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Cultura e Ritos dos Ovimbundos em Angola

O documento aborda a sistemática das plantas e as etnias Ovimbundo, Kikongo e Ngaguela-Tchiganji em Angola, destacando suas origens, costumes, rituais e práticas medicinais. Os Ovimbundos, que constituem 37% da população angolana, possuem uma rica cultura que inclui rituais de veneração aos antepassados e uma alimentação baseada em milho e mandioca. Os Kikongos, por sua vez, são o terceiro maior grupo étnico do país, conhecidos por suas práticas medicinais tradicionais que utilizam plantas e raízes.

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Cultura e Ritos dos Ovimbundos em Angola

O documento aborda a sistemática das plantas e as etnias Ovimbundo, Kikongo e Ngaguela-Tchiganji em Angola, destacando suas origens, costumes, rituais e práticas medicinais. Os Ovimbundos, que constituem 37% da população angolana, possuem uma rica cultura que inclui rituais de veneração aos antepassados e uma alimentação baseada em milho e mandioca. Os Kikongos, por sua vez, são o terceiro maior grupo étnico do país, conhecidos por suas práticas medicinais tradicionais que utilizam plantas e raízes.

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UNIVERSIDADE AGOSTINHONETO

FACULDADE DE CIÊNCIAS
DEI-BIOLOGIA

Trabalho de Sistemática das Plantas


Os Ovimbundos, os Kikingo e os Ngaguela-Tchiganji

Elaborado por:


 Orlando de Oliveira
 Pascoal Golo Miguel
LUANDA,2022

Conteúdo
1. Introdução...............................................................................................................................3

2. Desenvolvimento....................................................................................................................3

3. Conclusão...............................................................................................................................3

4. Referência Bibliográfica.........................................................................................................3
1. Introdução

3
2. Desenvolvimento
2.1. Os ovimbundos

Os Ovimbundu são uma etnia bantu de Angola considerados como um dos maiores
grupos étnico-linguístico de Angola pelo facto de o Umbundu ser a língua nacional mais falada
em quase todo o território angolano. Eles constituem 37% da população do país. Os seus
subgrupos mais importantes são os Mbalundu ("Bailundos"), os Wambo (Huambo), os Bieno,
os Sele, os Ndulu, os Sambo e os Kakonda (Caconda).

Os Ovimbundu ocupam hoje o planalto central de Angola e a faixa costeira adjacente, a


uma região que compreende as províncias do Huambo, Bié e Benguela.

Origem

A origem dos Ovimbundu é, de acordo com os historiadores, resultado dos processos


migratórios Bantu. As migrações, como é óbvio, tiveram várias causas entre as quais se podem
apontar às de carácter político (defesa e luta pela sobrevivência de um grupo face ao outro) e ás
económicas (ligadas às catástrofes naturais que faziam com que os Bantu procurassem terrenos
mais férteis). São os problemas que Basil Davidson designou como sendo de carácter físico. Por
último, pode apontar-se o desentendimento dentro dos vários clãs (problemas ligados à sucessão
ao trono).

São um povo que, até à fixação dos portugueses em Benguela, vivia da agricultura de
subsistência, da caça e de alguma criação de gado bovino e de pequenos animais.

Ritos e costumes do Povo ovimbundu

O povo ovimbundu tem uma certa veneração pelos seus antepassados, daqueles que
durante a sua vida terrena praticaram o bem e com galardão, merecem juntar-se ao coro dos seus
antepassados (va sekulo).

É a estes a quem se devem recorrer nos momentos de alegria, de tristeza , de calamidades


naturais e de qualquer infortúnio na vida. Para tal recorrem alguns ritos,tais como:

 Ritual a ao local sagrado (Akokoto ou Etambo)


 Ritual da chuva

Ritual a ao local sagrado (Akokoto ou Etambo)

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Para os Ovimbundu quando uma pessoa morre o seu espirito permanece como
manifestações efectivas de poder, personalidade e conhecimento dessa pessoa na sociedade,
assim sendo os espíritos têm uma influência poderosa sobre os vivos. Por isso deve-se cuidar
bem dos seus túmulos. Para se visitar estes locais os visitantes devem ungir os pulsos e só
tornozelos com óleo de Palma e elimbui. Esta acção é que dá acesso e permissão a entrada do
local.

Devem ser acompanhados por um guia. Este é uma pessoa indicada pela Corte da
Ombala, geralmente é o soba que toma a dianteira. Mas para visitar um Etambo (local onde se
encontram as caveiras dos antepassados) o ritual é mais complicado deve-se seguir os seguintes
passos:

1. Repete-se o caso da junção dos pulsos e dos tornozelos com óleo de palma e elimbui;
2. Deposita-se uma quantia monetária no balaio;
3. Entrega-se a autoridade uma garrafa de aguardente e um galo; E só assim se tem acesso ao
Etambo.

Ritual da chuva

Quando não chove na devida altura (nda Kuli ocitenya) os velhos da comunidade ficam
preocupados, porque as plantações secam, tais como o milho e o feijão principal dieta dos
ovimbundos.

Assim os velhos (sa Sekulo) decidem ir ao túmulo dos antepassados aos Akokoto para a
realização do ritual.

O local é limpo para a ocasião a comida é preparada pela Nassoma (mulher do soba). A
comida é constituida por canjica de milho e são sacrificados alguns animais (cabras e galinhas);
as bebidas tradicionais como Kachipembe, chissangua(ocimbmbo);

A comida e a bebida são oferecidas aos espíritos, tocam os batuques e as pessoas


comem e bebem. Se os espíritos dos chefes receberem as oferendas, choverá no mesmo dia. Se
não chover, significa que os espíritos não estão satisfeitos com a cerimónia e tem de ser feita
outra vez segundo o soba Kavinganji.

Costumes: A alimentação e a Dança

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A Alimentação
A base de alimentação do povo ovimbundu é o pirão feito de farinha de milho e por
vezes de mandioca O pirão é acompanhado de diversos condimentos tais como:

Normalmente este povo come logo de manha, um prato substancial de pirão, batata doce
ou canjica. A noite come um prato de pirão. No intervalo destas duas refeições come fruta e
bebe Quissangua.
A dança
O povo ovimbundu aprecia muito a música acompanhada de dança diversificada de
acordo ás circunstâncias dos rituais, pois através da música e da dança ele manifesta os seus
sentimentos afectivos que podem ser de alegria ou tristeza.

O dançarino é uma figura pública dominadora da arte da dança e por isso tem um lugar
de referência na sociedade. Pode ser homem ou mulher. Ele/ela dançam em público em festas
tradicionais como a entronização, de iniciação a puberdade, na morte de um Rei entre outras

Há vários tipos de danças tradicionais na cultura umbundu, mas o destaque recai para o
olundongo, okatita, onyaca tendo cada uma delas o seu momento e importância.
Olundongo (A dança dos mais velhos) - Executa-se durante o dia. Os executantes
vestem-se de panos amarrados com cintos e usam o batuque. A dança olundongo é
exibida nas grandes cerimónias das ombalas em diferentes reinos do Huambo,
principalmente quando é empossado um novo rei ou quando o soberano recebe uma
visita de honra.
Onyaca - Modalidade da dança tradicional, executada pelas mulheres. Geralmente usa-
se na despedida de luto de quem em vida também usava tal dança
Okatita - Dança tradicional usada pelos ambos os sexos, em momentos de diversão

Uso das plantas

Os ovimbundos encontram no mato as soluções para suas enfermidades e


necessidades de autocuidado. A prática da medicação e uso de remédios caseiros
proporcionam benefícios para as doenças e promovem o “saber” sobre a flora em que
vivem.

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Os Ovimbundu produzem bebidas fermentadas a partir de cereais e raízes vegetais,
conhecidas por Kachipembe, chissangua. A bebida fermentada é muito utilizada para
momentos recreativos como as festividades e rituais, mas também pode desempenhar
um papel de caráter alimentício ao invés de somente tóxico.

Os Ovimbndu também extraem das arvores o material para a produção de instrumentos


musicais ( muito utilizado nas festais e rituais , como exemplo: o batuque) e para a
construção de casas tradicionais (cubatas).

2.2. Os Kikongo

Os Bakongos ou bacongos são um grupo étnico banto que vive numa larga faixa
ao longo da costa atlântica de África, desde o Sul do Gabão até às províncias angolanas
do Zaire e do Uíge, passando pela República do Congo, pelo exclave de Cabinda e pela
República Democrática do Congo. Em Angola são o terceiro maior grupo étnico.

Este é o terceiro maior grupo etnolinguístico do país; ocupa Cabinda e a margem


esquerda do rio Congo, o noroeste do país, entre o mar e o rio Kwango.

Actualmente os Bakongo de Angola encontram-se repartidos no Noroeste do


país nas Províncias, de Cabinda, Uíge e Zaire.

Os Bakongo, cuja língua é o kikongo, ocupavam o vale do rio Congo em meados


do século XIII, e formaram o reino do Kongo, que, até à chegada dos portugueses, no
fim do século XV, era um reino forte e unificado, cuja capital era M’Banza Congo,
ficava na actual província angolana do Zaire. Durante a guerra colonial, muitos
Bacongos fugiram para o então Zaire, levando a uma considerável diminuição da
presença dessa etnia em solo angolano.

No entanto, após a independência de Angola, muitos refugiados (ou seus filhos e


netos) retornaram a Angola. Mesmo assim, não se chegou mais a atingir os valores
demográficos de 1960, quando os Bakongos representavam 13,5% da população
angolana, contra os actuais 8,5% (estimativa).

Entre os Bakongo, como para a maior parte dos Bantu, as práticas medicinais tradicionais
se fazem com base no recurso das raízes, folhas e plantas, minerais, ossos de animais selvagens

7
usados para o tratamento de doenças como infertilidade, impotência sexual, epilepsia,
intoxicação por veneno, entre outras.

2.3. Ngaguela-Tchiganji

8
2. Conclusão

9
3. Referência Bibliográfica

[Link] (Acessado
aos 03/12/2023)
[Link]
((Acessado aos 03/12/2023))

Redinha, J. (1974). Distribuição Étnica de Angola (8• ed.). Centro de informação e turismo de
Angola.

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