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Indenização por Dano Elétrico no RJ

O processo judicial nº 0818649-59.2025.8.19.0208 envolve uma ação de indenização por danos materiais e morais movida por Rafaela Goncalves da Nobrega contra a Light Serviços de Eletricidade, devido a danos em seu notebook causados por oscilações na rede elétrica. O juiz decidiu a favor da autora, condenando a ré ao pagamento de R$ 1.330,00 por danos materiais e R$ 1.500,00 por danos morais, com correção monetária e juros de mora. A decisão foi baseada na responsabilidade objetiva do fornecedor e na verificação da falha na prestação de serviço.

Enviado por

Rafaela Nobrega
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Indenização por Dano Elétrico no RJ

O processo judicial nº 0818649-59.2025.8.19.0208 envolve uma ação de indenização por danos materiais e morais movida por Rafaela Goncalves da Nobrega contra a Light Serviços de Eletricidade, devido a danos em seu notebook causados por oscilações na rede elétrica. O juiz decidiu a favor da autora, condenando a ré ao pagamento de R$ 1.330,00 por danos materiais e R$ 1.500,00 por danos morais, com correção monetária e juros de mora. A decisão foi baseada na responsabilidade objetiva do fornecedor e na verificação da falha na prestação de serviço.

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Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro

PJe - Processo Judicial Eletrônico

12/01/2026

Número: 0818649-59.2025.8.19.0208
Classe: PROCEDIMENTO DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL
Órgão julgador: 13º Juizado Especial Cível da Regional do Méier
Última distribuição : 11/08/2025
Valor da causa: R$ 11.330,00
Assuntos: Indenização por Dano Material, Fornecimento de Energia Elétrica
Nível de Sigilo: 0 (Público)
Justiça gratuita? SIM
Pedido de liminar ou antecipação de tutela? NÃO
Partes Advogados
RAFAELA GONCALVES DA NOBREGA (AUTOR)
ALEXANDRE CANTINI REZENDE (ADVOGADO)
Light Serviços de Eletricidade SA (RÉU)
LAURO VINICIUS RAMOS RABHA (ADVOGADO)

Documentos
Id. Data da Documento Tipo
Assinatura
251862238 15/12/2025 Projeto de Sentença Projeto de Sentença
22:42
Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro
Comarca da Capital - Regional do Méier

13º Juizado Especial Cível da Regional do Méier

Rua Aristides Caire, 53, 2º Andar - Sala 214, Méier, RIO DE JANEIRO - RJ - CEP: 20775-090

PROJETO DE SENTENÇA

Processo: 0818649-59.2025.8.19.0208

Classe: PROCEDIMENTO DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL (436)

AUTOR: RAFAELA GONCALVES DA NOBREGA

RÉU: LIGHT SERVIÇOS DE ELETRICIDADE SA

Dispensado o relatório, na forma do artigo 38 da Lei nº 9.099/95, decido.

Trata-se de ação de conhecimento pelo rito sumaríssimo, na qual narra a parte autora que o seu notebook foi danificado
após uma série de oscilações na rede elétrica. Assim, requer a condenação da ré ao pagamento de indenização por danos materiais e
morais.

Em sede de contestação, em suma, a ré sustenta a inexistência de nexo causal e a ausência de registros internos que
configurem qualquer oscilação no fornecimento de energia elétrica no período reclamado. Ademais, afirma que não houve
reclamação administrativa acerca dos danos elétricos em seu notebook. Assim, pugna pela improcedência dos pedidos autorais.

Ata da Audiência de Conciliação, Instrução e Julgamento no id. 243899573.

Ausentes questões preliminares, passo ao exame do mérito.

O caso em comento versa sobre relação de consumo, uma vez que presentes os requisitos subjetivos (consumidor e
fornecedor – artigos 2º e 3º do Código de Defesa do Consumidor), bem como os requisitos objetivos (produto e serviço – artigo 3º, §
1º e §2º da referida lei). Dessa forma, sobre essa relação incidem os princípios e normas norteadores da proteção e defesa do
consumidor, inclusive a inversão do ônus da prova quando identificada a verossimilhança nas alegações ou hipossuficiência.

Compulsando os autos, verifica-se que assiste razão à parte autora.

Os documentos acostados à peça inicial conferem verossimilhança às alegações autorais e evidenciam a falha no
fornecimento de energia elétrica nos dias 10 e 11 de abril de 2025 (páginas 02 e 03 do id. 216300244).

Ademais, o laudo técnico apresentado na página 05 do id. 216300244 aponta que as excessivas oscilações de energia
causaram danos ao equipamento da parte autora.

Por outro lado, salienta-se que constitui ônus do réu comprovar fato modificativo, impeditivo, ou extintivo do direito do
autor, nos termos do artigo 373, inciso II, do Código de Processo Civil, ou seja, cabia à empresa ré comprovar a regular prestação do
serviço no período reclamado, mas assim não o fez. Embora sustente a ausência de registros internos que indiquem a oscilação do

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Número do documento: 25121522423710400000239067350
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Assinado eletronicamente por: MONIQUE BARBOSA DE LEMOS - 15/12/2025 22:42:37
Num. 251862238 - Pág. 1
serviço no período alegado, não há qualquer comprovação nesse sentido.

Cumpre destacar que a mera apresentação de telas sistêmicas no bojo da contestação não é capaz de comprovar a
inexistência de ato ilícito, tendo em vista que constituem documentos produzidos unilateralmente e não possuem qualquer presunção
de veracidade.

Ademais, em que pese a ré alegue a inexistência de nexo causal, sequer impugna especificamente o laudo técnico
apresentado pela demandante.

Assim, conclui-se que houve falha na prestação de serviço da concessionária ré. Aplica-se, portanto, o artigo 14 do Código
de Defesa do Consumidor, que prevê a responsabilidade objetiva do fornecedor nos casos de reparação dos danos causados aos
consumidores por defeitos relativos à prestação dos serviços. Logo, demonstrados o dano e o nexo causal, impõe-se o dever de
indenizar.

O dano material restou devidamente comprovado, no valor de R$ 1.330,00 (mil, trezentos e trinta reais), referente ao reparo
do produto danificado (página 07 do id. 216300244).

De igual modo, conclui-se pelo acolhimento do pedido de indenização por danos morais, considerando a essencialidade do
produto danificado, bem como do serviço objeto desta lide, que deve ser prestado de forma adequada e segura. Assim, com base nos
princípios da proporcionalidade e da razoabilidade, entende-se que a quantia de R$ 1.500,00 (mil e quinhentos reais), à título de
indenização, é adequada ao caso em apreço.

Em face do exposto, JULGO PROCEDENTES OS PEDIDOS AUTORAIS, na forma do artigo 487, I, do Código de
Processo Civil, para: a) condenar a ré ao pagamento de R$ 1.330,00 (mil, trezentos e trinta reais), à título de indenização por danos
materiais, corrigido monetariamente desde a data do efetivo prejuízo e acrescido de juros de mora, a contar da citação; e b) condenar
a ré ao pagamento de R$ 1.500,00 (mil e quinhentos reais), à título de indenização por danos morais, corrigido monetariamente desde
a data do arbitramento e acrescido de juros de mora a contar da citação.

Os juros de mora e a correção monetária devem observar os critérios adotados pelo nosso E. Tribunal de Justiça para
atualização de débitos judiciais, que faz incidir, a partir da vigência da Lei nº 14.905/24, correção monetária com base no IPCA
(artigo 389, § único, do Código Civil), e juros moratórios com base na SELIC (artigo 406, § 1º, do Código Civil).

Sem custas e sem honorários de sucumbência, na forma do art. 55 da Lei nº. 9.099/95.

Certificado o trânsito em julgado, dê-se baixa e arquivem-se os autos. Publique-se. Registre-se. Intimem-se.

Submeto o projeto de sentença à homologação pelo MM. Juiz Togado, nos termos do artigo 40 da Lei nº 9.099/95.

RIO DE JANEIRO, 15 de dezembro de 2025.

MONIQUE BARBOSA DE LEMOS

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Num. 251862238 - Pág. 2

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