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A Luta Contra a Obsessão e o Vazio

A protagonista luta contra o bullying e a dor emocional, levando a uma tentativa de suicídio que a deixa em um hospital. Após a promessa de recomeço em Nova York, ela percebe que sua luta interna e a presença de uma entidade obscura a seguirão. A relação entre ela e essa presença se torna uma dança entre segurança e obsessão.
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A Luta Contra a Obsessão e o Vazio

A protagonista luta contra o bullying e a dor emocional, levando a uma tentativa de suicídio que a deixa em um hospital. Após a promessa de recomeço em Nova York, ela percebe que sua luta interna e a presença de uma entidade obscura a seguirão. A relação entre ela e essa presença se torna uma dança entre segurança e obsessão.
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O eco dos risos cruéis ainda estavam lá.

Não importava o quanto eu tentasse afastá-


los, eles permaneciam. Aquelas malditas palavras afiadas como navalhas, escorrendo
como veneno, enterradas na minha pele até o ponto de sangrar, me faziam sentir
nojo, nojo de mim.

Senti o peso disso tudo naquela última sexta-feira na escola. Não foi a primeira
vez, mas naquele dia algo quebrou dentro de mim. As risadas, os olhares, os
insultos. "Preta suja."
"Insignificante." "Você nunca vai ser ninguém."

A decisão e tentativa de se arrancar da vida em busca de acabar com o próprio


pesadelo, não foi sinal de fraqueza, mas talvez um grito desesperado por liberdade.

Deitada na cama do hospital uma semana depois, o vazio era ensurdecedor. As paredes
brancas pareciam tão sufocantes quanto os corredores daquela escola que eu jamais
pisaria novamente. Meus pais estavam ali, segurando as lágrimas, sussurrando
promessas que eu mal ouvia e entendia. Tudo me parecia distante, como se eu
estivesse presa sob a superfície de uma água espessa demais para respirar.

"Você precisa recomeçar", a voz da minha finalmente atravessou o nevoeiro. "Vamos


mandar você para Nova York. Com seus tios. Lá, você vai estar segura."

Segura. Era mentira, e eu e ela sabimos disso. Eu não estaria segura de mim mesma,
das minhas ideias suicidas, muito menos do mundo. ainda assim, o vazio me empurrou
para o quer que fosse. Nova York parecia distante, impessoal. Talvez, mas só
talvez, perfeito para desaparecer.

Mas o que eu não esperava era não esta mais sozinha.

Havia alguém. Um vulto na sombra. Um par de olhos que me observava com precisão
assustadora. Ele sempre soube onde eu estava, eu sei disso, sempre soube o que eu
sentia. Ele estava lá quando eu caí. E ele não pretendia me deixar escapar.

Nova York não seria uma fuga, mas uma jaula. Ele me seguiria, como sempre seguiu.
Tenho quase certeza, ou talvez total certeza de que essa coisa se fazia presente
naquela sexta.

—————————-

O jogo entre eles começou sem que ela percebesse. Para ele, cada movimento dela era
como uma dança hipnotizante. Para ela, cada sussurro do vento poderia ser um aviso
ou uma ameaça. A linha entre segurança e obsessão se tornava cada vez mais tênue.

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