Universidade Tecnológica Federal do Paraná
Engenharia Ambiental e Sanitária
Campus Londrina
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RELATÓRIO TÉCNICO
PRÁTICA IV : PREPARO E PADRONIZAÇÃO DE SOLUÇÕES ALCALINAS
Discentes: MARIA VITÓRIA MARTINS RA 2368315
MARCELLO AUGUSTO RIBEIRO FARAH SIMONY RA 2771926
LUCAS HENRIQUE DE OLIVEIRA RA 2770652
NATALICIO VIOTO CAETANO RA 2771969
Docente: FÁBIO CEZAR FERREIRA
(Laboratório de Química Geral)
CAMPUS LONDRINA, 2025
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RELATÓRIO TÉCNICO
PRATICA IV : PREPARO E PADRONIZAÇÃO DE SOLUÇÕES ALCALINAS
Londrina, 17 de outubro de 2025.
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SUMÁRIO
1 Introdução ………………………………………………………………………… 1
2 Materiais …………………………………………………………………………. 3
3 Procedimento experimental ………………………………………………………. 4
3.1 Preparo da Solução de NaOH 0,1 mol·L⁻¹ …………….………….......... 4
3.2 Padronização da Solução de NaOH 0,1 mol·L⁻¹……………….……….. 4
4 Resultados e discussões ……………………………………………...…………… 5
5 Considerações finais ……………………………………………..……………….. 8
6 Referências ……………………………………………………………………….. 9
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Resumo: A prática teve como objetivo o preparo de uma solução aproximadamente 0,1 mol·L⁻¹ de
hidróxido de sódio (NaOH) e sua padronização por titulação ácido-base utilizando biftalato de potássio
como padrão primário. Devido ao caráter higroscópico do NaOH, a padronização foi necessária para
garantir a determinação correta da concentração. A titulação foi realizada com fenolftaleína como
indicador, obtendo-se volumes médios de 6,2 mL e 6,3 mL, resultando em uma molaridade
aproximada de 0,102 mol·L⁻¹. Os resultados apresentaram boa precisão e concordância com o valor
teórico, evidenciando a importância da padronização em análises quantitativas na química analítica.
Palavras-chave: Hidróxido de sódio; Padronização; Titulação ácido-base; Padrão primário; Química
analítica.
1 INTRODUÇÃO
A composição de uma solução é um parâmetro fundamental em análises químicas e
pode ser expressa de diferentes maneiras. Entre as formas mais comuns de medida da
composição de soluções líquidas está a Molaridade (M), definida como a quantidade de
matéria do soluto (em moles) por litro de solução.
O preparo de soluções com concentração precisa é simples quando se utiliza solutos
sólidos de elevada pureza. No entanto, muitos reagentes, como o Hidróxido de Sódio NaOH,
não são ideais para esse fim. O NaOH é um sólido higroscópico (absorve água da atmosfera) e
frequentemente contém impurezas, como carbonato de sódio. Devido a essas características, a
massa pesada de NaOH não corresponde exatamente à quantidade de matéria pura,
impossibilitando o cálculo exato da molaridade da solução preparada.
Por essa razão, a concentração exata de soluções preparadas com solutos como o
NaOH deve ser determinada experimentalmente por um processo chamado padronização.
Como afirma Skoog et al. (2014), a padronização é o processo "no qual a concentração de um
reagente é determinada pela titulação contra uma quantidade, pesada com exatidão, de um
padrão primário".
Neste experimento, a solução de NaOH de molaridade incerta será padronizada
utilizando um ácido de elevada pureza, conhecido como padrão primário. O padrão primário
escolhido é o Biftalato de Potássio KHC8H4O4. O ponto de equivalência da titulação, onde o
número de moles do ácido e da base são iguais, será visualmente identificado pela mudança
de cor (viragem) do indicador fenolftaleína.
Uma vez padronizada, a solução de NaOH passa a ser considerada um padrão
secundário e pode ser utilizada com precisão em futuras análises, como a padronização de
outras soluções ácidas.
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A padronização descrita neste experimento é realizada através de uma titulação
volumétrica, uma das técnicas mais clássicas e precisas da química analítica quantitativa. A
volumetria baseia-se na medição exata do volume de uma solução de concentração
conhecida (o titulante, neste caso, a solução de (NaOH) necessário para reagir completamente
com uma quantidade conhecida da substância a ser analisada (o titulado, ou padrão primário,
Biftalato de Potássio).
A reação química envolvida consiste em uma neutralização ácido-base, na qual o NaOH,
uma base forte, reage estequiométricamente com o biftalato de potássio, um ácido fraco. O
objetivo da titulação é atingir o ponto de equivalência, definido como o momento teórico em
que a quantidade de matéria da base adicionada (nᵦ) é exatamente igual à quantidade de
matéria do ácido presente (nₐ).
Como o ponto de equivalência em si não pode ser observado diretamente, utiliza-se
um indicador visual para sinalizar o término da reação. O ponto no qual o indicador muda de
cor é chamado de ponto final da titulação. Para que a análise seja precisa, é crucial que o
ponto final (a mudança de cor observada) ocorra o mais próximo possível do ponto de
equivalência (o ponto estequiométrico real).
A fenolftaleína é o indicador escolhido para esta prática em soluções ácidas ou
neutras, a fenolftaleína é incolor. Contudo, em meio alcalino (básico), ela assume uma
coloração rosa intensa. No momento em que a última molécula do ácido (Biftalato) é
neutralizada, a próxima gota da base NaOH em excesso torna a solução ligeiramente alcalina,
provocando a imediata mudança de cor (viragem) do indicador e sinalizando o ponto final da
titulação O volume de NaOH gasto para atingir este ponto é então utilizado para calcular a
molaridade real da solução
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2 MATERIAIS
Para a realização do experimento, foram utilizados os seguintes materiais:
Vidrarias:
- Bureta (50 mL)
- Béquer (50 mL)
- Pipeta volumétrica (25 mL)
- Balão volumétrico (250 mL)
- Erlenmeyer (125 mL)
- Bastão de vidro
Equipamentos:
- Suporte universal com garra
- Balança analítica
- Espátula
- Pipetador
Reagentes:
- NaOH sólido
- Biftalato de potássio
- Solução alcoólica de fenolftaleína 1%
Anexo I - Materiais
Fonte: Autoria Própria (2025).
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3 PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL
3.1 Preparo da Solução de NaOH 0,1 mol·L⁻¹ (Aproximada)
Inicialmente, calculou-se a massa de hidróxido de sódio (NaOH) necessária para o
preparo de 250 mL de solução aquosa aproximadamente 0,1 mol·L⁻¹. Em seguida, a massa
calculada foi pesada rapidamente em um béquer de 50 mL, devido ao caráter higroscópico do
NaOH, e seu valor foi devidamente registrado.
Após a pesagem, adicionou-se água ao béquer até cerca de metade de seu volume para
promover a dissolução do sólido. A solução obtida foi transferida para um balão volumétrico
de 250 mL. O béquer foi enxaguado com pequenas porções de água destilada, que também
foram transferidas ao balão, assegurando a completa remoção de resíduos do reagente.
O volume do balão foi ajustado até a marca com água destilada, seguido de
fechamento e homogeneização da solução. Por fim, a solução preparada foi armazenada em
frasco plástico devidamente identificado.
3.2 Padronização da Solução de NaOH 0,1 mol·L⁻¹
Determinou-se inicialmente a massa de biftalato de potássio (KHC₈H₄O₄) necessária
para a neutralização de 25 mL da solução de NaOH 0,1 mol·L⁻¹, com base na reação de
neutralização. A bureta foi previamente enxaguada com aproximadamente 5 mL da solução
de NaOH e, em seguida, preenchida com o mesmo titulante, registrando-se o volume inicial.
A massa calculada de biftalato de potássio foi pesada com precisão, transferida para
um Erlenmeyer de 125 mL e dissolvida em cerca de 25 mL de água. Adicionaram-se 1 a 2
gotas do indicador fenolftaleína à solução.
A titulação foi conduzida com agitação constante, sendo o NaOH inicialmente
adicionado de forma mais rápida. À medida que a coloração rosa começou a persistir por mais
tempo, a adição do titulante foi feita lentamente até a obtenção de coloração rosa permanente,
caracterizando o ponto final da titulação.
O volume final de NaOH consumido foi anotado, e o procedimento foi repetido para
obtenção de um valor médio confiável.
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4 RESULTADOS E DISCUSSÕES
Quadro I – Dados de Preparo da Solução de NaOH 0,1 M.
Valor
Seção Variável Unid. Registrado
A) Preparo do NaOH 0,1
M Massa de NaOH (Calculada) g 1g
Massa Exata de NaOH (Pesada) g 1,01 g
Volume da Solução mL 250 mL
Fonte: Autoria Própria (2025).
Quadro II – Dados de Padronização da Solução de NaOH 0,1 M.
Valor
Seção Variável Unid. Registrado
B) Padronização do
NaOH 0,1 M Massa de Padrão Primário (KHC8H4O4)
(1ª Titulação) (Calculada) g 0,1329 g
Massa Exata de KHC8H4O4(Pesada 1) g 0,1298 g
Volume Inicial de NaOH na Bureta (1ª Tit.) mL 1,2 mL
Volume Final de NaOH na Bureta (1ª Tit.) mL 7,5 mL
VG de NaOH mL 6,3 mL
Fonte: Autoria Própria (2025).
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Quadro III – Dados de Padronização da Solução de NaOH 0,1 M (duplicata).
Valor
Seção Variável Unid. Registrado
B) Padronização do
NaOH 0,1 M
(2ª Titulação) Massa Exata de KHC8H4O4(Pesada 2) g 0,1316 g
Volume Final de NaOH na Bureta titulação 2 mL 6,2 mL
VG de NaOH mL 6,2 mL
VM final Gasto de NaOH mL 6,25 mL
Fonte: Autoria Própria (2025).
A prática teve como objetivo o preparo de uma solução aproximadamente 0,1 mol·L⁻¹
de hidróxido de sódio (NaOH) e sua posterior padronização por meio da titulação com o
padrão primário biftalato de potássio (KHC₈H₄O₄). Os resultados obtidos apresentaram boa
coerência e reprodutibilidade, indicando que o procedimento experimental foi conduzido de
maneira adequada e controlada.
No preparo da solução de NaOH, a massa inicialmente calculada foi de 1,00 g,
enquanto a massa efetivamente pesada foi de 1,01 g. Essa pequena diferença é considerada
aceitável dentro das condições experimentais, especialmente devido ao caráter higroscópico
do NaOH, que absorve umidade do ambiente. Essa propriedade confirma a impossibilidade de
determinar a moralidade real da solução apenas pela massa pesada, justificando a necessidade
da etapa de padronização. O volume final da solução foi corretamente ajustado para 250 mL,
assegurando que possíveis desvios na concentração estivessem relacionados exclusivamente
às massas reais utilizadas e ao comportamento higroscópico do reagente.
Para a padronização da solução de NaOH, foram realizadas duas titulações
independentes, utilizando massas próximas de KHC₈H₄O₄, sendo 0,1298 g na primeira
titulação e 0,1316 g na segunda. Essas pequenas variações são esperadas, uma vez que a
pesagem é realizada individualmente em cada ensaio. Os volumes de NaOH gastos foram de
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6,3 mL na primeira titulação e 6,2 ml na segunda, resultando em um volume médio de 6,25
mL. A diferença de apenas 0,1 ml entre os ensaios evidencia boa precisão volumétrica,
indicando que a bureta foi utilizada adequadamente, o ponto final foi observado de forma
consistente e o indicador fenolftaleína apresentou funcionamento satisfatório. Caso houvesse
diferenças maiores entre os valores, poderiam ser indicativos de erros na leitura do menisco,
excesso de titulante na aproximação do ponto final ou agitação inadequada da solução, o que
não foi observado neste experimento.
A interpretação dos resultados mostra que os volumes de NaOH gastos foram
compatíveis entre si, assim como as massas do padrão primário utilizadas, que se mantiveram
dentro da faixa típica para titulações envolvendo NaOH 0,1 M. A proximidade dos valores
obtidos demonstra boa repetibilidade entre as titulações, baixa variabilidade experimental e
controle eficiente do procedimento. Com base nas massas de KHC₈H₄O₄ e nos volumes de
NaOH consumidos, determinou-se que a solução apresentou concentração real aproximada de
0,102 mol·L⁻¹, valor bastante próximo da concentração teórica desejada de 0,100 mol·L⁻¹. A
diferença percentual entre os valores é pequena e compatível com o esperado em um
laboratório didático.
Apesar da coerência geral dos dados, pequenas discrepâncias podem ser atribuídas a
fontes de erro inerentes ao procedimento experimental, como a leitura do menisco na bureta,
em que a diferença de 0,1 mL pode ter origem em leituras ligeiramente apressadas ou
conservadoras. Outro fator possível é a observação da viragem da fenolftaleína, pois a
tonalidade rosa pode permanecer por poucos segundos e induzir à adição de uma ou duas
gotas a mais de NaOH. Além disso, a higroscopicidade do NaOH impede que a massa pesada
represente exatamente a quantidade de NaOH puro, reforçando a importância da
padronização. Pequenas oscilações de temperatura também podem interferir levemente na
densidade dos líquidos, embora esse efeito seja mínimo. Todos esses fatores são considerados
normais e esperados dentro da rotina experimental.
De forma geral, os resultados demonstraram que a solução de NaOH foi preparada
adequadamente, a padronização ocorreu com excelente repetibilidade entre os ensaios e a
concentração real obtida foi muito próxima do valor teórico desejado. O método foi
conduzido com bom controle experimental e, no conjunto, os dados indicam que o grupo
executou corretamente a técnica de titulação ácido-base, compreendendo a importância da
padronização para compensar as impurezas e a higroscopicidade do NaOH.
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5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A prática experimental proporcionou uma compreensão aprofundada do processo de
padronização de uma solução de hidróxido de sódio (NaOH), destacando a relevância do
controle rigoroso das condições experimentais e do uso de reagentes devidamente calibrados
para assegurar a exatidão nas análises químicas. Inicialmente, foi preparada uma solução de
NaOH com concentração estimada em 0,1 mol·L⁻¹, posteriormente submetida à padronização
por meio de titulação com o padrão primário biftalato de potássio (KHC₈H₄O₄).
A partir dos volumes médios de NaOH empregados nas titulações (6,25 mL) e das
massas precisas do padrão primário, determinou-se a molaridade real da solução, resultando
em 0,102 mol·L⁻¹. Tal valor apresentou excelente concordância com o teórico de 0,100
mol·L⁻¹, evidenciando a correta execução do procedimento e a consistência dos resultados
obtidos. Esse desfecho reforça a adequação da metodologia aplicada e a importância da
padronização como etapa essencial em análises volumétricas.
A titulação foi conduzida utilizando a fenolftaleína como indicador visual para a
identificação do ponto final da reação. A média das massas de biftalato de potássio utilizadas
foi de 0,1307 g, e o volume médio de solução de NaOH consumido corroborou a exatidão dos
cálculos realizados. A proximidade entre os valores obtidos e os teóricos confirma a precisão
do método e o controle eficiente das variáveis experimentais envolvidas.
As pequenas discrepâncias observadas entre as repetições experimentais podem ser
atribuídas a fatores inerentes ao procedimento, como variações na leitura do menisco na
bureta, adição das últimas gotas do titulante próximas ao ponto final ou diferenças sutis na
observação da mudança de coloração do indicador. Tais desvios são considerados aceitáveis
dentro do contexto experimental e não comprometem a confiabilidade dos resultados obtidos.
Em síntese, o experimento atingiu plenamente seus objetivos, permitindo a
padronização confiável da solução de NaOH e consolidando o entendimento sobre o processo
de titulação ácido-base. A atividade reforçou, ainda, a relevância da padronização de soluções
em procedimentos laboratoriais, assegurando resultados analíticos reprodutíveis, exatos e
cientificamente confiáveis.
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6 REFERÊNCIAS
Material de apoio da disciplina – Prática 04: Preparo e Padronização de Soluções Alcalinas.
Manual interno. Disponivel em:
[Link]
ABNT NBR ISO/IEC 17025. Documento de caráter Orientativo. Disponível em:
[Link]
RE-087_rev_00_-_Orientacoes_gerais_sobre_os_requisitos_da_ABNT_NBR_ISO_IEC_1702
5_2017.pdf
COSTA Matos M. A.- Titulação ácido-base - INTRODUÇÃO À QUÍMICA ANALÍTICA.
Notas de aula. Disponivel em:
[Link]
[Link]
NOÇÕES DE TITULAÇÃO Titulação das soluções ([Link]) Notas de aula.
Disponivel em:
[Link]
Aula_10.pdf