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Ramsés: O Orc Protetor e Guerreiro

Ramsés, um orc da Presa Longa, reflete sobre sua vida como guardião de um príncipe, sua falha em protegê-lo e a busca por redenção após ser inexplicavelmente poupado da morte. Ele é descrito como um guerreiro leal e protetor, mas também possui defeitos, como a dificuldade em entender culturas diferentes e problemas de visão. A narrativa é complementada por histórias de outros personagens que revelam suas qualidades e falhas, destacando sua complexidade e a luta por honra e reconhecimento.
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Ramsés: O Orc Protetor e Guerreiro

Ramsés, um orc da Presa Longa, reflete sobre sua vida como guardião de um príncipe, sua falha em protegê-lo e a busca por redenção após ser inexplicavelmente poupado da morte. Ele é descrito como um guerreiro leal e protetor, mas também possui defeitos, como a dificuldade em entender culturas diferentes e problemas de visão. A narrativa é complementada por histórias de outros personagens que revelam suas qualidades e falhas, destacando sua complexidade e a luta por honra e reconhecimento.
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RAMSÉS

Meu nome é Ramsés filho de


Khaemwaset. Antes de tudo isso, eu era a
sombra leal de meu jovem mestre, um
príncipe de uma das grandes casas
sucessoras do Imperador de Khemet.
Minha função não era apenas a de um
guarda, mas de um escudo silencioso e de
uma presença constante. Até o dia em que
essa presença se mostrou inútil. Ele foi
arrancado de sob minha vigilância, e eu,
pela falha mais absoluta que um guerreiro
pode cometer, fui sentenciado à
decapitação. Lembro do capuz áspero
sobre meu rosto, do cheiro de areia quente
e sangue seco na plataforma. A morte era
um fato. Até que não foi. Algo interferiu, e
eu acordei livre, com a vida ainda em meu
peito e uma dívida de honra que não foi
quitada.

Minha origem é das areias escaldantes, não


das florestas sombrias que associam a minha raça. Vim dos Orcs da Presa Longa, uma
comunidade esguia e resistente que habita os desfiladeiros áridos do sul. Nossas presas,
curvadas e elegantes, e nossa estatura mais alongada sempre nos diferenciaram dos clãs do
norte, os brutos e bulhentos. Meu próprio pai, um Sangue Carmesim de linhagem pura e pele
rubra, via nossa linhagem com desdém. Para ele, ser Presa Longa era ser uma versão diluída,
um Orc de sombra e sutileza, não de fúria aberta.

Já temi a lâmina do carrasco, é verdade. Mas o vazio que a morte deixa é nada perto do
tormento de falhar. Hoje, meu verdadeiro medo é que minha força, minha vigilância ou meu
julgamento se mostrem insuficientes outra vez. Temo que aquilo que eu juro proteger possa
ser tomado com um simples movimento que eu não antecipei. Esse temor não me paralisa; ele
afia meus sentidos, endurece minha resiliência. Nunca mais serei pego desprevenido.

Meu desejo mais profundo é olhar nos olhos de meu pai e ver ali, não a decepção, mas o
reconhecimento. Quero provar que o sangue da honra corre tão forte e vermelho em mim, um
Presa Longa, quanto corre nele. Que minha lealdade, minha disciplina e minha força não são
menores, apenas forjadas em um fogo diferente: o sol implacável do deserto e o gelo da falha
pessoal.

E por que deixei tudo? Porque um homem que deveria estar morto não tem um "tudo" para
chamar de seu. Só restam perguntas: por que fui poupado? Para que propósito? E, acima de
tudo, que fim levou meu jovem mestre? Até que eu encontre essas respostas, ou pelo menos
rastreie seus rastros até o fim, minha honra não passará de um trapo no deserto. Minha vida,
agora, é um instrumento para desatar esse nó. E eu cumprirei meu papel.

Eu vi essa figura de longe, caminhando pelas dunas, e de início achei que fosse alguma estátua
antiga ganhando vida. Não era. Era um orc — mas não como os que a gente ouve falar em
histórias de estrada. Ele era grande, largo de ombros, com um jeito pesado de quem pisa firme
no chão, como se cada passo tivesse peso e intenção. Não corria nem se escondia. Apenas
avançava, seguro de si, como
alguém que sabe que não
precisa temer quase nada.

A pele dele era escura, puxada


para um roxo profundo, marcada
pelo sol e pelo tempo. O rosto
era duro, fechado, daqueles
que não deixam espaço pra
conversa. Os olhos chamaram
minha atenção na hora:
dourados, brilhando forte,
como metal aquecido. Não
tinham fúria, mas atenção —
daqueles olhos que parecem
sempre te medir, mesmo
quando não estão olhando
direto.

As orelhas eram longas e


pontudas, cheias de argolas e
correntes presas nelas. O
cabelo, preto e comprido, caía
solto pelos ombros, mas não
era desleixado. Tinha
várias peças de metal presas
entre as mechas, como se
cada uma tivesse algum
significado. Não pareciam enfeites comuns; davam a impressão de coisa antiga, de ritual, de
tradição velha demais pra gente da vila entender.

O que mais assustava era a peça de metal no rosto. Não cobria tudo, mas ficava presa à boca e
ao queixo, formando umas presas grandes e curvas que se projetavam pra fora. Aquilo fazia
parecer que ele tinha uma mandíbula ainda maior do que já tinha. Quando ele fechava a boca,
dava a sensação de que aquele metal fazia parte dele, não algo colocado depois.

A armadura brilhava sob o sol do deserto, mas não era ouro, disso eu tenho certeza. Era um
metal pesado, amarelado, gasto pelo tempo, todo cheio de desenhos estranhos e símbolos
talhados fundo. Pareciam marcas de um povo antigo, coisa de terras quentes e areias eternas.
A couraça cobria bem o peito, os braços e as pernas, feita pra aguentar pancada de verdade.
Por cima da armadura, ele usava uma capa grossa de pele, jogada sobre os ombros, que
balançava com o vento quente. Num dos braços, carregava um escudo enorme, largo, do
mesmo metal da armadura, tão grande que parecia capaz de proteger mais de um homem
atrás dele.

Qualidades
História contada por Jabari, um jovem mercador de especiarias que viajava na mesma
caravana que Ramsés por um trecho do deserto.

“Deixe-me contar sobre a noite em que compreendi o verdadeiro caráter do Ramsés. Foi em
um caravanserai, um ponto de parada barulhento e cheio de forasteiros. Nossa caravana
dividia o pátio com mercadores cínicos e guardas brutamontes. No meio deles, Ramsés era uma
figura quieta, sentado afastado, afiando sua khopesh com um cuidado quase reverente.
A primeira qualidade que se notava era o carisma. Não era do tipo alto ou espalhafatoso. Era
uma presença calma que, de alguma forma, atraía o olhar. Você sentia que ali estava alguém
que ouvia mais do que falava. Um garoto, filho de um dos cozinheiros do local, estava sendo
alvo de gozação por dois caravanistas por ser pequeno e um tanto desajeitado. Ramsés não
gritou, não se levantou com fúria. Apenas ergueu os olhos da lâmina e fixou um olhar
tranquilo, mas pesado, nos homens. Um silêncio desceu sobre eles. Não houve mais uma
palavra de provocação. Era uma autoridade natural, silenciosa.
Mais tarde, vi a bondade e a gentileza em ação. O mesmo garoto, envergonhado, deixou cair
uma pesada sacola de grãos, que se espalhou pela terra. Enquanto outros riam, Ramsés se
ergueu, sua estatura esguia projetando uma longa sombra no chão. Ele não chamou o garoto
de desastrado. Apenas se ajoelhou, começou a ajuntar os grãos com mãos surpreendentemente
delicadas para um guerreiro, e sussurrou algo para o menino. Juntos, recolheram tudo. Depois,
Ramsés o levou até o fogo comum.
E foi ali que descobri que ele gosta de cozinhar. Enquanto os outros guerreiros só comiam o
que lhes serviam, Ramsés pediu licença e, com a permissão do cozinheiro aborrecido, ajustou o
tempero de um ensopado que estava sem graça. Movimentos precisos, adicionando uma pitada
disso, um pouco daquela erva que ele carregava. Ele fez o menino provar, e o sorriso no rosto
do pequeno disse tudo. Ele protegeu o garoto não apenas da crueldade dos outros, mas da fome
e do desânimo, nutrindo-o.
Isso nos leva à sua lealdade e natureza protetora. Mais tarde naquela noite, ouvimos uivos de
chacais se aproximando dos animais presos. Dois dos guardas mercenários relutaram em sair
para o frio. Ramsés nem hesitou. Empunhou sua arma e foi para a escuridão, sozinho. Não era
sua caravana, não eram seus animais. Mas era o seu espaço, e aquelas pessoas, por uma noite,
estavam sob seu teto. Para ele, era dever. Ouvimos uns grunhidos, o tinir de metal, e depois
silêncio. Ele voltou sem um arranhão, apenas acenando com a cabeça para assegurar que
estava tudo resolvido.
No dia seguinte, ao nos despedirmos, ele me deu um pequeno pacote com uma mistura de
especiarias para a jornada. 'Para dar sabor à comida seca da estrada', disse. Eu olhei para
aquele orc, cujo nome carrega o peso dos faraós, e vi não um brutalista genérico, mas um
homem de honra profunda. Um protetor que defende com a lâmina, mas cuida com as mãos.
Sua lealdade maior, suspeito, está para com um juramento quebrado no passado, e é isso que o
move. Mas mesmo em uma noite qualquer, num lugar qualquer, ele não consegue deixar de ser
quem é: um guardião. Um guardião que, posso lhe afirmar, faz um ensopado divino.”

DEFEITOS
História contada por Kaelen, um aventureiro humano e estrategista um tanto arrogante que
viajou ao lado de Ramsés por uma missão contratada em uma cidade-estado estrangeira.

“Ramsés como guerreiro? Impecável. Como companheiro de viagem? Bem, deixe-me contar
sobre a vez que nossa parceria quase desmoronou por conta de... particularidades.
Primeiro, o óbvio: o ronco. Os deuses sejam testemunhas, nunca ouvi algo assim. Não é um
simples respirar pesado. É como se um leão de pedra estivesse sendo esfregado contra um
túmulo, uma serraria lutando contra um hipopótamo. Na primeira noite em acampamento,
pensei que um monstro das cavernas nos atacara. Ninguém naquele acampamento dormiu.
Tivemos que escalar turnos para dormir longe dele ou, em desespero, acordá-lo com uma
pedra lançada de leve. Ele acordava alerta, sem rancor, perguntando se havia perigo. 'Apenas
o perigo de sua garganta, amigo', pensei. Foi um teste severo para nossa camaradagem.
Depois, há a questão da leitura. Em uma cidade portuária, recebemos um contrato com
instruções escritas. Eu li rapidamente e expliquei os detalhes. Ele apenas assentiu, com aquela
expressão focada. Só mais tarde, quando ele seguiu uma direção errada em um beco, percebi:
ele não tinha lido um só glifo. Confiava cegamente em minha interpretação. Em outra situação,
ele olhou para uma placa de uma taverna com um cervo pintado, a 'Cervo Verde', e comentou
sobre o 'belo cervo marrom'. Eu olhei para o animal, vividamente verde. Foi aí que comecei a
suspeitar.
A cegueira para o verde é um segredo que ele guarda com unhas e presas. Numa floresta, ele
confundiu musgo venenoso verde-brilhante com sombra comum e quase esmagou com a mão.
Tivemos que criar um código: 'erva ruim' para qualquer coisa verde vibrante que ele não
devesse toçar. Ele aceitou o código com dignidade, mas nunca admitiu o defeito. É um ponto
cego literal, uma vulnerabilidade que seu orgulho não permite nomear.
Mas o maior atrito veio de ele não entender culturas alheias. Em uma negociação com
mercadores das Montanhas do Luar, um povo extremamente formal onde o contato visual
direto é um insulto, Ramsés ficou de pé, olhando firme no olho do chefe deles, tentando
demonstrar 'honra e sinceridade'. Para eles, foi uma agressão grave. A negociação quase virou
um conflito armado ali mesmo. Tive que me interpor, me desculpar profusamente e explicar a
ele depois, em voz baixa. Ele ficou genuinamente perplexo. 'Como pode a verdade nos olhos ser
uma ofensa?', ele perguntou. Para ele, sua cultura de deserto e honra direta era a lente através
da qual via o mundo. A sutileza de outros códigos era um ruído incompreensível.
No fim, ele é um homem — um orc — de um mundo só. Incrivelmente focado em seu código,
mas às vezes cego para os códigos dos outros. Teimoso em esconder fraquezas físicas e
culturalmente... denso. Mas, e isso é crucial, nunca por malícia. Apenas por uma vida inteira
vivendo de um único jeito. É como viajar com uma rocha sólida e confiável: ela te apoia, mas
pode esmagar sem querer o que não entende.”
CONEXÕES

• Nome completo: Khaemwaset filho de Osíris a Rubra


• Idade: 1340
• Aparência completa: Um grande Orc de pele Carmim utilizando um manto
oriental ornamentado. Transpassa um semblante calmo e ao mesmo tempo
rigoroso em suas atitudes. Possuí ornamentos de honra e cicatrizes sutis em
algumas partes de seu corpo.
• Quem e ele na sua historia: Ele é pai de Ramsés. Ele o criou para ser um
guerreiro, apesar da sua visível decepção relacionada a linhagem de seu
filho.
• Profissão e o que ele faz nela: Ele é um dos conselheiros do imperador. Ele
cuida de questões relacionados a guerrilha e tratados de paz, já que a muito
tempo atrás já foi um grande general.
• Personalidade: Ele não é uma pessoa ruim, mas prioriza muito a ordem e
regras, o que o faz em alguns momentos tomar decisões que normalmente
podem ser diretas demais em seus objetivos.
• Manias: Ele tem mania de desafiar pessoas que ele acha capaz para um
duelo de Mehen. Mehen constitui em um jogo onde os desafiantes amarram
suas mãos juntas, então a mão direita de um e a mão direita de outro. Um
circulo é desenhado no chão e uma faca é dada para cada um. Aquele que
conseguir permanecer no circulo ou matar o seu adversário, vence o jogo.
• O que seu personagem pensa sobre ele: É o meu mestre, mentor e pai,
porém quando mais precisei dele, ele me jogou a morte para manter a
honra e respeito as leis. Entendo suas motivações, mas isso me machucou
profundamente. Um dia quero retomar o seu respeito e ver ele se orgulhar
do que me tornei.
• O que ele pensa sobre seu personagem: Ele pensa que o criou errado, tentou
sobrescrever a sua linhagem o treinando mas pelo jeito não adiantou.
Acredita que ele teve participação no assassinato de um dos descendentes
do imperador, e por isso foi morto (Acredita que Ramsés está morto).
Além disso ele lamenta secretamente todos os dias a morte do seu filho,
mesmo sabendo que foi por um “Bem necessário”.
• Nome completo: Esraa da Familia do septo Imperial Lamina Sangria
• Idade: 233 anos
• Aparência completa: Um jovem Orc de altura mediana que utiliza de robes
orientais e uma bainha ao lado de sua cintura. Possuí um coque samurai e o
mais curioso, algumas escamas saindo de seu corpo. Além de possuir
algumas cicatrizes, ele tem olhos que lembram bastantes olhos dracônicos
de histórias infantis.
• Quem e ele na sua historia: Ele é o Jovem mestre que Ramsés cuidava. Eles
eram muito próximos.
• Profissão e o que ele faz nela: Como um herdeiro do trono representando o
septo da Lamina Sangria, Esraa é um prodígio com a arte de sua família, a
arte da espada sangria, e treinava todos os dias sua etiqueta,
comportamento, estudos e arte marcial para algum dia herdar o trono
imperial.
• Personalidade: Um jovem extrovertido e canalha, não tem outra palavra.
Fugia das obrigações e chamava Ramsés para beber e curtir fora do palácio
de sua família. Não aguentava as obrigações e cogitava desistir do trono
diversas vezes. Na cabeça dele o processo de brigar contra seus próprios
irmãos por algo assim não era cabível o suficiente, mas mesmo assim ele se
esforçava bastante por esse objetivo.
• Manias: Foge à noite para beber.
• O que seu personagem pensa sobre ele: É um bom garoto e tinha um futuro
promissor. Não vou desistir dele tão fácil assim. Tenho minhas dúvidas do
que realmente aconteceu na noite em que ele fora sequestrado.
• O que ele pensa sobre seu personagem: Fui um dos melhores amigos de
Esraa durante seu tempo no palácio mesmo sendo um guarda. Sabia seus
segredos e era um ótimo confidente.
• Nome completo: Monrad Filha de Sigmund
• Idade: 1216 anos
• Aparência completa: Uma alta orc da tribo presa longa. Possuí cabelos
brancos longos e orelhas ainda mais alongadas. Suas vestes são simples
porém sempre cerimoniais. Suas presas são longas e sem ornamentos,
mostrando ser uma mulher comprometida.
• Quem e ele na sua historia: Ela é a mãe de Ramsés, foi ela quem criou a sua
parte mais gentil e solidária. Ela que o fez entender o que era a vida além
das muralhas da honra e da justiça. Que a vida não é um caminho unilateral
mas de varias vias.
• Profissão e o que ele faz nela: Ela era uma xamã na comunidade. Apesar de
na verdade ser uma médica, ela se autoproclamava xamã por usar apenas
ervas medicinais e seus dons mágicos para auxiliar aqueles que
necessitavam. Apesar de ser uma xamã, não media esforços para usar
aparatos tecnológicos para cuidar de seus pacientes. Fazia tudo que fosse
necessário para salvar uma vida.
• Personalidade: Gentil e Explosiva. Explodia muito facilmente, motivada
sempre por sua própria gentileza.
• Manias: Gosta de provar venenos, por conta disso se tornou imune a eles.
• O que seu personagem pensa sobre ele: Ele ama com todo o seu ser. Só
lamenta ela ter desaparecido da sua vida em um momento crucial.
• O que ele pensa sobre seu personagem: Meu filho querido S2

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