, ou à autoridade
judiciária, será, por qualquer dêles, ouvido o condutor e as
testemunhas que o acompanharem, bem como inquirido o indiciado
P
sôbre a imputação que lhe é feita, e especialmente sôbre o lugar e
hora em que o fato aconteceu, lavrando-se de tudo auto, que será por
todos assinado.
EXIGÊNCIAS LEGAIS
F
As exigências legais em relação à lavratura do APFD constituem
formalidades sacramentais, essenciais desse ato. Caso as
formalidades essenciais da elaboração do APFD não sejam
atendidas, haverá vícios que determinarão o relaxamento da
prisão.
D RECUSA OU IMPOSSIBILIDADE DE ASSINATURA
O auto será assinado por duas testemunhas, que lhe tenham
ouvido a leitura na presença do indiciado, do condutor e das
testemunhas do fato delituoso.
A
DESIGNAÇÃO DO ESCRIVÃO
Sendo o auto presidido por autoridade militar, designará esta,
para exercer as funções de escrivão, um capitão, capitão-tenente,
primeiro ou segundo-tenente, se o indiciado fôr oficial. Nos
demais casos, poderá designar um subtenente, suboficial ou
P
sargento.
FALTA OU IMPEDIMENTO DO ESCRIVÃO
Na falta ou impedimento de escrivão ou das pessoas referidas no
F
parágrafo anterior, a autoridade designará, para lavrar o auto,
qualquer pessoa idônea, que, para êsse fim, prestará o
compromisso legal.
AUSÊNCIA DE TESTEMUNHAS
D A falta de testemunhas não impedirá o auto de prisão em
flagrante, que será assinado por duas pessoas, pelo menos, que
hajam testemunhado a apresentação do preso
A
NOTA DE CULPA
Dentro de 24h após a prisão, será dada ao preso nota de culpa
assinada pela autoridade, com o motivo da prisão, o nome do
condutor e os das testemunhas.
P
A Nota de Culpa deve constar a data e hora da voz de prisão
dada ao preso e o instante da entrega (com recibo).
FATO PRATICADO EM PRESENÇA DE
AUTORIDADE
F Deverá ela própria prender e autuar em flagrante o infrator,
mencionando a circunstância
PRISÃO EM LUGAR NÃO SUJEITO A
D ADMINISTRAÇÃO MILITAR
Quando a prisão em flagrante for efetuada em lugar não sujeito à
administração militar, o auto poderá ser lavrado por autoridade
civil, ou pela autoridade militar do lugar mais próximo daquele
em que ocorrer a prisão.
A ENCAMINHAMENTO AO JUDICIÁRIO
O auto de prisão em flagrante deve ser remetido
P
imediatamente ao juiz competente, se não tiver sido lavrado
por autoridade judiciária; e, no máximo, dentro em cinco dias,
se depender de diligência prevista no art. 246.
F
DISPENSA DE INQUÉRITO
O inquérito poderá ser dispensado, sem prejuízo de diligência
requisitada pelo Ministério Público:
quando o fato e sua autoria já estiverem esclarecidos por
D
documentos ou outras provas materiais;
nos crimes contra a honra, quando decorrerem de escrito
ou publicação, cujo autor esteja identificado;
nos crimes previstos nos arts. 341 e 349 do Código Penal
Militar.
A DIREITOS CONSTITUCIONAIS DO PRESO
ART. 5º,
incisos: LXII - Comunicação do local onde se encontra preso,
ao Juiz, à família do preso ou à pessoa indicada por ele;
LXIII - Informar ao preso de seus direitos entre os quais o de
P permanecer calado, sendo-lhe assegurada a assistência da
família e de advogado;
LXIV – O preso tem direito à identificação dos responsáveis
por sua prisão ou por seu interrogatório policial.
LXV – A prisão ilegal será imediatamente relaxada pela
F
autoridade judiciária.
OUTRAS GARANTIAS
Comunicação imediata ao Juiz competente (Art. 5º, Inc. LXII
D
– CF/88); Art. 222, do CPPM)
Comunicação ao Ministério Público Militar (Art. 10 da Lei
Complementar 75/93 - Estatuto do MP)
Crime de abuso de autoridade – Art. 4º, alínea c, da Lei
4.898/65 (deixar de comunicar, imediatamente, ao juiz
competente a prisão ou detenção de qualquer pessoa)
I
M
Obrigado!
Acredite em milagres, mas
não dependa deles.
(Immanuel Kant)