O inquérito policial militar é a apuração sumária de fato, que, nos têrmos legais, configure
crime militar, e de sua autoria. Tem o caráter de instrução provisória, cuja finalidade
precípua é a de ministrar elementos necessários à propositura da ação penal.
O inquérito é iniciado mediante portaria: f) quando, de sindicância feita
em âmbito de jurisdição militar, resulte indício da existência de infração
penal militar.
O inquérito deverá terminar dentro em vinte dias, se o indiciado estiver prêso, contado
esse prazo a partir do dia em que se executar a ordem de prisão; ou no prazo de quarenta
dias, quando o indiciado estiver sôlto, contados a partir da data em que se instaurar o
inquérito.
Os crimes cometidos por militares em serviço são de responsabilidade da polícia militar,
em conformidade com o Art. 8º: compete à Polícia judiciária militar: a) apurar os crimes
militares, bem como os que, por lei especial, estão sujeitos à jurisdição militar, e sua
autoria.
Tempos de guerra: 5 dias, podendo prorrogar por mais 3 dias.
Tempos de paz: 20 dias prorrogáveis por mais 40 dias,
É O VPI (Veridicação Prévia das Informações), semque que houver uma denúncia apócrifa
(anônima), deverá antes a autoridade policial realziar uma VPI, ou seja, uma apuração
preliminar das informações.
Art 10. O inquérito é iniciado mediante portaria:
a) de ofício, pela autoridade militar em cujo âmbito de jurisdição ou comando haja ocorrido
a infração penal, atendida a hierarquia do infrator;
Art. 10. O inquérito é iniciado mediante portaria:
c) em virtude de requisição do Ministério Público;Art 25. O arquivamento de inquérito
não obsta a instauração de outro, se novas provas aparecerem em relação ao fato, ao
indiciado ou a terceira pessoa, ressalvados o caso julgado e os casos de extinção da
punibilidade.
Art. 15. Será encarregado do inquérito, sempre que possível, oficial de posto não inferior
ao de capitão ou capitão-tenente; e, em se tratando de infração penal contra a segurança
nacional, sê-lo-á, sempre que possível, oficial superior, atendida, em cada caso, a sua
hierarquia, se oficial o indiciado.
Art. 79. A denúncia deverá ser oferecida, se o acusado estiver prêso, dentro do prazo de
cinco dias, contados da data do recebimento dos autos para aquêle fim; e, dentro do prazo
de quinze dias, se o acusado estiver sôlto. O auditor deverá manifestar-se sôbre a
denúncia, dentro do prazo de quinze dias.
§ 2º Em se tratando de delegação para instauração de inquérito policial militar, deverá
aquela recair em oficial de pôsto superior ao do indiciado, seja êste oficial da ativa, da
reserva, remunerada ou não, ou reformado.
§ 3º Não sendo possível a designação de oficial de pôsto superior ao do indiciado,
poderá ser feita a de oficial do mesmo pôsto, desde que mais antigo.
§ 4º Se o indiciado é oficial da reserva ou reformado, não prevalece, para a delegação, a
antiguidade de pôsto.
Art. 16-A. Nos casos em que servidores das polícias militares e dos corpos de bombeiros
militares figurarem como investigados em inquéritos policiais militares e demais
procedimentos extrajudiciais, cujo objeto for a investigação de fatos relacionados ao uso da
força letal praticados no exercício profissional, de forma consumada ou tentada, incluindo as
situações dispostas nos arts. 42 a 47 do DecretoLei nº 1.001, de 21 de outubro de 1969 (Código
Penal Militar), o indiciado poderá constituir defensor. (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) §
1º Para os casos previstos no caput deste artigo, o investigado deverá ser citado da
instauração do procedimento investigatório, podendo constituir defensor no prazo de até 48
(quarenta e oito) horas a contar do recebimento da citação.
Se o crime militar cometido for cometido pelas praças será julgado pelo CONSELHO
PERMANENTE DE JUSTIÇA.
Por que permanente? Soldados, Cabos e Sargentos são Praças comuns.
Com isso se pode ter 4 juízes militares SUPERIORES e 1 juiz togado fixos, por exemplo: 4
oficiais fixos seria o suficientes para julgas todos os praças.
Já os OFICIAIS são os famosos PRAÇAS esperciais
Julgado pelo Conselho Especial de justiça .
Sendo 4 juizes militares e 1 togado.
Observando e respeitado a hierarquia para o julgamento.
Os civis, quando cometem crimes militares, são processados e julgados exclusivamente
pela Justiça Militar da União (JMU), de forma monocrática pelo juiz federal da Justiça
Militar (juiz auditor). Ressalta-se que civis não praticam crimes militares contra militares
estaduais, não se submetendo à Justiça Militar Estadual.