Universidade Católica de Moçambique
Instituto de Educação à Distância
Administração Escolar: conceptualização e modelos da administração
escolar
Beleza Samuel Paiva: 708244361
Curso: Licenciatura em Ensino de Português
Cadeira: Práticas Pedagógicas I
Ano de Frequência: 1º Turma: G
Milange, Maio de 2024
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Índice
1. Introdução...........................................................................................................................1
1.1. Objectivo Geral................................................................................................................1
1.2. Objectivos específicos......................................................................................................1
2. Aporte Teórico....................................................................................................................2
2.1. Problematização dos Conceitos de administração escolar...............................................2
2.2. Tipos de administração escolar........................................................................................3
2.3. Modelos de administração escolar...................................................................................5
2.3.1. O Modelo Centralizado do Estado Novo......................................................................5
2.3.2. O Modelo 769-A/76......................................................................................................6
2.3.3. O Modelo 172/91..........................................................................................................6
2.4. Modelo de administração escolar na Escola Secundária Geral Maguiguan e- Milange..7
3. Metodologias.....................................................................................................................10
4. Considerações Finais.........................................................................................................11
Referências Bibliográficas....................................................................................................12
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1. Introdução
A administração escolar é um componente essencial do funcionamento das instituições de
ensino, responsável pela organização, coordenação e gestão dos recursos disponíveis. No
entanto, sua compreensão vai além da simples gestão de recursos; abrange a implementação
de estratégias para promover o sucesso académico dos alunos, criar um ambiente escolar
propício à aprendizagem e garantir a eficiência operacional da escola. Neste trabalho,
exploraremos os diversos conceitos, tipos e modelos de administração escolar, reflectindo
sobre suas implicações para a prática educacional, e fazendo um estudo do modelo em uso
na Escola Secundária Geral Maguiguane. Contudo, o presente trabalho visa fornecer uma
compreensão abrangente e crítica desse campo de estudo.
Quanto a organização, o trabalho está organizado em 5 pontos, que vão desde a introdução
primada pelos objectivos; o aporte teórico sustentando o tema em causa; a metodologia,
seguido das considerações finais; e por fim as referências bibliográficas, listando em ordem
alfabética todos os nomes de autores usados para sustentação do tema em estudo.
1.1. Objectivo Geral
Analisar a Administração Escolar numa conceptualização e modelos da
administração escolar.
1.2. Objectivos específicos
Problematizar os diferentes conceitos de administração escolar;
Distinguir vários tipos de administração escolar;
Reflectir sobre vários modelos de administração escolar;
Caracterizar o modelo de administração escolar na Escola Secundária Geral
Maguiguane.
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2. Aporte Teórico
2.1. Problematização dos Conceitos de administração escolar
Para uma compreensão mais profunda da administração escolar, é necessário questionar os
diferentes conceitos associados a ela.
No entanto, esta designação da (administração escolar), geralmente atribuída a Compayré
(séc. XIX), que nos remete para um campo de práticas de administração,
gestão, governo ou direcção de sistemas, ou redes escolares e de escolas, ou outras
unidades de ensino e, simultaneamente, para um campo de estudos, teorias, disciplinas
académicas e cursos, ou programas.
Como campo de práticas, inclui os aparelhos organizacionais e administrativos da educação
escolar em seus distintos níveis: nacional, estadual, municipal, ou outros, consoante a
organização de cada país, e os serviços que produzem políticas e orientações
normativas para a educação escolar, incluindo ainda as escolas (Lima, 2009).
Adiante, Paro (1986), vem afirmar que aos distintos níveis de intervenção, do ministério da
educação a cada escola concreta, a Administração Escolar compreende as estruturas legais,
organizacionais e administrativas, e também os actores e as acções com intervenção nos
processos de utilização racional de recursos, ou meios, para a realização de determinados
fins.
Não obstante, podemos dizer que Administração Escolar (A.E.) é o estudo daorganização e
do funcionamento de uma escola ou de um sistema escolar, de acordo com uma finalidade,
de modo a satisfazer as exigências da Política de Educação e aos requisitos
damoderna Pedagogia. É uma parte da administração pública, especializada, referindo-se,
também, a empreendimentos particulares, visto que várias instituições mantêm
estabelecimentos de diferentes graus de ensino e em cada um deles são aplicados os
mesmos princípios administrativos.
Para conceituá-la e delimitar seu campo de acção, usaremos o conceito aprovado pelo
1º Simpósio de A.E., realizado em São Paulo, na Faculdade de Filosofia da Universidade de
São Paulo (U.S.P.), em Fevereiro de 1961:
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A administração Escolar supõe uma filosofia e uma política directoras
preestabelecidas; consiste no complexo de processos criadores de condições
adequadas às actividades dos grupos que operam em divisão de trabalho; visa a
unidade e a economia de acção, bem como o progresso do empreendimento.
(1º SIMPÓSIO DE A.E. 1961)
O complexo de processos engloba as actividades específicas – planejamento,organização,
assistência à execução (gerência), avaliação dos resultados (medidas), prestação de contas
(relatório), e se aplica a todos os sectores da empresa: pessoal, material, serviços,
financiamento.
Já para Ribeiro Administração Escolar como “o complexo de processos cientificamente
determinados que, atendendo a certa Filosofia e a certa Política da Educação, desenvolvem-
se antes, durante e depois das actividades escolares, para garantir unidade e economia”.
Por sua vez Ferreira, modificou um pouco essa definição: acreditando que a
Administração Escolar “é o estudo científico dos processos que se desenvolvem antes,
durante e depois das actividades escolares e que sejam mais aptos para garantir a
consecução dos objectivos educacionais da Escola, com unidade e economia”.
Contudo,aaaAdministração Escolar envolve sentidos aparentemente contraditórios, por um
lado, de governo, de direcção, de definição de políticas e de filosofias de educação, planos
de acção, normas e recursos; por outro lado, de serviço, apoio e execução detalhada das
orientações políticas.
2.2. Tipos de administração escolar
Como vimos anteriormente, a Administração Escolar é complexo de processoscientificame
nte determinados que, atendendo a certa Filosofia e a certa Política da Educação,
desenvolvem-se antes, durante e depois das actividades escolares para garantir unidade e
economia. Nesta perspectiva é o estudo científico dos processos que se desenvolvem antes,
durante e depois das actividades escolares, e que sejam mais aptos para garantir a
consecução dos objectivos educacionais da Escola, com unidade e economia. (FÉLIX,
1984, p. 12).
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A partir da concepção de educação, Félix (1984 pp. 14-25) sugere que, a partir da
concepção de educação, temos três tipos de administração escolar: humanista tradicional,
humanista moderna ou humanista progressista.
a) Administração Escolar Humanista Tradicional: Este modelo tem suas raízes na
abordagem tradicional da educação, que se concentra na transmissão de
conhecimento e no controle do ambiente escolar pelo corpo administrativo. Nesse
tipo de administração, há uma ênfase na autoridade do diretor ou gestor escolar, que
muitas vezes toma decisões unilaterais sem muita participação da comunidade
escolar. As políticas e práticas tendem a ser conservadoras e baseadas em valores
tradicionais.
b) Administração Escolar Humanista Moderna: Esse modelo reflecte uma
abordagem mais actualizada da administração escolar, que valoriza a participação e
a colaboração entre todos os membros da comunidade escolar. Aqui, há um
reconhecimento da importância do desenvolvimento integral dos alunos, levando
em consideração não apenas seu desempenho académico, mas também seu bem-
estar emocional e social. A liderança é mais democrática, buscando envolver os
professores, alunos, pais e funcionários na tomada de decisões e no
desenvolvimento de políticas escolares.
c) Administração Escolar Humanista Progressista: Este modelo vai além da
abordagem moderna, buscando uma transformação mais radical na educação. Ele se
baseia nos princípios do progressismo educacional, que enfatiza a aprendizagem
experiencial, o engajamento activo dos alunos e a promoção da justiça social na
escola e na sociedade. Nesse tipo de administração, há um foco na inovação
pedagógica, na equidade educacional e na criação de um ambiente escolar inclusivo
e diversificado. A liderança é orientada para a facilitação e apoio ao crescimento
individual e colectivo, incentivando a experimento
Outrossim, a administração escolar é um ramo da Ciência Administrativa, tendo como
objecto próprio o estudo dos métodos e processos mais eficientes e práticos de se organizar
e administrar um sistema escolar ou uma escola.
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2.3. Modelos de administração escolar
Dentro do paradigma de Estado de Direito, inicialmente surgido no Ocidente e posteriorme
nte espalhado pelo resto do mundo, os sistemas administrativos evoluíram deforma
diferenciada devido, por um a lado, a razões históricas e, por outro, à tradição do próprio
Estado. Esta evolução teve como reflexo as inúmeras diferenças que subsistem de
um país para o outro no respeitante aos sistemas políticos e aos modus de organização e
administração.
Enquadrada no âmbito da Administração Pública, considerando as característicasapontadas
dos modelos políticos de organização e administração e acentuada a sua importância, a
administração dos sistemas educativos deve ser estudada sob muitos aspectos
a partir de abordagens semelhantes às que se aplicam a qualquer organização e, mais partic
ularmente, a qualquer grande organização pública, destacando as vantagens políticas e
técnicas decorrentes da aplicação de um modelo ou de outro.
Ou seja, tendo em conta as estruturas, os órgãos e os procedimentos deve-se prestar uma
atenção particular para a centralização ou descentralização administrativa dos sistemas
educativos como estratégias de controlo político e de poder, mas também como técnicas
paraa garantia de um funcionamento desejado, ou seja, para a “garantia da qualidade, daefic
iência, da equidade (igualdade), da responsabilização e da inclusão social” (LE GRAND,
2007. P.64).
No entanto, além dos conceitos e tipos, é relevante reflectir sobre os diferentes modelos de
administração escolar propostos ao longo do tempo. Esses modelos variam desde
abordagens tradicionais, baseadas em princípios de gestão empresarial, até modelos
contemporâneos que enfatizam a participação, colaboração e liderança distribuída. Cada
modelo apresenta suas próprias teorias, estratégias e práticas, influenciando
significativamente a organização e gestão da escola. Esses modelos são:
2.3.1. O Modelo Centralizado do Estado Novo
Durante o período ditatorial que vigorou até 1974, o regime de administração
dasescolas advém de um sistema fortemente centralizado. Todas as medidas políticas eadmi
nistrativas importantes eram conceptualizadas e realizadas pelo governo central, com a
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colaboração dos responsáveis pela administração das escolas, na qualidade de
comissários políticos e ideológicos, encarregados de velar pela ortodoxia ideológica
do regime dentro dos estabelecimentos de ensino.
Barroso (1995) no quadro da investigação realizada à organização pedagógica eadministraç
ão dos liceus, na análise realizada a regulamentos internos das instituições alicia-se aos
relatórios anuais dos reitores até à década de 70, descreve que os responsáveis das escolas,
então denominados por directores ou reitores, eram livre e directamente
nomeados pela administração central, com base em critérios de confiança política e proximi
dadeideoló[Link] exemplo desta realidade, consiste no facto de que muitos destes
administradores eram identificados como figuras importantes do partido único local
governamental, ou de outras organizações com um forte compromisso de apoio ao regime
então em vigor (PARO,1986).
2.3.2. O Modelo 769-A/76
Com a queda da ditadura em 1974 e, consequente, com o levantamento do período
revolucionário após o 25 de Abril, iluminado por uma intensa actividade política e sem
qualquer controlo por parte da administração central, a instituição escolar sofre uma
profunda transformação nos seus múltiplos aspectos.
Segundo Félix (1984) um dos pontos mais afectados foi a gestão das instituições escolares,
devido um período fortemente conturbado e difícil, constituindo na vida das escolas um
contexto de grande anarquia, uma vez que os mecanismos legais sobre esta matéria eram
reduzidos ou mesmo ineficazes.
O autor apresenta como exemplo desta matéria a demissão dos administradores que
estavam em exercício durante o regime do Estado Novo, sendo posteriormente
substituídos por comissões de gestão eleitas, de composição variada, mas em geralcontrolad
as pela representação dos professores.
2.3.3. O Modelo 172/91
O novo modelo de gestão, aprovado pelo Decreto Lei n.º 172/91, de 10 de Maio, emerge de
uma política de reforma do sistema educativo, iniciada com a publicação da Lei de Bases
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do Sistema Educativo, respondendo à exigência que visa a alteração do modelo de gestão
vigente, imposto pelo anterior regime, pela actividade social e organizacional das escolas e
professores e, simultaneamente, pela necessidade de a escola se adaptar à reforma educativa
em curso.
Perante o espírito reformista e o potencial descentralizador e autonómico do discurso
danova orgânica do Ministério da Educação, o decreto ostenta-se sobre os princípios da
democracia, da participação e da descentralização.
A aplicação dos dois primeiros princípios alteraram profundamente as relações no interior
da escola, favoreceram a sua abertura e despertaram nos professores novas atitudes de
responsabilidade (Inpreâmbulo do Decreto-Lei n.º 172/91, 1.º parágrafo), como também,
pretendemaassegurar à escola as condições que possibilitam a sua integração no meio em q
ue se insere, nomeadamente, exige o apoio e a participação alargada da comunidade na vida
da escola (Inpreâmbulo do Decreto-Lei n.º 172/91, 9.º parágrafo).
2.4. Modelo de administração escolar na Escola Secundária Geral Maguiguan e-
Milange
A Escola Secundária Geral Maguiguane, localiza-se na vila municipal de Milange, no
Distrito de Milange, na província da Zambézia, concretamente no bairro Eduardo
Mondlane, entre as ruas Joaquim Maquival e Eduardo Mondlane, atrás dos Serviços
Distritais de Educação Juventude e Tecnologia de Milange (SDEJTM) à uma distância de
trezentos metros (300m) da estrada nacional número onze (EN11).
Escola Secundária Geral Maguiguane: Fonte: Autor (2024)
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O estudo sobre o modelo de Administração Escolar nessa instituição, cobre um intervalo de três
meses, sendo o 1º trimestre no ano de 2024.
Como sabemos, a Administração Escolar será o conjunto de decisões e operações mediante
as quais uma Escola, através dos respectivos órgãos de gestão, procuram, dentro das
normas
eorientações legal e superiormente definidas e, directamente ou mediante estímulos ecoorde
nação com outros parceiros, assegurar uma acção educativa que corresponda àsdemandas
da comunidade, obtendo e empregando racionalmente para esse efeito os recursos
disponíveis. Frequentemente, o termo Administração Escolar é entendido numa acepção
diferente, que não coincide com os actos e procedimentos pelos quais é gerida uma escola,
em particular, antes se referindo a um conjunto de funções e actividade a serviços
integrados na estrutura hierárquica do departamento governamental responsável pela
educação.
Assim, um serviço central de Administração Escolar, com a sua equipa de especialistas
nesta área, incumbir-se-ia, essencialmente, de orientar, apoiar, acompanhar e assegurar a
execução e o controlo das acções e medidas conducentes a uma boa gestão de escolas, mas
sem realizar, directamente, os actos de administração das escolas (LE GRAND, 2007.
P.53).
Falando da descentralização, o mesmo autor refere que:
Nesta fórmula, o exercício decertas missões administrativas é confiado a agentes
que dependem não do governo central, mas de colégios que tiram a sua autoridade
do facto de representarem uma parte da população[de um certo território ou de uma
certa categoria particular. (LE GRAND, 2007. P.57.)
Durante o período em análise, a administração da Escola Secundária Geral Maguiguane se
deparou com diversos desafios. A gestão de recursos limitados representou uma
preocupação constante, afectando directamente a capacidade da escola em oferecer uma
educação de qualidade e manter sua infra-estrutura adequada. Além disso, as frequentes
mudanças nas políticas educacionais exigiram uma rápida adaptação por parte da
administração, a fim de garantir que as práticas pedagógicas estivessem alinhadas com as
novas directrizes. Por fim, a promoção de um ambiente escolar seguro e inclusivo tornou-se
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uma prioridade, dada a importância de proporcionar um espaço onde todos os alunos se
sintam acolhidos e capazes de aprender.
Apesar dos desafios enfrentados, várias práticas eficazes foram identificadas na
administração da Escola Secundária Geral Maguiguane. A implementação de programas de
desenvolvimento profissional para os funcionários mostrou-se crucial para capacitar o
corpo docente e administrativo a lidar com as demandas em constante evolução da
educação. Esses programas não apenas promoveram o aprimoramento das habilidades
pedagógicas, mas também incentivam a criação de um ambiente colaborativo e de
aprendizado contínuo.
Ao participarem desses programas, os membros do corpo docente e administrativo não
apenas desenvolveram suas habilidades pedagógicas, mas também foram motivados a
compartilhar conhecimentos, experiências e recursos uns com os outros. Isso resultou em
uma cultura organizacional mais forte e coesa, onde a troca de ideias e a colaboração são
valorizadas. Essa mentalidade colaborativa não apenas fortaleceu a capacidade da escola de
enfrentar os desafios em constante evolução da educação, mas também promoveu um senso
de comunidade e pertencimento entre todos os envolvidos no processo educacional.
A alocação eficiente de recursos financeiros também se destacou como uma prática eficaz.
Apesar das limitações orçamentárias, a administração conseguiu priorizar investimentos
que impactaram positivamente o ensino e o aprendizado. Isso incluiu a actualização de
materiais didácticos, a manutenção preventiva das instalações e o fornecimento de apoio
adicional para alunos com necessidades especiais, garantindo assim um ambiente propício
ao desenvolvimento académico e socioemocional.
Outra prática que se mostrou eficaz foi a promoção da participação dos pais e encarregados
de educação na vida escolar. A administração incentivou activamente a colaboração entre
escola e família, reconhecendo o papel fundamental dos pais no sucesso educacional dos
alunos. Por meio de reuniões regulares, eventos familiares e canais de comunicação
abertos, os pais foram envolvidos no processo educacional, fortalecendo assim a parceria
entre a escola e a comunidade.
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3. Metodologias
Segundo Fragata (1980), “metodologia é a explicação minuciosa, detalhada, rigorosa e
exacta de toda acção desenvolvida no método (caminho) do trabalho de pesquisa (p.19).
Esta pesquisa quanto a natureza é básica, que tem como objectivo principal “o avanço do
conhecimento científico, sem nenhuma preocupação com a aplicabilidade imediata dos
resultados a serem colhidos”. (APPOLINÁRIO, 2011, p. 146),
A pesquisa quanto ao tipo é bibliográfica, aquela que se realiza com base em material já
elaborado, constituído principalmente de livros, artigos científicos, monografias e teses”
(Silva, 2014, p.23). Portanto, este método permitiu realizar a revisão de obras previamente
publicadas sobre a ética nas relações pessoais no ambiente de trabalho, com objectivo de
reunir e analisar textos publicados, para apoiar o trabalho.
Quanto a abordagem é qualitativa porque não emprega procedimentos estatísticos; e quanto
aos objectivos recorre-se a pesquisa descritiva que “visa descrever as características
conhecidas ou componentes no facto, fenómeno ou representação” (TEIXEIRA 2001,
p.118).
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4. Considerações Finais
Em suma, a administração escolar é um campo complexo e multifacetado, que envolve uma
variedade de conceitos, tipos e modelos. Ao problematizar os diferentes conceitos,
distinguir entre os vários tipos de administração escolar e reflectir sobre os diferentes
modelos de administração escolar, é possível desenvolver uma compreensão mais
abrangente e crítica desse campo de estudo. Essa compreensão é fundamental para informar
a prática administrativa e educacional, permitindo que os gestores escolares tomem
decisões fundamentadas e promovam a melhoria contínua das instituições de ensino.
No entanto, o estudo feito na Escola Secundária Geral Maguiguane sobre o modelo de
Administração Escolar, teve resultados que destacam a importância crítica de uma
administração escolar eficaz na promoção do sucesso académico e socioemocional dos
alunos. Ao enfrentar desafios como a escassez de recursos e as mudanças nas políticas
educacionais, a administração da Escola Secundária Geral Maguiguane demonstrou
resiliência e capacidade de adaptação. No entanto, também foram identificadas áreas de
melhoria, como a necessidade de uma comunicação mais transparente e uma maior
colaboração entre os diferentes departamentos da instituição. Essas reflexões sugerem que,
embora as práticas eficazes identificadas tenham sido fundamentais para o sucesso da
escola, ainda há espaço para aprimoramentos que podem fortalecer ainda mais o ambiente
escolar e melhorar os resultados dos alunos.
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Referências Bibliográficas
1º SIMPÓSIO DE A.E. (1961). A administração Escolar: conceitos e teorias. São Paulo:
Faculdade de Filosofia da Universidade de São Paulo.
Appolinário, F. (2011). Dicionário de Metodologia Científica. 2ª. ed. São Paulo: Atlas.
Barroso, J. (1995). A organização pedagógica e a administração dos liceus. Dissertação de
Mestrado, Universidade de Lisboa, Portugal.
Compayré, J. (Séc. XIX). O conceito de administração escolar.
Félix, J. (1984). A administração escolar em Portugal. Dissertação
Félix, J. (1984). A evolução da administração escolar em Portugal. In P. Fernandes (Org.),
A administração escolar em Portugal. Lisboa: Universidade de Lisboa.
Ferreira, J. (s.d.). A administração escolar: um estudo sobre a gestão das escolas.
Fragata, J. (1980). Noções de Metodologia para a Elaboração de um Trabalho Científico.
Porto: Livraria Tavares Martins.
Le Grand, J. (2007). A qualidade da educação: uma abordagem global. Porto: Porto
Editora.
Lima, J. (2009). A administração escolar em Portugal: um estudo sobre a gestão das
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Paro, V. (1986). A administração escolar em Portugal: uma abordagem histórica e
sociológica. Dissertação de Mestrado, Universidade de Lisboa, Portugal.
Ribeiro, F. (s.d.). A administração escolar: um estudo sobre a gestão das escolas.
Silva, E. L. (2014). Metodologia da pesquisa científica: diretrizes para a elaboração de um
protocolo de pesquisa. Universidade Estadual de Santa Cruz.
Teixeira, E. (2001). As Três Metodologias: Acadêmica, da ciência e da pesquisa. 5a ed.
Belém.
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