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Relatório de Estágio em Ensino Básico

Este relatório documenta o estágio pedagógico realizado na Escola Básica 16 de Junho, com foco na análise das experiências e aprendizados adquiridos pelos estagiários. A metodologia incluiu observação direta, entrevistas e análise crítica das práticas educativas, destacando tanto os desafios enfrentados quanto as contribuições para a formação docente. O trabalho enfatiza a importância do estágio na integração entre teoria e prática, promovendo o desenvolvimento de competências essenciais para a docência.

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Relatório de Estágio em Ensino Básico

Este relatório documenta o estágio pedagógico realizado na Escola Básica 16 de Junho, com foco na análise das experiências e aprendizados adquiridos pelos estagiários. A metodologia incluiu observação direta, entrevistas e análise crítica das práticas educativas, destacando tanto os desafios enfrentados quanto as contribuições para a formação docente. O trabalho enfatiza a importância do estágio na integração entre teoria e prática, promovendo o desenvolvimento de competências essenciais para a docência.

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Júlia Nguluve

Relatório de Estágio Pedagógico em Ensino Básico

(Escola Básica 16 de Junho - Vilankulo)

Licenciatura em Ensino Básico

Universidade Save

Maxixe

2024
Júlia Nguluve

Relatório de Estágio Pedagógico em Ensino Básico

(Escola Básica 16 de Junho - Vilankulo)

Licenciatura em Ensino Básico

Relatório de Estágio Pedagógico em Ensino Básico, a


ser submetido ao departamento de Educação e
Psicologia da Universidade Save Extensão da Maxixe,
para efeitos de avaliação, como requisito para
aprovação da cadeira.

Docente: Samuel Silvestre Zaqueu

Universidade Save

Maxixe

2024
Índice

Dedicatória iv

Resumo vi

1. INTRODUÇÃO 9

1.1 Objectivos do Trabalho 10

1.1.1 Objectivo Geral: 10

1.1.2 Objectivos Específicos 10

1.2 Metodologia do Trabalho 10

1.3 Referências Teóricas 11

1.3.1 Estágio profissional 11

1.3.2 Processo de ensino e aprendizagem 12

1.3.3 Planificação e Monitorização de actividades pedagógicas 12

2. ETAPAS DO ESTÁGIO DE SUPERVISÃO PEDAGÓGICA DA ESCOLA BÁSICA 14

2.1 Pré-Observação 14

2.2 Observação 14

2.2.1 Descrição Física da Escola Básica 16 de Junho 15

a) Localização da Escola 15

[Link] Historial da Escola Básica 16 de Junho 15

[Link] Descrição Física e Estrutural da Escola Básica 16 de Junho 16

2.2.2 Descrição do Problema de Estágio 16

2.2.1 Descrição das actividades planificadas 17

[Link] Descrição do grupo de trabalho e materiais utilizados no estágio de supervisão 18

2.2.2. Planificação das aulas pelos professores 18

2.2.3 Supervisão e/ou assistência de aulas dos colegas 18


2.2.4 Supervisão das actividades na área pedagógica 20

2.2.5 Actividades desenvolvidas na Organização e Gestão Escolar 21

2.2.6 Gestão de Recursos Humanos 22

2.2.7 Actividades da área de organização 22

2.2.8 Gestão/Administração Financeira 23

2.2.9 Funcionamento e comunicação institucional da escola 23

2.3 Descrição da Intervenção 24

2.4 Resultados 26

2.4.1 Articulação entre a direcção e professores 27

2.4.2 Existência de Planos de Desenvolvimento e Estratégico 27

2.5 Pós-Observação 28

3. CONSIDERAÇÕES FINAIS 29

3.1 Sugestões e Propostas 29

4. Referências Bibliográficas 30
Dedicatória

Dedico este relatório de estágio pedagógico a todos os educadores que, com dedicação e amor
pela profissão, inspiram e transformam vidas. Agradeço profundamente aos professores,
coordenadores e demais profissionais que me acolheram, orientaram e contribuíram para o meu
aprendizado durante este período.

Aos meus familiares, que sempre me incentivaram a seguir meu sonho de ser educadora, e a
todos os alunos, que, com sua curiosidade e energia, me ensinaram tanto quanto eu os ensinei.
Este trabalho é fruto do esforço coletivo e do compromisso com a educação, que é a chave para a
construção de um futuro melhor para todos.
Agradecimentos
Gostaria de manifestar minha profunda gratidão, primeiramente, a Deus, pela dádiva da vida e
pela força indispensável para concluir este curso e elaborar o presente relatório.

Meu reconhecimento vai ao tutor da disciplina, mestre Simeão Sumbane, cuja dedicação e os
materiais oferecidos foram essenciais para a realização do estágio e a organização deste relatório
final. Agradeço também ao supervisor, PhD Gregório Zacarias Vilanculo, pelo acompanhamento
atento e pelo suporte contínuo durante todo o processo.

À minha família, registro meu mais profundo agradecimento por seu apoio incondicional ao
longo de toda a jornada. Em especial, expresso minha gratidão à minha esposa, que tem sido um
pilar fundamental em minha vida, e aos meus filhos, cujo amor me motiva a seguir em frente.
Meus sinceros agradecimentos também aos meus pais, Maulido Daniel Cossa e Laurinda
Zefanias Mandelaze, por seu amor e pelo exemplo de força e inspiração.

Reconheço ainda a importância dos meus irmãos, Cassiano Maulido Cossa, Munira António
Vilankulo, Delson Maulido Cossa e Tarcísio Maulido Cossa, por seu constante apoio e incentivo
em cada etapa deste percurso.

Agradeço profundamente à Universidade Save, extensão de Maxixe, por viabilizar as condições


adequadas para o aprendizado, bem como à Escola Básica 16 de Junho, que generosamente abriu
suas portas para a realização do estágio no período estipulado. Estendo minha gratidão à diretora
da escola e a todos os colaboradores pela recepção calorosa e pela valiosa parceria.
Resumo
Este relatório resulta de um trabalho de campo realizado por um grupo de cinco estudantes
estagiários no âmbito da disciplina de Estágio Pedagógico em Ensino Básico, parte integrante do
curso de Licenciatura em Ensino Básico. O principal objectivo foi analisar criticamente as
experiências vivenciadas durante o estágio, evidenciando os aprendizados adquiridos, os desafios
enfrentados e as contribuições para o desenvolvimento da formação docente.

Durante a etapa de Pré-observação, foram realizados debates na plataforma AVA sobre diversos
temas relacionados à disciplina. Na fase de Observação, procedeu-se à recolha de dados na
Escola Básica 16 de Junho, com foco na área pedagógica, de forma a compreender como o
director adjunto da escola gere as actividades pedagógicas. Esta etapa incluiu a assistência de
aulas com o intuito de avaliar o cumprimento das metas estabelecidas por lei no que concerne
aos objectivos do trabalho docente, além da lecionação de aulas para a 4ª classe. Por fim, na Pós-
observação, houve uma reflexão sobre as actividades desenvolvidas durante o trabalho de campo.

Para a recolha de dados, recorreu-se à observação directa e a entrevistas. A metodologia utilizada


combinou o método bibliográfico, o trabalho de campo e uma pesquisa qualitativa com suporte
quantitativo. O relatório apresenta duas componentes principais: a teórica e a prática. A parte
teórica inclui o enquadramento bibliográfico, introdução, metodologia e objectivos. A parte
prática descreve as actividades desenvolvidas na área de intervenção, detalhando os aspectos que
orientam o Processo de Ensino e Aprendizagem.

O trabalho identificou tanto aspectos positivos como áreas que necessitam de melhorias,
destacando, por exemplo, a relevância de existirem planos trimestrais e mensais definidos pela
direção da escola.

Palavras-chave: Assistência de aulas, Estágio Profissional, Organização Escolar, Planificação de


Ensino, Processo de Ensino e Aprendizagem.
1. INTRODUÇÃO

Este relatório apresenta o estágio pedagógico realizado na Escola Básica 16 de Junho, localizada
em Vilankulo, durante os meses de setembro e outubro. Seu objectivo é documentar e analisar as
práticas educativas vivenciadas, contemplando tanto as actividades realizadas quanto os desafios
encontrados ao longo da experiência. O estágio pedagógico desempenha um papel crucial no
desenvolvimento profissional dos futuros docentes, ao possibilitar a aplicação prática dos
conhecimentos teóricos adquiridos ao longo do percurso formativo. Durante esta etapa, foi
possível observar, planejar e conduzir aulas no Ensino Básico, além de fomentar uma interação
directa com alunos, colegas professores e a equipe de gestão escolar.

A relevância do estágio pedagógico reside em sua capacidade de aproximar os estudantes da


realidade educacional, promovendo a construção de competências essenciais ao exercício da
docência. Essas competências incluem a gestão de sala de aula, a formulação de estratégias de
ensino e a avaliação crítica do próprio desempenho. Segundo Pimenta (2009), "o estágio
supervisionado é um momento decisivo na formação docente, pois permite ao estudante
vivenciar a prática e reconhecer-se como futuro professor, além de compreender a complexidade
do contexto escolar".

Além de atender à exigência acadêmica de registrar as actividades realizadas, este relatório busca
contribuir para o desenvolvimento dos estagiários, incentivando reflexões acerca da prática
docente e apontando caminhos para sua constante melhoria. A realização deste estudo justifica-
se pela necessidade de compreender como as aulas são conduzidas no ambiente escolar,
abarcando tanto os momentos teóricos quanto as actividades práticas. O estágio também visa
consolidar os conhecimentos adquiridos ao longo da formação acadêmica, por meio da
observação e da prática, proporcionando uma aprendizagem contextualizada e profissional. Essa
experiência promove a integração da estudante à vida profissional, ao mesmo tempo em que
aperfeiçoa suas competências socioeducativas em um ambiente de trabalho real.

O estágio permitiu analisar aspectos como o cumprimento de planos de aula, a elaboração do


projecto político-pedagógico e o plano específico do Departamento de Apoio Educativo (DAE)
na Escola Básica 16 de Junho.
No que tange à estrutura deste trabalho, ele é dividido em três partes principais. Inicialmente, há
uma introdução que apresenta os objectivos do estágio e do relatório final, bem como as
metodologias utilizadas. Na secção de desenvolvimento, são descritas as etapas do estágio
pedagógico, desde a pré-observação até a observação prática (com detalhes das actividades
realizadas na área de atuação) e a pós-observação, que inclui reflexões e a produção deste
relatório. Por fim, a parte conclusiva sintetiza os principais resultados e aprendizagens,
destacando os avanços alcançados durante o estágio e os desafios a serem enfrentados.

1.1 Objectivos do Estágio

1.1.1 Geral:

 Promover o desenvolvimento de competências pedagógicas fundamentais por meio de


experiências práticas no Ensino Básico, visando à formação profissional e à melhoria
contínua da qualidade do ensino.
1.1.2 Específicos:

 Elaborar planos de aula alinhados ao currículo escolar e adaptados às necessidades e


características dos alunos;
 Efectuar uma análise dos desafios enfrentados no processo de ensino-aprendizagem e
desenvolver estratégias para superá-los;
 Descrever propostas eficazes para melhorar a comunicação, a organização e os processos
de avaliação no ambiente escolar.
1.2 Objectivos do Relatório

1.2.1 Geral:

 Analisar criticamente sobre as experiências vivenciadas ao longo do estágio pedagógico,


enfatizando os aprendizados adquiridos, os desafios enfrentados e as contribuições para o
desenvolvimento profissional na área da docência.
1.2.2 Específicos:

 Registar as actividades realizadas ao longo do estágio, abrangendo observações,


planejamento e condução de aulas.
 Efectuar uma análise dos principais desafios encontrados no ambiente escolar e na
dinâmica da sala de aula.
 Mencionar propostas de melhoria para a prática docente, fundamentadas nas experiências
e actividades desenvolvidas durante o estágio.

1.3 Fases do Estágio Pedagógico em Ensino Básico

De acordo com as orientações estabelecidas no manual de práticas pedagógicas, as etapas das


Práticas Pedagógicas (PP) e do estágio, durante o curso de Licenciatura em Ensino Básico, são as
seguintes:

1.3.1 Prática Pedagógica Geral (PPG)

A PPG é a primeira disciplina do curso, oferecida no 1º ano, com o objectivo de preparar os


estudantes para observar e analisar de forma crítica situações escolares nos âmbitos
organizacional, pedagógico e administrativo. Além disso, proporciona uma experiência
(presencial ou virtual) no ambiente escolar, permitindo o contacto com alunos, professores e
funcionários, para que o estudante desenvolva hábitos de trabalho, colaboração e convivência
típicos desse meio.

1.3.2 Prática Pedagógica de Ensino Básico I

A actividade ocorre no 2º ano, com o acompanhamento dos professores nas reuniões


pedagógicas e participação nas dinâmicas da escola e da sala de aula. São assistidas tanto aulas
virtuais quanto presenciais.

1.3.3 Prática Pedagógica do Ensino Básico II

Desenvolvida no 3º ano, quando o estudante inicia a elaboração e a execução de micro-aulas e


actividades interdisciplinares e transversais, sob a orientação do professor tutor da escola e do
supervisor da UniSave.

1.3.4 Prática Técnico Profissional de Administração II

É realizada no 4º ano e oferece ao estudante a oportunidade de vivenciar situações relacionadas à


gestão administrativa escolar, permitindo-lhe conhecer diferentes aspectos da administração de
uma instituição.

1.3.5 Estágio Pedagógico em Ensino Básico

No primeiro semestre, é realizado o Estágio Pedagógico do Ensino Básico, com foco na


assistência e lecionação das aulas, visando a superação de problemas por meio da análise de uma
oficina pedagógica.

1.4 Metodologia do Trabalho


Segundo Sampieri, Collado e Lucio (2013), a metodologia como um conjunto de etapas
estruturadas e sistemáticas para realizar uma pesquisa científica, dando ênfase à definição clara
dos objetivos, hipóteses e à escolha apropriada dos métodos de coleta e análise de dados.

Tendo em vista a definição anteriormente mencionada, este estudo recorreu a diferentes


metodologias de coleta de dados. Entre elas, destaca-se a observação científica, que, segundo
Minayo (2010), "é uma técnica fundamental para a coleta de informações, permitindo uma
compreensão mais profunda dos fenômenos observados". De acordo com Silva e Ferreira (2003),
a observação científica pode ser dividida em dois tipos: sistemática e assistemática. Neste estudo,
utilizou-se a observação científica sistemática, pois foi baseada em obras literárias que
fundamentaram o que foi observado.

A observação directa, como técnica de coleta de dados, envolve o uso dos sentidos para captar
aspectos da realidade. Em sua definição, Trivinos (1987) destaca que essa técnica não se limita à
visão e à audição, mas envolve a análise de factos e fenômenos que orientam comportamentos
muitas vezes inconscientes, mas essenciais para a pesquisa. Essa abordagem foi essencial para a
coleta de dados sobre os aspectos físicos e documentais da Escola Básica 16 de Junho, em
Vilankulo.

Além disso, foi realizada uma consulta bibliográfica online, ferramenta indispensável para a
pesquisa. Segundo Severino (2007), "a pesquisa bibliográfica permite não apenas resolver
problemas já identificados, mas também explorar novas questões que ainda não foram
suficientemente desenvolvidas na literatura". Assim, a consulta foi crucial para expandir o
entendimento sobre o contexto da pesquisa.
Finalmente, a entrevista foi uma técnica adicional utilizada neste estudo. Conforme explica
Bardin (2009), a entrevista é um procedimento de coleta de dados em que o pesquisador interage
diretamente com o entrevistado, a fim de extrair informações relevantes para o desenvolvimento
da pesquisa. Neste caso, a entrevista foi realizada com os membros da direção da escola,
permitindo a obtenção de dados específicos e aprofundados sobre o contexto investigado.
1.5 Referências Teóricas

Nesta seção do trabalho, nosso objectivo é abordar os principais conceitos fundamentais que
sustentam e enriquecem o estudo, visando proporcionar uma compreensão mais aprofundada dos
fenômenos relacionados à prática de estágio pedagógico.

1.5.1 Estágio Pedagógico

O estágio pedagógico constitui uma fase essencial na formação de professores, promovendo a


integração entre a teoria e a prática no processo educacional. Ele possibilita que os futuros
docentes vivenciem o ambiente escolar, adquiram experiências concretas no ensino e
desenvolvam habilidades profissionais cruciais. Neste contexto, o estagiário aplica os
conhecimentos adquiridos ao longo de sua formação, enfrentando os desafios reais da sala de
aula, interagindo com estudantes e colegas, e refletindo sobre sua prática pedagógica.

De acordo com Silva e Costa (2015), o estágio pedagógico é "o momento de conexão entre o
conhecimento teórico e a prática educativa, no qual o estagiário analisa e reflete sobre o acto de
ensinar em um ambiente escolar real" (p. 62). Este processo exige uma postura investigativa e
crítica, pois o objectivo vai além de simplesmente reproduzir práticas já existentes, envolvendo
também a busca por inovações e soluções criativas para problemas educacionais.

Durante o estágio, o estagiário exerce diversos papéis. Ele observa aulas, auxilia em actividades
pedagógicas e, progressivamente, assume a responsabilidade de planejar, ministrar e avaliar as
aulas. Essas acções acontecem sob a orientação de um professor supervisor, que oferece
feedback e contribui para o desenvolvimento profissional do estagiário. Como ressalta Oliveira
(2016, p. 102), "a supervisão no estágio pedagógico é fundamental para a formação docente, pois
proporciona o apoio necessário para que o estagiário desenvolva uma prática pedagógica
fundamentada e reflexiva".

Além da sua função prática, o estágio pedagógico também se configura como uma etapa de
formação ética e social. Ele oferece ao estagiário a chance de compreender a realidade dos
alunos, as dinâmicas escolares e os desafios do sistema educacional. Assim, trata-se de um
período de aprendizagem técnica, mas também de crescimento humano. Nesse sentido, para
Barbosa (2017, p. 133), "o estágio docente é uma experiência que contribui para a construção da
identidade profissional do educador, ao colocá-lo em contato direto com os dilemas e as
oportunidades da prática pedagógica".

Sob nossa óptica, o estágio pedagógico vai além de um requisito acadêmico; ele é uma
experiência transformadora. Durante essa fase, o estagiário se depara com a complexidade do
ensino, que exige flexibilidade, empatia e a capacidade de lidar com situações inesperadas.
Também é um momento de auto-conhecimento, permitindo ao futuro docente reconhecer suas
forças e limitações, além de desenvolver estratégias para superá-las. O estágio proporciona,
ainda, uma oportunidade única para entender a importância da relação entre teoria e prática.
Como educadores, acreditamos que a reflexão sobre as experiências vivenciadas no estágio é
essencial para consolidar uma visão crítica da educação, reforçando o compromisso com o
aprendizado contínuo e a busca por práticas pedagógicas mais eficazes e inclusivas.

Em resumo, o estágio pedagógico é um processo indispensável para a formação do educador,


contribuindo para o desenvolvimento de competências profissionais e pessoais. Ele prepara o
futuro professor para enfrentar os desafios da educação e desempenhar um papel transformador
na sociedade.
1.5.2 Processo de Ensino e Aprendizagem

O processo de ensino e aprendizagem é uma interação dinâmica e estruturada entre o professor e


o aluno, mediada por estratégias pedagógicas, com o objectivo de promover o desenvolvimento
de conhecimentos, habilidades e valores. Esse processo envolve fatores cognitivos, emocionais e
sociais, sendo fundamental para a formação integral do estudante.

De acordo com Tardif (2014, p. 18), "o ensino é uma prática intencional, que visa não só a
aquisição de saberes, mas também a formação de atitudes e o desenvolvimento do aluno". Tardif
destaca a importância do planejamento e da execução de acções pedagógicas que promovam a
aprendizagem activa, onde o professor deve ser capaz de criar ambientes de aprendizagem
desafiadores e significativos.

Por sua vez, Nóvoa (2013, p. 47) acrescenta que "ensinar é um processo relacional, em que o
aluno se envolve activamente, não sendo um simples receptor de conteúdos, mas um sujeito que
interage e transforma o seu conhecimento". Este ponto reforça a ideia de que o ensino não deve
ser entendido apenas como a transmissão de informações, mas como uma interação contínua
entre os participantes, com foco no desenvolvimento crítico e reflexivo do aluno.

A partir dessas perspectivas, podemos compreender que o ensino e a aprendizagem devem ser
vistos como uma construção conjunta entre educador e educando. O planejamento das ações
pedagógicas deve considerar as necessidades dos alunos e os contextos sociais e culturais em que
estão inseridos. Além disso, é importante reconhecer os desafios enfrentados na prática
educacional, como a resistência dos alunos ou a escassez de recursos. Para superar essas
dificuldades, o professor deve ser criativo e utilizar métodos que estimulem o interesse e a
participação dos estudantes, como atividades colaborativas, discussões em grupo e o uso de
tecnologias educacionais.

Na prática, acredita-se que a aprendizagem ocorre de forma mais eficaz quando o professor
assume o papel de facilitador, incentivando o pensamento crítico e a solução de problemas. Além
disso, a participação ativa dos alunos em atividades práticas e reflexivas contribui para a
internalização dos conteúdos e para o desenvolvimento de competências essenciais. Dessa forma,
o processo de ensino e aprendizagem é complexo e multifacetado, exigindo uma abordagem
planejada, flexível e adaptada às realidades e necessidades dos estudantes.

1.5.3 Reflexão sobre a Planificação de Aulas

A planificação de aulas é um aspecto fundamental no processo educacional, pois proporciona ao


docente a organização dos conteúdos, estratégias e recursos de maneira estruturada, favorecendo
uma aprendizagem mais efetiva. Trata-se de uma ação que reflete o compromisso do professor
em oferecer experiências significativas para os alunos.

De acordo com Tardif (2014, p. 50), "a planificação de aula é uma atividade meticulosa que
orienta o trabalho pedagógico, permitindo ao educador antecipar, organizar e ajustar os
componentes necessários para alcançar os objetivos do ensino". Essa abordagem destaca que a
planificação não se limita a um planejamento rígido, mas é um processo flexível e contínuo que
guia a prática docente de maneira dinâmica.

Além disso, conforme destaca Nóvoa (2011, p. 120), "uma boa planificação deve levar em conta
as características dos alunos, as condições da escola e os recursos disponíveis, de modo a adaptar
os conteúdos às especificidades e demandas da turma". Esse ponto reforça a necessidade de uma
abordagem personalizada e contextualizada, que valorize as particularidades dos alunos e evite
soluções padronizadas.

Por outro lado, Perrenoud (2000, p. 90) defende que "a planificação de uma aula deve incluir
momentos de avaliação que possibilitem ao professor reorientar sua prática pedagógica, com
base nas dificuldades e conquistas dos alunos". Essa visão sublinha a importância de incorporar a
avaliação de forma contínua e integrada no planejamento, permitindo ajustes e melhorias no
ensino.

Portanto, entende-se que a planificação de aulas vai além de uma exigência administrativa; é
uma ferramenta essencial para otimizar o trabalho docente e contribuir para o aprendizado dos
estudantes. Um professor que investe na preparação das aulas demonstra seu compromisso com a
qualidade do ensino, facilitando o desenvolvimento das competências dos alunos. Contudo, é
fundamental que a planificação seja adaptável, permitindo modificações diante de imprevistos ou
necessidades emergentes.

Assim, uma planificação bem estruturada funciona como um guia eficaz para o professor,
auxiliando na organização do tempo, dos conteúdos e das atividades de forma produtiva,
enquanto reforça o protagonismo dos alunos no processo de aprendizagem.

1.5.4 Assistência de Aulas

A assistência de aulas desempenha um papel crucial no desenvolvimento profissional dos


educadores, seja para aqueles em formação ou para os professores já estabelecidos. Consiste na
observação detalhada do processo de ensino e aprendizagem, proporcionando uma análise que
permite reconhecer práticas eficazes e áreas que necessitam de aprimoramento. Pimenta e
Anastasiou (2002, p. 97) destacam que "a observação sistemática em sala de aula é uma
oportunidade de reflexão crítica sobre as estratégias de ensino e sua adequação aos objectivos
educacionais." Essa observação visa aprimorar as abordagens pedagógicas e suas contribuições
para o aprendizado.

Além disso, a assistência de aulas propicia um ambiente de troca entre os docentes. Segundo
Nóvoa (1992, p. 24), "o acompanhamento mútuo entre professores, através da observação, é uma
ferramenta valiosa para o crescimento colectivo e individual." Esse processo não só aprimora as
práticas de ensino, como também fortalece o espírito de colaboração entre os profissionais da
educação.

Outro aspecto relevante da assistência de aulas é o seu efeito directo no desempenho dos alunos.
Libâneo (2013, p. 186) afirma que "professores que se permitem ser observados e que observam
aulas desenvolvem maior consciência sobre o impacto de suas ações no desenvolvimento dos
estudantes." Este ponto enfatiza a relação entre a prática reflexiva dos educadores resultados
obtidos pelos alunos.

Com base na experiência adquirida durante o estágio pedagógico, ficou claro que a assistência de
aulas não deve ser vista apenas como um mecanismo avaliativo, mas como uma oportunidade de
aprendizado mútuo. Ao participar desse processo, seja observando ou sendo observado,
adquirimos novas visões sobre a gestão do tempo em sala de aula e a utilização criativa de
recursos didácticos. Em resumo, essa prática é fundamental para o crescimento contínuo dos
professores e para o aprimoramento da qualidade educacional.

1.5.5 Processo de Leccionação de Aulas

A prática de ministrar aulas constitui o núcleo do trabalho docente, envolvendo etapas


fundamentais como o planejamento, a execução e a avaliação das actividades realizadas em sala.
Esse processo exige que o professor integre conteúdos, métodos e estratégias que promovam
efectivamente a aprendizagem dos estudantes. Segundo Vasconcelos (2018, p. 45), "ensinar vai
além da mera transmissão de informações; trata-se de criar oportunidades para que os alunos
construam conhecimentos, desenvolvam competências e cultivem uma visão crítica." Essa
perspectiva enfatiza o papel activo do estudante no processo de ensino-aprendizagem, enquanto
o professor assume a função de mediador e facilitador do conhecimento.
Além disso, para que o ensino seja eficaz, é fundamental considerar as particularidades de cada
estudante. Conforme ressaltado por Oliveira e Mendes (2015, p. 78), "o docente precisa adaptar
suas abordagens às características e necessidades do grupo, utilizando práticas pedagógicas que
atendam às diversidades presentes." Esse enfoque reforça a relevância de estratégias inclusivas e
diferenciadas, essenciais para alcançar resultados positivos no processo educativo.

Dessa forma, a prática docente revela-se desafiadora e enriquecedora, demandando planejamento


constante e reflexões críticas para atender às exigências dos alunos e favorecer um ambiente
propício ao aprendizado. Essa vivência destaca a necessidade de flexibilizar métodos e
estratégias para potencializar os resultados e garantir o desenvolvimento integral dos estudantes.
2. ETAPAS DO ESTÁGIO PEDAGÓGICO EM ENSINO BÁSICO
O Estágio Pedagógico em Ensino Básico dá sequência às actividades iniciadas no primeiro ano,
que focaram na interação com a comunidade escolar, explorando sua estrutura e dinâmica, até
alcançar a etapa de lecionação. Nesse contexto, as actividades estão organizadas em três fases
principais:

 Pré-Observação, que antecede o trabalho de campo;


 Observação, que consiste no acompanhamento direto das práticas; e
 Pós-Observação, voltada para a análise reflexiva das experiências vivenciadas e a
produção do relatório final.
[Link]é-Observação

Essa etapa foi caracterizada por debates sobre temas diversos relacionados à disciplina,
realizados antes das actividades de campo. Durante essa fase, ocorreram várias aulas online entre
o professor e os estudantes, nas quais o docente apresentou os conteúdos curriculares da
disciplina. Além disso, foram disponibilizados materiais de estudo para download e análise
detalhada pelos alunos. O processo incluiu também sessões de chat dedicadas à discussão de
assuntos pertinentes ao Estágio Pedagógico em Ensino Básico (EPEB), permitindo a definição de
estratégias para o desenvolvimento do estágio. Todo o material de apoio necessário para a
elaboração do relatório final foi fornecido aos estudantes.

2.2. Observação

A observação é uma técnica indispensável para a coleta de dados, possibilitando ao pesquisador


obter informações directamente no ambiente de estudo. Durante o estágio pedagógico, essa
prática foi essencial, pois proporcionou uma aproximação com a realidade do ensino e o
funcionamento do processo de ensino-aprendizagem. De forma criteriosa e sistemática, foram
analisados aspectos como as interações entre a estagiária e a instituição, bem como entre
professor e aluno, o uso de materiais didácticos, as metodologias empregadas e a dinâmica da
sala de aula.

O estagiário registrou minuciosamente as actividades pedagógicas, buscando compreender os


desafios enfrentados e as estratégias adotadas pelos docentes. Como destaca Trivinos (1987, p.
52), "a observação é um recurso que possibilita a descrição detalhada e direta das ações em seu
contexto natural", o que a torna uma ferramenta valiosa para aprimorar a prática pedagógica e
desenvolver uma visão crítica sobre o ensino.

Essa etapa do estágio foi especialmente produtiva, gerando reflexões importantes sobre o
trabalho de campo realizado na Escola Básica 16 de Junho.

2.2.1 Características arquitetônicas da Escola de 16 de Junho

A Escola Básica 16 de Junho encontra-se no distrito de Vilankulo, na província de Inhambane,


na localidade de Vilankulo. Ela está localizada aproximadamente a 4 km a oeste da sede
municipal e é uma instituição pública voltada para atender à população da região.

[Link] Histórico da Escola Básica 16 de Junho

O nome da Escola Básica 16 de Junho faz referência ao Dia da Criança Africana, que relembra o
massacre de crianças negras em sua luta por direitos. A instituição foi fundada em 2012,
inicialmente como uma extensão da Escola Primária de Gamela, com 200 alunos nas 1ª e 2ª
classes, distribuídos em quatro turmas e sob a direção de Marques Sozinho Vilanculo.

No ano seguinte, a escola passou a oferecer aulas da 2ª à 5ª classes, contando com 502 estudantes
e 10 professores. Em 2013, a escola conquistou sua independência administrativa, sendo dirigida
por Natália da Glória Mafai Magul, e passou a contar com duas novas salas de aula e uma
secretaria.

Em 2014, a escola foi oficialmente classificada como Escola Primária Completa (EPC),
oferecendo até a 6ª classe, com 677 alunos e 13 professores. A partir de então, a escola expandiu
suas turmas e passou a graduar alunos até a 7ª classe, acompanhando a implementação do novo
currículo básico. Actualmente, é considerada uma referência na região e, em 2025, será possível
concluir até a 9ª classe.

[Link] Infra-estrutura e Composição da Escola Básica 16 de Junho

A Escola Básica 16 de Junho é uma instituição pública voltada à educação, com uma infra-
estrutura que engloba um bloco administrativo, três blocos de sanitários e sete blocos de ensino,
totalizando 21 salas de aula, todas equipadas com quadros. A escola dispõe ainda de 25 cadeiras
para os professores, 300 carteiras duplas, cinco armários e seis portas, que estão instaladas em
seis das oito salas construídas com materiais convencionais. Além disso, conta com 13 salas de
aula construídas com uma combinação de madeira e zinco, e um sistema de fornecimento de
água originado de um furo.

Em relação aos recursos humanos, a instituição possui 42 colaboradores, sendo 36 docentes


(incluindo seis homens) e seis funcionários não docentes (dois homens). A escola atende a um
total de 37 turmas, sendo 24 do ensino primário e 13 do ensino secundário, com um total de 2021
alunos matriculados. Deste total, 1379 alunos estão no ensino primário e 642 no ensino
secundário, sendo que 1009 são mulheres.

[Link].1 Organograma da Escola

Figura 1: Imagem Ilustrativa do Organograma da Escola Básica 16 de Junho

Director da Escola

Conselho da Escola

Chefe de Secretaria
Director Adjunto da Escola

Auxiliares

Coordenadores de Ciclos Coordenadores de Área

Professores

Alunos

Fonte: Autora, 2024


2.2.2 Aspectos ou Dimensões da Estrutura Organizacional

Neste segmento do estudo, vamos explorar as principais características das três áreas de gestão
escolar, iniciando com o contexto pedagógico, que visa nortear o desenvolvimento das ações
educativas.

[Link] Sector Pedagógico

No decorrer do estágio pedagógico na Escola Básica 16 de Junho, em Vilankulo, foram


desenvolvidas actividades que incluíram a observação de aulas conduzidas por docentes com
experiência, elaboração e implementação de planos de aula, adoção de diferentes abordagens
metodológicas para engajar os estudantes no processo de aprendizagem e a avaliação do
desempenho dos alunos.

[Link].1 Observação de Aulas

A observação de aulas é uma prática pedagógica que permite examinar as abordagens utilizadas
pelos professores e os comportamentos dos alunos durante o processo de ensino-aprendizagem.
De acordo com Luckesi (2011, p. 89), "a observação de aulas é uma técnica que propicia uma
análise reflexiva sobre as estratégias de ensino, permitindo identificar pontos que podem ser
ajustados ou mantidos para melhorar a qualidade do ensino". Essa prática é fundamental para
entender a eficácia da transmissão dos conteúdos, avaliar o uso de recursos didácticos e verificar
o alcance dos objetivos educacionais.

No estágio pedagógico realizado na Escola Básica 16 de Junho, em Vilankulo, acompanhamos


três aulas ministradas por um professor. A primeira aula abordou o tema "Ditado", na disciplina
de Língua Portuguesa, a segunda tratou de "Funções do Aparelho Urinário " em Ciências
Naturais e "Adição de Frações com Denominadores iguais, na matemática. A seguir,
apresentamos as observações feitas durante essas aulas.

 Aula de Língua Portuguesa: ''Ditado''

A aula de Língua Portuguesa teve como foco a prática de ditado, com o objectivo de aprimorar a
ortografia e a identificação de palavras no contexto do quotidiano. O professor adoptou uma
postura envolvente, posicionando-se à frente da turma e garantindo que todos os alunos tivessem
uma visão clara de sua escrita e do quadro.

Para o desenvolvimento da aula, o professor preparou uma lista de palavras com desafios
ortográficos comuns, como acentuação e uso de letras específicas. Ele iniciou a actividade
explicando as palavras que seriam ditadas, destacando aspectos importantes de sua grafia e
fornecendo dicas para ajudar na escrita correcta. Durante a actividade, os alunos foram
convidados a escrever as palavras que ouviam atentamente, sendo lembrados da importância da
escuta activa e da atenção aos detalhes ortográficos.

Após a realização do ditado, a professora corrigiu as palavras com a turma, incentivando a


participação dos alunos na análise dos erros cometidos. Ele utilizou o quadro para destacar as
palavras mais difíceis e explicou as regras ortográficas relevantes, esclarecendo as dúvidas dos
alunos. Além disso, o professor incentivou os estudantes a refletirem sobre a forma correcta de
escrever as palavras no futuro.

A aula também contou com momentos de revisão, nos quais os alunos foram convidados a
reescrever as palavras com a ortografia corrigida, reforçando o aprendizado de forma prática. A
interação e a troca de ideias foram constantes, e o professor garantiu que todos os alunos
participassem activamente, promovendo um ambiente de aprendizado colaborativo.

Ao final, os objectivos da aula foram amplamente atingidos. Os alunos melhoraram sua


compreensão sobre a ortografia de palavras desafiadoras e praticaram a atenção ao som e à
escrita. A dinâmica do ditado, aliada à correção e discussão das palavras, proporcionou um
aprendizado eficaz, estimulando a reflexão sobre a grafia correcta no quotidiano.

 Aula de Ciências Naturais : ''Funções do Aparelho Urinário"

Na aula de Ciências Naturais, o objectivo foi estudar as funções do aparelho urinário. O


professor iniciou a explicação com uma abordagem prática, utilizando recursos visuais e
materiais didácticos para ilustrar o funcionamento dos órgãos do sistema urinário. O professor se
posicionou ao lado de um quadro explicativo, destacando as funções dos rins, bexiga e uretra, e
utilizou modelos anatômicos ou esquemas para facilitar a compreensão dos alunos.

O material didáctico incluiu diagramas do corpo humano, representando os órgãos do aparelho


urinário, e modelos 3D. Além disso, o professor fez uso de recursos como vídeos educativos ou
animações que mostravam o processo de filtragem do sangue pelos rins e a formação da urina.
Esses materiais facilitaram a visualização do processo e tornaram a aula mais dinâmica e
interativa.

A abordagem pedagógica envolveu a explicação teórica seguida de perguntas abertas para


estimular o pensamento crítico. Por exemplo, o professor questionou: "Quais são os principais
papéis dos rins no nosso corpo?" ou "O que aconteceria se o sistema urinário não funcionasse
correctamente?" Após as explicações, os alunos foram convidados a participar activamente,
discutindo em grupos e compartilhando suas ideias sobre as funções do aparelho urinário.

A interação dos alunos foi visível, com participação activa durante as discussões e demonstração
de compreensão sobre as funções dos diferentes órgãos envolvidos na formação e eliminação da
urina. O objectivo da aula foi alcançado, pois os alunos conseguiram identificar e descrever as
funções do aparelho urinário de forma clara e precisa.

Em uma análise geral, o professor demonstrou boa capacidade de gestão do tempo, mantendo um
ritmo adequado de explicação e interação. O uso de materiais didácticos foi apropriado,
proporcionando uma melhor compreensão dos conceitos estudados.

Ou melhor, o uso desses materiais contribuiu significativamente para a aprendizagem dos alunos,
permitindo que eles consolidassem os conhecimentos tanto teóricos quanto práticos sobre o
funcionamento do aparelho urinário. No entanto, uma sugestão de melhoria seria a inclusão de
actividades práticas ou experimentos simples, como a observação de modelos biológicos ou
simuladores, para reforçar ainda mais o aprendizado dos alunos sobre o tema.

A prática de assistir às aulas foi crucial para entender como a utilização de recursos e
metodologias activas impacta directamente o sucesso do processo de ensino e aprendizagem.

[Link].2 Envolvimento em Actividades Pedagógicas Durante o Estágio

No contexto do estágio realizado na Escola Básica 16 de Junho, em Vilankulo, tivemos a chance


de nos envolver em diversas actividades pedagógicas, como o planejamento e a dosagem de
aulas, as jornadas pedagógicas e o apoio mútuo entre professores.

O processo de planejamento e dosagem de aulas envolveu reuniões semanais entre os professores


da mesma área disciplinar, onde discutíamos os conteúdos a serem abordados, os objectivos a
serem atingidos e as metodologias mais adequadas. Essas discussões eram orientadas pelo plano
anual da escola, alinhando-se à progressão curricular estabelecida pelo Ministério da Educação.

No grupo da 4ª classe, por exemplo, o professor responsável conduzia as reuniões, apresentando


os tópicos planejados para a quinzena. Após essa explanação, os estagiários tinham a
oportunidade de sugerir abordagens metodológicas alternativas, como o uso de textos literários
ou actividades interativas. Esse trabalho em equipe favoreceu uma troca rica de ideias,
culminando em planos de aula bem estruturados e focados nas necessidades dos alunos.

As jornadas pedagógicas na escola acontecem mensalmente e reúnem todos os professores, com


o objectivo de promover a reflexão sobre as práticas pedagógicas e debater formas de superar as
dificuldades identificadas no ensino. Durante uma das jornadas, que coincidiu com os dias do
estágio, foi realizada uma análise dos resultados das avaliações trimestrais, destacando as áreas
em que os alunos tiveram mais dificuldades. A partir dessa análise, foram sugeridas acções
correctivas, como a oferta de aulas de reforço e a implementação de metodologias diferenciadas.

Os estagiários também foram convidados a compartilhar suas observações sobre as aulas


assistidas e ministradas, contribuindo com sugestões para melhorar o desempenho dos alunos.
Essa troca de experiências foi enriquecedora, pois nos proporcionou uma compreensão mais
profunda sobre a importância do trabalho em equipe para encontrar soluções pedagógicas.

A prática de assistência mútua, que envolvia a observação de aulas e o fornecimento de feedback


construtivo, foi organizada em duplas ou pequenos grupos. Essa abordagem visava o
aprimoramento contínuo da prática docente. Durante o estágio, participamos tanto como
observadores quanto como docentes observados. Ao assistir às aulas de nossos colegas,
conseguimos identificar estratégias eficazes e áreas que poderiam ser aprimoradas, como o
controle do tempo e a clareza na apresentação dos conteúdos. Receber o feedback de professores
experientes foi essencial para nosso crescimento profissional, pois nos ajudou a corrigir falhas e
a fortalecer nossas competências.

De forma geral, as actividades pedagógicas vivenciadas durante o estágio foram fundamentais


para a nossa formação. A planificação e dosagem de aulas evidenciaram a importância do
trabalho colaborativo e da organização curricular, as jornadas pedagógicas proporcionaram um
ambiente de reflexão e troca de ideias, e a assistência mútua estimulou o aperfeiçoamento
constante das práticas de ensino. Essas experiências reforçaram a compreensão de que a
qualidade do ensino depende não só da actuação individual do professor, mas também do esforço
colectivo para enfrentar desafios e aplicar soluções eficazes. O estágio na Escola Básica 16 de
Junho consolidou a importância de uma abordagem colaborativa e integrada no contexto
educacional.

[Link].3. Lecionação das Aulas

A lecionação das aulas é uma prática educativa que envolve a utilização de métodos e estratégias
didácticas em sala de aula, com o propósito de facilitar a aprendizagem dos estudantes e
assegurar que os objectivos planejados sejam atingidos. Conforme afirmado por Silva (2019, p.
45), "o ensino é o momento crucial do processo educacional, no qual o docente aplica recursos
pedagógicos, técnicas de ensino e suas habilidades pessoais para estimular a interação e a
construção do saber pelos alunos". Essa prática demanda não apenas conhecimento aprofundado
da matéria, mas também a capacidade de ajustar as abordagens conforme as necessidades e o
contexto da turma.

Durante o estágio pedagógico na Escola Básica 16 de Junho, em Vilankulo, foi realizada a


condução de três aulas, com o apoio do professor responsável pela 4ª classe. A seguir, são
apresentadas as vivências dessa experiência, refletindo sobre os objectivos traçados, os recursos
utilizados, a resposta dos alunos e as melhorias que poderiam ser implementadas.

 Leccionação da Primeira Aula: Matemática – "Adição de Frações com Denominadores


iguais" (dia 11 de Outubro)

Objectivos Específicos: Definir o conceito de adição de frações com denominadores iguais e


aplicar a operação em situações práticas do dia a dia, utilizando exemplos concretos e materiais
manipuláveis para facilitar a compreensão.

Durante a aula, foi introduzido o conceito de fração e explicada a regra fundamental para a
adição de frações com denominadores iguais: somar apenas os numeradores enquanto o
denominador permanece o mesmo. A explicação teórica incluiu exemplos simples, como ,
enfatizando que o denominador representa a unidade total, que não muda na operação.
Na parte prática, utilizamos materiais manipulativos, como pedaços de papel cortados em partes
iguais (representando as frações), para que os alunos visualizassem e construíssem as somas.
Além disso, foram apresentadas situações do quotidiano, como dividir uma barra de chocolate ou
uma pizza, para ilustrar a aplicação da adição de frações com denominadores iguais.

Os alunos participaram activamente, manipulando os materiais e resolvendo exercícios em grupo


e individualmente. Essa interação prática ajudou a reforçar o entendimento do conceito,
permitindo que os alunos associassem a teoria à prática de maneira concreta.

A aula foi bem-sucedida, com os alunos demonstrando interesse e compreensão ao resolverem os


exercícios propostos. No entanto, alguns apresentaram dificuldade inicial em interpretar a soma
visualmente com os materiais manipuláveis. Para melhorar futuras aulas, seria interessante
incluir mais exemplos passo a passo e diversificar os materiais, como jogos ou desafios
interativos, para garantir que todos os alunos consolidem o conceito gradualmente.

 Segunda Aula: Ciências Naturais:Funções do Aparelho Urinário "( dia 17 de Outubro)

Apresentamos um cartaz com palavras e imagens relacionadas às funções do aparelho urinário,


como "filtração", "excreção" e "regulação". Iniciou-se a aula com uma explicação sobre cada
função, utilizando os recursos visuais para facilitar a compreensão. Depois, realizamos uma
actividade em grupo, em que os alunos relacionaram as palavras às respectivas funções do
sistema urinário, promovendo discussões e perguntas.

A maioria dos alunos participou activamente, mostrando interesse em entender como o aparelho
urinário trabalha para filtrar o sangue, eliminar resíduos e manter o equilíbrio de líquidos no
corpo. No entanto, alguns demonstraram dificuldades em relacionar os termos às funções, o que
exigiu explicações individuais e exemplos práticos.

Ficamos satisfeitos com a aula, pois os objectivos foram em grande parte alcançados. O cartaz
foi bem recebido, mas percebemos que a inclusão de um modelo tridimensional ou uma
animação do sistema urinário poderia enriquecer a experiência e reforçar o aprendizado. A
gestão do tempo foi boa, mas seria importante planejar mais momentos para revisar os conceitos
com os alunos que apresentaram dificuldades.
 Terceira Aula: Ciências Sociais – "Arvóre Genealógica "

Objectivos Específicos: Definir os conceitos de parentesco e relações familiares; e explorar a


estrutura de uma árvore genealógica.

Na sala de aula, foi apresentada uma árvore genealógica simplificada contendo nomes e relações
familiares. A aula começou com uma explicação teórica sobre os conceitos de parentesco,
seguida de uma actividade prática. Os alunos foram incentivados a construir suas próprias
árvores genealógicas, utilizando fichas com nomes fictícios e linhas representando as conexões
familiares.

A aula foi muito interativa, e os alunos demonstraram grande interesse em identificar e


representar as relações familiares. Eles rapidamente compreenderam a hierarquia e os vínculos
entre os diferentes membros da família, o que facilitou a assimilação dos conceitos ensinados. A
experiência foi enriquecedora, pois os alunos participaram activamente e atingiram os objectivos
específicos propostos. No entanto, percebeu-se que o tempo disponível foi insuficiente para
aprofundar a actividade e permitir que todos finalizassem suas árvores genealógicas. Como
sugestão de melhoria, seria interessante propor uma actividade de consolidação para ser realizada
em casa, com a inclusão de seus próprios familiares na árvore genealógica.

Conclui-se que a aula foi bem conduzida e alcançou os objectivos específicos previamente
planejados. Todas as funções didácticas foram seguidas (Introdução e Motivação; Mediação e
Assimilação; Domínio e Consolidação; e Controle e Avaliação), de acordo com o plano
esquemático elaborado no caderno.

1.2.3 Análise da Estrutura Organizacional da Escola Básica 16 de Junho

De acordo com Robbins e Coulter (2012, p. 50), "organização é um sistema estruturado de


pessoas que trabalham juntas para atingir propósitos compartilhados, utilizando recursos de
maneira coordenada e seguindo diretrizes pré-definidas". Essa perspectiva enfatiza que a
organização é indispensável para o funcionamento de qualquer instituição, garantindo a
integração das ações e a optimização dos recursos disponíveis.
[Link] Gestão de Documentos Essenciais da Escola

Na Escola Básica 16 de Junho, a gestão documental reflete uma organização eficiente tanto no
âmbito administrativo quanto pedagógico. A escola mantém um inventário detalhado e um
controle rigoroso dos materiais perecíveis, com registros precisos nos mapas de estoque, que são
periodicamente comparados com o inventário físico disponível no armazém. Além disso, há um
plano estruturado para o estudo e análise dos documentos normativos, garantindo que a escola
possua um arquivo bem organizado, contendo regulamentos, instruções, despachos, circulares, e
estatutos. Esse arquivo é acompanhado por um processo de monitoramento contínuo do estudo
desses documentos. Os principais elementos observados incluem:

a) Planos da Escola

A escola elabora uma série de planos que incluem os anuais, trimestrais, mensais, quinzenais e
diários. Esses documentos são essenciais para o direcionamento das actividades pedagógicas e
administrativas. Durante a observação, notou-se que os planos estão bem organizados em pastas
específicas, com codificação que facilita o acesso rápido às informações.

b) Livro de Turma

O livro de turma é uma ferramenta crucial para o acompanhamento das actividades escolares.
Nele, os professores fazem o registro diário das lições dadas, das presenças dos alunos e de
quaisquer observações pedagógicas. A organização desses livros é eficiente, com cada sala de
aula mantendo um exemplar actualizado.

c) Livros de Entrada e Saída de Correspondências

A escola mantém um controle rigoroso da correspondência oficial por meio dos livros de entrada
e saída. Estes registros são feitos de forma cronológica, garantindo a rastreabilidade das
comunicações. Todos os livros estão devidamente armazenados em arquivos organizados,
assegurando fácil acesso às informações.

d) Arrumação e Codificação das Pastas de Arquivos

A organização das pastas de arquivos segue um sistema de codificação claro, que distingue os
documentos administrativos, acadêmicos e financeiros. Essa estrutura facilita a localização
rápida das informações e contribui para a agilidade e eficiência no trabalho administrativo da
instituição.

e) Processos individuais dos funcionários e alunos

Há um sistema estruturado de arquivos individuais tanto para funcionários quanto para alunos.
Esses registros incluem dados essenciais, como contratos de trabalho, relatórios de desempenho,
históricos escolares e outros documentos relevantes. Os processos estão devidamente
organizados e guardam informações pessoais de docentes e discentes.

[Link] Manutenção e conservação do espaço escolar

A escola também se dedica à preservação do seu ambiente físico. O pátio é mantido em boas
condições, com actividades periódicas de limpeza realizadas pelos alunos em turnos, sob a
supervisão dos professores. Essa acção contribui não apenas para um ambiente mais saudável,
mas também ensina aos estudantes a importância de cuidar do espaço colectivo.

No entanto, foi identificado um problema relacionado com a vedação da escola, que compromete
a segurança e estética do local. A cerca foi construída com plantas espinhosas, o que representa
um risco para a integridade física dos alunos devido aos espinhos dessas plantas.

De modo geral, a Escola Básica 16 de Junho adopta boas práticas organizacionais, tanto no
gerenciamento de documentos quanto na conservação do espaço físico. A organização dos
planos de ensino, livros de turma e arquivos administrativos garante que as actividades estejam
alinhadas aos objectivos institucionais. O cuidado com a limpeza do pátio reflete o compromisso
da escola em proporcionar um ambiente acolhedor e saudável.

Ainda assim, existem áreas que podem ser aprimoradas para aumentar a eficiência. A
implementação de um sistema de digitalização de documentos para todos os funcionários poderia
facilitar o acesso às informações e melhorar a segurança do armazenamento. Além disso,
promover treinamentos periódicos para a equipe administrativa pode elevar a qualidade da gestão
documental e da organização no geral.

Em resumo, a Escola Básica 16 de Junho demonstra um forte compromisso com a organização,


essencial para o bom funcionamento de uma instituição educacional. A manutenção dessa
estrutura organizada é um factor chave para o aprimoramento contínuo do processo de ensino-
aprendizagem e para o bem-estar de todos os envolvidos.

2.2.4 Gestão e Administração Escolar

A administração escolar, segundo Libâneo (1994, p. 63), refere-se à organização e


implementação das condições necessárias para que uma instituição educacional evolua
constantemente em direção à qualidade e excelência no ensino. Através dessa gestão, é possível
envolver alunos, pais e toda a equipe escolar no aprimoramento contínuo do processo de ensino-
aprendizagem.

A gestão escolar, como mencionado, é uma atividade crucial para o desenvolvimento e para o
fortalecimento das relações entre a liderança, os professores e os estudantes, com o propósito de
otimizar as práticas pedagógicas no ambiente escolar. Nesse sentido, a administração se exerce
em diversas áreas específicas, como:

[Link] Gestão de Recursos Humanos

De acordo com Chiavenato (2009), o aspecto crucial em qualquer organização, incluindo as


escolas, é que seus recursos humanos, distribuídos em diferentes sectores, sejam coordenados de
forma a alcançar objectivos comuns, independentemente das características individuais de cada
membro, como antecedentes, habilidades ou interesses pessoais.

No que diz respeito à formação e aperfeiçoamento dos professores, actualmente, sete docentes
estão realizando cursos a distância: três na UniSave de Maxixe e quatro na UnISCED-Maxixe.
Está prevista a entrada de dois professores de nível básico para cursar o IEDA em 2025. A
contratação de novos professores ocorre conforme as necessidades da escola, e, no momento, não
há défice de profissionais.

Ainda sobre a gestão de recursos humanos, é importante ressaltar a presença de funcionários não
docentes, responsáveis pela administração escolar e pelo atendimento ao público na secretaria da
escola. Este sector conta com seis colaboradores, sendo dois do sexo masculino e quatro do sexo
feminino, incluindo a chefe da secretaria.
[Link] Gestão Financeira

A gestão financeira pode ser entendida como o ramo da administração que lida com a alocação e
controle dos recursos financeiros de uma organização, buscando equilibrar rentabilidade e
liquidez, conforme destacado por Assaf Neto (2018, p. 42).

Segundo Souza (2020, p. 35), "o papel do gestor financeiro inclui planejamento orçamentário,
análise de investimentos, controle de fluxo de caixa captação de recursos para garantir a
sustentabilidade econômica da instituição".

Na Escola Básica 16 de Junho, essas práticas são aplicadas aos fundos de Apoio ao
Desenvolvimento da Educação (ADE) e ao Fundo de Funcionamento. Em 2024, a instituição
encontra-se executando ambos os fundos, sendo o ADE e o Fundo de Funcionamento (caráter
permanente) os principais pilares de sua gestão financeira.

[Link] Organização das Actividades Pedagógicas na Escola Básica 16 de Junho

A dimensão pedagógica é o alicerce central da estrutura escolar, responsável pelo planejamento,


coordenação e avaliação do processo de ensino e aprendizagem. De acordo com Saviani (2013, p.
67), “a área pedagógica corresponde a um conjunto de acções direcionadas a garantir a qualidade
do ensino por meio da organização, supervisão e avaliação das práticas educativas.” Na Escola
Básica 16 de Junho, as actividades pedagógicas abrangem elementos essenciais, como a
elaboração de planos de estudo, gestão de registros escolares, formação de turmas e
acompanhamento da frequência e pontualidade dos alunos, aspectos cruciais para o
fortalecimento do desempenho escolar e administrativo.

Um dos pilares dessa organização é a elaboração dos planos de estudo, que orientam a prática
pedagógica. Na Escola Básica 16 de Junho, esses planos são estruturados em conformidade com
as diretrizes curriculares nacionais e detalhados em planos analíticos, quinzenais e diários. A
validação do Director Adjunto Pedagógico assegura a legitimidade e coerência desses
documentos. Entretanto, é fundamental que sejam adaptados às realidades locais e aplicados de
maneira consistente no cotidiano escolar.
Os mapas de aproveitamento pedagógico e os relatórios estatísticos sobre estudantes e
professores constituem outro recurso importante. Eles permitem o acompanhamento de
indicadores como taxas de aprovação, reprovação e abandono escolar. Embora esses dados sejam
elaborados regularmente, nem sempre são utilizados de forma estratégica, o que pode
comprometer a implementação de acções eficazes para melhorar os resultados educacionais.

A organização e divulgação de horários escolares também se destacam como factores


determinantes. Na Escola Básica 16 de Junho, os horários são amplamente acessíveis e
organizados para optimizar o tempo lectivo. Essa prática minimiza conflitos e promove a
pontualidade. Já a formação das turmas considera aspectos como número de alunos por sala e
nível de aprendizagem, embora desafios como a superlotação e limitações de infra-estrutura
ainda sejam recorrentes.

As cadernetas de registro de notas representam ferramentas indispensáveis para o


acompanhamento do progresso dos estudantes e a transparência nas avaliações. Contudo, a
ausência de um sistema digitalizado de registro e consulta na escola dificulta o acesso rápido e
eficiente às informações por parte dos gestores e professores.

Um entrave significativo na Escola Básica 16 de Junho é a inexistência de uma biblioteca escolar,


o que restringe o acesso a materiais de leitura e pesquisa. Essa ausência prejudica o
desenvolvimento de habilidades críticas e a ampliação do conhecimento. Como alternativa, a
escola poderia criar parcerias com outras instituições ou investir na montagem de um acervo
básico que atenda às necessidades pedagógicas.

A frequência e pontualidade dos alunos são outros factores determinantes para o sucesso
acadêmico. Na Escola Básica 16 de Junho, iniciativas como campanhas de conscientização e
diálogo com as famílias têm sido realizadas para incentivar a presença regular dos alunos.
Apesar de desafios sociais e econômicos, a escola tem conseguido gerir essas questões com o
apoio da comunidade escolar.

Em suma, as acções pedagógicas da Escola Básica 16 de Junho refletem um esforço contínuo em


melhorar a qualidade do ensino. Embora existam avanços na organização de planos, registros e
horários, assim como no monitoramento da frequência dos alunos, desafios como a falta de uma
biblioteca e a subutilização de dados pedagógicos limitam o alcance pleno de seus objectivos
educacionais. Para superar essas barreiras, é essencial investir na capacitação contínua dos
professores e gestores, bem como na melhoria da infra-estrutura e dos recursos pedagógicos.
Assim, a escola poderá não apenas aprimorar o ensino, mas também contribuir para o
desenvolvimento integral de seus alunos.

2.2.5 Conquistas e Desafios na Escola Básica 16 de Junho

Durante o estágio pedagógico realizado na Escola Básica 16 de Junho, foi possível identificar
tanto pontos fortes quanto dificuldades enfrentadas pela instituição. Entre os aspectos positivos,
destaca-se a eficiência na gestão administractiva e pedagógica. A escola se caracteriza por
possuir planos de estudo bem elaborados para diferentes ciclos e turmas, além de utilizar mapas
estatísticos que auxiliam no acompanhamento do desempenho escolar e horários bem definidos,
o que facilita a organização das actividades. O compromisso da equipe pedagógica também
merece destaque, evidenciado pela adesão às diretrizes curriculares e pelo monitoramento regular
do progresso dos alunos por meio de cadernetas de notas.

Outro ponto forte é o incentivo a actividades extracurriculares, como projectos culturais e


esportivos, que enriquecem a vivência escolar e fortalecem os laços entre estudantes e
professores. Essas iniciativas proporcionam um ambiente mais dinâmico e contribuem para a
formação integral dos alunos.

Entretanto, a escola enfrenta desafios significativos que limitam o alcance pleno de seus
objectivos. A ausência de uma biblioteca restringe o acesso a materiais fundamentais para o
desenvolvimento de competências como a leitura crítica e a criatividade. Além disso, a
superlotação das turmas compromete a atenção individualizada aos alunos e dificulta a criação
de um ambiente de aprendizagem mais eficiente.

Outro obstáculo relevante é a falta de capacitação contínua para alguns professores, somada à
escassez de recursos didácticos. Condições socioeconômicas adversas também impactam
negativamente a assiduidade e a pontualidade dos alunos, agravadas pelo pouco envolvimento
das famílias no processo educacional.

A infraestrutura da escola apresenta outros desafios, como a carência de espaços apropriados


para actividades recreativas e esportivas, além de problemas em algumas salas de aula, como
ventilação inadequada e mobiliário insuficiente ou precário.

Embora a escola adopte medidas para lidar com esses desafios, como reuniões com as famílias e
palestras educativas, os resultados ainda estão distantes do ideal.

Em resumo, a Escola Básica 16 de Junho demonstra um equilíbrio entre conquistas e


dificuldades. Para avançar, é fundamental investir em melhorias estruturais, oferecer capacitação
contínua aos professores, ampliar os recursos pedagógicos e implementar estratégias mais
inclusivas. Essas acções são essenciais para promover o desenvolvimento integral dos alunos e
fortalecer a comunidade escolar.

2.2.6 Principais Cenários Vivenciados Durante o Estágio

Durante o estágio, foi possível observar uma variedade de cenários que evidenciaram tanto os
desafios quanto as potencialidades do ambiente escolar. Momentos de inovação pedagógica e
interação produtiva entre professores e alunos mostraram o empenho em superar adversidades.
Por outro lado, desafios como a superlotação de espaços de aprendizagem e a dificuldade em
organizar as aulas de forma eficiente expuseram limitações significativas.

A falta de recursos físicos e estruturais, em especial a ausência de espaços adequados para aulas
convencionais, tornou-se um dos principais entraves observados, afectando directamente o
ensino e a aprendizagem. Essa limitação obrigou a adopção de alternativas improvisadas, como
aulas em áreas abertas ou ambientes compartilhados, o que nem sempre garantiu condições
adequadas para o desenvolvimento das actividades pedagógicas.

[Link] Identificação de um Problema na Escola Básica 16 de Junho

Um dos problemas mais críticos identificados foi a insuficiência de salas de aula convencionais,
que comprometeu tanto a organização pedagógica quanto a qualidade do ensino. A superlotação
das salas existentes, aliada à utilização de espaços improvisados, gerou desconforto para alunos e
professores, além de dificultar o acompanhamento individualizado dos estudantes.

[Link].1 Infraestrutura Escolar e Espaços de Aprendizagem

A infra-estrutura escolar é essencial para a criação de um ambiente de ensino inclusivo e


eficiente. Segundo Souza (2020, p. 55), “o espaço físico adequado é um componente
indispensável para a promoção de práticas pedagógicas que atendam às necessidades de todos os
estudantes”. A falta de salas de aula devidamente equipadas na Escola Básica 16 de Junho reflete
uma dificuldade estrutural que limita a capacidade da escola de atender à sua comunidade escolar
com qualidade.

[Link].2 Motivo para a Escolha do Problema

O problema da insuficiência de salas de aula foi escolhido devido ao seu impacto directo na
experiência educacional dos alunos. Salas de aula superlotadas e espaços improvisados afectam
negativamente a concentração dos estudantes, dificultam a interação professor-aluno e tornam o
ambiente de ensino menos propício ao aprendizado. Durante o estágio, ficou evidente que a
limitação estrutural comprometia a rotina escolar e gerava reclamações recorrentes por parte de
alunos, professores e pais.

[Link].3 Descrição do Problema e Forma de Manifestação na Escola

Na Escola Básica 16 de Junho, a carência de salas de aula adequadas manifesta-se por meio de:

 Superlotação: Algumas salas comportam mais alunos do que a capacidade ideal,


reduzindo o espaço por estudante e tornando as condições desconfortáveis.
 Uso de áreas improvisadas: Pátios, corredores e até bibliotecas foram utilizados como
espaços de aula, limitando o acesso a recursos pedagógicos
 Dificuldades de organização: A falta de salas suficientes prejudica a elaboração de
horários eficientes e aumenta a rotatividade de alunos em espaços inadequados.
Como aponta Almeida (2019, p. 87), “o ambiente escolar deve ser pensado para maximizar o
aprendizado, e a ausência de infraestrutura compromete esse objetivo de maneira significativa”.

[Link].4 Causas do Problema

O problema está relacionado a diversos fatores interligados, como:

1. Crescimento populacional: O aumento do número de matrículas não foi acompanhado por


investimentos na ampliação da infraestrutura.

2. Gestão de recursos: A alocação limitada de verbas para melhorias estruturais prejudicou a


construção de novas salas.
3. Falta de planejamento a longo prazo: A ausência de um plano de expansão escolar agravou o
impacto da superlotação.

[Link].5 Estratégias para Solução do Problema

Para mitigar os impactos da falta de salas convencionais, algumas estratégias podem ser
implementadas:

 Planejamento e ampliação: Desenvolver um projecto de expansão das instalações da


escola, priorizando a construção de novas salas de aula.
 Parcerias externas: Estabelecer parcerias com empresas locais, organizações não
governamentais e o governo para financiar e acelerar as obras.
 Readequação de espaços: Enquanto a expansão não é concluída, reorganizar os ambientes
já existentes para optimizar o uso dos recursos disponíveis.
 Uso de tecnologia: Implementar o ensino híbrido para reduzir a necessidade de espaço
físico constante, alternando entre aulas presenciais e remotas.
A insuficiência de salas convencionais na Escola Básica 16 de Junho é uma questão urgente que
exige esforços conjuntos da gestão escolar, da comunidade e dos órgãos governamentais. A
resolução desse problema não apenas trará benefícios diretos para a qualidade do ensino, mas
também reforçará o compromisso da escola com o bem-estar e o futuro educacional de seus
alunos.

2.3 Pós-Observação

Após a execução de uma série de tarefas organizadas de forma sistemática e planejada, inicia-se
uma etapa essencial no processo de trabalho: o momento de reflexão e análise aprofundada das
observações realizadas durante o trabalho de campo. Essa fase é fundamental para consolidar as
informações colectadas, interpretar os dados de maneira crítica e estabelecer conexões que
subsidiarão a produção do relatório final. Trata-se de um processo que exige atenção,
colaboração e capacidade de síntese para garantir que os resultados sejam claros, objectivos e
relevantes.
Essa etapa foi marcada por um encontro do grupo, realizado a partir do dia 10/10/2024, logo
após a finalização das actividades práticas no campo. A reunião teve como objectivo principal
promover um debate colectivo sobre os aspectos mais importantes observados e identificar quais
deles deveriam ser destacados no relatório. Durante a discussão, o grupo compartilhou
percepções, analisou os dados obtidos e destacou pontos que necessitavam de maior
detalhamento ou reflexão crítica.

Uma das principais conclusões foi que o trabalho de campo alcançou resultados satisfatórios,
garantindo maior precisão e uniformidade nas informações coletadas. Isso foi possível graças à
abordagem estruturada adotada durante as actividades, que priorizou métodos rigorosos de
observação e registro. Além disso, a troca de ideias entre os integrantes revelou aspectos que,
embora inicialmente parecessem secundários, mostraram-se cruciais para compreender melhor a
realidade estudada.

Dentre os problemas analisados, um dos temas que ganhou destaque foi a ineficácia da vedação
escolar. Essa questão foi considerada central devido à sua relevância no contexto observado,
impactando diretamente na segurança e funcionalidade do espaço. O grupo discutiu não apenas
os efeitos dessa falha, mas também as possíveis causas e implicações para a comunidade escolar.
Essa análise foi enriquecida pela diversidade de perspectivas trazidas pelos membros da equipe,
o que contribuiu para uma visão mais abrangente e detalhada do problema.

Por fim, essa etapa de reflexão e organização das ideias não apenas consolidou os resultados do
trabalho de campo, mas também forneceu uma base sólida para a elaboração de um relatório
final consistente e bem fundamentado. A interação entre os participantes, aliada ao compromisso
com a qualidade das informações, assegurou que o documento resultante refletisse de forma fiel
e objectiva a realidade observada, oferecendo subsídios importantes para a tomada de decisões
futuras.
3. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Toda actividade humana é acompanhada por um momento de análise e reflexão, que permite
avaliar os avanços alcançados, os desafios enfrentados e os problemas identificados durante sua
execução. Nesse sentido, a realização deste trabalho contou com uma série de interações e
pesquisas. Foram estabelecidos contactos frequentes entre a direção da escola e os estudantes
estagiários, além da consulta a diversas obras que ofereceram embasamento teórico para
compreender o desenvolvimento do processo de ensino e aprendizagem (PEA).

O estágio pedagógico realizado na Escola Básica 16 de Junho trouxe à tona aspectos positivos
dignos de destaque. Foi evidente o compromisso dos professores com a preparação das aulas e a
adopção de estratégias pedagógicas variadas. A interação entre a direção e os docentes mostrou-
se bem organizada, promovendo práticas colaborativas como jornadas pedagógicas e apoio
mútuo. Além disso, a motivação demonstrada pela maioria dos alunos contribuiu
significativamente para o alcance dos objectivos planejados nas aulas.

Por outro lado, foram identificados obstáculos estruturais que prejudicam o ambiente escolar. As
condições precárias das salas, marcadas pela falta de materiais básicos, geram desconforto e
colocam em risco a saúde de alunos e professores. A insuficiência de salas de aula, agravada pela
superlotação, compromete a atenção individualizada aos alunos e prejudica o processo de ensino-
aprendizagem.

Esses desafios evidenciam a urgência de medidas correctivas e estratégias que promovam


melhorias no ambiente escolar, garantindo condições mais adequadas para o ensino e a
aprendizagem.

Assim, ao analisar as actividades realizadas, conclui-se que os objectivos propostos tanto para o
estágio quanto para o relatório foram alcançados, demonstrando o sucesso das acções
desenvolvidas e a relevância das reflexões apresentadas.
Sugestões de Melhoria:

 Expansão e Aperfeiçoamento das Infraestruturas: Investir na construção de novas salas de


aula e na reforma das existentes, utilizando materiais de alta durabilidade para minimizar
a superlotação e criar um ambiente mais propício ao aprendizado.

 Promoção da Higiene e Consciência Ambiental: Fomentar a conscientização entre os


alunos sobre a utilização responsável das instalações sanitárias e a preservação dos
espaços escolares, integrando esses conceitos nas atividades pedagógicas sempre que
possível.
4. Referências Bibliográficas

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paradigmas. São Paulo: Cortez.
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 Tardif, M. (2014). Saberes docentes e formação profissional (7. ed.). Petrópolis: Vozes.
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qualitativa em educação. São Paulo: Atlas.
 Vasconcelos, M. A. (2018). Ensino e aprendizagem: Reflexões práticas e teóricas. Belo
Horizonte: Autêntica.
Apêndices
Anexos

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