Título: Ontem à noite, do alto do meu travesseiro.
Eu olhava através de uma lente dos óculos como se fosse uma luneta e via um
eclipse que se aproximava. Curiosamente, o dia não escurecia e a lua se fazia cada vez
maior e com mais detalhes a cada hora na qual eu saia de casa e a observava.
Até que meu irmão me chamou empolgado - "Cara vem ver o que é isso!".
Corremos até o quintal onde uma esfera cinzenta do tamanho de uma casa pairava sobre o
chão na altura das árvores, - "É a lua!"
Embasbacados nos aproximamos do pequeno corpo celeste, por um lado
preocupados se nos esmagaria ou a sua gravidade nos arremessaria para órbita, mas por
outro empolgados demais para não testar.
Me coloquei embaixo do satélite e tomei impulso para pular e me lancei, como se eu
me livrasse de todo meu peso, decolei em um pulo suave como uma garça. Eu estiquei a
mão me aproximando em velocidade constante à esfera cinzenta.
Um pequeno toque para um rapaz, minha mão afundou até o pulso na poeira
prateada macia. "Será que a lua vai ter uma grande marca de mão daqui pra frente?" -
Não sabia a resposta, mas sem dúvidas esse seria um grande toca aqui para a
humanidade.
Uma súbita sensação de pânico tomou a cena, - "Ela tá subindo!" - gritava o irmão.
O que acontece quando um jovem ansioso vindo a 7 km por hora colide com um corpo
celeste leve como uma bola de praia? Um adeus.
"Que raio de encontro curto foi esse?" - pensava o moço melancólico enquanto
via o gigante prateado enfeite natalino se afastando... Quando se deu conta em sua mão
havia algo que havia retirado de dentro da lua, um esqueleto humano cromado...
kkkk sonhos não fazem sentido nenhum!