Fábulas: Jabuti, Raposa, Onça e Bode
Fábulas: Jabuti, Raposa, Onça e Bode
Tudo
calado.
Jabuti meteu-se pela sua toca adentro, assoprou
Só saíam moscas do fundo da toca.
na flauta, e pôs-se a dançar:
O jabuti abriu a boca da toca, e disse:
“Tin, tin, tin,
— Esta diaba já morreu!
Olô, olô, olô”
O Jabuti puxou-a para fora:
Veio a raposa, e gritou por ele:
— Eu bem te tinha dito, raposa! Tu não eras
— Ó jabuti!
forte o suficiente para medires forças comigo! O
O jabuti respondeu:
jabuti deixou-a ficar e foi-se embora.
— Oi! Vamos, raposa! Quem vai adiante?
A raposa disse: Fonte: [Link]
— Tu, jabuti!
— Está bom, raposa. Quantos anos são
precisos?
A raposa respondeu:
— Dois anos.
Então a raposa fechou o jabuti no fundo da toca.
Depois que acabou de o fechar, disse:
— Adeus, jabuti, vou-me embora.
De ano em ano, vinha falar com o jabuti;
chegava à boca da toca, e chamava por ele:
— Ó jabuti!
O jabuti respondia:
— Ó raposa! Já estarão amarelas as frutas do
taperebá?
A raposa respondia:
— Ainda não, jabuti; agora os taperebazeiros
estão apenas em flor. Adeus, jabuti, ainda me
vou desta vez.
Quando foi o tempo do jabuti sair, a raposa
veio, chegou à boca da toca, e chamou.
O jabuti perguntou:
— Já estão amarelas as frutas do taperebá?
A raposa respondeu:
— Agora, sim, jabuti. Agora em verdade já estão
embaixo da árvore grande uma porção delas.
O jabuti saiu e disse:
— Entra agora, raposa!
A raposa respondeu:
— Quantos anos são precisos, jabuti?
O jabuti respondeu:
— Quatro anos, raposa.
O jabuti meteu a raposa no fundo da toca e foi-
se embora.
Um ano depois o jabuti voltou para falar com a
raposa, chegou à boca da toca e chamou:
— Ó raposa!
A raposa respondeu:
— Já estarão amarelos os ananases, jabuti?
O jabuti respondeu:
— Ora! Ainda não estão, raposa. Ainda andam
agora a roçar. Eu vou-me embora! Adeus, amiga
raposa.
Dois anos depois, o jabuti voltou e chamou:
— Ó raposa!
2. A Onça e o Bode — Amigo bode, quando você me vir franzir o
couro da testa, eu estou com raiva, tome
Uma onça queria fazer uma casa e achou um
sentido!
lugar onde tirou o mato para ali fazer a sua
casa. — Eu, amiga onça, quando você me vir balançar
as minhas barbinhas ali nas goteiras e dar um
O bode, que também andava com vontade de
espirro, você fuja, que eu não estou de
fazer uma casa, foi procurar um lugar, e,
brincadeira.
chegando no que a onça tinha aberto espaço no
mato, disse: Depois a onça saiu, dizendo que ia buscar de
comer. Lá, por longe de casa, pegou um grande
— Bravo! Que belo lugar para levantar a minha
bode e, para fazer medo ao seu companheiro,
casa!
matou-o, e entrou com ele pela casa adentro.
O bode cortou logo umas palhas e fixou naquele Atirou-o no chão e disse:
lugar. Depois se foi embora.
— Está aqui, amigo bode, esfole e trate para
No dia seguinte, a onça lá chegando e vendo as nós comer.
palhas, disse:
O bode, quando viu aquilo, disse lá consigo:
— Oh! Quem me está ajudando?! Bravo, é Deus “Quando este, que era tão grande, você matou,
que está me ajudando! quanto mais a mim!”
Começou a armar todas as palhas, e foi-se. No outro dia ele disse à onça:
O bode, quando veio de novo, admirou-se e — Agora, amiga onça, quem vai buscar de
disse: comer sou eu.
— Oh! Quem está me ajudando?! É Deus que E largou-se. Chegando longe, avistou uma onça
está me protegendo. bem grande e gorda, disfarçou e pôs-se a tirar
cipós no mato. A onça veio chegando, e, vendo
Botou logo a armação do telhado na casa, e foi- aquilo, disse:
se.
— Amigo bode, para que tanto cipó?
Vindo a onça, ainda mais se espantou, e botou
as ripas e os enchimentos e retirou-se. — Para quê?! O negócio é sério, trate de si… O
mundo está para acabar, e é com dilúvio…
O bode veio, e levantou a casa e foi-se. A onça — O que está dizendo, amigo bode?
veio e cobriu. O bode veio e tapou. Assim foram,
cada um por sua vez, aprontando a casa. — É verdade. E você, se quiser escapar, venha
Finalizada, veio a onça, fez a sua cama e meteu- se amarrar, que eu já me vou.
se dentro. Logo depois chegou o bode, e, vendo
A onça foi, e escolheu um pau bem alto e
a outra, disse:
grosso, pedindo ao bode para que a amarrasse.
— Não, amiga, esta casa é minha, porque fui eu O bode amarrou-a perfeitamente e, quando a
quem fixei as palhas, armei o telhado, levantei, viu bem segura, meteu-lhe o cacete, até matá-
e tapei. la. Depois arrastou-a.
— Não, amigo, respondeu a onça, a casa é Chegou em casa, largou-a no chão, dizendo:
minha, porque fui eu que retirei o mato do
— Está aqui. Se quiser esfole e trate.
lugar, botei as travessas, as ripas, os
enchimentos, e o cobri. A onça ficou espantada e com medo. Ambos
temiam um ao outro.
Depois de um tempo, a onça, que estava com
vontade de comer o bode, disse: Certo dia, o bode estava tomando ar fresco e
olhou para a onça, ela estava com o couro da
— Mas não haja briga, amigo bode, nós dois
testa franzido. Ele teve receio, abalou as barbas
podemos ficar morando na casa.
e largou um espirro. Logo correram cada um
O bode aceitou, mas com muito medo. O bode para seu lado.
armou a sua rede bem longe da onça. No outro
E ainda hoje correm de medo um do outro…
dia a onça disse:
Fonte: [Link]
- Mas filha, a lua não pode ser só tua, ela é de
toda a gente que gosta de a admirar
Numa certa noite como em muitas outras, Íris e Com uma escada eu nunca conseguiria, e a
o seu pai António, sentavam-se no nossa é muito pequena.
alpendre de sua casa e deslumbravam-se com a - Pedes outra escada ao Sr. Justino, o vizinho…
noite salpicada de estrelas que se
- Eu não vou agora pedir uma escada ao Sr.
expunham por cima deles. Íris amorfadava cada Justino.
uma delas com os seus olhos de
- Por favor Papá!
devorar o mundo e guardava na sua cabeça
O seu olhar esbugalhado, quase envolto em
para mais tarde as contemplar nos seus
lágrimas para acentuar o seu desejo,
sonhos.
fizeram derreter o coração deste pai que se viu
Em absoluto silencio a admiração em redor envolto numa tarefa para demonstrar o
daquele céu tão iluminado fazia a pequena
amor que tinha pela sua filha, porque pedidos
menina a divagar em desejos porque, as impossíveis não existem, existem sim, é
estrelas ela guardava religiosamente debaixo
empenhos fúteis.
da sua alçada, mas o seu desejo era maior que
- Espera aqui por mim e não saias daí…
suas mãos, ela queria mais…
- Vais dar-ma?
- Papá eu queria te pedir uma coisa!
- Vou ver se posso!
Dito em plena melancolia como só uma criança
sabe pedir, o pai já adivinhava Levantou-se e pousou suavemente a sua filha,
despedindo-se com um leve toque nas
um pedido impossível que teria de tentar
concretizar para deleite da luz de seus olhos. suas tranças. A mãe acercava-se á porta
olhando a silhueta do marido a dirigir-se para
- Diz minha linda.
a garagem.
Tudo o que pedires o Papá te dará.
-Mamã, Mamã! O Papá vai dar-me a lua!
- O céu hoje esta tão lindo, não está?
Íris correu para a sua mãe em tamanha alegria
- Sim, tantas luzinhas que se estendem por todo
abraçando-a pela sua cintura
o lado…
enquanto os olhos da mãe deixavam cair uma
- Papá. Dá-me a lua.
pequena lágrima que prontamente
Quero a lua só para mim…
secou com as mangas da camisola.
Aquele pedido deixou-o estático, a sua mente
Um chiar intenso rasgava o silêncio daquela
elaborava atalhos para fugir de tamanho
noite, era António que carregava uma
trabalho, como iria ele desencantar outro
escada de alumínio que com grande maneio
pedido para que a sua filha esquecesse a lua.
esticou e encostou à fachada de sua
casa. Cláudia olhava-o com esperança de ouvir - Preciso de escadas, não conhece quem as
a justificação para aquilo, mas a sua tenha?
- Empresta-me a sua escada, por um momento. o atropelo da multidão que clamava o seu
nome, incentivando o seu desejo.
- Vens pedir uma escada a esta hora da noite?
Íris olhava com sua mãe a escalada que talvez
- Sim eu sei que é um pouco estranho mas a fosse a ultima para António.
minha filha quer a lua e eu quero dar-lha!
- O Papá demora tanto tempo a chegar lá…
Resmungando pelo caminho, Justino lá
emprestou a sua escada que se encontrava na - Filha, a lua está muito longe, não te
preocupes, em breve ele chega.
sua oficina.
António exausto, descia a pouco e pouco a
António correu até casa e escalou a sua escada que instalou até à pérola desejada
enquanto amparava o peso da escada de
por sua filha, ao tocar no solo soltou um grito de
Justino que batia incessantemente nos degraus, triunfo:
António abriu a escada e apoiou os
- Consegui, eu consegui querida!
pés em cima da escada pousada e equilibrou-a,
mas precisava de mais, só duas não A pequena arregalou seus olhos cor de avelã e
iluminou-se com um sorriso que atingiu
chegavam para atingir o seu objectivo. Desceu
a toda à pressa e olhou fixamente para toda a multidão que se acotovelava no seu
jardim.
Justino que o seguira, incrédulo no trabalho do
vizinho. - Dá-ma Papá!
Para decidirem a questão, fizeram uma aposta. Quando Narciso morreu o lago de seu prazer
Havia duas estradas; então, o veado disse que mudou de uma taça de águas doces para uma
aquele que chegasse primeiro ao fim delas, se taça de lágrimas salgadas, e as oréades vieram
casaria com a moça. Quando ele cantasse, o chorando pela mata com a esperança de cantar
sapo deveria responder. Ficou tudo combinado e e dar conforto ao lago.
cada qual seguiu por sua estrada. E quando elas viram que o lago havia mudado
O veado estava muito alegre, julgando ser ele de uma taça de águas doces para uma taça de
quem ganhava a aposta. No entanto, o sapo, lágrimas salgadas, elas soltaram as verdes
muito sabido, reuniu todos os sapos, um atrás tranças de seus cabelos e clamaram: “Nós
do outro, em toda a extensão do caminho. Ele entendemos você chorar assim por Narciso, tão
ordenou que aquele que ouvisse o veado cantar belo ele era.”
e estivesse mais perto dele, respondesse. E foi “E Narciso era belo?”, disse o lago.
se colocar lá no fim da estrada.
“Quem pode sabê-lo melhor que você?”,
Os sapos todos ficaram alertas e quando o responderam as oréades. “Por nós ele mal
veado cantava: passava, mas você ele procurava, e deitava em
— Laculê, laculê, laculê suas margens e olhava para você, e no espelho
de suas águas ele refletia sua própria beleza.”
O sapo que estava mais perto respondia:
E o lago respondeu, “Mas eu amava Narciso
— Gulugubango, bango lê. porque, quando ele deitava em minhas margens
O veado corria, corria e voltava a gritar: e olhava para mim, no espelho de seus olhos eu
via minha própria beleza refletida”.
— Laculê, laculê, laculê.
Fonte: [Link]
agora-mesmo/
O sapo que estava mais perto respondia:
O jabuti deu uma risada, e disse: “Pensavas que Quando chegaram no palácio, o rei ficou muito
agarravas a minha perna e agarraste a raiz do contente e satisfeito, porque o velho tinha
pau!” cumprido o que havia ordenado sob pena de
morte. A moça ficou no palácio e o rei disse-lhe
A onça disse-lhe: “Deixa-te estar!” que ela podia escolher e levar para casa a coisa
Largou então a perna do jabuti. de que mais lhe agradasse dali.
O jabuti riu-se uma segunda vez, e disse: Na ocasião do jantar, a moça deitou um bocado
— De fato era a minha própria perna. de dormideira no copo de vinho do rei e chamou
os criados e mandou preparar uma carruagem.
A grande tola da onça esperou ali, tanto Quando o rei tomou o vinho, deu-lhe logo muito
esperou, até que morreu. sono e foi dormir. A carruagem já estava
Fonte: [Link] preparada e a moça mandou os criados botarem
comentados/ o rei dentro e largou-se para casa.
– Me diga uma coisa, sua mãe não vai brigar O que é que não percebes? disse a mãe por
com você por causa dessa garapa? dizer, no fim da carreira, aproveitando a deixa
para rasgar o silêncio ruidoso em que alguém
– Briga não senhor. Ela não quer mais essa
espancava alguém com requintes de malvadez.
garapa, porque tinha uma barata morta dentro
do pote. – Isto, por exemplo.
– Isto o quê?
Surpreso e revoltado, o padre atirou a cabaça
– Sei lá. A vida, disse a criança com seriedade.
no chão e está quebrou-se em mil pedaços, e
exclamou: O pai dobrou o jornal, quis saber qual era o
problema que preocupava tanto a filha de oito
– Moleque danado, por que não me avisou
anos, tão subitamente. Como de costume
antes?
preparava-se para lhe explicar todos os
O menino olhou desesperado para o padre, e problemas, os de aritmética e os outros.
então disse em tom de lamento:
– Tudo o que nos dizem para não fazermos é
– Agora sim eu vou levar uma surra das mentira.
grandes, o senhor acaba de quebrar a cabaça – Não percebo.
que a vovó usa para fazer xixi dentro! – Ora, tanta coisa. Tudo. Tenho pensado muito
e… dizem-nos para não matar, para não bater.
Fonte: [Link]
Até não beber álcool, porque faz mal. E depois a
televisão… nos filmes, nos anúncios… Como é a
vida, afinal? Quando a linda moça chegou à casa, a mãe
– A mão largou o tricô e engoliu em seco. O pai reclamou da demora.
respirou fundo como quem se prepara para uma – Peço-lhe perdão, minha mãe – disse a
corrida difícil. pobrezinha -, por ter demorado tanto.
– Ora vejamos, disse ele olhando para o teto em E, dizendo essas palavras, saíram-lhe da boca
busca de inspiração. A vida… duas rosas, duas pérolas e dois enormes
Mas não era tão fácil como isso falar do diamantes.
desrespeito, do desamor, do absurdo que ele – O que é isso? – disse a mãe espantada -, acho
aceitara como normal e que a filha, aos oito que estou vendo pérolas e diamantes saindo da
anos, recusava. sua boca. De onde é que vem isso, filha? Era a
– A vida…, repetiu. primeira vez que a chamava de filha.
As agulhas do tricô tinham recomeçado a A pobre menina contou-lhe honestamente tudo
esvoaçar como pássaros de asas cortadas. o que tinha acontecido, não sem pôr para fora
uma infinidade de diamantes.
Fonte: [Link]
agora-mesmo/
– Nossa! – disse a mãe -, tenho de mandar
minha filha até a fonte.
– Filha, venha cá, venha ver o que está saindo
9. As Fadas
da boca de sua irmã quando ela fala; quer ter o
Era uma vez uma viúva que tinha duas filhas. mesmo dom? Pois basta ir à fonte, e, quando
uma pobre mulher lhe pedir água, atenda-a
A mais velha se parecia tanto com ela, no educadamente.
humor e de rosto, que quem a via, enxergava a
própria mãe. Mãe e filha eram tão – Só me faltava essa! – respondeu a mal-
desagradáveis e orgulhosas que ninguém as educada- Ter de ir até a fonte!
suportava. – Estou mandando que você vá – retrucou a
mãe -, e já.
A filha mais nova, que era o retrato do pai, pela
doçura e pela educação, era, ainda por cima, a Ela foi, mas reclamando. Levou o mais bonito
mais linda moça que já se viu. jarro de prata da casa.
Como queremos bem, naturalmente, a quem se Mal chegou à fonte, viu sair do bosque uma
parece conosco, essa mãe era louca pela filha dama magnificamente vestida, que veio lhe
mais velha. E tinha, ao mesmo tempo, uma pedir água.
tremenda antipatia pela mais nova, que comia Era a mesma fada que tinha aparecido para a
na cozinha e trabalhava sem parar como se irmã, mas que surgia agora disfarçada de
fosse uma criada. princesa, para ver até onde ia a educação
Tinha a pobrezinha, entre outras coisas, de ir, daquela moça.
duas vezes por dia, buscar água a meia légua – Será que foi para lhe dar de beber que eu vim
de casa, com uma enorme moringa, que voltava aqui? – disse a grosseira e orgulhosa. – Se foi,
cheia e pesada. tenho até um jarro de prata para a madame!
Um dia, nessa fonte, lhe apareceu uma pobre Tome, beba no jarro, se quiser.
velhinha, pedindo água: – Você é muito mal-educada – disse a fada, sem
– Pois não, boa senhora – disse a linda moça. ficar brava.
E, enxaguando a moringa, tirou água da mais – Pois muito bem! Já que é tão pouco cortês, seu
bela parte da fonte, dando-lhe de beber com as dom será o de soltar pela boca, a cada palavra
próprias mãos, para auxiliá-la. que disser, uma cobra ou um sapo.
A boa velhinha bebeu e disse: Quando a mãe a viu chegar, logo lhe disse:
– Você é tão bonita, tão boa, tão educada, que – E então, filha?
não posso deixar de lhe dar um dom. Na – Então, mãe! – respondeu a mal-educada,
verdade, essa mulher era uma fada, que tinha soltando pela boca duas cobras e dois sapos.
tomado a forma de uma pobre camponesa para
ver até onde ia a educação daquela jovem. – Meu Deus! – gritou a mãe -, o que é isso? A
culpa é da sua irmã, ela me paga. E
– A cada palavra que falar – continuou a fada -, imediatamente ela foi atrás da mais nova para
de sua boca sairão uma flor ou uma pedra espancá-la.
preciosa.
A pobrezinha fugiu e foi se esconder na floresta empregada preparou as macaxeiras e a mulher
mais próxima. ceou com café́.
O filho do rei, que estava voltando da caça, Nisto caiu um pé́ d’água muito forte. A
encontrou-a e, vendo como era linda,
empregada estava tirando os pratos da mesa,
perguntou-lhe o que fazia ali tão sozinha e por
que estava chorando. quando o dono da casa foi entrando pela porta
a dentro. A mulher foi vendo o marido e
– Ai de mim, senhor, foi minha mãe que me dizendo:
expulsou de casa.
Oh, marido! Com esta chuva tão grossa você
O filho do rei, vendo sair de sua boca cinco ou
veio tão enxuto!?” Ao que ele respondeu: “Se a
seis pérolas e outros tantos diamantes, pediu-
lhe que lhe dissesse de onde vinha aquilo. chuva fosse tão grossa como a tapioca que vós
almoçastes, eu viria tão ensopado como o
Ela lhe contou toda a sua aventura. O filho do capão que vós jantastes; mas como ela foi fina
rei apaixonou-se por ela e, considerando que tal
como os beijus que vós merendastes, eu vim
dom valia mais do que qualquer dote, levou-a
ao palácio do rei, seu pai, onde se casou com tão enxuto como a macaxeira que vós ceastes.”
ela. A mulher teve uma grande vergonha e deixou-
se de dengos.
Quanto à irmã, a mãe ficou tão irada contra ela
que a expulsou de casa. Fonte: [Link]
E a infeliz, depois de muito andar sem encontrar comentados/
História da numeração
A numeração romana
Origem do ângulo