OMOLÚ/OBALUAIÊ
A CURA
Omolu: Orixá da transformação.
Obaluaiê: Orixá das doenças epidérmicas e pragas, Orixá da cura.
Orixá Omolu/Obalua, imagem gerada no Gemini.
Omolu: filho do Senhor.
Omolu é manco, sua morada é fora da casa, isolada no meio do mato.
Juntamente com Ogum, ele controla as estradas. Identificado com o sol do meio-dia,
por isso chamado de Raio de Sol. Inspira medo e respeito. Seu controle é difícil. Constitui
uma ameaça constante. Rico de significados e de difícil acesso.
Obaluaê: Senhor da Terra.
É originário do território de TAPÁ(NUPÊ). Fixou-se no DAOMÉ(território MAHI). Tido
como filho de Nanã e irmão de Oxumarê. Orixá de poderes extraordinários.
Está relacionado com a morte. Relacionado aos cemitérios e aos espíritos do
mundo, traz consigo a morte e o renascimento, varre as impurezas da face da terra.
Á ele pertencem as doenças epidérmicas, como varíola, a peste bubônica, a sarna,
assim como todas as doenças de pele(lepra), enfim, todos os males que começam com
febre muito alta. Tem o poder de criar e acabar com estas doenças.
Para muitos é curandeiro, sendo considerado o “médico dos pobres”.
OLUBAJÉ
Sua festa anual é o Olubajé - Olu: aquele que, ba: aceita, jé: comer; ou ainda
‘aquele que come’ - são feitas oferendas e são servidas suas comidas votivas, seus filhos
devidamente incorporados e paramentados oferecem as mesmas aos convidados e
assistentes desta festa, em folhas de bananeiras ou mamona(carrapateira). Suas
quizilas(èèwòs) mudam de casa para casa e de nação para nação, carneiro, peixe de couro
de rio, caranguejo, carne de porco, pipoca, jaca… Tido como filho de Nanã no Brasil, já na
África sua origem, forma, nome e culto é bastante variado de acordo com região. Essa
variação de nomes se dá em conformidade com a região, Obaluaiê ou Xapanã em
TAPÁ(NUPÊ) chegando ao território MAHI ao norte de DAOMÉ, Sapata é sua versão FON,
trazido pelos NAGÔS. Em alguns lugares se misturam, em outros são deuses distintos,
confundido até com Nanã Buruku.
Informações básicas
Sincretismo religioso: São Lázaro
Data comemorativa: 02 de novembro
Elemento: Terra
Dia da semana: Segunda-feira
Saudação: Atotô!
Cor: Preto, branco, vermelho
Símbolo: Cruz e cruzeiro
Metal: Estanho e latão
Planeta: Saturno
Domínio: Doenças epidérmicas, cura de doenças, saúde, vida e morte.
Ervas
● Agoniada: Faz parte de todas as obrigações do deus das endemias e epidemias.
Utilizada no ebori, nas lavagens de contas e na iniciação. Esta erva purifica os
filhos-de-santo, deixando-os livres de fluidos negativos. Na medicina popular, a
mesma é usada para corrigir o fluxo menstrual e combate asma.
● Alamanda: Não é utilizada em obrigações, sendo empregada somente em banhos
de descarrego. Na medicina caseira ela é usada para tratar doenças da pele: sarna
(coceiras), eczema e furúnculos. Para usar é necessário que se cozinhe as folhas, e
coloque chá de folhas sobre a doença.
● Alfavaca-roxa: Empregada em todas as obrigações de cabeça e nos abô dos filhos
deste orixá. Muito usada em banhos de limpeza ou descarrego. A medicina caseira
usa seu chá em cozimento, para emagrecer.
● Alfazema : Empregada em todas as obrigações de cabeça. É aplicada nas
defumações de limpeza, usada também na magia amorosa em forma de perfume. A
medicina popular dita grandes elogios a esta erva, pois ela é excelente, excitante e
antiespasmódica. É usada, também, como reguladora da menstruação. Somente é
aplicada como chá.
● Babosa: Muito usada em rituais de Umbanda, mais especificamente em defumações
pessoais. Para que se faça a defumação, é necessário queimar suas folhas depois
de secas. Isso leva um certo tempo, devido à gosma abundante que há na babosa.
A defumação é feita após o banho de descarrego. Para a medicina caseira sua
gosma é de grande eficácia nos abscessos ou tumores, além de muitas outras
aplicações.
● Araticum-de-areia – Malolô: Liturgicamente, os bantos a usam nos banhos de
descarrego, em mistura de outra erva. A medicina caseira indica a polpa dos frutos
para resolver tumores e o cozimento das folhas no tratamento do reumatismo.
● Arrebenta cavalo: No uso ritualístico esta erva é empregada em banhos fortes do
pescoço para baixo, em hora aberta. É também usado em magias para atrair
simpatia. Não é usada na medicina caseira.
● Assa-peixe: Usada em banhos de limpeza e nos ebori. Na medicina popular ela é
aplicada nas afecções do aparelho respiratório em forma de xarope.
● Musgo: Aplicada em todas as obrigações de cabeça referentes a qualquer orixá. A
medicina caseira aconselha a aplicação do suco no combate às hemorróidas (uso
tópico).
● Beldroega: Usada nas purificações das pedras de orixá e, principalmente, das de
Exu. O povo usa suas folhas socadas para apressar a cicatrização das feridas,
colocando-as por cima.
● Canena Coirana: Vegetal de excelente aplicação litúrgica, pois entra em todas as
obrigações. O povo a tem como excelente estimulante do fígado.
● Capixingui: Empregada em todas as obrigações de cabeça, nos abô, nos banhos de
purificação e limpeza e, também nos sacudimentos. O povo afirma que o capixingui
tem bons efeitos no reumatismo e no artritismo e nos sacudimentos. O povo afirma
que o capixingui tem bons efeitos no reumatismo e no artritismo nos sacudimentos.
O povo afirma que o capixingui tem bons efeitos no reumatismo e no artritismo nos
sacudimentos. O povo afirma que o capixingui tem bons efeitos no reumatismo e no
artritismo (reumatismo articular) utilizado em banhos, mais ou menos quentes,
colocando-se nas juntas doloridas.
● Cipó-chumbo: Sem uso na liturgia, porém muito prestigiada na medicina popular,
como xarope debela tosses e bronquites; seu chá é muito eficaz no combate a
diarreias sanguinolentas e à icterícia; seco e reduzido a pó, cicatriza feridas
rebeldes.
● Carobinha do Campo: Em alguns terreiros essa planta faz parte do ariaxé. A
medicina caseira indica o chá de suas folhas para combater coceiras no corpo e,
principalmente, coceira nas partes genitais.
● Cordão de Frade: É aplicada somente em banhos de limpeza e descarrego dos
filhos deste orixá. O povo a indica para a cura da asma, histerismo e pacificador dos
nervos. Também combate a insónia.
● Cebola do mato: Sem uso ritualístico. A medicina caseira afirma que o cozimento de
suas folhas apressa a cicatrização de feridas rebeldes.
● Celidônia maior: Não possui uso ritualístico. É indicada pela medicina caseira como
excelente medicamento nas doenças dos olhos, usando a água do cozimento da
planta para banhá-los. Seu chá também é de grande eficácia para banhar o rosto e
dar fim às manchas e panos branco.
● Coentro: Muito aplicada como adubo ou condimento nas comidas do orixá,
principalmente na carne e no peixe. Não é empregada nas obrigações ritualísticas. A
medicina caseira indica esta erva como reguladora das funções digestivas e
eliminadora de gases intestinais.
● Cotieira: Não sabemos ao certo se esta erva tem aplicação ritualística. Na medicina
caseira ela é estritamente de uso veterinário. Muito aplicada em cães para purgar e
purificar feridas.
● Erva-Moura: Esta erva faz parte dos banhos de limpeza e purificação dos filhos do
orixá. Seu uso popular é como calmante, em doses de uma xícara das de café, duas
a três vezes ao dia. Essa dose não deve ser aumentada, de modo algum, pois em
grande quantidade prejudica. As folhas tiradas do pé, depois de socadas, curam
úlceras e feridas.
● Estoraque Brasileiro: Sua resina é colhida e reduzida a pó. Este pó, misturado com
benjoim, é usado em defumações pessoais. Essa defumação destina-se a arrancar
males. O povo aconselha o pó desta no tratamento das feridas rebeldes ou
ulcerações, colocando o mesmo sobre as lesões.
● Figo Benjamim: Erva muito usada na purificação de pedras ou ferramentas e na
preparação do fetiche de Exu. Empregada, também, em banhos fortes para pôr fim a
padecimentos de pessoa que esteja sofrendo obsidiação ou obsessão. O povo
aplica o cozimento das folhas para tratar feridas rebeldes, e banhos para curar o
reumatismo.
● Hortelã brava: Empregada em obrigações de ori, nos abô e nos banhos de
purificação dos filhos deste orixá. No uso caseiro é utilizada para combater o veneno
de cobras, lacraias e escorpiões. É eficaz contra gases intestinais, dores de cabeça
e como diurético. É perfeita curadora de coceiras rebeldes e tiro acertado nos
catarros pulmonares, asma e tosse nervosa, rebelde.
● Guararema: Em terreiros de Umbanda e Candomblé ela é aplicada em banhos fortes
e nos descarregos. Os galhos da erva são usados em sacudimentos domiciliares.
Os banhos fortes a que nos referimos são aplicados em encruzilhadas – na
encruzilhada em que se toma o banho arria-se um mi-ami-ami, oferecido a Exu. E
deve ser feito em uma encruzilhada tranquila. É um banho de efeitos
surpreendentes. Na medicina caseira esta erva é utilizada para exterminar
abscessos, tumores, socando-se bem as folhas e colocando-as sobre a tumoração.
O cozimento das folhas é eficaz no tratamento do reumatismo. Em banhos quentes
e demorados, de igual sorte também cura hemorróidas.
● Jenipapo: As folhas servem para banhos de descarrego e limpeza. A medicina
caseira aplica o cozimento das cascas no tratamento das úlceras, o caldo dos frutos
é combatente de hidropisia.
● Jurubeba: Somente usada em obrigações com objetivo de descarrego e limpeza.
Suas folhas e frutos permitem o bom funcionamento do fígado e baço, garante a
sabedoria popular. Debela e previne hepatite com ou sem edemas.
● Mangue Cebola: É usado apenas em sacudimentos domiciliares, utilizando o fruto, a
cebola. Procede-se assim: corta-se a cebola em pedaços miúdos e, cantando-se
para Exu, espalha-se pela casa, nos recantos, e sob os móveis. O povo usa a
cebola, fruto do mangue, esmagada sobre feridas rebeldes.
● Mangue vermelho: Usa-se apenas as folhas, em banhos de descarrego. O povo a
indica como excelente adstringente que possui alto teor de tanino. Muito eficaz no
tratamento das úlceras e feridas rebeldes, aplicando o cozimento das folhas em
compressas ou banhando a parte lesada.
● Manjericão-roxo: Empregado nas obrigações de ori dos filhos pertencentes ao orixá
das endemias. Colhido e seco, sua folha previne contra raios e coriscos em dias de
tempestades, usando o defumador. Também é usada como purificador de ambiente.
Não possui uso na medicina popular.
● Panacéia: Entra nas obrigações de ori e banhos de descarrego ou limpeza. O povo a
aponta como poderoso diurético e de grande eficácia no combate à sífilis, usando-se
o chá. É indicada também no tratamento das doenças de pele, darros, eczemas e
ainda debela o reumatismo, quando usada em banhos.
● Picão da praia: Apenas na Bahia ouvimos falar que esta planta pertence a Obaluaiê.
Não conhecemos seu uso ritualístico. A medicina popular dá-lhe muito prestígio
como diurético e eficaz nos males da bexiga. Usada como chá.
● Piteira imperial: Seu uso se limita às defumações pessoais, que são feitas após o
banho. A medicina popular utiliza as folhas verdes, em cozimento, para lavar feridas
rebeldes, aproximando a cura ou cicatrização.
● Quitoco: Usada em banhos de descarrego ou limpeza. Para a medicina popular esta
erva resolve males do estômago, tumores e abcessos. Internamente é usado o chá,
nos tumores aplica-se às folhas socadas. Muito utilizada nas doenças de senhoras.
● Sabugueiro: Não possui uso ritualístico. É decisiva no tratamento das doenças
eruptivas: sarampo, catapora e escarlatina. O cozimento das flores é excelente para
a brotação do sarampo.
● Sumaré: Não tem aplicação ritualística ou obrigações litúrgicas. Porém possui
grande prestígio popular, devido ao seu valor curativo, promovendo com espantosa
rapidez a abertura de tumores de qualquer natureza, pondo fim às inflamações. É
empregado contra furúnculos, panarícios e erisipelas, regenerando o tecido atacado
por inflamações de qualquer origem.
● Trombeteira branca: Não possui nenhuma aplicação nas obrigações de cabeça.
Apenas é usada nos banhos de limpeza dos filhos do orixá da varíola. Seu uso na
medicina popular é pouco frequente. Aplica-se apenas nos casos de asma e
bronquite.
● Urtiga-mamão: Aplicada em banhos fortes, somente em casos de invasão de eguns.
O banho emprega-se do pescoço para baixo. Esse banho destrói larvas astrais e
afasta influências perniciosas. O povo indica esta erva na cura de erisipela, usando
um algodão embebido do leite da planta. O chá de suas folhas debela males dos
rins.
● Velame do campo: Vegetal utilizado em todas as obrigações principais: ebori,
simples ou completo. Indispensável na feitura de santo e nos abô dos filhos do orixá.
Na medicina caseira o velame é utilizado como anti-sifilítico e anti-reumático.
● Velame verdadeiro: Possui plena aplicação em quaisquer obrigações de cabeça e
nos abô. Usada também nos sacudimentos. A medicina do povo afirma ser superior
a todos os depurativos existentes, além de energético curador das doenças da pele.
Frutas
Fruta: Jaca ou Romã.
Para que serve: Atuam na cura física e espiritual, auxiliando na regeneração do corpo e na
passagem por processos de transformação difíceis.
Grãos
Grão principal: Milho de pipoca (Deburu).
Finalidade energética: Cura, descarrego e purificação do corpo.
Uso comum: Oferenda de saúde e limpeza (Olubajé).
Comidas
FLOR DE OMOLU (GÚGÚRÚ ou DOBORÚ oU DEBURÚ):
● 1 pacote de milho alho
modo de preparo:
Aquecer a areia da praia, colocar o milho alho e esperar a pipoca ficar pronta.
As pipocas também podem ser preparadas no azeite de dendê.
ÈWÀ DÚDÚ EPO:
● feijão preto no dendê
IYEFUN ERAN:
● 500g de farinha de mandioca ou milho
● 1 bife ou carré de porco
● 1 pimentão
● 1 cebola roxa
● 1L de azeite de dendê
modo de preparo:
Misture bem a farinha com uma parte do dendê e coloque num alguidar, ponha o bife
sobre tudo, a cebola e o pimentão cortados em rodelas, regue com dendê.
Qualidades/combinações
OMOLU AFENAN é o velho, dança curvado, veste a estopa e carrega duas bolsas de onde
tira as doenças. Veste-se de amarelo e preto. Todas as plantas trepadeiras lhes pertencem.
Tem caminho Oxumarê e Iansã, de quem é companheiro, dança cavando com INTOTO
para depositar os corpos que lhe pertencem.
OMOLU AFOMAN, AKAVAN ou KAVUNGO tem ligação com Exú, afomo, contagiante,
infeccioso. veste a estopa e carrega duas bolsas de onde tira as doenças. Veste-se de
amarelo e preto. Todas as plantas trepadeiras lhes pertencem. Tem caminho com Ogum de
quem é companheiro, dança cavando com INTOTO para depositar os corpos que lhe
pertencem.
OMOLU AHOSUJI ou SEGI ligação com Iemanjá, Oxumarê ou Bessen.
OMOLU AJUNSUN é extrovertido, tem fundamentos com Oxumarê, Ogum e Oxalá.
Carrega lança e se veste de branco.
OMOLU ARAWE ou ARAPANÁ tem ligação com Iansã.
OMOLU ARINWARUN (WARIWARU) título de Xapanã.
OMOLU AVIMAJE ou AJIUZIUN tem fundamento com Nanã, Oxumarê e Ossain.
OMOLU AZOANI é jovem, veste-se de preto e branco, ou vermelho, tem caminhos com
Iroko, Oxumarê, Iemanjá e Iansã. Come tatu na praia.
OMOLU AZUNSUN, AZONSU, AJANSU ou AJUNSU é ligado ao tempo, às estações do
ano e ao culto da terra. É o verdadeiro dono do cruzeiro. Possui ligação com Oxalá e
Oxumarê. Seu assentamento é feito no barro vermelho, leva 9 olhos de boi, duas muletas
pequenas de cedro, suas lanças são sete, sendo uma maior que as outras, no meio leva
uma bandeira de aço e na outra um tridente. Veste-se de vermelho, preto e branco, na
perna esquerda leva uma pulseira de aço.
OMOLU INTOTO é um Orixá cultuado em seu assentamento e não vira na cabeça de
ninguém. Antigamente recebia sacrifícios humanos por se tratar de um Orixá antopofago,
come a carne e destrói os ossos. O Iyawo é feito de Oxum ou Azoani. Da-se comida à terra.
Este tipo de Orixá é ABÌKÚ, portanto não se raspa, pois representa o fundo da terra. Come
com Ewá, Iansã e Ikú. Seus assentamentos são cultuados ao lado de Nanã e Iemanjá, suas
missangas são vermelhas e pretas.
OMOLU JAGU JAGUN ou AJAGUN em seu assentamento leva uma estatuazinha com
olhos, tem dois Kelês, um de búzios e um de missangas, Tem caminho com Oxalá. É jovem
e guerreiro, leva na mão uma lança chamada Okó. Também possui caminhos com Ogunjá,
Ayrá, Exú e Oxalufan. É cultuado no dia 17 de dezembro. Seu cruzeiro leva uma seta só,
vindo de dentro de uma bacia com 9 pratinhos brancos de barro. Não come feijão preto,
come miúdos de boi no azeite doce. É o único que come IGBIN (caracol)
OMOLU JAGUN AGBAGBA provisoriamente sem dados inerentes a este caminho do Orixá
Omolu.
OMOLU OBÀLUÁYÊ é o rei da terra, na Nigéria os OWO MÉRINDÍNLOGUN adoram
Obaluayê, e usam no punho esquerdo uma tira de IGBOSU (pano africano) onde são
costurados CAURIS ESÓ. Sua vestimenta é feita de ÌKO, que é uma fibra de ráfia extraída
de IGÍ-ÒGÒRÒ, a popular palha da costa, elemento de grande significado ritualístico,
principalmente em rituais ligados a morte e o sobrenatural, sua presença indica que algo
deve ficar oculto. Composto de duas partes, o FILÁ e o AZÉ, a primeira parte, a parte de
cima que cobre a cabeça é uma espécie de capuz trançado de palha da costa, acrescido de
palhas em toda a sua volta, que passam da cintura. O AZÉ, seu AZÓ-ÌKO (roupa de palha)
é uma saia de palha da costa que vai até os pés em alguns casos, em outros acima dos
joelhos, por baixo desta saia usa-se um xocotô, espécie de calça curta, também chamado
de cauçulu, em que oculta o mistério da morte e do renascimento. Nesta vestimenta
acompanha algumas cabaças penduradas, onde supostamente carrega seus remédios. Ao
vestir-se com ÌKO e CAURIS, revela sua importância e ligação com a morte. Sua festa
anual é o OLUBAJÉ.
OMOLUEM KETU e ABEOKUTÁ seu parentesco com Oxumarê e Iroko é observado em
KETU (vindo de AISÊ segundo uns e ADJA POPO segundo outros), onde pode se vir uma
lança (OKO OMOLU) cravada na terra, esculpida em madeira onde figuram esses três
personagens superpostos, também em FITA próximo de PAHOUGNAN, território MAHI,
onde o rei OBA SEREJU, recebera o fetiche MORU, três fetiches ao mesmo tempo MORU
(Omolu), DAN (Oxumarê) e seu filho LOKO (Iroko).
OMOLU POSSUN ou POSURU é o mesmo AZUNSUNdo GEGE, louvado como POSSUN
no KETU e na Angola, tanto é Iroko como tempo. Come diretamente da terra. Sua dança
mostra claramente sua ligação com Exú e com a terra, dança com garras na mão. Seu
assentamento leva uma bola de Tabatinga que representa o mundo, e põem-se as garras.
Come cagado e tatu. Tem caminhos com INTOTO, IROKO e IANSÃ.
OMOLU SAPONA, SOPONNA, SAPATA ou SAKPATÁ é o mais antigo, é proibido falar seu
nome. Na África quando se fala seu nome, coloca-se mel na boca. Come com Exú e tem
fundamento nas encruzilhadas. Tem caminhos com Oxóssi e é o deus da varíola e das
doenças de pele. Usa missangas brancas e pretas, em sua feitura são feitas sete
qualidades de comidas, colocadas na folha de mamona e levadas com uma vela para o
campo. Leva dois kelês, um no pescoço e um na perna esquerda (duas argolas de aço). No
dia do recolhimento leva-se o Iyawo na porta do cemitério para EBÓ. É preparado no barro
vermelho.
OMOLU SAVALU ou SAPEKÓ ligação com Nanã
OMOLU TETU ou ETETU é jovem e guerreiro. Com com Ogum e Iansã. Veste branco,
preto e vermelho. Seu caqueiro é tapado e não se abre nunca.
AKAVAN tem ligação com Iansã, veste-se de estampado.
AZONSU/AJUNSUN tem fundamento com Oxumarê, Oxum e Oxalá.
AZOANI tem caminhos com Iroko, Oxumarê, Iemanjá e Iansã.
AVIMAJE tem fundamento com Nanã, Oxumarê e Ossain.
AJÁGÙNSÍ tem forte fundamento com Nanã, Ewá e Oxumarê.
AGÒRÒ veste-se de branco, Azan com franjas de palha.
JAGUN ITETÚ ligado a Iemanjá e Oxaguian.
JAGUN ARAWE tem fundamento com Iansã e Oxaguian.
JAGUN AJÒJI ou SEJÍ tem fundamentos com Ogum, Oxaguian e Exú.
JAGUN AGBÁ tem fundamento com Oxalufan e Iemanjá.
JAGUN ITUMBÉ tem caminhos com Oxaguian, Ayrá e Oxalufan.
JAGUN IGNONÀ ou TOPODUN ligação com Obá, Ayrá e Oxaguian.
JAGUN ODÉ ou IPÒPÒ ligação com ÍNLÈ, Logun, Ogum e Oxaguian.
Características dos filhos
O pessimismo é sua principal característica. Não são belos, nem sensuais, mas
possuem uma mente privilegiada. Um sentimento de rejeição inexplicável acompanhado de
melancolia os persegue, tornando-os tristes e frios. Se conquistado seu afeto, são
extremamente leais, honestos e amáveis. Possuem doenças de pele, desde acne excessiva
e cicatrizes vindas de doenças de infância.
Alguns têm facilidade de machucar as pernas. Seus rostos parecem desprovidos de
rubor, com tendência à palidez.
Ewó/Kizila
● Galinha d’angola
● Porco
● Sardinha
● Abacaxi
● Milho
● Mexerica ponkan
● Pipoca
Oríkí
OBALÚAIYÉ, INÚ RERE.
AJÉ N’MÚ K’ÁIYÉ K’Ó RÒ.
Tradução:
Rei e dono da terra, de bom coração.
Aquele que traz a cura para que o mundo prospere.
Àdúrà ou Gbàdúrà
OMOLÚ IGBÒNÁ IGNÒNÁ ZUE
OMOLÚ IGBÒNÁ IGNÒNÁ ZUE
EKO OMO VODUM MACETO
EKO OMO VODUM NA JE
IJÒNI LE O NÀNÁ
IJÒNI LE O NÀNÁ KI MAYÒ
FELÈFÈLÈ MI IGBA NFO, AJUNSUN WALE
MERÉ-MERÉ E NO ILE ISIN
MERÉ-MERÉ E NO ILE ISIN
ENSINBE MERÉ-MERÉ OSÚ IÀYÒ
ENSINBE MERÉ-MERÉ OSÚ IÀYÒ
OBA ALÀ TUN SUE OBI OSÙN
OBA ALÀ TUN SUE OBI OSÙN
IYA LÒNI
OTU ÀKÒBA, BI IYÀ, HÙKÓ, KÀKÁ, BETO
ORUN ZUE SO RAN ALE SO RAN
BARA ATUN ZUE OBI OSÙN
Tradução:
Omolú, Semhor da quentura
Sempre febril produz saúde
Educa o filho Vodum Maceto
Vodun educa o filho castigando
Nanã ele é capaz de provocar queimaduras
Ele é capaz de provocar queimadura. Nanã, e se enche de alegria
Nanã ele se enche de alegria do lado de fora
És capaz de fazer definha em vida, Ajunsun, até secar
Habilmente ele enche a nossa casa de escravos
Habilmente ele enche a nossa casa de escravos
Primeiramente o erguemos habilmente osù que cobre a terra
Primeiramente o erguemos habilmente osù que cobre a terra
Rei que nasceu como o sol. Pai do vermelho
Rei que nasceu como o sol. Pai do vermelho
Neste dia
Doença, enfermidade, sofrimento, tosse, dificuldades, aflição
Suplico-lhe diariamente. Pai do vermelho
Rei do corpo, suplico-lhe rastejando
Rei do corpo, suplico-lhe rastejando. Pai do vermelho