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Sistema de Produção Subsea: Componentes e Funções

O documento descreve o Sistema de Produção Subsea (SPS) e seus componentes críticos, incluindo Wellhead, X-Tree, e Manifold, detalhando suas funções, conexões e importância para a segurança e operação do sistema. Também aborda o Sistema de Distribuição Subsea (SDS) e a infraestrutura necessária para controle e comunicação, como o umbilical e o MCS. Por fim, menciona o sistema de flowlines e suas funções essenciais para o transporte de fluidos no fundo do mar.

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Ramon Silva
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Sistema de Produção Subsea: Componentes e Funções

O documento descreve o Sistema de Produção Subsea (SPS) e seus componentes críticos, incluindo Wellhead, X-Tree, e Manifold, detalhando suas funções, conexões e importância para a segurança e operação do sistema. Também aborda o Sistema de Distribuição Subsea (SDS) e a infraestrutura necessária para controle e comunicação, como o umbilical e o MCS. Por fim, menciona o sistema de flowlines e suas funções essenciais para o transporte de fluidos no fundo do mar.

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SPS – Subsea Production System

1. Wellhead
O que é

Estrutura metálica instalada no topo do poço, fixada ao revestimento (casing), responsável por
conter a pressão do reservatório e suportar mecanicamente a Árvore de Natal Subsea (XT).

Função

• Contenção primária de pressão do poço


• Ancoragem estrutural da X-Tree
• Interface entre poço e sistema de produção subsea

Onde é conectado

• Inferiormente: revestimentos do poço (casings)


• Superiormente: X-Tree (Vertical ou Horizontal)

Para que serve

• Garantir integridade do poço durante toda a vida útil


• Suportar cargas mecânicas, térmicas e de pressão

Quando é usado

• Após a perfuração e completação do poço


• Antes da instalação da X-Tree

Por que é crítico

• Falha → perda de contenção do poço (blowout)


• Base estrutural de todo o SPS (Subsea Production System)

2. X-Tree (Production Tree / Christmas Tree)


O que é

Conjunto de válvulas, atuadores e sensores instalado sobre o wellhead para controlar a


produção do poço.

Função

• Controle, monitoramento e isolamento da produção


• Interface entre poço e sistema de coleta (flowlines)

Onde é conectada

• Inferiormente: Wellhead
• Lateralmente: Jumpers de produção
• Eletricamente/hidraulicamente: Umbilical via SCM

Para que serve

• Abrir/fechar o poço
• Regular vazão
• Isolar o poço em emergências

Quando é usada

• Durante toda a fase de produção e testes do poço

Por que é crítica

• Última barreira ativa de controle do poço


• Essencial para segurança operacional e ambiental

3. Subsea Control Module (SCM)


O que é

Módulo eletro-hidráulico responsável por comandar válvulas e coletar dados da X-Tree e do


manifold.

Função

• Distribuição de sinais hidráulicos e elétricos


• Aquisição de dados (pressão, temperatura, posição)

Onde é conectado

• Montado na X-Tree ou Manifold


• Conectado ao umbilical
• Interface direta com válvulas e sensores

Para que serve

• Executar comandos vindos do topside


• Monitorar condições do poço em tempo real

Quando é usado

• Durante toda a operação do sistema subsea

Por que é crítico

• Sem SCM → sem controle remoto


• Falha compromete produção e segurança
4. Master Valves (Upper e Lower Master Valve)
O que é

Válvulas verticais principais da X-Tree responsáveis pelo isolamento total do poço.

Função

• Isolamento primário da produção


• Barreira de segurança

Onde são conectadas

• Internamente à X-Tree
• No eixo vertical do fluxo do poço

Para que servem

• Bloquear completamente a produção


• Permitir intervenções seguras

Quando são usadas

• Emergências
• Manutenções
• Shut-in do poço

Por que são críticas

• Elemento-chave de segurança do poço


• Barreira contra vazamentos catastróficos

5. Wing Valve (Production Wing Valve)


O que é

Válvula lateral da X-Tree que controla o escoamento da produção para o sistema de coleta.

Função

• Abrir/fechar a saída lateral do poço

Onde é conectada

• Na saída lateral da X-Tree


• Conectada ao jumper de produção

Para que serve

• Iniciar ou interromper o fluxo para o manifold


Quando é usada

• Operação normal
• Testes de produção
• Isolamento parcial

Por que é crítica

• Controle operacional da produção


• Isolamento rápido sem fechar o poço totalmente

6. Choke Valve
O que é

Válvula de controle de vazão instalada na X-Tree ou no manifold.

Função

• Ajuste fino da vazão


• Controle de diferencial de pressão

Onde é conectada

• Normalmente após a Wing Valve


• Antes do jumper de produção

Para que serve

• Controlar produção
• Prevenir formação de hidratos, areia ou slugging

Quando é usada

• Durante a produção contínua


• Testes de poço

Por que é crítica

• Protege equipamentos downstream


• Otimiza produção e integridade do sistema

7. Jumpers (Produção)
O que são

Tubulações curtas e flexíveis que interligam equipamentos subsea.

Função
• Conectar X-Tree ao manifold ou PLET

Onde são conectados

• Entre X-Tree ↔ Manifold


• X-Tree ↔ PLET

Para que servem

• Permitir interligações modulares


• Facilitar instalação por ROV

Quando são usados

• Após instalação dos equipamentos principais

Por que são críticos

• Falha causa vazamento direto no fundo do mar


• Componentes sensíveis a fadiga e corrosão

8. Manifold (Production Manifold)


O que é

Estrutura subsea que coleta a produção de vários poços e direciona para exportação.

Função

• Agrupar fluxos
• Roteamento de produção

Onde é conectado

• Entrada: Jumpers dos poços


• Saída: Flowline / PLET

Para que serve

• Centralizar produção
• Reduzir número de risers

Quando é usado

• Campos com múltiplos poços

Por que é crítico

• Ponto central do sistema de produção


• Falha afeta vários poços simultaneamente
9. PLET (Pipeline End Termination)
O que é

Estrutura terminal da flowline no campo subsea.

Função

• Terminar e ancorar a flowline


• Interface com jumpers

Onde é conectado

• Flowline ↔ Jumpers ↔ Manifold ou X-Tree

Para que serve

• Facilitar conexão e manutenção da flowline

Quando é usado

• Em sistemas de produção e exportação

Por que é crítico

• Ponto de transição estrutural


• Garante alinhamento e integridade da linha

10. PLEM (Pipeline End Manifold)


O que é

Estrutura que faz a interface entre SPS e SURF, geralmente antes do riser.

Função

• Coletar ou distribuir fluxos


• Interface SPS → Riser

Onde é conectado

• Entrada: Flowlines
• Saída: Riser (SCR, Lazy Wave, etc.)

Para que serve

• Conectar produção ao sistema de subida

Quando é usado
• Em sistemas com risers dinâmicos

Por que é crítico

• Ponto de transição estática ↔ dinâmica


• Alta solicitação mecânica e operacional
SDS – Subsea Distribution System

1. Umbilical
O que é

Conjunto integrado de linhas hidráulicas, cabos elétricos e fibras ópticas, encapsulados em


uma única estrutura, que conecta o topside ao sistema subsea.

Função

• Transmitir energia hidráulica


• Transmitir energia elétrica
• Transmitir sinais de controle e dados

Onde é conectado

• Topside: HPU + MCS


• Subsea: UTA / SDA

Para que serve

• Permitir controle remoto completo do SPS


• Alimentar válvulas, SCMs e sensores

Quando é usado

• Durante toda a vida operacional do campo

Por que é crítico

• É o elo vital entre superfície e fundo do mar


• Falha → perda total de controle do sistema subsea

2. UTA – Umbilical Termination Assembly


O que é

Estrutura subsea que faz a terminação mecânica, hidráulica e elétrica do umbilical no fundo
do mar.

Função

• Ancorar o umbilical
• Transferir serviços do umbilical para o sistema subsea

Onde é conectado

• Entrada: Umbilical
• Saída: Flying Leads → SDA ou diretamente ao SCM

Para que serve

• Proteger o umbilical
• Facilitar conexão e desconexão por ROV

Quando é usado

• Após lançamento do umbilical


• Antes da interligação com o SPS

Por que é crítico

• Ponto de transição entre sistema dinâmico e estático


• Falha pode comprometer todo o campo

3. SDA – Subsea Distribution Assembly


O que é

Módulo subsea responsável pela distribuição hidráulica, elétrica e de sinais para múltiplos
equipamentos.

Função

• Dividir serviços do umbilical


• Gerenciar redundâncias

Onde é conectado

• Entrada: UTA
• Saída: Flying Leads → SCMs, manifolds, válvulas

Para que serve

• Reduzir complexidade de conexões diretas


• Organizar a arquitetura do sistema de controle

Quando é usado

• Campos com múltiplos poços ou equipamentos

Por que é crítico

• Falha pode afetar vários poços simultaneamente


• Ponto central do sistema de controle subsea
4. Flying Leads (HFL / EFL)
O que são

Conexões flexíveis utilizadas para ligação final entre equipamentos subsea.

• HFL (Hydraulic Flying Lead) – hidráulica


• EFL (Electrical Flying Lead) – elétrica / fibra óptica

Função

• Conectar UTA/SDA ao SCM


• Permitir interligações modulares

Onde são conectados

• Entre SDA ↔ SCM


• SDA ↔ Manifold / X-Tree

Para que servem

• Flexibilidade de instalação
• Facilitar intervenção por ROV

Quando são usados

• Durante instalação e comissionamento subsea

Por que são críticos

• Componentes sensíveis a dano mecânico


• Falha afeta diretamente controle e comunicação

5. SCM Interface
O que é

Conjunto de interfaces hidráulicas, elétricas e lógicas entre o SCM e o restante do SPS.

Função

• Receber comandos do topside


• Acionar válvulas e coletar dados

Onde é conectada

• Entre Flying Leads e SCM


• Internamente no módulo de controle

Para que serve


• Garantir comunicação segura e confiável

Quando é usada

• Em todas as operações do SPS

Por que é crítica

• Interface direta com o “cérebro” do sistema


• Qualquer falha compromete o controle do poço

6. HPU – Hydraulic Power Unit


O que é

Sistema localizado no topside responsável por gerar, armazenar e controlar energia


hidráulica.

Função

• Pressurizar fluido hidráulico


• Alimentar válvulas e atuadores subsea

Onde é conectada

• Topside → Umbilical → SPS

Para que serve

• Acionar válvulas de X-Tree, manifold e ESDs

Quando é usada

• Durante operação normal e emergências

Por que é crítica

• Sem HPU não há acionamento hidráulico


• Essencial para segurança e operação

7. MCS – Topside Control System (Master


Control Station)
O que é

Sistema central de controle localizado no topside, responsável por monitorar e comandar todo o
sistema subsea.
Função

• Enviar comandos
• Receber dados
• Executar lógica de controle e segurança

Onde é conectado

• HPU
• Umbilical
• Sistemas de supervisão (SCADA / DCS)

Para que serve

• Operar o campo remotamente


• Monitorar produção e integridade

Quando é usado

• Operação contínua 24/7

Por que é crítico

• “Cérebro” do campo
• Falha → perda de supervisão e controle

8. Accumulators (Subsea)
O que são

Reservatórios pressurizados que armazenam energia hidráulica no fundo do mar.

Função

• Fornecer energia de emergência


• Garantir fechamento de válvulas críticas

Onde são conectados

• Integrados ao SCM ou à X-Tree

Para que servem

• Permitir atuação mesmo com falha do HPU

Quando são usados

• Emergências
• Perda de energia ou comunicação

Por que são críticos


• Elemento essencial de segurança (fail-safe)
• Garantem isolamento do poço

9. Electrical / Fiber Connectors


O que são

Conectores subsea projetados para transmissão de energia elétrica e dados ópticos em


ambiente extremo.

Função

• Alimentar equipamentos
• Transmitir sinais de controle e monitoramento

Onde são conectados

• Umbilical
• EFL
• SCMs, sensores, atuadores

Para que servem

• Comunicação em tempo real


• Redundância de dados

Quando são usados

• Durante toda a vida operacional

Por que são críticos

• Comunicação é essencial para controle


• Falha pode causar shutdown do sistema

10. Chemical Distribution Lines


O que são

Linhas dedicadas à injeção de produtos químicos no sistema subsea.

Função

• Injeção de MEG, metanol, inibidores, biocidas

Onde são conectadas

• Topside → Umbilical → X-Tree / Manifold / Flowline


Para que servem

• Prevenir hidratos
• Controlar corrosão e incrustação
• Garantir integridade do escoamento

Quando são usadas

• Operação normal
• Partidas, paradas e condições críticas

Por que são críticas

• Falha pode levar a bloqueio de linhas


• Impacto direto na produção e segurança
SURF – Subsea Umbilicals, Risers and Flowlines

1. Flowline (Produção / Injeção)


O que é

Tubulação subsea responsável pelo transporte horizontal de fluidos de produção


(óleo/gás/água) ou de injeção (água, gás, químicos) no fundo do mar.

Função

• Transportar fluidos entre X-Tree, manifold, PLET e PLEM


• Conectar poços ao sistema de exportação

Onde é conectada

• Origem: X-Tree ou Manifold


• Destino: PLET ou PLEM

Para que serve

• Escoamento contínuo da produção


• Distribuição de fluidos de injeção

Quando é usada

• Durante toda a operação do campo

Por que é crítica

• Falha → vazamento direto no leito marinho


• Elemento-chave de integridade do escoamento

2. PLET – Pipeline End Termination


O que é

Estrutura metálica instalada na extremidade da flowline para ancoragem, alinhamento e


conexão com outros equipamentos subsea.

Função

• Terminar mecanicamente a flowline


• Facilitar conexões via jumper ou spool

Onde é conectada

• Flowline ↔ Jumper / Tie-in Spool ↔ Manifold ou PLEM


Para que serve

• Absorver cargas mecânicas


• Permitir manutenção e futuras interligações

Quando é usada

• Em extremidades de flowlines

Por que é crítica

• Ponto estrutural de alta solicitação


• Garante alinhamento e integridade da linha

3. PLEM – Pipeline End Manifold


O que é

Estrutura subsea que coleta múltiplas flowlines e prepara o fluxo para subida via riser.

Função

• Coletar e distribuir fluxos


• Interface SPS → SURF

Onde é conectada

• Entrada: Flowlines / PLETs


• Saída: Riser (flexível ou rígido)

Para que serve

• Centralizar produção antes do riser


• Reduzir número de risers

Quando é usada

• Campos com múltiplos poços

Por que é crítica

• Falha impacta vários poços


• Ponto de transição operacional importante

4. Riser (Flexible / SCR)


O que é
Linha responsável pelo transporte vertical dos fluidos entre o fundo do mar e a unidade de
produção (FPSO / plataforma).

Tipos principais

• Flexible Riser – Alta flexibilidade, instalação simplificada


• SCR (Steel Catenary Riser) – Rígido, alta capacidade e vida útil

Função

• Conduzir produção, injeção ou exportação


• Absorver movimentos da unidade flutuante

Onde é conectado

• Inferior: PLEM
• Superior: Topside (turret / hang-off)

Para que serve

• Elevar os fluidos até a superfície

Quando é usado

• Durante toda a produção do campo

Por que é crítico

• Elemento mais solicitado mecanicamente


• Falha → shutdown imediato do campo

5. Riser Base / Porch


O que é

Estrutura instalada no fundo do mar que suporta, guia e protege o riser na sua conexão inferior.

Função

• Transferir cargas do riser para o solo


• Proteger o ponto de conexão

Onde é conectado

• Fundo do mar ↔ Riser ↔ PLEM

Para que serve

• Garantir estabilidade estrutural


• Facilitar instalação e inspeção
Quando é usado

• Em SCRs ou risers rígidos

Por que é crítica

• Ponto de maior concentração de tensões


• Essencial para integridade estrutural

6. Umbilical (SURF + SDS)


O que é

Linha subsea que transporta energia elétrica, hidráulica, sinais e químicos para controle e
operação do sistema.

Função

• Controle do SPS
• Injeção química
• Comunicação e monitoramento

Onde é conectado

• Topside ↔ UTA ↔ SDA ↔ SCM

Para que serve

• Operação remota e segura do campo

Quando é usado

• Durante toda a vida do campo

Por que é crítico

• Sem controle → poço inoperante


• Falha compromete produção e segurança

7. Bend Stiffener / Bend Restrictor


O que são

Dispositivos instalados na extremidade de linhas flexíveis para controle de curvatura.

Função

• Evitar curvatura excessiva


• Proteger contra fadiga

Onde são conectados

• Extremidades de risers e umbilicais


• Próximo ao PLEM ou topside

Para que servem

• Prolongar vida útil das linhas

Quando são usados

• Em conexões dinâmicas

Por que são críticos

• Protegem contra falhas por fadiga


• Essenciais para integridade mecânica

8. Buoyancy Modules
O que são

Módulos flutuantes fixados às linhas para controle de peso submerso e geometria.

Função

• Criar configurações Lazy Wave, Steep-S


• Reduzir tensões no riser

Onde são conectados

• Ao longo de risers e umbilicais

Para que servem

• Controlar curvatura e dinâmica

Quando são usados

• Em águas profundas e ultra-profundas

Por que são críticos

• Reduzem esforços dinâmicos


• Aumentam vida útil do sistema
9. Tie-in Spool
O que é

Trecho de tubulação instalado para conectar duas linhas subsea já posicionadas.

Função

• Ajuste dimensional
• Conexão final do sistema

Onde é conectado

• Entre PLET ↔ PLEM


• PLET ↔ Flowline

Para que serve

• Compensar tolerâncias de instalação

Quando é usado

• Etapa final do comissionamento

Por que é crítico

• Conexão final do escoamento


• Falha impede start-up do campo

10. Export Line


O que é

Linha subsea destinada ao escoamento da produção para fora do campo, geralmente até uma
planta de processamento ou terminal.

Função

• Transporte de óleo, gás ou multiphase

Onde é conectada

• Origem: PLEM / manifold


• Destino: Terminal / planta onshore

Para que serve

• Comercialização da produção

Quando é usada
• Após estabilização do sistema

Por que é crítica

• Principal rota de receita do campo


• Falha gera impacto econômico direto

PIPELINE SYSTEM
1. Pipeline – Duto Principal de Transporte
O que é

Sistema de dutos projetado para o transporte contínuo de fluidos (óleo, gás, água, multiphase)
entre unidades de produção, processamento ou exportação.

Função

• Transporte de grandes volumes a longas distâncias


• Conectar campos offshore a plantas onshore ou unidades flutuantes

Onde é conectado

• Origem: PLEM / manifold / unidade de processo


• Destino: Terminal onshore / FPSO / planta de processamento

Para que serve

• Viabilizar a produção e a exportação do campo

Quando é usado

• Após comissionamento do sistema de produção

Por que é crítico

• Principal rota de escoamento


• Falha → impacto ambiental, econômico e regulatório

2. Line Pipe – Elemento Básico do Duto


O que é

Tubo metálico individual (geralmente aço carbono) que compõe o pipeline.

Função

• Condução do fluido sob pressão e temperatura controladas

Onde é conectado

• Soldado a outros tubos durante a construção do pipeline

Para que serve

• Formar o corpo estrutural e hidráulico do duto

Quando é usado
• Desde a fabricação até toda a vida útil do pipeline

Por que é crítico

• Falha individual compromete todo o sistema


• Deve atender rigorosamente às normas mecânicas

3. Coating System – Sistema de


Revestimento
O que é

Conjunto de camadas aplicadas externamente (e às vezes internamente) ao line pipe para


proteção contra corrosão e danos mecânicos.

Função

• Isolamento do aço do ambiente marinho


• Redução de perdas térmicas (quando aplicável)

Onde é aplicado

• Ao longo de todo o pipeline


• Reparado nas field joints

Para que serve

• Prolongar a vida útil do duto

Quando é usado

• Desde a fabricação até a operação

Por que é crítico

• Falha no coating → corrosão acelerada


• Compromete a proteção catódica

4. Anodes (CP) – Proteção Catódica


O que são

Elementos metálicos sacrificiais (Al, Zn) instalados no pipeline para proteção eletroquímica
contra corrosão.

Função
• Impedir corrosão do aço do duto

Onde são conectados

• Soldados ou fixados externamente ao pipeline

Para que servem

• Manter o pipeline como cátodo do sistema

Quando são usados

• Durante toda a vida útil do duto

Por que são críticos

• Última barreira contra corrosão


• Falha → perfuração do duto ao longo do tempo

5. Field Joint
O que é

Região do duto onde ocorre a soldagem em campo entre dois line pipes e posterior reaplicação
do coating.

Função

• Garantir continuidade estrutural, hidráulica e anticorrosiva

Onde ocorre

• Durante lançamento (S-lay, J-lay, Reel-lay)

Para que serve

• Unir tubos formando o pipeline contínuo

Quando é usado

• Durante instalação offshore

Por que é crítico

• Região mais vulnerável à corrosão e fadiga


• Requer controle rigoroso de qualidade

6. Pig Launcher
O que é

Equipamento instalado no início do pipeline para inserção de pigs no sistema.

Função

• Lançar pigs de limpeza, inspeção ou separação

Onde é conectado

• Origem do pipeline (topside ou onshore)

Para que serve

• Limpeza interna
• Remoção de líquidos
• Inspeção (smart pigs)

Quando é usado

• Comissionamento
• Operação periódica

Por que é crítico

• Mantém integridade e eficiência do duto


• Essencial para inspeções internas

7. Pig Receiver
O que é

Equipamento localizado no final do pipeline para recepção e recuperação de pigs.

Função

• Receber pigs com segurança

Onde é conectado

• Extremidade final do pipeline

Para que serve

• Completar operações de pigging

Quando é usado

• Operação e manutenção
Por que é crítico

• Segurança operacional
• Evita danos ao sistema de processo

8. Isolation Valve
O que é

Válvula instalada ao longo do pipeline para isolamento operacional ou emergencial.

Função

• Seccionar o duto
• Conter vazamentos

Onde é conectada

• Em pontos estratégicos do pipeline


• Onshore ou subsea

Para que serve

• Reduzir volume liberado em caso de falha


• Facilitar manutenção

Quando é usada

• Emergências
• Operações planejadas

Por que é crítica

• Elemento chave de segurança


• Minimiza impactos ambientais

9. Expansion Loop / Anchor Block


O que são

Soluções estruturais para controle de dilatação térmica do pipeline.

• Expansion Loop – Curvatura controlada do duto


• Anchor Block – Estrutura fixa que restringe movimento

Função

• Absorver ou conter deslocamentos térmicos


Onde são instalados

• Trechos onshore ou rasos


• Próximo a mudanças de direção

Para que servem

• Evitar flambagem e falhas estruturais

Quando são usados

• Dutos com grande variação térmica

Por que são críticos

• Falha pode causar instabilidade lateral


• Impacta diretamente a integridade estrutural

10. Leak Detection System


O que é

Sistema de monitoramento contínuo para detecção precoce de vazamentos no pipeline.

Função

• Identificar perdas de contenção


• Acionar alarmes e shutdown

Onde é conectado

• Integrado ao sistema de controle (SCADA / MCS)

Para que serve

• Garantir segurança operacional e ambiental

Quando é usado

• Operação contínua 24/7

Por que é crítico

• Reduz tempo de resposta a vazamentos


• Atende exigências regulatórias e ambientais
IMR – Inspection, Maintenance & Repair

1. ROV (Work Class) – Principal Ferramenta


IMR
O que é

Veículo operado remotamente, de alta potência e capacidade, projetado para executar


intervenções mecânicas subsea.

Função

• Operação de válvulas
• Instalação e remoção de equipamentos
• Inspeção e reparos

Onde é conectado

• Superfície: IMR Vessel via TMS/LARS


• Subsea: Interfaces ROV-friendly (API 17H)

Para que serve

• Substituir mergulho humano em grandes profundidades


• Executar tarefas críticas com precisão

Quando é usado

• Inspeções, manutenções corretivas e intervenções planejadas

Por que é crítico

• Principal meio de intervenção subsea


• Sem ROV → sistema praticamente inacessível

2. ROV Tooling (Torque, Hot Stab, Cutter)


O que é

Conjunto de ferramentas hidráulicas e mecânicas acopladas ao ROV.

Função

• Torque Tool – Operação de válvulas e conectores


• Hot Stab – Injeção hidráulica/química
• Cutter – Corte de cabos, linhas e estruturas

Onde é conectado
• Braços manipuladores do ROV
• Painéis subsea padronizados

Para que serve

• Executar operações específicas de IMR

Quando é usado

• Durante intervenções subsea

Por que é crítico

• Permite atuação direta no SPS/SURF


• Falha limita severamente a operação

3. LARS – Launch and Recovery System


O que é

Sistema embarcado responsável pelo lançamento e recuperação segura do ROV.

Função

• Controlar descida e subida do ROV


• Compensar movimentos do navio

Onde é conectado

• Integrado ao IMR Vessel


• Interface direta com TMS/ROV

Para que serve

• Garantir segurança operacional


• Proteger ROV e tripulação

Quando é usado

• Toda operação de ROV

Por que é crítico

• Falha pode causar perda total do ROV


• Elemento-chave de segurança marítima

4. TMS – Tether Management System


O que é

Sistema intermediário que gerencia o tether entre ROV e superfície.

Função

• Reduzir esforços no cabo


• Aumentar alcance e controle do ROV

Onde é conectado

• Entre LARS e ROV


• Operando próximo ao fundo do mar

Para que serve

• Evitar emaranhamento e danos ao tether

Quando é usado

• Operações profundas ou complexas

Por que é crítico

• Garante estabilidade e manobrabilidade


• Protege comunicação e energia do ROV

5. Observation ROV
O que é

ROV de menor porte, focado em inspeções visuais e monitoramento.

Função

• Inspeção por vídeo


• Acompanhamento de instalação

Onde é conectado

• Superfície via cabo umbilical leve

Para que serve

• Avaliação rápida e econômica do sistema

Quando é usado

• Inspeções de rotina
• Pré e pós-intervenção
Por que é crítico

• Reduz custos de IMR


• Suporte visual essencial

6. AUV – Autonomous Underwater Vehicle


O que é

Veículo submarino autônomo, sem tether, programado para missões de longa duração.

Função

• Inspeção de grandes extensões


• Levantamentos batimétricos e geofísicos

Onde é conectado

• Programado no topside
• Opera independentemente

Para que serve

• Inspeções de pipelines e rotas extensas

Quando é usado

• Campanhas de inspeção periódica

Por que é crítico

• Alta eficiência e cobertura


• Reduz tempo de navio e custos

7. NDT Tools (UT, CP Survey)


O que são

Ferramentas de Ensaios Não Destrutivos aplicadas subsea.

• UT (Ultrasonic Testing) – Espessura


• CP Survey – Eficiência da proteção catódica

Função

• Avaliar integridade estrutural

Onde são conectadas


• Acopladas ao ROV
• Em contato direto com estruturas/dutos

Para que servem

• Detectar corrosão, perda de espessura e falhas

Quando são usadas

• Inspeções programadas (RBI / SIM)

Por que são críticas

• Base para decisões de manutenção


• Evitam falhas catastróficas

8. Cleaning Tools – Preparação de Conexões


O que são

Ferramentas mecânicas e hidráulicas para limpeza subsea.

Função

• Remover incrustações, biofouling e detritos

Onde são conectadas

• Braços do ROV
• Interfaces de conectores e hubs

Para que servem

• Preparar superfícies para conexão ou inspeção

Quando são usadas

• Antes de tie-ins, hot stab ou NDT

Por que são críticas

• Garante vedação e confiabilidade


• Evita falhas de conexão

9. Repair Clamp – Reparo de Dutos


O que é
Dispositivo mecânico instalado subsea para reparo de vazamentos ou danos em dutos.

Função

• Selar vazamentos
• Restaurar integridade estrutural

Onde é conectado

• Diretamente sobre o pipeline danificado

Para que serve

• Reparos emergenciais ou definitivos

Quando é usado

• Após detecção de vazamento ou dano

Por que é crítico

• Evita shutdown prolongado


• Reduz impacto ambiental

10. IMR Vessel – Plataforma de Operação


O que é

Navio especializado para operações de inspeção, manutenção e reparo subsea.

Função

• Suporte a ROV, AUV e ferramentas


• Plataforma de controle e lançamento

Onde é conectado

• Opera sobre o campo offshore


• Interface com SPS, SURF e pipelines

Para que serve

• Viabilizar todas as operações IMR

Quando é usado

• Durante todo o ciclo de vida do campo

Por que é crítico

• Sem IMR Vessel não há intervenção


• Elemento central da estratégia de integridade

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