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Diagnóstico e Tratamento de Lesões Brancas

O documento aborda lesões brancas na cavidade oral, suas classificações, diagnósticos e tratamentos, destacando a importância do diagnóstico precoce para prevenir câncer bucal. As lesões são divididas em necróticas e ceratóticas, com exemplos como candidíase e líquen plano, e enfatiza a necessidade de biópsia para um diagnóstico definitivo. Além disso, discute estratégias de prevenção ao câncer oral e condições potencialmente malignas associadas a fatores de risco sistêmicos e locais.

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garcia23dentista
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Diagnóstico e Tratamento de Lesões Brancas

O documento aborda lesões brancas na cavidade oral, suas classificações, diagnósticos e tratamentos, destacando a importância do diagnóstico precoce para prevenir câncer bucal. As lesões são divididas em necróticas e ceratóticas, com exemplos como candidíase e líquen plano, e enfatiza a necessidade de biópsia para um diagnóstico definitivo. Além disso, discute estratégias de prevenção ao câncer oral e condições potencialmente malignas associadas a fatores de risco sistêmicos e locais.

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🦷 Lesões Brancas 🦷

Definição
❖ Lesões que apresentam a cor branca, todas estas fazem diagnóstico
diferencial com a leucoplasia… Quase toda, biópsia incisional

Diagnóstico (Princípios para todas as lesões)


❖ Feito através do exame clínico, anamnese (idade, gênero, quando a lesão começou,
se o paciente tem hábitos que possam ser a causa da lesão…);
❖ Realizar o exame físico (ver a cor, tamanho…);
❖ Biópsia e encaminhamento para o histo patológico, para saber o correto diagnóstico.

Classificação das Lesões Brancas


❖ Necróticas : Coloração branca por conta de células, bactérias, resíduos na
superfície dos tecidos; geralmente são sintomáticas (dor, ardência ,queimação) e
podem estar associadas a algum tipo de agressão… Como é causada por resíduos
acima da superfície, essas lesões se permitem ser [Link] : Cândida
(candidíase pseudomembranosa) Queimaduras...

❖ Ceratóticas : Quantidade excessiva de ceratina na superfície, é assintomática. Está


mais associada a traumas(como mordidas, restaurações mal feitas,aparelhos orto,
lesionando a mucosa, próteses…) e irritações crônicas constantes… Não são
destacáveis. Exemplo : Linha Alba…

Como chegar ao Diagnóstico de uma Lesão Branca


❖ Raspou ? - Sim - Necrótica -Cândida - Antifúngico - Cicatrização
Não Cândida - Paliativos - Cicatrização

❖ Raspou ? - Não - Ceratótica traumática - remover trauma - cicatrização


Não traumática - biópsia

Lesões Brancas

Nevo Branco Esponjoso (É ceratótica)


❖ Não é tão comum;
❖ Faz diagnóstico diferencial com a Leucoplasia;
❖ Afeta todas as mucosas(boca, nariz, genitálias), a mucosa pode estar rugosa;
❖ Alteração genética que produz grande quantidade de ceratina e surge na infância;
❖ Assintomática;
❖ Não precisa de tratamento e Biópsia para diagnóstico definitivo.
Hiperceratose (É ceratótica)
❖ Hiperplasia (de ceratina) por conta de um trauma crônico ;
❖ Remoção do trauma = diminuição da lesão;
❖ Biópsia caso a lesão não suma após remoção da causa;
❖ Anamnese para saber se a biópsia é necessária (hábitos do paciente, grupos de
risco…), mas normalmente é feita;
❖ Pode haver uma leucoplasia associada.

Líquen Plano (É ceratótica) (Condição Potencialmente Maligna)


❖ Doença dermatológica autoimune comum : pode ou não acometer a cavidade oral
(boca e pele, ou só na boca);
❖ Afeta mais mulheres, e homens de meia idade (3m:2H);
❖ Sinal patognomônico : Estrias de Wickham ↔️
❖ Forma reticular : assintomática (não precisa de tratamento);
❖ Forma erosiva : sintomática e erosiva (dói, tratar com corticoide);
❖ Monitorar o paciente a cada 3 a 6 meses; Candidíase pode estar associada…
❖ Diagnóstico por exclusão : bochechos com corticóides por 3 dias, se as estrias
sumirem ou diminuírem não é necessária a biópsia. Forma erosiva pode se
apresentar como gengivite descamativa (que gera : eritema, dor e sensibilidade
gengival). Uso de antifúngico se a Candidíase estiver associada…

Linha Alba
❖ Lesão traumática;
❖ É diferente do hábito de ficar mordendo a bochecha…
❖ Em contato com a linha de oclusão;
❖ Pode desenvolver uma leucoplasia, logo, ficar de olho…
❖ Não precisa de tratamento, porém, ela pode desaparecer com tratamento
ortodôntico.

Leucoedema
❖ Anormalidade;
❖ Não precisa de tratamento;
❖ Faz diagnóstico diferencial com leucoplasia e líquen plano;
❖ Intracelular, ao esticar a mucosa ele desaparece;
Candidíase - Cândida
❖ Pacientes com imunidade baixa;
❖ Relacionada à imunossupressão e uso de antibióticos;
❖ Candida Albicans = principal agente etiológico;
❖ Tratamento (para qualquer tipo de candidíase) = antifúngicos;

Pseudomembranosa
❖ Placa branca, cremosa e destacável;
❖ Paciente pode relatar sensação de queimação e mal hálito;
❖ Afeta com mais frequência : mucosa jugal, língua e palato;
❖ Relacionada à imunossupressão e uso de antibióticos

Eritematosa
❖ Não é lesão branca, e sim vermelha… Não é destacável a raspagem;
❖ Sensação de queimação e ardência;
❖ Mucosa jugal, língua e palato duro(mais na região posterior dessas áreas)
❖ Relacionada à imunossupressão e uso de antibióticos xerostomia e causa idiopática;

Glossite Romboidal Mediana ou Atrofia Papilar Central


❖ Região avermelhada e atrófica no meio da língua (mais comum em posterior);
❖ Assintomática, de causa idiopática;

Multifocal Crônica
❖ Placas vermelhas associadas a placas brancas;
❖ Região posterior de palato, dorso da língua e comissura labial;

Queilite Angular
❖ Conhecida com ‘’boqueira’’;
❖ Comissura labial;
❖ Paciente relata dor na hora de comer, queimação e ardência;
❖ Relacionada à imunossupressão e perda da DV, também de causa idiopática;

Estomatite Protética
❖ Associada ao uso de próteses;
❖ Lesões vermelhas embaixo da prótese;
❖ Associada a Candidíase atrófica crônica, lesões vermelhas;
❖ Pode ser causada sem candidíase : próteses mal adaptadas e mal confeccionadas
e alergia ao material acrílico. Além de poder apresentar o fungo apenas na
prótese.Má higiene, falta de cuidado com a prótese…
❖ Tratamento : confeccionar nova prótese e usar antifúngico para prevenir a
candidíase em caso de ser uma Estomatite Protética e não uma Candidíase Atrófica
Crônica. Prótese mergulhada em água + água sanitária à noite. Bochechos
antifúngicos 4x ao dia…
● CANDIDÍASE ASSOCIADA A PRÓTESE NOME : ATRÓFICA CRÔNICA
● CANDIDÍASE ATRÓFICA CRÔNICA PODE CAUSAR ESTOMATITE
PROTÉTICA…

Candidíase Hiperplásica
❖ Única forma de candidíase que a LESÃO BRANCA NÃO É DESTACÁVEL;
❖ Se parece com uma leucoplasia, pois é não é destacável;
❖ Pode ser uma leucoplasia contaminada com a cândida ou;
❖ Assintomática;
❖ Mucosa jugal anterior e borda lateral de língua;

👍
❖ Relacionada à imunossupressão, e idiopática…
❖ Se usar o antifúngico e ela sumir =
❖ Se usar o antifúngico e ela não sumir = fazer biópsia…
❖ Fazer diagnóstico diferencial com Leucoplasia, Leucoplasia Pilosa (Vírus da
Mononucleose infecciosa)

Tratamento das Candidíases é o mesmo


❖ Nistatina : barato, facilmente encontrado;
❖ Miconazol gel oral : tratamento ouro (associar com a nistatina em caso de
estomatite, a ação dos dois é por contato = usar várias vezes ao dia, no mínimo 4x
ao dia)

❖ Para infecções graves, usar os antifúngicos sistêmicos : itraconazol e fluconazol


(mais comum em pacientes em tratamento de câncer com muita imunossupressão e
possuem muita cândida recorrente);

❖ Clotrimazol : no Brasil só tem vaginal e para pele, ou seja, não usar na boca do
paciente ne…

❖ Cetoconazol : Não é a primeira escolha para lugar nenhum, pois ele é muito
hepatotóxico, usado só em micoses profundas, a nível hospitalar, onde o médico
consegue monitorar o tratamento diariamente;
🦷
🦷
Lesões Potencialmente
Malignas
❖ Importância do diagnóstico precoce do câncer bucal :
Ao realizar o diagnósticos das lesões, podemos estar prevenindo o câncer
ou diagnosticá-lo antes que se torne avançado. Conseguir diminuir o intervalo
de tempo entre a identificação de uma lesão suspeita e a confirmação do
diagnóstico. O sucesso dessa estratégia está ligado ao diagnóstico das lesões
potencialmente malignas. Por isso o CD é CRUCIAL na prevenção do câncer oral,
mesmo que não seja estomatologista, ele TEM que saber se há alguma alteração na
cavidade oral, e isso SALVA VIDAS.

❖ Em casos em que a biópsia foi feita, e o diagnóstico final foi câncer, o que
fazer? Paciente deve ir ao posto de saúde (clínica da família, sus, upa…) e levar o
laudo junto com a lâmina da biópsia, para assim, fazer a inscrição no SISREG e
aguardar ser chamado por um hospital para ser tratado. Entenda que a nossa
obrigação como profissionais dentistas é dar o diagnóstico e encaminhar o
paciente para um posto de saúde.

Estratégias de Prevenção ao Câncer Oral


❖ Reduzir o risco do paciente obter o câncer;
❖ Impactam na redução da incidência e da mortalidade da doença;

❖ Prevenção primária : Orientar o paciente a deixar de fumar, deixar de ingerir


álcool, uso de protetor solar, se alimentar melhor... Pode ser feito em escolas,
ambulatórios… Conhecendo os fatores etiológicos e de risco do câncer, já pode
ser feita a prevenção. Visa eliminar os fatores de risco da doença e buscar um modo
de vida melhor, mais saudável, impedindo que o câncer se desenvolva;

❖ Prevenção secundária : O profissional tem que ter uma habilitação maior, ter um
conhecimento (da cavidade oral para reconhecer o que é e o que não é normal) para
poder identificar as lesões ou condições potencialmente malignas e fazer o
rastreamento delas. Procurar as lesões e na medida do possível eliminá-las ou
fazer o controle destas. Por isso o CD é INDISPENSÁVEL na prevenção do câncer
oral.

Condições x Lesões
❖ Condições potencialmente malignas : Se o paciente tem alguma questão
sistêmica, ou seja, uma situação geral do paciente que aumenta o risco de ter
câncer (pois baixam o sistema de defesa do corpo, fragiliza tecidos que pode causar
alterações na mucosa oral). Exemplo : Líquen Plano. Toda vez que causa uma lesão
e cicatriza, isso gera uma atrofia do tecido, esse ciclo favorece o desenvolvimento
do câncer bucal).
❖ Lesões potencialmente malignas : Alteração LOCALIZADA, que em algum
momento pode se tornar um câncer (um único fator como por exemplo a leucoplasia
não significa que vai ter câncer; porém, tem potencial para isso). Muitas vezes, as
lesões têm os mesmos fatores de risco que o câncer bucal. Toda vez que causa
uma lesão e cicatriza, isso gera uma atrofia do tecido, esse ciclo favorece o
desenvolvimento do câncer bucal. Biópsia Incisional !! INCA rejeita sem lesão…

Condições Potencialmente Malignas


❖ Lúpus Eritematoso Discóide;
❖ Pacientes com Lesões Malignas Prévias;
❖ Sífilis estágio 3 ou Glossite Sifilítica;
❖ Fibrose Submucosa;
❖ Imunossupressão;
❖ Líquen Plano Erosivo.

Fibrose Submucosa
❖ Não existe no Brasil, mais relacionada a Índia, Ásia
❖ Causada pelo hábito desses povos de usar o Betel ( noz areca + cal + tabaco +
açúcar + canela + cravo) e ficam chupando isso, pois causa euforia;

❖ É uma diminuição da espessura de epitélio, tornando a mucosa mais


suscetível a ação de co cancerígenos (exemplo : tabaco)

❖ Abre úlceras e vai cicatrizando… Atrofiando o tecido


❖ Causa trismo;
❖ Afeta muito região retro-molar, palato mole e mucosa jugal.

Lúpus Eritematoso Discóide


❖ Afeta mais a pele e as mucosas;
❖ Lúpus sistêmico : afeta vários órgãos;
❖ Causa lesões em forma de ‘’asa de borboleta’’ na pele;
❖ Doloroso, paciente relata ardência;
❖ Áreas atróficas (por causa da cicatrização) na mucosa oral também;
❖ Diferença com o Líquen : Dificilmente o lúpus não apresenta lesão na pele;
Lesões Potencialmente Malignas

Queilite Actínica
❖ É uma alteração do vermelhão (atrofia do vermelhão do lábio inferior);
❖ Atrofia da borda do vermelhão do lábio inferior;
❖ Fator Etiológico : Exposição excessiva a raios ultravioleta, ao sol (a sombra do
nariz protege o lábio superior, assim o lábio inferior fica mais suscetível a receber
os raios ultravioletas);

❖ Áreas ásperas, com descamação (pode haver uma atrofia, indica o paciente a não
puxar a ‘’pelinha’’ ressecada)
❖ Aparência lisa com áreas pálidas e (às vezes) algumas erupções;
❖ Apagamento da margem entre o vermelhão e a região cutânea, lábio como se
fosse junto com a pele, não tem uma delimitação;

❖ Predomina em pessoas de pele clara, que se bronzeiam facilmente;


❖ Muito relacionada a atividades de campo (praia, zonas rurais…);
❖ 10 Homens : 1 Mulher (Batom das mulheres protege do sol, mulheres também
cuidam mais da pele, etc…);
❖ Mais de 45 anos de idade;

❖ Pode evoluir para um carcinoma de células escamosas;


❖ Com o passar do tempo, pode se agravar e formar áreas leucoplásicas;
❖ Pode ter displasias leves, moderadas e severas (nem sempre terá displasia);
❖ Realizar biópsia incisional em caso (ou suspeita) de carcinoma, leucoplasias,
áreas endurecidas e ulceradas, Biópsia excisional se tiver displasia e não for
câncer;

❖ Tratamento : Protetor labial (fator 30),


● Em casos de displasia sem câncer : Biópsia em áreas com úlceras,
Fluoracil creme (efurix) a 5% 2x ao dia por 4 semanas, Diclofenaco 2x ao dia
por 2 ou 3 meses. Ácido tricloracético. Vermelhectomia (manda tudo pro
patologista) e acompanhamento a longo prazo.

❖ Encontrou lesão ulcerada na queilite? BIÓPSIA


Leucoplasia (‘’É nada, é isso aí’’)
❖ Placa ou mancha branca que não pode ser caracterizada (clínica ou
patologicamente) como nenhuma outra placa ou mancha branca, não pode ser
destacável. É a lesão potencialmente maligna mais comum de todas, é
assintomática e tem os mesmos fatores de risco que o câncer bucal…
❖ Aparência clínica
variada;
❖ Diagnóstico por exclusão com as lesões brancas;
❖ Placas acinzentadas, brancas, elevadas, translúcidas… Pode ir mudando a cor;
❖ Faixa etária : acima dos 60 anos;
❖ Mesmos fatores de risco do câncer;
❖ Etiologia : tabaco, álcool, radiação ultravioleta (queilite actínica), alguns
microrganismos (sífilis, cândida, HPV 16 e 18 em câncer de orofaringe…);
❖ Importante para o diagnóstico : o patologista vai descrever o que ele vê (exemplo :
o exame histopatológico demonstra que essa lesão não é compatível com líquen,
nevo, hiperceratose… E assim, o profissional deduz que é leucoplasia). Ou ele vai
afirmar que é leucoplasia.

❖ Leucoplasia Verruciforme : Diagnóstico Diferencial com Carcinoma Verrucoso,


Papiloma, Verruga Vulgar;

❖ Quanto mais branca a lesão, maior a chance de ser carcinoma ou uma displasia

❖ Prevalência aumenta com a idade;


❖ 70% das leucoplasias são encontradas no vermelhão do lábio inferior, jugal e
gengiva;
❖ Língua, vermelhão e assoalho de boca somam 90% de displasias ou carcinoma; (ou
seja, 90% das leucoplasias encontradas podem ser tornar displasias ou carcinomas;

❖ Apesar de ser a lesão potencialmente maligna mais comum, apenas 11% das
leucoplasias em estado inicial progride para um carcinoma. Contudo, se houver uma
eritroplasia, a chance de já haver um carcinoma nela é maior, mesmo sendo uma
lesão mais rara.

❖ Se nessa lesão branca, tiver acantose e hiperceratose… Já sabe que aí tem


leucoplasia, mas que não tem displasia ainda;

❖ EM CASOS DE LEUCOERITROPLASIA : BIÓPSIA NA ÁREA VERMELHA, AONDE


TEM MAIS CHANCE DE DISPLASIA E CARCINOMA e NA ÁREA MAIS ESPESSA

❖ Diagnóstico com nevo (leucoplasia verrucosa proliferativa) : Lesão não surgiu na


infância e sim depois de adulto, não aparece em outras mucosas, fatores de risco…
É mais comum em mulheres e NÃO tem relação com o TABACO, além de ter mais
chance de progredir para um carcinoma. Tem área extensa na boca…

❖ Em lesões grandes leucoplásicas, usar o azul de toluidina, que vai indicar a área
com mais células em mitoses, para realizar a biópsia incisional;
❖ Displasia severa sem câncer = pode fazer biópsia excisional 🔥
❖ Leucoplasia tratamento:
A biópsia é obrigatória para guiar o curso do tratamento. A leucoplasia com displasia
epitelial moderada ou grave exige uma completa remoção, se possível. É importante o
acompanhamento por longo período, por que as recorrências são frequentes e porque
podem surgir outras leucoplasias A leucoplasia que não apresenta displasia frequentemente
não é removida, mas a avaliação clínica a cada seis meses é recomendada. Vale lembrar
que se o paciente parar de fumar, a leucoplasia pode sumir.

Eritroplasia :
❖ Placa vermelha que não pode ser diagnosticada clínica ou patologicamente como
qualquer outra condição. Aparência aveludada;

❖ Quase todas as eritroplasias verdadeiras (90%) mostram displasia significativa
carcinoma in situ ou carcinoma de células escamosas invasivo.

❖ A causa da eritroplasia é desconhecida, mas se presume que seja a mesma do
carcinoma de células escamosas.

❖ EM CASOS DE LEUCOERITROPLASIA : BIÓPSIA NA ÁREA VERMELHA, AONDE
TEM MAIS CHANCE DE DISPLASIA E CARCINOMA e na ÁREA MAIS ESPESSA

❖ O tratamento é guiado pelo diagnóstico definitivo obtido por biópsia. As lesões
exibindo displasia significativa devem ser completamente removidas. Lesões
,Assoalho bucal, ventre e borda lateral da língua, devem ser vistas com
desconfiança, e a biópsia deve ser feita. Se houver uma fonte de irritação deve ser
removida e a biópsia poderá ser retardado por duas semanas. A recorrência e
envolvimento multifocal da mucosa oral são comuns com a eritroplasia. O
acompanhamento a longo prazo é sugerido para os pacientes tratados.

Recomendações
❖ Recomenda-se que profissionais de saúde estejam atentos e vigilantes para os
sinais de lesões potencialmente malignas e do câncer durante o exame clínico e que
qualquer alteração que fuja da normalidade seja investigada.

❖ O autoexame de rotina não é recomendado como estratégia de prevenção dos


cânceres de lábio e cavidade oral em razão da dificuldade do público leigo em
identificar uma lesão no estágio inicial. Entretanto, a atenção ao corpo como forma
de autocuidado é recomendada na prevenção de doenças.
🦷 Câncer Oral 🦷
❖ Câncer oral : Neoplasias malignas que acometem lábios, orofaringe, cavidade oral e
glândulas salivares;

❖ Multifatorial : Um único fator de risco não quer dizer que vai ter câncer;

❖ Tipo histopatológico principal : carcinoma oral de células escamosas;


❖ Outros tipos : sarcoma, linfoma, melanoma e adenocarcinoma de glândulares;

❖ No Brasil : mais frequente em homens brancos com mais de 40 anos de idade;


❖ Local mais comum : borda lateral de língua e orofaringe;

❖ Em casos em que a biópsia foi feita, e o diagnóstico final foi câncer, o que fazer?
Paciente deve ir ao posto de saúde (clínica da família, sus, upa…) e levar o laudo
junto com a lâmina da biópsia, para assim, fazer a inscrição no SISREG e aguardar
ser chamado por um hospital para ser tratado. Entenda que : a nossa obrigação
como profissionais dentistas é dar o diagnóstico e encaminhar o paciente para um
posto de saúde.

❖ Etiologia : interação de fatores ambientais (químicos, físicos e biológicos); Fumo,


álcool; Fatores do hospedeiro (herança genética, gênero e idade).

❖ Fatores de Risco : Tabagismo; Etilismo; Uso de betel; Infecção pelo papilomavírus


humano (HPV) tipo 16; Exposição à radiação solar (para o câncer de lábio).

❖ Outros Fatores de Riscos :


● Idade superior a 40 anos sexo masculino (porém, já vimos em mulheres e jovens)
● Tabagistas crônicos;
● Má higiene oral;
● Radiação solar;
● Mutações genéticas;
● Infecção pelo vírus HPV;
● Imunossupressão;
● Próteses mal-ajustadas ou irritação crônica da mucosa bucal;
● Lesões Precursoras: leucoplasia (mais frequentes eritroplasia (alto potencial de
cancerização), queilite actínica.

❖ Por que o nível de câncer no Brasil é tão alto?


● Teoricamente, deveria estar diminuindo; aumenta devido o envelhecimento
da população e na prevalência dos fatores de risco (especialmente aos
socioeconômicos);

● A população está aumentando e mudando seus hábitos (fumo, etilismo, má


alimentação, sedentarismo, estresse);
Carcinogênese
❖ Está associada a fatores cancerígenos (principalmente os ambientais); os agentes
físicos, químicos e biológicos causam dano ao DNA, gerando mutações a alterações
genéticas, fraturas cromossômicos… O fumo age nas 3 fases da carcinogênese;

❖ 1 Fase - Iniciação : Todos têm essa fase, pois todos os dias somos expostos a
fatores cancerígenos (exposição ao sol, comer comidas não saudáveis, ter
estresse, álcool…). Todos temos essas células lesadas. Exposição da célula a um
carcinógeno, que interage com o DNA e provoca uma alteração permanente naquela
célula. A célula pode permanecer latente (não acontece nada), ser eliminada pelo
organismo ou pode desenvolver outras alterações (dependem de novos estímulos).

❖ 2 Fase - Promoção : Célula alterada que não foi eliminada e que os estímulos
permaneciam… Inicia-se a fase da promoção. Agentes promotores (alimentação,
exposição excessiva de hormônios…), ainda dá para reparar células, reverter a
carcinogênese. Quanto mais fatores e mais doses, pior vai ser o prognóstico do
paciente… Revertendo os agentes agressores(parando de fumar, de beber, de
comer não saudavelmente, dormir bem, atividades físicas frequentes…) não
progride para a progressão;

❖ 3 Fase - Progressão : Fenótipo maligno já está estabelecido, replicação e


organização celular já estabelecidos… Não dá mais para reverter, pois as células já
começam a se proliferar. A fase da progressão se inicia pois os agentes agressivos
da fase da iniciação persistem durante a fase da promoção que continua a receber
estímulos de tal modo que o fenotipo maligno se inicia e não há mais chance de
reparo;

❖ Exemplo básico : células mutadas, continuam a receber estímulos, que por fim
começam a se multiplicar, a progredir, de forma mutada (acúmulo de células
mutadas e tumor propriamente dito)…

❖ A carcinogênese se inicia com lesões inflamatórias inespecíficas (mucosas são


expostas aos fatores cancerígenos, e começa um processo inflamatório); Se essa
agressão for intensa e prolongada pode gerar displasias de grau leve, moderado ou
intenso… Que podem progredir para um carcinoma in situ se continuarem
recebendo estímulos.

❖ Clinicamente visível após fase da progressão : eritroplasias, leucoplasia


mosqueada, leucoeritroplasia, úlceras rasas e eritroplasia modular… Muito cuidado
pois a maioria esmagadora de eritroplasias (mais de 90% dos casos) possui já um
carcinoma in situ.

❖ Carcinoma in Situ : Ainda não se proliferou, não ultrapassou a camada basal;

❖ Carcinoma invasor : Ultrapassou a membrana basal e chegou ao tecido


conjuntivo,. Aparência clínica ulcerada única com bordas elevadas e fundo
granuloso.
❖ Carcinoma metastático : Quando o invasor atinge um local longe do seu sítio
primário. Células cancerígenas atravessam via vascular e chegam em locais
distantes
- Exemplo : O carcinoma de boca pode dar metástase em ossos, pulmão e
fígado !!

Regiões Anatômicas atingidas com mais frequência


❖ Língua (principalmente borda lateral);
❖ Soalho bucal;
❖ Lábio inferior;
❖ Gengiva;
❖ Área retromolar;
❖ Palato mole;
❖ Mucosa jugal;
❖ Palato duro;
❖ Observar com muito cuidado esses locais nos nossos pacientes !!!

Características Clínicas - Carcinoma Epidermoide


❖ Assintomático na fase inicial;
❖ Áreas de leucoplasia e eritroplasia (inicial);
❖ Úlcera (indolor, bordas endurecidas, infectadas e elevadas);
❖ Dor (tardia, quando existe invasão de músculo e nervo);
❖ Sialorréia;
❖ Sangramentos;
❖ Mobilidade dentária;
❖ Halitose (cheiro inconfundível);
❖ Trismo;
❖ Emagrecimento;
❖ Lesão única (na maioria dos casos);
❖ Nódulo ou Vegetação (aspecto de couve-flor);
❖ Disfagia, disfonia e dispneia;
❖ Metástases à distância pouco frequentes;

Características - Carcinoma Verrucoso


❖ Variante do CCE, que corresponde a 5% dos cânceres na boca;
❖ Evolução lenta;
❖ Oligossintomático (poucos sintomas);
❖ Raramente metastático (inclusive para linfonodos);
❖ Baixa agressividade;
❖ Mais expansivo do que invasivo;
❖ Boa diferenciação celular;
❖ Tem um bom prognóstico.
Diagnóstico
❖ Fácil;
❖ Com uma boa iluminação, fazer a inspeção para detectar alguma lesão;
❖ Palpação das áreas em torno da úlcera e todas as cadeias linfáticas;
❖ Biópsia Incisional (SEMPRE);
❖ Citologia - (Falso - negativo);
❖ Radiografias, tomografias, ressonância magnética…
❖ Dentista faz o diagnóstico e envia o paciente (com LAUDO e LÂMINA);
❖ Carcinoma faz diagnóstico diferencial com : leishmaniose, tuberculose, paracoco,
cancro sifilítico, e tumores das glândulas salivares;

Estadiamento do Câncer Bucal - TMN


❖ Classificação clínica com base somente nos dados observados antes de qualquer
tratamento;

❖ Considera-se o conjunto de dados da oroscopia, palpação do pescoço, radiografias


e TC.

❖ É o estadiamento que vai te dar o prognóstico do paciente.

Estadiamento T - Tumor Primário


❖ TX : Tumor primário não pode ser avaliado;
❖ T0 : Sem evidência de tumor primário;
❖ Tis : Carcinoma in Situ;
❖ T1 : Tumor com 2 cm ou menos em seu maior diâmetro;
❖ T2 : Tumor com mais de 2 cm e até 4 cm no seu maior diâmetro;
❖ T3 : Tumor com mais de 4 cm em seu maior diâmetro;
❖ T4 - Lábio : o tumor invade cortical óssea, nervo alveolar inferior, soalho de boca ou
pele de face.

❖ Cavidade Oral ou T4a : o tumor invade as estruturas adjacentes (ex. cortical óssea,
musculatura extrínseca da língua), seio maxilar, pele de face;

❖ T4b : o tumor envolve espaço mastigatório, placa pterigóidea, base de crânio ou


envolve a artéria carótida.

Estadiamento N - Linfonodo regional


❖ Nx: não podem ser avaliados;
❖ No: ausência de metástases em Lr;
❖ N1: metástase em um único linfonodo homolateral, com 3 cm ou menos em sua
maior dimensão;

❖ N2a: metástase em um único linfonodo homolateral, com mais de 3 cm e até 6 cm


em sua maior dimensão;
❖ N2b: metástase em múltiplos linfonodos homolaterais, com até 6 cm em sua maior
❖ dimensão;

❖ N2c: metástase em linfonodos bilaterais ou contralaterais, onde nenhum tenha mais


de 6 cm em sua maior dimensão;

❖ N3: metástase em linfonodo com mais de 6 cm em sua maior dimensão.

Estadiamento M - Metástase à distância


❖ Mx : Não pode ser avaliada;
❖ M0: Ausência de metástase à distância;
❖ M1 : metástase à distância.

Estágios
❖ I : T1, N0, M0;
❖ II : T2, N0, M0;
❖ III : T3, N0, M0; T (1 ao 3), N1, M0

❖ IV : T4, N0, M0
T4, N1, M0
T (1-4), N (2-3), M0
T (qualquer), N (qualquer), M1
🦷 Processos Proliferativos 🦷
❖ Lesões com aumento de volume do tecido, de natureza inflamatória, sem
características neoplásicas… Composto pelas mesmas células iniciais e
inflamatórias… Seu início é amolecido e quase todas ‘’endurecem’’ com o tempo

❖ Aumentos teciduais por causa de alguma irritação ou ferimento, gerando


hiperplasias, reações proliferativas, com o passar do tempo ficam do mesma cor que
a mucosa

❖ Se não for tratada, pode se infectar secundariamente;


❖ Descartar a possibilidade de ser uma lesão clínica;

❖ Tumor benigno : Células iguais às dos tecidos de origem, mas em nº extremamente


maior, com ou sem componente inflamatório.

❖ Tumor maligno : Células diferentes das do tecido de origem. População tumoral de


células em proliferação, em diferenciação e em diferenciação proliferativa. Pode ou
não apresentar componentes inflamatórios.

❖ Células indiferenciadas : São do mesmo tipo do tecido;


❖ Células em diferenciação : Se tornam diferentes do tecido normal (tumor maligno);

❖ Etiologia :
● Restaurações mal feitas;
● Próteses mal adaptadas;
● Câmaras de sucção;
● Processos infecciosos de origem dental;
● Mordida;
● Biofilme \ Cálculo;
● Dentes muito destruídos;
● Espículas ósseas;
● Hábitos viciosos (morder, apertar…)
● Agentes químicos.
● Aparelhos ortodônticos;

❖ Fibroma (Hiperplasia fibrosa focal);


❖ Epúlide fissurada (Hiperplasia fibrosa inflamatória);
❖ Granuloma Piogênico;
❖ Granuloma Periférico de Células Gigantes;
❖ Fibroma Ossificante Periférico;
❖ Fibromatose Gengival;
❖ Hiperplasia Gengival Medicamentosa.
Fibroma
❖ Tumor mais comum da cavidade oral, tem rara recidiva
❖ Hiperplasia reacional : a algum trauma local ou fonte de irritação;
❖ Local mais acometido : mucosa jugal na linha de oclusão, mucosa labial, língua e
gengiva.
❖ Séssil ou pediculado;
❖ Assintomático;
❖ Quarta e sexta década de vida. (1homem : 2mulher)

❖ Mordida por conta de uma anomalia oclusal do paciente (dente fraturado,


restauração mal feita, aparelho ortodôntico…), causa um edema, não há alteração
de cor entre o tecido edemaciado e o tecido sadio. Existem pacientes que gostam de
ficar mordendo essa ferida…

❖ Tratamento : Excisão cirúrgica conservadora (biópsia excisional), encaminhamento


pro histopatológico;

Epúlide Fissurada - Epúlide por dentadura


❖ Crescimento tecidual único;
❖ Fundo de vestíbulo;
❖ Paralelos (mais um crescimento, unidos por uma mesma base);
❖ Avermelhada e em seguida mesma cor da mucosa;
❖ Consistência : de flácida até fibrosa;
❖ Causadas por má confecção da prótese,O paciente não troca a sua prótese total, e
isso acelera a perda óssea fisiológica dos rebordos alveolares… A mucosa não
acompanha essa perda e se torna flácida e com mobilidade, a prótese começa a
fazer báscula (‘’dar uma balançada’’) por conta da flacidez do tecido e essa báscula
começa a traumatizar o fundo de vestíbulo, principalmente na face vestibular… A
prótese precisa ser trocada de tempos em tempos.
● Câmara de sucção : Uma câmara era colocada na parte superior da prótese
para se manter mais estável, só que, causa uma hiperplasia… Não se vê
mais hoje em dia.
● Pólipo Fibroepitelial : É a mesma lesão, em forma de folha, de menor
tamanho;

❖ Tratamento : Biópsia + encaminhamento para histopatológico + reembasamento da


prótese ou confecção de uma nova prótese + antifúngico-eliminar chance de cândida
● Remoção cirúrgica pode ser feita com bisturi elétrico;

● Se apresentar áreas ulceradas ou fissuradas provocadas pelo traumatismo


da prótese, elimina-se por desgaste da prótese os pontos causadores ou
suspensão de seu uso, se não regredir de 7 a 15 dias ---> biópsia.
Hiperplasia Papilar Inflamatória
❖ Patogênese : associa-se ao uso de prótese, mas não se sabe ao certo;
❖ Paciente que não limpa a prótese…
❖ Assintomática;
❖ Uso da prótese 24 horas por dia;
❖ Pode ou não ter cândida associada ( Atrófica Crônica);
❖ Consistência granulosa e amolecida no Palato;
❖ Sem reabsorção óssea…
❖ Tratamento :
● 1- Antifúngico;
● 2- Cirúrgico: Excisão cirúrgica com bisturi da espessura total ou parcial da
lesão; Curetagem; Eletrocirurgia; Criocirurgia; Cirurgia a laser.
● Confecção de nova prótese;
● Preservação.

Granuloma Piogênico
❖ Não acontece apenas em regiões dentárias, têm a mesma causa do fibroma (placa,
cálculo, trauma, aparelho ortodôntico, trauma, raiz residual, piercing…), pode
acontecer em lábios ou língua desde haja uma contaminação em áreas onde houve
uma ruptura da integridade dos tecidos (mordida, lábio em contato com área de
placa). Pode ser que o início da lesão esteja caminhando para ser um fibroma, mas
por algum motivo a integridade dos tecidos foi quebrada, gerando uma
contaminação e por fim resultando em um granuloma;

❖ Comum em pacientes grávidas e mulheres;


❖ Gengiva (mais frequente), língua (ao redor do piercing);
❖ Pode ser da cor da mucosa com o tempo;

❖ Tratamento :
● Remoção cirúrgica, se não fizer remoção total pode recidivar; Em pacientes
grávidas, esperar o fim da gravidez para poder remover (grávidas comem
muito mais, e muito mais hormônios, e pouca higienização, quase como se
fosse a teoria da cárie… e isso pode trazer a recidiva);

● Encaminhar para histopatológico;


● Fazer raspagem dos dentes adjacentes;

Granuloma Periférico de Células Gigantes


❖ Causa uma perda óssea em forma de taça. Causado por cálculo (também há
contaminação), trauma… Sua imagem radiográfica tem uma perda óssea em forma
de taça e uma reabsorção radicular em forma de taça. Sua cor é mais arroxeada em
relação ao granuloma piogênico… São muito parecidos entre si, se não tiver muito
roxo e nem com reabsorção óssea e\ou radicular, o diagnóstico para saber se é
piogênico ou se é periférico se dá pelo exame histopatológico…

❖ Se parece muito com o piogênico, fatores etiológicos são os mesmos;


❖ Um pouco mais roxo que o granuloma piogênico;
❖ Menos de 2cm de diâmetro;
❖ Séssil ou pediculado;
❖ Ulcerado ou não;
❖ Mais frequentes em mulheres (3 e 4 décadas);
❖ Mais frequente em mandíbulas;
❖ EXCLUSIVA : Gengiva e Rebordo Alveolar Edêntulo;
❖ ÚNICA QUE CAUSA REABSORÇÃO ÓSSEA e RADICULAR (que é em forma de
taça), mas não é sempre…

❖ Tratamento :
● Excisão cirúrgica; Raspagem dos dentes adjacentes (para remover qualquer
foco de irritação e minimizar qualquer risco de recidiva)

❖ Alguns autores defendem que é uma progressão do GRANULOMA CENTRAL DE


CÉLULAS GIGANTES (ósseo);

Fibroma Ossificante Periférico


❖ Crescimento gengival relativamente comum, de natureza reativa;
❖ Causas : traumas dããããããããããããããããããã
❖ Massa nodular, pediculada ou séssil, que usualmente se origina na papila
interdental;
❖ Coloração vermelho a rosa e frequentemente superfície ulcerada;
❖ Menor que 2 cm;
❖ Adolescentes e adultos jovens (10 e 19 anos) e sexo feminino;
❖ Ligeira predileção pela maxila e região de incisivos e caninos;
❖ Os dentes não são afetados;
❖ Possui pontos radiopacos na radiografia;
❖ Também associada a trauma;
❖ MAIS COMUM EM : Maxila entre Incisivos e Caninos;
❖ Tratamento
● Excisão cirúrgica subperiosticamente (evitar recidivas);
● Encaminhar para o histopatológico;
● Reivindica em até 16% dos casos;

Fibromatose Gengival
❖ Crescimento da gengiva devido ao aumento excessivo de colágeno no tecido
fibroso;
❖ Familiar ou de causa idiopática;
❖ Relacionadas ao acúmulo de placa;
❖ Não tem relação com Periodontite, porém, pode agravá-la;
❖ Pode ser causada por alguns medicamentos também;
● Nifedipina (anti hipertensivo)
● Fenitoína ( anticonvulsivante)
❖ Associada ao acúmulo de placa, higienização precária e medicamentos…
❖ ÀS vezes entrar em contato com o médico para mudar remédio ou dosagem;
❖ Assintomática;

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