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Saúde e Higiene em Centros Infantis

O documento analisa as condições de saúde e higiene no Centro Infantil Paróquia São Quisito, destacando a importância de promover hábitos saudáveis nas crianças. A pesquisa busca identificar problemas existentes e propor melhorias, considerando a relevância da saúde e higiene na educação infantil em Moçambique. A metodologia inclui revisão de literatura, observação das infraestruturas e entrevistas para coletar dados qualitativos.

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Saúde e Higiene em Centros Infantis

O documento analisa as condições de saúde e higiene no Centro Infantil Paróquia São Quisito, destacando a importância de promover hábitos saudáveis nas crianças. A pesquisa busca identificar problemas existentes e propor melhorias, considerando a relevância da saúde e higiene na educação infantil em Moçambique. A metodologia inclui revisão de literatura, observação das infraestruturas e entrevistas para coletar dados qualitativos.

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Leonora Machava

Análise das condições de saúde e higiene criadas para garantir e promover hábitos e
atitudes saudáveis nas crianças - caso Centro Infantil Paróquia São Quisito - Distrito
Municipal Kamaxakeni

Licenciatura em Educação de infância

Universidade Pedagógica de Maputo

Maputo

2022
Leonora Machava

Análise das condições de saúde e higiene criadas para garantir e promover hábitos e
atitudes saudáveis nas crianças - caso Centro Infantil Paróquia São Quisito - Distrito
Municipal Kamaxakeni

Projecto de Pesquisa Científica a ser


apresentado à Faculdade de Educação e
Psicologia, como requisito para obtenção do
grau de Licenciatura em Educação de
infância.

Supervisor: Mestre Jair da Cruz

Universidade Pedagógica de Maputo

Maputo

2022
Índice
1. Introdução ................................................................................................................................ 1
1.1. Problematização ................................................................................................................... 3
1.2. Justificativa .......................................................................................................................... 3
1.3. Objectivos ............................................................................................................................ 5
1.4. Questões de pesquisa ........................................................................................................ 5
1.5. Delimitação espaço temporal ........................................................................................... 5
1.5.1. Delimitação no espaço e no tempo .................................................................................... 6
2. REVISÃO DE LITERATURA ............................................................................................... 6
2.1. Definição de conceitos ..................................................................................................... 6
2.2. Hábitos e atitudes saudáveis na educação infantil ......................................................... 10
2.3. Saúde e Higiene no centro infantil ................................................................................. 12
2.3.1. O educador e a rotina de higienização na educação infantil ................................... 16
2.4. Medidas interventivas para garantir a criação de melhores condições de saúde e higiene.
17
3. METODOLOGIA .................................................................................................................. 20
3.1. Tipo de pesquisa ............................................................................................................. 20
3.2. Contexto e participantes ................................................................................................. 20
3.2.1 Contexto local .................................................................................................................. 21
3.2.2Participantes ...................................................................................................................... 21
3.3. Técnicas e Instrumento de recolha de dados .................................................................. 22
3.3.1. Técnicas .................................................................................................................. 22
3.3.2. Instrumentos ............................................................................................................ 23
3.4. Procedimentos éticos e de recolha de dados .................................................................. 25
3.5. Organização e tratamento de dados ................................................................................ 26
3.6 Resultados esperados...................................................................................................... 26
4. Cronograma e orçamento ................................................................................................... 28
5. Referências bibliográficas ..................................................................................................... 30
1

1. Introdução
As sociedades actuais são caracterizadas por uma dinâmica em que os pais passam maior parte do
tempo fora de casa e, consequentemente, distante dos filhos devido as diversas ocupações que estes
têm e acabam confiando os filhos aos centros infantis.

Nestes centros, os pais buscam cuidados, educação, saúde e segurança para os seus filhos. O que
é demonstrado por FLORENTINO (2018), ao referir que nos centros de educação infantil, os
cuidados prestados às crianças referem-se à higiene, à alimentação, ao desenvolvimento, às
actividades lúdicas e à saúde, independentemente da qualidade do cuidado que ela possa receber
em casa e das outras pessoas responsáveis por ela. No entanto, no contexto moçambicano, os
centros infantis demonstram outra realidade, buscando somente fornecer mais os conhecimentos e
desenvolver habilidades, sem olhar muito para os aspectos ligados à higiene e segurança das
crianças atendidas nestes centros.

De acordo com RAMOS (2015), as crianças cuidadas em centros de educação infantil têm risco
aumentado de adquirir infecções. O risco está associado as características ambientais e à maior
susceptibilidade das crianças devido a hábitos que facilitam a disseminação de doenças como levar
as mãos e objectos à boca, contacto interpessoal muito próximo, uso de fraldas, imaturidade do
sistema imunológico, etc.

Portanto, com base no acima descrito, propõe-se o presente projecto de pesquisa, onde pretende-
se analisar as condições de saúde e higiene criadas para garantir e promover hábitos e atitudes
saudáveis nas crianças do centro infantil para que estas pratiquem e influenciem as suas famílias e
a comunidade em que estão inseridas. E ao se analisar estas condições, será possível descrever as
dificuldades enfrentadas pelo centro para manter as crianças saudáveis nos seus recintos e
desenvolver estratégias de implementação de melhores condições de saúde e higiene.

O estudo do tema em alusão será feito no Centro Infantil Paróquia São Quisito, sendo que para a
melhor análise do tema recorrer-se-á à pesquisa bibliográfica onde diversas leituras serão
realizadas com o objectivo de compreender a temática de higiene e segurança na visão de
diferentes autores e também será necessária a observação das infra-estruturas dos centros para se
2

verificar as condições de segurança. E para além disto, será aplicada uma entrevista semi-
estruturada para se obterem os dados que norteiam este estudo, visto que o tema em causa será
abordado de forma qualitativa.

Como forma de organização, o projecto encontra-se estruturado da seguinte forma: primeira


secção, onde se apresenta a revisão de literatura em relação ao tema em estudo. Nesta secção
apresentam-se e discutem-se as visões de diferentes autores em relação as condições de higiene e
segurança em centros infantis. Na segunda secção, apresenta-se a metodologia que irá nortear o
estudo empírico e por fim, tem-se a terceira secção, onde apresenta-se o cronograma e o orçamento
para a operacionalização da pesquisa.
3

[Link]ção
No nosso país, o governo aprovou o Diploma Ministerial nº277/2010 de 31 de Dezembro, que
aprova o regulamento dos centros infantis que preconiza vários aspectos relacionados a saúde e
higiene nos centros infantis, porém nota-se que ainda existem centros que não reunirem condições
higiénicas e de saúde adequadas, o que em algum momento dita o encerramento de escolinhas e
centros infantis por parte da Direcção do Género, Criança e Acção Social da cidade de Maputo.

Nos centros infantis do distrito de Kamaxakeni, em particular, no Centro Infantil Paróquia São
Quisito, as infra-estruturas não têm saídas de emergência nem compartimentos destinados aos
primeiros socorros. Para além disto, este centro não apresenta extintores em todas as salas de
actividades. Um outro aspecto a considerar, é o facto de os sanitários não apesentarem-se limpos
e em condições desagradáveis, tendo fraldas descartáveis em lugares impróprios. O espaço recreio
não se apresenta limpo, tendo o lixo, também em lugares impróprios e objectos que as crianças
podem levar a boca com facilidade.

Os factos acima contrastam com o que é recomendado pelo Diploma Ministerial nº277/2010 de 31
de Dezembro em relação as condições básicas para o funcionamento são dos centros infantis no
nosso país. E para além disto, estas condições de saúde e higiene podem colocar em risco a saúde
e o desenvolvimento de hábitos e atitudes saudáveis das crianças no caso de ocorrência de
incêndios e outros acidentes.

Para além do descrito acima, os pais e/ou encarregados de educação das crianças cuidadas neste
centro, têm apresentado reclamações devido a sua inconformidade com as condições oferecidas
por esta instituição a qual confiam o cuidado dos filhos, querendo melhorias das condições de
saúde e higiene.

Com base nos problemas acima apresentados, surge a seguinte questão de partida:
 Ate que ponto as condições de saúde e higiene criadas no Centro Infantil Paróquia São
Quisito promovem hábitos e atitudes saudáveis nas crianças.

[Link]
tema geral de estudo também pode ser sugerido por alguma vantagem prática ou interesse
científico ou intelectual em benefício dos conhecimentos sobre certa situação particular”.
4

O interesse por essa temática surgiu a partir da vivência profissional como educadora do ensino
pré-escolar e, em especial, de reflexões feitas durante algumas passagens pelo Centro Infantil
Paróquia São Quisito, onde foi possível verificar que este centro não possui materiais básicos de
primeiros socorros. Isto foi verificado a partir de uma vivência, onde uma criança de 3 anos de
idade aleijou-se e sangrou mas os educadores, ao ajudarem a criança, não usaram nenhum material
especializado ou recomendado e nenhum destes educadores sabia se no centro existia um kit de
primeiros socorros ou não.

Assim, tendo em conta os aspectos acima apresentados e sabendo, pois, que a questão de saúde e
higiene nos centros infantis moçambicanos ainda não é considerada como sendo uma prioridade,
eis o outro motivo que contribuiu para a proposta deste projecto, visando com esta iniciativa
apresentar a gravidade existente por detrás da existência de más condições de saúde e higiene para
que os centros e as entidades responsáveis pela sua gestão e inspecção adoptem novas formas de
ser e estar face as condições de saúde e higiene a fim de proteger as crianças de diversos perigos e
evitar acidentes dentro dos centros.

Ao se desenvolver esta pesquisa, os gestores dos centros infantis serão consciencializados sobre a
necessidade de se olhar para a saúde e higiene de forma muito séria devido ao grande impacto que
este fenómeno tem sobre a vida das crianças e para além disto, este tema irá trazer algumas
estratégias para melhorar os hábitos e as condições de saúde e higiene nos centros infantis do
Distrito Municipal Kamaxakeni.

O desenvolvimento desta pesquisa terá grandes impactos na área de Educação de infância, pois irá
contribuir para a compreensão das dinâmicas da implementação de medidas higiénicas e de saúde
nos centros infantis. E irá permitir ter conhecimento das forças propulsoras e obstaculizadoras da
implementação do regulamento dos centros infantis, bem como os constrangimentos enfrentados
pelos centros na implementação das medidas de melhoramento das condições de saúde e higiene.

Já, para a sociedade em geral, esta pesquisa servirá para responder as diversas preocupações dos
pais e/ou encarregados de educação, fazendo com que os centros infantis busquem os melhores
caminhos para garantirem um atendimento saudável e seguro às crianças e estas, por sua vez, irão
se desenvolver em um ambiente sã.
5

[Link]
 Objectivo geral

Analisar as condições de saúde e higiene criadas pelo Centro Infantil Paróquia São Quisito para
garantir e promover hábitos e atitudes saudáveis nas crianças.

 Objectivos específicos
 Identificar as condições físicas de saúde e higiene existentes no Centro Infantil Paróquia
São Quisito para a garantia e promoção de hábitos e atitudes saudáveis nas crianças.
 Descrever os hábitos e atitudes de higiene desenvolvidos pelo centro para a promoção da
saúde nas crianças.
 Caracterizar as dificuldades que o Centro Infantil Paróquia São Quisito tem em criar
condições de saúde e higiene que promovam hábitos e atitudes saudáveis nas crianças.
 Propor medidas interventivas para garantir a criação de melhores condições de saúde e
higiene no Centro Infantil Paróquia São Quisito.

[Link]ões de pesquisa
O presente estudo será norteado pelas seguintes questões de pesquisa:

 Quais são as condições de saúde e higiene existentes no Centro Infantil Paróquia São
Quisito para a garantia e promoção de hábitos e atitudes saudáveis nas crianças?
 Quais são os os hábitos e atitudes de higiene desenvolvidos pelo centro para a promoção
da saúde nas crianças?
 Que dificuldades o centro tem em criar condições de saúde e higiene que promovam
hábitos e atitudes saudáveis nas crianças?
 Que medidas interventivas podem ser tomadas para a criação de melhores condições de
saúde e higiene no Centro Infantil Paróquia São Quisito?

1.5. Delimitação espaço temporal


Nesta subsecção será apresentada a abrangência do estudo, estabelecendo os limites de espaço e
tempo para a efectivação do estudo.
6

1.5.1. Delimitação no espaço e no tempo


O estudo do tema será realizado no Centro Infantil Comunidade São Quisito que se encontra
localizado no Distrito Munincipal Kamaxakeni, no bairro Maxaqueni “D”, no ano de 2022. Este
espaço revela-se fundamental pois nas zonas urbanas existe maior número de centros infantis e a
comunidade urbana está sempre a procura dos serviços desses centros, daí que surge a necessidade
de os centros infantis apresentarem melhores condições de saúde e higiene para garantir e
promover melhores hábitos e atitudes saudáveis nas crianças.

2. REVISÃO DE LITERATURA
A presente secção procura fazer uma revisão de literatura sobre o que se pesquisou até o momento
sobre a Saúde e Higiene nos Centros Infantis. A análise que se segue, permitirá conhecer os
contributos das várias pesquisas e abordagens teóricas para uma melhor compreensão da saúde e
higiene para o desenvolvimento das crianças.

Nesta secção, primeiro, serão apresentadas em uma subsecção as definições dos conceitos de
saúde, higiene e segurança numa perspectiva generalista e sob ponto de vista do Processo de
Ensino-Aprendizagem. Feito isto, seguir-se-á a revisão de literatura propriamente dita.

[Link]ção de conceitos

Saúde

Numa perspectiva biológica, a saúde é definida pela Organização Mundial da Saúde (O.M.S) como
sendo um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de afecção
ou doença. Já, em contextos de aprendizagem, a saúde é tratada como o bem-estar do intervenientes
(crianças, educadores e outros funcionários) e do ambiente escolar, em termos de espaços e
equipamentos que devem estar em concordância com o que é aprendido nas aulas, facilitando
assim a tomada de decisões saudáveis.

Segundo LIMA (1983), a ideia inicial de Saúde em contextos do processo de ensino-aprendizagem


data do fim do século XIX e início do século XX, e procurava constituir um programa de
actividades que melhorasse a saúde das crianças e do espaço escolar (arquitectura dos prédios,
mobiliário, iluminação, etc.), visando desimpedir o aprendizado dos alunos dos efeitos das
7

condições adversas do ambiente em sua saúde. Desenvolve-se assim toda a normatização da


arquitetura e dos equipamentos escolares (mesas, cadeiras, etc.), bem como rotinas de avaliação
médica dos alunos.

Higiene

A higiene na perspectiva de FLORENTINO (2018), é uma palavra que veio da Grécia. Vem de
hygeinos, que significa, em grego, o que são, o que é sadio. Antes, em sua origem, era um adjectivo
usado para qualificar a saúde. As pessoas deviam ter uma saúde higiénica. Depois, a palavra virou
um substantivo, um conjunto de hábitos que se deve ter para conseguir o bem-estar e a saúde. A
palavra higiene pode ser também entendida como a limpeza corporal, o asseio. Pode denominar,
ainda, uma parte da medicina que busca preservar a saúde, estabelecendo normas e recomendações
para prevenir as doenças.

Este autor ainda refere que o termo higiene diz respeito à limpeza, seja do corpo ou dos locais
públicos, que pode ser efectuada a partir de um conjunto de acções para preservar a saúde e
prevenir doenças ao ser humano. Pode-se fazer a distinção entre a higiene pessoal, de
responsabilidade individual e a higiene pública, que deve ser assegurada pelo Estado. Entre as
diversas acções de higiene estão conhecimentos que devem ser aplicados para evitar possíveis
efeitos nocivos à saúde. Por exemplo: lavar as mãos com água em abundância e sabão antes de
comer é um hábito de higiene essencial para evitar doenças. Sabe-se que um dos factores para que
os seres humanos alcançassem maior longevidade foram as mudanças e o aperfeiçoamento de
hábitos de higiene, baixando os índices de doenças causadas pela ausência desse cuidado, sendo
assim, esse processo de melhoria precisa começar desde o início da vida, ainda na Educação
Infantil.
Existem vários tipos de higiene, a saber:

a) Higiene Ambiental
Segundo GARCEZ (2013) é a limpeza de um estabelecimento e sua preparação para a sanitização.
Ou seja, é a preservação das condições sanitária do meio ambiente de forma a impedir que este
prejudique a saúde do ser humano.
8

De acordo com GARCEZ (2013) pesquisas comprovam que as condições dos ambientes
influenciam fortemente no estado de saúde das pessoas. A Higiene ambiental é o resultado de um
sistema de planejamento de serviços, técnicas de limpeza, acompanhamento e qualificação dos
colaboradores.
Qualquer estabelecimento demanda uma boa higiene. O serviço de limpeza é essencial para a
sociedade como um todo, pois além de se tratar de condições básicas para a saúde, gera a sensação
de conforto e bem-estar nos ambientes (GARCEZ, 2013).

b) Higiene Pessoal
Segundo Taylor et al., (2011) citado por RAMOS (2015), medidas para limpeza e cuidado pessoal,
são chamadas de higiene pessoal e/ou higiene corporal, as quais, promovem o bem-estar físico e
psicológico. A higiene pessoal é o conjunto de meios utilizados para manter condições adequadas
a saúde e ao meio em que vive um indivíduo.
As práticas de higiene pessoal podem variar amplamente entre as pessoas. É importante que o
cuidado pessoal seja executado de maneira conveniente e com frequência suficiente para que possa
promover a higiene individual e o bem-estar adequado (RAMOS, 2015).

c) Higiene Escolar
Tem como objectivo, promover e fomentar a saúde das crianças e dos trabalhadores do centro de
ensino, bem como controlar o estado sanitário dos locais de ensino e dos matérias que se
empregam, assim como a planificação das actividades educadores que contribuem para a
promoção da higiene nas crianças.
Dentre vários aspectos, a higiene na organização do processo de ensino-aprendizagem, de acordo
com IGE (2005), refere-se a capacidade de acolhimento/lotação das instalações; ao tipo e número
de espaços/áreas; a adequação dos espaços, equipamentos às suas respectivas funções e à
realização de actividades; a aprazibilidade dos meios materiais; as condições de acessibilidade
aos edifícios, aos espaços e ao equipamento, identificando, nomeadamente, a sua adequação a
pessoas com mobilidade condicionada.

Hábitos
9

Segundo GÜNTHER (2015), o hábito é um comportamento aprendido que, após ser repetido várias
vezes, torna-se automático, isto é, com pouca ou nenhuma deliberação do indivíduo. A importância
deste automatismo para o ser humano é a sua utilidade para obtermos algum resultado ou objectivo
sem tomarmos novas decisões o tempo todo, e por aliviar o esforço cognitivo do indivíduo de
ponderar sempre os prós e contras das mais diversas situações.

O hábito e a intenção, portanto, interagem na predição de decisões posteriores. Assim, quando os


comportamentos são realizados frequentemente e se tornam habituais, eles são menos guiados pela
intenção e vice-versa, pois o hábito diminui a necessidade de obter informações para poder julgar
e decidir.

Alguns autores, como Ronis, Yates, e Kirscht (1989) citados por GÜNTHER (2015), sugerem
que o comportamento torna-se habitual quando repetido frequentemente, pelo menos duas vezes
ao mês, e extensivamente, pelo menos 10 vezes. Todavia, embora a história de repetição seja um
dos elementos essenciais na formação do hábito, é difícil saber quantas repetições são necessárias
para que o comportamento se torne, enfim, habitual, o que depende também da sua complexidade.

Portanto, com base nas definições acima, compreende-se que o hábito no contexto de educação
infantil refere-se a todos comportamentos que as crianças aprendem, por meio da repetição e
colocam-nas em prática dia após dia. Como exemplo, podemos considerar os seguintes
comportamentos como hábitos: lavar as mãos sempre que as crianças estiverem para tomar uma
refeição; lavar as mãos sempre depois de usar a casa-de-banho; andar em fila da sala ao refeitório
e vice-versa e depositar o lixo nas latas de lixo.

Atitudes

A atitude, segundo TUCKMAN (2002), consiste num “processo de consciência individual que
determina actividades reais ou possíveis do indivíduo no mundo social” (p.113). Para QUIVY
(2003), a atitude consiste numa predisposição para responder de forma favorável ou desfavorável
em relação a objectos, pessoas, instituições ou acontecimentos. Em 2000, o mesmo autor reformula
a definição, referindo-se a atitude como uma disposição estável para responder, de forma
consistente, favorável ou desfavoravelmente, a um objecto psicológico, de forma a predizer e
10

explicar o comportamento humano. envolve uma tomada de posição em relação a um determinado


objecto.
Já, segundo LIMA (2002), a atitude refere-se a um constructo hipotético referente a tendência
psicológica que se expressa numa avaliação favorável ou desfavorável de uma entidade específica.
Perante esta definição verifica-se que estão presentes dois aspectos importantes que são: constructo
hipotético e tendência psicológica.

Quando se fala de atitude como um constructo hipotético pretende-se dizer que as atitudes não são
directamente observáveis, isto é: são uma variável explicativa que não se manifesta exteriormente,
de uma relação entre a situação em que os indivíduos se encontram e o seu comportamento. Trata-
se de uma dedução sobre os processos psicológicos internos de um individuo, feita a partir da
observação dos seus comportamentos (verbais e outros). Por exemplo, ao vermos uma criança que
sempre tira o lixo da sala de actividades para a lata de lixo (comportamento): podemos deduzir
que esta criança gosta de ficar em lugares limpos (atitude).

Já, em relação ao segundo aspecto- atitude como uma tendência psicológica, importa referir que
este aspecto permite-nos fazer uma distinção entre as atitudes e outros constructos hipotéticos. No
exemplo apresentado anteriormente, podíamos fazer uma dedução a partir de um comportamento
observado, não de uma atitude (gosta de ficar em lugares limpos) mas um traço de personalidade
(é uma criança correcta, organizada), que é também um constructo hipotético. Segundo LIMA
(2002), podemos dizer que por tendência psicológica entende-se um estado interior, com alguma
estabilidade temporal (e daí a sua diferença relativamente aos traços de personalidade que seriam
mais estáveis e aos estados emocionais que seriam mais passageiros).

2.2.Hábitos e atitudes saudáveis na educação infantil

A educação à saúde, segundo PEDROTTI (2016), vem sendo implantada no início da fase de
aprendizagem, visando à promoção, à manutenção e à recuperação da saúde, pois é na idade pré-
escolar que há maior assimilação de informações. As acções educativas e preventivas devem ser
incorporadas aos hábitos das crianças de modo que elas sejam aptas para repassar o conhecimento.
Segundo a Organização Pan-Americana de Saúde - OPS (1995) citada por PEDROTTI (2016), a
promoção da saúde no âmbito escolar parte de uma visão integral e multidisciplinar do ser humano,
11

que considera as pessoas em seu contexto familiar, comunitário, social e ambiental. Sendo assim,
o âmbito escolar deve promover acções visando desenvolver o conhecimento de higiene e
prevenção de doenças através de conhecimento prático e teórico.

De acordo com PEDROTTI (2016), as doenças infecciosas e parasitoses encontram no ambiente


colectivo, condições para serem disseminadas, sendo associadas diretamente à falta de higiene e à
pobreza da família, em contraposição as mães que afirmam que os filhos adoecem mais depois que
estão na creche. Marques et al (2009) citado por PEDROTTI (2016), ainda relata que, as crianças
em idade pré-escolar e escolar precoce podem adquirir enterobíase (oxiuríase), além de escabiose
e pediculose, estas últimas adquiridas também por contato íntimo interpessoal.

Como os problemas relativos à higiene costumam ocorrer em crianças que convivem em ambientes
públicos, PEDROTTI (2016), ressalta que estes podem ser diminuídos sensivelmente a partir de
um trabalho de conscientização que, consequentemente, atingirá os pais e a comunidade em geral.
Quanto melhor estas crianças forem esclarecidas, mais chances elas terão de formarem seu ego de
forma própria e de contribuir para um ambiente mais asseado. Face a estas análises, passamos a
apresentar alguns hábitos de saúde e higiene na educação infantil que podem ser desenvolvidos de
maneira prática, proporcionando uma aprendizagem lúdica capaz de aproximar as crianças da
importância dos bons hábitos higiênicos e torná-las aptas para repassar o conhecimento:

 Tomar banho e escovar os dentes com regularidade;

 Manter as mãos e unhas sempre limpas;

 Manter roupas e calçados sempre limpos;

 Manusear alimentos sempre com as mãos limpas e em ambientes limpos e adequados;

 Descartar o lixo em locais adequados;

 Não levar objectos como lápis, papel, boracha, pedrinhas e outros à boca;

 Lavar os alimentos antes de consumi-los;

 Não correr nos corredores e escadas e


12

 Amarrar os sapatos para evitar tropeços


.

2.3. Saúde e Higiene no centro infantil


Ao se tratar da higiene e segurança no centro infantil, Jiménez (1983) citado por OLIVEIRA
(2013), menciona que no actual contexto da educação, não se pode educar uma criança de maneira
completa se não levar em consideração a sua higiene e não se consegue levar a cabo uma boa
higiene sem uma boa educação. Pois, para OLIVEIRA (2013), as crianças pequenas são um grupo
etário vulnerável a vários riscos e doenças que podem ser prevenidas e controladas.

Por isso, devemos aderir, cultivar e trabalhar os bons hábitos em salas de actividades seja para
higiene ambiental ou corporal, e ensinar aos que desconhecem a importância de tê-los, assim
estaremos valorizando a manutenção, não apenas de o bem-estar pessoal, mas do bem-estar
colectivo. Nesta ordem de pensamento, o Diploma Ministerial nº277/2010 de 31 de Dezembro
refere que um centro infantil deve apresentar:
 Instalações sanitárias adequadas à idade das crianças a atender: a adequação dos materiais
ou mobiliários a idade das crianças é de extrema importância, pois evita posturas
incorrectas por parte das crianças e permite com que estas explorem o material de forma
segura e correcta.
 Espaços ao ar livre e cobertos, destinados ao recreio das crianças: estes espaços, segundo
CRUZ (2013), caracterizam-se por conter equipamentos diversificados como baloiços,
escorregas e estruturas para escalar ou trepar dispersos, por vezes, até numa área
significativa ou que pode ser considerada indicada para as crianças; estruturas naturais,
como pedras, folhas, pequenos galhos de árvore, troncos de árvore, terra, areia e água, e
também podem conter materiais reciclados ou passíveis de reutilização
 Saídas de emergência: É a porta ou passagem de saída de um edifício escolar. Estas saídas
de emergência devem ser sinalizadas e sem obstáculos impedindo o seu acesso são
relevantes no caso de ocorrência de incêndios ou de outro tipo de acidentes. Uma Rota de
Fuga deve levar os ocupantes da edificação a uma saída para o ambiente externo
Representação gráfica em forma de planta que orienta os ocupantes de cada ambiente da
escola sobre qual rota deve ser seguida para o abandono da edificação em segurança, de
forma a dirigi-los ao Ponto de Encontro.
13

 Compartimento destinado aos primeiros socorros: é importante que o centro infantil


disponha de um local próprio, adequado à prestação de primeiros socorros. Esse local
deverá estar sempre limpo e desinfectado. Recomenda-se como equipamento: um armário
com materiais para primeiros socorros; produtos de desinfecção e limpeza; kit de
emergência transportável. Este compartimento permite que o material de primeiros
socorros esteja em lugares próprios e de conhecimentos de todos, o que possibilita uma
resposta rápida a uma situação de emergência. Os kits de primeiros socorros, segundo REIS
(2010), devem conter materiais como: luvas de látex descartáveis, tesoura, pinça,
compressas esterilizadas, rolos de adesivos de 1 cm e 5 cm, sabão (líquido de preferência);
anti-sépticos para desinfecção de pele e mucosas, embalagem de esponjas de
“Spongostan”, película aderente, termómetro digital, solução de glicose e pacotes de
açúcar, ligaduras e pensos rápidos.
 Possuir e manter operacionais os equipamentos de combate á incêndios e outras situações.
Um dos principais materias ou equipamentos é o extintor, que tem a finalidade de realizar
o combate imediato e rápido em pequenos focos de incêndio. Sendo assim, o extintor não
deve ser considerado como substituto de sistemas de extinção mais complexos, mais sim,
como equipamento adicional.
 O pessoal do centro infantil deve ser capacitado por uma equipe multidisciplinar, que pode
estar constituida, principalmente, por bombeiros e médicos. Para além disto, este pessoal
deve realizar periodicamente exercícios de simulação de incêndios e outras situações de
emergência que possam ocorrer no centro infantil: este factor é de extrema relevância, pois
por mais que exista todo o material de segurança, se não existir pessoal capacitado para
usar este material, as crianças continuarão em um ambiente não completamente sã.
 Para além do descrito acima, é necessário que o terreno do centro infantil assegure uma
ventilação correcta e renovação adequada do volume do ar; possua uma rápida evacuação
das águas fluviais evitando o seu estagnamento; fique protegido do fumo, outros gases e
ruídos. Deve encontrar-se afastada de cemitérios, hospitais, lixeiras ou de qualquer outra
fonte de contaminação que pode afectar a saúde das crianças e dos trabalhadores do centro
e a distância mínima entre o edifício do centro e a rua deve ser de 5 metros. Esta mesma
distância deve separá-las das outras construções vizinhas. O edifício do centro infantil deve
14

ser construído de forma que a esquerda dos alunos fique ao norte ou nordeste assim como
as janelas mais compridas, para evitar a luz directa do sol.
Para o sul colocar-se-ão as janelas mais pequenas na parte mais elevada da parede, pois, deve
coincidir com a posição dos corredores.
Os aspectos acima são de natureza física, mas é importante referir-se também aos aspectos ligados
aos recursos humanos. Segundo IGE (2005), o centro infantil deve ter um pessoal capaz de:
 Organizar o funcionamento do centro, de modo a atender às necessidades de permanência
das crianças;
 Implementar actividades extra curriculares e/ou actividades de tempos livres, acções de
sensibilização e de formação, acções de acolhimento de novos elementos e acções de
integração destes e de terceiros;
 Conhecer e melhorar as condições de trabalho em todo o centro, determinando, por
exemplo, se as infra-estruturas e os equipamentos para utilização de meios informáticos e
audiovisuais são adequados, se as infra-estruturas e os equipamentos para a realização de
actividades de expressão plástica e físico motoras, do pré-escolar são adequadas ou se as
condições ergonómicas do mobiliário são adequadas aos respectivos utilizadores;
 Relacionar os meios e espaços disponíveis com o convívio, o encontro e o lazer de crianças,
educadores e não educadores;
 Identificar as necessidades de sinalização e identificação de pessoas e coisas, no sentido de
prestar e proporcionar a utentes e visitantes um atendimento mais célere e um
encaminhamento facilitador da sua circulação nas instalações. Como exemplo, pode-se
considerar a sinalização de locais perigosos ou que só podem ser acessados por adultos,
principalmente sobre os riscos que oferecem. Para além disso, a centro infantil pode ter
um mural, fácil de localizar, com os telefones de emergência: corpo de bombeiros, polícia
e ambulância.

A saúde e higiene em um determinado meio relaciona-se com as condições de segurança que esse
meio oferece. Assim, o Dicionário Priberam de Língua Portuguesa (2008-2021), define segurança
como sendo o conjunto das acções e dos recursos utilizados para proteger algo ou alguém. Ainda
refere que a segurança é situação do que está seguro; é o afastamento de todo o perigo. Já, para
BARROSO (2011), a segurança é entendida como a manutenção da independência, identidade,
15

integridade e o bem-estar das sociedades e dos indivíduos. A partir destas definições pode-se
referir que a segurança em ambientes de aprendizagem se refere ao conjunto de materiais, acções
e atitudes que os centros infantis colocam ou fornecem as crianças para que estejam livres de
perigos durante a realização das actividades educativas.
Neste sentido, o principal objectivo como (pré) profissional da área da educação é que as crianças
tenham um espaço que lhes proporcione ao máximo um desenvolvimento global e feliz. A creche
ou a pré-escola, é uma instituição criada para oferecer condições óptimas, que propiciem um
crescimento e desenvolvimento integral e harmonioso à criança. Assim, de acordo com FAVA
(2015), é fundamental que se crie um espaço seguro em que se promova a saúde nas crianças com
o objectivo de prevenir complicações de saúde para um crescimento saudável.
Com isto, FAVA (2015), ainda refere que é necessário que se abordem temas da área da saúde que
façam parte do dia-a-dia das crianças, para que lhes seja possível aprender e melhorar alguns
comportamentos, pois quanto mais cedo atendermos às necessidades infantis melhores resultados
teremos «cuidados precoces têm um impacto decisivo e permanente sobre esse desenvolvimento
e ainda é fundamental que os cuidadores aprimorem sua observação das necessidades infantis e
saibam oferecer as condições apropriadas para que a criança possa atingir o máximo potencial de
desenvolvimento.
A criança tem de descobrir o mundo que a rodeia, tem que experimentar, sentir, observar, mas para
isso é necessário que lhe seja proporcionado um ambiente seguro para que possa crescer livre e
saudável. A segurança nos primeiros anos de vida é um factor muito importante a ter em conta,
tanto em casa como no centro infantil, por isso devemos sensibilizar a criança para situações
consideradas perigosas.
Uns cuidado muito importante a ter nestas idades são os envenenamentos por medicamentos, tal
como refere Davidson (1981), os medicamentos estão implicados em inúmeros casos de
intoxicações da criança. ‘’A medida básica, simples e eficaz, ainda que poucas vezes observada,
consiste em manter fora do alcance das crianças qualquer medicamento, tanto os de um tratamento
em curso como os que constituem a farmácia caseira’’ (DAVIDSON, 1981). Além de tomar essa
medida, abordar esta situação com a criança torna-se essencial para que possa compreender os seus
perigos.
16

2.3.1. O educador e a rotina de higienização na educação infantil


Os cuidados de saúde e higiene pessoal e ambiental têm influência directa na garantia das
condições adequadas de saúde colectiva e individual nos centros de Educação Infantil. Quando
esses cuidados são seguidos, o risco de transmitir ou adquirir doenças torna-se muito baixo
(NAKAMURA, 2008).

Essa responsabilidade de acordo com NAKAMURA (2008), de manter tudo higienizado e limpo
é de responsabilidade de todos aqueles que cuidam, de forma directa ou indirecta, de crianças.
Mas, os seguintes cuidados, de responsabilidade dos educadores de educação infantil, são de
grande importância no que diz respeito a uma rotina diária no contexto educacional.
De acordo com NAKAMURA (2008), os educadores dessa faixa etária devem manter hábitos de
higiene com as crianças, ou seja:
 Manter as mãos das crianças limpas - Conforme a criança cresce, ela pode ser educada a
lavar as mãos com água e sabão. Lavar as mãos deve ser um acto prazeroso, realizado
conjuntamente por crianças após o uso do banheiro e dos penicos e em outras situações em
que as mãos possam estar sujas.
 Banho - É importante que cada criança tenha a sua toalha e seus produtos de higiene
(sabonete, principalmente), contendo identificação nominal, para evitar a transmissão de
doenças;
 Troca de fraldas - Todo material necessário para a troca deve estar à mão para que não se
deixe a criança sozinha na bancada. Na troca de fraldas, é necessário que se lave a pele
com água e sabão e se evite que a criança manipule a fralda suja ou a pele com fezes.
 Descarte das fraldas – O descarte das fraldas sujas deve ser feito em saco plástico fechado,
acondicionado em recipiente para lixo, com tampa accionada por pedal, exclusivo para este
fim. E o lixo com as fraldas descartáveis deve ser retirado antes que fique cheio, para evitar
o mau cheiro e para que possa ser fechado e transportado com facilidade e segurança para
a área externa de lixo.
17

[Link] interventivas para garantir a criação de melhores condições de saúde e


higiene.
Segundo CRAIDY (2001), a saúde é o estado de completo bem-estar físico, mental e social e não
apenas a ausência de doença. É ter qualidade de vida. Assim, se o sujeito tiver consciência da sua
importância para uma convivência agradável, poderá buscar essa qualidade de vida e decidir viver
só ou junto, buscando o melhor para si e para o outro.

Por isso, é tão importante falar sobre saúde nas instituições de Educação Infantil, a qual implica
que o profissional de educação busque sempre estar promovendo acções de higiene, prevenção de
doenças e de acidentes e a realização de actividades que busquem o crescimento e o
desenvolvimento da criança em sua totalidade.

Os cuidados adequados decorrentes a bons hábitos de higiene, podem prevenir em grande parte
doenças e riscos à integridade infantil. Para tanto, uma boa planificação das actividades de cuidado
favorece e garante o direito da criança a uma educação para a saúde (OLIVEIRA, 2013). As
actividades de cuidado pessoal podem ser lúdicas e promover a construção do hábito e
aprendizagem de regras.

Os cuidados básicos com a higiene e a saúde são vários. De início a instituição deve ser um local
de limpo, higienizado e com segurança. Pois, de acordo com o autor, para se formar bons hábitos
nas crianças, o educador e toda comunidade escolar precisam criar situações que os promova
(OLIVEIRA, 2013).

Segundo OLIVEIRA (2013), os cuidados básicos para uma metodologia voltada a higiene corporal
da criança são: oferecer cuidados de higiene pessoal que garantem limpeza e conforto; banhos
refrescantes; rotina colectiva de uso do banheiro (podendo a criança usar o penico ou o vaso
sanitário) e rotina colectiva de higiene bucal.

As rotinas colectivas de uso pessoal e de higiene bucal devem ser feitas com bom humor, onde o
educador pode utilizar histórias com personagens para que a criança use-as de modelo para
imitação ou superação do medo (OLIVEIRA, 2013).
18

Carvalho (2002) citado por OLIVEIRA (2013), ressalta que na Educação Infantil, o tema higiene
deve ser trabalhado com a concepção de além de prevenir doenças, também promove a saúde física
e mental das crianças. Levando assim a criança a ser saudável.

A educação e a conscientização são as melhores maneiras de resolver esse problema. Essa


conscientização pode ser feita desde a educação infantil, onde as crianças não têm o hábito de
higiene formado, ou seja, é um processo que deve ser trabalhado. Com isso é preciso, que o
educador, mediador de conhecimento, busque uma metodologia lúdica voltada para a
implementação da prática da higiene dos ambientes que eles utilizam nos centros infantis, em casa,
ou em qualquer meio frequenta (CRAIDY, 2001).

Assim, essa implementação de conscientização de uma educação higiénica ensinam como a


criança desde a educação infantil pode criar hábitos de higiene mediante a um desenvolvimento
sustentável.

Em relação às condições gerais de saúde e higiene, NAKAMURA e MARTINS (2018), referem


que as edificações e instalações devem se apresentar da seguinte forma:

 A área externa do centro infantil deve ser limpa e bem conservada; sem acúmulo de lixo,
caixas, garrafas e outros objectos em desuso que favorecem o aparecimento de insectos e
roedores. O lixo deve estar distribuido ou organizado em pequenas lixeiras selectivas,
distribuidas pelo centro infantil, ou seja, o centro deve possuir latas de lixo coloridas, sendo
que as latas amarelas devem conter metais; latas azuis, papel e papelão; latas verdes, vidro
e as latas vermelhas devem conter lixo plástico.
 A área interna do estabelecimento deve proporcionar conforto e segurança. O material de
revestimento deve facilitar a higienização e a manutenção das instalações.
 Os pisos, paredes, tetos, portas e janelas devem ser de material liso, resistente, impermeável
e lavável, sempre em bom estado de higiene e conservação;
 A ventilação deve proporcionar a renovação do ar e a ausência de humidade;
 As instalações eléctricas devem ser embutidas ou, caso não seja possível, revestidas por
tubulação de fácil limpeza;
 A área de recreação externa deve estar isolada de espaços em que há circulação de veículos
ou de pedestres estranhos ao serviço;
19

 O piso das áreas em que há circulação de crianças deve ser de material de fácil
higienização, resistente, antiderrapante e em bom estado de conservação;
 As janelas, portas e escadas de locais que ofereçam risco às crianças devem apresentar
grades resistentes para protecção;
 As portas dos sanitários infantis não devem apresentar fechaduras.
 As instalações, mobiliários e equipamentos não podem apresentar protuberâncias
perigosas, cantos agudos, componentes danificados e soltos, e outras falhas capazes de,
eventualmente, causar ferimentos em uma criança;
 As tomadas devem ser sempre protegidas, e a fiação eléctrica não pode ficar exposta em
locais onde circulam crianças;
 Remédios, produtos de limpeza e material inflamável devem ficar longe do alcance das
crianças e nunca devem ser guardados em recipientes de refrigerantes ou similares.
20

3. METODOLOGIA
A metodologia, segundo KAUARK e MEDEIROS (2010) é a explicação minuciosa, detalhada,
rigorosa e exacta de toda acção desenvolvida no método (caminho) do trabalho de pesquisa. É a
explicação do tipo de pesquisa, do instrumental utilizado (questionário, entrevista), do tempo
previsto, da equipe de pesquisadores e da divisão do trabalho, das formas de tabulação e tratamento
dos dados, enfim, de tudo aquilo que se utilizará no trabalho de pesquisa.
Deste modo, na presente secção apresentamos diferentes procedimentos metodológicos, a saber: o
tipo de pesquisa; a população e a amostra; o instrumento de recolha de dados, os procedimentos
éticos a serem utilizados na recolha de dados, organização e tratamento dos dados.

[Link] de pesquisa
Para a nossa pesquisa será indispensável a utilização da pesquisa qualitativa, pois possibilita a
descrição pelo pesquisador da complexidade de problemas e hipóteses, em que segundo
OLIVEIRA (2005), a abordagem qualitativa de pesquisa permite analisar a interacção entre
variáveis, possibilitando a compreensão e a clareza dos processos sociais.

A pesquisa qualitativa pode ser caracterizada como sendo:

[...] Uma tentativa de se explicar em profundidade o


significado e as características do resultado das
informações obtidas através de entrevistas ou questões
abertas, sem a mensuração quantitativa de características
de comportamento (OLIVEIRA, 2005, p. 59).

Portanto, a razão para a escolha desta abordagem é o facto de permitir que os dados sejam
colectados através da descrição feita pelos sujeitos, o que torna o nosso estudo mais produtivo,
pois os sujeitos poderão se expressar livremente ao apresentar as suas opiniões em relação as
condições de higiene e segurança existentes no centro infantil.

[Link] e participantes
Nesta subsecção será apresentado o local e as motivações da escolha do mesmo para a efectivação
do estudo, serão apresentados os participantes e os critérios que ditarão a suas selecção para a
recolha de dados necessários ao estudo.
21

3.2.1 Contexto local


O contexto de pesquisa será o Centro Infantil Comunidade São Quisito que se encontra localizado
no Distrito Munincipal Kamaxakeni, no bairro de Maxaquene “ D “, Quarteirão 7, célula 8. Este
centro está inserido numa igreja com o nome de Comunidade São Quisito, apresentando 6 salas,
com construções antigas e de alavenaria e com janelas pequenas. Estas salas foram concebidas em
1997, sendo que inicialmente serviam apenas de centro infantil para crianças daquela comunidade
mas com o passar do tempo, as salas foram também usadas como igreja para a realização de cultos
e, actualmente, são também usadas como dormitórios.

Para além das 6 salas, o centro infantil também apresenta três (3) casas-de-banho pequenas, sendo
uma para crianças do sexo masculino, outra para as de sexo feminino e a terceira para adultos, ou
seja, para os educadores e outros funcionários. O centro também apresenta a secretaria, a sala da
gestora, e uma sala comum, onde as crianças se concentram e tomam as refeições. Na secretaria
existe um extintor de incêndio.

Em relação aos espaços livres, o centro apresenta um espaço pequeno e com uma lata para a
deposição de lixo produzido pelas crianças. Para além disso, o espaço apresenta características
simples de um espaço vazio e aberto com uma planta que serve de sombra para as crianças.

Portanto, a descrição acima constitui a principal influência ou motivação para a escolha deste
centro para a realização do estudo, visto que o centro não possui condições completamente
adequadas para fins de educação infantil, ou seja, as suas infra-estruturas não estão preparadas
tendo em conta as condições de saúde e higiene que um centro deve apresentar. Assim, pretende-
se apresentar possiveis formas de adaptação que o centro poderá fazer para fornecer melhores
condições de saúde e higienne as crianças.

3.2.2Participantes

Para a recolha de dados, serão necessários 4 participantes que são todos funcionários do centro
infantil, a saber: 2 educadores,1 gestor e 1 funcionário não educador. A razão para a escolha destes
participantes deve-se ao facto destes serem representativos do centro infantil e terem maior visão
e informações ricas sobre os aspectos relacionados as condições de saúde e higiene. E ao se
escolher participantes com diferentes funções no centro infantil, pretende-se obter dados mais
22

abrangentes e ter-se maior credibilidade nas informações convergentes que estes participantes
poderão apresentar. Assim, o nosso estudo será rico e com resultados mais consistentes.

3.3.Técnicas e Instrumento de recolha de dados

PARDAIS e CORREIA (1995, p. 48) consideram a técnica como “um instrumento de trabalho que
viabiliza a realização de uma pesquisa” que, através da execução do conjunto de operações de um
método, permite confrontar os propósitos da pesquisa com a informação colhida dos participantes.
Assim, descritos os participantes serão tratados, nesta subsecção, os aspectos relativos as técnicas
e instrumentos de recolha de dados.

3.3.1. Técnicas
Existem, segundo BOGDAN (1994), TUCKMAN (2002) e QUIVY e CAMPENHEOUD (2003),
três grandes grupos de técnicas de recolha de dados que se podem utilizar como fontes de
informação nas investigações qualitativas: a observação, o inquérito, o qual pode ser oral
(entrevista) ou escrito (questionário) e análise de documentos. Neste contexto, para este estudo
propomos usar o inquérito oral (entrevista) e observação, pois estas técnicas permitirão recorrer a
várias perspectivas sobre o tema deste estudo, bem como obter informação sobre aspectos
observáveis de diferente natureza e proceder, posteriormente, a comparações entre as diversas
informações, efectuando assim a triangulação da informação obtida.

 Entrevista

A técnica a ser usada neste estudo será uma entrevista semi-estruturada que, de acordo com GIL
(1995) é uma forma de diálogo assimétrico, em que uma das partes busca recolher dados e a outra
se apresenta como uma fonte de informação. A entrevista a ser usada na pesquisa será elaborada
pela pesquisadora e será aplicada em todos os participantes.

A entrevista irá permitir a recolha de informações que não serão de fácil observação por parte da
pesquisadora, ou seja, a entrevista será usada para se levar os participantes a descreverem as
dificuldades que o centro enfrenta para manter melhores condições de saúde e higiene no seu
recinto e para conhecer a visão destes participantes sobre que estratégias poderiam ser adoptadas
para a criação de melhores condições de saúde e higiene no Centro Infantil Paróquia São Quisito.
23

As informações a serem obtidas por meio da entrevista serão de extrema relevância para este
estudo, pois serão fundamentais para o alcance dos objectivos que o estudo pressupõe.

As entrevistas serão feitas de forma individual, onde a temática em estudo será previamente
apresentada aos participantes e partir-se-á de um esquema de base, sendo possível fazer as
adaptações consideradas convenientes para os diferentes tipos de entrevistados. Durante a
entrevista, será criada uma relação de interacção, e ira-se procurar que cada participante fale
livremente, apresentando o seu ponto de vista, que, posteriormente, será comparado e confrontado
com os restantes, com vista a obtenção de dados diversificados.

 Observação

A observação, segundo ZANELLA (2013), é uma técnica que utiliza os sentidos para obter
informações da realidade. Como diz Triviños (1987) citado por ZANELLA (2013), não é
simplesmente olhar, mas destacar de um conjunto, objectos, pessoas, animais, por exemplo, algo
específico, prestando atenção em suas características, como cor e tamanho, dentre outras.

Deste modo, nesta pesquisa recorrer-se-á a observação para a análise dos aspectos físicos ligados
a saúde e higiene no centro infantil em causa, tal como é o caso da observação da disposição do
espaço recreio, a limpeza dos sanitários, as portas, as janelas, e entre outros aspectos de fácil
observação.

3.3.2. Instrumentos

Os instrumentos de recolha de dados em uma pesquisa são as ferramentas que farão parte do
processo de recolha de dados para a efectivação de um estudo. Assim, nesta subsecção
apresentamos o guião de entrevista e grelha de observação como instrumentos a serem adoptados
neste estudo.

 Guião de entrevista

O guião de entrevista será da autoria da pesquisadora. Isto porque a literatura disponível sobre o
tema em estudo não apresenta instrumentos que reflectem minimamente os objectivos traçados
para esta pesquisa. Assim, com base nos conhecimentos adquiridos ao longo da elaboração do
24

projecto, produzir-se-à o guião de entrevista com questões que facilitarão a recolha de dados e
alcance dos objectivos.

As questões do guião de entrevista serão abertas para permitir que os entrevistados expressem
livremente as suas ideias em relação ao tema em estudo e este facto irá permitir que se tenha o
máximo de informação para a ánalise de dados.

A informação do guião de entrevista estará organizada em quatro (4) colunas, sendo a primera a
que indica a ordem de 1 até 4; a segunda coluna apresenta os blocos de A até E; a terceira apresenta
os objectivos específicos em cada bloco e por fim, a quarta coluna apresenta as questões e os
procedimentos a serem seguidos para o alcance de todos objectivos apresentado em cada bloco.

Desta forma, no bloco A – legitimação da entrevista e motivação do entrevistado, terá-se como


objectivo informar o entrevistado sobre a investigação em curso e explica-se a importância da
colaboração para a consecução dos objectivos visados e, por fim, assegura-se a confidencialidade
e o anonimato, quer da instituição quer da pessoa entrevistada.

No bloco B – Identificação e caracterização dos entrevistados , buscar-se-ão os dados biográficos


sobre cada entrevistado. No bloco C – Caracterização das condições de saúde e higiene para o
desenvolvimento das crianças, serão colocadas questões para que o entrevistado fale sobre as
condições que o centro apresenta e a eficácia destas no desenvolvimento das crianças.

No bloco D – Dificuldades enfrentadas para manter melhores condições de saúde e higiene, os


entrevistados serão levados a descrever as dificuldades que são enfrentadas pelo centro para
garantir melhores condições de saúde e higiene. E por fim, terá-se o bloco E – Estratégias de
criação de melhores condições de saúde e higiene. Aqui, os entrevistados irão propor estratégias
que podem garantir melhores condições de saúde e higiene.

 Grelha de observação

A grelha de observação será elaborada a partir das informações que constam do manual da
Inspecção-Geral da Educação (IGE). Isto porque este manual apresenta um quadro teórico
completo sobre os aspectos físicos que devem ser observados numa instituição de ensino para se
verificar as suas condições de saúde e higiene.
25

A grelha de observação será constituída por quatro (4) categorias, a saber: Infra-estruturas: nesta
categoria será observada a partir dos seguintes itens: espaços existentes; salas de actividades;
corredores e casa-de-banho. A segunda categoria diz respeito e o espaço-recreio, que será
observado a partir da sua organização e a segurança dos materiais que apresenta. A terceira
categoria refere-se aos equipamentos de segurança eprimeiros socorros, onde a sua observação irá
consistir em verificar a existência dos equipamentos de segurança, a sala de onde devem ficar e a
sua organizçar. E por fim, teremos a quarta categoria que é referente a acessibilidade dos espaços
do centro, onde serão observadas as condições de acessibilidade aos edifícios, aos espaços e ao
equipamento.

A grelha de observação apresentará em um quadro com cinco (5) colunas, sendo a primeira a que
indica a ordem das categorias; a segunda apresenta as quatro categorias; a terceira os itens a
observar; a quarta os aspectos que devem ser levado em conta ao se fazer a observar e por fim, a
quinta coluna que é a das observações, onde a pesquisadora irá fazer o registo dos aspectos
observados., tal como mostra a estrutura abaixo:

Ordem Categoria Itens a observar Apectos a observar Observações

[Link] éticos e de recolha de dados

Antes de realizar a pesquisa no centro infantil em causa, será efectuado um primeiro contacto com
a Direcção da escola. Seguidamente, ira-se apresentar e analisar o documento escrito (credencial),
com o propósito de garantir-se a permissão para a realização do processo de recolha de dados.
Depois disto, programar-se-á uma entrevista com os intervenientes do centro escolhidos como
participantes, coordenando-se com estes o dia, a hora e o local considerado mais apropriado à
realização da entrevista.

Será solicitada autorização aos entrevistados para gravação da entrevista em gravador digital, uma
vez que se irá proceder à transcrição das mesmas, para efeitos de análise de conteúdo. Para além
disto, a pesquisadora irá garantir a confidencialidade, no que diz respeito às respostas e ao
anonimato dos participantes no estudo.

Já, para a realização da observação, coordenar-se-á com a Direcção do centro o dia e o memento
26

apropriado para a realização da mesma e ainda solicitar-se-á um membro da Direcção para


apresentar os compartimentos ou diferentes lugares do centro a pesquisadora. Nesta observação
não se fará nenhuma gravação de imagens.

[Link]ção e tratamento de dados


Depois da recolha de dados será feita a análise dos mesmos dados através do método da análise do
conteúdo, procurando agregar as informações de acordo com a sua semelhança ou afastamento em
relação a questão colocada.
A análise de conteúdo, “é o estudo minucioso das palavras e frases contidas no material colectado
e organizado que permite esclarecer suas características extraindo-se e seleccionando o essencial
para o assunto que está sendo estudado“ (LAVILLE & DIONE 1999, p.48). E, para BARDIN
(2011), a análise do conteúdo é um conjunto de técnicas de análise das comunicações visando
obter, por procedimentos sistemáticos e objectivos de descrição do conteúdo das mensagens,
indicadores (quantitativos ou não) que permitam a inferência de conhecimentos relativos às
condições de produção/recepção (variáveis inferidas) destas mensagens.
Este autor, ainda infere que a análise de conteúdo abarca as iniciativas de explicitação,
sistematização e expressão do conteúdo de mensagens, com o intuito de realizar deduções lógicas
e justificadas a respeito da origem das mensagens. E na visão de FOUCAULT (2013), a análise do
discurso diz respeito aos modos como, no interior dos discursos, um objecto é produzido a partir
das práticas relacionadas aos seus modos/possibilidades de enunciação.

Assim, para a apresentação e descrição dos dados serão compiladas as passagens mais relevantes
das respostas dadas pelos entrevistados em cada questão e na sequência irá se fazer a categorização
das passagens compiladas. Essa categorização será feita em função das respostas dadas, ou seja,
irá se fazer uma categorização a partir de um modelo aberto, onde as categorias tomam forma no
decorrer do processo de análise.

3.6 Resultados esperados


Em conformidade com os objectivos deste estudo, espera-se alcançar os seguintes resultados:

 Ver identificadas as condições de saúde e higiene existentes no Centro Infantil Paróquia


São Quisito para a garantia e promoção de hábitos e atitudes saudáveis nas crianças.
27

 Ter descritos os hábitos e atitudes de higiene desenvolvidos pelo centro para a promoção
da saúde nas crianças.
 Ter caracterizadas as dificuldades que o Centro Infantil Paróquia São Quisito tem em criar
condições de saúde e higiene que promovam hábitos e atitudes saudáveis nas crianças.
 Ter proposto medidas interventivas para garantir a criação de melhores condições de saúde
e higiene no Centro Infantil Paróquia São Quisito.
28

4. Cronograma e orçamento
De acordo com KAUARK e MEDEIROS (2010), o Cronograma é a previsão de tempo que será
gasto na realização do trabalho de acordo com as actividades a cumprir. Desta forma, As
actividades irão decorrer em conformidade com o ilustrado na tabela abaixo:

Datas/2022
No Actividades Intervenientes/ Setembro Outubro
participantes Semana
1a 2a 3a 4a 1a 2a 3a 4a
1 Levantamento de Pesquisadora X X
literatura
2 Elaboração do projecto Pesquisadora X X
3 Entrega do projecto para Pesquisadora X
aprovação
4 Recolha de dados Pesquisadora,
(aplicação da entrevista e educadores, gestor e X
observação) funcionário não
educador
5 Análise e discussão dos Pesquisadora X X
dados
6 Elaboração da Pesquisadora X
monografia
7 Entrega da primeira Pesquisadora X
versão da monografia
8 Revisão do texto final Pesquisadora X
9 Entrega da versão final Pesquisadora X
da monografia

 Orçamento
29

Em termos de custos, a efectivação deste projecto irá depender da existência do seguinte material
e os respectivos custos:

Material Quantidade Preço por unidade Sub total


(MT)
Caderno 1 50 Mt 50 Mt
Lápis 1 10 Mt 10 Mt
Borracha 1 7 Mt 7 Mt
Caneta 2 15 Mt 30 Mt
Água 3 Garrafas / 500 ml 30 Mt 90 Mt
Refrescos 3 Garrafas 20 Mt 60 Mt
Bolachas 3 Pacotes 45 Mt 135 Mt
Transporte 3 Viagens 150 Mt 450 Mt
Impressão de 100 Folhas 5 Mt 500 Mt
documentos
Total 1332 Mt
30

5. Referências bibliográficas

 BARDIN, L. Análise de conteúdo.São Paulo: Edições 70. 2011


 BARROSO, L. A Segurança: uma aproximação conceitual. Lisboa, 2011.
 BOGDAN, R. e BIKLEN. S. Investigação Qualitativa em Educação. Porto: Porto Editora,
1994.
 BOLETIM DA REPÚBLICA - PUBLICAÇÃO OFICIAL DA REPÚBLICA DE
MOÇAMBIQUE, 10.° SUPLEMENTO-Diploma Ministerial n.o 277/2010: Aprova o
Regulamento dos Centros Infantis.
 CRAIDY, M. Educação Infantil: pra que te quero? Porto Alegre: Artmed, 2001
 CRUZ, I. M. Potencialidades e utilização do espaço recreio: um estudo desenvolvido em
escolas do 1.º ciclo do Ensino Básico, 2013.
 DAVIDSON, F. Medicamentos e tóxicos. Salvat editora, Brasil, 1981
 DE OLIVEIRA, K, U. Dicionário breve de Pedagógica. 2006
 Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-
2021, [Link] [consultado em 19-08-2022].

 FAVA, M. C. P. Promoção de saúde em idade pré-escolar: atender às necessidades do


grupo na segurança, alimentação e higiene. 2015

 FLORENTINO, R. V. A higiene das mãos como reflexo para a saúde corporal na


Educação Infantil. FUCAP, 2018
 FOUCAULT, M. Arqueologia do saber. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2013.
 GARCEZ, E. Limpeza: Como fazer bem feito. 2013.
 GIL, António. Método e técnicas de pesquisa social, São Paulo: Atlas, 1995
 GÜNTHER, H. Hábito: Por que Devemos Estudá-lo e o que Podemos Fazer? Brasil, Porto
Alegre, 2015.
 Inspecção-Geral da Educação (IGE). Segurança e Bem-Estar nas Escolas. Lisboa, 2005.

 KAUARK, F. e MEDEIROS, C. Metodologia da pesquisa: um guia prático. Via


Litterarum, Itabuna, 2010.
31

 LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Fundamentos de metodologia


científica. 5. ed. - São Paulo : Atlas 2003.
 LAVILLE, C.; DIONNE, J. A Construção do Saber: Manual de Metodologia da Pesquisa
em Ciências Humanas. Porto Alegre: Artes Médicas Sul Ltda.; Belo Horizonte: UFMG,
1999.
 LIBÂNEO, C. Métodos de Ensino. 1997
 LIMA, G.Z. Saúde Escolar e Educação. Cortez, São Paulo, 1983
 MACHADO, M.L.A. Encontros e desencontros da educação infantil. 2ª ed. São Paulo:
Cortez, 2005.
 MINED. Diferenciação Curricular e Deliberação Docente. 2008
 NAKAMURA, A. A. e MARTINS, L. J. Manual de boas práticas de higiene e de cuidados
com a saúde para centros de educação infantil. São Paulo, 2018
 NAKAMURA, A. A. Manual de boas práticas de higiene para centros de educação
infantil. Prefeitura Municipal de São Paulo, 2008.
 OLIVEIRA, Z. M. R. Educação Infantil: fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez, 2013.
 PEDROTTI, S. P. Abordagem e aplicação de hábitos de higiene na educação infantil.
Lisboa, 2016.
 QUIVY, R. e CAMPENHEOUDT, L. Manual de Investigação em Ciências Sociais.
Lisboa. Gradiva, 2003.
 RAMOS, A. P. F. A importância das medidas de prevenção à falta de higiene na educação
infantil: uma proposta de intervenção. Jacarezinho, Brasil, 2015.
 REIS, I. Manual de Primeiros Socorros Situações de Urgêncianas Escolas, Jardins de
Infância e Campos de Férias. Editor:Direcção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento
Curricular Coordenação, Brasil, 2010
 SARAIVA. Estatística básica. São Paulo, 2002
 TUCKMAN, B. Manual de Investigação em Educação- Como Conceber e Realizar o
Processo de Investigação em Educação. 2ªedição. Lisboa, 2002.
 ZANELLA,L. C. H. Metodologia de Pesquisa, 2ª edição, Santa Catarina, 2013

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