0% acharam este documento útil (0 voto)
6 visualizações321 páginas

Excertos Orquestrais no Ensino do Contrabaixo

O relatório apresenta a prática de ensino supervisionada na Escola Profissional de Música de Espinho durante o ano letivo 2024/2025, organizada em três capítulos. O primeiro capítulo contextualiza a instituição, o segundo descreve o trabalho realizado e o terceiro apresenta um projeto de pesquisa sobre o uso de excertos orquestrais como estudos técnicos para desenvolver a técnica de arco no contrabaixo.

Enviado por

cxjg254nv7
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
6 visualizações321 páginas

Excertos Orquestrais no Ensino do Contrabaixo

O relatório apresenta a prática de ensino supervisionada na Escola Profissional de Música de Espinho durante o ano letivo 2024/2025, organizada em três capítulos. O primeiro capítulo contextualiza a instituição, o segundo descreve o trabalho realizado e o terceiro apresenta um projeto de pesquisa sobre o uso de excertos orquestrais como estudos técnicos para desenvolver a técnica de arco no contrabaixo.

Enviado por

cxjg254nv7
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

MESTRADO

ENSINO DE MÚSICA
INSTRUMENTO - CONTRABAIXO

Excertos Orquestrais como


Exploração Técnica no Contrabaixo:
Coletânea de Excertos Orquestrais
para a Exploração das Técnicas de
Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

10/2025
M MESTRADO
ENSINO DE MÚSICA
ÁREA DE ESPECIALIZAÇÃO

Excertos Orquestrais como


Exploração Técnica no
Contrabaixo: Coletânea de
Excertos Orquestrais para a
Exploração das Técnicas de Arco
no Contrabaixo
Tiago Filipe Soares Gomes

Relatório de Estágio apresentado à Escola Superior de Música e Artes


do Espetáculo e à Escola Superior de Educação como requisito parcial
para obtenção do grau de Mestre em Ensino de Música,
especialização Instrumento e Classes de conjunto, Contrabaixo.

Professor Orientador
Nuno Pinto
Professor Supervisor
António Augusto Aguiar
Professor Cooperante
Rui Pedro Rodrigues
10/2025
Aos meus pais, pelo apoio, dedicação e incentivo incondicional.
Agradecimentos Aos professores Florian Pertzborn e António Augusto Aguiar, com
um especial agradecimento ao professor Tiago Pinto-Ribeiro, pelo
acompanhamento durante o meu percurso académico.
Ao professor Rui Pedro Rodrigues, pela cooperação e
disponibilidade durante a realização do estágio.
Ao professor Nuno Pinto, pela orientação, paciência, disponibilidade
e confiança neste projeto.
Aos meus colegas de classe de contrabaixo, tanto da ESMAE como
do DeCA – Universidade de Aveiro, deixo o meu sincero
reconhecimento pela amizade, companheirismo e partilha de
conhecimentos (muita “xuchinha” a todos).
À equipa do projeto “Rei dos Ratos”, pela experiência
enriquecedora, com particular agradecimento ao professor Carlos
Meireles.
Aos amigos que fiz ao longo deste percurso académico pelo apoio,
companheirismo e momentos de descontração.
À AEESMAE, da qual tive o privilégio de ser presidente.
Por último, agradeço à instituição ESMAE pela formação e pelas
oportunidades que me proporcionou ao longo destes anos, assim
como a todos os restantes docente e não docentes.

iii
O presente relatório, organizado em três capítulos, apresenta a
Resumo Prática de Ensino Supervisionada desenvolvida na Escola
Profissional de Música de Espinho, durante o ano letivo 2024/2025. O
primeiro capítulo dedica-se à caracterização e contextualização da
instituição onde decorreu a prática. O segundo, descreve o trabalho
realizado ao longo desse período e, por fim, o terceiro capítulo expõe
o projeto de investigação centrado no uso de excertos orquestrais
como estudos técnicos, com o intuito de analisar o seu grau de
desenvolvimento na técnica de arco do contrabaixo.

Palavras-chave Ensino de Música; Prática de Ensino Supervisionada; Contrabaixo;


Excertos Orquestrais; Técnica do Arco.

iv
This report, organized in three chapters, presents the supervised
Abstract teaching practice developed at the Escola de Música Professional de
Espinho during the 2024/2025 academic year. The first chapter,
characterizes and contextualizes the institution where the academic
internship place. The second, describes the work carried out during
this period and finally, the third chapter presents the research project
undertaken, focusing on the use of orchestral excerpts as technical
studies, with the aim of analysing the student's development in the
doublebass bow technique.

Keywords Music Teaching; Supervised Teaching Practice; Double Bass;


Orchestral Excerpts; Bow Technique.

v
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Índice
Agradecimentos ............................................................................................................... iii

Resumo ............................................................................................................................ iv

Abtract .............................................................................................................................. v

Índice de Figuras .............................................................................................................. 4

Índice de Tabelas .............................................................................................................. 5

Índice de Gráficos ............................................................................................................. 5

Lista de Abreviações ........................................................................................................ 6

Introdução ......................................................................................................................... 7

Capítulo l - Guia da Observação da Prática Musical ........................................................ 8

1. Escola Profissional de Espinho .................................................................................... 9

1.1. Enquadramento histórico, social e físico da instituição ......................................... 9

1.2. Caracterização da EPME ..................................................................................... 10

1.3. Missão, Princípios e Valores ............................................................................... 11

1.4. Corpo Docente e Oferta Educativa ...................................................................... 12

1.5. Projeto Educativo, Parcerias e Protocolos ........................................................... 13

1.6. A Disciplina de Contrabaixo ................................................................................ 14

1.6.1. Avaliação e Programa Curricular...................................................................... 14

1.6.2. Carga horária..................................................................................................... 16

Capítulo lI – Prática de Ensino Supervisionada ............................................................. 17

[Link]ção .................................................................................................................... 18

2. Contextualização da Prática de Ensino Supervisionada ............................................. 19

2.1. Cronograma das Aulas Observadas e Supervisionadas ....................................... 19

2.2.1. Ensino Básico: Contextualização do Aluno A ................................................. 22

2.2.2. Ensino Secundário: Contextualização do Aluno B .......................................... 22

2.3.1. Registo das Aulas Observadas de Instrumento ................................................ 24

2.3.2. Registo das Aulas Lecionadas e Planificações de Instrumento ........................ 27

1
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

2.3.3. Registo das Aulas Observadas de Classe de Conjunto ..................................... 30

2.3.4. Registo das Aulas Lecionadas e Planificações de Naipe .................................. 32

3. Reflexão sobre a Prática Educativa Supervisionada................................................... 34

Capítulo lII – Projeto de Intervenção ............................................................................. 35

1. Introdução ................................................................................................................ 36

2. Revisão da Literatura ............................................................................................... 37

2.1. A Importância dos Excertos Orquestrais ............................................................. 38

2.2. A Influência dos Excertos Orquestrais no Ensino de um Instrumento ................ 40

2.2.1. A Influência dos Excertos Orquestrais no Ensino do Contrabaixo .................. 42

2.2.2. Questionário sobre a Influência dos Excertos Orquestrais no Ensino do


Contrabaixo .................................................................................................................... 44

2. Técnicas do Arco no Contrabaixo .............................................................................. 49

2.1. Levantamento das Técnicas do Arco no Contrabaixo ......................................... 49

3. Aplicação dos Excertos Orquestrais .......................................................................... 51

3.1. Os Excertos de Contrabaixo mais pedidos em Provas (profissionais e de jovens)


........................................................................................................................................ 52

3.2. Análise da Aplicação Prática no Estágio ............................................................. 54

3.3. Análise da Autoetnografia ................................................................................... 55

3.4. Análise do Estudo Entre Pares............................................................................. 67

3.4.1. Análise do Questionário do Estudo Entre Pares ............................................... 78

[Link]ções Finais ................................................................................................... 86

Conclusão ....................................................................................................................... 87

Bibliografia ..................................................................................................................... 89

Anexo I – Registo e Planificações das Aulas da PES .................................................... 92

Relatórios das Aulas Observadas, Cooperadas e Planificadas do Aluno A ................ 93

Relatórios das Aulas Observadas, Cooperadas e Planificadas do Aluno B .............. 124

Anexo II - Registo das Sessões de Autoetnografia e das Sessões de Estudo entre


Pares…………………………………………………………………………………192

2
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Sessões de Autoetnografia…………………………………………………………193
Sessões de Estudo entre Pares……………………………………………………..198
Anexo III – Resultados dos Questionários……………………………………………212

3
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Índice de Figuras
Figura 1 - Regulamento do PES sobre as aulas do Ensino Básico e Ensino Secundário..…………………21
Figura 2 - Regulamento do PES sobre as aulas de Classe de Conjunto………………..…………………….23
Figura 3 – Excerto de Beethoven – Sinfonia nº 5, 3º andamento, Scherzo a ser considerado como
Exercício para Stacatto, Legato e Portato (Orchestre Probespiel, Contrabaixo)…………………………57
Figura 4 –Beethoven – Sinfonia nº5, 3º andamento, Scherzo (Orchestre Probespiel, Contrabaixo)…….58
Figura 5 – Variação do Excerto para Legato…………………………………………………………………….59
Figura 6 – Variação do Excerto para o Portato em arcadas separadas……………………………………60
Figura 7 – Variação do Excerto para o Portato com Legato)………………………………………….………60
Figura 8 – Exercício para Martelé/Spicatto/Stacatto e Detaché em cordas soltas………………………… 60
Figura 8 – Excerto de Beethoven – Sinfonia nº 5, 3º andamento, Scherzo a ser considerado como
Exercício para Martelé (Orchestre Probespiel, Contrabaixo)…………………………………………………61
Figura 9 – Exercícios para Martelé/Spicatto/Stacatto e Detaché em cordas soltas……………………….. 62
Figura 10 – Exercício para a técnica de Portato, com o objetivo de aprimorar a coordenação da mão
direita com a mão esquerda………………………………………………………………………………………..62
Figura 11 – Excerto de Mozart – Sinfonia nº 40, 1º andamento a ser considerado como Exercício para
Spicatto, Detaché e Portato do excerto do (Orchestre Probespiel, Contrabaixo……………………………63
Figura 12 – Exercício para Spicatto, Detaché e Portato em Cordas Soltas (com possibilidade de se
realizar em diferentes tempos)……………………………………………………………………………………...64
Figura 13 – Exercício para a técnica de Portato, com o objetivo de aprimorar a coordenação da mão
direita com a mão esquerda…………………………………………………………………………………………64
Figura 14 – Excerto de [Link] – Ein Heldenleb Exercício a ser considerado como excercício para
Portato e Stacatto (Orchestre Probespiel, Contrabaixo)………………………………………………………..65
Figura 15 – Variação do Excerto para o Legato………………………………………………………………..65
Figura 16 – Variação do Excerto para o Portato………………………………………………………………..66
Figura 17 - Variação do Excerto para o Stacatto……………………………………………………………….66
Figura 18 – Passagem do Concerto para Contrabaixo de Vanhal…………………………………………….67
Figura 19 – Primeira Parte da Exposição do Concerto para Contrabaixo de Vanhal……………………..69
Figura 20 – Exposição do Concerto para Contrabaixo de Dragonetti……………………………………….70
Figura 21 – Primeiros Compassos da Elegy nº1 de Bottesini………………………………………………… 71
Figura 22 – Primeiros Compassos da peça Allegro di Concerto “Alla Mendelssohn”, de Bottesini…….73
Figura 23 – Exposição Concerto para Contrabaixo de Dittersdorf…………………………………………...74
Figura 24 – Recitativos Concerto para Contrabaixo Koussevitzky……………………………………………76
Figura 25 – Primeiros Compassos d desenvolvimento da peça Elegy nº3, de Bottesini……………………77

4
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Índice de Tabelas
Tabela 1 - Critérios de Avaliação da Disciplina de Contrabaixo……………………………………………15
Tabela 2 – Carga Horária Semanal………………………………………………………………………………16
Tabela 3 - Cronograma das Aulas Observadas e Supervisionada……………………………………………21
Tabela 4 - Aula Observada nº1- Aluno A…………………………………………………………………………25
Tabela 5 - Aula Observada nº1- Aluno B………………………………………………………………………….27
Tabela 6 - Planificação da Aula nº 7 - Aluno A…………………………………………………………………..29
Tabela 7 - Planificação da aula nº 7 - Aluno B…………………………………………………………………..30
Tabela 8 - Aula Observada nº1- Aula de Classe de Conjunto………………………………………………….32
Tabela 9 - Planificação da aula nº 10 - Aula de Classe de Conjunto………………………………………..33

Índice de Gráficos
Gráfico 1 – Percentagem de docentes que considera o estudo de excertos orquestrais podem ser usados
como estudos de técnica………………………………………………………………………………………..……46
Gráfico 2 – Percentagem de docentes que considera o grau de relevância do estudo de excertos
orquestrais para os alunos…………………………………………………………………………………………..46
Gráfico 3 - Percentagem de docentes que trabalha excertos de orquestra com os seus alunos…………...46
Gráfico 4 - Percentagem de quando são introduzidos os excertos no percurso académico de um aluno…47
Gráfico 5 - Percentagem de docentes que têm por hábito apresentar excerto orquestrais nas audições de
classe…………………………………………………………………………………………………………………..48
Gráfico 6 - Percentagem de docentes que realizam momentos de avaliação que contemplem a prática de
excertos orquestrais……………………………………………………………………………………………….. 48
Gráfico 7 - Percentagem de inquiridos que usam excertos orquestrais como ferramenta de estudo técnico
do arco……………………………………………………………………………………………………….81
Gráfico 8 - Percentagem de inquiridos que usam excertos orquestrais nas suas aulas…………………… 81
Gráfico 9 - Percentagem de inquiridos que utilizam excertos orquestrais nas aulas de instrumento ou em
outros contextos……………………………………………………………………………………………………….82
Gráfico 10 - Percentagem de inquiridos que mostram os objetivos principais ao usar excertos
orquestrais……………………………………………………………………………………………………………..83
Gráfico 11- Percentagem de inquiridos que consideram que os excertos permitem explorar variações
técnicas que não são facilmente trabalhadas em exercícios isolados……………………………………….. 84
Gráfico 12- Percentagem de inquiridos que consideram que melhoraram na execução de reportório
solista após trabalhar excertos orquestrais……………………………………………………………………. 84
Gráfico 13- Percentagem dos inquiridos sobre os aspetos que sentiu maior impacto……………………85
Gráfico 14- Percentagem dos inquiridos que considera que o estudo de excertos orquestrais deveria ter
maior presença no ensino do contrabaixo……………………………………………………………………… 85

5
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Lista de Abreviações
AME - Academia de Música de Espinho
AMYO – Alto Minho Youth Orchestra
ESMAE – Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo
EPME – Escola Profissional de Música de Espinho
FIME - Festival Internacional de Música de Espinho.
OCE - Orquestra Clássica de Espinho
PES - Prática de Ensino Supervisionada

6
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Introdução

O presente relatório de estágio é realizado no âmbito da unidade curricular de


Prática de Ensino Supervisionada (PES) do Mestrado em Ensino de Música, da Escola
Superior de Música e Artes do Espetáculo (ESMAE), e evidencia o trabalho
desenvolvido ao longo do ano letivo 2024/2025.
Iniciei este mestrado com o objetivo de iniciar o estudo sobre as práticas do
ensino da música mais precisamente do contrabaixo, pois nunca tive qualquer contacto
direto anteriormente. Após concluir a licenciatura em música, senti a necessidade de
prosseguir a minha formação de modo a ingressar nesta área, de forma a desenvolver as
competências pedagógicas que complementassem a minha formação artística e me
preparassem para o ensino do contrabaixo.
Durante o meu percurso académico e artístico, percebi que o estudo do
contrabaixo apresenta vários desafios específicos, destacando o domínio técnico da mão
direita. Deste modo, o problema central que norteia este relatório é compreender como
adaptar e personalizar o ensino do contrabaixo de forma a responder de uma forma mais
eficaz às particularidades e necessidades de cada aluno relacionados com a técnica do
arco.
O principal objetivo deste relatório é refletir sobre a prática pedagógica
relacionada com os excertos orquestrais e o ensino da técnica do arco no contrabaixo.
De forma mais específica, pretendo: conhecer alguns métodos que são usados no ensino
das técnicas do arco no contrabaixo; desenvolver estudos técnicos com base nos
excertos orquestrais; e avaliar a eficácia destas abordagens pedagógicas identificadas
quando aplicadas num contexto de aula de contrabaixo.
A metodologia adotada baseia-se na observação direta, experimentação e
reflexão crítica sobre a PES realizada ao longo do ano letivo.
Este relatório está dividido em 3 capítulos: No capítulo 1, será contextualizada a
instituição na qual realizei a PES: a EPME; o capítulo 2, abordará a PES, em que
contextualizarei os tipos de aulas que realizei, assim como os alunos e irei apresentar
uma reflexão sobre a prática; e no capítulo 3, debruçarei num projeto de intervenção
relacionado com a coletânea de excertos orquestrais que serviram de estudos técnicos
focados nas técnicas de arco do contrabaixo. Por fim, apresentarei uma conclusão final
do trabalho realizado durante o ano letivo.

7
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Capítulo l - Guia da Observação da Prática Musical

8
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

1. Escola Profissional de Espinho

Neste capítulo, é realizado um enquadramento institucional sobre a Escola


Profissional de Música de Espinho (EPME). Na verdade, a escolha desta instituição teve
como princípio a minha investigação, por ser focada em excertos orquestrais. Deste
modo, considerei pertinente realizar o estágio com o professor Rui Pedro Rodrigues1,
pois é o Chefe de Naipe de contrabaixo da Orquestra Sinfónica do Porto Casa da
Música.

1.1. Enquadramento histórico, social e físico da instituição

Em outubro de 1989, a Academia de Música de Espinho (AME) propôs a


criação de uma escola profissional destinada ao ensino da música. Após a sua
aprovação, permitiu o surgimento de uma das primeiras escolas a ministrar cursos
profissionais de música do país. É importante referir que até esse ano, a EPME e outra
escola avançaram com propostas de criação de cursos profissionais de música.
(Academia de Música de Espinho, s.d.)
A EPME surge no âmbito do programa de criação de escolas profissionais,
programa lançado pelos Ministério da Educação e Emprego e Segurança Social, através
do GETAP, tendo como entidade promotora a Academia de Música de Espinho. Deste
modo, o ensino das disciplinas musicais foi desenvolvido tendo como base os
programas oficiais dos conservatórios de música, tornando-se assim numa das primeiras
escolas privadas do país a ministrar cursos oficiais aprovados pelo Ministério da
Educação. (Academia de Música de Espinho, s.d.)
A AME, possui dois estabelecimentos de ensino:
• Academia de Música de Espinho - onde se encontram os cursos de ensino
especializado da música;
• Escola Profissional de Música de Espinho - da qual é entidade proprietária e
leciona cursos profissionais de música do 7º ao 12º ano de escolaridade.

1
Já tinha tido contacto com o professor em aulas particulares e também por ter sido seu mentorando na 1ª edição da AMYO, em
2022

9
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

1.2. Caracterização da EPME

A EPME é constituída por diversos espaços escolares. De facto, é composta por:


• 13 salas para aulas individuais de instrumento;
• 4 salas específicas para aulas de Percussão;
• Salas para Iniciação Musical;
• 2 salas para aulas de Classes de Conjunto;
• 8 salas para aulas coletivas.

Destaco o Auditório de Espinho, onde acontecem regularmente espetáculos do


mais variado género cultural: música, teatro, dança, conferências, colóquios e
seminários, sendo o local de residência da Orquestra Clássica de Espinho (OCE). O
Auditório de Espinho é um projeto integrante da AME, contando com uma programação
regular e abrangendo vários estilos musicais. Além disso, existem outros espaços para
performances na escola como a Sala de Audições Mário Neves e a Sala-estúdio.
Em relação às infraestruturas, a biblioteca/mediateca possui um sistema de
requisição que permite aos alunos aceder a livros, partituras e CDs do seu acervo,
possibilitando o estudo, a investigação e o enriquecimento cultural dentro e fora do
espaço escolar. Contudo, apesar da quantidade de salas de estudo numerosas,
apresentam um problema para a instituição pois não são suficientes para a quantidade de
alunos que a escola possui.
Nos últimos anos, instituiu-se um sistema de reserva de salas que veio facilitar o
planeamento e a distribuição das salas pois até essa altura, os alunos podiam contar com
um polo destinado ao estudo individual de forma a combater a escassez de salas de
estudo. As salas de aulas destinadas às aulas de instrumento estão equipadas com
pianos, espelhos, estantes, cadeiras, quadros, aquecimento e uma mesa para o professor.
Por fim, estão inseridos na escola espaços administrativos e pedagógicos como o
Gabinete do Conselho Diretivo, Gabinete da Direção Pedagógica, Gabinete de
Produção, Gabinete de Contabilidade, Secretária, Sala de Professores e a Receção.
Além disso, a instituição contém espaços para o convívio dos alunos com o Bar e o
Espaço Polivalente.

10
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

1.3. Missão, Princípios e Valores

Ao longo dos anos, a AME tem vindo a desenvolver um trabalho na formação de


alunos profissionais que abrange dois vetores:

1) “O vetor artístico da oferta formativa, numa perspetiva de inovação e


de excelência, que permita dar resposta não só às realidades e necessidades do
contexto em que se insere, mas também às exigências que se colocam à
capacitação dos alunos, futuros profissionais, para atuarem e competirem num
contexto internacional” (Academia de Música de Espinho, 2020);

2) “O vetor pedagógico-didático do ensino ministrado, assegurando uma


formação estruturante de excelência que permita aos alunos dar sequência ao
seu percurso académico em níveis superiores de aprendizagem” (Academia de
Música de Espinho, 2020).

A AME afirma valores como:

1) “Respeito pela liberdade, tolerância e solidariedade” (Academia de


Música de Espinho, 2020);

2) “Valorização do desenvolvimento pleno e harmonioso do aluno


enquanto educando e indivíduo, incentivando o intercâmbio dos saberes e das
experiências” (Academia de Música de Espinho, 2020);

3) “Promoção da autonomia, do espírito de iniciativa e do sentido de


responsabilidade, valorizando o mérito e o esforço” (Academia de Música de
Espinho”, 2020).

4) “Abertura aos desafios da contemporaneidade, integrando inovação e


tradição, nas práticas artísticas e na construção dos saberes.” (Academia de
Música de Espinho, 2020).

Para além disso, afirma que respeita os princípios universais referentes à


igualdade de oportunidades, não discriminação e igualdade de género. Os casos que
revelam necessidades educativas especiais, a escola assegura uma educação equitativa,
valência esta que é assegurada através da sua equipa multidisciplinar para a educação

11
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

inclusiva composta de acordo com o estabelecido legalmente. (Academia de Música de


Espinho, 2020)
Nos regimes integrado e supletivo, todos os processos dos alunos são
conduzidos pela equipa multidisciplinar. Contudo, no ensino articulado, o
acompanhamento é articulado com a equipa multidisciplinar do estabelecimento de
ensino regular que o aluno frequenta, através do coordenador de turma apoiado pela
equipa multidisciplinar. (Academia de Música de Espinho, s.d.)
Na área da atividade pedagógica, a EPME compreende a realização regular de
projetos que envolvem a comunidade educativa, tais como, concertos da Orquestra
Clássica de Espinho (OCE) e outras formações instrumentais, propondo a oferta de uma
programação regular com músicos convidados, além da organização do Festival
Internacional de Música de Espinho (FIME). (Academia de Música de Espinho, s.d.).

1.4. Corpo Docente e Oferta Educativa

A AME, apresenta uma equipa de docentes composta, de acordo com o site


oficial da AME, por 46 docentes da Componente Artística, 19 docentes da Componente
Sociocultural e por 4 docentes da Componente Científica. Para além destes, dispõe
ainda de uma psicóloga e de um especialista na parte do Ensino Especial. Além disso, a
Direção e Coordenação Pedagógica é constituída por 3 membros. (Academia de Música
de Espinho, s.d.)
A instituição fornece gratuitamente aos alunos com dificuldades económicas o
acesso a materiais pedagógico-didáticos, assim como a cedência de instrumentos e a
disponibilização de partituras. No que diz respeito ao pagamento de propinas (parcial ou
integral), pode conceder isenção total ou parcial mediante a solicitação dos
Encarregados de Educação. Para além destes regimes, ainda providencia cursos livres
em diversas áreas, incluindo a pré-iniciação musical para crianças de 3, 4 e 5 anos de
idade. (Academia de Música de Espinho, 2020)
Para ingressar na instituição, são realizadas provas de aptidão musical nos
diversos instrumentos aos alunos candidatos, encaminhando-os posteriormente,
respeitando a sua escolha principal. Nos casos em que se verifique essa necessidade, a
escola cede instrumentos aos alunos, embora os incentive a terem o seu próprio
instrumento pessoal. (Academia de Música de Espinho, 2020)

12
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

A EPME, oferece o Curso Básico de Instrumento com duração de 3 anos (7º, 8º


e 9º anos), que aborda componentes socioculturais (Língua Portuguesa, Língua
Estrangeira, Ciências Físicas e Naturais, Ciências Humanas e Sociais e Matemática) e
artísticas (Formação Musical, Formação Auditiva, Introdução à Composição, Prática de
Conjunto, Práticas individuais e de Naipe, Instrumento e Instrumento de Tecla).
(Academia de Música de Espinho, s.d.)
Além disso, dispõe do Curso de Instrumentista de Cordas e Teclas e Sopros e
Percussão também com duração de 3 anos (10º, 11º e 12º anos), onde as componentes
Socioculturais e Científicas são transversais aos cursos Instrumentista de Cordas e
Teclas e Instrumentista de Sopros e Percussão, sendo as socioculturais Língua
Portuguesa, Línguas Estrangeiras, Área de Integração, Tecnologias de Informação e
Comunicação e Educação Física e as científicas a História da Cultura e das Artes,
Teoria e Análise Musical e Física do Som. (Academia de Música de Espinho, s.d.)
Contudo, estes dois cursos diferem nas componentes artísticas, pois o curso
secundário abrange as disciplinas de Instrumento, Música de Câmara, Naipe, Orquestra
e Prática de Acompanhamento, Projetos Coletivos e Formação em Contexto de
Trabalho, enquanto o curso básico abrange as mesmas, com a diferença de adicionar
Conjuntos instrumentais em substituição da Música de Câmara, deixando de fora a
Prática de Acompanhamento. (Academia de Música de Espinho, s.d.)

1.5. Projeto Educativo, Parcerias e Protocolos

O Projeto Educativo da Escola procura privilegiar experiências profissionais


significativas aos alunos, principalmente através da realização de estágios de formação e
apresentações em contexto real de trabalho. Além disso, procura oferecer uma sólida
formação científica e uma formação integrada que responda a diferentes necessidades
dos alunos. (Academia de Música de Espinho, 2020)
Ao longo dos anos, a instituição desenvolveu vários projetos. A OCE, criada em
1989, com a direção musical de Pedro Neves, é constituída maioritariamente por alunos,
sendo que a outra parte é composta por músicos profissionais. Este vínculo permite à
orquestra apresentar uma programação diversificada, ser dirigida por maestros de
renome nacional e internacional e acompanhar solistas convidados. Além de dar
oportunidades aos alunos, acaba por ser uma plataforma para músicos pré-profissionais

13
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

darem os primeiros passos no mercado de trabalho. Além destes aspetos, é dada


possibilidade de todos os anos os alunos poderem apresentar-se a solo com a orquestra
através da realização de um concurso interno. (Academia de Música de Espinho, s.d.)
Além disso, a EMPE fundou em 2008 a Orquestra de Jazz, com a direção
musical de Daniel Dias, Paulo Perfeito e Jeffrey Davis, e expõe os alunos à linguagem
do Jazz. Como a OCE, tem a oportunidade de trabalhar e acompanhar solistas de
renome nacional e internacional. (Academia de Música de Espinho, s.d.)
O Grupo de Percussão, surgiu no ano da fundação da EPME, em 1989 e conta
com a direção musical de Pedro Oliveira e Rui Rodrigues. Têm-se apresentado
regularmente, seja em conjuntos de câmara, seja em moldes solísticos, ou até na
Orquestra da Escola. (Academia de Música de Espinho, s.d.)

1.6. A Disciplina de Contrabaixo

1.6.1. Avaliação e Programa Curricular

O programa curricular da disciplina de contrabaixo, não especifica estilos ou


períodos históricos da música pelo que o docente procede à escolha do repertório,
optando por norma por duas escalas (uma maior e outra menor com os respetivos
arpejos), um estudo, uma peça ou um andamento de concerto.
A avaliação sumativa interna é feita com base em ponderações, a definir pelo
grupo disciplinar destino ao instrumento no início de cada ano letivo, em função dos
níveis e ciclos de ensino e da especificidade das disciplinas. Além disso, os critérios
específicos de avaliação são dados a conhecer aos alunos no início do ano letivo. Na
verdade, as disciplinas de Instrumento, Música de Câmara, Naipe, Orquestra e Projetos
Criativos têm critérios específicos de avaliação autónomas, sendo ajustados às
especificidades de cada uma dessas disciplinas. Os critérios específicos de avaliação da
disciplina de contrabaixo, preveem avaliar as provas de interpretação instrumental, as
audições de classe (geralmente 1 por módulo) e a análise do trabalho individual do
aluno desenvolvido durante as aulas.

14
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Prova Avaliação Prova Final Avaliação


Intercalar Contínua Contínua
Peso na 25% 25% 50% 100%
classificação
final do
módulo
Tabela 1 - Critérios de Avaliação da Disciplina de Contrabaixo

Deixo a nota que enquanto o aluno não atingir a classificação mínima positiva,
em qualquer uma das provas (intercalar ou final), será anotada na pauta a discrição “NC
- Não concluiu”. A avaliação sumativa em cada módulo, é da responsabilidade do
professor de cada disciplina. Assim, a avaliação é realizada de acordo com os critérios
específicos de avaliação da respetiva disciplina, os quais são necessariamente
enquadrados nos critérios gerais de avaliação da escola. Por fim, o aluno dá por
concluído o seu ciclo de estudos, quando concluir todos os módulos de todas as
disciplinas.

15
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

1.6.2. Carga horária

Ciclo de Ensino Frequência Semanal Duração


Ensino Básico: 2 aulas de instrumento, 45 min + 45 min
Instrumento sendo que uma das aulas
pode ser com
acompanhamento de
piano, caso o professor
necessite
Ensino Secundário: 2 aulas de instrumento, 45 min + 45 min
Instrumento sendo que uma das aulas
pode ser com
acompanhamento de
piano, caso o professor
necessite
Classe de Conjunto (naipe 1 aula 1h a 2h, variável
e orquestra e práticas consoante projeto
coletivas)
Tabela 2 – Carga Horária Semanal

16
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Capítulo lI – Prática de Ensino Supervisionada

17
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

1. Introdução

A Prática de Ensino Supervisionada (PES), é uma Unidade Curricular integrada


no Mestrado em Ensino de Música da ESMAE, sendo uma etapa fundamental neste
mestrado. O presente capítulo descreve o estágio que realizei durante os dias 29 de
setembro de 2024 e 23 de junho de 2025, focado nas disciplinas de Instrumento
(Contrabaixo) e de Classe de Conjunto (Naipes Instrumentais) do curso básico de
instrumento e profissional de instrumentista de cordas e teclas da EPME.
Tive a oportunidade de observar, cooperar e lecionar as aulas individuais de dois
alunos de contrabaixo, cujas seguintes terminações servem para preservar o anonimato
dos alunos: o aluno A do curso básico, e o aluno B do curso profissional; e as aulas de
naipe do ensino profissional, lecionadas pelo professor cooperante (professor Rui Pedro
Rodrigues). Além disso, a aula supervisionada foi agendada e acordada consoante a
disponibilidade do professor cooperante e do professor supervisor (professor António
Augusto Aguiar).
Ao longo deste capítulo, irei apresentar uma descrição dos alunos A e B e irei
contextualizar a aula de classe de conjunto, por considerar pertinente. Na secção
seguinte, apresentarei o cronograma referente às aulas observadas, cooperadas
lecionadas/supervionadas, apresentando exemplares dos registos e planificações das
mesmas. Por fim, realizarei uma reflexão sobre a PES, que apresentará as minhas
considerações finais relacionadas com o estágio e o impacto que teve em mim.

18
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

2. Contextualização da Prática de Ensino Supervisionada

2.1. Cronograma das Aulas Observadas e Supervisionadas

Aulas Observadas Aulas Cooperadas Aulas Lecionadas/


Supervisionadas
Semana 1 x
30/09/2024
Semana 2 x
7/10/2024
Semana 3 x
14/10/2024
Semana 4 x
21/10/2024
Semana 5 x
28/10/2024
Semana 6 x
4/11/2024
Semana 7
11/11/2024 (Provas
Intermédias)
Semana 8 x
18/11/2024
Semana 9 x
25/11/2024
Semana 10 x
2/12/2024
Semana 11 x
9/12/2024
Semana 12 x
16/12/2024
Semana 13 x
23/12/2024

19
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Semana 14 x
13/1/2025
Semana 15 x
20/1/2025 (Audição
de Classe)
Semana 16
27/1/2025 (Prova
de Semestre)
Semana 17 x
3/2/2025
Semana 18 x
10/2/2025
Semana 19 x
17/2/2025
Semana 20 x
24/2/2025
Semana 21 x
10/3/2025 (Aula
Supervisionada)
Semana 22 x
17/3/2025
Semana 23 x
24/3/2025
Semana 24 x
31/3/2025
Semana 25
7/4/2025 (Provas
Intermédias)
Semana 26 x
14/4/2025
Semana 27 x
12/5/2025
Semana 28 x

20
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

26/5/2025
Semana 29 x
2/6/2025
Semana 30 x
23/6/2025
Tabela 3 - Cronograma das Aulas Observadas e Supervisionadas

2.2. Aulas Observadas e Supervisionadas

Na minha opinião, as aulas observadas e cooperadas foram a parte mais


importante do trabalho desenvolvido ao longo da PES.
Primeiramente, saliento a abertura e a disponibilidade constante do professor
cooperante pois em diversas ocasiões tive a oportunidade de partilhar a minha opinião e
de participar no processo de aprendizagem dos alunos por iniciativa do próprio. Além
disso, toda a contextualização dos alunos foi obtida por conversas diretas, com os
mesmos ou através de observações durante as aulas.
O regulamento da PES, disponibilizado no site da ESMAE, afirma que a
calendarização deve englobar três fases de responsabilização progressiva para cada um
dos níveis de ensino onde decorre a respetiva prática: a observação, cooperação e
lecionação. Deste modo, na imagem abaixo, segue o exemplo da proposta de
distribuição pelas diferentes fases:

Figura 1 - Regulamento do PES sobre as aulas do Ensino Básico e Ensino Secundário

21
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

2.2.1. Ensino Básico: Contextualização do Aluno A

O Aluno A, tem 13 anos de idade e frequenta o 7º ano do 2º ciclo do ensino


básico de instrumento da EPME, no regime profissional. Iniciou o estudo de
contrabaixo na Academia de Música de Espinho, na classe do professor Pedro Barbosa e
revela ter boas capacidades na execução do instrumento, mais precisamente nas
questões de organização do arco e postura da mão esquerda. Apesar de não ter muito
tempo para o estudo diário, devido à prática regular de desporto de competição
(natação), consegue desenvolver os conteúdos propostos pelo professor Rui Pedro
Rodrigues. Por vezes é desconcentrado, o que o prejudica em alguns momentos em
contexto de aula. Contudo, é empenhado na realização das tarefas pedidas e esforça-se
para conseguir alcançar os objetivos esperados. Face ao grau em que se encontra, revela
boas capacidades técnicas, uma boa capacidade de afinação e correção de notas
auditivamente. Nas escalas e nas peças, demonstra boa destreza na execução das
dedilhações pedidas e apesar de alguns pequenos deslizes, resultantes da falta de
concentração, facilmente consegue realizar o que é pedido. Noto ainda, a compostura
nos momentos de avaliação e apresentações públicas.

2.2.2. Ensino Secundário: Contextualização do Aluno B

O aluno B, tem 16 anos de idade e frequenta o 10º ano, que equivale ao 6º grau
académico, do Curso Profissional de Instrumentista de Cordas e Teclas, na classe do
professor Rui Pedro Rodrigues e iniciou os seus estudos musicais no Conservatório de
Música de Viseu, no ano letivo de 2019/2020. Envolve-se em atividades que estimulam
a prática e que contribuem para a sua evolução enquanto contrabaixista, como por
exemplo a Orquestra Juvenil de Viseu e a Orquestra Poema, além de ser presença
regular no Estágio da Orquestra Sinfónica GESTOS, em Marco de Canaveses. No
âmbito de concursos, ganhou uma menção honrosa e um prémio no Concurso de
Instrumentistas de Viseu. Demonstra competências sólidas na execução do contrabaixo
tanto a nível técnico de mão esquerda como a nível da técnica de arco, onde a
organização e produção de som se desenvolveram de forma notória ao longo do ano
letivo, além da maturidade e sensibilidade musical. Revela ser um aluno motivado,
empenhado, dedicado e focado no seu percurso artístico, académico e profissional. É
constante no seu ritmo de estudo e demonstra interesse em superar os desafios expostos

22
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

pelo professor. Por fim, destaco ainda a facilidade com que interpreta um repertório
vasto e diversificado.

2.2.3. Contextualização das Aulas de Classe de Conjunto (Naipes


Instrumentais)

Segundo o regulamento da PES, disponibilizado no site da ESMAE, a


calendarização define que as aulas de classe de conjunto englobam três fases de
responsabilização progressiva no ensino secundário: observação, cooperação e
lecionação. Na imagem abaixo, segue a proposta de distribuição para as diferentes fases
da mesma:

Figura 2 - Regulamento do PES sobre as aulas de Classe de Conjunto

As aulas de classe de conjunto do professor Rui Pedro Rodrigues, merecem uma


contextualização particular. Neste caso, e de forma conjunta, os dois alunos do curso
profissional trabalham maioritariamente excertos orquestrais. O trabalho é desenvolvido
ao longo dos 2 módulos do ano letivo, o que permite consolidar as competências
técnicas e musicais necessárias para o desenvolvimento da prática do contrabaixo e da
realização de provas de acesso a orquestras jovens. No primeiro módulo, foi estudado o
excerto do primeiro andamento da Sinfonia n.º 40 de Mozart e, no segundo, o recitativo
da Sinfonia nº9 de Beethoven, presentes no livro “Orchester Probespiel” para
contrabaixo, na edição de Fritz Maßmann and Gerd Reinke (20082).

2
Originalmente de 1992, a edição usada atualmente é de 2008

23
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

2.3. Registo das Aulas

2.3.1. Registo das Aulas Observadas de Instrumento

Neste subcapítulo, são expostos apenas os dois primeiros exemplos referentes ao


registo das aulas lecionadas pelo professor Rui Pedro Rodrigues. Todos os relatórios de
observação estão no Anexo I deste relatório.

Relatório da Aula Observada da PES – Ano Letivo 2024/2025


Escola Profissional de Música de Espinho
Estagiário Tiago Soares
Gomes
Professor Rui Pedro
Cooperante Rodrigues
Disciplina Contrabaixo
Aluno Aluno A (Ensino
Básico)
Ano/Grau 7º ano / 3º grau
Nº de aula 1
Data 30/09/2024
Sala 2.4.
Horário 16h30 – 17h30

Registo de Observação da Aula (texto descritivo, crítico e reflexivo)


Estrutura da aula:
• Escala de Mi Maior - 2 oitavas, com variações de arcadas (nota a nota, 2 e 4
ligadas);
• Estudos de Sturm - Nº 1 e 2.

Resumo:
A aula inicia com exercícios de aquecimento e trabalho de arco, usando a escala de
Mi Maior. Noto que o aluno está a usar um contrabaixo em afinação de orquestra (Mi –
Lá - Ré – Sol).

24
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

A primeira interação com a escala é em detaché, com o objetivo de ser trabalhada a


afinação, o controlo da velocidade do arco e a homogeneidade do som. Durante este
exercício, o docente nota que a dedilhação do aluno não está correta e pediu-me para
auxiliar na componente de divisão do arco, enquanto marcava numa folha a dedilhação
correta. A partir deste momento, auxílio o resto da aula. De seguida, o docente pede
variações de arcadas. O aluno realiza a escala, ligando as notas 2 a 2 e depois 4 a 4,
procurando sempre a homogeneidade do som e distribuir o seu peso do braço pelo arco
e as notas. De seguida, para trabalhar o antebraço e as notas rápidas, o docente pede
para realizar a escala em semicolcheias.
Após a escala, o aluno tocou o 1º e o 2º estudo de Sturm. Nestes estudos, o docente
pediu para o aluno tocar do início ao fim, para ver o que tinha preparado para a aula.
Um reparo que o docente fez comigo foi a postura do aluno com o instrumento. A partir
de agora, focamos em corrigir a distância do contrabaixo com o corpo do aluno, pois
notamos que estava demasiado “deitado” pois a fita que segura o espigão ao banco
revela não ser o mais apropriado. Na verdade, é demasiado comprida. Decidi colocar o
início da fita na perna mais afastada, fazendo com que o instrumento ficasse mais
vertical. De seguida, o aluno volta a tocar os estudos e o docente repara nas variações de
tempo e de ritmo. Pega no metrónomo, coloca uns bpms’ abaixo da peça, subdividido e
deixa o aluno estudar.
Como já estava no final do tempo de aula, o docente pediu para trazer de novo os
estudos na próxima semana, de forma a serem trabalhados de forma mais
pormenorizada.
Tabela 4 - Aula Observada nº1- Aluno A

25
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Relatório da Aula Observada da PES – Ano Letivo 2024/2025


Escola Profissional de Música de Espinho
Estagiário Tiago Soares Gomes
Professor Rui Pedro Rodrigues
Cooperante
Disciplina Contrabaixo
Aluno Aluno B (Ensino
Profissional)
Ano/Grau 10º ano / 6º grau
Semana 1
Data 30/09/2024
Sala 2.4.
Horário 14h30 – 15h30

Registo de Observação da Aula (texto descritivo, crítico e reflexivo)


Estrutura da aula:
• Escala de Fá Maior – 3 oitavas com variações de arcadas;
• Estudo Nº1 de Kreutzer – Primeira Variação;
• Peça – Elegy nº1, de G. Bottesini.

A aula, inicia com exercícios de aquecimento e trabalho de arco, usando a escala


de Fá Maior. Noto que o aluno está a usar um contrabaixo em afinação de solista (Fá# –
Si - Mi – Lá).
A primeira interação com a escala é em detaché. O docente, explica a interação
do corpo, mais precisamente do braço, com o arco, dando atenção em aspetos como o
ponto de contacto do arco ser perto do cavalete, relaxar o corpo e distribuir o peso no
arco. Além disso, deu atenção à mão esquerda e às mudanças de posição (shiffting). De
seguida, pediu ao aluno para fazer a escala com variações de arcadas. Primeiro com
ligações duas a duas, depois quatro a quatro e, por fim, sete a sete. Deste modo, o
docente procurou que o aluno tivesse atento a aspetos como o som homogéneo, nas
mudanças de arco, as distribuições, os cuidados a ter com o peso do arco na 3º oitava da
escala e os shifftings na posição de polegar. Notei, que o aluno não tem bases de arco,
algo também notado pelo docente. Na verdade, frisa muito a necessidade de existir um
plano para o arco. Durante o resto da aula, o docente explicou que quanto mais peso,

26
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

mais estrangulado o som soa. Então, o peso ideal tem de ser o normal do corpo, sem
qualquer força adicional. Além disso, deu a nota de que usar o arco de forma lenta e
com um bom som, distribuindo o contacto das cerdas pela corda ao longo do
movimento, era um bom sinal de técnica de mão direita. Para além disso, indicou que
devia continuar a procurar um bom som, durante o estudo, e ter cuidados com a
distribuição. Por fim, terminou esta parte da aula voltando ao detaché na oitava
intermédia, trabalhando o antebraço. Como o aluno estava em dificuldades com o
movimento, deu a ideia de limpar o piano usando um pano. Deste modo, praticou o
exercício fora do instrumento para saber que músculos usar.
De seguida, tocou o estudo de Kreutzer, onde continuou o trabalho de antebraço.
Estando a tocar semicolcheias, o docente procurou tirar do aluno uma consistência no
som, sem existir quebras nas mudanças de arco. Notei que o aluno tinha algumas partes
mal estudadas. O docente, deu a ideia de isolar os compassos ou a figura para confirmar
os erros que existiam e arranjar maneiras de como abordar. Um deles está a ser as
mudanças de posição. O docente trabalha o aluno com um exercício que consiste em
tocar uma semínima, parar o movimento do arco enquanto prepara a mão na nota
seguinte e voltar a fazer um golpe com um arco. Deste modo, consegue com que o
aluno tenha um som limpo do início ao fim da nota, tendo em conta a preparação da
seguinte.
Por fim, toca a Elegy nº1. O aluno toca a primeira parte da peça. O docente
manda parar e volta a frisar o plano de arco que o aluno tem de ter, dando a tenção a
pontos como a distribuição de arco e os shifftings. Termina a aula, a indicar que o som
na mesma nota tem de se manter nas restantes e que tem de ter atenção destes aspetos
no estudo.
Tabela 5 - Aula Observada nº1- Aluno B

2.3.2. Registo das Aulas Lecionadas e Planificações de Instrumento

Neste subcapítulo, são expostos apenas dois exemplos referentes ao registo das
aulas planificadas e lecionadas por mim. As restantes planificações estão no Anexo I
deste relatório.

27
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Planificação da Aula Lecionada da PES – Ano Letivo 2024/2025


Escola Profissional de Música de Espinho
Estagiário Tiago Soares
Gomes
Professor Rui Pedro
Cooperante Rodrigues
Disciplina Contrabaixo
Aluno Aluno A (Ensino
Básico)
Ano/Grau 7º ano / 3º grau
Nº de aula 7
Data 2/12/2024
Sala 2.4.
Horário 15h30 – 16h30

Registo de Observação da Aula (texto descritivo, crítico e reflexivo)


Estrutura da aula:
• Escala de Mi Maior – 2 oitavas, com variações de arcadas (nota a nota, 2 e 4
ligadas);
• Estudos de Sturm – Nº 2.

Objetivos gerais da aula:


• Consolidar a afinação e a continuidade do som;
• Desenvolver a coordenação entre a mão esquerda e a mão direita.

Objetivos do desenvolvimento técnico do arco:


• Desenvolver o detaché e a projeção do som;
• Melhorar a afinação;
• Melhorar a regularidade rítmica do Estudo nº 2 de Sturm.

Estratégias para alcançar os objetivos


• Execução da escala com diferentes variações de arco (nota a nota, 2 e 4 notas
ligadas), acompanhando com notas de referência no piano;
• Caso haja irregularidades rítmicas utilizar o metrónomo e o solfejo.

Comentários sobre a aula:

28
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

A aula foi bastante produtiva. Na verdade, o aluno revelou evolução na afinação


nas escalas e na variação a 4 notas especialmente. Além disso, no Estudo de Sturm
apresentou falta de estudo. Deste modo, grande parte da aula foi a ler notas e a solfejar.
Tabela 6 - Planificação da Aula nº 7 - Aluno A

Planificação da Aula Lecionada da PES – Ano Letivo 2024/2025


Escola Profissional de Música de Espinho
Estagiário Tiago Soares Gomes
Professor Rui Pedro Rodrigues
Cooperante
Disciplina Contrabaixo
Aluno Aluno B (Ensino
Profissional)
Ano/Grau 10º ano / 6º grau
Semana 7
Data 9/12/2024
Sala 2.4.
Horário 17h30 – 19h00

Registo de Observação da Aula (texto descritivo, crítico e reflexivo)


Estrutura da aula:
• Escala de Fá Maior – 3 oitavas com variações de arcadas;
• Estudo Nº1 de Kreutzer – Primeira Variação;
• Peça – Elegy nº1, de G. Bottesini.

Objetivos gerais da aula:


• Consolidar a afinação e o “Harmónico 0”;
• Desenvolver o detaché.

Estratégias para alcançar os objetivos:


• Execução da escala com diferentes variações de arco (nota a nota, 2 e 4 notas
ligadas);
• Chamar atenção ao relaxamento do corpo;
• Caso haja irregularidades rítmicas utilizar o metrónomo.

29
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Comentários sobre a aula:


A aula foi bastante produtiva. Na verdade, o aluno demonstrou evolução da
projeção do som durante a escala na variação nota a nota. Além disso, melhorou a
projeção do som nas arcadas ligadas, faltando apenas melhorar a afinação da 3º oitava.
Trabalhei um bocado com ele a afinação tocando as notas da escala para lhe dar
referências.
Após este trabalho, revi o detaché com o estudo de Kreutzer. Na verdade, o
aluno mostra que tem praticado a primeira variação. De seguida, fomos para a peça e
após uma passagem do início ao fim trabalhei aspetos musicais. Peguei na partitura de
piano e mostrei um vídeo só da parte do piano para ver o aluno perceber em que partes
seriam mais tensas e mais líricas.
Tabela 7 - Planificação da aula nº 7 - Aluno B

2.3.3. Registo das Aulas Observadas de Classe de Conjunto

Neste subcapítulo, é exposto apenas o primeiro exemplar referente ao registo das


aulas lecionadas pelo professor Rui Pedro Rodrigues e que foram observadas. Os
restantes relatórios de observação estão no Anexo I deste relatório.

Relatório da Aula Observada da PES – Ano Letivo 2024/2025


Escola Profissional de Música de Espinho
Estagiário Tiago Soares
Gomes
Professor Rui Pedro
Cooperante Rodrigues
Disciplina Classe de Conjunto
Aluno Alunos Profissional
(2)
Ano/Grau 10º ano / 7º grau
Nº de aula 1
Data 30/09/2024
Sala 2.4.

30
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Horário 14h00 – 15h30

Registo de Observação da Aula (texto descritivo, crítico e reflexivo)


Estrutura da aula:
• Escala de Dó Maior - 2 oitavas, com variações de arcadas;
• Excerto da Sinfonia nº 40, de Mozart.
A aula, inicia com exercícios de aquecimento e trabalho de arco, usando a escala de Dó
Maior. Noto que os alunos estão a usar contrabaixos em afinação de orquestra (Mi – Lá
- Ré – Sol), enquanto o docente está a usar em afinação de solista (Fá# - Si – Mi – Lá).
Deste modo, a escala de Dó Maior serve para os alunos tentarem fundir o seu som, pois
era a primeira vez que estavam a tocar juntos. O docente seguiu as variações das aulas
individuais – um arco em cada nota; 2 notas ligadas; 4 notas ligadas; 7 notas ligas; e
cada nota em semicolcheias, de forma a praticar o detaché do talão ao meio do arco.
Assim, o docente está preocupado com a correção da técnica de mão direita e os
shifftings da mão esquerda, tendo o foco no som homogéneo de grupo. Noto que o
docente toca com os alunos para se habituarem a ouvir os parceiros de naipe. Voltando
às semicolcheias e ao detaché, pede para dar atenção ao movimento do antebraço e a
gastar mais arco e estarem mais relaxados, de maneira ao peso natural do corpo ficar
sobre o arco.
De seguida, pega no excerto da Sinfonia nº 40 de Mozart, presente no livro “Orchester
Probespiel” para contrabaixo. Dá-me a indicação de vai ver com os alunos em detaché e
num tempo mais lento pois revela ser a primeira vez que eles tocam o excerto
(normalmente o excerto tocasse em spicatto). Além disso, afirma que em aulas mais à
frente irá ver a um tempo mais rápido de forma a praticarem o spicatto. O docente, nota
que os seus alunos, por vezes, perdem o contacto do arco com a corda nas colcheias e
nas mudanças de corda, dando a indicação que falta o peso do braço no arco. De
seguida, nota que algumas notas não respondem, pois, a corda não vibra corretamente.
Afirma, que a causa deste problema se centra em usar o arco com muita velocidade e
pouco peso, notando que os alunos estão com o braço demasiado reto, não dando espaço
para o cotovelo relaxar e descansar o peso no arco. Outro aspeto que nota do peso do
corpo no arco é a curvatura do arco pois não se encontrava estável. Além disso, os
alunos começavam o excerto com o arco a vir do ar e não apoiado já na corda, o que faz
com que não haja estabilidade no início da primeira nota (dó).

31
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

De seguida, trabalha a primeira frase do excerto. Nota um erro dos alunos e questiona
do que se trata. Deste modo, estimula os alunos a pensar no que está mal para quando
estiverem a estudar saberem o que corrigir. Neste caso, o erro era a velocidade a mais
do arco. Trabalha o fraseio e a distribuição do arco nas primeiras notas, que se repetem.
Aborda de novo o conceito de “plano do arco”, da semana passada, e menciona que com
as repetições do motivo, a velocidade do arco aumenta do meio para o talão e o arco
todo. Além disso, questiona o fraseio desta primeira frase: “A penúltima nota (sib)
acaba onde?”. Os alunos respondem, corretamente: “No início da última nota”. Deste
modo, os alunos antecipam os movimentos necessários a tocar as notas.
Por fim, o docente explora o conhecimento do excerto. Questiona em que parte se situa
o excerto (desenvolvimento) e as diferenças para com o início (dinâmica, fraseio e
distribuição do arco).
Tabela 8 - Aula Observada nº1- Aula de Classe de Conjunto

2.3.4. Registo das Aulas Lecionadas e Planificações de Naipe

Neste subcapítulo, é exposto apenas o primeiro exemplar referente ao registo das


aulas planificadas e lecionadas por mim. As restantes planificações estão no Anexo I
deste relatório.

Planificação da Aula Lecionada da PES – Ano Letivo 2024/2025


Escola Profissional de Música de Espinho
Estagiário Tiago Soares
Gomes
Professor Rui Pedro
Cooperante Rodrigues
Disciplina Classe de Conjunto
Aluno Alunos Profissional
(2)
Ano/Grau 10º ano / 7º grau
Nº de aula 10
Data 2/12/2024
Sala 2.4.

32
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Horário 14h00 – 15h30

Registo de Observação da Aula (texto descritivo, crítico e reflexivo)


Plano de aula
• Excerto da Sinfonia nº 40, de Mozart.
Objetivos gerais
• Promover a coesão e homogeneidade sonora do naipe;
• Desenvolver o detaché e o spicatto;
• Melhorar a articulação e a afinação.

Estratégias para alcançar os objetivos


• Trabalho do excerto em pequenos grupos de exercícios (com variações);
• Repetição lenta: utilizar metrónomo em andamento lento para coordenar ataques
e dinâmicas.
• Estudo do excerto à velocidade real;
• Troca de feedback entre colegas: após cada execução, os colegas comentam
aspetos positivos e sugestões.

Comentário sobre a aula:


Nesta aula, quis experimentar se os alunos já seriam capazes de começar o
estudo da técnica de spicatto. Na verdade, mostraram solidez no detaché quando
tocaram o excerto num andamento lento, por tanto comecei a aumentar a velocidade,
com base num metrónomo, de forma a confirmar se o spicatto aparecia naturalmente.
Contudo, os alunos apresentaram dificuldades em controlam o “saltar” do arco,
pelo que o resto da aula se baseou em exercícios de salto vertical do arco nas cordas.
Assim, pedi que os alunos deixassem cair o arco nas cordas do contrabaixo de forma a
se habituarem à reação natural do salto.
Tabela 9 - Planificação da aula nº 10 - Aula de Classe de Conjunto

33
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

3. Reflexão sobre a Prática Educativa Supervisionada

A realização deste estágio no contexto da PES, representou para mim uma etapa
fundamental e transformadora no percurso deste mestrado. De facto, permitiu-me ter
pela primeira vez contacto com a prática de ensino do contrabaixo, proporcionando uma
experiência de crescimento tanto a nível pedagógico como pessoal.

Ao iniciar esta fase, tracei como objetivo aprender várias estratégias e


metodologias que me permitissem formar contrabaixistas de excelência. Neste caso, a
instituição revelou ser um contexto privilegiado pela qualidade do professor cooperante.
Durante o estágio, confrontei-me com os primeiros desafios que me fizeram crescer
significativamente enquanto docente. A planificação das aulas, a maneira de como
definir objetivos claros aos alunos e a necessidade de adequar várias e diferentes
estratégias para cada aluno revelaram ser aprendizagens cruciais. A gestão da sala de
aula, a comunicação pedagógica clara e a construção de uma relação positiva com os
alunos, ajudaram-me a desenvolver uma consciência mais crítica sobre o papel do
professor de contrabaixo que vai muito além da transmissão de conteúdos técnicos ou
estilísticos.

Como balanço final, considero que a PES foi sem dúvida a componente mais
marcante deste mestrado. Na verdade, permitiu-me aplicar e testar os conhecimentos
teóricos e práticos que obtive durante a minha experiência enquanto aluno de
contrabaixo, e sobretudo experimentá-los com os alunos em formação da EPME.
Sinto que concluo esta etapa, com a consciência de que a PES me proporcionou
um amadurecimento pessoal e profissional, permitindo desenvolver as primeiras
competências pedagógicas enquanto docente de contrabaixo.

34
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Capítulo lII – Projeto de Intervenção

35
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

1. Introdução

O último capítulo deste relatório tem como foco o projeto de intervenção


pedagógico desenvolvido ao longo do ano letivo. Este projeto procura aprofundar, como
o estudo de excertos orquestrais podem ser relacionados com o ensino do contrabaixo,
de maneira a enriquecer a formação técnica do arco.
Na verdade, a escolha deste tema surge do meu interesse pessoal e profissional
em aprofundar o papel dos excertos orquestrais no desenvolvimento técnico de um
contrabaixista. Durante a minha formação académica, cheguei à conclusão de que os
excertos são interpretados apenas com objetivos performativos (por exemplo, critérios
de avaliação em provas de orquestra). Para além disso, senti que eram pouco explorados
como ferramentas de desenvolvimento técnico e, deste modo, motivei-me a investigar o
potencial pedagógico dos excertos e descobrir como integrá-los de forma estruturada no
ensino do contrabaixo.
Identifiquei como problema a escassa utilização pedagógica dos excertos
orquestrais como estudos técnicos no ensino do contrabaixo. Apesar de serem fontes
riquíssimas de desafios técnicos, raramente são tratados como material de estudo regular
nas aulas de instrumento ou no próprio estudo individual. A ausência de uma
abordagem pedagógica focada num trabalho técnico com base nos excertos, levanta a
questão de como poderão ser integrados de forma eficaz na prática didática do
contrabaixo.
Assim, o objetivo central deste projeto é evidenciar o potencial dos excertos
orquestrais como ferramenta de exploração pedagógica da técnica do arco no
contrabaixo.

Os objetivos específicos desta investigação incluem:


• Selecionar e organizar uma coletânea de excertos orquestrais representativos
para o estudo técnico do arco;
• Desenvolver estratégias pedagógicas que permitam utilizar esses excertos como
estudos técnicos;
• Demonstrar como o estudo dos excertos orquestrais podem contribuir para a
inovação pedagógica na prática do instrumento.

36
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

A metodologia do projeto baseia-se em três etapas principais:


1) Seleção e análise de excertos orquestrais relevantes para o desenvolvimento
técnico do arco;
2) Aplicação prática desses excertos num contexto pedagógico, mais precisamente
nas aulas de contrabaixo lecionadas e supervisionadas, assim como em sessões
de estudo individuais e coletivas;
3) Avaliação reflexiva dos resultados obtidos através da observação das
dificuldades, progressos e feedback dos participantes no projeto.

Este estudo segue uma abordagem qualitativa, centrada na observação e


experimentação pedagógica, aliando a prática instrumental à investigação aplicada.

2. Revisão da Literatura

Para compreender plenamente o tema proposto, considero fundamental analisar


o que a literatura atual oferece sobre o uso dos excertos orquestrais e identificar as
lacunas existentes neste campo. Deste modo, esta revisão de literatura procura
enquadrar o papel dos excertos orquestrais no ensino do contrabaixo, explorando o seu
potencial pedagógico e técnico, com especial foco nas técnicas do arco.
No primeiro subcapítulo “A Importância dos Excertos Orquestrais”, é
apresentada uma visão geral sobre o valor formativo destes excertos, destacando a sua
relevância histórica e o seu contributo para o desenvolvimento técnico e interpretativo
dos instrumentistas. De seguida, no subcapítulo “A Influência dos Excertos Orquestrais
no Ensino de um Instrumento”, é abordado de que forma os excertos orquestrais são
utilizados no contexto do ensino instrumental, analisando as práticas pedagógicas mais
comuns e os benefícios associados à sua integração nas aulas de instrumento.
Posteriormente, em “A Influência dos Excertos Orquestrais no Ensino do
Contrabaixo”, a atenção recai sobre a aplicação específica destes excertos no estudo do
contrabaixo, e no subcapítulo “Questionário sobre a Influência dos Excertos Orquestrais
no Ensino do Contrabaixo”, é apresentada uma recolha de dados empíricos junto de
docentes de contrabaixo em Portugal, com o objetivo de compreender perceções,
métodos e experiências relacionadas com o uso pedagógico dos excertos. De seguida,
em “Levantamento das Técnicas do Arco no Contrabaixo”, é realizada uma análise

37
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

detalhada das principais técnicas de arco abordadas nos excertos orquestrais,


evidenciando a sua importância para o desenvolvimento técnico dos alunos de
contrabaixo. Por fim, o subcapítulo “Os Excertos de Contrabaixo mais pedidos em
Provas (profissionais e de jovens)”, faz um levantamento dos excertos mais
frequentemente exigidos nas provas de acesso a orquestras jovens e profissionais,
procurando relacionar a sua recorrência com a sua relevância técnica e pedagógica.
Deste modo, esta revisão de literatura pretende compreender como os excertos
orquestrais têm sido abordados, não apenas como requisitos de performance, mas
também como método pedagógico para o aperfeiçoamento técnico no ensino do
contrabaixo.

2.1. A Importância dos Excertos Orquestrais

Considero que os excertos orquestrais ocupam um papel central na formação e


na prática profissional de instrumentistas. Na verdade, tal importância é evidente, uma
vez que nos regulamentos de provas de acesso, tanto a orquestras de jovens como
profissionais, são considerados como critérios de avaliação. Com base na minha
experiência pessoal, posso afirmar que, muitas vezes, são precisamente os excertos
orquestrais o fator decisivo na comparação entre candidatos e atribuição do lugar. Na
verdade, Duarte (2018) considera a execução de excertos de orquestra um dos métodos
mais prediletos de avaliação da técnica e compreensão musicais por parte dos júris de
provas.
De forma a compreender esta importância dos excertos orquestrais, irei
aprofundar o processo de uma prova de acesso a uma orquestra. Greenleaves (Knopper,
2016), demonstra como as audições, para uma orquestra, se realizam na Alemanha, e
em algumas orquestras da Áustria e Suíça. Primeiramente, as provas realizam-se de
acordo com as vagas disponíveis da orquestra. Neste caso, as vagas são anunciadas na
revista mensal Das Orchester, publicada mensalmente pela Deutsche
Orchestervereinigung (o sindicato dos músicos de orquestra da Alemanha) e em
algumas plataformas online como [Link], [Link] ou [Link].
Dependendo do tamanho da orquestra, estas provas são realizadas por várias rondas
eliminatórias e precedidas de uma pré-audição.
Para o processo de inscrição, os candidatos necessitam de enviar o seu currículo
e outros documentos pessoais, por correio postal ou via formulário online, e caso se

38
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

realize uma pré-audição, não presencial, é necessário enviar uma gravação áudio ou
vídeo com requisitos específicos. Após a receção e análise das candidaturas, cada
membro do naipe, ao qual a vaga se destina (por exemplo, contrabaixo), decide
individualmente sobre quem deveria tocar na pré-audição (caso seja presencial) ou
convidado diretamente para a audição principal. Nesta mesma altura, é anunciada a lista
do repertório exigido para as provas. Porém, algumas orquestras, atualmente, publicam
estes requisitos juntamente com o momento em que a vaga é anunciada.
Por norma, o repertório baseia-se em reportório solístico (primeiro andamento de
um concerto) e excertos orquestrais. De facto, posso confirmar esta afirmação com a
seguintes citações de Knopper (2016) e com os regulamentos deste ano letivo a
orquestras jovens e profissionais portuguesas:

“For most instrumentalists that would mean playing part of the first movement of a
standard, classical concerto, plus the cadenza, and maybe a bit of the slow movement.3
Knopper (2016, secção Preliminary Audition)

“The audition is usually planned to comprise three rounds, sometimes only two. The
first round is invariably very similar to the preliminary audition, often with the addition
of a part of the first movement of a romantic or 20th-century concerto. The second
round may include the romantic concerto and a number of orchestral excerpts.”4
Knopper (2016, secção Main Audition)

Além disso, noto a importância dos excertos orquestrais nas academias de


orquestra. O conceito de academia de orquestra (do alemão Orchesterakademi5) surgiu
no ano de 1972. Na verdade, surgiu com o maestro Herbert von Karajan (1908-1989)
quando criou a Academia da Orquestra Filarmónica de Berlim, hoje a Karajan Academy
(López López & Lago Castro, 2015). O objetivo deste projeto, era preparar jovens
músicos para o mundo profissional de orquestra, através de uma formação, de dois anos,

3
Tradução: “Para a maioria dos instrumentistas, isto significaria tocar parte do primeiro movimento de um concerto clássico
padrão, mais a cadência e talvez um pouco do movimento lento.”
4
Tradução: A audição geralmente é planejada para incluir três rodadas, às vezes apenas duas. A primeira rodada é
invariavelmente muito semelhante à audição preliminar, frequentemente com a adição de uma parte do primeiro movimento de um
concerto romântico ou do século XX. A segunda rodada pode incluir o concerto romântico e vários trechos orquestrais.
5
Orchesterakademie: Instituição para a formação de músicos de orquestra. No original: „Einrichtung
zur Ausbildung von Orchestermusikern “(Duden, s.d.)

39
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

que coincide num curso de pós-graduação e num estágio profissional (Berliner


Philharmoniker, s.d.).

Segundo Lopes (2018), os academistas têm, por norma, aulas individuais


semanais que são lecionadas pelos chefes de naipe da orquestra do instrumento em
questão ou o concertino da orquestra (podendo ocasionalmente ser dadas por outros
membros). Estas aulas, têm como objetivo o acompanhamento dos academistas na
preparação e aperfeiçoamento do seu repertório, geralmente o repertório solo requerido
para as provas de acesso a orquestras, assim como os excertos orquestrais, focando nas
competências técnicas, musicais e performativas. Além disso, também podem ser
orientados noutro tipo de programa a solo, por exemplo, na preparação de concursos ou
no próprio programa dos ensaios da orquestra.

Portanto, com base nesta informação, considero que os excertos orquestrais não
devem ser entendidos apenas como conteúdos de avaliação para provas de acesso, mas
sim como ferramentas fundamentais para a formação de um instrumentista.

2.2. A Influência dos Excertos Orquestrais no Ensino de um Instrumento

Dentro da formação de um instrumentista, acredito que os excertos orquestrais


desempenham um papel decisivo pois conectam a aprendizagem individual à prática
coletiva da orquestra, que é um dos possíveis destinos profissionais dos alunos de um
instrumento. Na área da motivação, posso reconhecer a realidade dos estudantes quando
expostos à prática orquestral com o trabalho final do Doutoramento em Música, pela
Universidade de Aveiro, de Fonseca (2014). Na verdade, o autor realizou uma análise
da perspetiva dos docentes e dos alunos sobre como a motivação da prática orquestral
tem impacto nos mesmos. O resultado revelou ser positivo pois os alunos melhoraram o
seu desenvolvimento artístico, uma vez que o repertório orquestral, para além dos
desafios técnicos, ampliaram os seus níveis de motivação.
Transportando a prática coletiva para a prática pessoal dos excertos, o aluno é
confrontado com situações em que é exigido um estudo pessoal de precisão técnica
como o rítmico, controlo dinâmico, clareza de articulação e afinação. Neste estudo,
posso reconhecer a vantagem citando Chang (2014, p.9):

40
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

“Therefore, incorporating orchestral excerpts into daily practice will help


students cultivate advanced musical ideas and will strengthen violin technique with this
comprehensive method”.

Do ponto de vista pedagógico, Duarte (2018) considera que os excertos


orquestrais funcionam como um complemento à prática e desenvolvimento de um
instrumentista. Além de apresentarem desafios técnicos, como a técnica do arco (por
exemplo, articulações), a técnica de mão esquerda (por exemplo, mudanças de posição -
shifting), há também uma enorme diversidade estilística musical a ser explorada através
do estilo musical do próprio excerto.

Também Alves (2019), considera que os excertos de orquestra podem funcionar


como um auxiliar pedagógico à prática e desenvolvimento de um instrumentista,
especialmente nas competências auditivas, técnicas e musicais. De facto, apresentam
vários desafios como a transposição, variação de articulações, estudo do som consoante
o estilo, entre outros. Além disso, considera que há uma enorme diversidade musical a
ser explorada através do estilo implícito no excerto em questão. Citando a autora:

“Os trechos de orquestra poderão constituir uma excelente estratégia para que
questões como a articulação e até mesmo a transposição possam ser exercitados e
aperfeiçoados, ainda que de forma indireta.”

Deixo a nota que algumas orquestras de jovens de referência, mencionam


aspetos técnicos importantes para a suas provas. A EUYO, refere a importância de
demonstrar facilidade e clareza rítmica na execução dos excertos em provas de acesso a
orquestras (EUYO, European Union Youth Orchestra, s.d.).

Por fim, o estudo de excertos prepara o aluno para os vários desafios técnicos
como o estudo das variações de articulações, arcadas e estilos, assim como para a
preparação das provas de acesso a orquestras, audições e concursos. No entanto, a sua
influência vai além da preparação destas avaliações, pois contribuem para a formação
holística de um instrumentista, pois torna mais completa a sua formação. Além do
desenvolvimento técnico, considero que o aluno desenvolve uma sensibilidade
estilística musical pois permite ao docente realizar contextualizações dos diferentes
estilos e épocas, expondo o aluno a linguagens contrastantes, enriquecendo a sua
compreensão interpretativa.

41
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

2.2.1. A Influência dos Excertos Orquestrais no Ensino do Contrabaixo

Durante esta investigação, notei que o tema tem um número bastante reduzido de
literatura. De facto, a escassez de estudos específicos sobre a relação do estudo de
excertos orquestrais com a prática de ensino do contrabaixo evidencia a necessidade de
uma maior investigação, dado o papel central que os excertos desempenham.

O estudo de Hoe (2023), em “Using Orchestral Repertoire in Double Bass


Pedagogy", propõe uma abordagem pedagógica para o contrabaixo baseada no uso de
excertos orquestrais. Na verdade, o autor tem como objetos de estudo os excertos da
Sinfonia nº 40 de Mozart, a Sinfonia nº2 de Brahms e o Scherzo e Trio da Sinfonia nº5
de Beethoven, analisando-os e propondo exercícios derivados para tornar as suas
exigências técnicas mais acessíveis aos estudantes.

No estudo de Unzicker (2011), “Orchestral Etudes: Repertoire-Specific Exercises


for Double Bass”, também é reconhecida a falta informação quando se trata de excertos
orquestrais e a sua relação com o ensino do contrabaixo. Com uma pesquisa curta, o
objetivo deste projeto é identificar os excertos mais requisitados em provas de acesso a
orquestras e quais as dificuldades técnicas principais que apresentam. Com base nesta
pesquisa, foram referenciados os seguintes excertos, com as seguintes dificuldades
técnicas:

• L. Beethoven: 4º andamento, da Sinfonia nº 9 - Afinação e Legato;

• L. Beethoven: 3º andamento, da Sinfonia nº 5 - Arcadas e Articulação;

• R. Strauss: Ein Heldenleben - Mudanças de posição da mão esquerda e técnica


do arco;

• W. Mozart: 1º andamento, da Sinfonia nº 40 - Arcadas e Trocas de Cordas.

Hilgenstieler (2014), em “The Application of Contemporary Double Bass Left-hand


Techniques Applied in the Orchestra Repertoire.” associa as novas abordagens da mão
esquerda usadas sobretudo pelo contrabaixista François Rabbath. Contudo, o autor
deixa claro que o único aspeto analisado neste projeto foi a técnica da mão esquerda.
Como consequência, não foram estabelecidas conexões entre essas técnicas e as
questões relacionadas com a técnica da mão direita.

42
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Considero a investigação de Pedrosa (2009), em “Abordagem de estudos em


métodos de contrabaixo com vistas à execução de obras do repertório orquestral”
interessante, pois sistematiza os métodos técnicos de contrabaixo existentes e oferece
uma ponte inicial entre a técnica de método e o repertório orquestral. Contudo, apenas
se baseia nesses métodos e não explora o uso de excertos orquestrais de forma integral e
pedagógica.

Na literatura técnica do contrabaixo, a única publicação que se concentra


parcialmente no repertório orquestral é o livro “A Contemporary Concept of Bowing
Technique for the Double Bass”, de Zimmermann (1966). Como o próprio título sugere,
este método estuda especificamente a técnica da mão direita. Na verdade, pode ser
considerado um método valioso. Contudo, apesar de apresentar algumas sugestões não
aborda aspetos da articulação do arco.

Por fim, Amaral (2015) investiga quais são os excertos orquestrais para contrabaixo
mais exigentes nas provas de orquestra e procura verificar se a literatura técnica
disponível para contrabaixo (métodos, estudos, etc.) oferece os recursos necessários
para a prática das técnicas requeridas desses excertos. Identificou os seguintes excertos:

• Mozart: Sinfonia nº 40, Sinfonia nº35, e Sinfonia nº. 39;

• Strauss: Ein Heldenleben e Don Juan;

• Beethoven: Sinfonia nº5 e Sinfonia nº9.

E identificou os seguintes compositores de métodos:

• Franz Simandl;

• Isaia Billè;

• Franco Petracchi;

• François Rabbath;

• Frederick Zimmermann;

Estes estudos, embora relevantes, não são suficientes para cobrir a amplitude da
questão, reforçando assim a pertinência de novas abordagens e contributos que
aprofundem a compreensão do impacto pedagógico dos excertos orquestrais no ensino
do contrabaixo.

43
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

2.2.2. Questionário sobre a Influência dos Excertos Orquestrais no Ensino


do Contrabaixo

Com o intuito de compreender e aprofundar o tema e a forma como os excertos


orquestrais são aplicados na prática pedagógica do contrabaixo, na realidade portuguesa,
elaborei um questionário direcionado a docentes do contrabaixo em Portugal. O
objetivo principal, consistiu em averiguar se os professores recorrem aos excertos no
seu ensino, em que contextos e com que finalidades, bem como identificar as vantagens
e limitações que percecionam nesta abordagem.

O questionário foi estruturado em 6 secções principais. A primeira, teve o objetivo


de reunir algumas informações pessoais, através de questões fechadas e de carácter
quantitativas:

• “Idade”;

• “Formação Académica”;

• “Que tipo de instituição de ensino se encontra?”;

• “Há quantos anos é docente de contrabaixo?”;

• “Que graus leciona?”.

A segunda, teve o objetivo de reunir informações relacionadas com a atividade


profissional, através de questões fechadas e de carácter quantitativas e qualitativas:

• “Durante a sua carreira profissional, tocou/lecionou excertos orquestrais?”;

• “Se sim, em que contextos?”.

A terceira, teve o objetivo de reunir informações relacionadas com o ensino de


contrabaixo, através de questões fechadas e uma aberta e de carácter quantitativas e
qualitativas:

• “No seu local de ensino atual, o plano curricular da disciplina de contrabaixo


contempla o estudo de excertos orquestrais?”;

• “Trabalha excertos de orquestra com os seus alunos?”;

• “Se sim, a partir de que grau?”;

44
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

• “Quais os métodos/recursos a que recorre para lecionar excertos orquestrais?”.

A quarta teve o objetivo de reunir informações relacionadas com a relevância do


estudo de excertos, através de questões fechadas e de carácter quantitativas:

• “Concorda com trabalhar excertos orquestrais em contexto de aula?”;

• “Se sim, a partir de que grau?”;

• “Na sua opinião, qual o grau de relevância do estudo de excertos orquestrais


para os alunos?”.

A quinta, teve o objetivo de reunir informações relacionadas com o ensino de


contrabaixo, através de questões fechadas e uma aberta e de carácter quantitativas e
qualitativas:

• “Tem por hábito apresentar excertos orquestrais nas audições de classe?”;

• “Realiza momentos de avaliação que contemplem a prática de excertos


orquestrais?”

• “Usa métodos estudos específicos para a execução de excertos?”

• “Se sim, qual/quais?”

Por fim, a sexta, teve o objetivo de reunir informações relacionadas com o estudo de
excertos e o seu uso como estudos de técnica, através de uma questão fechadas e uma
aberta e de carácter quantitativas e qualitativas:

• “Concorda que o estudo de excertos orquestrais possam ser usados como estudos
de técnica?”;

• “Porquê?”.

Com a análise das respostas, consigo evidenciar uma valorização generalizada do


uso dos excertos orquestrais como recurso pedagógico do contrabaixo. Contudo,
observa-se que, embora reconhecidos como importantes, apenas 60% dos docentes os
utilizam efetivamente na sua docência. Este dado sugere uma discrepância entre a
perceção do valor dos excertos e a sua aplicação concreta no ensino.

45
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Gráfico 1 – Percentagem de docentes que considera o estudo de excertos orquestrais


podem ser usados como estudos de técnica

Gráfico 2 – Percentagem de docentes que considera o grau de relevância do estudo de


excertos orquestrais para os alunos

Gráfico 3 - Percentagem de docentes que trabalha excertos de orquestra com os seus


alunos

Outro aspeto relevante, é o momento em que os excertos são introduzidos no


percurso formativo de um aluno de contrabaixo. Verifico que a maioria dos professores
só os apresenta apenas a partir do 5.º grau, sendo rara a sua utilização nas fases iniciais

46
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

da aprendizagem. Esta escolha parece relacionar-se com a perceção de que os alunos,


em níveis básicos, não possuem ainda a maturidade técnica necessária para explorar este
tipo de material, o que converge com a revisão de literatura (Alves, 2019), que aponta
para um trabalho mais sistemático dos excertos entre o 6.º e o 8.º grau. Além disso, com
base na minha experiência na Prática de Ensino Supervisionada ratifico este
apontamento (este tema irei abordar no subcapítulo referente à aplicação dos excertos
orquestrais no estágio).

Gráfico 4 - Percentagem de quando são introduzidos os excertos no percurso


académico de um aluno

No entanto, destaco um paradoxo: apesar de os alunos nesta faixa etária estarem


frequentemente em idade de realizar provas para orquestras jovens, nenhum dos
docentes inclui excertos orquestrais nas audições de classe. Esta ausência sugere que,
embora valorizados, os excertos permanecem subutilizados em contextos avaliativos e
performativos.

47
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Gráfico 5 - Percentagem de docentes que têm por hábito apresentar excerto orquestrais
nas audições de classe

Outro dado significativo prende-se com a avaliação: apenas 60% dos professores
analisam formalmente a prática dos excertos, o que reforça a ideia de uma exploração
parcial deste recurso pedagógico.

Gráfico 6 - Percentagem de docentes que realizam momentos de avaliação que


contemplem a prática de excertos orquestrais

Quanto ao potencial técnico, as respostas dos docentes convergem numa


perceção positiva. Na verdade, é unânime a ideia de que os excertos contribuem para o
desenvolvimento de competências específicas no contrabaixo, como a técnica da mão
direita (arco) e da mão esquerda.

Em suma, as respostas analisadas demonstram que os excertos orquestrais são


reconhecidos como ferramentas pedagógicas de grande valor, tanto no desenvolvimento

48
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

técnico como no estudo cultural e preparação performativa dos alunos. Contudo, a sua
utilização ainda se revela limitada: predomina a introdução tardia, a ausência de
audições e uma avaliação pouco sistemática. Deste modo, apesar do pouco número dr
respostas, concluo que existe um desfasamento entre a perceção da importância dos
excertos e a sua prática efetiva no ensino do contrabaixo e aponto para a necessidade de
uma integração mais consistente e estruturada deste recurso.

2. Técnicas do Arco no Contrabaixo

Considero o arco no contrabaixo, o elemento central na execução do


instrumento. Na verdade, é o principal responsável por grande parte da articulação, da
qualidade e da sustentabilidade do som do instrumento. (Wolf, 1991)

Além disso, o formato do arco nunca foi completamente padronizado. De facto,


existem dois tipos de arcos para o contrabaixo: o arco francês, semelhante aos de outros
instrumentos da família do violino e com a pega da mesma forma, e o arco alemão, com
uma pega de diferente da técnica alemã, assemelhando-se ao arco da viola da gamba.
(Institut de Musique de Paris, s.d.).

2.1. Levantamento das Técnicas do Arco no Contrabaixo

Após análise e reflexão da revisão da literatura anterior, considero que o


levantamento das técnicas do arco no contrabaixo é uma etapa essencial na elaboração
deste estudo pois permite mapear e consolidar os recursos técnicos que irão servir de
base na análise dos excertos orquestrais. Este levantamento consiste em identificar e
documentar quais são as principais técnicas de arco que irão estar subentendidas nos
diferentes excertos orquestrais.

Após revisão desta nova literatura, noto que em “Principles of Doublebass


Technique” Wolf (1991), são aprofundados todos os aspetos técnicos do contrabaixo,
como o uso peso do corpo, a postura, os movimentos do corpo e a exploração das
técnicas de mão esquerda e de mão direita. Além disso, oferece exercícios progressivos
para desenvolver agilidade, qualidade de som, precisão e musicalidade no instrumento.
Trumpf (2018), em “Kontrabass Bogentechnik 2”, dedica o seu estudo detalhado da
técnica de arco no contrabaixo. De facto, explora os diferentes tipos de articulação,

49
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

ataques e dinâmicas, complementando com exercícios técnicos e com exemplos


musicais.

“Arcadas e golpes de arco. 2. ed.” de Salles (2004), foca nas técnicas de arco
aplicadas a instrumentos de corda, detalhando os tipos de golpes, articulações e
combinações rítmicas. Dourado (2009), em “O Arco Dos Instrumentos de Cordas.”,
apresenta um estudo abrangente sobre o arco, incluindo a sua construção, manutenção,
os tipos de materiais usados na sua construção e as técnicas de execução. “Dr. Morton’s
double bass technique: concepts and ideas”, de Morton (1991), reúne conceitos e
exercícios inovadores para o contrabaixo, abrangendo postura e técnica de mão direita
(pizzicato e arco).

Após a análise desta literatura, considero o seguinte levantamento de técnicas do


arco:

• Détaché - As notas executadas são separadas, com a mínima interrupção na


mudança de arco;

• Martelé - As notas são separadas por uma leve pausa nas mudanças de direção
do arco, em que os ataques do arco são acentuados.

• Staccato - As notas executadas são curtas, normalmente com paragens do arco,


ficando “colado” à corda, podendo em alguns casos levantar da corda;

• Portato - Portamento de várias notas na mesma arcada, geralmente ao longo da


mesma corda e representado geralmente por um traço sob ou sobre as notas
unidas pela(s) ligadura(s).

• Spiccato - O arco salta controladamente pela corda e articula-se uma nota em


cada direção. Geralmente é usado em andamentos médios a rápidos;

• Legato - As notas estão ligadas em duas ou mais notas (não articuladas), em


arcadas sustentadas, fluidas e numa ou várias direções de arco.

Além disso, apesar de reconhecer irei deixar de fora do estudo as seguintes técnicas:

• Sul ponticello - Arco perto do cavalete, com um timbre mais brilhante


estimulando os harmónicos;

• Sul tasto - Arco perto da escala, com um som mais suave. “Flautado”;

50
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

• Sautillé - Articula-se uma nota em cada direção da arcada e acontece por si


mesmo. É semelhante ao spiccato mas em velocidades maiores;

• Ricochet - O arco salta várias vezes num único movimento consequente de um


primeiro impulso, produzindo uma série rápida de notas curtas e ligadas de
forma leve;

• Con Legno - Usa-se com a parte de madeira do arco em contacto com as cordas.
Produz um som percussivo e seco;

• Tremolo - Repetição contínua e rápida de uma nota com muitos movimentos de


arco curtos.

Deste modo, considero que este levantamento também oferece benefícios


pedagógicos significativos. Os docentes, podem utilizá-lo para orientar alunos sobre
quais técnicas priorizar nas diferentes etapas do ensino, quer da técnica do instrumento,
quer dos excertos, criando um caminho progressivo da integração da técnica da mão
direita.

3. Aplicação dos Excertos Orquestrais

Durante a minha formação académica, considero que tive o contacto com os


excertos orquestrais muito tarde. Apenas no 7º grau do curso secundário da AMCP,
realizei a primeira prova de orquestra. No ensino superior, através da unidade curricular
de Complementos Formativos, nos semestres ímpares, e com a preparação e realização
de provas a orquestras de jovens, aprofundei o estudo dos excertos e, durante esta
investigação, percebi a sua relevância para a formação de um instrumentista.

Deste modo, será apresentada uma coletânea de excertos orquestrais, de maneira


a serem considerados como estudos técnicos do arco no contrabaixo. Os excertos
selecionados, irão ser escolhidos com base nas obras mais frequentemente exigidas
pelos júris de orquestras profissionais ou orquestras de jovens nacionais e
internacionais.

51
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

3.1. Os Excertos de Contrabaixo mais pedidos em Provas (profissionais e


de jovens)

A análise dos excertos mais frequentemente solicitados em provas de orquestra,


revelam ser de grande importância, especialmente no contexto dos regulamentos das
provas para orquestra de jovens, uma vez que este estudo insere elementos que se
encontram nessa faixa etária alvo. As orquestras de jovens acolhem músicos com idades
compreendidas, em média, entre os 16 e os 26 anos, provenientes de conjuntos
específicos de diferentes países ou, em alguns casos, de todo o mundo. O principal
objetivo destas orquestras, é proporcionar e desenvolver competências e conhecimentos
fundamentais à carreira de instrumentista de orquestra, oferecendo uma experiência
orquestral próxima do ambiente profissional.

Ao longo do ano letivo, tive acesso aos regulamentos6 das provas para orquestras
jovens que informavam os excertos solicitados nas suas provas de acesso. Feita
contagem, segue o resultado:

• Beethoven – Sinfonia nº 9: 8;

• Mozart – Sinfonia nº 40: 7;

• Beethoven – Sinfonia nº 5: 3;

• R. Strauss – Ein Heldenleben: 3;

• Mozart – Die Hochzeit des Figaro: 1;

• R. Strauss – Don Juan: 1;

• Verdi – Otello: 1;

• Wagner – Die Walküre: 1;

• Mahler – Sinfonia nº 1: 1;

6
Regulamentos analisados: AMYO (2025); Estágio Gulbenkian para Orquestra (2025); MIMA Mondego (2025); Orquestra
académica Filarmonia Portuguesa (2025); Jovem Orquestra Portuguesa (2025); EUYO (2025); Neue Philharmonie Munchen (2025);
Gustav Mahler Jugenorchester (2022); Orchestre des Jeunes de la Méditerranée (2025); Provas para Reforço Tutti de Contrabaixo da
Orquestra Gulbenkian (2025); Prova para Reforço Tutti de Contrabaixo da Orquestra Sinfónica Casa da Música Porto (2025);
Provas para Coordenador de Naipe e Coordenador de Naipe Assistente dos Contrabaixos do Teatro Nacional São Carlos (2025)

52
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

• Smetana – Die verkaufte Braut: 1;

• Bruckner – Sinfonia nº 4: 1;

• Beethoven – Sinfonia nº 5: 1.

No caso das orquestras profissionais, verifiquei uma predominância de obras de


Beethoven, Mozart e Richard Strauss. Para a recolha de informação, o professor de
Contrabaixo da JOBRA, professor João Mendes, facultou-me uma coletânea dos
excertos solicitados em provas de orquestras profissionais nos últimos cinco anos, que
ele mesmo recolheu, cujo primeiros 10 se apresentam como:

• Beethoven – Sinfonia nº 5: 122;

• Beethoven – Sinfonia nº 9: 106;

• Mozart – Sinfonia nº 40: 99;

• Strauss – Ein Heldenleben: 79;

• Verdi – Otello: 71;

• Stravinsky – Pulcinella: 51;

• Mahler – Sinfonia nº 1: 44;

• Haydn – Sinfonia nº 31: 42;

• Mozart – Die Zauberflöte: 39;

• Brahms – Sinfonia nº 2: 36.

Total de excertos solicitados em audições de orquestra nos últimos cinco anos: 227

53
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Após a análise dos diversos regulamentos e da coletânea dos excertos solicitados em


provas de orquestras profissionais nos últimos cinco anos, foram identificadas
semelhanças significativas no repertório pedido para avaliação. Além disso, pelo peso
dos excertos pedidos a orquestras jovens pelo objeto de estudo reconheço a importância
da minha investigação centrar nos seguintes excertos:

• Beethoven – Sinfonia nº 5, 3º andamento (Scherzo and Trio);

• Beethoven – Sinfonia nº 9, 4º andamento;

• Mozart – Sinfonia nº 40, 1º andamento;

• R. Strauss – Ein Heldenleben.

3.2. Análise da Aplicação Prática no Estágio

Com base na minha experiência pessoal durante o estágio, optei por integrar o
estudo de excertos com as aulas de classe de conjunto dos alunos do ensino profissional
(secundário). Como mencionei anteriormente, o professor cooperante já realizava este
trabalho nessas aulas, o que facilitou significativamente esta componente do estudo,
uma vez que, nas aulas em que não lecionava, a observação permitia-me complementar
a análise.

Deste modo, verifiquei que esta abordagem, apesar de restritiva a 2 excertos ao


longo do ano letivo (Sinfonia nº 40 de Mozart e a Sinfonia nº 9 de Beethoven), revelou
ser particularmente eficaz, pois notei uma evolução técnica significativa na técnica do
arco por parte dos alunos, especialmente no aluno B. Este resultado, deveu-se também à
preocupação do próprio professor cooperante, no desenvolvimento destas técnicas ao
longo destas aulas.

Os excertos orquestrais, apresentaram desafios tanto técnicos quanto expressivos


aos alunos. De facto, observei melhorias no controlo e na organização do arco, assim
como na qualidade das diferentes articulações, aspetos que foram registados durante as
observações documentadas no Anexo I.

54
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Além disso, durante a planificação das aulas de naipe que lecionei, tive em
consideração as necessidades específicas do aluno B, que apresentava dificuldades de
consistência rítmica e variação de articulação na Sinfonia nº 40 de Mozart (Semestre I).
A utilização desta metodologia, permitiu não apenas aumentar a motivação do aluno
para o estudo, mas também aprimorar a técnica da mão direita. Este progresso foi
particularmente evidente quando executava a técnica de detaché no Concerto de
Dragonetti, nas aulas individuais, um repertório clássico de grande exigência devido às
características da articulação.

Por outro lado, a aplicação prática desta abordagem proporcionou uma ligação
eficaz entre o ensino individual e a participação do aluno nos contextos coletivos. Em
conversas durante e fora do contexto de aulas, o aluno B mencionou que o trabalho com
excertos introduziu noções fundamentais de articulação — nomeadamente as técnicas
de detaché, legato e spiccato — que o ajudaram a alcançar melhores performances na
OCE.

3.3. Análise da Autoetnografia

De forma a aprofundar a maneira de usar estes 4 excertos como estudos técnicos,


desenvolvi uma autoetnografia ao longo de dois meses (de 18 de abril a 19 de junho).
Este processo, teve como objetivo analisar a minha própria experiência enquanto
instrumentista e estudante, procurando identificar quais as estratégias eficazes neste
estudo, assim como descobrir possíveis variações na abordagem destes excertos e a sua
relevância no desenvolvimento técnico e do arco.

Esta investigação decorreu em simultâneo com a preparação de duas provas de


admissão a orquestras profissionais para Reforço Tutti7, conferindo a este estudo um
carácter especialmente exigente. O registo autoetnográfico semanal, iniciou a 18 de
abril, coincidindo com a fase inicial da preparação da primeira prova, e prolongou-se até
ao dia anterior da realização da segunda prova, a 19 de junho. Durante este período, a
primeira prova realizou-se a 5 de maio, permitindo refletir o impacto das estratégias de
estudo adotadas e realizar as alterações necessidades entre uma prova e outra. A

7
Orquestra Gulbenkian (19 de maio) e Orquestra Sinfónica Casa da Música (20 de junho)

55
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

metodologia desta investigação consistiu na elaboração de anotações da experiência


pessoal, de maneira a serem consideradas como dados de estudo.

Deste modo, realizei as seguintes sessões:


 Sessão 1 – 4: Sessões individuais para cada excerto;
 Sessão 5: Reflexão da Prova;
 Sessão 6: Sinfonia nº 40 de Mozart & Sinfonia nº 5 de Beethoven (Trio)
- Criação de exercícios complementares;
 Sessão 7: Sinfonia nº 5 de Beethoven (Scherzo) & Ein Heldenleben) -
Criação de exercícios complementares;
 Sessão 8: Revisão.

56
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Guia de Trabalho: Sinfonia nº 9 de Beethoven

Durante a sessão dedicada a este excerto, destaquei a necessidade de controlar a


alternância entre ataques curtos (staccato) e notas longas (legato e portato). Na verdade,
interpretei este excerto como um estudo técnico dedicado às técnicas de staccato, legato
e portato, devido a ser necessário a exploração de vários pontos de contacto nas cordas
pela exigência das diferentes dinâmicas, velocidades de arco (de forma a procurar
diferentes “cores” ao longo do excerto) e também ter uma boa organização devido às
várias durações das notas. Assim, considero que estudar o excerto na íntegra o
suficiente para a compreensão plena destas técnicas.

Figura 3 – Excerto de Beethoven – Sinfonia nº 9, 4º andamento, Recitativo a ser


considerado como Exercício para Stacatto, Legato e Portato (Orchestre Probespiel,
Contrabaixo)

57
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Guia de Trabalho: Sinfonia nº 5 de Beethoven

Figura 4 – Beethoven – Sinfonia nº 5, 3º andamento, Scherzo (Orchestre Probespiel,


Contrabaixo)

58
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Durante o estudo do Scherzo, à velocidade real na primeira sessão dedicada a


este excerto, notei a importância do controlo das técnicas de legato e do portato. No
início do excerto, identifiquei ser importante um grande controlo nas trocas de cordas
com a técnica de legato, especialmente pela dinâmica pedida (pp). Além disso, é
necessária uma boa coordenação com a mão esquerda, algo que posso associar com um
exercício técnico de Portato.
Após a reflexão da 1º prova, considerei a coordenação das mãos como o
principal problema a se resolver nestes excertos. Como é um andamento que é
necessário o arco ter um movimento contínuo nas mudanças de cordas, quando não são
bem trabalhados desde a base, a tendência é saírem descoordenados.
Assim, experimentei ter como base em cordas soltas. De facto, notei que o
excerto se torna mais fluido, quando é estudado assim num estudo de andamento lento
até à velocidade final. Deste modo, defini o seguinte exercício:

Figura 5 – Variação do Excerto para o Legato

Para estudar o Portato com a coordenação da mão esquerda, identifiquei quais


os arpejos que são tocados em ambos os excertos de forma a preparar os saltos com as
mudanças de corda. Deste modo, defini o seguinte exercício:

59
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Figura 6 – Variação do Excerto para o Portato em arcadas separadas

Além disso, ainda criei um exercício capaz de abordar este conceito e o anterior:

Figura 7 – Variação do Excerto para o Portato com Legato

60
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Figura 8 – Excerto de Beethoven – Sinfonia nº 5, 3º andamento, Scherzo a ser


considerado como Exercício para Martelé (Orchestre Probespiel, Contrabaixo)

Em relação ao Trio, considero importante ter a técnica de martelé bastante sólida


para o estilo do excerto. Com a experimentação do tempo de estudo em andamento
lento até ao final notei que é possível usar outras técnicas. Na verdade, cheguei à
seguinte distribuição:
• Considera-se técnica de Martelé -70 a 90 bpm;
• Consideram-se técnica de Stacatto e Detaché - 40 a 70 bpm;
• Considera-se técnica de Spicatto - 90 a 100 bpm.

Nestas sessões, decidi focar na criação de exercícios complementares dos


excertos orquestrais com base nestas técnicas.
Deste modo, tentei descobrir quais os principais problemas quando associados a
estas técnicas. Considerei assim, os problemas com a homogeneidade articulação com
as mudanças de arcadas e a coordenação da mão direita e mão esquerda como os
principais problemas.
Tendo como base o sistema da distribuição da velocidade do andamento pela
respetiva técnica do arco, experimentei o uso das cordas soltas de forma a resolver o
problema da articulação na mudança de direção do arco. Na verdade, descobri que,
neste exercício, ao não se usar a mão esquerda, consegue-se focar no tipo de articulação
que se quer, a velocidade do arco, ponto de contacto e ponto do arco (talão, meio ou

61
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

ponta) em que é necessário realizar a técnica. Nestes casos, tocar ambos os excertos sem
a mão esquerda pareciam promissores.

Figura 9 – Exercícios para Martelé/Spicatto/Stacatto e Detaché em cordas


soltas

De seguida, foquei no problema coordenação das mãos. Na verdade,


experimentei com as notas ligadas 6 a 6 no Trio. Após a execução e várias velocidades
do andamento, notei imediatamente melhorias na coordenação das mãos.

Figura 10 – Exercício para a técnica de Portato, com o objetivo de aprimorar a


coordenação da mão direita com a mão esquerda

62
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Guia de Trabalho: Sinfonia nº 40 de Mozart

Figura 11 – Excerto de Mozart – Sinfonia nº 40, 1º andamento a ser considerado como


Exercício para Spicatto, Detaché e Portato do excerto do (Orchestre Probespiel,
Contrabaixo)

O estudo deste excerto foi semelhante ao Trio da Sinfonia nº 9, de Beethoven.


Na verdade, experimentei em vários andamentos e posso destacar as técnicas de
Spicatto, Detaché e Portato para a serem trabalhadas neste excerto. Assim, cheguei às
seguintes conclusões:
• Considera-se técnica de Spicatto - 90 a 100 bpm;
• Considera-se técnica de Detaché - 40 a 90 bpm;
• Considera-se técnica de Portato -40 a 80 bpm.

Assim como na sessão do Trio da Sinfonia nº5 de Beethoven, tentei descobrir


quais os principais problemas quando associados a estas técnicas. Deste modo,
considerei, de novo, os problemas com a homogeneidade articulação com as mudanças
de arcadas e a coordenação da mão direita e mão esquerda como os principais
problemas.

63
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Tendo como base o exercício das cordas do Trio cheguei ao seguinte exercício:

Figura 12 – Exercício para Spicatto, Detaché e Portato em Cordas Soltas (com


possibilidade de se realizar em diferentes tempos)

De seguida, foquei no problema coordenação das mãos. Na verdade,


experimentei com as notas ligadas 4 a 4, no excerto de Mozart.

Figura 13 – Exercício para a técnica de Portato, com o objetivo de aprimorar a


coordenação da mão direita com a mão esquerda

64
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Guia de Trabalho: Ein Heldenleben

Figura 14 – Excerto de [Link] – Ein Heldenleb Exercício a ser considerado como


excercício para Portato e Stacatto (Orchestre Probespiel, Contrabaixo)

Este excerto revela alguns desafios técnicos pela sua dificuldade de execução da
mão esquerda e da mão direita. Na verdade, destaquei as técnicas de Legato, Portato e
Staccato como o foco.
Como é um andamento que é necessário o arco ter um movimento contínuo nas
mudanças de cordas, quando não são bem trabalhados desde a base, a tendência é
saírem descoordenados.
Assim, tive como base o exercício de cordas soltas do Scherzo da Sinfonia nº5
de Beethoven. Deste modo, notei o mesmo resultado que o Schero, o excerto torna-se
mais fluido, quando é estudado assim num estudo de andamento lento até à velocidade
final:

Figura 15 – Variação do Excerto para o Legato

65
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

De forma a estudar a técnica de Portato, com o objetivo de aprimorar a


coordenação da mão esquerda, voltei a buscar o conceito de um exercício para o
Scherzo. Deste modo, de modo a estudar a articulação das semicolcheias do 3º
compasso do excerto. defini o seguinte exercício:

Figura 16 – Variação do Excerto para o Portato

Além disso, isolei o compasso 3 da secção 10, isolei de forma a estudar a estudar
a técnica de Stacatto:

Figura 17 - Variação do Excerto para o Stacatto

Na verdade, estas práticas revelaram-se particularmente úteis, pois permitiram


identificar que a exploração de diferentes soluções técnicas nos excertos, o que
proporcionou uma maior versatilidade, complementando lacunas que existiam em peças
do reportório solístico. Por exemplo, observei melhoria nas passagens de detaché do
Concerto para Contrabaixo de Vanhal8.

8
Concerto que estava a estudar para as provas

66
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Figura 18 – Passagem do Concerto para Contrabaixo de Vanhal

3.4. Análise do Estudo Entre Pares

Com o objetivo de expandir a investigação para além da perspetiva individual,


realizei um estudo entre pares envolvendo colegas do naipe de contrabaixo das
instituições onde estudo: ESMAE e DeCA:

• Elementos ESMAE: 4;
• Elementos DeCA: 4.

Este trabalho decorreu entre os dias 8 e 30 de setembro (quatro semanas), num


total de 4 encontros semanais com cada elemento do estudo em questão e teve como
propósito analisar de que forma o estudo da coletânea de excertos orquestrais, aplicados
como exercícios técnicos, poderia contribuir para o aperfeiçoamento do repertório
solista de cada participante9.

A metodologia desta investigação assentou na observação direta das sessões de


estudo partilhadas com os pares. Nestas sessões foram primeiramente analisadas, na
peça solista que cada interveniente estava a estudar no momento, as principais
dificuldades com o arco, com o objetivo de explorar a possibilidade de resolver essas
dificuldades técnicas com base nos excertos e exercícios técnicos que foram descobertos
durante a autoetnografia.

Após análise da peça solística de cada elemento (ESMAE 1 a 4 ou DeCA 1 a 4 –


terminações usadas para manter a anonimidade dos intervenientes) estavam a estudar,
foi escolhido o excerto orquestral associado à dificuldade técnica apresentada. Deste
modo, ficou estabelecida a seguinte distribuição10:

9
Os apontamentos destas sessões encontram-se no Anexo III
10
Noto que só foi trabalhado as exposições ou primeiros compassos das obras solísticas. Salvo alguma exceção.

67
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

• ESMAE 1: Concerto para Contrabaixo de Vanhal – Sinfonia nº 40, de


Mozart
• ESMAE 2: Concerto para Contrabaixo de Dragonetti - Sinfonia nº 40, de
Mozart
• ESMAE 3: Elegy nº 1 de Bottesini - Sinfonia nº 9, de Beethoven
• ESMAE 4: Allegro di Concerto “Alla Mendensohn” de Bottesini – Ein
Heldenleben, de Strauss
• DeCA 1: Concerto para Contrabaixo de Ditterdorf – Sinfonia nº 5, de
Beethoven
• DeCA 2: Concerto para Contrabaixo de Vanhal - Sinfonia nº 40, de
Mozart
• DeCA 3: Concerto para Contrabaixo de Koussevitzky –Ein Heldenleben,
de Strauss
• DeCA 4: Elegy nº 3 de Bottesini - Sinfonia nº 9, de Beethoven

68
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

ESMAE 1: Concerto para Contrabaixo de Vanhal – Sinfonia nº 40, de Mozart

A secção trabalhada com o ESMAE 1 foi a primeira parte da exposição do Concerto


de Vanhal.

Figura 19 – Primeira Parte da Exposição do Concerto para Contrabaixo de Vanhal

Assim, discutimos os problemas técnicos enfrentados pelo ESMAE 1 durante o


estudo da peça, na qual identificamos a articulação das semicolcheias ao longo da
exposição como o principal desafio. Observei então que ao longo da primeira sessão, a
articulação curta não era suficientemente definida, como pede o estilo da peça,
resultando na falta de clareza rítmica e fluidez melódica. Para abordar esta dificuldade,
propus a inclusão do excerto da Sinfonia nº 40 de Mozart, com foco nas variações do
Portato e do Détaché, que permitem trabalhar especificamente a articulação, mantendo
a continuidade do som. Estes exercícios foram planejados de forma progressiva,
iniciando em bpm lentos para focar na precisão nas mudanças de direção do arco, e
aumentando gradualmente a velocidade até atingir velocidade que o ESMAE 1
pretendia tocar.

Ao longo destas sessões, foi possível observar uma melhoria significativa na clareza
e consistência da articulação das semicolcheias. O ESMAE 1 passou a apresentar
ataques mais nítidos, mantendo a regularidade rítmica mesmo nas passagens rápidas
seguintes, e a transição entre notas curtas tornou-se mais fluida e controlada. Além

69
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

disso, esta abordagem promoveu um desenvolvimento mais consciente do ESMAE 1


com o arco, reforçando a a economia de movimento e a velocidade do arco.

ESMAE 2: Concerto para Contrabaixo de Dragonetti - Sinfonia nº 40, de Mozart

Figura 20 – Exposição do Concerto para Contrabaixo de Dragonetti

No caso do estudo do Concerto para Contrabaixo de Dragonetti do ESMAE 2,


verificou-se inicialmente que o maior obstáculo técnico também residia na clareza das
semicolcheias dos primeiros compassos da exposição. Esta peça exige articulação, na
qual percebia que havia instabilidade na quantidade de uso do arco do ESMAE 2,
resultando em ataques pouco definidos e falta de coordenação com a mão esquerda.
Para enfrentar estas dificuldades, decidi enquadrar, como o ESMAE 1, com o excerto da
Sinfonia n.º 40 de Mozart. Com este excerto, especialmente a usar sob as variações da
técnica de portato para a coordenação de mão e a técnica de detaché, tinha como

70
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

objetivo auxiliar na manutenção de uma pulsação firme nas passagens rápidas e


repetitivas. Ao longo das sessões, notei uma grande evolução do ESMAE 2 desenvolveu
devido à clareza e limpeza dos ataques nas semicolcheias.

Considero que a complementaridade entre os concertos clássicos para


contrabaixo e o excerto de Mozart revelaram-se extremamente eficaz: as competências
adquiridas no estudo deste excerto e das suas variações, tornaram execução das
passagens rápidas mais estáveis e articuladas.

Ao longo das sessões, tornou-se evidente uma evolução significativa: o


estudante passou a articular as notas iniciais do concerto de forma mais e confiante,
resultando numa qualidade de som mais homogénea e controlada. A coordenação entre
mão direita e esquerda melhorou, mas ainda apresentava algumas falhas, pelo que após
estas sessões recomendei a continuação deste estudo para melhorar essa competência.

ESMAE 3: Elegy nº 1 de Bottesini - Sinfonia nº 9, de Beethoven

Figura 21 – Primeiros Compassos da Elegy nº1 de Bottesini

Nas sessões de trabalho da Elegy n.º 1 de Bottesini com o ESMAE 3, identifiquei


como principais dificuldades técnicas o portato, o legato e a produção de um som
sustentado nos primeiros compassos da obra. Tratando-se de uma peça de carácter
lírico, estes primeiros compassos exigem um legato com qualidade sonora e controlo da

71
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

velocidade do arco. No início, o ESMAE 3 apresentava, quebras na continuidade da


frase, pelo que considerei o recurso ao excerto da Sinfonia nº9 de Beethoven, o excerto
apropriado para resolver estas falhas. Este excerto, embora com um carácter distinto,
requer uma disciplina no controlo de notas longas e sustentadas, precisão rítmica, mas
acima de tudo uma boa homogeneidade do som a quando o uso do portato. A prática
deste excerto apresentou ser um desafio ao ESMAE 3, pelo que só na última sessão
reconhecemos grandes evoluções pois obrigou-o desenvolvendo uma maior
sensibilidade no contacto do arco com a corda e na regulação da quantidade de arco
gasto, algo que levou tempo a mostrar progressos.

Contudo, notei que esta combinação revelou ser altamente complementar pois
ambos reforçavam o rigor técnico, a consistência e a objetividade do som, da quantidade
de arco e nas técnicas de legato e portato.

72
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

ESMAE 4: Allegro di Concerto “Alla Mendensohn” de Bottesini – Ein


Heldenleben, de Strauss

Figura 22 – Primeiros Compassos da peça Allegro di Concerto “Alla Mendelssohn”,


de Bottesini

O estudo da peça Allegro di Concerto “Alla Mendelssohn” de Bottesini, foi a


mais interessante de trabalhar pela sua dificuldade. O ESMAE 4, apresentou como
principal desafio técnico a continuidade do som nos primeiros compassos. Por se tratar
de uma das grandes obras para o contrabaixo a projeção e a qualidade do som eram
determinantes para transmitir a energia e o virtuosismo que a peça exige. Inicialmente,
observou-se que o estudante enfrentava dificuldades na projeção de som, com tendência
a perda de definição nas mudanças de corda.

Ao longo das sessões e com a prática do excerto, o ESMAE 4 a desenvolveu


uma maior destreza nas mudanças de corda na mão direita, muito por culpa do trabalho
realizado na variação do legato e da variação do portato que tanto insisti durante as
sessões. Por vezes, as sessões foram só dedicadas aos exercícios em cordas soltas.

73
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Na verdade, a complementaridade entre Bottesini e Strauss revelou-se


extremamente eficaz: o trabalho orquestral proporcionou precisão nas mudanças de
corda e na projeção de som. A evolução foi notória, pois o arco passou a responder com
mais eficácia e assegurou mais fluidez na frase inicial.

DeCA 1: Concerto para Contrabaixo de Ditterdorf – Sinfonia nº 5, de Beethoven

Figura 23 – Exposição Concerto para Contrabaixo de Dittersdorf

No estudo do Concerto para Contrabaixo de Dittersdorf, a única dificuldade


identificada concentrou-se na coordenação das mãos. Na verdade, a resolução deste
problema foi rápida pois na 2º sessão já se encontrava quase com o problema resolvido.

74
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Durante o nosso breve estudo, usamos como base o exercício de portato da


Sinfonia n.º 5 de Beethoven. Com este excerto, o DeCA 1 trabalhou as notas separadas
em grupos ligados resolvendo assim o problema em pouco tempo. Deste modo, a
relação entre o concerto de Dittersdorf e o excerto revelou-se produtiva, ainda que a
informação recolhida seja limitada, uma vez que as dificuldades identificadas foram
ultrapassadas num período relativamente curto

DeCA 2: Concerto para Contrabaixo de Vanhal - Sinfonia nº 40, de Mozart

No estudo de outro Concerto para Contrabaixo de Vanhal, a principal


dificuldade observada também se concentrou na articulação regular dos primeiros
compassos da exposição. Para responder de novo nestas necessidades, foi realizado o
estudo sobre o excerto da Sinfonia n.º 40 de Mozart.

Tal como nos casos dos elementos da ESMAE, o estudo do concerto de Vanhal
com o excerto de Mozart revelou-se complementarmente produtivo. Em apenas três
sessões, a articulação das semicolcheias tornou-se clara após o trabalho específico sobre
as variações em détaché. A partir deste ponto, identifiquei um padrão relevante: para
resolver dificuldades em passagens de notas curtas, a aplicação do estudo em détaché
em velocidades mais lentas mostrou-se uma estratégia eficaz e consistente.

75
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

DeCA 3: Concerto para Contrabaixo de Koussevitzky – Ein Ein Heldenleben, de


Strauss

Figura 24 – Recitativos Concerto para Contrabaixo Koussevitzky

Este estudo do Concerto para Contrabaixo de Koussevitzky, revelou ser


interessante pelas dificuldades técnicas do par em questão. Logo nos primeiros minutos
da primeira sessão, verifiquei que as principais dificuldades se concentravam na
projeção e na consistência do arco nos recitativos do 1º andamento. Como este concerto
é altamente expressivo, pelo que é exigindo uma técnica de arco capaz de sustentar
largas linhas melódicas algo que o DeCA 3 mostrava dificuldades.

Para enfrentar as suas fragilidades, decidi desafiar o meu colega ao escolher Ein
Heldenleben, de Richard Strauss. Na verdade, este excerto impõe grande exigência na
qualidade de projeção de som pelo que obriguei o DeCA a insistir, nas sessões
intermédias, na qualidade do som que extraia das primeiras notas do excerto. Apesar de
não ter sido focado num ou várias articulações no arco, este excerto serviu para
trabalhar outras técnicas do arco: a projeção e qualidade do som.

De facto, a complementaridade entre o concerto de Koussevitzky e o excerto de


Strauss foi particularmente evidente pelo facto de trabalhar a qualidade de som.
Infelizmente, estas 4 sessões não trouxeram uma evolução notória dos problemas que
reconheci na primeira sessão. Contudo, serviu para entender que além das técnicas de

76
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

articulação, é possível com os excertos orquestrais trabalhar a qualidade de som


produzido com a mão direita no contrabaixo.

DeCA 4: Elegy nº 3 de Bottesini - Sinfonia nº 9, de Beethoven

Figura 25 – Primeiros Compassos d desenvolvimento da peça Elegy nº3, de Bottesini

No trabalho da Elegy n.º 3 de Bottesini, observou-se que a principal dificuldade


se encontrava na estabilidade do arco e nos portatos ao longo do desenvolvimento da
obra. Sendo uma peça de carácter profundamente expressivo e cantabile, exige muito
um legato e portato contínuos pelo que o DeCA 4 apresentava irregularidades na
manutenção da linha melódica por pequenas quebras na técnica do arco.

Decidi propor o estudo o excerto da Sinfonia n.º 9 de Beethoven, pelo que


proporcionou um treino disciplinado da mão direita ao longo das sessões. Foi
trabalhando especialmente a economia e o controlo da velocidade do arco e com esta
prática regular, notei que houve mudanças notáveis na distribuição do arco ao longo de
uma peça que eu próprio já tinha estudado. A complementaridade, de novo entre
Bottesini e Beethoven, foi reconhecida pela disciplina e organização da técnica da mão

77
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

direita exigida pelo excerto de Beethoven que fez com que o DeCA 4 cria-se uma a base
técnica sólida.

Durante estas sessões, o progresso foi claro: o DeCA passou a controlar melhor
o arco acima de tudo a organizar melhor. O legato que adquiriu, como consequência
oferecer uma maior continuidade nas linhas melódicas exigidas no desenvolvimento da
Elegy nº 3, o que resultou numa melhoria significativa na interpretação pois tornou-a
mais consistente.

Posteriormente, os participantes refletiram sobre a transferência das


competências adquiridas através dos excertos para o seu repertório individual,
registando os resultados obtidos num questionário, que será analisado no subcapítulo
seguinte.

As análises das sessões permitiram observar que os excertos funcionaram como


pontes técnicas entre o estudo fragmentado de exercícios e a exigência do repertório
solista. Por exemplo, passagens de Mozart e Beethoven, frequentemente trabalhadas em
provas de orquestra, revelaram-se particularmente eficazes para reforçar a clareza
rítmica e a estabilidade do arco, aspetos que se refletiram positivamente na execução de
concertos de Vanhal ou Dittersdorf.

Outro resultado relevante emergiu da dimensão colaborativa do estudo. O


trabalho entre pares de diferentes universidades fomentou um ambiente de troca de
estratégias e sugestões, permitindo que cada participante comparasse abordagens
diferentes e testasse variações na aplicação dos excertos. Este diálogo crítico não só
promoveu uma aprendizagem mais enriquecedora, como também aproximou a prática
pedagógica da realidade profissional, em que a partilha de ideias entre colegas constitui
uma componente essencial do processo artístico.

3.4.1. Análise do Questionário do Estudo Entre Pares

Por fim, foi aplicado um questionário com o intuito de recolher as diferentes


perceções acerca da utilidade dos excertos orquestrais como ferramenta de apoio ao
desenvolvimento técnico do arco. Com este instrumento de recolha de dados procurei
conhecer, de forma sistemática, se os excertos influenciaram efetivamente o estudo

78
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

individual e, em particular, se tiveram impacto positivo na preparação do repertório


solista que os participantes se encontravam a trabalhar.

A primeira, teve o objetivo de reunir algumas informações pessoais, através de


questões fechadas e de carácter quantitativas:

• “Idade”;

• “Instituição de Ensino”;

• “Anos de experiência no estudo do contrabaixo”;

• “Formação Académica”;

A segunda, teve o objetivo de reunir informações relacionadas com o estudo com


excertos orquestrais, através de questões fechadas e de carácter quantitativas:

• “Costuma utilizar excertos orquestrais como ferramenta de estudo técnico do


arco?”;

• “Com que frequência utiliza excertos orquestrais nas suas aulas?”;

• Quando utiliza excertos orquestrais nas aulas de instrumento, fá-lo apenas em


preparação para provas ou também noutros contextos?”;

• “Quais são os objetivos principais ao usar excertos orquestrais? (assinale todos


os que se aplicam)”.

A terceira, teve o objetivo de reunir informações relacionadas com a aplicação


técnica, através de duas questões abertas e uma fechada e de carácter quantitativas:

• “Que técnicas específicas do arco costuma trabalhar através de excertos


orquestrais? (detaché, legato, martelé, staccato,spiccato, portato)”;

• “Considera que os excertos permitem explorar variações técnicas que não são
tão facilmente trabalhadas em exercícios isolados?”;

• “Caso se aplique, quais estratégias utiliza para transferir a técnica que aprimorou
num excerto para o repertório solista?”.

A quarta teve o objetivo de reunir informações relacionadas com os efeitos dos


excertos no estudo do repertório solista, através de questões fechadas e abertas e de
carácter quantitativas:

79
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

• “Observou melhoria na execução de repertório solista após trabalhar excertos


orquestrais?”;

• “Em que aspetos técnicos sentiu maior impacto? “;

• “Poderia dar um exemplo concreto de uma passagem do repertório solista que


beneficiou do estudo de excertos orquestrais?”:

A quinta, teve o objetivo de reunir informações relacionadas com as vantagens e


limitações deste estudo, através de questões fechadas e abertas e de carácter
quantitativas e qualitativas:

• “Na sua opinião, quais são as principais vantagens de usar excertos orquestrais
no ensino técnico do arco?”;

• “Que limitações ou dificuldades encontra nesta abordagem?”

Por fim a sexta, teve o objetivo de reunir as considerações finais, através de uma
questão fechada e uma aberta e de carácter quantitativa:

• “Considera que o estudo de excertos orquestrais deveria ter maior presença no


ensino do contrabaixo?”;

• “Que recomendações daria a outros docentes que pretendam aplicar excertos


orquestrais como ferramenta pedagógica?”.

Este questionário revela que a utilização dos excertos orquestrais no estudo técnico
do arco é uma prática consolidada, embora nem sempre sistemática. Cerca de 75% dos
inquiridos utilizam os excertos como ferramenta de estudo, sendo que 50% o fazem
ocasionalmente e 50% regularmente.

80
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Gráfico 7 - Percentagem de inquiridos que usam excertos orquestrais como ferramenta


de estudo11 técnico do arco

Gráfico 8 - Percentagem de inquiridos que usam excertos orquestrais nas suas aulas

11
Expressão correta é estudo - Errata

81
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Na maioria das vezes, estes excertos são utilizados na preparação para provas de
acesso a orquestras, mas também aparecem em outros contextos.

Gráfico 9 - Percentagem de inquiridos que utilizam excertos orquestrais nas aulas de


instrumento ou em outros contextos

82
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

O objetivo central do uso de excertos é o desenvolvimento da técnica do arco, com


destaque para as técnicas de spiccato, staccato e detaché, mas também legato, martelé,
portato e as mudanças de corda.

Gráfico 10 - Percentagem de inquiridos que mostram os objetivos principais ao usar


excertos orquestrais

Além disso, este questionário comprova que esta prática contribui


significativamente para a melhoria do repertório solista, impactando técnicas como o
spicatto, detaché, etc.

83
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Gráfico 11- Percentagem de inquiridos que consideram que os excertos permitem


explorar variações técnicas que não são facilmente trabalhadas em exercícios isolados

Gráfico 12- Percentagem de inquiridos que consideram que melhoraram na execução


de reportório solista após trabalhar excertos orquestrais

84
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Gráfico 13- Percentagem dos inquiridos sobre os aspetos que sentiu maior impacto

No fim, todos os inquiridos consideram que o estudo de excertos orquestrais deveria


ter maior presença no ensino do contrabaixo e recomendaram, aspetos direcionados aos
docentes, como incluir uma parte da aula de contrabaixo para desenvolvimento e prática
de um excerto ou mais excertos, incentivarem os alunos a ouvirem os excertos e as
obras orquestrais mais importantes para provas, que os escolhessem excertos orquestrais
que trabalhem aspetos técnicos e expressivos comuns ao repertório solista, incentivando
o aluno a perceber essas ligações.

Gráfico 14- Percentagem dos inquiridos que considera que o estudo de excertos
orquestrais deveria ter maior presença no ensino do contrabaixo

85
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

[Link]ções Finais

A partir da seleção dos excertos das sinfonias de Beethoven (Sinfonias nº 5 e nº


9), de Mozart (Sinfonia nº 40) e da obra Ein Heldenleben de Richard Strauss, reconheci
como é possível explorar múltiplas técnica do arco, com base no excerto ou exercícios
com base neles.

Com esta prática, a possibilidade de fragmentar os excertos em exercícios


técnicos, ampliam de forma significativa a eficácia esta pedagogia. De facto, esta
abordagem não só fortalece o domínio de técnicas do arco isoladas como o détaché,
martelé, legato, stacatto, spiccato e portato como também promovem a transposição
direta das competências adquiridas para o repertório solista, algo confirmado tanto nas
aulas de naipe e individuais do Aluno B da PES, como na minha experiência individual
e no estudo colaborativo entre os pares da ESMAE e do DeCA. Graças a estes
resultados, reconheço a possibilidade de um excerto orquestral servir como modelo para
resolver desafios técnicos presentes nas obras a solo do contrabaixo e até de outros
instrumentos.

Ao mesmo tempo, a ausência de integração sistemática nos currículos das


escolas, identificada no questionário aplicado aos docentes de contrabaixo, revela uma
lacuna a ser colmatada: se a importância dos excertos é unanimemente reconhecida, a
sua implementação prática ainda é tardia e limitada. A proposta desta coletânea procura
justamente preencher essa lacuna, oferecendo um modelo de utilização mais consistente
e estruturado.

86
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Conclusão

Com o presente relatório de estágio e projeto de intervenção, evidenciei de


forma clara o potencial pedagógico dos excertos orquestrais no ensino das técnicas do
arco do contrabaixo. De facto, com a análise de dados verifiquei que o uso dos excertos
orquestrais como estudos técnicos favorece o desenvolvimento das técnicas do arco,
mais precisamente o Martelé, Stacatto, Spicatto, Legato e Portato, assim como a
projeção e a qualidade sonora do instrumento.
Em primeiro lugar, a experiência na EPME demonstrou que o trabalho com estes
excertos possibilita um ensino mais contextualizado, aproximando o estudo técnico à
realidade performativa orquestral. Na verdade, notei que os alunos que tiveram contacto
com esta abordagem mostraram uma maior consciência técnica do arco em situações de
performance orquestral (por exemplo, na OCE). No entanto, ficou evidente que na
prática pedagógica corrente, especialmente em Portugal, este recurso ainda é pouco
explorado, surgindo no percurso académico dependendo do professor.
Na autoetnografia, realizada em paralelo com a preparação das provas de
orquestra profissionais, observei de forma aprofundada, qual o impacto do estudo destes
excertos na evolução das técnicas do arco. As análises sistemáticas das sessões de
estudo, que foram destinadas a esses registos, revelaram que a exploração destas
técnicas não só otimizou o desempenho das provas, como evidenciou a transferibilidade
dos excertos para um contexto pedagógico.
Com o estudo entre pares, realizado em colaboração com os colegas da classe de
contrabaixo da ESMAE e do DeCA, notei a importância da dimensão coletiva na
aprendizagem de um instrumento. Este estudo, permitiu verificar que os excertos não
apenas servem como critérios de avaliação para provas de acesso a orquestras, mas
também contribuem para o desenvolvimento técnico do repertório solista do
contrabaixo. O subsequente questionário confirmou esta perceção pois revelou que os
participantes reconheceram a relevância pedagógica dos excertos como estudos
técnicos.
Perante estes resultados, torna-se evidente a pertinência do uso de uma coletânea
sistematizada de excertos orquestrais para a exploração das técnicas de arco no
contrabaixo. Ao reunir excertos que exploram, de forma progressiva, aspetos
fundamentais como as articulações, esta coletânea funcionaria como um manual de

87
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

apoio ao ensino técnico do contrabaixo, capaz de ligar a tradição do estudo técnico à


realidade artística da performance. Na verdade, o percurso desenvolvido neste capítulo
permitiu não apenas reconhecer o valor dos excertos orquestrais no ensino do
contrabaixo, mas sobretudo sistematizar a sua aplicação pedagógica como ferramenta
essencial para a exploração da técnica do arco.
Esta proposta não reflete apenas uma reflexão teórica, mas sobretudo a
experiência pessoal que vivi no estágio na EPME e da investigação do projeto de
intervenção, que me permitiram compreender de forma prática os desafios e
potencialidades do ensino do contrabaixo. O contacto direto com os alunos da
instituição, aliado com o registo de um processo pessoal, de duração de dois meses, com
as quatro semanas de acompanhamento semanal dos meus pares das classes da ESMAE
e do DeCA, proporcionaram-me um espaço valioso de partilha, observação e
crescimento, consolidando as aprendizagens que tive durante o meu percurso
académico. No entanto, o desenvolvimento deste trabalho enfrentou algumas limitações
significativas de tempo. Relembrando que durante a realização desta investigação, em
simultâneo, encontrava-me na preparação de provas para as orquestras profissionais, o
que exigiu um elevado grau de organização e gestão pessoal. A realidade do estágio
também impôs restrições: os alunos do ensino secundário apenas conseguiram trabalhar
dois excertos orquestrais ao longo do ano letivo, o que inviabilizou o meu desejo inicial
de expandir a coletânea e explorar um número mais alargado de excertos. Além disso, a
própria realização deste trabalho foi feita com muitas limitações de tempo, devido à
realização de novas provas de acesso a orquestras jovens e de programas de orquestra.
Por fim, considero que esta proposta constitui um ponto de partida sólido: um
recurso com utilidade prática para o ensino do contrabaixo em Portugal e que poderá
servir de base a investigações futuras. Na verdade, pretendo no futuro ampliar este
estudo, integrando novos excertos e diferentes níveis de complexidade técnica, de modo
a criar uma ferramenta mais abrangente e progressiva. Paralelamente, ambiciono
continuar a aprofundar o diálogo entre a performance e a pedagogia, contribuindo para
uma prática de ensino mais reflexiva, atual e conectada com as exigências da carreira
orquestral. Além disso, termino este trabalho final, agradecendo a todos os que
participaram e que fizeram este estudo possível, assim como o acompanhamento do
professor orientador, Nuno Pinto, e do professor supervisor, António Augusto Aguiar,
que me ajudaram até ao limite para que este trabalho fosse aprimorado.

88
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Bibliografia

Academia de Música de Espinho. (s.d.). Escola Profissional de Música de Espinho.


[Link]

Academia de Música de Espinho. (2020). Projeto educativo de escola 2020/2023


(Aprovado em novembro de 2020; atualizado em novembro de 2021).
[Link]

Alves, C. I. G. (2019). A prática de trechos de orquestra: benefícios no ensino do


trompete no ensino especializado da música. Dissertação apresentada à Escola
Superior de Música de lisboa; [Link]

Amaral, C. S. (2015), ANALYSIS OF THE TECHNICAL LITERATURE FOR DOUBLE


BASS APPLIED TO ORCHESTRAL EXCERPTS. . Dissertação de doutoramento
apresentada à Universidade da Georgia, ATHENS, GEORGIA

Berliner Philharmoniker. (s.d.). [Link]


us/karajan-akademie/

Chang, Ai-Wei. (2014). Utilizing Standard Violin Orchestral Excerpts as a pedagogical


tool: An Analytical Study Guide With Functional Exercises. Texas: University of North
Texas;
[Link]
df

Dourado, H. A. (2009). O arco dos instrumentos de cordas. São Paulo: Irmãos Vitale;

Duarte, F. (2018). Golpes de Arco na Aprendizagem e Performance do Violino: O


papel dos excertos de orquestra no aperfeiçoamento da técnica de arco. Dissertação de
Mestrado, Instituto Politécnino da Lisboa, Lisboa, Portugal;
[Link]

89
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Duden. (s.d.). [Link]

Düsseldorfer Symphoniker. (s.d.).[Link]

ESMAE (1 de outubro de 2024). Regulamento da prática de ensino supervisionada e


relatório de estágio: Mestrado em Ensino de Música. [Regulamento]. ESMAE;

EUYO (European Union Youth Orchestra). (s.d.). [Link]

Fonseca, A. (2014). A importância da prática de orquestra no ensino especializado da


música: implicações no âmbito da motivação para a aprendizagem instrumental. Tese
de doutoramento apresentada ao departamento de comunicação e arte – Universidade
de Aveiro;

Hoe, J. (maio de 2023), Using Orchestral Repertoire in Double Bass Pedagogy.


Dissertação de Mestrado apresentada à CALIFORNIA STATE UNIVERSITY,
NORTHRIDGE

Hilgenstieler, E. (2014). “The Application of Contemporary Double Bass Left Hand


Techniques Applied in the Orchestra Repertoire” DMA diss., University of Southern
Mississippi.

Institute de Musique de Paris, (s.d.) [Link]


the-double-bass/

Maßmann, F., & Reinke, G. (Eds.). (2011). Test pieces for orchestral auditions: Double
bass. Schott Music.

Morton, M. A. (1991). Dr. Morton’s double bass technique: Concepts and ideas
(Ilustrada ed.). Columbus, USA: Basso Profondo Publications.

Knopper, R. (22 de dezembro de 2016). Rob Knopper - auditionhacker. How german


orchestra auditions work. [Link]
orchestra-auditions-work

90
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Lopes (julho de 2018). Golpes de Arco na Aprendizagem e Performance do Violino: O


Papel dos Excertos de Orquestra no Aperfeiçoamento da Técnica de Arco; Dissertação
de Mestrado, Instituto Politécnino da Lisboa, Lisboa, Portugal;
[Link]

López López, I., & Lago Castro, P. (2015). La academia de orquesta como modelo
formativo: una propuesta de aplicación en España. Foro de Educación, 13(18), pp.
111-122. [Link]

Pedrosa, M. S. D. (2009). “Abordagem de Estudos em Métodos de Contrabaixo com


Vistas à Execução de Obras do Repertório Orquestral.” Master’s thesis, Universidade
Federal do Paraná; [Link]

Salles, M. (2004). Arcadas e golpes de arco. 2. ed. [S.l.]: Thesaurus.

Trumpf, K. (2018). “Kontrabass Bogentechnik 2”. Edition Breitkopf

Unzicker, J. (agosto de 2011), Orchestral Etudes: Repertoire-Specific Exercises for


Double Bass. Dissertação de Doutoramento apresentada à UNIVERSITY OF NORTH
TEXAS, Texas

Wolf, M. B. (1991). Grundlagen der Kontrabass-Technik: Principles of double bass


technique. Verl. Die Blaue Eule.

Zimmermann, F. (1966). A Contemporary Concept of Bowing Technique for the Double


Bass. New York: MCA Music.

91
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Anexo I – Registo e Planificações das Aulas da PES

92
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Relatórios das Aulas Observadas, Cooperadas e Planificadas do Aluno A

93
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Relatório da Aula Observada da PES – Ano Letivo 2024/2025


Escola Profissional de Música de Espinho
Estagiário Tiago Soares
Gomes
Professor Rui Pedro
Cooperante Rodrigues
Disciplina Contrabaixo
Aluno Aluno A (Ensino
Básico)
Ano/Grau 7º ano / 3º grau
Nº de aula 1
Data 30/09/2024
Sala 2.4.
Horário 16h30 – 17h30

Registo de Observação da Aula (texto descritivo, crítico e reflexivo)


Estrutura da aula:
• Escala de Mi Maior - 2 oitavas, com variações de arcadas (nota a nota, 2 e 4
ligadas);
• Estudos de Sturm - Nº 1 e 2.

Resumo:
A aula inicia com exercícios de aquecimento e trabalho de arco, usando a escala de
Mi Maior. Noto que o aluno está a usar um contrabaixo em afinação de orquestra (Mi –
Lá - Ré – Sol).
A primeira interação com a escala é em detaché, com o objetivo de ser trabalhada a
afinação, o controlo da velocidade do arco e a homogeneidade do som. Durante este
exercício, o docente nota que a dedilhação do aluno não está correta e pediu-me para
auxiliar na componente de divisão do arco, enquanto marcava numa folha a dedilhação
correta. A partir deste momento, auxílio o resto da aula. De seguida, o docente pede
variações de arcadas. O aluno realiza a escala, ligando as notas 2 a 2 e depois 4 a 4,
procurando sempre a homogeneidade do som e distribuir o seu peso do braço pelo arco
e as notas. De seguida, para trabalhar o antebraço e as notas rápidas, o docente pede
para realizar a escala em semicolcheias.

94
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Após a escala, o aluno tocou o 1º e o 2º estudo de Sturm. Nestes estudos, o docente


pediu para o aluno tocar do início ao fim, para ver o que tinha preparado para a aula.
Um reparo que o docente fez comigo foi a postura do aluno com o instrumento. A partir
de agora, focamos em corrigir a distância do contrabaixo com o corpo do aluno, pois
notamos que estava demasiado “deitado” pois a fita que segura o espigão ao banco
revela não ser o mais apropriado. Na verdade, é demasiado comprida. Decidi colocar o
início da fita na perna mais afastada, fazendo com que o instrumento ficasse mais
vertical. De seguida, o aluno volta a tocar os estudos e o docente repara nas variações de
tempo e de ritmo. Pega no metrónomo, coloca uns bpms’ abaixo da peça, subdividido e
deixa o aluno estudar.
Como já estava no final do tempo de aula, o docente pediu para trazer de novo os
estudos na próxima semana, de forma a serem trabalhados de forma mais
pormenorizada.

95
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Relatório da Aula Observada da PES – Ano Letivo 2024/2025


Escola Profissional de Música de Espinho
Estagiário Tiago Soares
Gomes
Professor Rui Pedro
Cooperante Rodrigues
Disciplina Contrabaixo
Aluno Aluno A (Ensino
Básico)
Ano/Grau 7º ano / 3º grau
Nº de aula 2
Data 07/10/2024
Sala 2.4.
Horário 15h30 – 16h30

Registo de Observação da Aula (texto descritivo, crítico e reflexivo)


Estrutura da aula:
• Escala de Mi Maior - 2 oitavas, com variações de arcadas (nota a nota, 2 e 4
ligadas);
• Peça – Mazurka de Rakov.

A aula, inicia com exercícios de aquecimento e trabalho de arco, usando a escala de


Mi Maior. Noto que o aluno está a usar um contrabaixo em afinação de orquestra (Mi –
Lá - Ré – Sol).
Com esta escala, o docente realiza algumas variações da última aula: arco nota a
nota e 2 notas ligadas. No arco nota a nota, procurou explorar o som, de forma a ser
contínuo e homogéneo, corrigir a abertura da mão esquerda e as notas erradas da escala.
Além disso, aborda os shifftings (termo do professor coordenador para as mudanças de
posição da mão esquerda) e a afinação, especialmente das notas mi, fá#, sol# e lá, ao
longo da corda ré. Deste modo, trabalha a mudança de posição. Notei uma evolução da
aula anterior para esta em relação à mão direta do aluno pois não está tão torto. Como o
docente reparou que o aluno desafina no dó#, da 2º oitava da escala, pergunta-lhe se tem
alguma referência, ao que o aluno responde que não. Começa a puxar pelo raciocínio do
aluno para este descobrir um raciocínio correto para este problema. Como o aluno não

96
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

conseguiu, o docente aborda o shiffting em que o ré# está próximo do dó#, dando a
ilusão de um dedo extra que depois seria calcado pelo verdadeiro. De seguida, realiza a
escala em 2 notas ligadas, trabalhando mais precisamente na transição do dó# para o
ré#, de novo. Dá o exercício de golpear a nota, pausar o movimento de arco enquanto
prepara a nota seguinte, resultando na solução do problema do aluno quando o
movimento aumenta de velocidade.
De seguida, é abordada a peça. O aluno, revela dificuldades no shiffting da mão
esquerda quando há duas arcadas para cima seguidas. Realiza o mesmo exercício do
final da escala, 3 vezes seguidas e continua. Noto que o aluno tem um “vício”: não olha
para a partitura e tenta tocar o que tem decorado, o que por vezes não está correto. O
docente de forma a corrigir o problema, faz exercícios em que o aluno não pode tirar os
olhos da partitura. Por fim, trabalha a distribuição do arco em 3 colcheias ligadas e 3
colcheias no movimento (cima, baixo, cima) da ponta do arco para o meio.

97
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Relatório da Aula Observada da PES – Ano Letivo 2024/2025


Escola Profissional de Música de Espinho
Estagiário Tiago Soares
Gomes
Professor Rui Pedro
Cooperante Rodrigues
Disciplina Contrabaixo
Aluno Aluno A (Ensino
Básico)
Ano/Grau 7º ano / 3º grau
Nº de aula 3
Data 14/10/2024
Sala 2.4.
Horário 15h30 – 16h30

Registo de Observação da Aula (texto descritivo, crítico e reflexivo)


Estrutura da aula:
• Escala de Mi Maior – 2 oitavas, com variações de arcadas (nota a nota, 2 e 4
ligadas);
• Estudos de Sturm – Nº 1 e 2.

Resumo:
A aula, inicia com exercícios de aquecimento e trabalho de coordenação entre mão
esquerda e direita, usando a escala de Mi Maior. Noto que o aluno está a usar um
contrabaixo em afinação de orquestra (Mi – Lá - Ré – Sol).
O docente pediu inicialmente para fazer a escala em detaché, de modo a reforçar
a continuidade do som e a articulação das notas. Durante este exercício, observei que o
aluno apresentava alguma tensão no cotovelo direito, o que foi prontamente corrigido
através de um exercício pouco ortodoxo: limpar o piano. Com este exercício, o docente
pretendia que o aluno acostumasse a mexer o cotovelo com um movimento mais
horizontal do que vertical.
De seguida, pediu variações de arcadas com ligaduras de 2 e 4 notas, de forma a
trabalhar a continuidade das notas ao longo das arcadas. De facto, notei uma melhoria
significativa na consistência do som após a segunda repetição do exercício em 2

98
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

ligaduras. Contudo, quando o aluno tocou a escala com 4 notas ligadas apresentou
dificuldades na coordenação da mão esquerda e da mão direita.
Na segunda parte da aula, o docente pediu ao aluno para tocar os Estudos Nº1 e
2 de Sturm. No 1º estudo, o aluno evidenciou algumas falhas rítmicas, especialmente
nas passagens mais rápidas, então o docente trabalha essas passagens com o metrónomo
num tempo mais lento. Como ainda se notavam alguns erros rítmicos, pediu ao aluno
para solfejar o estudo com o metrónomo de forma a fazer perceber o aluno das
irregularidades que estava a fazer.
Por falta de tempo, o docente pediu ao aluno para tocar o Estudo nº2 do início ao
fim e deu por terminada a aula.

99
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Planificação da Aula Cooperada da PES – Ano Letivo 2024/2025


Escola Profissional de Música de Espinho
Estagiário Tiago Soares
Gomes
Professor Rui Pedro
Cooperante Rodrigues
Disciplina Contrabaixo
Aluno Aluno A (Ensino
Básico)
Ano/Grau 7º ano / 3º grau
Nº de aula 4
Data 21/10/2024
Sala 2.4.
Horário 15h30 – 16h30

Registo de Observação da Aula (texto descritivo, crítico e reflexivo)


Estrutura da aula:
• Escala de Mi Maior – 2 oitavas, com variações de arcadas (nota a nota, 2 e 4
ligadas);
• Estudos de Sturm – Nº 1 e 2.

Objetivos gerais da aula:


• Consolidar a afinação e a continuidade do som;
• Desenvolver a coordenação entre a mão esquerda e a mão direita.

Objetivos do desenvolvimento técnico do arco:


• Desenvolver o detaché;
• Desenvolver a projeção do som.
• Melhorar a regularidade rítmica nos Estudos de Sturm.

Estratégias para alcançar os objetivos


• Execução da escala com diferentes variações de arco (nota a nota, 2 e 4 notas
ligadas);
• Caso haja irregularidades rítmicas utilizar o metrónomo e o solfejo.

Comentários sobre a aula:

100
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

A aula foi bastante produtiva. Na verdade, o aluno demonstrou evolução da


projeção do som durante a escala na variação nota a nota. Contudo, apresentou ainda
dificuldades a ligar 2 e 4 notas quando descia. Além disso, melhorou o controlo rítmico
das passagens com semicolcheias dos Estudos, após um trabalho com metrónomo
durante a aula toda.

101
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Planificação da Aula Cooperada da PES – Ano Letivo 2024/2025


Escola Profissional de Música de Espinho
Estagiário Tiago Soares
Gomes
Professor Rui Pedro
Cooperante Rodrigues
Disciplina Contrabaixo
Aluno Aluno A (Ensino
Básico)
Ano/Grau 7º ano / 3º grau
Nº de aula 5
Data 4/11/2024
Sala 2.4.
Horário 15h30 – 16h30

Registo de Observação da Aula (texto descritivo, crítico e reflexivo)


Estrutura da aula:
• Escala de Mi Maior – 2 oitavas, variações de arcadas (nota a nota, 2 e 4 ligadas);
• Peça - Mazurka de Rakov.

Objetivos gerais da aula:


• Consolidar a continuidade do som na 2º oitava da escala;
• Desenvolver o detaché da mão direita.

Objetivos do desenvolvimento técnico do arco:


• Desenvolver a projeção do som das notas ligadas na escala.
• Desenvolver a regularidade rítmica das notas curtas da Mazurka.

Estratégias para alcançar os objetivos:


• Execução da escala com diferentes variações de arco (nota a nota, 2 e 4 notas
ligadas);
• Caso haja irregularidades rítmicas utilizar o metrónomo e o solfejo;
• Organizar a Mazurka em partes para melhorar o estudo;

Comentários sobre a aula:

102
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

A aula demonstrou alguma dificuldade em consolidar a 2º oitava da escala,


especialmente na descida. Em relação à evolução da projeção do som, notou-se algumas
melhorias durante as variações das notas ligadas em 2 em relação à aula anterior.
Contudo, continua com dificuldades em coordenar as mudanças de cordas quando é
pedido a escala ligada a 4 notas.
Durante a Mazurka, revelou grande destreza quando pedido para tocar os
primeiros compassos em cordas soltas, de forma a se habituar às mudanças de corda,
mas continua ainda com dificuldades rítmicas.

103
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Planificação da Aula Cooperada da PES – Ano Letivo 2024/2025


Escola Profissional de Música de Espinho
Estagiário Tiago Soares
Gomes
Professor Rui Pedro
Cooperante Rodrigues
Disciplina Contrabaixo
Aluno Aluno A (Ensino
Básico)
Ano/Grau 7º ano / 3º grau
Nº de aula 6
Data 25/11/2024
Sala 2.4.
Horário 15h30 – 16h30

Registo de Observação da Aula (texto descritivo, crítico e reflexivo)


Estrutura da aula:
• Escala de Mi Maior – 2 oitavas, com variações de arcadas (nota a nota, 2 e 4
ligadas);
• Peça - Mazurka de Rakov.

Objetivos gerais da aula:


• Consolidar continuidade do som e as mudanças de cordas da escala;
• Desenvolver a coordenação entre a mão esquerda e a mão direita na Mazurka.

Objetivos do desenvolvimento técnico do arco:


• Desenvolver as mudanças de arco pelas cordas;
• Desenvolver a projeção do som.
• Melhorar a regularidade rítmica na Mazurka.

Estratégias para alcançar os objetivos:


• Execução da escala com diferentes variações de arco (nota a nota, 2 e 4 notas
ligadas);
• Caso haja irregularidades rítmicas utilizar o metrónomo e o solfejo.

Comentários sobre a aula:

104
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

A aula demonstrou, de novo alguma dificuldade em consolidar a 2º oitava da


escala, especialmente na descida. Contudo, revelou evolução na coordenação de mãos e
na mudança de cordas na escala ligada a 4 notas.
Na Mazurka, o docente experimentou ligar as notas curtas 4 em 4, de forma a
praticar a coordenação das notas com o recurso ao metrónomo. Após este exercício,
considerei a afinação do aluno instável. Deste modo, toquei as notas da Mazurka no
piano de forma a dar alguma referência ao aluno e notei uma evolução pequena na
afinação.

105
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Planificação da Aula Lecionada da PES – Ano Letivo 2024/2025


Escola Profissional de Música de Espinho
Estagiário Tiago Soares
Gomes
Professor Rui Pedro
Cooperante Rodrigues
Disciplina Contrabaixo
Aluno Aluno A (Ensino
Básico)
Ano/Grau 7º ano / 3º grau
Nº de aula 7
Data 2/12/2024
Sala 2.4.
Horário 15h30 – 16h30

Registo de Observação da Aula (texto descritivo, crítico e reflexivo)


Estrutura da aula:
• Escala de Mi Maior – 2 oitavas, com variações de arcadas (nota a nota, 2 e 4
ligadas);
• Estudos de Sturm – Nº 2.

Objetivos gerais da aula:


• Consolidar a afinação e a continuidade do som;
• Desenvolver a coordenação entre a mão esquerda e a mão direita.

Objetivos do desenvolvimento técnico do arco:


• Desenvolver o detaché e a projeção do som;
• Melhorar a afinação;
• Melhorar a regularidade rítmica do Estudo nº 2 de Sturm.

Estratégias para alcançar os objetivos


• Execução da escala com diferentes variações de arco (nota a nota, 2 e 4 notas
ligadas), acompanhando com notas de referência no piano;
• Caso haja irregularidades rítmicas utilizar o metrónomo e o solfejo.

Comentários sobre a aula:

106
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

A aula foi bastante produtiva. Na verdade, o aluno revelou evolução na afinação


nas escalas e na variação a 4 notas especialmente. Além disso, no Estudo de Sturm
apresentou falta de estudo. Deste modo, grande parte da aula foi a ler notas e a solfejar.

107
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Planificação da Aula Lecionada da PES – Ano Letivo 2024/2025


Escola Profissional de Música de Espinho
Estagiário Tiago Soares
Gomes
Professor Rui Pedro
Cooperante Rodrigues
Disciplina Contrabaixo
Aluno Aluno A (Ensino
Básico)
Ano/Grau 7º ano / 3º grau
Nº de aula 8
Data 16/12/2024
Sala 2.4.
Horário 15h30 – 16h30

Registo de Observação da Aula (texto descritivo, crítico e reflexivo)


Estrutura da aula:
• Escala de Mi Maior – 1 oitava, com variações de arcadas (nota a nota, 2 e 4
ligadas);
• Estudos de Sturm – Nº 2.

Objetivos gerais da aula:


• Consolidar a afinação e a continuidade do som da 2º oitava da escala;
• Confirmar as dedilhações, arcadas e a coordenação das mãos no Estudo de
Sturm.

Objetivos do desenvolvimento técnico do arco:


• Desenvolver o som ao aproximar o arco ao cavalete nas regiões agudas da
escala;
• Melhorar a regularidade rítmica no Estudo de Sturm e a coordenação da mão
esquerda e a mão direita.

Estratégias para alcançar os objetivos


• Execução da escala na 2º oitava com diferentes variações de arco (nota a nota, 2
e 4 notas ligadas) com o arco perto do cavalete;

108
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

• Caso haja irregularidades rítmicas utilizar o metrónomo e o solfejo;


• Realizar exercícios de ligar as notas separadas em grupos de 4 de forma a
promover a coordenação das mãos.

Comentários sobre a aula:


A aula foi bastante produtiva. Na verdade, o aluno revelou perceber como
manter o arco perto do cavalete nas zonas agudas apesar de nas descidas continuar a
perder continuidade. Além disso, percebi que tinha um problema com a organização do
arco na escala pois não organizava bem quando as notas eram ligadas em 2 ou 4. Deste
modo, usei o metrónomo, em subdivisão de colcheias, de forma a encaixar a subdivisão
com o meio do arco.
Quanto ao estudo, mostrou que realizou algum estudo sobretudo nas passagens
rápidas e com notas curtas. O trabalho até ao final da aula baseou-se em melhorar a
afinação com as notas do piano.

109
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Planificação da Aula Cooperada da PES – Ano Letivo 2024/2025


Escola Profissional de Música de Espinho
Estagiário Tiago Soares
Gomes
Professor Rui Pedro
Cooperante Rodrigues
Disciplina Contrabaixo
Aluno Aluno A (Ensino
Básico)
Ano/Grau 7º ano / 3º grau
Nº de aula 9
Data 13/1/2025
Sala 2.4.
Horário 15h30 – 16h30

Registo de Observação da Aula (texto descritivo, crítico e reflexivo)


Estrutura da aula:
• Escala de Mi Maior – 2 oitavas, com variações de arcadas (nota a nota);
• Peça - Mazurka de Rakov.

Objetivos gerais da aula:


• Consolidar a afinação e a continuidade do som na escala;
• Desenvolver a coordenação entre a mão esquerda e a mão direita.

Objetivos do desenvolvimento técnico do arco:


• Desenvolver o detaché;
• Desenvolver a projeção do som.
• Melhorar a regularidade rítmica e as mudanças do arco pelas cordas na Mazurka.

Estratégias para alcançar os objetivos


• Execução da escala em nota a nota;
• Habituar o aluno a tocar com o arco perto do cavalete;
• Caso haja irregularidades rítmicas utilizar o metrónomo e o solfejo.

Comentários sobre a aula:

110
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

A aula foi bastante produtiva quanto ao trabalho da projeção do som na escala.


Na verdade, o aluno demonstrou evolução no detaché e a habituar-se a tocar com o arco
perto do cavalete.
Contudo, não estudou a Mazurka pelo que o resto da aula foi rever arcadas e
dedilhações.

111
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Planificação da Aula Cooperada da PES – Ano Letivo 2024/2025


Escola Profissional de Música de Espinho
Estagiário Tiago Soares
Gomes
Professor Rui Pedro
Cooperante Rodrigues
Disciplina Contrabaixo
Aluno Aluno A (Ensino
Básico)
Ano/Grau 7º ano / 3º grau
Nº de aula 10
Data 3/2/2025
Sala 2.4.
Horário 15h30 – 16h30

Registo de Observação da Aula (texto descritivo, crítico e reflexivo)


Estrutura da aula:
• Escala de Mi Maior – 2 oitavas (nota a nota);
• Exercício nº 1 dos Estudos Diários de Duncan McTier (variação nº 1).

Objetivos gerais da aula:


• Consolidar a afinação e a continuidade do som na escala;
• Trabalhar o registo da posição de polegar;
• Desenvolver as mudanças de posição com o 1º dedo.

Objetivos do desenvolvimento técnico do arco:


• Desenvolver o detaché e a projeção do som;
• Desenvolver a organização do arco em 3 partes com o Estudo Diário.

Estratégias para alcançar os objetivos


• Execução da escala em nota a nota e continuar o trabalho de habituar o aluno a
tocar com o arco perto do cavalete;
• Realizar o exercício com o recurso do metrónomo em subdivisão em 3;
• Caso haja irregularidades rítmicas utilizar o metrónomo e o solfejo.

Resumo:

112
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

A aula começou com escala de Mi Maior, focando na afinação e o ponto de


contacto do arco perto do cavalete. O docente pediu para ser em detaché, mantendo o
foco em projetar o som do instrumento. Enquanto isso, eu toquei as notas da escala no
piano de forma a melhorar a afinação do aluno.
De seguida, foi trabalhado o primeiro exercício dos Estudos Diários do Duncan
McTier, na variação nº 1, em que as mudanças de posição se baseiam no 1º dedo. Ao
longo da aula, o aluno mostrou algumas dificuldades no final da 1º escala e na passagem
para a posição de polegar. Neste momento, o docente pediu ao aluno para trabalhar a
preparação da mão esquerda na passagem de posição sem usar o arco. Após
considerarmos que a mão esquerda estava consolidada, pedimos ao aluno para fazer
com o arco. Até ao final da aula, o aluno apresentou dificuldades pelo que se pediu para
praticar esta mudança até à próxima aula.

113
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Planificação da Aula Lecionada da PES – Ano Letivo 2024/2025


Escola Profissional de Música de Espinho
Estagiário Tiago Soares
Gomes
Professor Rui Pedro
Cooperante Rodrigues
Disciplina Contrabaixo
Aluno Aluno A (Ensino
Básico)
Ano/Grau 7º ano / 3º grau
Nº de aula 11
Data 17/2/2025
Sala 2.4.
Horário 15h30 – 16h30

Registo de Observação da Aula (texto descritivo, crítico e reflexivo)


Estrutura da aula:
• Escala de Mi Maior – 2 oitavas (nota a nota, 2 e 4 ligadas);
• Peça - Gavote de Simandl.

Objetivos gerais da aula:


• Consolidar a afinação e a continuidade do som na escala;
• Trabalhar o registo da posição de polegar;
• Desenvolver a continuidade do som em partes da peça em legato.

Objetivos do desenvolvimento técnico do arco:


• Desenvolver o detaché e a projeção do som;
• Trabalhar a peça com o ponto do contacto do arco perto do cavalete.

Estratégias para alcançar os objetivos:


• Execução da escala em nota a nota e continuar o trabalho de habituar o aluno a
tocar com o arco perto do cavalete;
• Trabalhar a peça com recurso ao metrónomo e à afinação do piano;
• Caso haja irregularidades rítmicas utilizar o metrónomo e o solfejo.

114
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Resumo:
A aula começou com escala de Mi Maior, em 2 oitavas, focando no ponto de
contacto do arco perto do cavalete. Deste modo, pedi ao aluno para fazer a variação de
nota a nota em detaché, mantendo o foco em projetar o som do instrumento, pedindo a
seguir as variações em 2 e 4 notas ligadas. Notei uma evolução do aluno nas mudanças
de corda com o arco, mas ainda há fragilidades nas descidas das escalas, especialmente
nas mudanças de posição quando as notas são ligadas em 2. Durante as escalas, toquei
as notas no piano de forma a melhorar a afinação do aluno.
De seguida, foi trabalhada a peça Gavote de Simandl. Como foi a 1º aula desta
peça a aula baseou-se a definir as arcadas e as dedilhações.

115
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Planificação da Aula Supervisionada da PES – Ano Letivo 2024/2025


Escola Profissional de Música de Espinho
Estagiário Tiago Soares
Gomes
Professor Rui Pedro
Cooperante Rodrigues
Disciplina Contrabaixo
Aluno Aluno A (Ensino
Básico)
Ano/Grau 7º ano / 3º grau
Nº de aula 12
Data 10/3/2025
Sala 2.4.
Horário 15h30 – 16h30

Registo de Observação da Aula (texto descritivo, crítico e reflexivo)


Estrutura da aula:
• Escala de Mi Maior – 2 oitavas (nota a nota, 2 e 4 ligadas);
• Peça - Gavote de Simandl.

Objetivos gerais da aula:


• Consolidar a afinação e a continuidade do som na escala;
• Trabalhar o registo da posição de polegar;
• Desenvolver a continuidade do som em partes da peça em legato.

Objetivos do desenvolvimento técnico do arco:


• Desenvolver o detaché e a projeção do som na escala;
• Trabalhar a peça com o ponto do contacto do arco perto do cavalete;
• Desenvolver o detaché e o legato da peça

Estratégias para alcançar os objetivos:


• Execução da escala em nota a nota e continuar o trabalho de habituar o aluno a
tocar com o arco perto do cavalete;
• Trabalhar a peça com recurso ao metrónomo e à afinação do piano;
• Caso haja irregularidades rítmicas utilizar o metrónomo e o solfejo.

116
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Resumo:
A aula começou com escala de Mi Maior, em 2 oitavas, focando no ponto de
contacto do arco perto do cavalete, na organização do arco quer nas subidas quer nas
descidas e na afinação. Deste modo, pedi ao aluno para fazer a variação de nota a nota
em detaché, mantendo o foco em projetar o som do instrumento, pedindo a seguir as
variações em 2 e 4 notas ligadas. De facto, notei que o aluno melhorar nas mudanças de
posição da mão esquerda, mas ainda há fragilidades nas descidas das escalas,
especialmente nas mudanças de posição quando as notas são ligadas em 4, que durante
o ano letivo revelou ser a principal fragilidade. Durante as escalas, toquei as notas no
piano de forma a melhorar a afinação do aluno.
De seguida, foi trabalhada a peça Gavote de Simandl na qual notei que o aluno
melhorou a sua organização de arco. Contudo, revelou perder o contacto do arco com a
cordas especialmente na corda Sol. Isto deveu-se ao facto de não sentir o peso do braço
no arco. Além disso, trabalhamos as passagens das notas curtas pois apresentavam
irregularidades rítmicas.

117
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Planificação da Aula Lecionada da PES – Ano Letivo 2024/2025


Escola Profissional de Música de Espinho
Estagiário Tiago Soares
Gomes
Professor Rui Pedro
Cooperante Rodrigues
Disciplina Contrabaixo
Aluno Aluno A (Ensino
Básico)
Ano/Grau 7º ano / 3º grau
Nº de aula 13
Data 14/4/2025
Sala 2.4.
Horário 15h30 – 16h30
Registo de Observação da Aula (texto descritivo, crítico e reflexivo)
Estrutura da aula:
• Escala de Mi Maior – 2 oitavas (nota a nota, 2 e 4 ligadas);
• Exercício nº 1 dos Estudos Diários (variação nº 2).

Objetivos gerais da aula:


• Consolidar a afinação e a continuidade do som na escala;
• Trabalhar o registo da posição de polegar;
• Desenvolver as mudanças de posição com o 4º dedo e 3º dedo (posição de
polegar).

Objetivos do desenvolvimento técnico do arco:


• Desenvolver o detaché e a projeção do som;
• Desenvolver a organização do arco em 3 partes com o Estudo Diário.

Estratégias para alcançar os objetivos


• Execução da escala em nota a nota e continuar o trabalho de habituar o aluno a
tocar com o arco perto do cavalete;
• Realizar o exercício com o recurso do metrónomo em subdivisão em 3;
• Caso haja irregularidades rítmicas utilizar o metrónomo e o solfejo.

118
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Resumo:
A aula começou com escala de Mi Maior, focando na afinação e o ponto de
contacto do arco perto do cavalete. O docente pediu focar nas variações de 2 e 4 notas,
mantendo o foco em projetar o som do instrumento e ligar as notas pela arcada.
De seguida, foi trabalhado o primeiro exercício dos Estudos Diários do Duncan
McTier, na variação nº 2, em que as mudanças de posição se baseiam no 4º dedo e na
posição de polegar pelo 3º. Ao longo da aula, o aluno mostrou algumas dificuldades no
final da passagem para a posição de polegar e na descida com o 3º dedo na 2º parte da
escala. Neste momento, pediu ao aluno para trabalhar a preparação da mão esquerda na
passagem de posição com o auxílio do piano para dar referencia na afinação. Após este
trabalho, foi trabalhada a organização do arco.

119
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Planificação da Aula Cooperada da PES – Ano Letivo 2024/2025


Escola Profissional de Música de Espinho
Estagiário Tiago Soares
Gomes
Professor Rui Pedro
Cooperante Rodrigues
Disciplina Contrabaixo
Aluno Aluno A (Ensino
Básico)
Ano/Grau 7º ano / 3º grau
Nº de aula 14
Data 12/5/2025
Sala 2.4.
Horário 15h30 – 16h30
Registo de Observação da Aula (texto descritivo, crítico e reflexivo)
Estrutura da aula:
• Escala de Mi Maior – 2 oitavas (nota a nota);
• Exercício nº 1 dos Estudos Diários (variação nº 2).

Objetivos gerais da aula:


• Consolidar a afinação da escala;
• Trabalhar o registo da posição de polegar;
• Desenvolver as mudanças de posição com o 4º dedo e 3º dedo (posição de
polegar).

Objetivos do desenvolvimento técnico do arco:


• Desenvolver o detaché;
• Desenvolver a organização do arco em 3 partes com o Estudo Diário.

Estratégias para alcançar os objetivos


• Execução da escala em nota a nota;
• Realizar o exercício com o recurso do metrónomo em subdivisão em 3;
• Caso haja irregularidades rítmicas utilizar o metrónomo e o solfejo.

120
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Resumo:
A aula começou com escala de Mi Maior, focando no detaché. Desde o início do
ano letivo que o aluno tem vindo a melhorar esta técnica pelo que em pouco tempo
avancei para o Estudo do Ducan McTier.
O primeiro exercício dos Estudos Diários do Duncan McTier, na variação nº 2,
apesar do aluno ainda mostrar algumas dificuldades no final da passagem para a posição
de polegar mostrou consistência do som. O resto da aula foi uma conversa do docente
sobre o que fazer na prova do semestre.

121
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Planificação da Aula Lecionada da PES – Ano Letivo 2024/2025


Escola Profissional de Música de Espinho
Estagiário Tiago Soares
Gomes
Professor Rui Pedro
Cooperante Rodrigues
Disciplina Contrabaixo
Aluno Aluno A (Ensino
Básico)
Ano/Grau 7º ano / 3º grau
Nº de aula 15
Data 2/6/2025
Sala 2.4.
Horário 15h30 – 16h30
Registo de Observação da Aula (texto descritivo, crítico e reflexivo)
Estrutura da aula:
• Escala de Mi Maior – 2 oitavas (nota a nota, 2 e 4 ligadas);
• Peça - Gavote de Simandl.

Objetivos gerais da aula:


• Consolidar a continuidade do som na escala;
• Desenvolver a continuidade do som em partes da peça em legato.

Objetivos do desenvolvimento técnico do arco:


• Desenvolver a projeção do som na escala e trabalhar o ponto do contacto do arco
perto do cavalete;
• Desenvolver o detaché e o legato da peça.

Estratégias para alcançar os objetivos:


• Execução da escala em nota a nota e continuar o trabalho de habituar o aluno a
tocar com o arco perto do cavalete;
• Trabalhar a peça com exageros na velocidade do arco;
• Caso haja irregularidades rítmicas utilizar o metrónomo e o solfejo.

122
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Resumo:
A aula começou com escala de Mi Maior, em 2 oitavas, focando no ponto de
contacto do arco perto do cavalete. Deste modo, pedi ao aluno para fazer a variação de
nota a nota em detaché, mantendo o foco em projetar o som do instrumento, tendo o
arco perto do cavalete. De facto, notei que o aluno melhorou a consistência do ponto do
contacto ao longo deste semestre
De seguida, foi trabalhada a Gavote, de Simandl, na qual notei que o aluno
melhorou a sua afinação pois quando estudou para a aula, ouviu a parte do piano.
Contudo, revelou perder o contacto do arco por falta de sentir o peso do braço no arco.
Até ao final da aula, trabalhamos as passagens das notas curtas pois apresentavam
irregularidades rítmicas com recurso ao metrónomo e solfejo.

123
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Relatórios das Aulas Observadas, Cooperadas e Planificadas do Aluno B

124
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Relatório da Aula Observada da PES – Ano Letivo 2024/2025


Escola Profissional de Música de Espinho
Estagiário Tiago Soares Gomes
Professor Rui Pedro Rodrigues
Cooperante
Disciplina Contrabaixo
Aluno Aluno B (Ensino
Profissional)
Ano/Grau 10º ano / 6º grau
Semana 1
Data 30/09/2024
Sala 2.4.
Horário 14h30 – 15h30

Registo de Observação da Aula (texto descritivo, crítico e reflexivo)


Estrutura da aula:
• Escala de Fá Maior – 3 oitavas com variações de arcadas;
• Estudo Nº1 de Kreutzer – Primeira Variação;
• Peça – Elegy nº1, de G. Bottesini.

A aula, inicia com exercícios de aquecimento e trabalho de arco, usando a escala


de Fá Maior. Noto que o aluno está a usar um contrabaixo em afinação de solista (Fá# –
Si - Mi – Lá).
A primeira interação com a escala é em detaché. O docente, explica a interação
do corpo, mais precisamente do braço, com o arco, dando atenção em aspetos como o
ponto de contacto do arco ser perto do cavalete, relaxar o corpo e distribuir o peso no
arco. Além disso, deu atenção à mão esquerda e às mudanças de posição (shiffting). De
seguida, pediu ao aluno para fazer a escala com variações de arcadas. Primeiro com
ligações duas a duas, depois quatro a quatro e, por fim, sete a sete. Deste modo, o
docente procurou que o aluno tivesse atento a aspetos como o som homogéneo, nas
mudanças de arco, as distribuições, os cuidados a ter com o peso do arco na 3º oitava da
escala e os shifftings na posição de polegar. Notei, que o aluno não tem bases de arco,
algo também notado pelo docente. Na verdade, frisa muito a necessidade de existir um
plano para o arco. Durante o resto da aula, o docente explicou que quanto mais peso,

125
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

mais estrangulado o som soa. Então, o peso ideal tem de ser o normal do corpo, sem
qualquer força adicional. Além disso, deu a nota de que usar o arco de forma lenta e
com um bom som, distribuindo o contacto das cerdas pela corda ao longo do
movimento, era um bom sinal de técnica de mão direita. Para além disso, indicou que
devia continuar a procurar um bom som, durante o estudo, e ter cuidados com a
distribuição. Por fim, terminou esta parte da aula voltando ao detachê na oitava
intermédia, trabalhando o antebraço. Como o aluno estava em dificuldades com o
movimento, deu a ideia de limpar o piano usando um pano. Deste modo, praticou o
exercício fora do instrumento para saber que músculos usar.
De seguida, tocou o estudo de Kreutzer, onde continuou o trabalho de antebraço.
Estando a tocar semicolcheias, o docente procurou tirar do aluno uma consistência no
som, sem existir quebras nas mudanças de arco. Notei que o aluno tinha algumas partes
mal estudadas. O docente, deu a ideia de isolar os compassos ou a figura para confirmar
os erros que existiam e arranjar maneiras de como abordar. Um deles está a ser as
mudanças de posição. O docente trabalha o aluno com um exercício que consiste em
tocar uma semínima, parar o movimento do arco enquanto prepara a mão na nota
seguinte e voltar a fazer um golpe com um arco. Deste modo, consegue com que o
aluno tenha um som limpo do início ao fim da nota, tendo em conta a preparação da
seguinte.
Por fim, toca a Elegy nº1. O aluno toca a primeira parte da peça. O docente
manda parar e volta a frisar o plano de arco que o aluno tem de ter, dando a tenção a
pontos como a distribuição de arco e os shifftings. Termina a aula, a indicar que o som
na mesma nota tem de se manter nas restantes e que tem de ter atenção destes aspetos
no estudo.

126
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Relatório da Aula Observada da PES – Ano Letivo 2024/2025


Escola Profissional de Música de Espinho
Estagiário Tiago Soares Gomes
Professor Rui Pedro Rodrigues
Cooperante
Disciplina Contrabaixo
Aluno Aluno B (Ensino
Profissional)
Ano/Grau 10º ano / 6º grau
Semana 2
Data 07/10/2024
Sala 2.4.
Horário 17h30 – 19h00

Registo de Observação da Aula (texto descritivo, crítico e reflexivo)


Estrutura da aula:
• Estudo Nº1 de Kreutzer;
• Peça – Elegy nº1, de G. Bottesini.

A aula, inicia com exercícios de aquecimento e trabalho de arco, usando o


estudo nº1 de Kreutzer. Noto que o aluno está a usar um contrabaixo em afinação de
orquestra (Mi – Lá - Ré – Sol).
Durante o estudo, o docente procurou explorar um “som cheio” do aluno.
Trabalhou o aluno para conseguir o chamado “Harmónico 0”. Uma técnica de arco,
perto do cavalete, que faz com que a nota saia com mais harmónicos, tornando se limpa
e cheia. Estando a tocar semicolcheias, o docente procurou tirar do aluno uma
consistência no som, sem existir quebras nas mudanças de arco. De seguida, o docente
trabalha o aluno com um exercício que consiste em tocar uma das semicolcheias, parar
o movimento do arco enquanto prepara a mão na nota seguinte e voltar a fazer um golpe
com um arco. Deste modo, consegue com que o aluno tenha um som limpo do início ao
fim da nota, tendo em conta a preparação da seguinte, além de praticar a distribuição de
arco pelas notas e mudanças de posição e de corda.
Por fim, pede para tocar a Elegy nº1. O docente trabalha o aluno na parte A da obra.
Disseca cada parte para melhorar a distribuição de arco, ligação ente notas, como no

127
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

estudo de Kreutzer e o aluno replica. Passado um tempo, trabalha a passagem cromática


da primeira parte. O aluno revela dificuldades na distribuição e velocidade de execução
do arco. O docente, sugere o exercício do aluno pensar na passagem na cabeça enquanto
estuda a distribuição com a corda solta que irá ser pisada. Por fim, o aluno toca com as
notas, terminando assim a aula.

128
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Relatório da Aula Observada da PES – Ano Letivo 2024/2025


Escola Profissional de Música de Espinho
Estagiário Tiago Soares Gomes
Professor Rui Pedro Rodrigues
Cooperante
Disciplina Contrabaixo
Aluno Aluno B (Ensino
Profissional)
Ano/Grau 10º ano / 6º grau
Semana 3
Data 14/10/2024
Sala 2.4.
Horário 17h30 – 19h00

Registo de Observação da Aula (texto descritivo, crítico e reflexivo)


Estrutura da aula:
• Escala de Fá Maior – 3 oitavas com variações de arcadas;
• Estudo Nº1 de Kreutzer – Primeira Variação;
• Peça – Elegy nº1, de G. Bottesini.

A aula, inicia com exercícios de aquecimento com a escala de Fá Maior, 3


oitavas e com as variações de arcada nota a nota e com ligaduras de 2 a 4 notas. Após o
aquecimento, o docente focou no trabalho de arco, usando o estudo nº1 de Kreutzer.
Noto que o aluno está a usar um contrabaixo em afinação de orquestra (Mi – Lá - Ré –
Sol).
O aluno demonstrou boa consciência sonora, mas alguma tensão no braço
direito, especialmente com a posição do cavalete. O docente interveio pedindo que o
aluno se concentrasse na postura do braço, persistindo no relaxamento do braço. Deste
modo, reparei que o som do aluno B melhorou pois soa menos “preso”.
Por fim, o docente pediu para tocar a Elegy nº1 de Botesinni. O docente trabalha
o aluno na parte B da obra. O aluno revela dificuldades na distribuição e velocidade de
execução do arco nos primeiros arpejos desta parte. Como o aluno após tentar fazer a
passagem num andamento mais lento continuava com os mesmos problemas, o docente,
sugeriu um exercício consistido em fazer as trocas de cordas em usar a mão esquerda.

129
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Após o final do exercício, o aluno mostrou que tinha a parte seguinte sólida. Contudo, a
parte final não apresentava estudo pois o aluno estava à procura de arcadas e
dedilhações.
Até ao final da aula, o docente decidiu em conjunto com o aluno as arcadas e as
dedilhações.

130
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Planificação da Aula Cooperada da PES – Ano Letivo 2024/2025


Escola Profissional de Música de Espinho
Estagiário Tiago Soares Gomes
Professor Rui Pedro Rodrigues
Cooperante
Disciplina Contrabaixo
Aluno Aluno B (Ensino
Profissional)
Ano/Grau 10º ano / 6º grau
Semana 4
Data 28/10/2024
Sala 2.4.
Horário 17h30 – 19h00

Registo de Observação da Aula (texto descritivo, crítico e reflexivo)


Estrutura da aula:
• Escala de Fá Maior – 3 oitavas com variações de arcadas;
• Estudo Nº1 de Kreutzer – Primeira Variação;

Objetivos gerais da aula:


• Consolidar a afinação e o “Harmónico 0”;
• Desenvolver o detaché.

Estratégias para alcançar os objetivos:


• Execução da escala com diferentes variações de arco (nota a nota, 2 e 4 notas
ligadas);
• Chamar atenção ao relaxamento do corpo;
• Caso haja irregularidades rítmicas utilizar o metrónomo.

Comentários sobre a aula:


A aula foi bastante produtiva. Na verdade, o aluno demonstrou evolução da
projeção do som durante a escala especialmente na variação nota a nota. Em relação às
variações das notas ligadas, reparei que nas arcadas para cima ainda não consegue
distribuir bem o peso do braço muito por culpa do cotovelo.

131
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Em relação ao estudo, notei evolução no detaché. Contudo, ainda tem


dificuldades nas arcadas para cima. Quer eu, quer o professor orientador insistimos que
o aluno aumentasse a velocidade do arco nas arcadas para cima, de forma a resolver o
problema.

132
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Planificação da Aula Cooperada da PES – Ano Letivo 2024/2025


Escola Profissional de Música de Espinho
Estagiário Tiago Soares Gomes
Professor Rui Pedro Rodrigues
Cooperante
Disciplina Contrabaixo
Aluno Aluno B (Ensino
Profissional)
Ano/Grau 10º ano / 6º grau
Semana 5
Data 18/11/2024
Sala 2.4.
Horário 17h30 – 19h00

Registo de Observação da Aula (texto descritivo, crítico e reflexivo)


Estrutura da aula:
• Escala de Fá Maior – 3 oitavas com variações de arcadas;
• Peça – Elegy nº1, de G. Bottesini.

Objetivos gerais da aula:


• Consolidar a afinação e o “Harmónico 0”;
• Desenvolver a projeção do som na peça.

Estratégias para alcançar os objetivos:


• Execução da escala com diferentes variações de arco (nota a nota, 2 e 4 notas
ligadas);
• Chamar atenção ao relaxamento do corpo;
• Caso haja irregularidades rítmicas utilizar o metrónomo.

Comentários sobre a aula:


O aluno demonstrou evolução da projeção do som durante as variações das notas
ligadas na escala, mas a afinação na última oitava foi instável, especialmente na descida.
Em relação à peça, o aluno revelou pouco estudo relativamente à última aula que
assisti. Deste modo, o docente reviu dedilhações e os saltos dos arpejos na parte b de
forma a explicar a maneira que tem de estudar em casa.

133
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Planificação da Aula Cooperada da PES – Ano Letivo 2024/2025


Escola Profissional de Música de Espinho
Estagiário Tiago Soares Gomes
Professor Rui Pedro Rodrigues
Cooperante
Disciplina Contrabaixo
Aluno Aluno B (Ensino
Profissional)
Ano/Grau 10º ano / 6º grau
Semana 6
Data 25/11/2024
Sala 2.4.
Horário 17h30 – 19h00
Registo de Observação da Aula (texto descritivo, crítico e reflexivo)
Estrutura da aula:
• Escala de Fá Maior – 3 oitavas com variações de arcadas;
• Peça – Elegy nº1, de G. Bottesini.

Objetivos gerais da aula:


• Consolidar a afinação e o “Harmónico 0”;
• Desenvolver a coordenação entre a mão esquerda e a mão direita.

Estratégias para alcançar os objetivos:


• Execução da escala com diferentes variações de arco (nota a nota, 2 e 4 notas
ligadas);
• Chamar atenção ao relaxamento do corpo;
• Caso haja irregularidades rítmicas utilizar o metrónomo.

Comentários sobre a aula:


A aula foi bastante produtiva. Na verdade, o aluno só tocou a variação nota a
nota da escala para verificarmos como está o detaché dele e grane parte da aula focou-se
na peça.
O aluno, veio mais preparado, mas ainda apresentava dificuldades na
coordenação da mão direita e da mão esquerda em passagens com arpejos. Grande parte
da aula, foi focado em exercícios de arpejos como fazer os arpejos de Dó Maior, Sol

134
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Maior e Lá menor em três oitavas de forma o aluno replicar na peça. Após estes
exercícios, o aluno tocou a parte B com mais fluidez de arco e mudança de posição. Por
fim, chamei à atenção para as mudanças de posição serem pela corda.

135
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Planificação da Aula Lecionada da PES – Ano Letivo 2024/2025


Escola Profissional de Música de Espinho
Estagiário Tiago Soares Gomes
Professor Rui Pedro Rodrigues
Cooperante
Disciplina Contrabaixo
Aluno Aluno B (Ensino
Profissional)
Ano/Grau 10º ano / 6º grau
Semana 7
Data 9/12/2024
Sala 2.4.
Horário 17h30 – 19h00

Registo de Observação da Aula (texto descritivo, crítico e reflexivo)


Estrutura da aula:
• Escala de Fá Maior – 3 oitavas com variações de arcadas;
• Estudo Nº1 de Kreutzer – Primeira Variação;
• Peça – Elegy nº1, de G. Bottesini.

Objetivos gerais da aula:


• Consolidar a afinação e o “Harmónico 0”;
• Desenvolver o detaché.

Estratégias para alcançar os objetivos:


• Execução da escala com diferentes variações de arco (nota a nota, 2 e 4 notas
ligadas);
• Chamar atenção ao relaxamento do corpo;
• Caso haja irregularidades rítmicas utilizar o metrónomo.

Comentários sobre a aula:


A aula foi bastante produtiva. Na verdade, o aluno demonstrou evolução da
projeção do som durante a escala na variação nota a nota. Além disso, melhorou a
projeção do som nas arcadas ligadas, faltando apenas melhorar a afinação da 3º oitava.

136
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Trabalhei um bocado com ele a afinação tocando as notas da escala para lhe dar
referências.
Após este trabalho, revi o detaché com o estudo de Kreutzer. Na verdade, o
aluno mostra que tem praticado a primeira variação. De seguida, fomos para a peça e
após uma passagem do início ao fim trabalhei aspetos musicais. Peguei na partitura de
piano e mostrei um vídeo só da parte do piano para ver o aluno perceber em que partes
seriam mais tensas e mais líricas.

137
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Planificação da Aula Lecionada da PES – Ano Letivo 2024/2025


Escola Profissional de Música de Espinho
Estagiário Tiago Soares Gomes
Professor Rui Pedro Rodrigues
Cooperante
Disciplina Contrabaixo
Aluno Aluno B (Ensino
Profissional)
Ano/Grau 10º ano / 6º grau
Semana 8
Data 23/12/2024
Sala 2.4.
Horário 17h30 – 19h00
Registo de Observação da Aula (texto descritivo, crítico e reflexivo)
Estrutura da aula:
• Escala de Fá Maior – 3 oitavas com variações de arcadas;
• Estudo Nº1 de Kreutzer – Primeira Variação;
• Peça – Elegy nº1, de G. Bottesini.

Objetivos gerais da aula:


• Consolidar a afinação e o “Harmónico 0”;
• Desenvolver o detaché.

Estratégias para alcançar os objetivos:


• Execução da escala com diferentes variações de arco (nota a nota, 2 e 4 notas
ligadas);
• Chamar atenção ao relaxamento do corpo.

Comentários sobre a aula:


A aula foi bastante produtiva. Na verdade, o aluno demonstra cada vez mais
evolução na projeção do som e na procura do “harmónico 0” ao longo das escalas. Além
disso, melhorou o controlo rítmico do estudo. Na peça, fizemos uma pequena revisão da
obra na integra e fez-se ensaio com a professora acompanhadora.

138
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Planificação da Aula Cooperada da PES – Ano Letivo 2024/2025


Escola Profissional de Música de Espinho
Estagiário Tiago Soares Gomes
Professor Rui Pedro Rodrigues
Cooperante
Disciplina Contrabaixo
Aluno Aluno B (Ensino
Profissional)
Ano/Grau 10º ano / 6º grau
Semana 9
Data 13/1/2025
Sala 2.4.
Horário 17h30 – 19h00
Registo de Observação da Aula (texto descritivo, crítico e reflexivo)
Estrutura da aula:
• Escala de Fá Maior – 3 oitavas com variações de arcadas;
• Estudo Nº1 de Kreutzer – Primeira Variação;
• Peça – Elegy nº1, de G. Bottesini.

Estratégias para alcançar os objetivos:


• Execução da escala com diferentes variações de arco (nota a nota, 2 e 4 notas
ligadas);
• Chamar atenção ao relaxamento do corpo;
• Caso haja irregularidades rítmicas utilizar o metrónomo.

Comentários sobre a aula:


Na escala, o aluno mostrou manter a qualidade do detaché quer na escala, quer
no estudo, pelo que agora consegue ter uma qualidade de som acima da média.
Contudo, o aluno revelou pouco estudo da peça durante as férias, pelo que o
professor cooperante só realizou uma revisão da peça.

139
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Planificação da Aula Cooperada da PES – Ano Letivo 2024/2025


Escola Profissional de Música de Espinho
Estagiário Tiago Soares Gomes
Professor Rui Pedro Rodrigues
Cooperante
Disciplina Contrabaixo
Aluno Aluno B (Ensino
Profissional)
Ano/Grau 10º ano / 6º grau
Semana 10
Data 10/2/2025
Sala 2.4.
Horário 17h30 – 19h00
Registo de Observação da Aula (texto descritivo, crítico e reflexivo)
Estrutura da aula:
• Escala de Sol Maior – 3 oitavas com variações de arcadas;
• Peça – Concerto para Contrabaixo, Dragonetti.

Estratégias para alcançar os objetivos:


• Execução da escala com diferentes variações de arco (nota a nota, 2 e 4 notas
ligadas);
• Chamar atenção ao relaxamento do corpo;
• Caso haja irregularidades rítmicas utilizar o metrónomo.

Comentários sobre a aula:


A aula serviu de introdução ao novo reportório para o 2º semestre. Trabalhamos
as dedilhações da escala de Sol Maior e trabalhamos a última oitava, especialmente a
afinação. Para este trabalho, fui tocando as notas no piano para dar referencia ao aluno.
Depois, o professor coordenador trabalhou arcadas e dedilhações do 1º andamento do
Concerto.

140
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Planificação da Aula Lecionada da PES – Ano Letivo 2024/2025


Escola Profissional de Música de Espinho
Estagiário Tiago Soares Gomes
Professor Rui Pedro Rodrigues
Cooperante
Disciplina Contrabaixo
Aluno Aluno B (Ensino
Profissional)
Ano/Grau 10º ano / 6º grau
Semana 11
Data 24/2/2025
Sala 2.4.
Horário 17h30 – 19h00
Registo de Observação da Aula (texto descritivo, crítico e reflexivo)
Estrutura da aula:
• Escala de Sol Maior – 3 oitavas com variações de arcadas;
• Peça – Concerto para Contrabaixo, Dragonetti.

Objetivos gerais da aula:


• Consolidar a afinação e o “Harmónico 0”;
• Desenvolver o detaché.

Estratégias para alcançar os objetivos:


• Execução da escala com diferentes variações de arco (nota a nota, 2 e 4 notas
ligadas);
• Chamar atenção ao relaxamento do corpo;
• Caso haja irregularidades rítmicas utilizar o metrónomo.

Comentários sobre a aula:


A aula foi bastante produtiva. Na verdade, o aluno no início da aula pareceu
distraído, mas com o desenvolver da aula concentrou-se. Na escala, continuou com o
nível de qualidade sonora apresentado na escala de Fá do 1º semestre. Em relação ao
Concerto, trabalhamos o início por causa do detaché das semicolcheias. Como
apresentou dificuldades, voltamos a trabalhar o Estudo de Kreutzer com o objetivo de
tentar replicar na peça. Por falta de tempo, não consegui voltar ao Concerto.

141
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Relatório da Aula Supervisionada da PES – Ano Letivo 2024/2025


Escola Profissional de Música de Espinho
Estagiário Tiago Soares Gomes
Professor Rui Pedro Rodrigues
Cooperante
Disciplina Contrabaixo
Aluno Aluno B (Ensino
Profissional)
Ano/Grau 10º ano / 6º grau
Semana 12
Data 10/3/2025
Sala 2.4.
Horário 17h30 – 19h00
Registo de Observação da Aula (texto descritivo, crítico e reflexivo)
Estrutura da aula:
• Escala de Sol Maior – 3 oitavas com variações de arcadas;
• Peça – Concerto para Contrabaixo, Dragonetti.

Objetivos gerais da aula:


• Consolidar a afinação e o “Harmónico 0”;
• Desenvolver o detaché.

Estratégias para alcançar os objetivos:


• Execução da escala com diferentes variações de arco (nota a nota, 2 e 4 notas
ligadas);
• Chamar atenção ao relaxamento do corpo;
• Caso haja irregularidades rítmicas utilizar o metrónomo.

Comentários sobre a aula:


O aluno para aquecer realizou a escala e passamos diretamente para o 1º
andamento do Concerto de Dragonetti. A aula baseou-se no trabalho rítmico das
semicolcheias e nas mudanças de golpe do arco pois não eram uniformes. Realizei
vários exercícios em que no final de cada arcada o aluno parava o arco de forma a sentir
o peso do braço e depois redistribuir em função da nova arcada.

142
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Após este trabalho, tentei desenvolver a sensibilidade estilística ao começar a


encontrar as notas e dar mais direção com as frases.

143
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Planificação da Aula Lecionada da PES – Ano Letivo 2024/2025


Escola Profissional de Música de Espinho
Estagiário Tiago Soares Gomes
Professor Rui Pedro Rodrigues
Cooperante
Disciplina Contrabaixo
Aluno Aluno B (Ensino
Profissional)
Ano/Grau 10º ano / 6º grau
Semana 13
Data 14/4/2025
Sala 2.4.
Horário 17h30 – 19h00
Registo de Observação da Aula (texto descritivo, crítico e reflexivo)
Estrutura da aula:
• Escala de Sol Maior – 3 oitavas com variações de arcadas;
• Peça – Concerto para Contrabaixo, Dragonetti.

Objetivos gerais da aula:


• Consolidar a afinação e o “Harmónico 0”;
• Desenvolver o detaché.

Estratégias para alcançar os objetivos:


• Execução da escala com diferentes variações de arco (nota a nota, 2 e 4 notas
ligadas);
• Chamar atenção ao relaxamento do corpo;
• Caso haja irregularidades rítmicas utilizar o metrónomo.

Comentários sobre a aula:


O aluno continua com problemas de afinação nas regiões agudas. Passamos
grande parte da aula a trabalhar a afinação com base em MIDI’s. Após ver melhorias
passamos para o Concerto.
Contudo, o aluno disse que ainda não tinha estudado a partir da 2º página pelo
que o resto da aula foi a dar dedilhações até ao final do 1º andamento.

144
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Planificação da Aula Cooperada da PES – Ano Letivo 2024/2025


Escola Profissional de Música de Espinho
Estagiário Tiago Soares Gomes
Professor Rui Pedro Rodrigues
Cooperante
Disciplina Contrabaixo
Aluno Aluno B (Ensino
Profissional)
Ano/Grau 10º ano / 6º grau
Semana 14
Data 26/5/2025
Sala 2.4.
Horário 17h30 – 19h00
Registo de Observação da Aula (texto descritivo, crítico e reflexivo)
Estrutura da aula:
• Escala de Sol Maior – 3 oitavas com variações de arcadas;
• Peça – Concerto para Contrabaixo, Dragonetti.

Objetivos gerais da aula:


• Consolidar a afinação e o “Harmónico 0”;
• Desenvolver o detaché.

Estratégias para alcançar os objetivos:


• Execução da escala com diferentes variações de arco (nota a nota, 2 e 4 notas
ligadas);
• Chamar atenção ao relaxamento do corpo;
• Caso haja irregularidades rítmicas utilizar o metrónomo.

Comentários sobre a aula:


A aula foi principalmente focada no Concerto. O aluno admitiu que não tinha
visto da 2º página para a frente pelo que a aula foi focada em trabalhar as passagens
mais complicadas do 1º andamento do Concerto. Além disso, revi algumas arcadas e o
detaché com a variação da Sinfonia nº40 de Mozart.

145
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Planificação da Aula Lecionada da PES – Ano Letivo 2024/2025


Escola Profissional de Música de Espinho
Estagiário Tiago Soares Gomes
Professor Rui Pedro Rodrigues
Cooperante
Disciplina Contrabaixo
Aluno Aluno B (Ensino
Profissional)
Ano/Grau 10º ano / 6º grau
Semana 15
Data 23/6/2025
Sala 2.4.
Horário 17h30 – 19h00
Registo de Observação da Aula (texto descritivo, crítico e reflexivo)
Estrutura da aula:
• Escala de Sol Maior – 3 oitavas com variações de arcadas;
• Peça – Concerto para Contrabaixo, Dragonetti.

Objetivos gerais da aula:


• Consolidar a afinação e o “Harmónico 0”;
• Desenvolver o detaché.

Estratégias para alcançar os objetivos:


• Execução da escala com diferentes variações de arco (nota a nota, 2 e 4 notas
ligadas);
• Chamar atenção ao relaxamento do corpo;
• Caso haja irregularidades rítmicas utilizar o metrónomo.

Comentários sobre a aula:


A aula foi bastante produtiva. Na verdade, o aluno demonstrou estudou o 1º
andamento por completo. Esta aula foi auxiliada pela professora acompanhadora pelo
que o trabalho realizado na aula foi mais para correção estilística e ajuda na
compreensão musical.

146
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Relatórios das Aulas Observadas, Cooperadas e Planificadas de Classe de


Conjunto (Naipe Instrumentais)

147
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Relatório da Aula Observada da PES – Ano Letivo 2024/2025


Escola Profissional de Música de Espinho
Estagiário Tiago Soares
Gomes
Professor Rui Pedro
Cooperante Rodrigues
Disciplina Classe de Conjunto
Aluno Alunos Profissional
(2)
Ano/Grau 10º ano / 7º grau
Nº de aula 1
Data 30/09/2024
Sala 2.4.
Horário 14h00 – 15h30

Registo de Observação da Aula (texto descritivo, crítico e reflexivo)


Estrutura da aula:
• Escala de Dó Maior - 2 oitavas, com variações de arcadas;
• Excerto da Sinfonia nº 40, de Mozart.

Resumo:
A aula, inicia com exercícios de aquecimento e trabalho de arco, usando a escala de
Dó Maior. Noto que os alunos estão a usar contrabaixos em afinação de orquestra (Mi –
Lá - Ré – Sol), enquanto o docente está a usar em afinação de solista (Fá# - Si – Mi –
Lá).
Deste modo, a escala de Dó Maior serve para os alunos tentarem fundir o seu som,
pois era a primeira vez que estavam a tocar juntos. O docente seguiu as variações das
aulas individuais – um arco em cada nota; 2 notas ligadas; 4 notas ligadas; 7 notas ligas;
e cada nota em semicolcheias, de forma a praticar o detaché do talão ao meio do arco.
Assim, o docente está preocupado com a correção da técnica de mão direita e os
shifftings da mão esquerda, tendo o foco no som homogéneo de grupo. Noto que o
docente toca com os alunos para se habituarem a ouvir os parceiros de naipe. Voltando
às semicolcheias e ao detaché, pede para dar atenção ao movimento do antebraço e a

148
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

gastar mais arco e estarem mais relaxados, de maneira ao peso natural do corpo ficar
sobre o arco.
De seguida, pega no excerto da Sinfonia nº 40 de Mozart, presente no livro
“Orchester Probespiel” para contrabaixo. Dá-me a indicação de vai ver com os alunos
em detaché e num tempo mais lento pois revela ser a primeira vez que eles tocam o
excerto (normalmente o excerto tocasse em spicatto). Além disso, afirma que em aulas
mais à frente irá ver a um tempo mais rápido de forma a praticarem o spicatto. O
docente, nota que os seus alunos, por vezes, perdem o contacto do arco com a corda nas
colcheias e nas mudanças de corda, dando a indicação que falta o peso do braço no arco.
De seguida, nota que algumas notas não respondem, pois, a corda não vibra
corretamente.
Afirma, que a causa deste problema se centra em usar o arco com muita
velocidade e pouco peso, notando que os alunos estão com o braço demasiado reto, não
dando espaço para o cotovelo relaxar e descansar o peso no arco. Outro aspeto que nota
do peso do corpo no arco é a curvatura do arco pois não se encontrava estável. Além
disso, os alunos começavam o excerto com o arco a vir do ar e não apoiado já na corda,
o que faz com que não haja estabilidade no início da primeira nota (dó).
De seguida, trabalha a primeira frase do excerto. Nota um erro dos alunos e
questiona do que se trata. Deste modo, estimula os alunos a pensar no que está mal para
quando estiverem a estudar saberem o que corrigir. Neste caso, o erro era a velocidade a
mais do arco. Trabalha o fraseio e a distribuição do arco nas primeiras notas, que se
repetem.
Aborda de novo o conceito de “plano do arco”, da semana passada, e menciona
que com as repetições do motivo, a velocidade do arco aumenta do meio para o talão e o
arco todo. Além disso, questiona o fraseio desta primeira frase: “A penúltima nota (sib)
acaba onde?”. Os alunos respondem, corretamente: “No início da última nota”. Deste
modo, os alunos antecipam os movimentos necessários a tocar as notas.
Por fim, o docente explora o conhecimento do excerto. Questiona em que parte
se situa o excerto (desenvolvimento) e as diferenças para com o início (dinâmica,
fraseio e distribuição do arco).

149
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Relatório da Aula Observada da PES – Ano Letivo 2024/2025


Escola Profissional de Música de Espinho
Estagiário Tiago Soares
Gomes
Professor Rui Pedro
Cooperante Rodrigues
Disciplina Classe de Conjunto
Aluno Alunos Secundário
(2)
Ano/Grau 10º ano / 6º grau
Nº de aula 2
Data 7/10/2024
Sala 2.4.
Horário 14h00 – 15h30

Registo de Observação da Aula (texto descritivo, crítico e reflexivo)


Estrutura da aula:
• Escala de Dó Maior - 2 oitavas, com variações de arcadas;
• Excerto da Sinfonia nº 40, de Mozart.

Resumo
A aula, inicia com exercícios de aquecimento e trabalho de arco, usando a escala de
Dó Maior. Noto que os alunos estão a usar contrabaixos em afinação de orquestra (Mi –
Lá - Ré – Sol), enquanto o docente está a usar em afinação de solista (Fá# - Si – Mi –
Lá).
Durante escala de Dó Maior, o docente insistiu nas variações das aulas individuais –
um arco em cada nota; 2 notas ligadas; 4 notas ligadas; 7 notas ligas; e cada nota em
semicolcheias, de forma a praticar o detaché do talão ao meio do arco.
O docente pediu para eu me juntar aos alunos de forma a habituarem-se a ouvir
em naipe. Na verdade, pediu para que copiassem o som que realizei durante a escala. De
seguida, voltou ao trabalho de detaché do talão ao meio do arco com a última oitava da
escala. Além disso, foi ao piano tocar as notas para ajudar na afinação dos alunos pois
estes apresentavam dificuldades a afinar na descida.

150
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

De seguida, é abordado o excerto da Sinfonia nº 40 de Mozart. O docente,


novamente vê este excerto num tempo mais lento de forma a focar no detaché. De facto,
os alunos ainda não mostraram ter as arcadas equilibradas quando mudam de direção.
Com o avançar da aula, noto que algumas notas não estão a responder, devido à
falta de coordenação das mãos. O docente afirma, que a causa deste problema se centra
em usar o arco com muita velocidade e a mão esquerda ainda não estar solidificadas
com as mudanças de posição.
Por fim, foi trabalhado a coordenação das notas do excerto ligadas em grupo de
4. Contudo, os alunos ainda mostraram fragilidades pelo que o docente pediu que até à
próxima aula estudem este exercício.

151
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Relatório da Aula Observada da PES – Ano Letivo 2024/2025


Escola Profissional de Música de Espinho
Estagiário Tiago Soares
Gomes
Professor Rui Pedro
Cooperante Rodrigues
Disciplina Classe de Conjunto
Aluno Alunos Secundário
(2)
Ano/Grau 10º ano / 6º grau
Nº de aula 3
Data 14/10/2024
Sala 2.4.
Horário 14h00 – 15h30
Registo de Observação da Aula (texto descritivo, crítico e reflexivo)
Estrutura da aula:
• Escala de Dó Maior - 2 oitavas, com variações de arcadas;
• Excerto da Sinfonia nº 40, de Mozart.

Resumo:
A aula, inicia com exercícios de aquecimento e trabalho de arco, usando a escala de
Dó Maior. Noto que os alunos estão a usar contrabaixos em afinação de solista, assim
como o docente (Fá# - Si – Mi – Lá).
Deste modo, a escala de Dó Maior teve como foco a projeção do som e a
exploração do ponto de contacto do arco perto do cavalete. Os alunos mostraram
dificuldades em tirar um bom som devido a estarem a pressionar a corda. Deste modo, o
docente pede para aumentarem a velocidade pelo que ambos conseguem solucionar o
problema em pouco tempo.
Além disso, são realizadas as variações habituais:2 notas ligadas; 4 notas
ligadas; 7 notas ligas; e cada nota em semicolcheias, de forma a praticar o detachê do
talão ao meio do arco.
De seguida, é trabalhado a coordenação das mãos no excerto da Sinfonia nº 40
de Mozart. Mais uma vez, o docente pede o exercício realizado na última aula em que

152
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

os alunos ligavam as notas em 4 grupos. Com o desenvolvimento da aula, notei que a


mudança de posição da mão esquerda deles melhorou significativamente. Então, o
docente pede para tocarem as notas separadas como está na partitura.
Após tocarem o excerto por completo, ainda se notou fragilidades na
coordenação. Na verdade, desta vez o problema estava na mão direita pois os alunos não
estavam a relacionar a velocidade do arco com o movimento da mão esquerda.

153
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Planificação da Aula Cooperada da PES – Ano Letivo 2024/2025


Escola Profissional de Música de Espinho
Estagiário Tiago Soares
Gomes
Professor Rui Pedro
Cooperante Rodrigues
Disciplina Classe de Conjunto
Aluno Alunos Secundário
(2)
Ano/Grau 10º ano / 6º grau
Nº de aula 4
Data 21/10/2024
Sala 2.4.
Horário 14h00 – 15h30
Registo de Observação da Aula (texto descritivo, crítico e reflexivo)
Plano de aula
• Escala de Dó Maior - 2 oitavas, com variações de arcadas;
• Excerto da Sinfonia nº 40, de Mozart.
Objetivos gerais
• Promover a coesão e homogeneidade sonora do naipe;
• Desenvolver o detaché;
• Melhorar a articulação e a afinação.

Estratégias para alcançar os objetivos


• Trabalho do excerto em pequenos grupos de exercícios (com variações);
• Repetição lenta: utilizar metrónomo em andamento lento para coordenar ataques
e dinâmicas.
• Troca de feedback entre colegas: após cada execução, os colegas comentam
aspetos positivos e sugestões.

154
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Comentário sobre a aula:


A aula decorreu de forma produtiva, com boa participação dos alunos pois
tentamos que ambos se entreajudassem ao oferecerem a sua opinião sobre como o
colega poderia melhorar. Durante a escala, notei ainda fragilidades na afinação e na
distribuição do arco durante as arcadas ligadas. Na verdade, um dos alunos ainda sentia
dificuldades na produção do som. Contudo, este problema deve-se à hipersensibilidade
das articulações da mão esquerda.
No excerto verificou-se algumas dificuldades na coordenação das arcadas,
sobretudo nas colcheias, mas a prática do andamento lento ajudou a encaminhar para se
resolverem os problemas durante as próximas aulas.

155
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Planificação da Aula Cooperada da PES – Ano Letivo 2024/2025


Escola Profissional de Música de Espinho
Estagiário Tiago Soares
Gomes
Professor Rui Pedro
Cooperante Rodrigues
Disciplina Classe de Conjunto
Aluno Alunos Secundário
(2)
Ano/Grau 10º ano / 6º grau
Nº de aula 5
Data 28/10/2024
Sala 2.4.
Horário 14h00 – 15h30

Registo de Observação da Aula (texto descritivo, crítico e reflexivo)


Plano de aula
• Escala de Dó Maior - 2 oitavas, com variações de arcadas;
• Excerto da Sinfonia nº 40, de Mozart.
Objetivos gerais
• Promover a coesão e homogeneidade sonora do naipe;
• Desenvolver o detaché;
• Melhorar a articulação e a afinação.

Estratégias para alcançar os objetivos


• Trabalho do excerto em pequenos grupos de exercícios (com variações);
• Repetição lenta: utilizar metrónomo em andamento lento para coordenar ataques
e dinâmicas.
• Troca de feedback entre colegas: após cada execução, os colegas comentam
aspetos positivos e sugestões.

156
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Comentário sobre a aula:


Durante a escala, notei ainda fragilidades na distribuição do arco durante as
arcadas ligadas comparado à última sessão.
No excerto, o docente notou falta de estudo por parte de ambos os alunos. Reviu
as dedilhações e as arcadas e deu a aula por terminada.
.

157
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Planificação da Aula Cooperada da PES – Ano Letivo 2024/2025


Escola Profissional de Música de Espinho
Estagiário Tiago Soares
Gomes
Professor Rui Pedro
Cooperante Rodrigues
Disciplina Classe de Conjunto
Aluno Alunos Secundário
(2)
Ano/Grau 10º ano / 6º grau
Nº de aula 6
Data 4/11/2024
Sala 2.4.
Horário 14h00 – 15h30
Registo de Observação da Aula (texto descritivo, crítico e reflexivo)
Plano de aula
• Escala de Dó Maior - 2 oitavas, com variações de arcadas;
• Excerto da Sinfonia nº 40, de Mozart.
Objetivos gerais
• Promover a coesão e homogeneidade sonora do naipe;
• Desenvolver o detaché;
• Melhorar a articulação e a afinação.

Estratégias para alcançar os objetivos


• Trabalho do excerto em pequenos grupos de exercícios (com variações);
• Repetição lenta: utilizar metrónomo em andamento lento para coordenar ataques
e dinâmicas.
• Troca de feedback entre colegas: após cada execução, os colegas comentam
aspetos positivos e sugestões.

158
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Comentário sobre a aula:


Notei uma boa comunicação por parte dos alunos pois tentamos que ambos se
entreajudassem ao oferecerem a sua opinião sobre como o colega poderia melhorar. Na
escala, já começo a notar evolução na homogeneidade do som em naipe. Contudo, o
Aluno B continua com dificuldades em manter um som contínuo nas mudanças de
direção do arco. O docente diz que vai trabalhar com o Aluno B na aula individual este
problema.
No excerto já noto melhorias na coordenação das mãos. Deste modo, decidimos
trabalhar, num tempo lento, o detaché dos alunos. De facto, o problema da escala do
Aluno B mantém-se quando realiza as colcheias em detaché, enquanto o outro aluno
mostra mais facilidades. Contudo, esse aluno ainda não ganhou resistência na mão
esquerda.

159
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Relatório da PES – Ano Letivo 2024/2025


Escola Profissional de Música de Espinho
Estagiário Tiago Soares
Gomes
Professor Rui Pedro
Cooperante Rodrigues
Disciplina Classe de Conjunto
Aluno Alunos Secundário
(2)
Ano/Grau 10º ano / 6º grau
Nº de aula 7
Data 11/11/2024
Sala 2.4.
Horário 14h00 – 15h30

Comentário sobre a aula:


A aula não aconteceu devido às provas intermédias do semestre.

160
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Planificação da Aula Cooperada da PES – Ano Letivo 2024/2025


Escola Profissional de Música de Espinho
Estagiário Tiago Soares
Gomes
Professor Rui Pedro
Cooperante Rodrigues
Disciplina Classe de Conjunto
Aluno Alunos Secundário
(2)
Ano/Grau 10º ano / 6º grau
Nº de aula 8
Data 18/11/2024
Sala 2.4.
Horário 14h00 – 15h30
Registo de Observação da Aula (texto descritivo, crítico e reflexivo)
Plano de aula
• Escala de Dó Maior - 2 oitavas, com variações de arcadas;
• Excerto da Sinfonia nº 40, de Mozart.
Objetivos gerais
• Promover a coesão e homogeneidade sonora do naipe;
• Desenvolver o detaché;
• Melhorar a articulação e a afinação.

Estratégias para alcançar os objetivos


• Trabalho do excerto em pequenos grupos de exercícios (com variações);
• Repetição lenta: utilizar metrónomo em andamento lento para coordenar ataques
e dinâmicas.
• Troca de feedback entre colegas: após cada execução, os colegas comentam
aspetos positivos e sugestões.

161
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Comentário sobre a aula:


Notei uma boa comunicação por parte dos alunos pois tentamos que ambos se
entreajudassem ao oferecerem a sua opinião sobre como o colega poderia melhorar. Na
escala, já começo a notar evolução na homogeneidade do som em naipe. Contudo, o
Aluno B continua com dificuldades em manter um som contínuo nas mudanças de
direção do arco. O docente diz que vai trabalhar com o Aluno B na aula individual este
problema.
No excerto já noto melhorias na coordenação das mãos. Deste modo, decidimos
trabalhar, num tempo lento, o detaché dos alunos. De facto, o problema da escala do
Aluno B mantém-se quando realiza as colcheias em detaché, enquanto o outro aluno
mostra mais facilidades. Contudo, esse aluno ainda não ganhou resistência na mão
esquerda.

162
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Planificação da Aula Cooperada da PES – Ano Letivo 2024/2025


Escola Profissional de Música de Espinho
Estagiário Tiago Soares
Gomes
Professor Rui Pedro
Cooperante Rodrigues
Disciplina Classe de Conjunto
Aluno Alunos Secundário
(2)
Ano/Grau 10º ano / 6º grau
Nº de aula 9
Data 25/11/2024
Sala 2.4.
Horário 14h00 – 15h30
Registo de Observação da Aula (texto descritivo, crítico e reflexivo)
Plano de aula
• Escala de Dó Maior - 2 oitavas, com variações de arcadas.
Objetivos gerais
• Promover a coesão e homogeneidade sonora do naipe;
• Desenvolver o detaché;
• Melhorar a articulação e a afinação.

Estratégias para alcançar os objetivos


• Trabalho do excerto em pequenos grupos de exercícios (com variações);
• Repetição lenta: utilizar metrónomo em andamento lento para coordenar ataques
e dinâmicas.
• Troca de feedback entre colegas: após cada execução, os colegas comentam
aspetos positivos e sugestões.

163
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Comentário sobre a aula:


Notei de novo, boa comunicação por parte dos alunos, o que se tem refletido
pelo feedback dos professores da OCE. Nesta aula foi apenas trabalhado uma escala, já
começo a notar evolução na homogeneidade do som em naipe. Contudo, o Aluno B
continua com dificuldades em manter um som contínuo nas mudanças de direção do
arco. Deste modo, o docente diz que vai trabalhar com o Aluno B na aula individual este
problema.

164
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Planificação da Aula Lecionada da PES – Ano Letivo 2024/2025


Escola Profissional de Música de Espinho
Estagiário Tiago Soares
Gomes
Professor Rui Pedro
Cooperante Rodrigues
Disciplina Classe de Conjunto
Aluno Alunos Profissional
(2)
Ano/Grau 10º ano / 7º grau
Nº de aula 10
Data 2/12/2024
Sala 2.4.
Horário 14h00 – 15h30

Registo de Observação da Aula (texto descritivo, crítico e reflexivo)


Plano de aula
• Excerto da Sinfonia nº 40, de Mozart.
Objetivos gerais
• Promover a coesão e homogeneidade sonora do naipe;
• Desenvolver o detaché e o spicatto;
• Melhorar a articulação e a afinação.

Estratégias para alcançar os objetivos


• Trabalho do excerto em pequenos grupos de exercícios (com variações);
• Repetição lenta: utilizar metrónomo em andamento lento para coordenar ataques
e dinâmicas.
• Estudo do excerto à velocidade real;
• Troca de feedback entre colegas: após cada execução, os colegas comentam
aspetos positivos e sugestões.

165
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Comentário sobre a aula:


Nesta aula, quis experimentar se os alunos já seriam capazes de começar o
estudo da técnica de spicatto. Na verdade, mostraram solidez no detaché quando
tocaram o excerto num andamento lento, por tanto comecei a aumentar a velocidade,
com base num metrónomo, de forma a confirmar se o spicatto aparecia naturalmente.
Contudo, os alunos apresentaram dificuldades em controlam o “saltar” do arco,
pelo que o resto da aula se baseou em exercícios de salto vertical do arco nas cordas.
Assim, pedi que os alunos deixassem cair o arco nas cordas do contrabaixo de forma a
se habituarem à reação natural do salto.

166
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Planificação da Aula Lecionada da PES – Ano Letivo 2024/2025


Escola Profissional de Música de Espinho
Estagiário Tiago Soares
Gomes
Professor Rui Pedro
Cooperante Rodrigues
Disciplina Classe de Conjunto
Aluno Alunos Secundário
(2)
Ano/Grau 10º ano / 6º grau
Nº de aula 11
Data 9/12/2024
Sala 2.4.
Horário 14h00 – 15h30
Registo de Observação da Aula (texto descritivo, crítico e reflexivo)
Plano de aula
• Escala de Dó Maior - 2 oitavas, com variações de arcadas;
Objetivos gerais
• Promover a coesão e homogeneidade sonora do naipe;
• Desenvolver o spicatto;
• Melhorar a articulação e a afinação.

Estratégias para alcançar os objetivos


• Trabalho da técnica de spicatto em pequenos grupos de exercícios;
• Troca de feedback entre colegas: após cada execução, os colegas comentam
aspetos positivos e sugestões.

167
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Comentário sobre a aula:


Nesta aula, voltei a focar na técnica de spicatto mas em vez de ser com base no
excerto, tive como base a escala. Notei uma evolução significativa do controlo do arco
da última sessão para esta. Contudo, os alunos ainda não conseguiram retirar o melhor
som do instrumento quando realizam o “salto”.
Deste modo, realizei o seguinte exercício: tocar a 1º oitava da escala e colocar o
pulso caído de forma ao arco tocar com todas as cerdas na corda. Na verdade, os alunos
conseguiram captar rapidamente este exercício pelo que começaram a tirar uma melhor
qualidade sonora.
Como consegui atingir os objetivos, decidi terminar a aula mais cedo, anotando
os pormenores a ter atenção no exercício para que os alunos estudem a técnica durante a
semana

168
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Planificação da Aula Lecionada da PES – Ano Letivo 2024/2025


Escola Profissional de Música de Espinho
Estagiário Tiago Soares
Gomes
Professor Rui Pedro
Cooperante Rodrigues
Disciplina Classe de Conjunto
Aluno Alunos Secundário
(2)
Ano/Grau 10º ano / 6º grau
Nº de aula 12
Data 16/12/2024
Sala 2.4.
Horário 14h00 – 15h30

Registo de Observação da Aula (texto descritivo, crítico e reflexivo)


Plano de aula
• Escala de Dó Maior - 2 oitavas, com variações de arcadas;
• Excerto da Sinfonia nº 40, de Mozart.
Objetivos gerais
• Promover a coesão e homogeneidade sonora do naipe;
• Desenvolver o detaché;
• Melhorar a articulação e a afinação.

Estratégias para alcançar os objetivos


• Trabalho do excerto em pequenos grupos de exercícios (com variações);
• Repetição lenta: utilizar metrónomo em andamento lento para coordenar ataques
e dinâmicas.
• Troca de feedback entre colegas: após cada execução, os colegas comentam
aspetos positivos e sugestões.

169
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Comentário sobre a aula:


Nesta aula, voltei à base técnica e voltei a rever o detaché. Durante a escala,
notei algum desleixo dos alunos, especialmente na variação de 7 notas ligadas. Ambos
os alunos mostraram dificuldades na mudança de corda pelo que realizamos o exercício
num tempo mais lento de forma a habituarem-se à troca de cordas.
No excerto, fiquei satisfeito com a versão à velocidade real, por tanto decidi
rever as mudanças de posição com base no detaché.
.

170
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Planificação da Aula Lecionada da PES – Ano Letivo 2024/2025


Escola Profissional de Música de Espinho
Estagiário Tiago Soares
Gomes
Professor Rui Pedro
Cooperante Rodrigues
Disciplina Classe de Conjunto
Aluno Alunos Secundário
(2)
Ano/Grau 10º ano / 6º grau
Nº de aula 13
Data 23/12/2024
Sala 2.4.
Horário 14h00 – 15h30
Registo de Observação da Aula (texto descritivo, crítico e reflexivo)
Plano de aula
• Revisão do Excerto da Sinfonia nº 40, de Mozart.

Objetivos gerais
• Rever o excerto a tempo real.

Comentário sobre a aula:


Esta aula foi curta pois a segunda parte iria ser usada para ensaios com a
professora acompanhadora da classe. Como seria a última destinada ao excerto deste
semestre, decidi fazer uma passagem pelo excerto e dar feedback e aspetos a trabalhar.
O aluno B, revelou ter o excerto bem preparado. Na verdade, só afirmei que
seria preciso trabalhar as mudanças de arcadas para cima no tema. Em relação ao outro
aluno, também mostrou ter o excerto sólido pelo que indicou que foi ajudado pelo
Aluno B ao longo das últimas semanas para também superar as dificuldades.

171
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Relatório da PES – Ano Letivo 2024/2025


Escola Profissional de Música de Espinho
Estagiário Tiago Soares
Gomes
Professor Rui Pedro
Cooperante Rodrigues
Disciplina Classe de Conjunto
Aluno Alunos Secundário
(2)
Ano/Grau 10º ano / 6º grau
Nº de aula 14
Data 13/1/2025
Sala 2.4.
Horário 14h00 – 15h30
Comentário sobre a aula:
A aula não aconteceu devido à realização de ensaios com a professora
acompanhadora de preparação para a Audição de Classe na sessão da próxima semana

172
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Relatório da PES – Ano Letivo 2024/2025


Escola Profissional de Música de Espinho
Estagiário Tiago Soares
Gomes
Professor Rui Pedro
Cooperante Rodrigues
Disciplina Classe de Conjunto
Aluno Alunos Secundário
(2)
Ano/Grau 10º ano / 6º grau
Nº de aula 15
Data 20/1/2025
Sala 2.4.
Horário 14h00 – 15h30
Comentário sobre a aula:
A aula não aconteceu devido à Audição de Classe

173
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Relatório da PES – Ano Letivo 2024/2025


Escola Profissional de Música de Espinho
Estagiário Tiago Soares
Gomes
Professor Rui Pedro
Cooperante Rodrigues
Disciplina Classe de Conjunto
Aluno Alunos Secundário
(2)
Ano/Grau 10º ano / 6º grau
Nº de aula 16
Data 27/1/2025
Sala 2.4.
Horário 14h00 – 15h30
Comentário sobre a aula:
A aula não aconteceu devido às Provas de Semestre

174
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Planificação da Aula Cooperada da PES – Ano Letivo 2024/2025


Escola Profissional de Música de Espinho
Estagiário Tiago Soares
Gomes
Professor Rui Pedro
Cooperante Rodrigues
Disciplina Classe de Conjunto
Aluno Alunos Secundário
(2)
Ano/Grau 10º ano / 6º grau
Nº de aula 17
Data 3/2/2025
Sala 2.4.
Horário 14h00 – 15h30
Registo de Observação da Aula (texto descritivo, crítico e reflexivo)
Plano de aula
• Escala de Sol Maior - 3 oitavas, com variações de arcadas;
• Excerto da Sinfonia nº 9, de Beethoven.
Objetivos gerais
• Promover a coesão e homogeneidade sonora do naipe;
• Marcar as arcadas e dedilhações aos alunos,

Estratégias para alcançar os objetivos


• Aquecimento baseado na escala e nas suas variações.

Comentário sobre a aula:


Nesta aula, os alunos realizaram o aquecimento com a escala de Sol Maior com
as variações habituais.
Como era a primeira aula deste excerto, o docente marcou as dedilhações e
arcadas.

175
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Planificação da Aula Cooperada da PES – Ano Letivo 2024/2025


Escola Profissional de Música de Espinho
Estagiário Tiago Soares
Gomes
Professor Rui Pedro
Cooperante Rodrigues
Disciplina Classe de Conjunto
Aluno Alunos Secundário
(2)
Ano/Grau 10º ano / 6º grau
Nº de aula 18
Data 10/2/2025
Sala 2.4.
Horário 14h00 – 15h30

Registo de Observação da Aula (texto descritivo, crítico e reflexivo)


Plano de aula
• Escala de Sol Maior - 3 oitavas, com variações de arcadas;
• Excerto da Sinfonia nº 9, de Beethoven.

Objetivos gerais
• Promover a coesão e homogeneidade sonora do naipe;
• Desenvolver o legato;
• Melhorar a articulação e a afinação.

Estratégias para alcançar os objetivos


• Trabalho do excerto como um todo;
• Troca de feedback entre colegas: após cada execução, os colegas comentam
aspetos positivos e sugestões.

176
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Comentário sobre a aula:


Nesta aula, os alunos mostraram uma boa homogeneidade no som de naipe,
mostrando que já se estão a habituar a tocar juntos. De facto, confirmo esta afirmação
da forma como tocaram a escala. Contudo, ambos não preparam o excerto devido a uma
semana de entregas de trabalhos pelo que o resto da aula foi revisão de dedilhações e
arcadas.

177
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Planificação da Aula Lecionada da PES – Ano Letivo 2024/2025


Escola Profissional de Música de Espinho
Estagiário Tiago Soares
Gomes
Professor Rui Pedro
Cooperante Rodrigues
Disciplina Classe de Conjunto
Aluno Alunos Secundário
(2)
Ano/Grau 10º ano / 6º grau
Nº de aula 19
Data 17/2/2025
Sala 2.4.
Horário 14h00 – 15h30
Registo de Observação da Aula (texto descritivo, crítico e reflexivo)
Plano de aula
• Escala de Sol Maior - 3 oitavas, com variações de arcadas;
• Excerto da Sinfonia nº 9, de Beethoven.
Objetivos gerais
• Promover a coesão e homogeneidade sonora do naipe;
• Desenvolver o legato;
• Melhorar a articulação e a afinação.

Estratégias para alcançar os objetivos


• Trabalho do excerto como um todo;
• Troca de feedback entre colegas: após cada execução, os colegas comentam
aspetos positivos e sugestões.

178
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Comentário sobre a aula:


Nesta aula, quis focar na técnica de legato. A escala foi baseada nas variações de
2,4 e 7 notas. Contudo, reparei nas fragilidades de afinação e ponto de contacto do arco
na última oitava.
De forma a trabalhar este aspeto, acompanhei primeiramente no meu
contrabaixo (que o trouxe para a aula) de forma a tentarem copiar no ponto de contacto
do arco (perto do cavalete). De seguida, fui ao piano tocar as notas de forma a
conseguirem afinar melhor.
No excerto, trabalhei sobretudo a velocidade e organização de arco, associadas à
técnica de legato. De facto, tentei mostrar que se usarem o arco mais velocidade e
controlando a distribuição do peso, conseguir tirar um melhor som do instrumento. Com
a persistência no exercício, e tentando que copiassem o que fazia, notei um progresso
significativo na velocidade do arco dos alunos. Contudo, reparei ainda nas dificuldades
em manter um ponto de contacto perto do cavalete em dinâmicas FF.

179
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Planificação da Aula Lecionada da PES – Ano Letivo 2024/2025


Escola Profissional de Música de Espinho
Estagiário Tiago Soares
Gomes
Professor Rui Pedro
Cooperante Rodrigues
Disciplina Classe de Conjunto
Aluno Alunos Secundário
(2)
Ano/Grau 10º ano / 6º grau
Nº de aula 20
Data 24/2/2025
Sala 2.4.
Horário 14h00 – 15h30
Registo de Observação da Aula (texto descritivo, crítico e reflexivo)
Plano de aula
• Excerto da Sinfonia nº 9, de Beethoven.
Objetivos gerais
• Promover a coesão e homogeneidade sonora do naipe;
• Desenvolver a sensibilidade musical do excerto.

Estratégias para alcançar os objetivos


• Trabalho do excerto como um todo;
• Troca de feedback entre colegas: após cada execução, os colegas comentam
aspetos positivos e sugestões.

Comentário sobre a aula:


Esta aula, serviu para dar um contexto aos alunos sobre do que se tratava do
excerto. Após a audição do andamento, com várias interpretações, pedi que ambos
dessem a sua opinião sobre o que o contexto do excerto e qual das interpretações
gostaram mais. Após este período de discussão, pedi uma passagem do excerto
individual e terminei a aula a pedir que os alunos tocassem com conjunto, simulando a
prática de naipe.

180
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Planificação da Aula Supervisionada da PES – Ano Letivo 2024/2025


Escola Profissional de Música de Espinho
Estagiário Tiago Soares
Gomes
Professor Rui Pedro
Cooperante Rodrigues
Disciplina Classe de Conjunto
Aluno Alunos Secundário
(2)
Ano/Grau 10º ano / 6º grau
Nº de aula 21
Data 10/3/2025
Sala 2.4.
Horário 14h00 – 15h30
Registo de Observação da Aula (texto descritivo, crítico e reflexivo)
Plano de aula
• Escala de Sol Maior - 3 oitavas, com variações de arcadas;
• Excerto da Sinfonia nº 9, de Beethoven.
Objetivos gerais
• Promover a coesão e homogeneidade sonora do naipe;
• Desenvolver o legato;
• Melhorar a articulação e a afinação.

Estratégias para alcançar os objetivos


• Trabalho a qualidade de som e a organização de arco durante o estudo do
excerto;
• Troca de feedback entre colegas: após cada execução, os colegas comentam
aspetos positivos e sugestões.

181
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Comentário sobre a aula:


Nesta aula, pedi um aquecimento com base na escala de Sol Maior e nas
variações que vem sido trabalhadas durante o ano letivos. Após este exercício, tocaram
o excerto e a aula baseou-se no trabalho da técnica de legato e no tipo de som que
queriam tocar. Várias vezes, tocava para servir de comparação aos alunos de forma a
terem várias propostas da maneira como queriam soar.
Por fim, tentei sempre que os alunos dessem a opinião do que achavam,
promovendo um ambiente descontraído, mas com foco no trabalho e conclusão dos
objetivos.

182
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Planificação da Aula Cooperada da PES – Ano Letivo 2024/2025


Escola Profissional de Música de Espinho
Estagiário Tiago Soares
Gomes
Professor Rui Pedro
Cooperante Rodrigues
Disciplina Classe de Conjunto
Aluno Alunos Secundário
(2)
Ano/Grau 10º ano / 6º grau
Nº de aula 22
Data 17/3/2025
Sala 2.4.
Horário 14h00 – 15h30

Registo de Observação da Aula (texto descritivo, crítico e reflexivo)


Plano de aula
• Escala de Sol Maior - 3 oitavas, com variações de arcadas;

Objetivos gerais
• Melhorar a afinação.

Estratégias para alcançar os objetivos


• Tocar com acompanhamento de MIDI’s

Comentário sobre a aula:


Nesta aula, o professor cooperante teve o objetivo de melhorar a afinação dos
alunos. Toda a aula foi debruçada na escala em que os alunos tocavam com o apoio de
um MIDI’s para compararem a afinação.

183
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Planificação da Aula Cooperada da PES – Ano Letivo 2024/2025


Escola Profissional de Música de Espinho
Estagiário Tiago Soares
Gomes
Professor Rui Pedro
Cooperante Rodrigues
Disciplina Classe de Conjunto
Aluno Alunos Secundário
(2)
Ano/Grau 10º ano / 6º grau
Nº de aula 23
Data 24/3/2025
Sala 2.4.
Horário 14h00 – 15h30
Registo de Observação da Aula (texto descritivo, crítico e reflexivo)
Plano de aula
• Excerto da Sinfonia nº 9, de Beethoven.
Objetivos gerais
• Promover a coesão e homogeneidade sonora do naipe;
• Desenvolver o legato;
• Melhorar e a afinação.
Estratégias para alcançar os objetivos
• Trabalho do excerto como um todo;
• Tocar o excerto em conjunto

Comentário sobre a aula:


Nesta aula, o docente quis trabalhar a homogeneidade do som em naipe. Deste
modo, participei na aula tocando o excerto com os alunos e servindo de “chefe de
naipe”. A aula foi descontraída pelo que houve várias trocas de ideias e de experiências
com o objetivo dos alunos se habituarem a tocar em naipe. A aula terminou com o
docente a pedir que cada um tocasse o excerto e depois dessemos o feedback do que foi
bom, menos bom e como melhorar.

184
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Planificação da Aula Cooperada da PES – Ano Letivo 2024/2025


Escola Profissional de Música de Espinho
Estagiário Tiago Soares
Gomes
Professor Rui Pedro
Cooperante Rodrigues
Disciplina Classe de Conjunto
Aluno Alunos Secundário
(2)
Ano/Grau 10º ano / 6º grau
Nº de aula 24
Data 31/3/2025
Sala 2.4.
Horário 14h00 – 15h30

Comentário sobre a aula:


Esta aula serviu de acompanhamento com piano de forma a se preparar as provas
intermédias do semestre. Noto que ambos os alunos se sentem mais confortáveis a tocar
com o piano.

185
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Relatório da PES – Ano Letivo 2024/2025


Escola Profissional de Música de Espinho
Estagiário Tiago Soares
Gomes
Professor Rui Pedro
Cooperante Rodrigues
Disciplina Classe de Conjunto
Aluno Alunos Secundário
(2)
Ano/Grau 10º ano / 6º grau
Nº de aula 25
Data 7/4/2025
Sala 2.4.
Horário 14h00 – 15h30

Comentário sobre a aula:


A aula não aconteceu devido às provas intermédias do semestre.

186
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Planificação da Aula Lecionada da PES – Ano Letivo 2024/2025


Escola Profissional de Música de Espinho
Estagiário Tiago Soares
Gomes
Professor Rui Pedro
Cooperante Rodrigues
Disciplina Classe de Conjunto
Aluno Alunos Secundário
(2)
Ano/Grau 10º ano / 6º grau
Nº de aula 26
Data 14/4/2025
Sala 2.4.
Horário 14h00 – 15h30
Registo de Observação da Aula (texto descritivo, crítico e reflexivo)
Plano de aula
• Escala de Sol Maior - 3 oitavas, com variações de arcadas;
Objetivos gerais
• Promover a afinação.

Estratégias para alcançar os objetivos


• Trabalho com base em MIDI’s.

Comentário sobre a aula:


Nesta aula, o professor coordenador deu o feedback das provas semestrais em
que se notou falhas na afinação. Deste modo, encarregou-me de lecionar a aula e
trabalhar de novo a afinação com base em MIDI’s.

187
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Planificação da Aula Cooperada da PES – Ano Letivo 2024/2025


Escola Profissional de Música de Espinho
Estagiário Tiago Soares
Gomes
Professor Rui Pedro
Cooperante Rodrigues
Disciplina Classe de Conjunto
Aluno Alunos Secundário
(2)
Ano/Grau 10º ano / 6º grau
Nº de aula 27
Data 12/5/2025
Sala 2.4.
Horário 14h00 – 15h30
Registo de Observação da Aula (texto descritivo, crítico e reflexivo)
Plano de aula
• Excerto da Sinfonia nº 9, de Beethoven.
Objetivos gerais
• Revisão de arcadas, dedilhações e organização do arco.

Estratégias para alcançar os objetivos


• Troca de feedback entre colegas: após cada execução, os colegas comentam
aspetos positivos e sugestões.

Comentário sobre a aula:


Nesta aula, quisemos comparar várias versões de dedilhações e arcadas, visto
que o professor cooperante e eu temos estes pormenores diferentes. Pedimos aos alunos
para tocarem as suas versões e nós tocamos a nossas.
O resto da aula baseou-se na discussão de quais as melhores dedilhações e
arcadas e como estas se podem relacionar com a organização do arco.

188
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Planificação da Aula Cooperada da PES – Ano Letivo 2024/2025


Escola Profissional de Música de Espinho
Estagiário Tiago Soares
Gomes
Professor Rui Pedro
Cooperante Rodrigues
Disciplina Classe de Conjunto
Aluno Alunos Secundário
(2)
Ano/Grau 10º ano / 6º grau
Nº de aula 28
Data 14/10/2024
Sala 2.4.
Horário 14h00 – 15h30
Registo de Observação da Aula (texto descritivo, crítico e reflexivo)
Plano de aula
• Excerto da Sinfonia nº 9, de Beethoven.
Objetivos gerais
• Desenvolvimento do contexto da obra.
• Desenvolvimento do som do instrumento

Estratégias para alcançar os objetivos


• Audição da obra na íntegra;
• Relação do ponto contacto com a dinâmica do excerto.

Comentário sobre a aula:


Nesta aula, pusemos os alunos a ouvir a Sinfonia completa de forma a haver uma
discussão aberta sobre o que acham da obra. Deste modo, quisemos promover a cultura
musical dos alunos pois notamos que nas suas interpretações do excerto, pareciam que
só estavam a tocar notas. Após este período de discussão, o docente mostrou as várias
relações de dinâmicas com o ponto de contacto do contrabaixo: quanto mais forte mais
perto de cavalete e mais velocidade.

189
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Relatório da PES – Ano Letivo 2024/2025


Escola Profissional de Música de Espinho
Estagiário Tiago Soares
Gomes
Professor Rui Pedro
Cooperante Rodrigues
Disciplina Classe de Conjunto
Aluno Alunos Secundário
(2)
Ano/Grau 10º ano / 6º grau
Nº de aula 29
Data 2/6/2025
Sala 2.4.
Horário 14h00 – 15h30

Comentário sobre a aula:


A aula não se realizou devido à participação dos alunos na preparação do FIME.

190
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Planificação da Aula Lecionada da PES – Ano Letivo 2024/2025


Escola Profissional de Música de Espinho
Estagiário Tiago Soares
Gomes
Professor Rui Pedro
Cooperante Rodrigues
Disciplina Classe de Conjunto
Aluno Alunos Secundário
(2)
Ano/Grau 10º ano / 6º grau
Nº de aula 30
Data 23/6/2025
Sala 2.4.
Horário 14h00 – 15h30
Registo de Observação da Aula (texto descritivo, crítico e reflexivo)
Plano de aula
• Revisão do Excerto da Sinfonia nº 9, de Beethoven.

Objetivos gerais
• Rever o excerto a tempo real.

Comentário sobre a aula:


Como seria a minha última destinada ao excerto deste semestre, decidi fazer uma
passagem pelo excerto e dar feedback e aspetos a trabalhar.
O aluno B, revelou ter o excerto bem preparado. Na verdade, só afirmei que
seria preciso trabalhar a técnica de legato e tentar procurar uma “cor” mais escura. Em
relação ao outro aluno, também mostrou ter o excerto sólido. Decidi terminar a aula
mais cedo e aproveitar o resto do tempo para falar sobre algumas provas de acesso a
orquestras jovens que os alunos poderiam fazer no próximo ano letivo.

191
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Anexo II – Registos das Sessões de Autoetnografia e das Sessões


de Estudo Entre Pares

192
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Sessões de Autoetnografia

193
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Sessão 1 – Sinfonia nº 9 de Beethoven


Dia: 18/4/2025
Hora: 14h00 – 15h00
Durante esta primeira sessão, decidi que até à primeira prova, cada sessão seria
dedicada a um excerto de forma a decifrar a técnica de arco necessária. Neste caso,
destaquei destaco a necessidade de controlar a alternância entre ataques curtos
(staccato) e notas longas (legato e portato). Na verdade, considero que o estudo do
excerto na íntegra já é suficiente para ser usado como estudo técnico do staccato, legato
e portato pois é necessário a procura de vários pontos de contacto pelas diferentes
dinâmicas que tem, velocidades de arco para procurar diferentes “cores” ao longo do
excerto e também ter uma boa organização do arco devido às várias durações de notas.

Sessão 2 – Sinfonia nº 5 de Beethoven


Dia: 24/4/2025
Hora: 16h00 – 18h00
Durante o estudo do Scherzo à velocidade real deste excerto, notei a importância
do controlo do legato e do portato do arco. No início do excerto, identifico ser
importante um grande controlo nas trocas de cordas com a técnica de legato,
especialmente pela dinâmica pedida (pp). Além disso, é necessária uma boa
coordenação com a mão esquerda, algo que posso associar com um exercício do
Portato. Neste caso, vou me basear no estudo em andamento lento até à velocidade real.
Em relação ao Trio, considero importante ter a técnica de martelé bastante sólida
para o estilo do excerto. Com a experimentação do tempo de estudo em andamento
lento até rápido notei que é possível usar outras técnicas. Na verdade, cheguei à
conclusão:
• Martelé -70 a 90 bpm;
• Stacatto e Detaché - 40 a 70 bpm;
• Spicatto - 90 a 100 bpm.

194
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Sessão 3 – Sinfonia nº 40 de Mozart


Dia: 2/5/2025
Hora: 14h00 – 15h30
O estudo deste excerto foi semelhante ao Trio da Sinfonia nº 9, de Beethoven.
Na verdade, experimentei em vários andamentos e posso destacar as técnicas de
Spicatto, Detaché e Portato para a serem trabalhadas neste excerto. Assim, cheguei às
seguintes conclusões:
• Considera-se técnica de Spicatto - 90 a 100 bpm;
• Considera-se técnica de Detaché - 40 a 90 bpm;
• Considera-se técnica de Portato -40 a 80 bpm.

Sessão 4 – Ein Heldenleben


Dia: 12/5/2025
Hora: 13h30 – 15h45
Este excerto revela alguns desafios técnicos pela sua dificuldade de execução da
mão esquerda e da mão direita. Na verdade, destaquei as técnicas de Legato, Portato e
Staccato como o foco deste excerto. Senti algumas dificuldades com a coordenação das
mãos, especialmente nos saltos de arpejos ao longo das cordas, considerando apenas a
alteração da velocidade do andamento pouco eficaz. Penso que um foco em criar
exercícios que complementam o excerto, são fundamentais para a otimização a sua
realização. Contudo, considero que para aprofundar esta ideia vou tirar o foco da prova
pelo que decidi iniciá-la nas próximas sessões.

Sessão 5 (reflexão da prova)


Dia: 23/5/2025
Hora: 14h00 – 15h00
Após a prova da Orquestra Gulbenkian, notei que basear o estudo apenas na
alteração do andamento é insuficiente, especialmente nos andamentos com base em
técnicas de arco de articulação rápida (Martelé, Stacatto, Detaché e principalmente
Spicatto) e várias trocas de cordas em andamentos rápidos (com base em técnicas como
o legato e o portato). Deste modo, decidi que as próximas sessões seriam para a criação

195
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

de exercício para aprofundar as técnicas do arco, podendo complementar com ou a


ausência da mão esquerda.

Sessão 6 – Sinfonia nº 40 de Mozart & Sinfonia nº 5 de Beethoven (Trio)


Dia: 4/6/2025
Hora: 14h30 – 16h30
Nesta sessão, decidi focar na criação de exercícios complementares dos excertos
orquestrais com base em técnicas de arco de articulação rápida (Martelé, Stacatto,
Detaché e principalmente Spicatto).
Tentei descobrir quais os principais problemas quando associados a estas
técnicas. Deste modo, considerei os problemas com a homogeneidade articulação com
as mudanças de arcadas e a coordenação da mão direita e mão esquerda como os
principais problemas.
Tendo como base o sistema da distribuição da velocidade do andamento pela
respetiva técnica do arco, experimentei o uso das cordas soltas de forma a resolver o
problema da articulação na mudança de direção do arco. Na verdade, descobri que,
neste exercício, ao não se usar a mão esquerda, consegue-se focar no tipo de articulação
que se quer, a velocidade do arco, ponto de contacto e ponto do arco (talão, meio ou
ponta) em que é necessário realizar a técnica. Nestes casos, tocar ambos os excertos sem
a mão esquerda pareciam promissores.
De seguida, foquei no problema coordenação das mãos. Na verdade,
experimentei com as notas ligadas 4 a 4, no excerto de Mozart e com as notas ligadas 6
a 6 no Trio. Após a execução e várias velocidades do andamento, notei imediatamente
melhorias na coordenação das mãos.

Sessão 7 - Sinfonia nº 5 de Beethoven (Scherzo) & Ein Heldenleben


Dia: 12/6/2025
Hora: 14h00 – 15h00
Nesta sessão, decidi focar na criação de exercícios complementares dos excertos
orquestrais com várias trocas de cordas em andamentos rápidos (com base em técnicas
como o legato e o portato.
Deste modo, considerei a coordenação das mãos como o principal problema a se
resolver nestes excertos. Como são andamentos que é necessário o arco ter uma

196
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

velocidade rápida nas mudanças de cordas, quando não são bem trabalhados desde a
base a tendência é saírem descoordenados.
Assim, experimentei ter como base as cordas soltas, como nos excertos da
sessão anterior. De facto, notei que o Scherzo se torna mais fluido, quando é estudado
em cordas soltas num estudo de andamento lento até à velocidade final. O mesmo com
o Ein Heldenleben pois notei que s mudanças de cordas ficavam mais fáceis.
Para estudar o Portato com a coordenação da mão esquerda, identifiquei quais os
arpejos que são tocado em ambos os excertos de forma a preparar os saltos com as
mudanças de corda. No caso do Scherzo, ainda criei um exercício capaz de juntar estes
dois conceitos.

197
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Sessões de Estudo entre Pares

198
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

ESMAE 1 — Concerto para Contrabaixo de Vanhal / Sinfonia nº 40 de Mozart


Sessão 1
Local: ESMAE
Dia: 12/9/2025
Hora: 14h30 – 15h30
Nesta primeira sessão com o ESMAE 1, tinha como objetivos definir que parte
do 1º andamento do concerto iria servir de objeto de estudo, identificar quais as
principais dificuldades dele e escolher o excerto que iria ser usado.
Deste modo, após ouvir o 1º andamento, decidi que iria ser trabalhado a
exposição do concerto. identifiquei como principal dificuldade a articulação das notas
rápidas, mais precisamente nas passagens das semicolcheias pela inconstância na
definição e na clareza das notas curta.
Propus então o estudo do excerto da Sinfonia nº 40 (Mozart), focado nas
variações em que são estudadas as técnicas de portato e détaché, tendo como prioridade
estudar em andamentos lentos.

Sessão 2
Local: ESMAE
Dia: 19/9/2025
Hora: 14h30 – 15h30

A segunda sessão, foi dedicada à consolidação da articulação curta com o


aumento gradual do andamento.
Notei que o ESMAE 1 já mostrou maior consciência na clareza de articulação.
Contudo, persistia ainda alguma irregularidade especialmente nas arcadas para cima.
Deste modo, até ao final da sessão, foi trabalhado a variação de detaché da
Sinfonia nº40 de Mozart, entre os 40 e os 80 bpms, com especial ênfase em gastar a
mesma quantidade de arco em ambas as arcadas.

199
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Sessão 3
Local: ESMAE
Dia: 26/9/2025
Hora: 14h30 – 15h30
Nesta sessão, verifiquei um progresso substancial, desde a última sessão, na
clareza e até na pulsação das semicolcheias. Decidi passar mais uma vez a variação do
excerto no detaché num andamento próximo ao andamento que o ESMAE 1 pretendia
fazer o Concerto (100 bpm).
A exposição passou a fluir com maior nitidez e leveza, embora ainda se notasse
alguma rigidez nas arcadas para cima quando estávamos em passagens com notas
curtas. No final da sessão, pedi para ser tocado o resto do concerto para ver se notava
alguma melhoria, apesar dessas parte não serem estudas nestas sessões. Na verdade,
notei algumas melhorias, mas a falta de estudo quer do desenvolvimento quer da
reexposição não permitiu que fosse algo notório.

Sessão 4
Local: ESMAE
Dia: 30/9/2025
Hora: 14h30 – 15h30
Nesta última sessão, o ESMAE 1 tocou unicamente a exposição do Concerto.
Após analisar os resultados considerei que houve melhorias na articulação e nos ataques
e desde a primeira sessão. Além disso, melhorou a regularidade rítmica mesmo nas
passagens rápidas seguintes, e a transição entre notas curtas tornou-se mais fluida e
controlada
O resto da sessão foi a responder o questionário e obter um feedback oral da
experiência.

200
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

ESMAE 2 — Concerto de Dragonetti / Sinfonia nº 40 de Mozart


Sessão 1
Local: ESMAE
Dia: 30/9/2025
Hora: 15h30 – 16h30
Nesta primeira sessão com o ESMAE 2, tinha como objetivos definir que parte
do 1º andamento do concerto iria servir de objeto de estudo, identificar quais as
principais dificuldades dele e escolher o excerto que iria ser usado como estudo.
Deste modo, após ouvir o 1º andamento, decidi que iria ser trabalhado durante as
próximas sessões a exposição do concerto. Na verdade, identifiquei dificuldades
parecidas ao ESMAE 1, pois a articulação das notas rápidas era pouco clara.
Propus também o estudo do excerto da Sinfonia nº 40 (Mozart), focado nas
variações em que são estudadas as técnicas de portato e détaché, tendo como prioridade
estudar em andamentos lentos. Após demonstrar como iriam ser trabalhados os
exercícios, dei por terminado a sessão por falta de tempo.

Sessão 2
Local: ESMAE
Dia: 19/9/2025
Hora: 15h30 – 16h30
Esta sessão teve com maior foco no estudo do excerto, mais precisamente na
manutenção de uma pulsação firme nas passagens rápidas e repetitivas. Ao longo da
sessão, o ESMAE 2 passou a demonstrar um maior domínio do ritmo e da coordenação
da mão direita com a esquerda. Contudo, quando passamos ao Concerto, ainda não
apresentou melhorias.

Sessão 3
Local: ESMAE
Dia: 26/9/2025
Hora: 15h30 – 16h30
Nesta sessão, o progresso foi notório pois apresentou uma coordenação de mãos
mais sólida e uma qualidade de som mais homogénea e controlada. As passagens
rápidas da exposição tornaram-se mais limpas assim como o excerto orquestral.
Contudo, ainda presentava algumas falhas em manter uma pulsação fixa.

201
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Sessão 4
Local: ESMAE
Dia: 30/9/2025
Hora: 15h30 – 16h30
Nesta última sessão, o ESMAE 2 tocou unicamente a exposição do Concerto. O
resto da sessão foi a responder o questionário e obter um feedback oral da experiência.
Por fim, sugerir continuar o estudo para melhorar nas dificuldades.

202
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

ESMAE 3 — Elegy nº 1 (Bottesini) / Sinfonia nº 9 (Beethoven)


Sessão 1
Local: ESMAE
Dia: 12/9/2025
Hora: 16h30 – 17h30

Nesta primeira sessão com o ESMAE 3, tinha como objetivos definir que parte
da Elegy iria servir de objeto de estudo, identificar quais as principais dificuldades dele
e escolher o excerto que iria ser usado como estudo.
Deste modo, após ouvir toda a peça, decidi que iria ser trabalhado os primeiros
19 compassos da peça. Notei que ao logo nas primeiras notas, revelou dificuldades em
manter o legato e o portato devido à pressão que fazia com o arco na corda.
Propus então o estudo do excerto da Sinfonia nº 9 de Beethoven. Inicialmente,
houve alguma hesitação especialmente na organização do arco e notava-se quebras nas
frases. Ao longo do resto da sessão, foram trabalhadas as arcadas e a organização do
arco.

Sessão 2
Local: ESMAE
Dia: 19/9/2025
Hora: 16h30 – 17h30
Foi trabalhado a continuidade do som no contrabaixo. Além disso, fizemos o
estudo do excerto num andamento lento (semínima = 40 bpm). Contudo, ainda não
apresentava melhorias até ao resto da sessão devido à falta de distribuição do peso do
braço pelas arcadas e escolha do ponto de contacto corretos.

Sessão 3
Local: ESMAE
Dia: 26/9/2025
Hora: 16h30 – 17h30
Foi trabalhado a continuidade do som no contrabaixo. Além disso, fizemos o
estudo do excerto num andamento lento (semínima = 50 bpm). Contudo, o ESMAE 3
não revelou muito estudo pelo que não houve grande progresso.

203
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Sessão 4
Local: ESMAE
Dia: 30/9/2025
Hora: 16h30 – 17h30
Nesta última sessão, o ESMAE 3 tocou o excerto e os primeiros compassos da obra.
Notei que praticou o excerto da última sessão até esta o que se notou uma grande
evolução pois desenvolvendo uma maior sensibilidade no contacto do arco com a corda
e na regulação da quantidade de arco gasto. Na peça, reconheci que apresentou as
mesmas melhorias. O resto da sessão foi a responder o questionário e obter um feedback
oral da experiência.

204
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

ESMAE 4 — Allegro di Concerto “Alla Mendelssohn” (Bottesini) / Ein Heldenleben


(Strauss)
Sessão 1
Local: ESMAE
Dia: 12/9/2025
Hora: 17h30 – 18h30

Na primeira sessão com o ESMAE 4, grande parte do tempo foi para ouvir a
peça toda. Na verdade, o “Alla Mendelssohn” é uma obra que tem perto de 15 minutos
como duração. Após ter feito alguns comentários gerais, foquei na identificação dos
problemas do ESMAE 4. Deste modo, identifiquei a projeção do som e a fluidez das
mudanças de corda como principais problemas.
Assim, propus o excerto de Ein Heldenleben para trabalhar as técnicas de legato
e de portato, definindo como objetivo secundário melhorar o contacto do arco com a
corda e o equilíbrio entre a pressão e a velocidade. Após esta definição de objetivo, dei
por terminada a sessão por falta de tempo.

Sessão 2
Local: ESMAE
Dia: 19/9/2025
Hora: 17h30 – 18h30
Com exercícios das cordas soltas do excerto, o ESMAE 4 melhorou a projeção e
a continuidade do som. O som do contrabaixo começou a ganhar corpo, embora ainda
houvesse perda de foco em algumas mudanças rápidas de corda.

Sessão 3
Local: ESMAE
Dia: 26/9/2025
Hora: 17h30 – 18h30
Nesta sessão, notei eu desenvolveu uma maior destreza nas mudanças de corda
na mão direita, muito por culpa do trabalho realizado na variação do legato e da
variação do portato que tanto insisti durante as sessões. Além disso, fizemos alguns
exercícios de cordas soltas e organização do arco.

205
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Sessão 4
Local: ESMAE
Dia: 30/9/2025
Hora: 17h30 – 18h30
Nesta última sessão, respondeu ao questionário e deu um feedback oral da
experiência. O resto da sessão, foi dedicada a dar opinião sobre partes da obra.

206
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

DeCA 1 — Concerto de Dittersdorf / Sinfonia nº 5 (Beethoven)


Sessão 1
Local: DeCA
Dia: 8/9/2025
Hora: 17h30 – 18h30

O DeCA 1 apresentou dificuldades de coordenação entre mãos na exposição do


concerto. Propôs-se o excerto da Sinfonia nº 5 (Beethoven), focando o portato em
agrupamentos ligados.
Sessão 2
Local: DeCA
Dia: 15/9/2025
Hora: 17h30 – 18h30
A coordenação melhorou significativamente nesta sessão. O DeCA 1 trabalhou
unicamente as notas separadas do Concerto em grupos ligados, num andamento lento
até a um andamento médio (40 a 80 bpm).

Sessão 3
Local: DeCA
Dia: 22/9/2025
Hora: 17h30 – 18h30
O DeCA 1 mais uma vez revelou um progresso significativo, o que fez com que
houvesse poucos aspetos a trabalhar. Trabalhamos de novo unicamente com as notas
separadas do Concerto em grupos ligados, num andamento médio até ao andamento
final (80 a 100 bpm).

Sessão 4
Local: DeCA
Dia: 29/9/2025
Hora: 17h30 – 18h30
Nesta última sessão, o DeCA 1 tocou unicamente a exposição do Concerto. O
resto da sessão foi a responder o questionário e obter um feedback oral da experiência.

207
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

DeCA 2 — Concerto de Vanhal / Sinfonia nº 40 (Mozart)


Sessão 1
Local: DeCA
Dia: 8/9/2025
Hora: 18h30 – 19h30
O DeCA 2 mostrou dificuldade na articulação regular dos primeiros compassos
da exposição. Deste modo, defini o excerto de Mozart, em andamento lento, para
reforçar a definição dos ataques.

Sessão 2
Local: DeCA
Dia: 15/9/2025
Hora: 18h30 – 19h30
O estudo do excerto de Mozart da última sessão até esta revelou-se produtivo. O
DeCA 2 apresentou uma melhoria significativa pelo que experimentamos ver como
soava o Concerto. Após ouvir a exposição do início ao fim, dei por terminada a sessão.

Sessão 3
Local: DeCA
Dia: 22/9/2025
Hora: 18h30 – 19h30
Nesta sessão, a articulação das semicolcheias tornou-se clara após o trabalho
específico sobre as variações em détaché do excerto. Demos por terminado esta sessão
por falta de tempo por parte do DeCA 2.

Sessão 4
Local: DeCA
Dia: 29/9/2025
Hora: 18h30 – 19h30
Nesta última sessão, o DeCA 2 tocou unicamente a exposição do Concerto.
Após analisar os resultados considerei que houve melhorias na articulação desde a
primeira sessão. O resto da sessão foi a responder o questionário e obter um feedback
oral da experiência.

208
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

DeCA 3 — Concerto de Koussevitzky / Ein Heldenleben (Strauss)


Sessão 1
Local: DeCA
Dia: 8/9/2025
Hora: 19h30 – 20h30
O DeCA 3 revelou dificuldades na projeção sonora e consistência do arco nos
recitativos do Conceito. Defini o estudo do excerto de Strauss, com o objetivo de
centrar na qualidade e sustentação do som.

Sessão 2
Local: DeCA
Dia: 15/9/2025
Hora: 19h30 – 20h30
Apesar de avanços subtis, persistia instabilidade nas longas frases do excerto. O
resto da sessão, focou-se em trabalhar num som mais cheio e contínuo, com foco na
exploração do “harmónico 0”, através de tocar os primeiros compassos do excerto.

Sessão 3
Local: DeCA
Dia: 22/9/2025
Hora: 19h30 – 20h30
Nesta sessão, persisti no foco da projeção do som e na exploração do
“harmónico 0”, com os primeiros compassos do excerto e das secções intermédias. A
sessão foi toca na base da projeção do som pelo que tivemos momentos em que foi
trabalhado cordas soltas.

Sessão 4
Local: DeCA
Dia: 29/9/2025
Hora: 19h30 – 20h30
Nesta última sessão, o DeCA 3 tocou unicamente a exposição do Concerto.
Após analisar os resultados considerei que houve melhorias na articulação desde a
primeira sessão. O resto da sessão foi a responder o questionário e obter um feedback
oral da experiência.

209
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

DeCA 4 — Elegy nº 3 (Bottesini) / Sinfonia nº 9 (Beethoven)


Sessão 1
Local: DeCA
Dia: 8/9/2025
Hora: 20h30 – 21h30
O DeCA 4 iniciou a sessão com dificuldades no portato e no legato contínuo
logo nos primeiros compassos. Defini então o estudo complementar do excerto da
Sinfonia nº 9, com foco nas técnicas de portato, legato e na homogeneidade do som.

Sessão 2
Local: DeCA
Dia: 15/9/2025
Hora: 20h30 – 21h30
Com o estudo do excerto, persisti na disciplina da mão direita. Foi trabalhando
especialmente a economia e o controlo da velocidade do arco no início do recitativo.
Devido à hora da sessão tivemos de terminar mais cedo por falta de tempo.

Sessão 3
Local: DeCA
Dia: 22/9/2025
Hora: 20h30 – 21h30
Nesta sessão, persisti de novo na disciplina da mão direita. Foi trabalhando
especialmente a economia e o controlo da velocidade do arco no início do recitativo.
Durante esta sessão, o progresso foi claro pois passou a controlar melhor o arco e acima
de tudo notei uma melhor organização. Reparei que com a prática da técnica de legato,
ofereceu uma maior continuidade nas linhas melódicas do desenvolvimento da Elegy nº
3.

210
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Sessão 4
Local: DeCA
Dia: 29/9/2025
Hora: 20h30 – 21h30
Nesta última sessão, o DeCA 4 tocou unicamente a exposição do Concerto.
Após analisar os resultados considerei que houve melhorias na articulação desde a
primeira sessão. O resto da sessão foi a responder o questionário e obter um feedback
oral da experiência.

211
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes

Anexo III – Resultados dos Questionários

212
Excertos Orquestrais como Estudos Técnicos:
Coletânea de Excertos Orquestrais para a
Exploração das Técnicas de Arco no
Contrabaixo
Este questionário é destinado a docentes de contrabaixo e enquadra-se numa abordagem ao estudo
da implementação de excertos orquestrais como estudos técnicos, mais precisamente na exploração
da técnica do arco no contrabaixo.

Além disso, tem como objetivo a recolha de dados para o trabalho final (tese) do Mestrado em Ensino
de Música, da Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo (ESMAE). Deste modo, os resultados
obtidos serão utilizados apenas para fins académicos.

O questionário é anónimo, não devendo por tanto colocar a sua identificação, nem assinar o
questionário. Na maioria das questões (obrigatórias) apenas é necessário assinalar uma opção de
resposta. Relativamente às questões não obrigatórias, a resposta é livre.

Obrigado pela colaboração.

I - Informação Pessoal

Nesta secção, é-lhe pedida alguma informação sobre si próprio(a) e a sua experiência no ensino do
contrabaixo. Assinale para cada pergunta a opção que se aplica no seu caso.

Idade *

Menos de 25 anos

Entre 25 e 35 anos

Entre 36 e 45 anos

Entre 46 e 55 anos

Mais de 55 anos
Formação Académica *

Ensino Secundário

Bacharelato (ou equivalente)

Licenciatura (ou equivalente)

Licenciatura com mestrado integrado

Pós-graduação ou formação especializada

Mestrado

Doutoramento

Pós-doutoramento

Outra:

Que tipo de instituição de ensino se encontra? *

Academia de Música (ou semelhante)

Escola Profissional

Escola Pública

Escola Superior

Há quantos anos é docente de contrabaixo? *

Menos de 5 anos

5 a 10 anos

10 a 20 anos

Mais de 20 anos
Que graus leciona? *

Iniciação

1º grau

2º grau

3º grau

4º grau

5º grau

6º grau

7º grau

8º grau

Ensino Superior

II - Atividade Profissional

Nesta secção, é-lhe pedido que se refira à sua experiência profissional.


Assinale para cada pergunta a opção que se aplica no seu caso.

Durante a sua carreira profissional, tocou/lecionou excertos orquestrais? *

Sim

Não
Se sim, em que contextos?

Aulas

Estudo Pessoal

Audições/Provas Académicas

Provas para Orquestra

Outra:

III - Ensino de Contrabaixo

Nesta secção,

é-lhe pedido que foque no ensino do contrabaixo.


Assinale para cada pergunta a opção que se aplica no seu caso.

No seu local de ensino atual, o plano curricular da disciplina de contrabaixo contempla o *


estudo de excertos orquestrais?

Sim

Não

Trabalha excertos de orquestra com os seus alunos? *

Sim

Não
Se sim, a partir de que grau? *

Iniciação

1º grau

2º grau

3º grau

4º grau

5º grau

6º grau

7º grau

8º grau

Ensino Superior

Quais os métodos/recursos a que recorre para lecionar excertos orquestrais?

IV - Relevância do estudo de excertos

Nesta secção,

é-lhe pedido a opinião pessoal.


Assinale para cada pergunta a opção que se aplica no seu caso.

Concorda com trabalhar excertos orquestrais em contexto de aula? *

Sim

Não
Se sim, a partir de que grau?

Iniciação

1º grau

2º grau

3º grau

4º grau

5º grau

6º grau

7º grau

8º grau

Ensino Superior

Na sua opinião, qual o grau de relevância do estudo de excertos orquestrais para os *


alunos?

Nada importante

Pouco importante

Importante

Bastante importante

Muito importante

V - Práticas e avaliação

Nesta secção, é-lhe pedido que se refira à sua prática habitual.


Assinale para cada pergunta a opção que se aplica no seu caso.
Tem por hábito apresentar excertos orquestrais nas audições de classe? *

Sim

Não

Realiza momentos de avaliação que contemplem a prática de excertos orquestrais? *

Sim

Não

Usa métodos estudos específicos preparativos para a execução de excertos? *

Sim

Não

Se sim, qual/quais?

VI - Estudo de excertos e o seu uso como estudos de técnica

Nesta secção, é-lhe pedida a opinião relativamente ao estudo dos excertos.


Assinale para cada pergunta a opção que se aplica no seu caso.
Concorda que o estudo de excertos orquestrais possam ser usados como estudos de *
técnica?

Sim

Não

Porque? *

As diversas dificuldades presentes nos excertos de orquestra apresentam uma excelente oportunidade
para introduzir/trabalhar aspetos técnicos seja no arco ou na mão esquerda.

Este conteúdo não foi criado nem aprovado pela Google.

Formulários
Excertos Orquestrais como Estudos Técnicos:
Coletânea de Excertos Orquestrais para a
Exploração das Técnicas de Arco no
Contrabaixo
Este questionário é destinado a docentes de contrabaixo e enquadra-se numa abordagem ao estudo
da implementação de excertos orquestrais como estudos técnicos, mais precisamente na exploração
da técnica do arco no contrabaixo.

Além disso, tem como objetivo a recolha de dados para o trabalho final (tese) do Mestrado em Ensino
de Música, da Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo (ESMAE). Deste modo, os resultados
obtidos serão utilizados apenas para fins académicos.

O questionário é anónimo, não devendo por tanto colocar a sua identificação, nem assinar o
questionário. Na maioria das questões (obrigatórias) apenas é necessário assinalar uma opção de
resposta. Relativamente às questões não obrigatórias, a resposta é livre.

Obrigado pela colaboração.

I - Informação Pessoal

Nesta secção, é-lhe pedida alguma informação sobre si próprio(a) e a sua experiência no ensino do
contrabaixo. Assinale para cada pergunta a opção que se aplica no seu caso.

Idade *

Menos de 25 anos

Entre 25 e 35 anos

Entre 36 e 45 anos

Entre 46 e 55 anos

Mais de 55 anos
Formação Académica *

Ensino Secundário

Bacharelato (ou equivalente)

Licenciatura (ou equivalente)

Licenciatura com mestrado integrado

Pós-graduação ou formação especializada

Mestrado

Doutoramento

Pós-doutoramento

Outra:

Que tipo de instituição de ensino se encontra? *

Academia de Música (ou semelhante)

Escola Profissional

Escola Pública

Escola Superior

Há quantos anos é docente de contrabaixo? *

Menos de 5 anos

5 a 10 anos

10 a 20 anos

Mais de 20 anos
Que graus leciona? *

Iniciação

1º grau

2º grau

3º grau

4º grau

5º grau

6º grau

7º grau

8º grau

Ensino Superior

II - Atividade Profissional

Nesta secção, é-lhe pedido que se refira à sua experiência profissional.


Assinale para cada pergunta a opção que se aplica no seu caso.

Durante a sua carreira profissional, tocou/lecionou excertos orquestrais? *

Sim

Não
Se sim, em que contextos?

Aulas

Estudo Pessoal

Audições/Provas Académicas

Provas para Orquestra

Outra:

III - Ensino de Contrabaixo

Nesta secção,

é-lhe pedido que foque no ensino do contrabaixo.


Assinale para cada pergunta a opção que se aplica no seu caso.

No seu local de ensino atual, o plano curricular da disciplina de contrabaixo contempla o *


estudo de excertos orquestrais?

Sim

Não

Trabalha excertos de orquestra com os seus alunos? *

Sim

Não
Se sim, a partir de que grau? *

Iniciação

1º grau

2º grau

3º grau

4º grau

5º grau

6º grau

7º grau

8º grau

Ensino Superior

Quais os métodos/recursos a que recorre para lecionar excertos orquestrais?

IV - Relevância do estudo de excertos

Nesta secção,

é-lhe pedido a opinião pessoal.


Assinale para cada pergunta a opção que se aplica no seu caso.

Concorda com trabalhar excertos orquestrais em contexto de aula? *

Sim

Não
Se sim, a partir de que grau?

Iniciação

1º grau

2º grau

3º grau

4º grau

5º grau

6º grau

7º grau

8º grau

Ensino Superior

Na sua opinião, qual o grau de relevância do estudo de excertos orquestrais para os *


alunos?

Nada importante

Pouco importante

Importante

Bastante importante

Muito importante

V - Práticas e avaliação

Nesta secção, é-lhe pedido que se refira à sua prática habitual.


Assinale para cada pergunta a opção que se aplica no seu caso.
Tem por hábito apresentar excertos orquestrais nas audições de classe? *

Sim

Não

Realiza momentos de avaliação que contemplem a prática de excertos orquestrais? *

Sim

Não

Usa métodos estudos específicos preparativos para a execução de excertos? *

Sim

Não

Se sim, qual/quais?

VI - Estudo de excertos e o seu uso como estudos de técnica

Nesta secção, é-lhe pedida a opinião relativamente ao estudo dos excertos.


Assinale para cada pergunta a opção que se aplica no seu caso.
Concorda que o estudo de excertos orquestrais possam ser usados como estudos de *
técnica?

Sim

Não

Porque? *

Tendo em mente que o comportamento e a forma de tocar a solo é, muitas vezes, diferente da forma de
tocar excertos orquestrais, seja numa prova ou mesmo em concerto, faz sentido que o seu estudo
desenvolva e seja mais focado em componentes técnicos diferentes e/ou mais específicos que por
vezes não são tão trabalhados como deviam no contexto de música solo.

Este conteúdo não foi criado nem aprovado pela Google.

Formulários
Excertos Orquestrais como Estudos Técnicos:
Coletânea de Excertos Orquestrais para a
Exploração das Técnicas de Arco no
Contrabaixo
Este questionário é destinado a docentes de contrabaixo e enquadra-se numa abordagem ao estudo
da implementação de excertos orquestrais como estudos técnicos, mais precisamente na exploração
da técnica do arco no contrabaixo.

Além disso, tem como objetivo a recolha de dados para o trabalho final (tese) do Mestrado em Ensino
de Música, da Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo (ESMAE). Deste modo, os resultados
obtidos serão utilizados apenas para fins académicos.

O questionário é anónimo, não devendo por tanto colocar a sua identificação, nem assinar o
questionário. Na maioria das questões (obrigatórias) apenas é necessário assinalar uma opção de
resposta. Relativamente às questões não obrigatórias, a resposta é livre.

Obrigado pela colaboração.

I - Informação Pessoal

Nesta secção, é-lhe pedida alguma informação sobre si próprio(a) e a sua experiência no ensino do
contrabaixo. Assinale para cada pergunta a opção que se aplica no seu caso.

Idade *

Menos de 25 anos

Entre 25 e 35 anos

Entre 36 e 45 anos

Entre 46 e 55 anos

Mais de 55 anos
Formação Académica *

Ensino Secundário

Bacharelato (ou equivalente)

Licenciatura (ou equivalente)

Licenciatura com mestrado integrado

Pós-graduação ou formação especializada

Mestrado

Doutoramento

Pós-doutoramento

Outra:

Que tipo de instituição de ensino se encontra? *

Academia de Música (ou semelhante)

Escola Profissional

Escola Pública

Escola Superior

Há quantos anos é docente de contrabaixo? *

Menos de 5 anos

5 a 10 anos

10 a 20 anos

Mais de 20 anos
Que graus leciona? *

Iniciação

1º grau

2º grau

3º grau

4º grau

5º grau

6º grau

7º grau

8º grau

Ensino Superior

II - Atividade Profissional

Nesta secção, é-lhe pedido que se refira à sua experiência profissional.


Assinale para cada pergunta a opção que se aplica no seu caso.

Durante a sua carreira profissional, tocou/lecionou excertos orquestrais? *

Sim

Não
Se sim, em que contextos?

Aulas

Estudo Pessoal

Audições/Provas Académicas

Provas para Orquestra

Outra:

III - Ensino de Contrabaixo

Nesta secção,

é-lhe pedido que foque no ensino do contrabaixo.


Assinale para cada pergunta a opção que se aplica no seu caso.

No seu local de ensino atual, o plano curricular da disciplina de contrabaixo contempla o *


estudo de excertos orquestrais?

Sim

Não

Trabalha excertos de orquestra com os seus alunos? *

Sim

Não
Se sim, a partir de que grau? *

Iniciação

1º grau

2º grau

3º grau

4º grau

5º grau

6º grau

7º grau

8º grau

Ensino Superior

Quais os métodos/recursos a que recorre para lecionar excertos orquestrais?

Orchester probespiel

IV - Relevância do estudo de excertos

Nesta secção,

é-lhe pedido a opinião pessoal.


Assinale para cada pergunta a opção que se aplica no seu caso.

Concorda com trabalhar excertos orquestrais em contexto de aula? *

Sim

Não
Se sim, a partir de que grau?

Iniciação

1º grau

2º grau

3º grau

4º grau

5º grau

6º grau

7º grau

8º grau

Ensino Superior

Na sua opinião, qual o grau de relevância do estudo de excertos orquestrais para os *


alunos?

Nada importante

Pouco importante

Importante

Bastante importante

Muito importante

V - Práticas e avaliação

Nesta secção, é-lhe pedido que se refira à sua prática habitual.


Assinale para cada pergunta a opção que se aplica no seu caso.
Tem por hábito apresentar excertos orquestrais nas audições de classe? *

Sim

Não

Realiza momentos de avaliação que contemplem a prática de excertos orquestrais? *

Sim

Não

Usa métodos estudos específicos preparativos para a execução de excertos? *

Sim

Não

Se sim, qual/quais?

VI - Estudo de excertos e o seu uso como estudos de técnica

Nesta secção, é-lhe pedida a opinião relativamente ao estudo dos excertos.


Assinale para cada pergunta a opção que se aplica no seu caso.
Concorda que o estudo de excertos orquestrais possam ser usados como estudos de *
técnica?

Sim

Não

Porque? *

Alguns excertos focam-se principalmente em técnicas de mão direita

Este conteúdo não foi criado nem aprovado pela Google.

Formulários
Excertos Orquestrais como Estudos Técnicos:
Coletânea de Excertos Orquestrais para a
Exploração das Técnicas de Arco no
Contrabaixo
Este questionário é destinado a docentes de contrabaixo e enquadra-se numa abordagem ao estudo
da implementação de excertos orquestrais como estudos técnicos, mais precisamente na exploração
da técnica do arco no contrabaixo.

Além disso, tem como objetivo a recolha de dados para o trabalho final (tese) do Mestrado em Ensino
de Música, da Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo (ESMAE). Deste modo, os resultados
obtidos serão utilizados apenas para fins académicos.

O questionário é anónimo, não devendo por tanto colocar a sua identificação, nem assinar o
questionário. Na maioria das questões (obrigatórias) apenas é necessário assinalar uma opção de
resposta. Relativamente às questões não obrigatórias, a resposta é livre.

Obrigado pela colaboração.

I - Informação Pessoal

Nesta secção, é-lhe pedida alguma informação sobre si próprio(a) e a sua experiência no ensino do
contrabaixo. Assinale para cada pergunta a opção que se aplica no seu caso.

Idade *

Menos de 25 anos

Entre 25 e 35 anos

Entre 36 e 45 anos

Entre 46 e 55 anos

Mais de 55 anos
Formação Académica *

Ensino Secundário

Bacharelato (ou equivalente)

Licenciatura (ou equivalente)

Licenciatura com mestrado integrado

Pós-graduação ou formação especializada

Mestrado

Doutoramento

Pós-doutoramento

Outra:

Que tipo de instituição de ensino se encontra? *

Academia de Música (ou semelhante)

Escola Profissional

Escola Pública

Escola Superior

Há quantos anos é docente de contrabaixo? *

Menos de 5 anos

5 a 10 anos

10 a 20 anos

Mais de 20 anos
Que graus leciona? *

Iniciação

1º grau

2º grau

3º grau

4º grau

5º grau

6º grau

7º grau

8º grau

Ensino Superior

II - Atividade Profissional

Nesta secção, é-lhe pedido que se refira à sua experiência profissional.


Assinale para cada pergunta a opção que se aplica no seu caso.

Durante a sua carreira profissional, tocou/lecionou excertos orquestrais? *

Sim

Não
Se sim, em que contextos?

Aulas

Estudo Pessoal

Audições/Provas Académicas

Provas para Orquestra

Outra:

III - Ensino de Contrabaixo

Nesta secção,

é-lhe pedido que foque no ensino do contrabaixo.


Assinale para cada pergunta a opção que se aplica no seu caso.

No seu local de ensino atual, o plano curricular da disciplina de contrabaixo contempla o *


estudo de excertos orquestrais?

Sim

Não

Trabalha excertos de orquestra com os seus alunos? *

Sim

Não
Se sim, a partir de que grau? *

Iniciação

1º grau

2º grau

3º grau

4º grau

5º grau

6º grau

7º grau

8º grau

Ensino Superior

Quais os métodos/recursos a que recorre para lecionar excertos orquestrais?

IV - Relevância do estudo de excertos

Nesta secção,

é-lhe pedido a opinião pessoal.


Assinale para cada pergunta a opção que se aplica no seu caso.

Concorda com trabalhar excertos orquestrais em contexto de aula? *

Sim

Não
Se sim, a partir de que grau?

Iniciação

1º grau

2º grau

3º grau

4º grau

5º grau

6º grau

7º grau

8º grau

Ensino Superior

Na sua opinião, qual o grau de relevância do estudo de excertos orquestrais para os *


alunos?

Nada importante

Pouco importante

Importante

Bastante importante

Muito importante

V - Práticas e avaliação

Nesta secção, é-lhe pedido que se refira à sua prática habitual.


Assinale para cada pergunta a opção que se aplica no seu caso.
Tem por hábito apresentar excertos orquestrais nas audições de classe? *

Sim

Não

Realiza momentos de avaliação que contemplem a prática de excertos orquestrais? *

Sim

Não

Usa métodos estudos específicos preparativos para a execução de excertos? *

Sim

Não

Se sim, qual/quais?

VI - Estudo de excertos e o seu uso como estudos de técnica

Nesta secção, é-lhe pedida a opinião relativamente ao estudo dos excertos.


Assinale para cada pergunta a opção que se aplica no seu caso.
Concorda que o estudo de excertos orquestrais possam ser usados como estudos de *
técnica?

Sim

Não

Porque? *

Este conteúdo não foi criado nem aprovado pela Google.

Formulários
Excertos Orquestrais como Estudos Técnicos:
Coletânea de Excertos Orquestrais para a
Exploração das Técnicas de Arco no
Contrabaixo
Este questionário é destinado a docentes de contrabaixo e enquadra-se numa abordagem ao estudo
da implementação de excertos orquestrais como estudos técnicos, mais precisamente na exploração
da técnica do arco no contrabaixo.

Além disso, tem como objetivo a recolha de dados para o trabalho final (tese) do Mestrado em Ensino
de Música, da Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo (ESMAE). Deste modo, os resultados
obtidos serão utilizados apenas para fins académicos.

O questionário é anónimo, não devendo por tanto colocar a sua identificação, nem assinar o
questionário. Na maioria das questões (obrigatórias) apenas é necessário assinalar uma opção de
resposta. Relativamente às questões não obrigatórias, a resposta é livre.

Obrigado pela colaboração.

I - Informação Pessoal

Nesta secção, é-lhe pedida alguma informação sobre si próprio(a) e a sua experiência no ensino do
contrabaixo. Assinale para cada pergunta a opção que se aplica no seu caso.

Idade *

Menos de 25 anos

Entre 25 e 35 anos

Entre 36 e 45 anos

Entre 46 e 55 anos

Mais de 55 anos
Formação Académica *

Ensino Secundário

Bacharelato (ou equivalente)

Licenciatura (ou equivalente)

Licenciatura com mestrado integrado

Pós-graduação ou formação especializada

Mestrado

Doutoramento

Pós-doutoramento

Outra:

Que tipo de instituição de ensino se encontra? *

Academia de Música (ou semelhante)

Escola Profissional

Escola Pública

Escola Superior

Há quantos anos é docente de contrabaixo? *

Menos de 5 anos

5 a 10 anos

10 a 20 anos

Mais de 20 anos
Que graus leciona? *

Iniciação

1º grau

2º grau

3º grau

4º grau

5º grau

6º grau

7º grau

8º grau

Ensino Superior

II - Atividade Profissional

Nesta secção, é-lhe pedido que se refira à sua experiência profissional.


Assinale para cada pergunta a opção que se aplica no seu caso.

Durante a sua carreira profissional, tocou/lecionou excertos orquestrais? *

Sim

Não
Se sim, em que contextos?

Aulas

Estudo Pessoal

Audições/Provas Académicas

Provas para Orquestra

Outra:

III - Ensino de Contrabaixo

Nesta secção,

é-lhe pedido que foque no ensino do contrabaixo.


Assinale para cada pergunta a opção que se aplica no seu caso.

No seu local de ensino atual, o plano curricular da disciplina de contrabaixo contempla o *


estudo de excertos orquestrais?

Sim

Não

Trabalha excertos de orquestra com os seus alunos? *

Sim

Não
Se sim, a partir de que grau? *

Iniciação

1º grau

2º grau

3º grau

4º grau

5º grau

6º grau

7º grau

8º grau

Ensino Superior

Quais os métodos/recursos a que recorre para lecionar excertos orquestrais?

IV - Relevância do estudo de excertos

Nesta secção,

é-lhe pedido a opinião pessoal.


Assinale para cada pergunta a opção que se aplica no seu caso.

Concorda com trabalhar excertos orquestrais em contexto de aula? *

Sim

Não
Se sim, a partir de que grau?

Iniciação

1º grau

2º grau

3º grau

4º grau

5º grau

6º grau

7º grau

8º grau

Ensino Superior

Na sua opinião, qual o grau de relevância do estudo de excertos orquestrais para os *


alunos?

Nada importante

Pouco importante

Importante

Bastante importante

Muito importante

V - Práticas e avaliação

Nesta secção, é-lhe pedido que se refira à sua prática habitual.


Assinale para cada pergunta a opção que se aplica no seu caso.
Tem por hábito apresentar excertos orquestrais nas audições de classe? *

Sim

Não

Realiza momentos de avaliação que contemplem a prática de excertos orquestrais? *

Sim

Não

Usa métodos estudos específicos preparativos para a execução de excertos? *

Sim

Não

Se sim, qual/quais?

VI - Estudo de excertos e o seu uso como estudos de técnica

Nesta secção, é-lhe pedida a opinião relativamente ao estudo dos excertos.


Assinale para cada pergunta a opção que se aplica no seu caso.
Concorda que o estudo de excertos orquestrais possam ser usados como estudos de *
técnica?

Sim

Não

Porque? *

O estudo de excertos orquestrais não só aplica técnicas de desenvolvimento instrumental transversais


ao estudo de peças e estudos, principalmente no desenvolvimento da técnica de arco, mas também
aumenta a cultura musical do aluno e habitua-o ao contexto de "orchestral playing", dando assim uma
maior versatilidade no instrumento.

Este conteúdo não foi criado nem aprovado pela Google.

Formulários
Excertos Orquestrais como Estudos Técnicos:
Coletânea de Excertos Orquestrais para a
Exploração das Técnicas de Arco no
Contrabaixo
Este questionário é destinado aos pares das classes da Escola Superior de Música e Artes do
Espetáculo (ESMAE) e do Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro (DeCA) e
enquadra-se numa abordagem ao estudo da implementação de excertos orquestrais como estudos
técnicos, mais precisamente na exploração da técnica do arco no contrabaixo.

Além disso, tem como objetivo a recolha de dados para o trabalho final (tese) do Mestrado em Ensino
de Música, da ESMAE. Deste modo, os resultados obtidos serão utilizados apenas para fins
académicos.

O questionário é anónimo, não devendo por tanto colocar a sua identificação, nem assinar o
questionário. Na maioria das questões (obrigatórias) apenas é necessário assinalar uma opção de
resposta. Relativamente às questões não obrigatórias, a resposta é livre.

Obrigado pela colaboração.

I - Informação Pessoal

Nesta secção, é-lhe pedida alguma informação sobre si próprio(a) e a sua experiência como aluno de
contrabaixo. Assinale para cada pergunta a opção que se aplica no seu caso.
Idade *

18

19

20

21

22

23

24

25

26

Instituição de ensino *

DeCA

ESMAE

Anos de experiência no ensino do contrabaixo *

Menos de 5

Entre 5 a 10

Entre 10 a 15
Formação Académica *

Ensino Secundário

Bacharelato (ou equivalente)

Licenciatura (ou equivalente)

Pós-graduação ou formação especializada

Mestrado

Doutoramento

Pós-doutoramento

Outra:

II - Estudo com Excertos Orquestrais

Nesta secção, é-lhe pedida alguma informação sobre a sua experiência com o estudo de excertos
orquestrais. Assinale para cada pergunta a opção que se aplica no seu caso.

Costuma utilizar excertos orquestrais como ferramenta de ensino técnico do arco? *

Sim

Não
Com que frequência utiliza excertos orquestrais nas suas aulas? *

Sempre

Regularmente

Ocasionalmente

Raramente

Quando utiliza excertos orquestrais nas aulas de instrumento, fá-lo apenas em preparação *
para provas ou também noutros contextos?

Provas de Acesso a Orquestras

Outra: Trabalho de exploração de timbres, de afinação e de ritmo exato

Quais são os objetivos principais ao usar excertos orquestrais? (assinale todos os que se *
aplicam)

Desenvolvimento da técnica do arco (detaché, legato, martelé, staccato,spiccato, portato)

Preparação para provas de acesso a orquestras

Exclusivamente para a preparação para provas de acesso a orquestras

Outra:

Aplicação Técnica

Nesta secção, é-lhe pedida alguma informação sobre a sua experiência com o estudo de excertos
orquestrais. Assinale para cada pergunta a opção que se aplica no seu caso.
Que técnicas específicas do arco costuma trabalhar através de excertos orquestrais? *
(detaché, legato, martelé, staccato,spiccato, portato)

Diferentes tipos de spiccato, staccato, detaché, legato, martelé, mudanças de corda, de ponto de
contacto, quantidade de cerdas, velocidade de arco.

Considera que os excertos permitem explorar variações técnicas que não são tão facilmente *
trabalhadas em exercícios isolados?

Sim

Não

Caso se aplique, quais estratégias utiliza para transferir a técnica que aprimorou num excerto
para o repertório solista?

Efeitos no Repertório Solista

Nesta secção, é-lhe pedida alguma informação sobre a sua experiência com o estudo de excertos
orquestrais. Assinale para cada pergunta a opção que se aplica no seu caso.

Observou melhoria na execução de repertório solista após trabalhar excertos orquestrais? *

Sim

Não
Em que aspetos técnicos sentiu maior impacto? *

Detaché

Legato

Martelé

Staccato

spiccato

Portato

Consistência rítmica

Outra:

Poderia dar um exemplo concreto de uma passagem do repertório solista que beneficiou do *
estudo de excertos orquestrais?

A última página do concerto de Bottesini número dois. O spiccato dessa passagem ficou bastante claro
depois do estudo dos excertos orquestrais.

Vantagens e Limitações

Nesta secção, é-lhe pedida alguma informação sobre a sua experiência com o estudo de excertos
orquestrais. Assinale para cada pergunta a opção que se aplica no seu caso.

Na sua opinião, quais são as principais vantagens de usar excertos orquestrais no ensino *
técnico do arco?

Pode ser uma boa introdução a conceitos como a mudanças de corda, na escolha da quantidade de
cerdas e arco e de outras técnicas como o spiccato, staccato e o detaché

Que limitações ou dificuldades encontra nesta abordagem? *

A dificuldade e nível de perfeição normalmente pedido para um exerto


Considerações Finais

Considera que o estudo de excertos orquestrais deveria ter maior presença no ensino do *
contrabaixo?

Sim

Não

Que recomendações daria a outros docentes que pretendam aplicar excertos orquestrais *
como ferramenta pedagógica?

Ter paciência e trabalhar um detalhe de cada vez. Por exemplo, as vezes é importante que afinação
esteja menos bem para se calhar o arco estar bastante bem e depois é que se trabalha a afinação

Este conteúdo não foi criado nem aprovado pela Google.

Formulários
Excertos Orquestrais como Estudos Técnicos:
Coletânea de Excertos Orquestrais para a
Exploração das Técnicas de Arco no
Contrabaixo
Este questionário é destinado aos pares das classes da Escola Superior de Música e Artes do
Espetáculo (ESMAE) e do Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro (DeCA) e
enquadra-se numa abordagem ao estudo da implementação de excertos orquestrais como estudos
técnicos, mais precisamente na exploração da técnica do arco no contrabaixo.

Além disso, tem como objetivo a recolha de dados para o trabalho final (tese) do Mestrado em Ensino
de Música, da ESMAE. Deste modo, os resultados obtidos serão utilizados apenas para fins
académicos.

O questionário é anónimo, não devendo por tanto colocar a sua identificação, nem assinar o
questionário. Na maioria das questões (obrigatórias) apenas é necessário assinalar uma opção de
resposta. Relativamente às questões não obrigatórias, a resposta é livre.

Obrigado pela colaboração.

I - Informação Pessoal

Nesta secção, é-lhe pedida alguma informação sobre si próprio(a) e a sua experiência como aluno de
contrabaixo. Assinale para cada pergunta a opção que se aplica no seu caso.
Idade *

18

19

20

21

22

23

24

25

26

Instituição de ensino *

DeCA

ESMAE

Anos de experiência no ensino do contrabaixo *

Menos de 5

Entre 5 a 10

Entre 10 a 15
Formação Académica *

Ensino Secundário

Bacharelato (ou equivalente)

Licenciatura (ou equivalente)

Pós-graduação ou formação especializada

Mestrado

Doutoramento

Pós-doutoramento

Outra:

II - Estudo com Excertos Orquestrais

Nesta secção, é-lhe pedida alguma informação sobre a sua experiência com o estudo de excertos
orquestrais. Assinale para cada pergunta a opção que se aplica no seu caso.

Costuma utilizar excertos orquestrais como ferramenta de ensino técnico do arco? *

Sim

Não
Com que frequência utiliza excertos orquestrais nas suas aulas? *

Sempre

Regularmente

Ocasionalmente

Raramente

Quando utiliza excertos orquestrais nas aulas de instrumento, fá-lo apenas em preparação *
para provas ou também noutros contextos?

Provas de Acesso a Orquestras

Outra:

Quais são os objetivos principais ao usar excertos orquestrais? (assinale todos os que se *
aplicam)

Desenvolvimento da técnica do arco (detaché, legato, martelé, staccato,spiccato, portato)

Preparação para provas de acesso a orquestras

Exclusivamente para a preparação para provas de acesso a orquestras

Outra:

Aplicação Técnica

Nesta secção, é-lhe pedida alguma informação sobre a sua experiência com o estudo de excertos
orquestrais. Assinale para cada pergunta a opção que se aplica no seu caso.
Que técnicas específicas do arco costuma trabalhar através de excertos orquestrais? *
(detaché, legato, martelé, staccato,spiccato, portato)

staccato, spiccato, detaché

Considera que os excertos permitem explorar variações técnicas que não são tão facilmente *
trabalhadas em exercícios isolados?

Sim

Não

Caso se aplique, quais estratégias utiliza para transferir a técnica que aprimorou num excerto
para o repertório solista?

Efeitos no Repertório Solista

Nesta secção, é-lhe pedida alguma informação sobre a sua experiência com o estudo de excertos
orquestrais. Assinale para cada pergunta a opção que se aplica no seu caso.

Observou melhoria na execução de repertório solista após trabalhar excertos orquestrais? *

Sim

Não
Em que aspetos técnicos sentiu maior impacto? *

Detaché

Legato

Martelé

Staccato

spiccato

Portato

Consistência rítmica

Outra:

Poderia dar um exemplo concreto de uma passagem do repertório solista que beneficiou do *
estudo de excertos orquestrais?

Um bom exemplo é o excerto da Nona de Beethoven (passagem antes do Hino da Alegria). Este excerto
com frases longas e cantabile exige um grande controlo de som e arco. Este tipo de trabalho beneficia
diretamente peças como [Link]. a Elegia n.º 1 de Bottesini, que também requer continuidade no fraseado,
frases cantadas e com um som rico e de qualidade.

Vantagens e Limitações

Nesta secção, é-lhe pedida alguma informação sobre a sua experiência com o estudo de excertos
orquestrais. Assinale para cada pergunta a opção que se aplica no seu caso.

Na sua opinião, quais são as principais vantagens de usar excertos orquestrais no ensino *
técnico do arco?

As vantagens são que estamos a trabalhar diretamente com repertório orquestral e isso: *prepara-nos
para futuras provas de orquestra;
*É mais interessante do que trabalhar a técnica do arco com estudos mais monótonos de livros de
estudos como o Stohr e Montanari, como habitual.
Que limitações ou dificuldades encontra nesta abordagem? *

São mais exigentes do que os típicos estudos dos livros pois não trabalham apenas efeitos técnicos do
arco, mas também temos de ter muita atenção a aspetos mais melódicos.
De resto, acho que está prática muito útil e que teria efeitos muito positivos no desenvolvimento técnico
e musical dos contrabaixistas

Considerações Finais

Considera que o estudo de excertos orquestrais deveria ter maior presença no ensino do *
contrabaixo?

Sim

Não

Que recomendações daria a outros docentes que pretendam aplicar excertos orquestrais *
como ferramenta pedagógica?

Recomendaria que os docentes escolhessem excertos orquestrais que trabalhem aspetos técnicos e
expressivos comuns ao repertório solista, incentivando o aluno a perceber essas ligações.

Este conteúdo não foi criado nem aprovado pela Google.

Formulários
Excertos Orquestrais como Estudos Técnicos:
Coletânea de Excertos Orquestrais para a
Exploração das Técnicas de Arco no
Contrabaixo
Este questionário é destinado aos pares das classes da Escola Superior de Música e Artes do
Espetáculo (ESMAE) e do Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro (DeCA) e
enquadra-se numa abordagem ao estudo da implementação de excertos orquestrais como estudos
técnicos, mais precisamente na exploração da técnica do arco no contrabaixo.

Além disso, tem como objetivo a recolha de dados para o trabalho final (tese) do Mestrado em Ensino
de Música, da ESMAE. Deste modo, os resultados obtidos serão utilizados apenas para fins
académicos.

O questionário é anónimo, não devendo por tanto colocar a sua identificação, nem assinar o
questionário. Na maioria das questões (obrigatórias) apenas é necessário assinalar uma opção de
resposta. Relativamente às questões não obrigatórias, a resposta é livre.

Obrigado pela colaboração.

I - Informação Pessoal

Nesta secção, é-lhe pedida alguma informação sobre si próprio(a) e a sua experiência como aluno de
contrabaixo. Assinale para cada pergunta a opção que se aplica no seu caso.
Idade *

18

19

20

21

22

23

24

25

26

Instituição de ensino *

DeCA

ESMAE

Anos de experiência no ensino do contrabaixo *

Menos de 5

Entre 5 a 10

Entre 10 a 15
Formação Académica *

Ensino Secundário

Bacharelato (ou equivalente)

Licenciatura (ou equivalente)

Pós-graduação ou formação especializada

Mestrado

Doutoramento

Pós-doutoramento

Outra:

II - Estudo com Excertos Orquestrais

Nesta secção, é-lhe pedida alguma informação sobre a sua experiência com o estudo de excertos
orquestrais. Assinale para cada pergunta a opção que se aplica no seu caso.

Costuma utilizar excertos orquestrais como ferramenta de ensino técnico do arco? *

Sim

Não
Com que frequência utiliza excertos orquestrais nas suas aulas? *

Sempre

Regularmente

Ocasionalmente

Raramente

Quando utiliza excertos orquestrais nas aulas de instrumento, fá-lo apenas em preparação *
para provas ou também noutros contextos?

Provas de Acesso a Orquestras

Outra: Preparação mensal + provas

Quais são os objetivos principais ao usar excertos orquestrais? (assinale todos os que se *
aplicam)

Desenvolvimento da técnica do arco (detaché, legato, martelé, staccato,spiccato, portato)

Preparação para provas de acesso a orquestras

Exclusivamente para a preparação para provas de acesso a orquestras

Outra:

Aplicação Técnica

Nesta secção, é-lhe pedida alguma informação sobre a sua experiência com o estudo de excertos
orquestrais. Assinale para cada pergunta a opção que se aplica no seu caso.
Que técnicas específicas do arco costuma trabalhar através de excertos orquestrais? *
(detaché, legato, martelé, staccato,spiccato, portato)

Mudança de cordas, legato, detaché, spiccato, sonoridade ou cor…

Considera que os excertos permitem explorar variações técnicas que não são tão facilmente *
trabalhadas em exercícios isolados?

Sim

Não

Caso se aplique, quais estratégias utiliza para transferir a técnica que aprimorou num excerto
para o repertório solista?

Existem padrões semelhantes entre a escrita e a sonoridade, e a variação de repertório com


semelhanças entre si ajuda na consistência e domínio das técnicas utilizadas.

Efeitos no Repertório Solista

Nesta secção, é-lhe pedida alguma informação sobre a sua experiência com o estudo de excertos
orquestrais. Assinale para cada pergunta a opção que se aplica no seu caso.

Observou melhoria na execução de repertório solista após trabalhar excertos orquestrais? *

Sim

Não
Em que aspetos técnicos sentiu maior impacto? *

Detaché

Legato

Martelé

Staccato

spiccato

Portato

Consistência rítmica

Outra: Mudança de corda

Poderia dar um exemplo concreto de uma passagem do repertório solista que beneficiou do *
estudo de excertos orquestrais?

No excerto da 9.ªsinf. de Beethoven, trabalhei algumas questões rítmicas e a devida divisão de arco
ajudou na precisão e velocidade do arco

Vantagens e Limitações

Nesta secção, é-lhe pedida alguma informação sobre a sua experiência com o estudo de excertos
orquestrais. Assinale para cada pergunta a opção que se aplica no seu caso.

Na sua opinião, quais são as principais vantagens de usar excertos orquestrais no ensino *
técnico do arco?

Torna-se um motivo extra para trabalhar as nossas dificuldades tanto técnicas como musicais. A
técnica de arco torna-se a nossa dicção e é essencial para qualquer momento musical.
Que limitações ou dificuldades encontra nesta abordagem? *

Encontrei a minha maior dificuldade no excerto da 40°sinf. de Mozart, na execução de spiccato nas
mudanças de corda. Estou a trabalhar a preparação e a manutenção do ritmo.

Considerações Finais

Considera que o estudo de excertos orquestrais deveria ter maior presença no ensino do *
contrabaixo?

Sim

Não

Que recomendações daria a outros docentes que pretendam aplicar excertos orquestrais *
como ferramenta pedagógica?

Os excertos por si já são atrativos. Como ferramenta pedagógica, recomendava aos docentes para
incentivarem os alunos a ouvirem os excertos e as obras orquestrais mais importantes para provas, pois
são com os excertos que se decidem provas. Se interessar ao aluno, fica a motivação de “limpar
passagens” e “alinhar arestas”.

Este conteúdo não foi criado nem aprovado pela Google.

Formulários
Excertos Orquestrais como Estudos Técnicos:
Coletânea de Excertos Orquestrais para a
Exploração das Técnicas de Arco no
Contrabaixo
Este questionário é destinado aos pares das classes da Escola Superior de Música e Artes do
Espetáculo (ESMAE) e do Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro (DeCA) e
enquadra-se numa abordagem ao estudo da implementação de excertos orquestrais como estudos
técnicos, mais precisamente na exploração da técnica do arco no contrabaixo.

Além disso, tem como objetivo a recolha de dados para o trabalho final (tese) do Mestrado em Ensino
de Música, da ESMAE. Deste modo, os resultados obtidos serão utilizados apenas para fins
académicos.

O questionário é anónimo, não devendo por tanto colocar a sua identificação, nem assinar o
questionário. Na maioria das questões (obrigatórias) apenas é necessário assinalar uma opção de
resposta. Relativamente às questões não obrigatórias, a resposta é livre.

Obrigado pela colaboração.

I - Informação Pessoal

Nesta secção, é-lhe pedida alguma informação sobre si próprio(a) e a sua experiência como aluno de
contrabaixo. Assinale para cada pergunta a opção que se aplica no seu caso.
Idade *

18

19

20

21

22

23

24

25

26

Instituição de ensino *

DeCA

ESMAE

Anos de experiência no ensino do contrabaixo *

Menos de 5

Entre 5 a 10

Entre 10 a 15
Formação Académica *

Ensino Secundário

Bacharelato (ou equivalente)

Licenciatura (ou equivalente)

Pós-graduação ou formação especializada

Mestrado

Doutoramento

Pós-doutoramento

Outra:

II - Estudo com Excertos Orquestrais

Nesta secção, é-lhe pedida alguma informação sobre a sua experiência com o estudo de excertos
orquestrais. Assinale para cada pergunta a opção que se aplica no seu caso.

Costuma utilizar excertos orquestrais como ferramenta de ensino técnico do arco? *

Sim

Não
Com que frequência utiliza excertos orquestrais nas suas aulas? *

Sempre

Regularmente

Ocasionalmente

Raramente

Quando utiliza excertos orquestrais nas aulas de instrumento, fá-lo apenas em preparação *
para provas ou também noutros contextos?

Provas de Acesso a Orquestras

Outra:

Quais são os objetivos principais ao usar excertos orquestrais? (assinale todos os que se *
aplicam)

Desenvolvimento da técnica do arco (detaché, legato, martelé, staccato,spiccato, portato)

Preparação para provas de acesso a orquestras

Exclusivamente para a preparação para provas de acesso a orquestras

Outra:

Aplicação Técnica

Nesta secção, é-lhe pedida alguma informação sobre a sua experiência com o estudo de excertos
orquestrais. Assinale para cada pergunta a opção que se aplica no seu caso.
Que técnicas específicas do arco costuma trabalhar através de excertos orquestrais? *
(detaché, legato, martelé, staccato,spiccato, portato)

Spiccato, legato

Considera que os excertos permitem explorar variações técnicas que não são tão facilmente *
trabalhadas em exercícios isolados?

Sim

Não

Caso se aplique, quais estratégias utiliza para transferir a técnica que aprimorou num excerto
para o repertório solista?

Efeitos no Repertório Solista

Nesta secção, é-lhe pedida alguma informação sobre a sua experiência com o estudo de excertos
orquestrais. Assinale para cada pergunta a opção que se aplica no seu caso.

Observou melhoria na execução de repertório solista após trabalhar excertos orquestrais? *

Sim

Não
Em que aspetos técnicos sentiu maior impacto? *

Detaché

Legato

Martelé

Staccato

spiccato

Portato

Consistência rítmica

Outra:

Poderia dar um exemplo concreto de uma passagem do repertório solista que beneficiou do *
estudo de excertos orquestrais?

Concerto de Vanhal em Ré Maior - melhoria na variedade de articulações utilizadas no concerto através


do estudo de excertos como a 40 de Mozart

Vantagens e Limitações

Nesta secção, é-lhe pedida alguma informação sobre a sua experiência com o estudo de excertos
orquestrais. Assinale para cada pergunta a opção que se aplica no seu caso.

Na sua opinião, quais são as principais vantagens de usar excertos orquestrais no ensino *
técnico do arco?

Maior compreensão do funcionamento do arco e da sua versatilidade, maior domínio técnico


instrumental
Que limitações ou dificuldades encontra nesta abordagem? *

Dificuldade técnica dos excertos, compreensão da função da parte de "acompanhamento" numa obra
orquestral

Considerações Finais

Considera que o estudo de excertos orquestrais deveria ter maior presença no ensino do *
contrabaixo?

Sim

Não

Que recomendações daria a outros docentes que pretendam aplicar excertos orquestrais *
como ferramenta pedagógica?

Começar com excertos mais acessíveis e exercícios técnicos como base para estes

Este conteúdo não foi criado nem aprovado pela Google.

Formulários
Excertos Orquestrais como Estudos Técnicos:
Coletânea de Excertos Orquestrais para a
Exploração das Técnicas de Arco no
Contrabaixo
Este questionário é destinado aos pares das classes da Escola Superior de Música e Artes do
Espetáculo (ESMAE) e do Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro (DeCA) e
enquadra-se numa abordagem ao estudo da implementação de excertos orquestrais como estudos
técnicos, mais precisamente na exploração da técnica do arco no contrabaixo.

Além disso, tem como objetivo a recolha de dados para o trabalho final (tese) do Mestrado em Ensino
de Música, da ESMAE. Deste modo, os resultados obtidos serão utilizados apenas para fins
académicos.

O questionário é anónimo, não devendo por tanto colocar a sua identificação, nem assinar o
questionário. Na maioria das questões (obrigatórias) apenas é necessário assinalar uma opção de
resposta. Relativamente às questões não obrigatórias, a resposta é livre.

Obrigado pela colaboração.

I - Informação Pessoal

Nesta secção, é-lhe pedida alguma informação sobre si próprio(a) e a sua experiência como aluno de
contrabaixo. Assinale para cada pergunta a opção que se aplica no seu caso.
Idade *

18

19

20

21

22

23

24

25

26

Instituição de ensino *

DeCA

ESMAE

Anos de experiência no ensino do contrabaixo *

Menos de 5

Entre 5 a 10

Entre 10 a 15
Formação Académica *

Ensino Secundário

Bacharelato (ou equivalente)

Licenciatura (ou equivalente)

Pós-graduação ou formação especializada

Mestrado

Doutoramento

Pós-doutoramento

Outra:

II - Estudo com Excertos Orquestrais

Nesta secção, é-lhe pedida alguma informação sobre a sua experiência com o estudo de excertos
orquestrais. Assinale para cada pergunta a opção que se aplica no seu caso.

Costuma utilizar excertos orquestrais como ferramenta de ensino técnico do arco? *

Sim

Não
Com que frequência utiliza excertos orquestrais nas suas aulas? *

Sempre

Regularmente

Ocasionalmente

Raramente

Quando utiliza excertos orquestrais nas aulas de instrumento, fá-lo apenas em preparação *
para provas ou também noutros contextos?

Provas de Acesso a Orquestras

Outra:

Quais são os objetivos principais ao usar excertos orquestrais? (assinale todos os que se *
aplicam)

Desenvolvimento da técnica do arco (detaché, legato, martelé, staccato,spiccato, portato)

Preparação para provas de acesso a orquestras

Exclusivamente para a preparação para provas de acesso a orquestras

Outra:

Aplicação Técnica

Nesta secção, é-lhe pedida alguma informação sobre a sua experiência com o estudo de excertos
orquestrais. Assinale para cada pergunta a opção que se aplica no seu caso.
Que técnicas específicas do arco costuma trabalhar através de excertos orquestrais? *
(detaché, legato, martelé, staccato,spiccato, portato)

Detaché e staccato depende do excerto

Considera que os excertos permitem explorar variações técnicas que não são tão facilmente *
trabalhadas em exercícios isolados?

Sim

Não

Caso se aplique, quais estratégias utiliza para transferir a técnica que aprimorou num excerto
para o repertório solista?

Efeitos no Repertório Solista

Nesta secção, é-lhe pedida alguma informação sobre a sua experiência com o estudo de excertos
orquestrais. Assinale para cada pergunta a opção que se aplica no seu caso.

Observou melhoria na execução de repertório solista após trabalhar excertos orquestrais? *

Sim

Não
Em que aspetos técnicos sentiu maior impacto? *

Detaché

Legato

Martelé

Staccato

spiccato

Portato

Consistência rítmica

Outra:

Poderia dar um exemplo concreto de uma passagem do repertório solista que beneficiou do *
estudo de excertos orquestrais?

Controlo de arco na quinta de Beethoven para qualquer passagem no repertório solista

Vantagens e Limitações

Nesta secção, é-lhe pedida alguma informação sobre a sua experiência com o estudo de excertos
orquestrais. Assinale para cada pergunta a opção que se aplica no seu caso.

Na sua opinião, quais são as principais vantagens de usar excertos orquestrais no ensino *
técnico do arco?

Desenvolve técnicas essências para o repertório solista mas também prepara o músico para provas
orquestrais

Que limitações ou dificuldades encontra nesta abordagem? *

Muitos dos excertos orquestrais são bastante limitados


Considerações Finais

Considera que o estudo de excertos orquestrais deveria ter maior presença no ensino do *
contrabaixo?

Sim

Não

Que recomendações daria a outros docentes que pretendam aplicar excertos orquestrais *
como ferramenta pedagógica?

Explicar o básico ou o que se pretende retirar do excerto, deixar o aluno estudar por si mesmo e ouvir o
aluno dias depois e ajudar nas dificuldades

Este conteúdo não foi criado nem aprovado pela Google.

Formulários
Excertos Orquestrais como Estudos Técnicos:
Coletânea de Excertos Orquestrais para a
Exploração das Técnicas de Arco no
Contrabaixo
Este questionário é destinado aos pares das classes da Escola Superior de Música e Artes do
Espetáculo (ESMAE) e do Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro (DeCA) e
enquadra-se numa abordagem ao estudo da implementação de excertos orquestrais como estudos
técnicos, mais precisamente na exploração da técnica do arco no contrabaixo.

Além disso, tem como objetivo a recolha de dados para o trabalho final (tese) do Mestrado em Ensino
de Música, da ESMAE. Deste modo, os resultados obtidos serão utilizados apenas para fins
académicos.

O questionário é anónimo, não devendo por tanto colocar a sua identificação, nem assinar o
questionário. Na maioria das questões (obrigatórias) apenas é necessário assinalar uma opção de
resposta. Relativamente às questões não obrigatórias, a resposta é livre.

Obrigado pela colaboração.

I - Informação Pessoal

Nesta secção, é-lhe pedida alguma informação sobre si próprio(a) e a sua experiência como aluno de
contrabaixo. Assinale para cada pergunta a opção que se aplica no seu caso.
Idade *

18

19

20

21

22

23

24

25

26

Instituição de ensino *

DeCA

ESMAE

Anos de experiência no ensino do contrabaixo *

Menos de 5

Entre 5 a 10

Entre 10 a 15
Formação Académica *

Ensino Secundário

Bacharelato (ou equivalente)

Licenciatura (ou equivalente)

Pós-graduação ou formação especializada

Mestrado

Doutoramento

Pós-doutoramento

Outra:

II - Estudo com Excertos Orquestrais

Nesta secção, é-lhe pedida alguma informação sobre a sua experiência com o estudo de excertos
orquestrais. Assinale para cada pergunta a opção que se aplica no seu caso.

Costuma utilizar excertos orquestrais como ferramenta de ensino técnico do arco? *

Sim

Não
Com que frequência utiliza excertos orquestrais nas suas aulas? *

Sempre

Regularmente

Ocasionalmente

Raramente

Quando utiliza excertos orquestrais nas aulas de instrumento, fá-lo apenas em preparação *
para provas ou também noutros contextos?

Provas de Acesso a Orquestras

Outra:

Quais são os objetivos principais ao usar excertos orquestrais? (assinale todos os que se *
aplicam)

Desenvolvimento da técnica do arco (detaché, legato, martelé, staccato,spiccato, portato)

Preparação para provas de acesso a orquestras

Exclusivamente para a preparação para provas de acesso a orquestras

Outra:

Aplicação Técnica

Nesta secção, é-lhe pedida alguma informação sobre a sua experiência com o estudo de excertos
orquestrais. Assinale para cada pergunta a opção que se aplica no seu caso.
Que técnicas específicas do arco costuma trabalhar através de excertos orquestrais? *
(detaché, legato, martelé, staccato,spiccato, portato)

Spiccato

Considera que os excertos permitem explorar variações técnicas que não são tão facilmente *
trabalhadas em exercícios isolados?

Sim

Não

Caso se aplique, quais estratégias utiliza para transferir a técnica que aprimorou num excerto
para o repertório solista?

Efeitos no Repertório Solista

Nesta secção, é-lhe pedida alguma informação sobre a sua experiência com o estudo de excertos
orquestrais. Assinale para cada pergunta a opção que se aplica no seu caso.

Observou melhoria na execução de repertório solista após trabalhar excertos orquestrais? *

Sim

Não
Em que aspetos técnicos sentiu maior impacto? *

Detaché

Legato

Martelé

Staccato

spiccato

Portato

Consistência rítmica

Outra:

Poderia dar um exemplo concreto de uma passagem do repertório solista que beneficiou do *
estudo de excertos orquestrais?

Double Stops do primeiro andamento do concerto de Koussevitzky

Vantagens e Limitações

Nesta secção, é-lhe pedida alguma informação sobre a sua experiência com o estudo de excertos
orquestrais. Assinale para cada pergunta a opção que se aplica no seu caso.

Na sua opinião, quais são as principais vantagens de usar excertos orquestrais no ensino *
técnico do arco?

Desenvolvimento de técnicas como o spiccato essencialmente

Que limitações ou dificuldades encontra nesta abordagem? *

O facto de serem abordadas variadas técnicas de arco num curto período de tempo sem margem para
erro
Considerações Finais

Considera que o estudo de excertos orquestrais deveria ter maior presença no ensino do *
contrabaixo?

Sim

Não

Que recomendações daria a outros docentes que pretendam aplicar excertos orquestrais *
como ferramenta pedagógica?

Por exemplo, incluir uma parte da aula de contrabaixo para desenvolvimento e prática de um excerto ou
mais excertos

Este conteúdo não foi criado nem aprovado pela Google.

Formulários
Excertos Orquestrais como Estudos Técnicos:
Coletânea de Excertos Orquestrais para a
Exploração das Técnicas de Arco no
Contrabaixo
Este questionário é destinado aos pares das classes da Escola Superior de Música e Artes do
Espetáculo (ESMAE) e do Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro (DeCA) e
enquadra-se numa abordagem ao estudo da implementação de excertos orquestrais como estudos
técnicos, mais precisamente na exploração da técnica do arco no contrabaixo.

Além disso, tem como objetivo a recolha de dados para o trabalho final (tese) do Mestrado em Ensino
de Música, da ESMAE. Deste modo, os resultados obtidos serão utilizados apenas para fins
académicos.

O questionário é anónimo, não devendo por tanto colocar a sua identificação, nem assinar o
questionário. Na maioria das questões (obrigatórias) apenas é necessário assinalar uma opção de
resposta. Relativamente às questões não obrigatórias, a resposta é livre.

Obrigado pela colaboração.

I - Informação Pessoal

Nesta secção, é-lhe pedida alguma informação sobre si próprio(a) e a sua experiência como aluno de
contrabaixo. Assinale para cada pergunta a opção que se aplica no seu caso.
Idade *

18

19

20

21

22

23

24

25

26

Instituição de ensino *

DeCA

ESMAE

Anos de experiência no ensino do contrabaixo *

Menos de 5

Entre 5 a 10

Entre 10 a 15
Formação Académica *

Ensino Secundário

Bacharelato (ou equivalente)

Licenciatura (ou equivalente)

Pós-graduação ou formação especializada

Mestrado

Doutoramento

Pós-doutoramento

Outra:

II - Estudo com Excertos Orquestrais

Nesta secção, é-lhe pedida alguma informação sobre a sua experiência com o estudo de excertos
orquestrais. Assinale para cada pergunta a opção que se aplica no seu caso.

Costuma utilizar excertos orquestrais como ferramenta de ensino técnico do arco? *

Sim

Não
Com que frequência utiliza excertos orquestrais nas suas aulas? *

Sempre

Regularmente

Ocasionalmente

Raramente

Quando utiliza excertos orquestrais nas aulas de instrumento, fá-lo apenas em preparação *
para provas ou também noutros contextos?

Provas de Acesso a Orquestras

Outra:

Quais são os objetivos principais ao usar excertos orquestrais? (assinale todos os que se *
aplicam)

Desenvolvimento da técnica do arco (detaché, legato, martelé, staccato,spiccato, portato)

Preparação para provas de acesso a orquestras

Exclusivamente para a preparação para provas de acesso a orquestras

Outra:

Aplicação Técnica

Nesta secção, é-lhe pedida alguma informação sobre a sua experiência com o estudo de excertos
orquestrais. Assinale para cada pergunta a opção que se aplica no seu caso.
Que técnicas específicas do arco costuma trabalhar através de excertos orquestrais? *
(detaché, legato, martelé, staccato,spiccato, portato)

Staccato e spiccato

Considera que os excertos permitem explorar variações técnicas que não são tão facilmente *
trabalhadas em exercícios isolados?

Sim

Não

Caso se aplique, quais estratégias utiliza para transferir a técnica que aprimorou num excerto
para o repertório solista?

Efeitos no Repertório Solista

Nesta secção, é-lhe pedida alguma informação sobre a sua experiência com o estudo de excertos
orquestrais. Assinale para cada pergunta a opção que se aplica no seu caso.

Observou melhoria na execução de repertório solista após trabalhar excertos orquestrais? *

Sim

Não
Em que aspetos técnicos sentiu maior impacto? *

Detaché

Legato

Martelé

Staccato

spiccato

Portato

Consistência rítmica

Outra:

Poderia dar um exemplo concreto de uma passagem do repertório solista que beneficiou do *
estudo de excertos orquestrais?

A exposição do Vanhal

Vantagens e Limitações

Nesta secção, é-lhe pedida alguma informação sobre a sua experiência com o estudo de excertos
orquestrais. Assinale para cada pergunta a opção que se aplica no seu caso.

Na sua opinião, quais são as principais vantagens de usar excertos orquestrais no ensino *
técnico do arco?

Desenvolvimento de diferentes tecnicas abordadas no desenvolvimento do arco

Que limitações ou dificuldades encontra nesta abordagem? *

Variadas
Considerações Finais

Considera que o estudo de excertos orquestrais deveria ter maior presença no ensino do *
contrabaixo?

Sim

Não

Que recomendações daria a outros docentes que pretendam aplicar excertos orquestrais *
como ferramenta pedagógica?

A recomendação que daria é a introdução do estudo de exertos a partir do quinto grau com vista a um
maior desenvolvimento do aluno e uma preparação para o seu futuro em provas orquestrais

Este conteúdo não foi criado nem aprovado pela Google.

Formulários
Excertos Orquestrais como Estudos Técnicos:
Coletânea de Excertos Orquestrais para a
Exploração das Técnicas de Arco no
Contrabaixo
Este questionário é destinado aos pares das classes da Escola Superior de Música e Artes do
Espetáculo (ESMAE) e do Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro (DeCA) e
enquadra-se numa abordagem ao estudo da implementação de excertos orquestrais como estudos
técnicos, mais precisamente na exploração da técnica do arco no contrabaixo.

Além disso, tem como objetivo a recolha de dados para o trabalho final (tese) do Mestrado em Ensino
de Música, da ESMAE. Deste modo, os resultados obtidos serão utilizados apenas para fins
académicos.

O questionário é anónimo, não devendo por tanto colocar a sua identificação, nem assinar o
questionário. Na maioria das questões (obrigatórias) apenas é necessário assinalar uma opção de
resposta. Relativamente às questões não obrigatórias, a resposta é livre.

Obrigado pela colaboração.

I - Informação Pessoal

Nesta secção, é-lhe pedida alguma informação sobre si próprio(a) e a sua experiência como aluno de
contrabaixo. Assinale para cada pergunta a opção que se aplica no seu caso.
Idade *

18

19

20

21

22

23

24

25

26

Instituição de ensino *

DeCA

ESMAE

Anos de experiência no ensino do contrabaixo *

Menos de 5

Entre 5 a 10

Entre 10 a 15
Formação Académica *

Ensino Secundário

Bacharelato (ou equivalente)

Licenciatura (ou equivalente)

Pós-graduação ou formação especializada

Mestrado

Doutoramento

Pós-doutoramento

Outra:

II - Estudo com Excertos Orquestrais

Nesta secção, é-lhe pedida alguma informação sobre a sua experiência com o estudo de excertos
orquestrais. Assinale para cada pergunta a opção que se aplica no seu caso.

Costuma utilizar excertos orquestrais como ferramenta de ensino técnico do arco? *

Sim

Não
Com que frequência utiliza excertos orquestrais nas suas aulas? *

Sempre

Regularmente

Ocasionalmente

Raramente

Quando utiliza excertos orquestrais nas aulas de instrumento, fá-lo apenas em preparação *
para provas ou também noutros contextos?

Provas de Acesso a Orquestras

Outra:

Quais são os objetivos principais ao usar excertos orquestrais? (assinale todos os que se *
aplicam)

Desenvolvimento da técnica do arco (detaché, legato, martelé, staccato,spiccato, portato)

Preparação para provas de acesso a orquestras

Exclusivamente para a preparação para provas de acesso a orquestras

Outra:

Aplicação Técnica

Nesta secção, é-lhe pedida alguma informação sobre a sua experiência com o estudo de excertos
orquestrais. Assinale para cada pergunta a opção que se aplica no seu caso.
Que técnicas específicas do arco costuma trabalhar através de excertos orquestrais? *
(detaché, legato, martelé, staccato,spiccato, portato)

Spiccato

Considera que os excertos permitem explorar variações técnicas que não são tão facilmente *
trabalhadas em exercícios isolados?

Sim

Não

Caso se aplique, quais estratégias utiliza para transferir a técnica que aprimorou num excerto
para o repertório solista?

Efeitos no Repertório Solista

Nesta secção, é-lhe pedida alguma informação sobre a sua experiência com o estudo de excertos
orquestrais. Assinale para cada pergunta a opção que se aplica no seu caso.

Observou melhoria na execução de repertório solista após trabalhar excertos orquestrais? *

Sim

Não
Em que aspetos técnicos sentiu maior impacto? *

Detaché

Legato

Martelé

Staccato

spiccato

Portato

Consistência rítmica

Outra:

Poderia dar um exemplo concreto de uma passagem do repertório solista que beneficiou do *
estudo de excertos orquestrais?

Sinfonia n40 Mozart

Vantagens e Limitações

Nesta secção, é-lhe pedida alguma informação sobre a sua experiência com o estudo de excertos
orquestrais. Assinale para cada pergunta a opção que se aplica no seu caso.

Na sua opinião, quais são as principais vantagens de usar excertos orquestrais no ensino *
técnico do arco?

Aprimorar a técnica

Que limitações ou dificuldades encontra nesta abordagem? *

Técnicas
Considerações Finais

Considera que o estudo de excertos orquestrais deveria ter maior presença no ensino do *
contrabaixo?

Sim

Não

Que recomendações daria a outros docentes que pretendam aplicar excertos orquestrais *
como ferramenta pedagógica?

Utilização de excertos orquestrais , não só na preparação de provas , mas também para melhorar a
técnica do arco na execução de obras como solista.

Este conteúdo não foi criado nem aprovado pela Google.

Formulários
Excertos Orquestrais como Estudos Técnicos:
Coletânea de Excertos Orquestrais para a
Exploração das Técnicas de Arco no
Contrabaixo
Este questionário é destinado aos pares das classes da Escola Superior de Música e Artes do
Espetáculo (ESMAE) e do Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro (DeCA) e
enquadra-se numa abordagem ao estudo da implementação de excertos orquestrais como estudos
técnicos, mais precisamente na exploração da técnica do arco no contrabaixo.

Além disso, tem como objetivo a recolha de dados para o trabalho final (tese) do Mestrado em Ensino
de Música, da ESMAE. Deste modo, os resultados obtidos serão utilizados apenas para fins
académicos.

O questionário é anónimo, não devendo por tanto colocar a sua identificação, nem assinar o
questionário. Na maioria das questões (obrigatórias) apenas é necessário assinalar uma opção de
resposta. Relativamente às questões não obrigatórias, a resposta é livre.

Obrigado pela colaboração.

I - Informação Pessoal

Nesta secção, é-lhe pedida alguma informação sobre si próprio(a) e a sua experiência como aluno de
contrabaixo. Assinale para cada pergunta a opção que se aplica no seu caso.
Idade *

18

19

20

21

22

23

24

25

26

Instituição de ensino *

DeCA

ESMAE

Anos de experiência no ensino do contrabaixo *

Menos de 5

Entre 5 a 10

Entre 10 a 15
Formação Académica *

Ensino Secundário

Bacharelato (ou equivalente)

Licenciatura (ou equivalente)

Pós-graduação ou formação especializada

Mestrado

Doutoramento

Pós-doutoramento

Outra:

II - Estudo com Excertos Orquestrais

Nesta secção, é-lhe pedida alguma informação sobre a sua experiência com o estudo de excertos
orquestrais. Assinale para cada pergunta a opção que se aplica no seu caso.

Costuma utilizar excertos orquestrais como ferramenta de ensino técnico do arco? *

Sim

Não
Com que frequência utiliza excertos orquestrais nas suas aulas? *

Sempre

Regularmente

Ocasionalmente

Raramente

Quando utiliza excertos orquestrais nas aulas de instrumento, fá-lo apenas em preparação *
para provas ou também noutros contextos?

Provas de Acesso a Orquestras

Outra:

Quais são os objetivos principais ao usar excertos orquestrais? (assinale todos os que se *
aplicam)

Desenvolvimento da técnica do arco (detaché, legato, martelé, staccato,spiccato, portato)

Preparação para provas de acesso a orquestras

Exclusivamente para a preparação para provas de acesso a orquestras

Outra:

Aplicação Técnica

Nesta secção, é-lhe pedida alguma informação sobre a sua experiência com o estudo de excertos
orquestrais. Assinale para cada pergunta a opção que se aplica no seu caso.
Que técnicas específicas do arco costuma trabalhar através de excertos orquestrais? *
(detaché, legato, martelé, staccato,spiccato, portato)

Spiccato

Considera que os excertos permitem explorar variações técnicas que não são tão facilmente *
trabalhadas em exercícios isolados?

Sim

Não

Caso se aplique, quais estratégias utiliza para transferir a técnica que aprimorou num excerto
para o repertório solista?

Efeitos no Repertório Solista

Nesta secção, é-lhe pedida alguma informação sobre a sua experiência com o estudo de excertos
orquestrais. Assinale para cada pergunta a opção que se aplica no seu caso.

Observou melhoria na execução de repertório solista após trabalhar excertos orquestrais? *

Sim

Não
Em que aspetos técnicos sentiu maior impacto? *

Detaché

Legato

Martelé

Staccato

spiccato

Portato

Consistência rítmica

Outra:

Poderia dar um exemplo concreto de uma passagem do repertório solista que beneficiou do *
estudo de excertos orquestrais?

Bottesini concerto n2. Tercinas do primeiro andamento.

Vantagens e Limitações

Nesta secção, é-lhe pedida alguma informação sobre a sua experiência com o estudo de excertos
orquestrais. Assinale para cada pergunta a opção que se aplica no seu caso.

Na sua opinião, quais são as principais vantagens de usar excertos orquestrais no ensino *
técnico do arco?

Muita variedade de técnicas

Que limitações ou dificuldades encontra nesta abordagem? *

É precisoo alguém com experiencia para ajudar na escolha dos melhores excertos bem como no estudo
necessário tendo em conta o contexto da orquestra onde esses excertos de encaixam.
Considerações Finais

Considera que o estudo de excertos orquestrais deveria ter maior presença no ensino do *
contrabaixo?

Sim

Não

Que recomendações daria a outros docentes que pretendam aplicar excertos orquestrais *
como ferramenta pedagógica?

Simplesmente começar a utilizá-los com estudos em vez de umicamente para audições. Embora
acredite que isso se aplique a alunos um pouco mais avançados, secundário por exemplo, devido á
dificuldade de encontrar excertos interessantes e acessíveis aos alunos mais novos.

Este conteúdo não foi criado nem aprovado pela Google.

Formulários
Tiago Filipe Soares Gomes

MESTRADO
ENSINO DE MÚSICA
INSTRUMENTO - CONTRABAIXO

Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo:


Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas
de Arco
Tiago Filipe Soares Gomes
Excertos Orquestrais como Exploração Técnica no Contrabaixo: Coletânea de Excertos Orquestrais para a Exploração das Técnicas de Arco

213

Você também pode gostar