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Cálculo de Probabilidade e Variância

O documento aborda conceitos fundamentais de cálculo de probabilidade, incluindo definições de distribuição de variáveis aleatórias, esperança, variância e suas propriedades. A distribuição pode ser descrita por funções de probabilidade ou densidade, e a esperança é definida como a média ponderada dos valores possíveis. Além disso, são apresentados teoremas sobre a soma e o produto de variáveis aleatórias, bem como a variância e seu cálculo.
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Cálculo de Probabilidade e Variância

O documento aborda conceitos fundamentais de cálculo de probabilidade, incluindo definições de distribuição de variáveis aleatórias, esperança, variância e suas propriedades. A distribuição pode ser descrita por funções de probabilidade ou densidade, e a esperança é definida como a média ponderada dos valores possíveis. Além disso, são apresentados teoremas sobre a soma e o produto de variáveis aleatórias, bem como a variância e seu cálculo.
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52 cálculo de probabilidade

Axioma 3. Se B1 , B2 , . . . ∈ B são disjuntos, então

P X (∪ Bn ) = P ( X ∈ ∪ Bn ) = P (∪ [ X ∈ Bn ]) =

= ∑ P ( X ∈ Bn ) = ∑ P X ( Bn ) .
n n

3.24 Definição A probabilidade P X , definida na σ-álgebra de Borel por P X ( B) =


P( X ∈ B), é denominada distribuição de X.

Nos casos discreto e contínuo, podemos descrever a distribuição por meio


da função de probabilidade ou densidade:

3.25 Proposição
1 Se a variável aleatória X é discreta e toma valores somente no conjunto
{ x1 , x2 , . . .}, então

P X ( B) = ∑ P ( X = xi ) = ∑ p ( xi ) , para todo B ∈ B .
xi ∈ B xi ∈ B

2 Se X é absolutamente contínua com densidade f ( x ), então


Z
P X ( B) = f ( x )dx, para todo B ∈ B .
B

A distribuição de X é determinada por qualquer das seguintes funções:


1 A função de distribuição FX .

2 A densidade f ( x ), se X é absolutamente contínua.

3 A função de probabilidade p ( xi ), no caso discreto.

Para conhecer a distribuição de X, tanto faz conhecer qualquer das suas


representações. Costuma-se escolher a representação mais conveniente para
descrever a distribuição de uma dada variável aleatória. No caso contínuo,
esta é geralmente a densidade.

3.4 Esperança

3.26 Definição Definimos a esperança ou valor esperado de uma variável ale-


atória como:
□ E[ X ] = ∑ x xp( x )
variáveis aleatórias 53

R +∞
□ E( X ) = −∞ x f ( x ) dx

A esperança E[ X ] é a média ponderada dos possíveis valores. Outro modo


de ver a esperança é como o centro de gravidade de um conjunto de partículas
cuja x-ésima partícula esta na posição x e tem massa p( x ).

3.27 Exemplo Determine o valor esperado quando rolamos um dado honesto. de-
nominado
1 2 3 4 5 6
E[ X ] = + + + + +
6 6 6 6 6 6

3.28 Exemplo Seja X uma variável aleatória que pode receber os valores −2, −
1,0,1 e 3 com respectivas probabilidades

P[ X = −2] = 0,2 P[ X = −1] = 0,4 P[ X = 0] = 0,2 P[ X = 1] = 0,1 P[ X = 3] = 0,1

Calcule E[ X 2 ] e E[ X ]2 ◁

3.29 Teorema Seja X uma variável aleatória, e g : R → R. Então a esperança de


g( X ) é dada por
E[ g( X ) = ∑ g( x ) p( x )
x

sempre que a última soma estiver bem definida.

Demonstração.

E[ g( X )] = ∑ yP[ g(X ) = y] = ∑ y ∑ P[ X = x ] (3.1)


y y x:g( x )=y

= ∑ ∑ yP[ X = x ] = ∑ ∑ g( x )P[ X = x ] (3.2)


y x:g( x )=y y x:g( x )=y

= ∑ g( x )P[ X = x ] (3.3)
x □

3.30 Corolário Se a e b são constantes então

E[ aX + b] = aE[ X ] + b

Para duas variáveis aleatórias X e Y no mesmo espaço amostral, podemos


definir novas variáveis aleatórias X + Y, X · Y, etc. como

( X + Y )(ω ) = X (ω ) + Y (ω ), e ( XY )(ω ) = X (ω )Y (ω ).

3.31 Teorema
E [ X + Y ] = E [ X ] + E [Y ]
54 cálculo de probabilidade

3.32 Teorema Se as variáveis aleatórias X e Y são independentes e E[ X ] e E[Y ]


são finitos, então E[ XY ] está bem definida e satisfaz

E[ XY ] = E[ X ]E[Y ].

3.33 Definição Definimos o n-ésimo momento da variável aleatória X como

E[ X n ] := ∑ xn p( x )
No caso contínuo temos:
Z +∞
Var( X ) = ( x − E( X ))2 f ( x ) dx = E( X 2 ) − E( X )2 .
−∞

3.5 Variância

A variância de uma variável aleatória é concebida para medir de que ma-


neira os resultados de uma variável aleatória estão espalhados Uma maneira
de fazer isso é olhar para o desvio "médio"da esperança, que é a esperança
de | X − E[ X ]|. Acontece que é mais conveniente para olhar para quadrado
( X − E( X ))2 em vez disso.
Uma vez que não faz muito sentido falar de desvio em relação à esperança
quando essa esperança é infinita no restante desta seção, assumimos que as
esperanças das variáveis aleatórias envolvidos são todos finitos.

3.34 Definição Definimos a variância de uma variável aleatória X, de esperança


finita µ como
Var[ X ] = E[( x − µ)2 ]

O desvio padrão σ( X ) de X é definido como a raiz quadrada da variância,


q
σ(X ) = Var[ X ].

3.35 Proposição
Var[ X ] = E[ X 2 ] − (E[ X ])2

Demonstração. Escreveremos E( X ) = µ. Então temos:

Var[ X ] = E( X 2 − 2µX + µ2 ) (3.4)

= E( X 2 ) − 2µE( X ) + µ2 (3.5)

= E( X 2 ) − 2µ2 + µ2 = E( X 2 ) − µ2 . (3.6)

variáveis aleatórias 55

3.36 Exemplo Determine a variância de um dado honesto. denominado

1 1 1 1 1 1 91
E[ X 2 ] = 1 + 4 + 9 + 16 + 25 + 36 =
6 6 6 6 6 6 6

7
Como E[ X ] = temos que
2

35
Var[ X ] =
12

3.37 Exemplo Considere o experimento de jogar 5 moedas honestas. Se H repre-


sentar o número de caras que aparecerem. Calcule a esperança e a variância de
H.
Lembramos que
15 1
P ( X = 0) = =
2 32
  5
5 1 5
P ( X = 1) = =
1 2 32
  5
5 1 10
P ( X = 2) = =
2 2 32
  5
5 1 10
P ( X = 3) = =
3 2 32
  5
5 1 5
P ( X = 4) = =
4 2 32
  5
5 1 1
P ( X = 5) = =
5 2 32
Logo a esperança é

5 10 10 5 1 80 5
E[ H ] = 1 +2 +3 +4 +5 = =
32 32 32 32 32 32 2

Para o calculo da variância começaremos calculando

5 10 10 5 1 15
E[ H 2 ] = 1 + 4 + 9 + 16 + 25 =
32 32 32 32 32 2

Logo a variância é
15 25 5
Var[ X ] = − =
2 4 4

3.38 Teorema Dadas X e Y variáveis aleatoriamente e a, b ∈ R então

a Var( aX + b) = a2 Var( X ).

b Var( X + Y ) = Var( X ) + Var(Y ) + 2(E( XY ) − E( X )E(Y )). Em par-


56 cálculo de probabilidade

ticular, se X e Y são independentes, então

Var( X + Y ) = Var( X ) + Var(Y )

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