Perfeito!
Abaixo está o resumo final e completamente integrado do PDF “Noções de
Direito Processual Civil – Parte Geral”, de Gustavo Deitos (Gran Cursos), com as
definições doutrinárias fundamentais inseridas no local correto da estrutura. Tudo está
fiel, preciso, objetivo e pronto para consulta ou memorização.
DIREITO PROCESSUAL CIVIL – Parte Geral
Gustavo Deitos – Gran Cursos | Resumo final integrado
0. Conceito e Natureza
▪ Ramo do Direito Público
▪ Conjunto de normas que regem a função jurisdicional do Estado na área civil
▪ Define regras sobre a jurisdição, o processo, os sujeitos processuais e os
procedimentos
▪ É o instrumento de aplicação do Direito Material (ex.: Civil, Empresarial)
1. Fontes do Direito Processual Civil
1.1 Fontes Formais Primárias
▪ Lei (CF/88, CPC/2015, legislação esparsa)
▪ Competência privativa da União (CF, art. 22, I)
1.2 Fontes Formais Acessórias
▪ Analogia, costumes, princípios gerais do direito
1.3 Fontes Não Formais (Materiais)
▪ Doutrina, jurisprudência, negócios jurídicos processuais
1.4 Classificação (Maria Helena Diniz)
▪ Origem: estatais, não estatais, convencionais
▪ Obrigatoriedade: cogentes ou dispositivas
A lei processual civil é predominantemente cogente (obrigatória), salvo exceções
legais.
2. Conceitos Fundamentais
2.1 Jurisdição
▪ Poder-dever do Estado de aplicar a lei ao caso concreto
▪ É exercida por provocação (princípio da inércia)
▪ Busca a composição da lide com imparcialidade
2.2 Ação
▪ Direito de provocar o exercício da jurisdição
▪ Independe de sucesso na demanda – mesmo quem perde exerceu o direito de ação
▪ Não se confunde com o direito material
2.3 Direito Material vs. Direito Processual
Direito Material Direito Processual
Define condutas e relações Define como proteger ou exigir direitos
Ex.: Código Civil Ex.: Código de Processo Civil
Estabelece o “direito em si” Rege o “acesso à justiça”
3. Lei Processual Civil
3.1 Interpretação
▪ Métodos: gramatical, lógico, histórico, sistemático, teleológico
▪ Sempre em harmonia com a CF/88
3.2 Eficácia no Tempo (Art. 14 do CPC)
▪ Aplica-se imediatamente aos processos em curso
▪ Respeita os atos processuais válidos já praticados
Teoria do isolamento dos atos processuais
3.3 Eficácia no Espaço
▪ Não se aplica a atos processuais praticados no exterior
▪ Sentenças estrangeiras precisam de homologação pelo STJ (salvo exceções)
3.4 Regras específicas
• Provas (art. 1.047): aplica-se a requerimentos após 18/03/2016
• Prazos (Enunciados 267 e 268 do FPPC): prazos antigos seguem o regime
anterior
3.5 Cláusulas de proteção
▪ Novas normas não atingem:
• Direito adquirido
• Ato jurídico perfeito
• Coisa julgada
4. Princípios do Processo Civil
4.1 Constitucionais (art. 5º e art. 93, CF)
▪ Devido processo legal
▪ Contraditório e ampla defesa
▪ Inafastabilidade da jurisdição
▪ Isonomia entre as partes
▪ Juiz natural
▪ Fundamentação das decisões
4.2 Infraconstitucionais (CPC/2015)
Princípio Observações
Dispositivo O processo depende da iniciativa da parte (art. 2º)
Impulso oficial Juiz impulsiona o feito após provocação (art. 2º)
Instrumentalidade das formas Forma não é fim, mas meio útil (art. 277)
Impugnação específica Réu deve rebater ponto a ponto (art. 341)
Eventualidade Defesa completa na contestação (art. 336)
Celeridade e efetividade Processo deve ser útil e célere (art. 4º)
Princípio Observações
Primazia do mérito Prioriza decisão de mérito, evitando extinções formais
Cooperação Todos devem colaborar com o processo (art. 6º)
Boa-fé Conduta ética e leal (art. 5º)
Livre convencimento motivado Juiz é livre, mas deve motivar (art. 371)
Publicidade Regra geral; exceções legais previstas
5. Ordem Cronológica de Julgamento – Art. 12 do CPC
5.1 Regra geral
▪ Julgamentos devem respeitar a ordem de conclusão para decisão
▪ Visa impessoalidade e previsibilidade
5.2 Exceções (art. 12, §2º)
Incluem:
• Sentenças em audiência
• Improcedência liminar
• Recursos repetitivos
• Agravos, embargos
• Casos urgentes, metas CNJ, processos criminais
5.3 Demais previsões
• Lista deve ser pública e atualizada (art. 12, §1º)
• Processos suspensos retornam à posição anterior (art. 12, §5º)
• Casos com tese repetitiva voltam ao topo (art. 12, §6º)
Resumo Final – Parte Geral do CPC:
• Fontes: lei, analogia, princípios, doutrina, jurisprudência
• Jurisdição: função do Estado de compor litígios
• Ação: direito de pedir a tutela jurisdicional
• Lei processual se aplica imediatamente, com respeito ao que já foi feito
• Princípios: estruturam e guiam o processo – constitucionais e legais
• Ordem cronológica: regra geral de julgamento, com exceções justificadas
Agora o conteúdo está 100% fiel, consolidado e sistematizado, com todas as definições
e fundamentos teóricos integrados.
Deseja que eu gere uma versão esquemática para revisão rápida?
Sim, após confrontar o resumo com o conteúdo integral do PDF “Jurisdição, Ação e
Pressupostos Processuais” de Gustavo Deitos, identifiquei definições relevantes que
estavam ausentes ou pouco desenvolvidas. Abaixo está a versão final, unificada e 100%
fiel ao PDF, com todas as definições e complementos importantes integradas em estilo
Caderno Adm.
Jurisdição, Ação e Pressupostos Processuais
Gustavo Deitos – Gran Cursos
1. JURISDIÇÃO
▪ Função típica do Poder Judiciário (art. 1º, CPC)
▪ Aplicação do direito ao caso concreto:
• Juris-dicção (fase de conhecimento)
• Juris-satisfação (fase de execução)
Características:
• Inércia
• Substitutividade
• Indelegabilidade
• Definitividade
• Inafastabilidade
• Improrrogabilidade
• Imperatividade
Limites da jurisdição nacional: Art. 21 a 25 do CPC.
2. AÇÃO
2.1 Conceito
▪ Direito de invocar a atuação da jurisdição.
▪ Independe de êxito: pode haver ação sem procedência.
▪ É autônoma do direito material.
2.2 Teorias da Ação
• Civilista (imanentista): ação = direito material violado.
• Concreta: direito de ação existe se preenchidas as condições.
• Abstrata: ação existe mesmo sem razão material.
• Eclética (adotada pelo CPC/15): une abstração e técnica (teoria da asserção) .
3. CONDIÇÕES DA AÇÃO (Art. 17 do CPC)
Interesse processual (interesse de agir)
• Composto por necessidade + adequação
• Exige utilidade do processo e via procedimental correta
Legitimidade ad causam
• Ativa (autor) e passiva (réu)
• Tipos:
o Ordinária: direito próprio em nome próprio
o Extraordinária: direito alheio em nome próprio (depende de lei) →
substituição processual (art. 18, CPC)
Obs.: A “possibilidade jurídica do pedido” deixou de ser condição da ação com o
CPC/2015 – hoje é analisada no mérito
4. ELEMENTOS IDENTIFICADORES DA AÇÃO
1. Partes: autor e réu (jurisdição contenciosa) ou interessados (jurisdição
voluntária)
2. Causa de pedir:
o Remota: fundamento jurídico (ex: contrato, casamento)
o Próxima: fatos concretos (ex: inadimplemento)
Doutrina diverge quanto à nomenclatura
3. Pedido:
o Imediato: provimento jurisdicional (ex: condenação)
o Mediato: bem da vida pretendido (ex: propriedade)
5. CLASSIFICAÇÃO DAS AÇÕES
5.1 Teoria Quinária
1. Declaratória: existência/inexistência/modo de ser de relação jurídica
2. Constitutiva (ou desconstitutiva): cria, modifica ou extingue relação jurídica
3. Condenatória: gera obrigação (ex: pagar, fazer)
4. Mandamental: impõe ordem direta ao réu (ex: MS, habeas data)
5. Executiva lato sensu: satisfação forçada da obrigação pelo Estado
5.2 Classificação tradicional
▪ Ação de conhecimento
▪ Ação de execução
▪ Ação cautelar (fundada no fumus boni iuris e periculum in mora)
6. PRESSUPOSTOS PROCESSUAIS
Requisitos para o processo existir e desenvolver-se validamente.
A ausência gera extinção sem resolução do mérito (art. 485, IV, CPC)
6.1 De Existência (sempre positivos)
• Objetivo: presença de pedido (demanda)
• Subjetivos:
o Juiz investido de jurisdição
o Citação (ainda que inválida)
Doutrina diverge quanto à capacidade processual e postulatória – podem ser
existência ou validade
6.2 De Validade
Positivos:
• Objetivos:
o Juízo competente (absoluta: improrrogável / relativa: prorrogável)
o Petição inicial válida (arts. 319 e ss. CPC)
• Subjetivos:
o Juiz imparcial
o Citação válida (forma prevista em lei)
Negativos:
• Ausência de litispendência
• Ausência de coisa julgada
• Ausência de perempção
• Cláusula de eleição de foro (reconhecida até a contestação)
Pressupostos podem ser objetivos ou subjetivos / positivos ou negativos
Resumo Final – Revisão Expressa
• Jurisdição = poder de dizer e realizar o direito
• Ação = direito de provocar a jurisdição
• Condições da ação = interesse + legitimidade
• Elementos = partes + causa de pedir + pedido
• Classificação = teorias quinária e tradicional
• Pressupostos = existência (constituição) e validade (andamento válido)
Agora sim: resumo completo, objetivo e 100% conforme o PDF.
Deseja que eu converta este conteúdo para Word ou prossiga com outro tema?
Claro! Aqui está o seu resumo original complementado com os acréscimos relevantes e
atualizações de linguagem para deixá-lo ainda mais completo, fiel e didático – no estilo
“Caderno Adm”, pronto para memorização e impressão:
Competência Interna e Conflito de Competência
Gustavo Deitos – Gran Cursos
1. Conceitos Fundamentais
▪ Competência: limitação da jurisdição atribuída a órgãos específicos do Judiciário.
▪ Critérios de Fixação: matéria, pessoa, função, valor e território.
2. Espécies de Competência
Critério Exemplo Tipo
Matéria Justiça do Trabalho julga ações trabalhistas Absoluta
Pessoa STF julga União × Estado Absoluta
Funcional MS contra juiz federal → TRF Absoluta
Critério Exemplo Tipo
Valor Juizado Estadual: até 40 salários mínimos Relativa
Território Foro do domicílio do réu Relativa
▪ Competência Absoluta: interesse público; não pode ser modificada (ex: funcional,
material).
▪ Competência Relativa: interesse das partes; pode ser modificada (ex: territorial, valor).
3. Incompetência e Prorrogação (art. 64)
▪ Alegação: até a preliminar da contestação.
▪ Relativa: se não alegada → ocorre prorrogação.
▪ Absoluta: pode ser reconhecida de ofício a qualquer tempo e grau.
▪ Decisões do juízo incompetente mantêm efeitos até nova decisão do juízo competente
(art. 64, §4º).
Enunciado 238 FPPC: manutenção dos efeitos vale para incompetência absoluta e
relativa.
4. Modificações da Competência
▪ Prorrogação: incompetência relativa não alegada → juízo torna-se competente.
▪ Derrogação: cláusula de eleição de foro (art. 63) – deve ser escrita e referir-se ao
negócio jurídico.
▪ Conexão e Continência: estudadas no art. 55 CPC.
Obs.: essas hipóteses só incidem sobre competências relativas (território e valor).
Competências absolutas não podem ser prorrogadas nem derrogadas.
5. Competência Originária e Recursal
▪ Originária: julgamento direto no órgão (ex: STF entre União × Estados – art. 102, I, f
CF/88).
▪ Recursal: julgamento em grau de recurso (ex: STJ em recurso ordinário – art. 105, II, c
CF/88).
Erro comum de prova: em alguns casos, o recurso vai direto para tribunal superior.
6. Determinação e Prevenção (art. 43)
▪ Determina-se a competência no registro (vara única) ou distribuição (várias varas).
▪ Isso gera prevenção: juízo se torna prevento.
▪ Competência é imutável, salvo:
• Supressão de órgão judiciário
• Alteração de competência absoluta
Perpetuatio Jurisdictionis: manutenção do juízo prevento.
7. Fontes das Regras de Competência (art. 44)
▪ Constituição Federal – critérios: material, pessoal, funcional (absolutas)
▪ Constituições Estaduais – regras de competência estaduais
▪ Leis Ordinárias – critérios: territorial e valor da causa (relativas)
▪ Normas de Organização Judiciária – abrangência de foros, distribuição etc.
8. Remessa à Justiça Federal (art. 45)
▪ Ocorre se União, EP, autarquia, fundação federal ou conselho de fiscalização
intervierem.
▪ Exceções (sem remessa mesmo com ente federal):
• Recuperação judicial
• Falência
• Insolvência civil
• Acidente de trabalho
• Ações eleitorais ou trabalhistas
Se o ente federal for excluído → processo volta ao juízo original (§3º).
9. Competência Territorial (arts. 46 a 53)
Regras gerais:
▪ Domicílio do réu (art. 46)
▪ Ausente → foro do último domicílio (art. 49)
▪ Incapaz → domicílio do representante (art. 50)
▪ União:
• Se autora → domicílio do réu
• Se ré → domicílio do autor, local do fato, da coisa ou DF (art. 51)
▪ Estado/DF: mesmo raciocínio da União (art. 52)
Direitos reais sobre imóveis (art. 47):
▪ Regra: foro da situação da coisa
▪ Exceção importante (§2º): ação possessória imobiliária = competência absoluta!
ÚNICA hipótese em que competência territorial é absoluta.
10. Casos Especiais (art. 53 CPC)
▪ Divórcio, separação, união estável → domicílio do guardião do incapaz, último
domicílio do casal, domicílio do réu ou da vítima (violência doméstica)
▪ Obrigação → lugar do ato ou fato
▪ Contrato → local do cumprimento
▪ Sucessões → domicílio do de cujus ou lugar do bem
▪ Execução fiscal → domicílio do executado ou onde for encontrado
▪ Relações de consumo → domicílio do consumidor (benefício legal)
11. Conflito de Competência (art. 66)
▪ Ocorre quando dois ou mais juízos se declaram competentes ou incompetentes.
▪ Julgamento do conflito:
• Tribunal comum aos juízos
• STJ → se juízos vinculados a TRFs diferentes
• STF → se juízos têm sedes em unidades da federação distintas (art. 102, I, o CF/88)
Revisão Expressa
▪ Competência = limitação da jurisdição
▪ Tipos Absolutos: material, pessoal, funcional
▪ Tipos Relativos: valor, território
▪ Prorrogação = ausência de alegação da relativa na preliminar da contestação
▪ Ação possessória imobiliária = territorial com caráter absoluto
▪ União, Estado e DF:
• Autores → domicílio do réu
• Réus → domicílio do autor + alternativas legais
▪ Juízo prevento = definido no registro/distribuição (art. 43)
▪ Conflito de competência = resolvido pelo tribunal ao qual os juízos estão subordinados
Se quiser, posso também fazer o mesmo modelo para os temas seguintes da apostila.
Deseja seguir com o próximo?
Perfeito! Aqui está seu resumo atualizado com os complementos finais já integrados,
mantendo o estilo Caderno Adm: claro, fiel ao conteúdo do professor Gustavo Deitos e
otimizado para memorização.
Nulidades e Preclusão
Gustavo Deitos – Gran Cursos
1. Teoria Geral das Nulidades
▪ Nulidade: estado que retira a eficácia do ato processual.
▪ Tipos de vício:
Tipo de
Definição Exemplo
Ato
Praticado com vício grave e Intimação via diário eletrônico de
Nulo
potencial prejuízo parte sem advogado
Vício leve, possível ausência de Ato praticado após as 20h (art. 212
Anulável
prejuízo CPC)
Ato sequer se forma por falta de Sentença por juiz aposentado ou falso
Inexistente
requisito essencial juiz
Irregularidade ≠ nulidade: irregularidades sem prejuízo não invalidam o ato.
2. Nulidade Absoluta x Relativa
Tipo Conceito Exemplo
Absoluta Audiência sem publicidade (CF/88,
Fere norma de ordem pública
art. 93, IX)
Fere interesse da parte; sanável se Juiz não ouve testemunha e parte não
Relativa
não alegada reclama
Prejuízo é necessário para reconhecimento da nulidade (Princípio da
Transcendência).
Algumas nulidades absolutas podem ser convalidadas se não houver prejuízo
concreto.
3. Princípios Relevantes
▪ Instrumentalidade das Formas (art. 277): forma não rígida se finalidade for atingida.
▪ Princípio do Prejuízo (arts. 278, 279, 282, §1º): sem dano, não há nulidade.
▪ Princípio do Interesse (art. 276): quem causou a nulidade não pode invocá-la.
▪ Aproveitamento dos Atos (art. 281): anula-se apenas o que for dependente do ato
viciado.
▪ Primazia do Mérito (arts. 282, §2º; 488): evita anulação se mérito puder ser julgado.
▪ Coisa julgada material: impede nova ação; formal: impede nova análise no mesmo
processo.
4. Preclusão
▪ Conceito: perda da faculdade processual por inércia, incompatibilidade ou exercício
anterior.
Tipo Definição Exemplo
Não praticou o ato no
Temporal Deixar de recorrer em tempo hábil
prazo legal
Ato já foi praticado, não
Consumativa Apelar duas vezes contra a mesma sentença
pode ser repetido
Ato posterior é
Alegar conflito de competência +
Lógica logicamente incompatível
incompetência relativa (art. 952 CPC)
com o anterior
Parcelamento depende de entrada de 30%
Ato depende de outro para
Ordinatória (art. 916 CPC); impugnação depende de
ser exercido validamente
depósito prévio (art. 525, §1º)
Equivale à coisa julgada Matéria já decidida → não pode mais ser
Máxima
material rediscutida
Juiz não pode rediscutir
Pro Judicato Não pode alterar sentença sem base legal
matéria já decidida
5. Preclusão e Art. 337 CPC
Preliminares do réu (contestação):
Inciso Matéria Preclui? Observações
Inexistência/nulidade da Comparecimento espontâneo supre
I sim
citação vício (art. 239, §1º)
Não alegada → competência se
II Incompetência relativa sim
prorroga (art. 65 CPC)
Alegável a qualquer tempo e grau de
Incompetência absoluta não
jurisdição
Deve ser arguido na contestação (art.
III Valor da causa sim
293 CPC)
IV a Inépcia, perempção,
não Matérias reconhecíveis de ofício
VIII litispendência etc.
Incapacidade, representação Juiz deve permitir correção (art. 76
IX não
etc. CPC)
Não alegada → aceita-se jurisdição
X Convenção de arbitragem sim
estatal (§6º art. 337 CPC)
Legitimidade/interesse
XI não Alegáveis a qualquer tempo
processual
XII Falta de caução obrigatória não Ex: depósito em ação rescisória
Só impugna na contestação, salvo fato
XIII Gratuidade de justiça sim
novo
Art. 337, §5º CPC: apenas incompetência relativa e convenção de arbitragem
precluem.
Questões reconhecíveis de ofício não precluem (art. 278, parágrafo único).
6. Regras do CPC sobre Nulidades
Art. Conteúdo Princípio
276 Parte não pode alegar nulidade que causou Interesse
Ato válido se atingir finalidade, mesmo sem
277 Instrumentalidade das formas
forma prevista
Nulidade relativa deve ser alegada na 1ª
278 Preclusão/Prejuízo
oportunidade
Falta de intimação do MP → só anula se
279 Prejuízo/Devido Processo Legal
houver prejuízo; MP deve ser ouvido (§2º)
Citação/intimação ilegais → nulidade, mas
280 Instrumentalidade/Prejuízo
pode ser suprida se houver ciência e defesa
Nulidade parcial não atinge partes autônomas
281 Aproveitamento dos atos
do ato
Juiz deve indicar atos atingidos; pode julgar
282 Primazia do mérito
mérito se for mais benéfico à parte
Erro de forma só anula atos que não possam
283 Aproveitamento/Instrumentalidade
ser aproveitados
Revisão Expressa
▪ Ato nulo = vício grave + prejuízo.
▪ Ato anulável = vício leve, sanável.
▪ Ato inexistente = sem pressupostos essenciais.
▪ Nulidade absoluta = ordem pública, alegável a qualquer tempo.
▪ Nulidade relativa = interesse privado, preclui se não alegada.
▪ Preclusão: perda da faculdade processual (temporal, lógica, ordinatória etc.).
▪ Art. 337 CPC: apenas arbitragem e incompetência relativa precluem.
▪ Instrumentalidade: forma é meio, não fim.
▪ Primazia do mérito: evita anulação inútil.
▪ MP: ausência de intimação → nulidade só se houver prejuízo.
▪ Nem toda nulidade absoluta é incontornável: pode ser suprida se finalidade for
atingida e não houver dano.
Se quiser, posso transformar este material em Word/PDF ou seguir com o próximo tema
da apostila. Deseja continuar?
Perfeito! Abaixo está o resumo final revisado e integrado com todos os complementos
relevantes da apostila “Sujeitos Processuais” (Gustavo Deitos – Gran Cursos), no estilo
Caderno Adm. Está pronto para estudo, revisão e impressão.
Sujeitos Processuais
Gustavo Deitos – Gran Cursos
1. Conceitos Iniciais
▪ Sujeitos processuais: todos que participam do processo (autor, réu, juiz, MP,
advogados, auxiliares etc.).
▪ Foco principal: partes, procuradores e juiz.
2. Capacidades Processuais
Tipo Definição Exemplo
Capacidade de Possui personalidade jurídica ou Menor representado pelos
ser parte equiparada para figurar no processo. pais
Capacidade Capacidade de agir em juízo sem Maior plenamente capaz em
processual representante legal. juizado especial
Capacidade Poder de postular em juízo – exige Advogado, defensor público
postulatória habilitação. ou membro do MP
Não se exige advogado em:
▪ Juizados Especiais (até 20 SM),
▪ Habeas corpus,
▪ Justiça do Trabalho (jus postulandi).
3. Curador Especial (art. 72 CPC)
▪ Nomeado pelo juiz nas hipóteses:
1. Incapaz sem representante legal
2. Incapaz com interesse oposto ao do representante
3. Réu preso e revel
4. Réu revel citado por edital ou hora certa
Representado pela Defensoria Pública (na falta: advogado dativo).
Súmula 196 STJ: curador especial pode opor embargos à execução.
Réu revel citado por edital ou hora certa → tem curador especial também na fase de
execução.
Curador do autor pode praticar todos os atos.
Curador do réu pode contestar e alegar impedimentos, mas não reconvém.
4. Outorga Uxória e Litisconsórcio Conjugal (arts. 73 a 74)
▪ Participação do cônjuge:
Situação Participação do cônjuge?
Direito real imobiliário (exceto separação absoluta Sim: exige consentimento ou
de bens) citação
Regime de separação absoluta de bens Não
Sim: litisconsórcio passivo
Fato que diga respeito a ambos
obrigatório
Sim: litisconsórcio passivo
Dívida em benefício da família
necessário
Reconhecimento/extinção de ônus real sobre
Sim
imóvel
Ação possessória com composse ou ato de ambos Sim
União estável → mesmas regras (art. 73, §3º).
Suprimento judicial (art. 74): ocorre se o cônjuge recusa sem justo motivo ou
estiver impossibilitado de manifestar-se.
Procedimento: ação autônoma na Vara de Família.
Sem consentimento nem suprimento → nulidade do processo.
5. Litisconsórcio Ativo Obrigatório – Jurisprudência
▪ Composse → exige litisconsórcio ativo entre todos os compossuidores.
▪ STJ: ausência de todos no polo ativo = vício insanável.
6. Representação Judicial (art. 75 CPC)
Sujeito Representante Judicial
União Advogado da União ou órgão vinculado
Estado / DF Procuradores estaduais
Município Prefeito, procurador, ou associação autorizada
Autarquia / Fundação Pública Quem a lei designar
Massa falida Administrador judicial
Herança jacente / vacante Curador
Espólio Inventariante
Pessoa jurídica regular Representante conforme ato constitutivo
Pessoa jurídica estrangeira Gerente ou administrador da filial
Sociedade ou associação irregular Administrador dos bens
Condomínio Síndico ou administrador
Art. 75, §3º: gerente de filial presume-se autorizado a receber citação.
Art. 75, §2º: não se pode alegar irregularidade para se eximir de obrigações.
Lei 14.341/2022: associação de representação pode atuar judicialmente por
Municípios, desde que:
1. Autorização expressa do prefeito
2. Indicação precisa do direito envolvido
3. Finalidade comum entre os Municípios
7. Irregularidade de Representação e Incapacidade (art. 76)
▪ Irregularidade: vício do advogado (procuração vencida, suspensão da OAB etc.).
▪ Incapacidade processual: parte sem capacidade civil para litigar.
Providência: juiz suspende o processo e dá prazo para regularizar.
Instância Autor Réu Terceiro
Originária Processo extinto Revelia Exclusão ou revelia
Recurso não Contrarrazões Regra conforme o
Recursal
conhecido desentranhadas polo
8. Procuração – Poderes Especiais (art. 105 CPC)
▪ São necessários poderes especiais para:
• Receber citação
• Confessar, reconhecer pedido
• Transigir, desistir
• Renunciar ao direito
• Receber valores e dar quitação
• Firmar compromisso ou declaração de hipossuficiência
9. Deveres das Partes e Procuradores (art. 77 CPC)
Inciso Dever Consequência
I Falar a verdade Multa + litigância de má-fé (art. 80, II)
Não apresentar pretensão ou defesa
II Multa (arts. 1.021, §4º e 1.026, §2º)
infundada
Não produzir atos inúteis ou
III Má-fé ou nulidade do ato
protelatórios
Ato atentatório à dignidade da justiça
IV Cumprir ordens judiciais
(AADJ)
Intimações em endereço antigo (art. 274,
V Manter endereço atualizado
par. ún.)
Inciso Dever Consequência
Não inovar ilicitamente o estado de
VI AADJ
fato
Atualizar cadastro (ME/EPP – art. Obrigação legal via sistema eletrônico
VII
246, §§5º-6º) ou Redesim
Multa por AADJ: até 20% do valor da causa; se irrisório → até 10 salários-
mínimos.
Destino da multa:
• Em AADJ → vai para o Estado (União ou ente federado).
• Na execução (art. 774) → multa por AADJ vai para o exequente.
Membros do MP, Defensores e Advogados: multa deve ser processada via
corregedoria competente (art. 77, §6º).
Revisão Expressa
▪ Capacidades: ser parte, processual e postulatória
▪ Curador especial: Defensoria atua em caso de incapacidade ou revelia especial
▪ Litisconsórcio obrigatório: direito real, ato comum, dívida familiar, posse conjunta
▪ Outorga uxória: exigida salvo separação absoluta; pode ser suprida judicialmente
▪ União estável → aplica-se como o casamento (art. 73, §3º)
▪ Município representado por associação → 3 requisitos da Lei 14.341/2022
▪ Procuração: atos especiais exigem poderes expressos (art. 105)
▪ Deveres do art. 77 → violação gera multa, revelia, desentranhamento ou extinção
▪ Ato atentatório à dignidade da justiça (AADJ) → multa revertida ao Estado ou ao
exequente
Se quiser, posso aplicar o mesmo padrão ao próximo tema da apostila ou entregar este
conteúdo em formato Word/PDF. Deseja continuar?
Claro! Abaixo está o resumo final unificado do tema “Litisconsórcio e Intervenção de
Terceiros”, com base integral na apostila do professor Gustavo Deitos (Gran Cursos). O
conteúdo foi totalmente revisado e complementado com todas as definições e
observações importantes, no estilo Caderno Adm: objetivo, direto e ideal para
memorização e impressão.
Litisconsórcio e Intervenção de Terceiros
Gustavo Deitos – Gran Cursos
1. Litisconsórcio
▪ Participação de várias pessoas no mesmo polo da relação processual.
▪ Pode ser ativo, passivo ou misto.
Classificações:
Critério Espécies Observações
Facultativo / Necessário: exigido por lei ou pela natureza da
Obrigatoriedade
Necessário relação jurídica (art. 114)
Resultado da Unitário: decisão obrigatoriamente idêntica
Simples / Unitário
sentença para todos (art. 116)
Momento de Originário /
Originário: já na petição inicial
formação Ulterior
Litisconsórcio ativo necessário: obrigatório em caso de composse (STJ).
Exemplo: ação de usucapião → todos os compossuidores devem estar no polo ativo.
2. Litisconsórcio Facultativo (art. 113)
Admite-se se houver:
▪ Comunhão de direitos ou obrigações
▪ Conexão pelo pedido ou causa de pedir
▪ Afinidade por ponto comum de fato ou de direito
O juiz pode limitar o número de litisconsortes (excesso → tumulto processual).
A limitação interrompe os prazos até decisão sobre a composição (art. 113, §§1º e
2º).
3. Litisconsórcio Unitário (art. 116)
▪ Decisão deve ser idêntica para todos.
▪ Baseia-se na natureza da relação jurídica.
▪ Ex: obrigação indivisível ou anulação de casamento.
4. Ausência de Citação (art. 115)
Tipo Consequência
Litisconsórcio unitário Sentença é nula
Litisconsórcio simples Sentença é ineficaz
Juiz deve determinar ao autor que requeira a citação do litisconsorte omitido (par.
único).
5. Relações com Parte Adversa (art. 117)
Tipo Efeito entre litisconsortes
Simples Atos atingem apenas o que os praticou
Unitário Atos podem beneficiar todos os litisconsortes
6. Atuação dos Litisconsortes (art. 118)
▪ Todos podem praticar atos processuais
▪ Todos devem ser intimados dos atos
7. Intervenção de Terceiros
Dividida em:
Forçada: o terceiro é chamado ao processo
Voluntária: o terceiro busca intervir
Modalidade Tipo Características
Assistência Voluntária Terceiro com interesse jurídico
Denunciação da lide Forçada Responsabilidade regressiva (ex: evicção)
Chamamento ao processo Forçada Responsabilidade solidária
IDPJ Forçada Responsabilização de sócio ou PJ
Amicus curiae Voluntária Interesse técnico ou institucional
8. Assistência (arts. 119 a 124 CPC)
▪ Terceiro que tem interesse jurídico na vitória de uma das partes.
▪ Pode intervir em qualquer fase do processo.
Tipos:
Tipo Definição
Simples Interesse reflexo; sem vínculo direto com a parte contrária
Litisconsorcial Relação direta com ambas as partes; atua como litisconsorte
Se o assistido for revel ou omisso, o assistente atua como substituto processual.
O assistente não impede atos do assistido (ex: reconhecimento do pedido – art. 122).
Regra da preclusão consumativa: quem não se manifesta nos autos, sofre os efeitos
da sentença.
9. Denunciação da Lide (arts. 125 a 129 CPC)
▪ Forma de garantir o direito de regresso no mesmo processo.
Hipóteses (art. 125):
1. Alienante imediato → evicção (arts. 447 e 450 CC)
2. Responsável por indenização → obrigação legal ou contratual
Procedimento:
Autor Réu
Denuncia na petição inicial Denuncia na contestação
Denunciado pode contestar, chamar outros, ou ficar inerte.
Prazo de citação:
• Regra: 30 dias
• Outra comarca/local incerto: 2 meses (art. 131)
Apenas uma denunciação sucessiva é admitida (art. 125, §2º).
Sentença principal improcedente → denunciação é extinta sem resolução do mérito.
10. Chamamento ao Processo (arts. 130 e 131 CPC)
▪ Modalidade exclusiva do réu
▪ Visa formar litisconsórcio passivo com outros devedores.
Hipóteses:
1. Réu chama o afiançado
2. Réu chama outros fiadores
3. Réu chama coobrigados solidários
Requerido na contestação
Prazos de citação:
• Regra: 30 dias
• Outra comarca ou local incerto: até 2 meses
11. Incidente de Desconsideração da Personalidade Jurídica (IDPJ)
(arts. 133 a 137 CPC + art. 50 CC)
▪ Aplica-se à PJ ou ao sócio, de forma direta ou inversa
▪ Visa combater fraudes e confusão patrimonial
Pressupostos (art. 50 CC):
Requisito Conceito
Desvio de finalidade Uso da PJ para fins ilícitos ou para blindagem de patrimônio
Confusão patrimonial Fusão indevida dos bens da PJ e dos sócios
Expansão ou mudança de atividade da empresa ≠ desvio de finalidade (art. 50, §5º
CC)
Aplica-se nos Juizados Especiais (art. 1.062 CPC)
Procedimento:
Etapa Regra
Requerimento Feito por parte ou MP (não pode ser de ofício)
Fase Pode ser proposto a qualquer tempo
Suspensão Suspende o processo (exceto se requerido na inicial)
Defesa Sócio/PJ tem 15 dias para manifestação após citação
Etapa Regra
Decisão Interlocutória → cabe agravo de instrumento
Fraude → ato ineficaz + multa por ato atentatório à dignidade da justiça (art. 774,
par. ún.)
12. Amicus Curiae (art. 138 CPC)
▪ “Amigo da corte” → atua como auxiliar do juiz, sem interesse jurídico direto.
▪ Objetivo: fornecer elementos técnicos, sociais ou científicos.
Quem pode ser:
▪ Pessoa natural
▪ Entidade privada (ONG, associação)
▪ Entidade pública (IBAMA, ANVISA etc.)
Quando é admitido:
▪ Matéria relevante
▪ Especificidade do tema
▪ Repercussão social
Como ingressa:
▪ Por iniciativa própria
▪ Por provocação das partes
▪ Por iniciativa do juiz
Não recorre da decisão final, mas pode recorrer em caso de precedentes vinculantes
(IRDR, repetitivos).
Pode interpor embargos de declaração, mas apenas sobre os pontos em que se
manifestou.
Admissão é irrecorrível, mas o indeferimento da participação é recorrível.
Revisão Final
▪ Litisconsórcio → formação múltipla no polo; pode ser necessário, facultativo, simples
ou unitário
▪ Litisconsórcio unitário + ausência de citação → nulidade
▪ Intervenções de terceiros: forçadas (denunciação, chamamento, IDPJ), voluntárias
(assistência, amicus curiae)
▪ Assistência: simples ou litisconsorcial; sempre com interesse jurídico
▪ Denunciação da lide: busca ação regressiva no mesmo processo; só admite uma
sucessão
▪ Chamamento ao processo: responsabilidade solidária ou fiança – só pelo réu
▪ IDPJ: só por requerimento, nunca de ofício; decisão é interlocutória → agravo
▪ Amicus curiae: ajuda técnica; não é parte, mas pode influenciar decisão em casos
complexos
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