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Funções e Regras do Poder Executivo

O Poder Executivo é responsável por administrar e legislar, com o Presidente da República exercendo funções legislativas e judiciais. A eleição ocorre em dois turnos, com a posse do presidente marcada para o dia 5 de janeiro, e a vacância do cargo pode ocorrer por diversos motivos, incluindo morte e impeachment. O presidente possui imunidade formal e não pode ser preso durante o mandato, exceto após condenação, e suas prerrogativas não se estendem a governadores e prefeitos.

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Funções e Regras do Poder Executivo

O Poder Executivo é responsável por administrar e legislar, com o Presidente da República exercendo funções legislativas e judiciais. A eleição ocorre em dois turnos, com a posse do presidente marcada para o dia 5 de janeiro, e a vacância do cargo pode ocorrer por diversos motivos, incluindo morte e impeachment. O presidente possui imunidade formal e não pode ser preso durante o mandato, exceto após condenação, e suas prerrogativas não se estendem a governadores e prefeitos.

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SPRINT FINAL (80/20)

Poder Executivo

PODER EXECUTIVO

O Poder Executivo possui a função típica de administrar e a função atípica de legislar. O


Presidente da República pode editar medida provisória, propor leis e exercer a função
legislativa de forma típica. Além disso, também exerce a função de julgar, sendo responsável
por aplicar a pena de demissão a servidores do Executivo Federal. Esse julgamento, entretanto,
pode ser impugnado por meio de recurso ao Poder Judiciário.

3) DA ELEIÇÃO
• Quanto à eleição, o primeiro turno ocorre no primeiro domingo de outubro.
• Caso seja necessário o segundo turno, ele acontecerá no último domingo do mês de
outubro.

4) DO VENCEDOR
O vencedor será o candidato que obtiver a maioria absoluta dos votos válidos. É importante
ressaltar que, nesse sistema de eleição, não são contabilizados os votos em branco e nulos,
sendo considerados apenas os votos válidos.

5) CRITÉRIO DE DESEMPATE NO CASO DE DESISTÊNCIA NO SEGUNDO TURNO


Em caso de desistência de um candidato no segundo turno, o terceiro colocado será o
substituto na disputa. Se houver empate entre o terceiro e o quarto colocados, com ambos
os candidatos recebendo o mesmo número de votos, o critério de desempate será a idade,
sendo escolhido o candidato mais idoso para seguir na disputa.

Obs.: esse critério é frequentemente abordado em provas, sendo necessário atenção a


esses detalhes.

6) DA POSSE
A data da posse do Presidente da República foi alterada. Anteriormente, a posse ocorria
no dia 1º de janeiro, mas foi transferida para o dia 5 de janeiro, com a realização no Congresso
Nacional, em convocação extraordinária. Na próxima eleição, o novo presidente eleito tomará
posse no dia 5 de janeiro. O governador, por sua vez, tomará posse no dia 6 de janeiro,
enquanto o prefeito continuará a tomar posse no dia 1º de janeiro.

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7) DA VACÂNCIA
A vacância do cargo de Presidente pode ocorrer por diversos motivos, como morte,
renúncia, crime de responsabilidade ou impeachment por crime de responsabilidade. Além
disso, o Presidente poderá perder o cargo caso se ausente do país por mais de 15 dias sem
a devida licença do Congresso Nacional. Para viagens superiores a 15 dias, é necessária a
autorização do Congresso; caso contrário, o Presidente perderá o cargo.
Outra hipótese de vacância ocorre caso o Presidente não tome posse no prazo de 10
dias após a data prevista. Se, após o dia 5 de janeiro, o Presidente não comparecer para a
posse, ele terá 10 dias para tomar posse; caso contrário, ocorrerá vacância do cargo.

8) DA SUBSTITUIÇÃO DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA


Existem duas formas de vacância do cargo de Presidente da República que são
frequentemente abordadas em provas. Na ausência do presidente, o vice-presidente assume
o cargo. O vice-presidente pode, portanto, tanto substituir quanto suceder o presidente.
Na ausência do vice-presidente, a substituição é feita pelo presidente da Câmara dos
Deputados, que, no entanto, só pode substituir temporariamente, não podendo suceder
o Presidente. Na sequência, o presidente do Senado assume, também apenas de forma
temporária, sem poder suceder o Presidente. O presidente do Supremo Tribunal Federal é o
último na linha de substituição e, assim como os outros, só pode substituir temporariamente.
Portanto, o único que pode suceder o Presidente da República é o vice-presidente. Caso
o Presidente e o vice morram, o presidente da Câmara dos Deputados assume o cargo e
convoca novas eleições, pois ele não pode suceder, nem completar o mandato.

9) DA ELEIÇÃO DIRETA E INDIRETA


Em caso de dupla vacância, quando tanto o Presidente quanto o vice falecem, o presidente
da Câmara dos Deputados assume o cargo e convoca eleições diretas dentro de 90 dias. Se
essa vacância ocorrer nos dois primeiros anos do mandato, o processo de convocação de
eleição direta deve ser seguido.
Em caso de dupla vacância no segundo biênio do mandato presidencial, ou seja, entre
2002 e 2024, o presidente da Câmara dos Deputados assume o cargo e convoca uma eleição
indireta, sem a participação popular. O prazo para a convocação dessa eleição é de 30 dias.
Em resumo, a dupla vacância, por motivos não eleitorais, tem as seguintes consequências:
se ocorrer nos primeiros dois anos de mandato, o presidente da Câmara convoca uma
eleição direta, com prazo de 90 dias. No entanto, se ocorrer no segundo biênio, a eleição
será indireta, com prazo de 30 dias. Nesse tipo de eleição, o povo não participa, e o novo

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presidente eleito não terá um mandato completo, sendo denominado “mandato tampão”,
que se estende até 2024.

10) FORO PRIVILEGIADO


No caso de crimes cometidos pelo Presidente da República, se for um crime comum, ele
será julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Se for um crime de responsabilidade, o
julgamento ocorrerá no Senado Federal. Entretanto, para que o Presidente responda por
qualquer um desses crimes, a Câmara dos Deputados deve autorizar, por meio de um juízo
de admissibilidade, com o apoio de dois terços dos seus membros. Caso a Câmara não
autorize, o Presidente não será julgado.
O STF estabeleceu que o foro privilegiado só será aplicável se o crime for cometido no
exercício da função presidencial. Mesmo que o Presidente perca o cargo, ele continuará com
o foro privilegiado, desde que o processo tenha sido instaurado enquanto ele ainda estava
no exercício da presidência. Um exemplo disso é o caso de Jair Bolsonaro, que, apesar de não
ser mais presidente, ainda responde ao processo no STF. O Supremo decidiu que, mesmo
após a perda do mandato, o processo permanecerá no STF até o trânsito em julgado, não
sendo transferido para a primeira instância.

11) DO AFASTAMENTO DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA


Em relação ao afastamento do Presidente da República, caso ele vá responder a um
processo no STF ou no Senado, a Constituição determina que ele será afastado por até 180
dias, visando evitar o tráfico de influência. Caso não seja condenado dentro desse prazo, o
Presidente retorna ao cargo e continuará respondendo ao processo até o trânsito em julgado.
No STF, o prazo para o afastamento do Presidente da República começa a contar a
partir do recebimento da denúncia. Após o recebimento da denúncia, o presidente será
afastado do cargo por 130 dias. No Senado, por sua vez, o prazo começa a contar da
instauração do processo, e não do recebimento da denúncia. Isso ocorre porque o Senado
decide, inicialmente, se instaura ou não o processo, e o afastamento ocorre somente após
a instauração. Portanto, o momento de afastamento é distinto nos dois casos.

12) IMUNIDADE
Em relação às prerrogativas do Presidente, destaca-se a imunidade. O Presidente da
República não possui imunidade material, que é aquela que protege contra opiniões, palavras
e votos. Essa imunidade é exclusiva dos deputados e senadores. No entanto, o Presidente
possui imunidade formal, que o protege contra a prisão. Diferentemente de deputados e
senadores, que podem ser presos em flagrante caso o crime seja inafiançável, o Presidente

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só pode ser preso após a condenação. Assim, não cabe prisão em flagrante, preventiva ou
temporária para o Presidente enquanto não houver condenação definitiva.
Outra prerrogativa do Presidente da República está prevista no art. 86 da Constituição.

Art. 86. § 3º Enquanto não sobrevier sentença condenatória, nas infrações comuns, o Presidente
da República não estará sujeito a prisão.
§ 4º O Presidente da República, na vigência de seu mandato, não pode ser responsabilizado por
atos estranhos ao exercício de suas funções.

Por exemplo, caso o Presidente cometa um crime que não tenha relação com suas
atribuições, como atropelar uma pessoa enquanto dirige sob efeito de álcool durante o
fim de semana, ele só responderá pelo ato após perder o mandato. Durante o exercício
do mandato, ele não pode ser responsabilizado por tais atos, pois a Constituição prevê
essa proteção. A responsabilidade ocorrerá sem foro privilegiado, e o crime precisará ter
conexão com o exercício da presidência. Para que o Supremo Tribunal Federal possa receber
a denúncia e processar o Presidente durante o mandato, é necessário que a Câmara dos
Deputados autorize, por meio de dois terços de seus membros.
Ademais, as prerrogativas do Presidente da República, como a prisão somente após
condenação e a impossibilidade de ser responsabilizado durante o mandato por atos estranhos
às suas funções, não se estendem a governadores e prefeitos. O Supremo Tribunal Federal
estabelece que essas garantias são exclusivas do Presidente da República, com o objetivo
de proteger o chefe de Estado.
Portanto, governadores e prefeitos não possuem as mesmas prerrogativas do Presidente
da República. No caso do juízo de admissibilidade para o presidente responder ao Supremo
Tribunal Federal, a Câmara dos Deputados deve autorizar por dois terços de seus membros.
Já para o governador responder ao Superior Tribunal de Justiça por crime comum, não é
necessária autorização da Assembleia Legislativa, sendo essa prerrogativa exclusiva do
Presidente da República.
Por fim, recomenda-se a leitura do art. 84, que trata das competências do Presidente
da República, com especial atenção para o parágrafo único. Esse parágrafo aborda três
competências privativas do presidente que podem ser delegadas ao ministro de Estado,
ao advogado-geral da União e ao procurador-geral da República. Essas competências
delegáveis incluem:
1. O decreto autônomo, que pode ser utilizado para expor a organização da administração
pública, desde que não implique aumento de despesa, nem criação ou extinção de órgãos,
ou para extinguir cargos.
2. A comutação de penas e concessão de indulto.

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3. O provimento de cargos, que também pode ser delegado ao ministro de Estado, ao


procurador-geral da República ou ao advogado-geral da União.

�Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Concursos, de acordo com a aula
preparada e ministrada pelo professor Ricardo Blanco Xavier.
A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura
exclusiva deste material.

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