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EXCELENTISSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) DE DIREITO DO __
JUIZADO ESPECIAL CIVIL DA REGIONAL DE JACAREPAGUÁ.
AMANDA GUEDES PEREIRA, brasileira, solteira,
recepcionista, portadora do documento de Registro Geral n.º 28.574.440-5
DETRAN/RJ, e do CPF/MF n.º 188.481.107-89, residente na Rua Zacarias,
n.º 05, Gardênia Azul, Rio de Janeiro/RJ, CEP 22.765-595, e com endereço
eletrônico guedesa28@[Link], vem respeitosamente perante Vossa
Excelência, por meio de seus advogados em cumprimento legal do art. 106, I
do CPC/2015, com procuração e endereço anexo, com fundamento na
legislação vigente e com suporte na pacífica jurisprudência dos tribunais,
propor a presente
AÇÃO DECLARATÓRIA C/C RESTITUIÇÃO DE INDÉBITO E PEDIDO
DE TUTELA ANTECIPADA E DANOS MORAIS
contra a TIM S.A, pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ/MF
sob o n.º 02.421.421/0001-11, com sua matriz situado à Avenida João
Cabral de Mello Neto, n.º 850, Bloco “C”, Salas 501 a 1.208, Barra da Tijuca,
Rio de Janeiro/RJ, CEP 22.775-057, e com endereço eletrônico
tim@[Link], sendo representada por seus representantes legais ou
equivalentes, em virtude dos fatos e fundamentos que a seguir passa a expor
conforme razões e pedidos a seguir articulados:
Avenida Franklin Roosevelt, n.º.: 39, Sala 1.417, Centro – Rio de Janeiro – RJ – CEP 20.021-120
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I - DA GRATUIDADE DE JUSTIÇA
1. A Parte Autora requer que lhe seja deferida o Beneplácito da Justiça
Gratuita nos termos dos art. 98 e 99 do CPC por ser pobre no sentido legal,
não possuindo condições de arcar com os ônus das custas e demais despesas
de um processo judicial, conforme declaração de hipossuficiência em anexo.
2. Dessa feita, comprovada a impossibilidade de suportar o ônus das
custas processuais e honorários advocatícios, a Autora faz jus aos benefícios
da gratuidade de justiça, razão pela qual pugna pelo seu deferimento.
II – DOS FATOS
3. A autora é cliente da empresa TIM para internet móvel desde fevereiro
de 2022, onde usou a fidelização da Ré por 12 (doze) messes e nunca teve
problemas, contudo, quando acabou a fidelização em fevereiro de 2023, a
autora ficou sem plano pelo período de 03 (três) meses (março, abril e maio)
pagando o mesmo valor de antes, que era de R$ 57,00 (cinquenta e sete
reais).
4. Em maio de 2023, a ré entrou em contato com a autora a lhe oferecer
para a reativação do mesmo plano com o mesmo valor e serviço, onde a
autora de forma insistente na conversa questionou por diversas vezes com o
preposto se as condições seriam a mesma de outrora, e assim foi confirmado.
5. Contudo, já no mês de junho/2023 a fatura que era para constar de
R$ 57,99 (cinquenta e sete reais e noventa e nove centavos) constou o valor
de R$ 101,00 (cento e um reais).
6. Não aceitando a postura da ré, a autora entrou em contato para
questionar acerca do fato da referida cobrança que está fora do acordado e
pela ré foi dito que foi devido ter ficado sem plano e que teria que pagar, para
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não ter que ficar sem serviço da sua linha telefônica acabou por pagar, contra
sua vontade, uma vez que não foi acordado isso.
7. Para surpresa da autora eis que o mês de julho vem outra fatura e essa
com o valor de R$ 109,00 (cento e nove reais), e eis que mais transtornos,
perda de tempo em tentar falar com atendimento da ré, e mais desculpas
geradas, pois a ré alegou em atendimento que foi erro da parte deles a
emissão da fatura, mas o mais incrível nada foi feito para consertar o referido
erro, obrigando mais uma vez a autora efetuar o pagamento pois ficaria sem
os serviços em sua linha telefônica.
8. Já a fatura que está a vencer para o mês de agosto, aparece com a cifra
no valor de R$ 566,06 (quinhentos e sessenta e seis reais e seis centavos),
sendo tal valor totalmente abusivo, e jamais a autora teria feito uso de
serviços que elevassem o tal valor.
9. Entrando em contato com a ré, a autora não obteve êxito em
regularizar a situação de seu contrato, bem como a regularização das faturas
dos meses de junho, julho e agora agosto/2023, sendo certo que existe
devolução a ser feita referente ao mês de junho no total de R$ 43,01(quarenta
e três reais e um centavo), e referente ao mês de julho no valor de R$ 51,11,
(cinquenta e um reais e onze centavos) totalizando o montante de R$ 94,12
(noventa e quatro reais e doze centavos).
10. A autora tentou sanar o problema causado exclusivamente pela ré,
mas sem sucesso, não obteve êxito em suas empreitadas amigáveis,
chegando a fazer reclamação no site [Link] e no site
[Link].
11. Diante de tantos erros, desgastes, aborrecimentos, perda de tempo e
dinheiro, de logística, desrespeito, constrangimento, é que a autora busca o
Poder Judiciário para que seus direitos sejam assegurados.
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III – DO PEDIDO DA TUTELA ANTECIPADA
12. É mister a concessão da antecipação dos efeitos da tutela no que
concerne à obrigação de fazer, no sentido da ré não suspender os serviços à
linha de número (21) 96938-1462, uma vez que a fatura a vencer em
01/08/2023 no valor de R$ 566,06 encontram-se irregular.
13. Constata-se que o desrespeito indevido feita a Autora é ilegal portanto,
cristalina a falha na prestação de serviço da ré, haja vista que a mesma, não
solucionou o problema causado pela própria ré.
14. Para tanto, fazem-se presentes os requisitos autorizadores de
antecipação dos efeitos da tutela pretendida, previstos no art. 84 do CDC c/c
art. 300, Caput do NCPC/2015, a fim de que seja a Ré compelida a não
suspender os serviços à linha de número (21) 96938-1462, sob pena de multa
diária em valor de R$ 1.000,00 (hum mil reais) em caso de desobediência.
15. Diante disso, tendo em vista a presença do Fumus Boni Iuris e do
Periculum In Mora, requer o deferimento DOS EFEITOS DA TUTELA
ANTECIPADA, ora requerida.
IV - DO DIREITO
IV. 1 - DA RELAÇÃO DE CONSUMO PELO CDC
16. Verifica-se que no caso em comento, trata-se de relação de consumo
na modalidade de prestação de serviço, incidindo as regras de ordem pública
e de interesse social, que visam a proteção e a defesa do consumidor, parte
insuficiente e vulnerável em regra, na relação contratual.
17. O Código Consumerista tem assento nos artigos 5º, XXXII, 24, VIII e
170, V, da Constituição da República.
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18. No caso, é de ser aplicado o previsto no artigo 14, caput, do Código de
Defesa do Consumidor, que estabelece a responsabilidade objetiva do
fornecedor de serviços pela prestação do serviço de forma defeituosa. Resta
evidente no caso em testilha a falha na prestação de serviço fornecido pela
Ré, haja vista que a autora teve uma sucessão de falhas cometidas pela ré.
19. É inegável que a relação existente entre a Autora e a Ré se afigura uma
verdadeira relação de consumo, onde vemos na pessoa da Autora, na
qualidade de Consumidora e na Ré a qualidade de fornecedor/prestador de
serviços, conforme regras estabelecidas nos artigos 3º § 2º do CDC e o artigo
14 também do diploma consumerista, bem como no artigo 2º, da mesma Lei.
20. Dessa forma, sujeitam-se as partes à aplicação das normas do Código
de Defesa do Consumidor, assim como aqueles elencados no artigo 12 do
CDC, os fornecedores de serviços respondem pelos danos que porventura os
seus serviços vierem a causar, independentemente de culpa.
21. Ainda nesse diapasão, veja que foi cobrado valor a maior da autora, o
qual deve-se ser aplicado o artigo 42 do CDC, para devolução do valor
cobrado a maior, sendo o valor de R$ 94,12 (noventa e quatro reais e doze
centavos), que deve ser em dobro de R$ 188,24 (cento e oitenta e oito reais e
vinte e quatro centavos).
22. Devendo a ré restabelecer o contrato antigo, como foi acordado entre
as partes pelo período de 12 (doze) meses.
IV.2 - DA INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA
23. Tendo em vista a existência de uma relação de consumo, e verificada a
verossimilhança das alegações formuladas pela autora em sua exordial, bem
como sua condição de hipossuficiência em relação à parte Ré, impõem a
aplicação da regra da inversão “ope judice” do ônus da prova, a teor do art.
6º, VIII do diploma consumerista.
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24. Saliente-se que a inversão legal do ônus da prova deve operar-se
na sentença, ou seja, é regra de julgamento, não havendo qualquer violação
ao contraditório e ampla defesa constitucionais.
25. Tal conclusão encontra guarida no enunciado 9.1.2 do encontro
dos Juízes de Juizados e Turmas Recursais do Estado do Rio de Janeiro, que
leciona ser desnecessária a advertência, pelo Juiz.
IV.3 - DO DANO MORAL.
26. A Autora encontra-se amplamente respaldada pela legislação pátria,
mormente no que tange ao que dispõe a Constituição da República de 1988,
Lei Maior:
“Art. 5º: Todos são iguais perante a lei, sem distinção de
qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos
estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do
direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à
propriedade, nos termos seguintes:”
I - (...)
“X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra
e a imagem das pessoas, assegurado o direito a
indenização pelo dano material ou moral decorrente de
sua violação.”
27. Desta feita faz-se necessário que a Ré respeite os princípios do
equilíbrio e da boa-fé que regem as relações de consumo e estão preconizadas
no artigo 4º, III do CDC, pois, ao que parece tais princípios foram totalmente
esquecidos por esta, visto que em momento algum se preocupou com o pleito
da Autora, não se importando em restabelecer o bom convívio por ela
solicitado.
28. Importante destacar que o serviço prestado pela Ré é falho e não atinge
a segurança que se pode esperar nas relações de consumo, violando por
completo o artigo 14, § 1º do CDC, bem como trata-se de uma
Reponsabilidade Objetiva da Ré, demonstrando assim a total
incompetência, ingerência e falta de compliance (conjunto de disciplinas para
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fazer cumprir as normas legais e regulamentares, as políticas e as diretrizes
estabelecidas para o negócio e para as atividades da instituição ou empresa,
bem como evitar, detectar e tratar qualquer desvio ou inconformidade que
possa ocorrer) em prestar seus serviços de maneira satisfatória, o qual deve
responder independentemente da existência de culpa pela reparação dos
danos causados a Autora, ora consumidora.
29. Vale salientar que a Autora cumpriu a todo o momento com o papel de
consumidora e estava de boa-fé, aguardando que a Ré agisse da mesma
forma, pois ao ACEITAR QUE FOSSE REATIVADO O PLANO ANTERIOR, foi
gerado pela ré diversos dissabores para com a autora, a Ré passou a agir de
forma leviana e desmedidas, pois evidenciado está a falha exclusiva da Ré, a
Autora teve que desperdiçar seu tempo para tentar sanar um problema
causado pela própria Ré, onde a Autora não deu causa, gerando diversos
protocolos de reclamação e fazer denúncia para o site
[Link], e [Link] causando assim, o
dano moral.
30. Pois como se observa na exordial, era apenas para a ré efetuar
reativação do plano anterior nos mesmo moldes e valores, e cumprir com a
cobrança que foi combinada inicialmente, mas para a ré isso seria impossível
pois não está nos ditames legais da ré agir com lisura e eficiência, causando
todo esse contratempo e desgaste.
31. Diante disso, dispensa prova em concreto, visto que consiste em
presunção absoluta. Sendo assim, não há dúvidas que o presente caso trata-
se de dano puro, ”in re ipsa” sendo desnecessária sua demonstração em juízo,
porquanto decorrente do próprio ato ilícito indenizável.
32. Por arrebatadores que são os entendimentos no sentido de acolher a
reparação, por via de indenização, do dano moral, nada mais resta a Autora
acreditar na procedência do pedido.
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V - DO PEDIDO
Por tudo exposto, serve a presente Ação, para requerer a V. Exa., se digne:
a) Seja concedido o beneplácito da JUSTIÇA GRATUITA, nos termos da
Lei nº 1.060/1950;
b) A CONCESSÃO DA ANTECIPAÇÃO DOS EFEITOS DA TUTELA
PRETENDIDA INAUDITA ALTERA PARS, A FIM DE QUE SEJA A RÉ
COMPELIDA NÃO SUSPENDER OS SERVIÇOS À LINHA DE NÚMERO (21)
96938-1462, SOB PENA DE MULTA DIÁRIA EM VALOR DE R$ 1.000,00
(HUM MIL REAIS) EM CASO DE DESOBEDIÊNCIA.
c) CITAÇÃO da ré no endereço inicialmente indicado, quanto a presente
ação, para que, perante esse Juízo, apresente a defesa que tiver, dentro do
prazo legal, sob pena de confissão quanto à matéria de fato ou pena de
revelia;
d) A aplicação da inversão do ônus da prova como dispõe o artigo 6º,
inciso VIII, da Lei nº. 8.078/1990 (Código de Defesa do Consumidor), ante a
hipossuficiência técnica do consumidor e a verossimilhança das alegações;
e) Seja julgado procedente a repetição do indébito, na forma do artigo
42 do CDC, devendo pagar a autora o valor de R$ 188,24 (cento e oitenta e
oito reais e vinte e quatro centavos).
f) Condenar a ré a restabelecer o contrato nos mesmos moldes do
anterior, com o valor de R$ 57,99 (cinquenta e sete reais e noventa e nove
centavos), sendo está a obrigação de fazer;
g) Condenar a ré, ao pagamento de uma indenização, de cunho
compensatório e punitivo, pelos danos morais causados a autora, que
deverá ser equivalente a R$ 10.000,00 (Dez mil reais);
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h) Ainda, condenar a ré ao pagamento das custas processuais que a
demanda porventura ocasionar e ainda as verbas sucumbenciais e
honorários advocatícios em 20%, nos termos do art. 85 do CPC/2015;
i) Incluir na esperada condenação da ré, a incidência juros e correção
monetária na forma da lei em vigor, desde sua citação;
Requer que sejam as futuras intimações/publicações feitas em nome do Dr.
HAMILTON NOVAIS JUNIOR, inscrito na OAB/RJ, sob o número 181.873;
anotando-se o nome deste patrono no sistema eletrônico do TJRJ, a fim de
se evitar eventuais nulidades.
Protesta pela produção de todas as provas em direito admitidas,
especialmente documental e testemunhal.
Dá-se à causa o valor de R$ 10.188,24 (Dez mil cento e oitenta e oito reais e
vinte e quatro centavos), para todos os efeitos de direito e alçada, equivalente
ao valor da indenização pretendida pela autora – desde a citação da ré.
Nestes termos,
Pede deferimento.
Rio de Janeiro, 25 de julho de 2023.
HAMILTON NOVAIS JUNIOR
OAB/RJ 181.873
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