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Transtorno Depressivo Maior: Causas e Sintomas

O documento aborda o Transtorno Depressivo Maior, caracterizando-o como uma condição que afeta o humor e o funcionamento social e ocupacional, com prevalência maior em mulheres. A etiologia envolve fatores biológicos, com ênfase em neurotransmissores como norepinefrina e serotonina, além de fatores socioeconômicos e comorbidades. Estudos epidemiológicos indicam alta prevalência de depressão no Brasil, com sintomas que variam em intensidade e duração.
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Transtorno Depressivo Maior: Causas e Sintomas

O documento aborda o Transtorno Depressivo Maior, caracterizando-o como uma condição que afeta o humor e o funcionamento social e ocupacional, com prevalência maior em mulheres. A etiologia envolve fatores biológicos, com ênfase em neurotransmissores como norepinefrina e serotonina, além de fatores socioeconômicos e comorbidades. Estudos epidemiológicos indicam alta prevalência de depressão no Brasil, com sintomas que variam em intensidade e duração.
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TRANSTORNO

DEPRESSIVO
MAIOR
● O humor pode ser definido como uma emoção ou um tom de sentimento difuso e persistente que
influencia o comportamento de uma pessoa e colore sua percepção de ser no mundo

● Diversos adjetivos são usados para descrever o humor: deprimido, triste, vazio, melancólico, angustiado,
irritável, desconsolado, excitado, eufórico, maníaco, jubiloso e muitos outros

● Transtorno do humor incluem mudanças no nível de atividade, nas capacidades cognitivas, na fala e nas
funções vegetativas (sono, apetite, atividade sexual e outros ritmos biológicos). Esses transtornos resultam
em comprometimento do funcionamento interpessoal, social e ocupacional

● Outra categorias de transtornos do humor como a distimia. A distimia representa uma forma menos grave
de depressão maior e é caracterizada por pelo menos 2 anos de humor deprimido não grave o suficiente
para receber o diagnóstico de episódio depressivo maior
HISTÓRIA:

● No Velho Testamento, a história do rei Saul descreve uma síndrome


depressiva

● Por volta de 400 a.C., Hipócrates usou os termos mania e melancolia para
descrever distúrbios mentais

● Em torno de 30 d.C., o médico romano Celsus, em sua obra, descreveu


melancolia (do grego melan [“negra”] e chole [“bile”]) como uma depressão
causada pela bile negra

● O primeiro texto de língua inglesa inteiramente relacionado à depressão foi


Anatomia da melancolia, de Robert Burton, publicado em 1621
Depressão:

● Um transtorno depressivo maior ocorre sem uma


história de um episódio maníaco ou hipomaníaco

● O episódio depressivo maior deve durar pelo menos


duas semanas

● Pelo menos quatro sintomas de uma lista que inclui


alterações no apetite e peso, alterações no sono e na
atividade, falta de energia, sentimentos de culpa,
problemas para pensar e tomar decisões e
pensamentos recorrentes de morte ou suicídio
EPIDEMIOLOGIA
Incidência e prevalência:

● No Brasil, um estudo na cidade de São Paulo, com 1.464 pessoas, com mais de 18 anos de idade,
em 2002, revelou prevalência de depressão na vida de 17% (Andrade et al., 2002)

● Outro estudo, que utilizou o instrumento Composite International Diagnostic Interview (CIDI),
com amostra das cidades de Rio de Janeiro e São Paulo, somando 3.744 pessoas, entre 15 e 75
anos, em 2007 e 2008, encontrou prevalência de depressão na vida, no Rio de Janeiro, de 17,4% e,
em São Paulo, de 19,9% (Ribeiro et al., 2013)
● Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Marilisa Berti de Azevedo Barros e colaboradores (2017)
Utilizaram o instrumento Patient Health Questionnaire-9 (PHQ-9) para identificar depressão: 49.025
adultos entrevistados

● Eles verificaram que, nas últimas duas semanas 9,7% dos entrevistados haviam apresentado algum quadro
depressivo (3,9% de depressão maior) e 21% haviam relatado humor depressivo

● 34,9% dos sujeitos, o humor depressivo esteve presente por mais de sete dias. Das pessoas entrevistadas,
7,2% receberam, em algum momento da vida, um diagnóstico clínico da doença

● Assim, pode-se inferir que, no Brasil, possivelmente os valores são relativamente elevados para depressão
maior, considerando o cenário internacional
Sexo: Idade:

● A idade média de início para transtorno depressivo


● Uma observação quase universal, independentemente de
maior é em torno dos 40 anos, com 50% de todos os
país ou cultura, é a prevalência duas vezes maior de
pacientes tendo início entre os 20 e os 50 anos. Esse
transtorno depressivo maior em mulheres do que em
transtorno também pode iniciar na infância ou na
homens
velhice
● As hipóteses das razões para essa disparidade envolvem
● Dados epidemiológicos recentes revelam que a
diferenças hormonais, os efeitos do parto, estressores
incidência de transtorno depressivo maior pode estar
psicossociais diferentes para mulheres e para homens e
aumentando entre pessoas com menos de 20 anos. É
modelos comportamentais
possível que isso esteja relacionado ao aumento do uso
de álcool e do abuso de drogas nessa faixa etária
Estado Civil: Fatores Socioeconômicos e culturais:

● O transtorno depressivo maior ocorre mais ● Não foi encontrada correlação entre condição
frequentemente em pessoas sem relacionamentos socioeconômica e transtorno depressivo maior
interpessoais íntimos e naquelas que são divorciadas ou ● A depressão é mais comum em áreas rurais do que em
separadas áreas urbanas
● A prevalência de transtorno do humor não difere entre
as raças
● Existe uma tendência dos examinadores a diagnosticar
menos transtorno do humor e mais esquizofrenia em
pacientes cuja base racial ou cultural difira da sua
COMORBIDADE

● Indivíduos com transtornos depressivos maiores têm maior risco de apresentar um ou mais transtornos comórbidos.
Os mais frequentes são abuso ou dependência de álcool, transtornos de pânico, transtorno obsessivo-compulsivo
(TOC) e transtorno de ansiedade social

● De modo inverso, indivíduos com transtornos por uso de substâncias e de ansiedade também têm um risco elevado
de transtorno do humor

● Homens apresentam com mais frequência transtornos por uso de substâncias, as mulheres têm transtornos de
ansiedade ou alimentares comórbidos

● Os transtornos por uso de substâncias e de ansiedade comórbidos pioram o prognóstico da doença e aumentam de
maneira acentuada o risco de suicídio
FATORES BIOLÓGICOS
● Muitos estudos relataram anormalidades biológicas em pacientes com transtornos do humor. Até
recentemente, os neurotransmissores monoaminégicos –norepinefrina, dopamina, serotonina e
histamina – eram o centro das teorias e da pesquisa sobre a etiologia desses transtornos

● Tem ocorrido uma mudança progressiva do foco nos distúrbios de sistemas de um único
neurotransmissor em favor do estudo de sistemas neurocomportamentais, circuitos neurais e
mecanismos neurorreguladores mais complexos

● Aminas biogênicas: a norepinefrina e a serotonina são os dois neurotransmissores mais


implicados na fisiopatologia dos transtornos do humor
NOREPINEFRINA:

● A correlação sugerida por estudos de ciências básicas entre a down regulation dos receptores
adrenérgicos e as respostas clínicas aos antidepressivos é provavelmente a evidência isolada mais
convincente indicando um papel direto do sistema noradrenérgico na depressão

● Outras evidências implicaram também os receptores pré-sinápticos na depressão, visto que sua
ativação resulta em redução da quantidade de norepinefrina liberada. Esses receptores também
estão localizados nos neurônios serotonérgicos e regulam a quantidade de serotonina liberada

● A eficácia clínica dos antidepressivos com efeitos noradrenérgicos – por exemplo, a venlafaxina –
apoia ainda mais um papel da norepinefrina na fisiopatologia de pelo menos alguns dos sintomas
da depressão
SEROTONINA:

● A 5-hidroxitriptamina ou serotonina (5-HT) é uma indolamina, produto da hidroxilação e


carboxilação do aminoácido L-triptofano na seguinte seqüência bioquímica: L-Triptofano- L-50H
Triptofano - 5-OHTriptamina ou Serotonina

● A 5-HT tem efeito inibidor da conduta juntamente com um efeito modulador geral da atividade
psíquica. Assim sendo, a 5-HT influi sobre quase todas as funções cerebrais, inibindo ou
estimulando o sistema GABA

● É dessa forma que a serotonina regula o humor, o sono, a atividade sexual, o apetite, o ritmo
circadiano, as funções neuroendócrinas, a temperatura corporal, a sensibilidade à dor, a atividade
motora e as funções cognitivas
SEROTONINA:

● Alguns pacientes com impulsos suicidas têm concentrações baixas de metabólitos da serotonina no líquido
cerebrospinal (LCS) e concentrações baixas de zonas de captação de serotonina nas plaquetas

● Com o forte efeito que os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRSs) – por exemplo, a fluoxetina –
têm tido sobre o tratamento da depressão, a serotonina se tornou a amina biogênica neurotransmissora mais
comumente associada à depressão

● A identificação de múltiplos subtipos de receptores serotonérgicos também aumentou a expectativa da


comunidade de pesquisa sobre o desenvolvimento de tratamentos ainda mais específicos para depressão
DOPAMINA

● Na depressão sua atividade está reduzida;


● A via mesolimbica da dopamina na depressão é disfuncional;
● O receptor D1 é hipoativo;
● Medicamentos que reduzem as concentrações da dopamina (reserpina) e doenças que tem
esse efeito (Parkinson) -> sintomas depressivos.
● E medicamentos que aumentam sua concentração (tirosina, bupropiona) -> diminuem os
sintomas.
ACETILCOLINA

● Os neurônios colinérgicos tem relações recíprocas com os 3 sistemas de monoamina:


○ Níveis anormais de colina (precursor da Ach) foram encontrados nos cérebros de
pacientes deprimidos;
○ Os agonistas colinérgicos podem causar letargia, falta de energia e retardo
psicomotor em indivíduos saudaveis e exacerbar sintomas depressivos.
■ Alterações na atividade hipotalâmico-hipofisário-suprarrenal e no sono que
imitam as atividades associadas com depressão grave.
GLUTAMATO GABA
E GLICINA
● O GABA tem efeito inibidor
● Glutamato e glicina: nas vias ascendentes
principias monoaminérgico
neurotransmissores (principalmente sistema
excitatórios e inibitórios mesocortical e mesolimbico)
do SNC. ● Na depressão tem redução
○ Se ligam ao dos níveis plásmaticos e
receptor NMDA e cerebral de GABA.
um excesso de ● Os receptores de GABA tem
estimulação do regulação ascendente pelos
glutamato pode antidepressivos.
causar efeitos
neurotóxicos.
● Os agentes que
antagonizam receptores
NMDA tem efeitos
antidepressivos.
Alterações da regulação hormonal
● Estudos com animais indicam que a falta materna pode alterar as respostas ao estresse.
● O estresse prolongado pode induzir alterações no estado funcional de neurônios levando a
morte celular.
● Pessoas deprimidas com história de trauma tem atividade hipotálamo-hipófise-suprarrenal
aumentada.
● Esse aumento é caracteristica de resposta a estresse.
● O aumento do cortisol na depressão sugere um ou mais dos seguintes distúrbios:
○ Tônus inibitório de serotonina diminuído;
○ Impulso aumentado de norepinefrina ou acetilcolina;
○ Diminuição da inibição do feedback do hipocampo.
● O aumento da atividade HHS é aparente em 20-40% de pacientes
deprimidos ambulatoriais e 40-60% internados.
● Foi documentada por meio de:
○ excreção de cortisol livre urinário;
○ coleta de nível de cortisol plasmático intravenoso de 24h;
○ cortisol salivar ;
○ testes da integridade da inibição de feedback (adm dexametasona) -
se não suprimir as 8h, 16h ou 23h indica comprometimento da
inibição do feedbck.
ATIVIDADE DO EIXO TIREOIDIANO
● 5-10% das pessoas com depressão tem disfunção tireoidiana ainda não
detectada – refletido por nível basal do TSH aumentado ou resposta de TSH
aumentada a uma infusão de TRH;
● Dentro dessa %, 20-30% tem resposta de TSH embotada à adm de TRH
-> a implicação terapêutica é a evidência de um risco aumentado de recaída
da depressão mesmo com tratamento.
HORMÔNIO DO
PROLACTINA
CRESCIMENTO

● Estudos não encontraram


● Níveis de somatostatina anormalidades da prolactina
diminuídos foram na depressão, embora uma
constados na depressão; resposta embotada a
● O GH é secretado da agonistas de serotonina tenha
hipófise anterior após sido descrita;
estimulação da ● É liberada pela hipófise pela
norepinefrina e estimulação de serotonina e
dopamina, sendo inibido inibida por dopamina.
por somatostatina e CRH.
Alterações da neurofisiologia do sono
● A depressão está associada com a perda precoce do sono profundo e aumento do despertar
noturno, refletido por 4 tipos de distúrbio:
○ Aumento nos despertares noturnos;
○ Redução no tempo de sono total;
○ Aumento do sono de movimentos oculares rapidos (REM);
○ Aumento da temperatura corporal.
● Sono REM aumentado e o sono de onda lenta diminuído -> redução no primeiro período do
sono não REM (latência REM reduzida);
○ Persistem após a recuperação de um episódio depressivo. -> 40% pacientes
deprimidos ambulatoriais e 80% internados.
● Esses pacientes com caracteristicas anormais de sono são menos responsivos a
psicoterapia e tem maior risco de recaída, mas se beneficiam com farmacoterapia.
Distúrbios imunológicos
● Transtornos depressivos estão relacionados a:
○ Diminuição da proliferação de linfócitos;
○ Comprometimento da imunidade celular.
● Os linfócitos produzem neuromoduladores como o fator liberador de corticotrofina, citocinas
e interleucinas.
● Parece ter ligação com a gravidade clínica-> a interleucina 1 pode induzir atividade para
síntese de glicocorticoide.
IMAGEM CEREBRAL FUNCIONAL E ESTRUTURAL

● Nos transtornos depressivos é comum ter hiperintensidade anormal das regiões


subcorticais, periventriculares, gânglios da base e tálamo; e diminuição do volume do
hipocampo ou do núcleo caudado.
● PET-CT: diminuição do metabolismo cerebral anterior, principalmente no lado esquerdo
○ De outro ponto de vista, a depressão pode estar relacionada com um aumento na
atividade do hemisfério não dominante.
○ Foram vistas reduções do fluxo sanguíneo associada nos tratos dopaminergicamente
inervados dos sistemas mesocortical e mesolímbico.
● Aumento do metabolismo da glicose em regiões límbicas principalmente em pacientes com
depressao recorrente grave e história familiar de transtorno de humor.
CONSIDERAÇÕES NEUROANATÔMICAS

● O córtex cingulado anterior é um ponto de integração de estímulos atencionais e


emocionais. Sua ativação facilita o controle da excitação emocional.
● O córtex pre-frontal é a estrutura que contém representações de objetivos e as respostas
adequada a eles.
○ Lado esquerdo: envolvido mais a objetivos e necessidades naturais;
○ Lado direito: envolvido mais em comportamentos de esquiva e na inibição de
atividades.
● O hipocampo é envolvido em formas de aprendizagem e memória, como na regulação
inibitória da atividade HHS.
● A amígdala é o local para processamento de estímulos novos de significado emocional e
organização de respostas corticais. É o coração do sistema límbico.
FATORES GENÉTICOS
ESTUDOS DE ESTUDOS DE
FAMÍLIAS ADOÇÃO
● Estudo que separa os fatores
● Investiga se um transtorno é genéticos dos ambientais na
familiar; analisa se a taxa da transmissão familiar;
doença na família é maior do ● Encontraram uma taxa 2x
que na população em geral; maior de transtorno unipolar
● Se um dos genitores tem um nos fatores biológicos.
transtorno do humor, um dos
filhos tem risco entre
10-25% de ter;
● Quanto mais membros da
familia forem afetados, maior
o risco, principalmente os de
primeiro grau.
ESTUDOS DE GÊMEOS ESTUDOS DE LIGAÇÃO
● Dados de gêmeos mostram que ● Marcadores de DNA são segmentos do DNA de
os genes explicam 50-70% da localização conhecida no cromossomo.
etiologia dos transtornos de ○ Usados para rastrear a segregação de
humor. O ambiente e fatores regiões cromossômicas específicas em
não hereditarios explicam o famílias com o transtorno;
restante. ○ Se o marcador é identificado, a doença é
● Taxa de concordância para geneticamente ligada.
transtorno do humor: ● Na depressão é encontrada ligação ao locus para
○ gêmeos monozigóticos proteína ligadora do elemento de resposta a AMPc
de 70-90%; no cromossomo 2, sendo outras 18 regiões
○ gêmeos dizigóticos cromossomicas tambem ligadas;
16-35%.
Fatores Psicossociais
Acontecimentos de vida e estresse ambiental:

● Uma observação clínica de longa data é a de que eventos de vida estressantes mais
frequentemente precedem os primeiros episódios de transtornos do humor, e não os
subsequentes
● Uma teoria proposta para explicar essa observação é a de que o estresse que acompanha o
primeiro episódio resulta em mudanças duradouras na biologia do cérebro
● Essas mudanças podem alterar os estados funcionais de vários neurotransmissores e
sistemas sinalizadores intraneuronais, mudanças que podem incluir mesmo a perda de
neurônios e uma redução excessiva de contatos sinápticos
● Como resultado, uma pessoa tem alto risco de desenvolver episódios subsequentes de um
transtorno do humor, mesmo sem um estressor externo
● Alguns médicos acreditam que os eventos de vida tenham um papel primário ou principal
na depressã[Link] sugerem que seu papel seja apenas limitado no início
● Os dados mais convincentes indicam que o evento de vida associado com mais frequência
ao desenvolvimento da depressão é a perda de um dos genitores antes dos 11 anos de idade
● O estressor ambiental mais associado ao início de um episódio de depressão é a perda do
cônjuge
● Outro fator de risco é o desemprego; indivíduos desempregados têm três vezes mais
probabilidade de relatar sintomas de um episódio de depressão maior do que os que estão
empregados. A culpa também pode ter um papel
Fatores da Personalidade

● Nenhum traço ou tipo de personalidade isolado predispõe de forma única uma pessoa a depressão;
todos os seres humanos, com qualquer padrão de personalidade, podem e ficam deprimidos sob
determinadas circunstâncias
● Certos transtornos da personalidade – obsessivo-compulsiva, histriônica e borderline – podem ter
um risco maior de depressão do que pessoas com personalidade antissocial ou paranoide
● Pesquisas demonstraram que estressores que se refletem de forma mais negativa na autoestima
têm mais probabilidade de produzir depressão
● Além disso, o que parece ser um estressor relativamente leve para alguns pode ser devastador para
o paciente devido aos significados idiossincrásicos particulares ligados ao acontecimento
Fatores psicodinâmicos na depressão:

● O entendimento psicodinâmico da depressão definido por Sigmund Freud e expandido por Karl Abraham
é conhecido como a visão clássica da depressão.A teoria envolve quatro pontos fundamentais:

(1) distúrbios na relação bebê-mãe durante a fase oral (os primeiros 10 a 18 meses de vida) predispõem a
vulnerabilidade subsequente a depressão

(2) Depressão pode estar ligada a perda real ou imaginada do objeto;

(3) Introjeção de objetos que partiram é um mecanismo de defesa invocado para lidar com o sofrimento associado
com a perda do objeto;

(4) visto que o objeto perdido é percebido com uma mistura de amor e ódio, sentimentos de raiva são dirigidos
contra o self
● Edith Jacobson via o estado de depressão como semelhante ao de uma criança impotente e desamparada,
vítima de um pai atormentador

● Silvano Arieti observou que muitos pacientes deprimidos viviam suas vidas mais para os outros do que
para si mesmos. Ele se referia à pessoa para quem o paciente deprimido vive como o outro dominante

● O conceito de depressão de Heinz Kohut, derivado de sua teoria psicológica do self, baseia-se na
suposição de que o self em desenvolvimento tem necessidades específicas que precisam ser satisfeitas
pelos pais, para dar à criança um sentimento positivo de autoestima e autocoesão. Quando os outros não
satisfazem essas necessidades, há perda massiva de autoestima, que se apresenta como depressão

● John Bowlby acreditava que apegos iniciais danificados e a separação traumática na infância predispõem
a depressão. Diz-se que as perdas do adulto revivem a perda traumática na infância e, dessa forma,
precipitam episódios depressivos no adulto
Teoria cognitiva:

● De acordo com a teoria cognitiva, a depressão resulta de distorções


cognitivas específicas presentes nas pessoas predispostas a
desenvolvê-la

● Essas distorções, referidas como esquemas depressogênicos, são


modelos cognitivos que percebem tanto os dados internos quanto os
externos de formas alteradas por experiências precoces.

● Aaron Beck postulou a tríade cognitiva da depressão, que consiste em


(1) Visão sobre si próprio – uma autopercepção negativa
(2) Sobre o mundo – uma tendência a experimentar o mundo como
hostil e exigente
(3) Sobre o futuro – a expectativa de sofrimento e fracasso

● A terapia tem por objetivo modificar essas distorções


Impotência aprendida:
● A teoria da impotência aprendida da depressão associa fenômenos depressivos à experiência de acontecimentos incontroláveis. Por
exemplo, quando cães, em laboratório, foram expostos a choques elétricos dos quais não podiam escapar, exibiram comportamentos que
os diferenciavam de cães que não foram expostos a tais eventos incontroláveis

● Os cães expostos ao choque não cruzaram uma barreira para interromper o fluxo de choque elétrico quando colocados em nova situação
de aprendizagem. Eles permaneceram passivos e não se moveram

● De acordo com a teoria da impotência aprendida, os cães submetidos a choques aprenderam que os desfechos eram independentes das
respostas, de modo que tinham tanto déficit cognitivo motivacional (não tentavam escapar ao choque) quanto emocional (indicando
reatividade diminuída do choque)

● Na visão reformulada da impotência aprendida aplicada à depressão humana, pensa-se que explicações causais internas produzem perda
de autoestima após eventos externos adversos. Os behavioristas que apoiam a teoria enfatizam que a melhora da depressão depende de o
paciente desenvolver um senso de controle e domínio do ambiente
Obrigada
Reviewing concepts is a good idea
Mars Venus Neptune
Despite being red, Mars is Venus has a beautiful Neptune is the farthest
actually a cold place. It's name and is the second planet from the Sun. It's
full of iron oxide dust, planet from the Sun. It’s also the fourth-largest
which gives the planet its terribly hot, even hotter planet by diameter in the
reddish cast than Mercury Solar System

Earth Saturn Jupiter


Earth is the third planet Saturn is a gas giant and Jupiter is a gas giant and
from the Sun and the only has rings. It's composed the biggest planet in the
one in the Solar System mostly of hydrogen and Solar System. It's the
that harbors life. This is helium. It’s the sixth fourth-brightest object in
where we all live planet from the Sun the night sky
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A picture is worth a thousand words
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the concept
Images reveal large amounts of
data, so remember: use an image
instead of a long text. Your audience
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9h 55my23s
Jupiter's rotation period

333,000
The Sun’s mass compared to Earth’s

386,000 km
The distance between Earth and the Moon
Let’s use some percentages

25% 75% 50%

Mercury Venus Mars


Mercury is the closest planet Venus has a beautiful name Despite being red, Mars is
to the Sun and the smallest and is the second planet actually a cold place. It’s full
one of them all from the Sun of iron oxide dust
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Mars
Mars is very cold

Mercury
Mercury is small

Venus
Venus is very hot

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A timeline always works well

Step 1 Step 2 Step 3 Step 4


Venus is a hot planet Mercury is very small Mars is made of basalt Jupiter is a gas giant

Step 5 Step 6 Step 7 Step 8


Saturn has rings Ceres is an asteroid Earth harbors life Neptune is an ice giant
Infographics are useful
Mars A B Venus

Jupiter C D Saturn
Solar System
Earth E F Moon

Mercury G H Pluto
Use tables to represent data
Team A Team B Team C Team D Team E Team F

Mercury XX XX XX XX XX XX

Mars XX XX XX XX XX XX

Saturn XX XX XX XX XX XX

Venus XX XX XX XX XX XX

Jupiter XX XX XX XX XX XX

Earth XX XX XX XX XX XX

Moon XX XX XX XX XX XX
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Six Types of discrimination
Employment Housing
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Sun and the smallest of them all cold place. It’s full of iron oxide dust

Healthcare Social
Jupiter is a gas giant and the biggest Venus has a beautiful name and is
planet in the Solar System the second planet from the Sun

Institutional Self-Discrimination
Saturn is the second-largest planet Neptune is the fourth-largest planet
in the Solar System in the Solar System
Stigma and discrimination

Addressing stigma Recognizing discrimination

Educate the public, promote awareness Unfair treatment in areas like employment,
campaigns, use respectful language, and housing, social situations, and healthcare due
normalize mental health discussions to one's mental health condition
Negative impact
Stigma can prevent individuals from seeking
Barrier to Treatment necessary help

People with mental illnesses might withdraw due


Social Isolation to fear of judgment or exclusion

Discrimination and stigma can hinder job


Career Limitations opportunities and advancement

Internalizing negative stereotypes erodes


Reduced Self-Worth self-esteem

The stress of facing stigma can worsen mental


Amplified Symptoms health symptoms
A few countries with notable cases
United States
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India
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China
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Most common mental illnesses
Depression
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Anxiety
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biggest planet in the Solar System

Bipolar
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Schizophrenia
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Six steps for inclusions
01 02 03
Educate & raise Encourage open Accessible
awareness dialogue services

Implement Flexible Adopt inclusive


supportive policies accommodations communication

06 05 04
Five tips for people with mental illness

Professional help Stay connected Maintain a routine


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to the Sun and the smallest of and is the second planet from actually a cold place. It’s full of
them all the Sun iron oxide dust

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Archivo
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#002b40 #ffffff #0e2a47 #004363 #016391 #008ed0


Storyset
Create your Story with our illustrated concepts. Choose the style you like the most, edit its colors, pick the background
and layers you want to show and bring them to life with the animator panel! It will boost your presentation. Check out how
it works.

Pana Amico Bro Rafiki Cuate


Use our editable graphic resources...
You can easily resize these resources without losing quality. To change the color, just ungroup the resource and click on
the object you want to change. Then, click on the paint bucket and select the color you want. Group the resource again
when you’re done. You can also look for more infographics on Slidesgo.
JANUARY FEBRUARY MARCH APRIL MAY JUNE

PHASE 1

Task 1

Task 2

PHASE 2

Task 1

Task 2

JANUARY FEBRUARY MARCH APRIL

PHASE 1

Task 1

Task 2
...and our sets of editable icons
You can resize these icons without losing quality.
You can change the stroke and fill color; just select the icon and click on the paint bucket/pen.
In Google Slides, you can also use Flaticon’s extension, allowing you to customize and add even more icons.
Educational Icons Medical Icons
Business Icons Teamwork Icons
Help & Support Icons Avatar Icons
Creative Process Icons Performing Arts Icons
Nature Icons
SEO & Marketing Icons

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