0% acharam este documento útil (0 voto)
2 visualizações3 páginas

Amor e Apoio em Momentos Difíceis

O capítulo descreve um momento íntimo entre os protagonistas, onde um deles se sente seguro e amado após uma noite difícil. O apoio emocional é reforçado quando a protagonista recebe uma notícia importante sobre uma oportunidade de desfile, e o parceiro a encoraja a acreditar em si mesma. A conexão entre eles é profunda, com demonstrações de carinho e confiança mútua.

Enviado por

104003021
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
2 visualizações3 páginas

Amor e Apoio em Momentos Difíceis

O capítulo descreve um momento íntimo entre os protagonistas, onde um deles se sente seguro e amado após uma noite difícil. O apoio emocional é reforçado quando a protagonista recebe uma notícia importante sobre uma oportunidade de desfile, e o parceiro a encoraja a acreditar em si mesma. A conexão entre eles é profunda, com demonstrações de carinho e confiança mútua.

Enviado por

104003021
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

CAPÍTULO — VISÃO DELA

(manhã seguinte, ele fazendo chá, e-mail da agência, insegurança, declaração dele)
A primeira coisa que senti quando acordei foi o calor.
Não de cobertor.
De pessoa.
Do corpo dele ali, atrás de mim, o peito dele respirando devagar contra minhas costas, os braços
dele envolvendo minha cintura como se, em algum momento da madrugada, ele tivesse decidido
me proteger até do ar.
E, pra ser sincera… isso era exatamente o que ele fazia.
Demorei alguns segundos pra lembrar da noite anterior — do pesadelo, do pânico, dele voltando
correndo do banheiro e me abraçando como se o mundo dependesse disso.
Lembrar fez meu peito doer e aquecer ao mesmo tempo.
A verdade é que eu não sabia o que seria de mim sem ele.
E isso me assustava mais do que qualquer sonho ruim.
Quando tentei me mexer, ele murmurou algo totalmente inaudível, mas me puxou mais pra perto,
como se meu despertar fosse uma ameaça que precisava ser neutralizada com abraço.
Suspirei rindo baixinho e toquei a mão dele, que ainda segurava a minha.
— Lucas… eu tenho que levantar…
— Cinco minutos — ele murmurou com a voz completamente rouca de manhã. — Só cinco. Ou
dez. Ou trinta. Tanto faz. Mas não sai ainda.
Meu coração virou manteiga derretida na hora.
Mas eu precisava levantar.
Principalmente porque, pela primeira vez desde ontem, meu estômago deu sinais de vida.
— Eu… tô com um pouco de sede — admiti.
E foi o suficiente.
Ele abriu os olhos na hora, como se eu tivesse dito “tô morrendo”, e logo sentou, bagunçando o
próprio cabelo com uma mão e me analisando com a outra.
— Como você tá se sentindo? Tá com frio ainda? Tá tremendo? Quer água? Quer comer? Quer
deitar mais? Quer outra manta? — ele disparou, totalmente acordado agora.
Eu ri, apoiando a mão no peito dele.
— Calma, Lucas. Eu só tô… normal.
Ele não pareceu muito convencido.
— “Normal” pra você engloba quatro níveis de pânico interno — ele respondeu, estreitando os
olhos. — Fica aqui. Eu vou fazer chá. O de sempre.
E antes que eu pudesse protestar, ele levantou.
Só que…
Antes de realmente ir, ele voltou.
Inclinou o corpo, colocou uma mão no meu rosto e me deu um beijo na testa.
Devagar.
Suave.
Demorado.
— Eu já volto — ele murmurou. — Não vai embora.
E então ele foi pra cozinha.
E eu fiquei parada, respirando aquele carinho que ele deixava na minha pele.

O cheiro do chá começou a invadir o ambiente antes mesmo dele aparecer.


Camomila.
Com mel.
E um pouco de lavanda, porque ele sempre colocava quando eu tinha tido uma noite difícil.
Quando ele voltou, trazia a caneca com as duas mãos, como se fosse uma poção mágica que ia
me salvar da vida.
— Tá muito quente, cuidado — ele disse, sentando ao meu lado no sofá, me puxando suavemente
pro peito dele antes mesmo de me entregar a caneca. — Bebe devagar.
Encostei a cabeça no ombro dele enquanto tomava um gole, e juro… parecia que cada detalhe
dele existia só pra me acalmar.
— Obrigada por cuidar de mim — falei baixinho.
Ele beijou a lateral da minha cabeça.
— Eu cuido de você desde que a gente usa fralda — respondeu. — Não vou parar agora.
Eu ri.
Mas meu coração ficou pequeno de tão cheio.
E foi nesse instante que meu celular vibrou.
Uma notificação do e-mail.
Achei que fosse besteira… mas quando vi o nome da agência, meu corpo congelou.
Abri com cuidado.
Lentamente.
E então li.
Re-li.
E li mais uma vez, só pra garantir que não estava delirando.
— Lucas… — minha voz falhou.
Ele largou tudo, no mesmo segundo.
— O que foi?
— Eu… eu passei. — Eu olhei pra ele com olhos arregalados. — A agência… aquela agência… eles
querem que eu participe do desfile principal daqui a seis meses.
Os olhos dele brilharam.
Brilharam de verdade.
Como se alguém tivesse acendido uma luz dentro.
— Amor… — ele sorriu, completamente orgulhoso. — Você conseguiu!
— Na verdade eles disseram que eu fui selecionada — eu corrigi, nervosa. — Mas pra realmente
desfilar… eu vou ter que treinar. Ensaiar. Ser boa o suficiente. E… e vai que eu não sou. Vai que
eu—
— Ei. — Ele virou meu rosto na direção do dele com total delicadeza. — Não fala isso.
Eu tentei desviar, mas ele não deixou.
— Lucas… eu só tô com medo…
— Eu sei. — Ele aproximou a testa da minha. — Mas você não fala assim de você na minha frente.
Meu coração errou vários batimentos.
Porque ele estava olhando pra mim daquele jeito.
Aquele jeito que eu conhecia.
Aquele jeito que ele só tinha quando queria que eu acreditasse nele mais do que acreditava em
mim mesma.
— Eu te amo — ele disse, simples, firme, sem pausa. — E você sabe disso.
Meu corpo inteiro travou.
Mesmo já tendo ouvido isso antes… não importava.
Toda vez parecia a primeira.
— E você é incrível — ele continuou, segurando minhas mãos entre as dele. — Você consegue
tudo. [Link] isso. Eu nunca conheci alguém tão determinada quanto você.
Olha pra mim.
Você vai conseguir.
Eu respirei fundo, a garganta ardendo, e o encarei.
Ele falava com tanta certeza que parecia impossível duvidar.
— Lucas… — eu sussurrei. — Eu tô com medo de decepcionar todo mundo.
— Então decepciona todo mundo — ele respondeu na hora, acariciando a lateral do meu rosto. —
Só não decepciona você mesma achando que não é capaz. Porque você é. E muito.
E aí ele me puxou.
Devagar.
Pro colo dele.
Como sempre fazia quando queria que eu parasse de fugir de mim mesma.
Fiquei com as pernas atravessadas sobre as dele, minhas mãos ainda presas entre as dele, meu
rosto perto demais do peito dele.
E ele ficou ali, olhando pra mim com carinho, orgulho e aquela dedicação absurda que ele
sempre teve.
— Você consegue — ele repetiu, baixinho.
— Eu acredito em você.
E eu…
me permiti acreditar também.
Um pouquinho.
Só porque era ele dizendo.

Você também pode gostar