Nascido de um ritual profano em meio aos ecos do Feywild, Amon é um
sátiro cuja essência foi corrompida e moldada pelo toque de um ser que não deveria
existir — Zhagnar, o Dragão da Corrupção, um temido e quase mítico Obsidian
Dragon. Zhagnar não era apenas um dragão de força incomparável, mas um senhor do
conhecimento proibido, um alquimista de horrores, e um mestre de experimentações
arcanas.
Amon foi capturado ainda jovem, escolhido por sua linhagem fey e por
possuir uma centelha mágica rara. Zhagnar o transformou em servo, cobaia e discípulo
— tudo ao mesmo tempo. Em seu corpo, magia foi gravada com garras incandescentes;
sua carne foi infundida com pó de escamas, sangue de criaturas do Abismo, e resinas do
Subterrâneo. Em sua alma, foi gravada a Marca do Dragão Aberrante, símbolo de
poder descontrolado.
Durante anos, Amon percorreu os caminhos esquecidos do mundo a mando
de Zhagnar — coletando ingredientes no Underdark, negociando com demônios no
Inferno, sendo forçado a engolir tomos alquímicos e reescrever a própria natureza com
poções que poucos ousariam tocar. Ainda assim, Zhagnar não era apenas um torturador.
Ele via em Amon uma extensão de si, e por isso lhe ensinava alquimia, magia, e o
verdadeiro significado do controle.
Mas dragões como Zhagnar fazem muitos inimigos. Numa noite
eternamente marcada em sua mente, a caverna laboratorial do dragão foi tomada por
chamas negras, trovões e gritos dracônicos. Um ataque brutal de outro dragão por
território e recursos mágicos estourou em meio à escuridão do subterrâneo. Amon,
ferido e sem saber o que fazer, tomou sua única chance de sobrevivência: uma poção de
teleporte instável que ele mesmo havia criado em segredo.
Ao bebê-la, foi rasgado do mundo que conhecia. O destino não foi gentil —
ele acordou em Barovia, uma terra envolta em névoas, maldições e algo até mais
sombrio que Zhagnar.