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A Vida de Jason: Histórias e Escolhas

Jason Space de Assis, um adolescente de 16 anos, narra sua vida cotidiana em Nova York, incluindo sua relação com sua namorada Melissa e suas irmãs. Em um dia fatídico, ele enfrenta uma experiência surreal onde o tempo congela e uma voz misteriosa o chama para libertá-la, levando-o a tomar uma decisão drástica de pular em um abismo. Essa escolha promete mudar sua vida para sempre, levando-o a um novo mundo e novas escolhas.
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A Vida de Jason: Histórias e Escolhas

Jason Space de Assis, um adolescente de 16 anos, narra sua vida cotidiana em Nova York, incluindo sua relação com sua namorada Melissa e suas irmãs. Em um dia fatídico, ele enfrenta uma experiência surreal onde o tempo congela e uma voz misteriosa o chama para libertá-la, levando-o a tomar uma decisão drástica de pular em um abismo. Essa escolha promete mudar sua vida para sempre, levando-o a um novo mundo e novas escolhas.
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SUMÁRIO

1- Jason Space de Assis 2


2- Tomo a decisão que muda a minha vida 6
3- Novo mundo novas escolhas 12
Capítulo 1: Jason Space de Assis

No início não havia nada. O espaço era possuído por um


vácuo onde tudo era escuro e não havia luz. Tudo não se
passava por uma simples pasta em um computador onde foi
abandonada e esquecida por um tempo. Mas, entretanto e
todavia um dia um homem abriu ela. Esse homem trouxe luz
para a escuridão, trouxe as galáxias, os planetas, as estrelas,
trouxe....... esperança. Só que ele fez tudo isso diferente. Ele
fez tudo com uma forma diferente, ele fez quadrado. Sim, isso
mesmo que você ouviu, um mundo quadrado, Sol quadrado,
universo quadrado, enfim.. tudo quadrado. Colocou formas
orgânicas na Terra para viver
livremente: Steve e Alex eram seus nomes. Os dois
aprenderam a sobreviver nesse mundo, aprenderam práticas
da caça e pesca, tiveram muitos filhos e filhas e todos viveram
felizes para sempre. Fim.
- Mamãe mandou você contar uma história para eu dormir,
não essas suas histórias que não tem nada a haver com nada.
Olhei para a minha irmã mais nova deitada na cama,
suspirei e disse:
- A história do Minecraft não é nada haver, faz sentido. Me
explica então. Faz sentido uma menina que está levando frutas
para a sua vó, se encontrar com um lobo, terem um diálogo, e
depois o lobo se disfarçar da vó da menina?
- Falando assim realmente não faz sentido, mas da para
entender melhor do que " Criação do Minecraft"- Ela fez aspas
com os dedos.
2
Como pode uma criança de 5 anos ser tão fofa e tão
irritante ao mesmo tempo? Eu queria está jogando no meu
computador, mas mamãe mandou fazer Safira dormi. Ela me
olhou com aquele olhar de criança como quem diz "por favor" e
logo compreendi, infelizmente.
- Beleza, eu vou contar. Era uma vez.....- Contei a única
história que eu conhecia, a Chapeuzinho Vermelho. Ela
rapidamente adormeceu.
Tá bom, eu sei o que você está pensando. Quem é você?
O que está acontecendo e por que você está contando história
de "ninar" para a sua irmã mais nova dormir. Acho melhor me
apresentar.

Meu nome é Jason Space de Assis, tenho 16 anos de


idade e moro, atualmente, nos Estados Unidos, mais
precisamente em Nova York. Minha mãe, Elizabeth, se casou
com meu pai, Mario, quando eu tinha 4 anos. Depois de mim,
tiveram a Júlia, atualmente com 10 anos, depois Amanda, com
8 anos atualmente e a Safira, que vocês já conheceram, com
seus 5 anos. Ser irmão mais velho tem suas vantagens. " Faz
isso para mim", " faz aquilo", " vou contar para a mamãe ein',
mas existe uma coisa no meu nome que eu não gosto. " De
Assis". Não é pelo nome em si, até acho ele bonito, mas é a
homenagem. Sim, em homenagem ao escritor Machado de
Assis. Ele escrevia romances e minha mãe amava ler eles e ,
claro, decidiu me apelidar em homenagem ao seu escritor
favorito. Nada contra o Machado de Assis, mas não sou muito
fã de romances, prefiro ação, tiro, porrada e bomba.
3
Porém o fato de eu não gostar de romance não significa que eu
não seja romântico, aliás eu tenho uma namorada. Bella
Melissa é o seu nome. Ela é, sem dúvida, umas das pessoas
mais importantes da minha vida. Ela é loira, tem olhos verdes
penetrantes, atualmente tem 16 anos igual eu e tem um sorriso
magnífico. Hoje sou muito grato a ela pois Melissa( assim como
eu a chamo) me ajuda muito tanto nos estudos, quanto na
minha vida social, como cuidar das minhas irmãs, por exemplo.
Melissa, porém, está de viagem já tem umas duas semanas
com a sua turma da escola. Nós estudamos na mesma escola,
a Building School, só que somos de salas diferente, ela é do 9⁰
ano A, e eu sou do 9⁰ C. Chato né, se eu tivesse feito a
rematrícula rápido isso não teria acontecido, mas fazer o que,
cada um com suas escolhas. Vou falar a verdade, sou meio
desleixado, não sei o que Melissa viu em mim, a não ser, claro,
minha beleza que irradia. Meu cabelo liso meio grande caído
para baixo e meus olhos castanhos cor de mel devem ter
conquistado o coração dela. Mas enfim, nesse dia eu estava
super feliz pois era quinta-feira e no outro dia, na sexta, Melissa
ia chegar de viagem. Na nossa escola a partir do 9⁰ ano as
aulas são integral, ou seja, de manhã e de tarde. Minha
namorada ia faltar de manhã e iria a tarde, então estava super
alegre, igual a Chapeuzinho de indo levar frutas para a casa da
sua vó. Depois que fiz minha irmã dormir fui para o banheiro e
me olhei no espelho.
- Eai bonitão - Eu sei, além de bonito, minha autoestima
também é alta.
Peguei meu telefone e mandei mensagem para Melissa:
4
-Eai?- Eu sei, sou muito romântico, está no meu nome.
Melissa me respondeu no mesmo segundo
- Oi querido, como está aí? Lembrando que amanhã
depois da aula eu vou com você para a sua casa-
Aé, que cabeça é a minha, acabei de esquecendo de
comentar. Amanhã, na sexta, meus pais vão sair para um
jantar " Romântico" e pediram para eu e Melissa cuidar das
minhas irmãs até eles chegaram, mais ou menos meia noite.
Aceitamos com entusiasmo, preparei algumas coisas bacanas
mesmo com minha mãe falando nada de doces e ficar
acordados até tarde, mas quem nunca quebrou as regras de
vez em quando, não é mesmo? Enfim, tinha de tudo para o dia
terminar bem. Mas não foi bem assim que aconteceu.
Sexta-feira, 14 de outubro, o dia em que minha vida
mudou totalmente. Eu sempre fui fanático por games, mas o
Minecraft sempre foi o meu favorito, pois eu podia fazer
literalmente o que quisesse, usando criativo ou sobrevivência,
entre construir casas e até cidades, mas tudo com um mouse e
um teclado na minha frente, nada como viver tudo aquilo como
se minha minha vida dependesse disso ou saber que se eu
fracassar posso morrer para sempre sem ter um chek point
depois. Se considere uma pessoa de sorte por não se
depender do Minecraft. Não entendeu nada do que eu acabei
de dizer? Deixa eu te explicar melhor.

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ICapítulo 2: Novo mundo Novas escolhas

Acordei na sexta com o pé esquerdo. Dor de cabeça. Umas da


piores dores do ser humano. A cabeça fica latejando, você fica
tonto e pensa até que vai desmaiar, mas não queria faltar na
escola, tinha que encontrar Melissa. Por isso não contei aos
meus pais sobre a dor, mesmo desconfiando que eles não me
deixaria faltar mesmo se a Terra estivesse em um apocalipse
zumbi. Cheguei na escola uns 30 minutos atrasados( como
sempre) e simplesmente dormi no segundo horário. Ciências, a
melhor aula para tirar um cochilo. Eu já sento no fundo, as
cortinas fechadas e lâmpada fraca juntando com as palavras
que para mim não tem nada haver da matéria me deixa
sonâmbulo. Sonhei que estava na casa da minha vó e eu tinha
levado frutas para ela, mas ela parecia diferente, mais peluda e
tinha um nariz grande, boca com dentes enormes...
- Sr. Space?
- Que dentes grandes- Acordei com um pulo. Meu
professor, Jefferson, estava me olhando junto com a sala
inteira. Alguns davam risadas
- Desculpa- Pedi perdão em um tom baixo. Estava
acostumado a ser acordado pelos professores na sala de aula.
Na maioria das vezes me tiravam da sala de aula para limpar o
rosto e dar um " passeio" na sala do diretor. Isso acontecia,
basicamente, uma vez por dia. Quando chegava lá, já tinha
café pronto e biscoitos para fazer um lanchinho. O direitor fez
questão de colocar uma cadeira só para mim. Tá vendo? Sou
muito amado nesta escola. Mas por algum milagre meu
6
professor não me tirou hoje, infelizmente. Eu meio que estava
com fome. Chegou o horário de almoço. Já estava contando os
minutos para o intervalo no turno da tarde que iria ser quando
eu ia encontrar Melissa. Encontrei com os meus amigos, que
são do 9⁰ B, no pátio da escola para irmos almoçar. Meus
amigos não são lá grandes coisas, na verdade é um grupo bem
aleatório. Tem o Frank, meio dasejeitado, alto e um cabelo
grande caído nos olhos. É meio inteligente, na verdade, e gosta
muito de dinossauros. Aprendi algumas coisas com ele,
como.....É, acabei esquecendo. O Levi é o piadista. É loiro,
olhos azuis e tem humor para tudo. E os Gêmeos. Luiz Arthur e
Luiz Antônio. São idênticos, com cabelos curtos espetado para
cima, olhos castanhos escuro, mas com gostos diferentes, por
exemplo, Luiz Arthur gosta de preto e Luiz Antônio gosta de
branco. É um exemplo besta, mas resume que eles não
seguem com aquele negócio de gêmeos terem que usar tudo
igual ou gostarem da mesma coisa. São do contra. Almoçamos
e voltamos para a aula, cada um nas suas respectivas salas.
Claro, dormir umas duas aulas, acho. Sorte ninguém me
acordou. FINALMENTE, o recreio chegou. Corri para o pátio
com o objetivo de encontrar a minha namorada. O pátio da
escola era gigante. Em formato circular com uma árvore
gigante no centro. Nas laterais havia as salas para a turma de
tarde. A galera do 6⁰ ano para cima era no segundo e terceiro
andar. Havia um túnel no canto que levava para outro pátio, só
que nesse tem as mesas para lanchar e brinquedos para as
crianças. Não, se você estiver perguntando, eu não brinco
neles. Combinamos de se encontrar no centro do pátio, onde
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ficava a árvore. Esperei por 5 minutos que pareceu uma
eternidade embaixo da árvore. Comecei a me perguntar se ela
teria ido para a aula nesse dia. Será que faltou? Porque
demora tanto? Eu arrumei a cama antes de sair? De repente, a
uns 50 metros, vejo ela entre umas crianças correndo. Meu
coração veio na boca. Uau, como ela está bonita, na verdade,
ela É bonita. Usava a camisa branca da escola com gola. Uma
calça jeans clara e um tênis da Adidas branco. É bem simples,
mas ela faz com que a combinação fique perfeito nela. Então
ela me avista. Sua expressão no rosto mudou para confuso
quando me viu, talvez por eu estar usando uma calça verde
com tênis vermelho. Enfim, ela rapidamente sorriu e veio
correndo na minha direção.
Mas aí aconteceu algo estranho. O tempo pareceu fica
mais lento, literalmente. Melissa parou onde estava, em
posição de quem está correndo, o cabelo parou de balançar e
ficou em uma posição engraçada, as crianças correndo
pararam. Na verdade a escola inteira congelou no tempo.
Somente eu me movia em tempo normal. Dei uma volta 360⁰,
realmente, TODA a escola estava parada. O pátio estava
silencioso, as conversas haviam cessado, o orientadores
estavam calados( uma milagre) em posição de quem estava
gritando. Seria engraçado se eu não estivesse desesperado.
Comecei a correr e a mexer em várias pessoas tentando
acordar- las. Sem sucesso. Corri até Melissa
- Melissa, ei, tá me ouvindo? ACORDA MELISSA- Já
cheguei no nível crítico de desespero, já estava gritando com
minha namorada, mas isso não tinha a menor importância pois
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estava agarrando a qualquer coisa que pudesse me ajudar ou
que eu pudesse usar. Nesse momento de desespero, para
piorar, uma voz surgiu na minha cabeça.

FILHO DO CÉU, VENHA ATÉ MIM E ME LIBERTE.

Ótimo, melhor do que o congelamento do tempo, é eu estar


ouvido vozes. A voz era masculina e grossa. Arrepiei todo o
corpo. Essa voz trouxe de volta a dor de cabeça de antes.
Minha cabeça latejou de uma maneira insuportável, ajoelhei no
chão e gemi:
- Quem...quem é você?-
A voz respondeu mais uma vez em minha mente trazendo
mais dor.

EU SOU O INÍCIO E O CRIADOR, A MORTE OU A


SUA SALVAÇÃO. EU TE CONHEÇO, VOCÊ ME PERTENCE.
EU SOU O SEU PATRÃO E VOCÊ ME SERVE. ME LIBERTE.

Depois que a dor suavizou um pouco, disse:


- Eu não sirvo a ninguém. Você não me respondeu: Quem
é você? E que papo é esse de libertar você?-
Silêncio. Talvez a voz tenha entendido qual o seu lugar e
decidiu ficar calado. Bem nesse momento de pensamento, a
Terra tremeu com tanta força que eu caí no chão. Uma
rachadura foi aberta do meu lado. Não sei porque, mas eu corri
para longe da rachadura. Porém um outro terremoto agravou
sobre a Terra, e dessa vez várias rachaduras surgiram ao meu

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redor. Elas foram crescendo até ter capacidade de engolir uma
pessoa. Olhei para dentro de uma e o que eu vi não acreditei:
Era um abismo que não tinha fim. Só conseguia ver escuridão e
mais nada

PULE AÍ DENTRO E SALVE-ME


Sem chance cara, pensei eu. Eu não iria pular para a
morte, eu Nem sabia o que tinha lá em baixo, se tivesse fim.

O TEMPO ESTÁ PASSANDO. DECIDA LOGO JASON


SPACE, SE VOCÊ NÃO ME SALVAR, TUDO QUE VOCÊ
CONHECE IRA DESAPARECER E TODOS IRÃO MORRER.
VOCÊ É A SALVAÇÃO E O MEU ESCOLHIDO. COMO VAI
SER?

Era muita informação para processar. Escolhido? Eu sou a


salvação? Salvar ele? Eu que não iria pular aí dentro. Mas uma
parte de mim estava excitadando em não pular. E se realmente
essa voz estiver falando a verdade. Todos que eu conheço vai
morrer? Melissa? Meus pais? Minhas irmãs? Meus amigos? O
diretor que me dá café quando sou expulso de sala?
Eu queria muito protestar, mas como? Eram tantas
perguntas. Tomei uma decisão. Posso até me arrepender
depois, mas essa decisão mudou a minha vida. Pulei para
dentro do abismo que, aparentemente, não tinha fim. Enquanto
eu caia, a voz disse em minha cabeça:

BOA ESCOLHA JASON SPACE, BOA ESCOLHA.

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11
Capítulo 3: Novo mundo novas escolhas
Enquanto eu caia, um filme passou pela minha cabeça. Eu
poderia facilmente está caindo para a minha própria morte.
Pensei em Melissa, na sua voz, no seu abraço, no seu beijo e
na sua paciência comigo. Pensei nos meus amigos que mesmo
irritantes, São ótimas pessoas. E na minha família que me ama
de qualquer maneira. Queria poder me despedir de todas essas
pessoas, mas infelizmente tiver que pular naquele abismo.
Parece estúpidez a minha atitude, entretanto no momento de
desespero fazemos coisas estúpidas.
Quanto tempo será que já passou? Olhei para baixo, para
cima, para os lados. Só escuridão. Comecei a pensar que eu
iria ficar ali para sempre. Aparentemente eu tinha parado de
cair, estava flutuando. De repente, no horizonte, um feixe
minúsculo de luz surgiu. Tudo ao redor começou a ficar claro,
uma luz ofuscante tomou conta dos meus olhos me forçando a
fecha- los. Então, BUM. Cai, ao que parecia, no chão e o
impacto da queda fez um barulho de algo como..... É, como um
corpo caindo no chão basicamente.
" Engraçado" Pensei eu. " Não senti dor. Talvez o impacto
tenha sido tão forte que eu morri na hora"
Só então eu percebi que estava de olhos fechados. Abri
devagar, a claridade me atrapalhou de início. Quando meus
olhos entraram em foco, não acreditei no que via. Estava
obviamente em uma casa. Com o formato quadrangular. Eu me
encontrava ao lado de uma cama retangular com o forro azul.
No canto da casa, um baú duplo ao lado de uma mesa de
trabalho. Na outra extremidade da casa havia uma estante com
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livros e uma fornalha ao lado. Tudo que uma pessoa em sã
consciência precisa para uma casa no Minecraft. Mas espera
aí, Minecraft? Olhei para mim mesmo, me sentia vivíssimo,
estava sentindo os meus membros e percebi que eu estava
diferente, mais quadrado. A ficha ainda não caiu. Corri até a
janela em formato quadrangular e olhei lá fora. Estava em uma
cidade, quer dizer, uma vila pelo tamanho dela. Vi árvores
quadradas, plantações, os animais e o Sol... lá no alto...
Impossível. Como eu vim parar no meu jogo favorito.? Tudo
que eu via atravéz da tela de um computador estava ali, tão real
quanto a mim mesmo. Será que era algum tipo de magia? Fui
até a porta e puxei a maçaneta. Desci os degraus da casa e
olhei ao redor. Coloquei a mão na cabeça e disse:
- Impossível-
Havia alguns moradores andando para todos os lados
carregando armas, comidas e baús. Vários me
comprimentaram com a cabeça, mas estava muito atordoado
para responder.
- O que está acontecendo?- Perguntei para mim mesmo.
- Precisa de ajuda?- Uma voz atrás de mim parou os meus
pensamentos. Virei e me vi diante de um menino com os
cabelos preto curto, os olhos da mesma cor e com roupa toda
preta. Em sua cintura estava uma espada branca brilhante.
Ferro, pensei eu.
Só então reparei que EU também estava com uma
espada. Senti algo pesado na minha cintura e, quando vi, havia
uma espada de diamante. Não era qualquer espada de
diamante, era meio arroxeada, talvez encantada. Também
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reparei que era maior do que as espadas comum, comparando
com a do menino na minha frente.
- Não tenho certeza... Onde estou?
O garoto estava com uma cesta nas mãos e um pano
cobrindo ela. Ele colocou a cesta no chão e estendeu a mão
querendo me comprimentar. Estendi a mão e apertei a dele,
que era macia.
- Meu nome é Will Zênite. Você está no acampamento
Contra-ataque, onde nos organizamos para as batalhas. E
quem é você?
- Meu nome é Jason Space. Como assim "batalhas"?
Minha mente estava a mil por hora. Queria urgentemente
entender o que estava acontecendo, voltar para o mundo real e
NUNCA mais jogar Minecraft.
- Hmmm.. Não está sabendo do que vem acontecendo
ultimamente?- Perguntou Will.
- Sinceramente, não. Acabei de chegar, você sabe, do
mundo real. Tô meio perdido nesse jogo. Se você puder me
ajudar a voltar para a realidade, eu seria muito grato.
Will fez uma cara de dúvida. Talvez estivesse pensando.
Mas eu não importava, só queria voltar para o planeta
REDONDO. Eu sei o que você está pensando. " Mas Jason,
você está no seu jogo favorito, não está feliz por isso?". Deixa
eu falar uma coisa para você...
- Bem.... Jason. Não conheço nenhuma região chamada "
Real", mas peregrinos são sempre bem-vindos. Talvez você
esteja delirando um pouco, dormiu bem a noite?
Fiz uma cara de poucos amigos. Delirando? Queria eu.
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Mas eu tenho certeza que estou super bem. NÃO estava
delirando.
- Cara, eu vim de outro planeta. O planeta Terra, local
onde vive pessoas normais com hábitos normais. Onde as
coisas não são quadradas e o Minecraft não passa de um jogo
do computador.
Will instantâneamente levou as mãos até a espada. Pensei
ter dito algo de errado, talvez o tom da minha voz não tenha
ajudado, mas eu estava desesperado.
- Olha Jason, você já está no planeta Terra. Sobre esse
negócio de não ser quadrado, acho impossível. A Terra é único
planeta habitado que existe. Você veio de algum lugar,
obviamente, mas talvez não lembre.
Me segurei para não dar um soco na cara dele. Olhei para
o céu para manter a calma. Ainda não tinha caído a ficha que
eu estava no Minecraft. Lembrei da voz em minha cabeça. De
alguma maneira ela estava interligada com o fato de eu ter
caído ali. Eu deveria saber quem era esse aprisionado. Talvez
aquelas pessoas me ajudem a descobrir e, quem sabe, até
voltar para o mundo no qual eu vim. Melhor ser simpático com
eles.
- Tudo bem Will, acho que eu estou meio cansado mesmo.
Preciso de um cochilo.
Will tirou a mão do cabo da espada e soltou um sorriso.
- Você precisa de um banho e comida também. Vem.
Vamos fazer um lanche da tarde.
A palavra "comida" me conquistou. Eu realmente estava
morrendo de fome. Comeria um boi se pudesse.
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Enquanto íamos, Will foi me apresentando os lugares.
Tinha o hospital, a farmácia, as lojas de roupas, padaria,
restaurante, biblioteca e vários outros estabelecimentos.
Aquela " pequena vila" era bem maior do que eu imaginava.
Passamos por uma área que possuía várias quadras de futebol,
mas que tinha equipamentos de luta, supus. Cada quadra tinha
uma placa em cima: Tropa A, Tropa B, Tropa C e etc. Parecia
ter até o Z. Apontei para as quadras.
- O que são esses nomes?
- São os nomes das Tropas, que são divididas. Se você
quiser, pode ficar e se tornar um dos nossos guerreiros. Você
vai entrar em uma tropa, mas vai depender de quem vai te
escolher.
Will me olhou por um momento. Ele estava me oferecendo
uma escolha. Ele queria que eu tomasse uma decisão. Bem, eu
não tinha para onde ir. Poderia ficar ali, aprender a lutar,
encontrar respostas e, talvez, voltar para o mundo real.
- Tá, eu aceito. Mas primeiro eu quero entender uma
coisa- Pensei no que ele havia dito antes, sobre as batalhas.
- Vai em frente Jason, pode perguntar-
- Quais batalhas são essas que você falou e que,
aparentemente, todo o acampamento está se preparando -
Will soltou uma risada. Talvez estivesse se divertindo com
a minha burrice.
- Então você realmente não está sabendo sobre o que
vêm acontecendo ultimamente?
- não faço a mínima ideia -
- Bem, vamos lá. Talvez já tenha ouvido falar de um cara
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chamado Herobrine - Will esperou. Talvez ele estivesse
pensando que eu estivesse ligando os pontos e gritasse: Aha,
então é ele por traz de tudo. Mas francamente eu não tinha a
mínima ideia de quem fosse esse 'Hero' sei lá o que. Acho que
já ouvi ou li em algum livro sobre, mas não me lembro de
detalhes.
- Não faço a mínima de quem é esse - Confessei. Queria
saber quem era, parecia ser um ser importante e forte, um
inimigo inteligente, capaz de escalar mont...
- Tá, acho que devemos ter uma conversa já já sobre isso,
mas antes vamos comer um pouco- Disse Will depois de me
dar uma olhada no que diz: Voce é estranho.
Ele nos levou até uma área. O refeitório, pensei eu. Era
uma área gigante. 6 mesas com 40 metros de comprimento
cada uma recheadas de comidas tomava todo o espaço. Várias
pessoas iam e viam, pegavam alguma coisa ou enchia o prato
de doces, salgados, frutas e etc.
- Essa é a área de lanche. Todos do acampamento podem
pegar a vontade. - Disse Will pegando um pão de queijo
incrivelmente quadrado. Enchi um copo com café, peguei um
pedaço de bolo e comi. Não era tão diferente como o da
realidade. Na verdade era a mesma coisa. Era sabor cenoura
com cobertura de chocolate.
- E quem é o líder, se tiver- Perguntei. Quem sabe se eu
conversasse com o líder ele me entendia.
- Ora, você já está conversando com ele. Eu e minha
namorada, Amanda, somos os líderes do acampamento.-
Minhas esperanças morreram no mesmo segundo. Will já me
17
achava louco, seria meio difícil conseguir alguma coisa.
- Então, você... Will, é o líder?- Perguntei de novo só para
confirmar.
- Sim, Jason. Eu quem comando as lutas e sou eu quem
determina se você fica ou não. Vai me respeitar agora?- Will
me olhou em tom desafiador. Aquele magrela com uma espada
de ferro poderia facilmente me destruir. Eu poderia ter puxado
a minha espada e começado a lutar, mas, sinceramente, eu
não sei usar a espada e tenho o ressentimento que ele sabe
usar a sua muito bem. Afinal, ele era o líder.
- Então, bem....- Não sabia o que dizer, o fato dele ser
bem mais superior do que eu me deu um branco.
- Tudo bem cara, só estou zuando com você. Mas espero
que não sejamos inimigos, e sim amigos, pode ser?- Ele fez
saquinho com a mão. Sem muita opção, também fiz, só por
educação.
- De boa cara, não quero arrumar inimigos aqui, já tenho
problemas o suficiente- Disse eu.
- Ótimo. Agora vamos ao serviço. Primeiro deixa eu te
explicar quem é Herobrine. Mas vamos para outro local. As
pessoas ficam meio que constrangidas com a palavra
Herobrine.
- Beleza.
Will, o líder do acampamento, me levou para uma colina
fora da cidade e ficou olhando o por do sol. Comecei a me
preocupar. Os monstros aparecem sempre a noite. Digo isso
com experiência própria jogando. Eles não podem ver uma
sombra que já aparecem.
18
- Jason, a história de Herobrine é um pouco complicada. É
um ser que ninguém gosta de ficar perto dele. Eu mesmo já
lutei contra ele, mas, bem, não venci.-
- Você acha impossível vence-lo?- Perguntei
- Talvez, mas..... Existe uma lenda sobre alguém que irá
lutar contra ele e vencer.- Ele me avaliou por um momento. -
Entretanto essa pessoa não apareceu.
- Top. Mas como o Herobrine apareceu ou nasceu, surgiu,
sei lá.
- Vou contar. A milhões de anos atrás, meu pai criou o
Minecraft...
- Seu pai?-
- Sim, Notch, meu pai.
- Mas Notch, criador do Minecraft, é seu PAI?
Will suspirou e disse.
- Modo de dizer cara. Todos tratamos Notch como nosso
pai. Pois criou o Minecraft e o ser humano. Mas ele não é do
mesmo sangue. Posso continuar a história?
Estava atordoado por essa informação, mas eu meio que
entendia essa parte de Paternidade. Eu sou da igreja, então eu
meio que compreendia sobre ter um pai que era, bem, Deus.
Notch devia ser um tipo de deus para eles. Balancei a cabeça
concordando.
- Bom- Continuou ele- Notch Colocou dois seres humanos
na Terra. Steve e Alex. E eles viveram felizes aqui por um
tempo. Entretanto um dia, em uma batalha contra os monstros,
Alex morreu. Notch, quando ficou sabendo, colocou toda a
culpa no Steve, dizendo que ele tinha o dever de proteger ela....
19
- E você concorda com essa atitude?
- Francamente, não. Principalmente do que ele fez depois.
Notch exilou Steve do mundo. Aprisionou-o e simplesmente,
esqueceu da sua criação. Mas Notch recriou o ser humano,
homem e mulher, só que desta vez fez eles imortais. Incapazes
de morrerem. Notch, porém, se esqueceu por completo do
primeiro Steve que ele havia aprisionado. Esse Steve entrou na
depressão. Triste e exilado, sem ninguém para conversar e
ajuda-lo, Steve foi criando rancor de Notch e a raiva foi
crescendo dentro dele. Até que um dia, espíritos malignos
roubaram a alma de Steve transformando-o em Herobrine. Sem
alma, piedade, compaixão e movido pela raiva de milhares
anos atrás, Herobrine, liberto da prisão por esses espíritos
malignos, passou a assombrar tudo e todos- Will fez uma
pausa para que eu assimilasse toda essa informação.
- E esses espíritos malignos, ainda estão a solta?-
Perguntei
- Herobrine aprisionou eles. Eles perceberam o que tinham
feito e tentaram matar Herobrine, mas nem chegaram perto.
Foram aprisionados, sabe Notch aonde.
- E Notch está vivo ainda e o que aconteceu com o Steve
e Alex imortais?
- Calma rapaz, ainda só comecei a história. Enfim,
Herobrine foi ficando cada vez mais forte e poderoso. Notch só
se deu conta da fuga de Herobrine tarde demais. Não
conseguiu banir ele nem deleta-lo do Minecraft. Notch, então,
decidiu lutar contra Herobrine. Juntou um exército com Sete e
Alex na linha de frente junto com ele. Herobrine, porém,
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também construiu um exército de monstros. Foi uma luta
sangrenta, com diversas mortes para os dois lados. Conhecida
como A primeira Grande Quadrado das mortes...
- Como é o nome?- Perguntei dando um sorriso.
Will suspirou, talvez sempre que ele conta essa história as
pessoas riem com esse nome. Mas sinceramente, é irresistível.
- Primeira Grande Quadrado das Mortes. Posso
continuar?- Perguntou Will impacientemente. Balancei a
cabeça afirmando.
- Então - Continuou ele- Nessa guerra, por causa da sua
espada que é encantada, Herobrine matou Steve e Alex..- Will
olhou para a minha espada e por um segundo pude ver, nos
seus olhos, dúvida e talvez até esperança. Pode ser que eu e
ele estávamos pensando a mesma coisa, não sei, mas é bem
improvável. No Minecraft existe diversas porções de
encantamento diferentes. Minha espada era encantada, fato,
mas não sabia qual era.- ... E Herobrine lutou contra Notch,
vencendo-o, mas não matando. Herobrine não conseguiu matar
ele, mesmo com a espada encantada, porém aprisionou Notch
em uma prisão no seu Castelo.
- Onde fica esse castelo?- Perguntei
- Hmmm.. acho melhor não dizer em voz alta.
- Por que?
- Podemos invoca-lo
- Invocar quem? Herobrine?
- Não. Alguém, talvez, pior do que ele. Mas ele é um tipo
de deus das profundezas. Tem um mundo só para ele.
Ninguém é doido o bastante para chama- lo. E NINGUÉM pode
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controlar ele, nem mesmo Herobrine foi capaz. Nenhum ser
humano lutou contra esse monstro. De acordo com algumas
lendas, ele se tornou um espírito maligno e foi ele o
responsável por libertar Herobrine da sua prisão...- Will fez
mais uma pausa, depois olhou para mim. Acho que até ele
tinha a sua dúvidas sobre essa tal lenda.
- E então? Notch foi aprisionado. E o que aconteceu
depois?- Mudei de assunto. A ar parecia estar ficando mais
pesado. Will pareceu satisfeito com mudança de assunto. Ele
continuou a história.
- Herobrine não matou todos ser humano existente. Ele
queria atormentar o máximo de pessoas possíveis que ainda
existia sobre a face do Minecraft. Entretanto, um dia nasceu um
cara chamado Moisés. Ele cresceu e foi se tornando cada vez
mais forte a medida que ia crescendo. Detalhe que não sua
prisão, Notch estava restrito a quase todos os seus poderes.
Mas ainda podia falar na cabeça das pessoas e escolher quem
poderia salva-lo, e muitos tentaram, mas Herobrine já estava
esperando por isso. Matou todos. Mas Notch decidiu convocar
todo o seu poder e apareceu para Moisés....
- Como se os poderes dele estava restrito
- Sei lá cara, esses negócios que os deuses do Minecraft
usa. Nem Herobrine foi capaz de impedir. Mas Notch apareceu
só por uns minutos para Moisés, depois voltou para a sua
prisão. Mas nesses minutos, Notch nomeou Moisés como
profeta do Minecraft...
- Legal, beleza, mas assim... Voltando na parte de Notch falar
na cabeça das pessoas, como que funcionava isso. Ele parava
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o tempo e falava com uma voz grossa?-
- Eu não entendi a pergunta. Mas eu nunca ouvi Notch
falando, pelo menos não na minha cabeça. Já ouvi ele
pessoalmente, muitas vezes na verdade - Will me analisou.
Será que eu deveria contar a verdade? Não por enquanto.-
Achei muito específico a sua pergunta, quer me contar algo?-
Vish, agora o negócio vai ficar feio. Eu não queria falar a
verdade, mas Will já desconfiva, isso eu tinha certeza.
- Não é nada, só dei um chute bem aleatório. Mas
continua aí a história.- Will não parecia convencido, mas,
relutante, voltou a contar.
- Tá legal... Onde eu parei? Aé, Moisés profeta. Então
Moisés escreveu várias profesias. Ele podia ver o futuro. Mas
muitos duvidavam, inclusive eu, desse tal dom. Nada do que
ele escreveu se realizou e já se passou milhares de anos.
Quem sabe né. Mas Moisés libertou Notch da sua prisão

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