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Nutrição Integrativa e Doença de Crohn

O trabalho analisa o impacto da nutrição integrativa na qualidade de vida de pacientes com Doença de Crohn, destacando a importância da dieta na redução de sintomas e na melhora do estado nutricional. A revisão integrativa de literatura abrange 21 estudos que evidenciam como intervenções nutricionais podem complementar o tratamento convencional e promover a remissão da doença. Conclui-se que a abordagem holística da nutrição integrativa é promissora para melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
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Nutrição Integrativa e Doença de Crohn

O trabalho analisa o impacto da nutrição integrativa na qualidade de vida de pacientes com Doença de Crohn, destacando a importância da dieta na redução de sintomas e na melhora do estado nutricional. A revisão integrativa de literatura abrange 21 estudos que evidenciam como intervenções nutricionais podem complementar o tratamento convencional e promover a remissão da doença. Conclui-se que a abordagem holística da nutrição integrativa é promissora para melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
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Universidade Federal de São Paulo

Instituto de Saúde e Sociedade da Baixada Santista


Graduação em Nutrição

CATARINA ESCAMILHAS RIBÓ

IMPACTO DA NUTRIÇÃO INTEGRATIVA NA QUALIDADE DE VIDA DE


PACIENTES COM DOENÇA DE CROHN:
Uma Revisão Integrativa

Santos
2025
Catarina Escamilhas Ribó

IMPACTO DA NUTRIÇÃO INTEGRATIVA NA QUALIDADE DE VIDA DE


PACIENTES COM DOENÇA DE CROHN:
Uma Revisão Integrativa

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como


requisito parcial para obtenção do título de bacharel
pela Universidade Federal de São Paulo - Campus
Baixada Santista.

Orientadora: Profª. Drª. Claudia Cristina Alves


Pereira

Santos
2025
CATARINA ESCAMILHAS RIBÓ

IMPACTO DA NUTRIÇÃO INTEGRATIVA NA QUALIDADE DE VIDA DE


PACIENTES COM DOENÇA DE CROHN: Uma Revisão Integrativa

Trabalho de Conclusão apresentado ao Curso de Nutrição da Universidade Federal


de São Paulo, como requisito parcial para obtenção do grau de bacharel, na área de
nutrição, submetida à Banca Examinadora composta pelos membros:

Orientadora: Prof. Dra. Claudia Cristina Alves Pereira


Departamento de Biociências, Universidade Federal de São Paulo

Prof. Dra. Daniela Caetano Gonçalves


Departamento de Biociências, Universidade Federal de São Paulo

Nutr. Dra. Patrícia da Graça Leite Speridião


Departamento de Saúde, Educação e Sociedade, Universidade Federal de São
Paulo

PARECER DA BANCA: (X) APROVADO ( ) REPROVADO

Santos, 09 de dezembro de 2025


Ficha catalográfica elaborada por sistema automatizado
com os dados fornecidos pelo(a) autor(a)

Ribó, Catarina.
IMPACTO DA NUTRIÇÃO INTEGRATIVA NA QUALIDADE DE
VIDA DE PACIENTES COM DOENÇA DE CROHN: Uma Revisão
Integrativa. / Catarina Ribó; Orientadora Cláudia
Pereira. ­­ Santos, 2025.
30 p. ; 30cm

TCC (Graduação ­ Nutrição) ­­ Universidade Federal


de São Paulo, Instituto de Saúde e Sociedade, 2025.

1. Qualidade de vida. 2. Nutrição. 3. Doença de


Crohn. I. Pereira, Cláudia, Orient. II. Título.

CDD 613.2
RESUMO

A Doença de Crohn é uma doença imunológica e inflamatória que pode afetar


qualquer parte do trato gastrointestinal, da boca ao ânus, mas é predominante no
íleo terminal e no cólon. O tratamento da doença de é desafiador pois envolve
controle de inflamações e sintomas crônicos, o que causa grande impacto na vida
dos pacientes e afeta a qualidade de vida. A nutrição e a dieta são importantes na
contribuição da melhora da qualidade de vida e redução de sintomas de doenças
imunológicas, pois, o estado nutricional está diretamente relacionado à imunidade e
à resistência do organismo contra infecções. Nesse sentido, a nutrição integrativa é
uma estratégia promissora no tratamento de doenças autoimunes, com a Doença de
Crohn, vez que considera o paciente de forma holística e total, integrando o corpo e
a mente. Logo, a associação da doença com a alimentação melhora a absorção,
metabolismo e digestão dos pacientes, além de diminuir a inflamação e contribuir
para a remissão da doença, o que, por sua vez, melhora a qualidade de vida do
enfermo. Assim, a revisão da literatura existente teve como objetivo identificar como
intervenções nutricionais integrativas podem atuar como complemento ao tratamento
convencional da DC, a fim de compreender o papel da nutrição na melhora da
qualidade de vida dos pacientes. Dessa forma, foram aplicados os procedimentos
metodológicos que abrangem um conjunto de métodos destinados ao
desenvolvimento de revisão integrativa da literatura. Foi realizada a construção da
pergunta de pesquisa e definição dos termos de busca através da estratégia PICO.
A seguir foram considerados dois bancos de dados eletrônicos: PubMed e Web
Science, além dos critérios de inclusão e exclusão, definição das informações a
serem extraídas, avaliação dos estudos incluídos, interpretação dos resultados e
apresentação da revisão. A pesquisa analisou 21 estudos que discutiram a influência
de padrões alimentares específicos, a relação entre estado nutricional e atividade
inflamatória e o impacto de intervenções dietéticas sobre sintomas e qualidade de
vida. Os resultados mostraram que abordagens nutricionais integrativas —
especialmente aquelas associadas a práticas de estilo de vida, atividade física e
educação alimentar — demonstraram potencial para melhorar a absorção,
metabolismo, digestão e diminuir a inflamação, o que e contribui para a remissão da
doença e melhora a QV, pois considera o paciente em sua forma holística e total.
Assim, o estudo apresentou como considerações finais que a integração entre dieta,
manejo emocional e práticas complementares constitui uma estratégia promissora
para ampliar o cuidado clínico da DC, ao oferecer um suporte adjuvante no
tratamento convencional da doença.

Palavras-chave: Qualidade de vida; Nutrição; Doença de Crohn.


ABSTRACT

Crohn’s disease is an immunological and inflammatory condition that can affect any
part of the gastrointestinal tract, from the mouth to the anus, but it predominantly
involves the terminal ileum and the colon. The treatment of the disease is
challenging, as it involves controlling inflammation and chronic symptoms, which has
a significant impact on patients’ lives and compromises quality of life. Nutrition and
diet play an important role in improving quality of life and reducing symptoms of
immunological diseases, since nutritional status is directly related to immunity and
the body’s resistance to infections. In this context, integrative nutrition is a promising
strategy in the treatment of autoimmune diseases such as Crohn’s disease, as it
considers the patient in a holistic and comprehensive manner, integrating body and
mind. Thus, the association between the disease and diet improves patients’
absorption, metabolism, and digestion, in addition to reducing inflammation and
contributing to disease remission, which in turn enhances quality of life. Accordingly,
the aim of this literature review was to identify how integrative nutritional interventions
can act as a complement to the conventional treatment of Crohn’s disease, in order
to understand the role of nutrition in improving patients’ quality of life. To this end,
methodological procedures were applied, encompassing a set of methods designed
to develop an integrative literature review. The research question was formulated,
and search terms were defined using the PICO strategy. Subsequently, two electronic
databases were consulted—PubMed and Web of Science—along with the application
of inclusion and exclusion criteria, definition of the data to be extracted, evaluation of
the included studies, interpretation of the results, and presentation of the review. The
analysis included 21 studies that discussed the influence of specific dietary patterns,
the relationship between nutritional status and inflammatory activity, and the impact
of dietary interventions on symptoms and quality of life. The results indicated that
integrative nutritional approaches—especially those associated with lifestyle
practices, physical activity, and nutrition education—demonstrated potential to
improve absorption, metabolism, and digestion, as well as to reduce inflammation,
thereby contributing to disease remission and improved quality of life, as they
consider the patient in a holistic and comprehensive manner. Thus, the study
concluded that the integration of diet, emotional management, and complementary
practices constitutes a promising strategy to enhance the clinical care of Crohn’s
disease by providing adjuvant support to conventional treatment.
Keywords: Quality of life; Nutrition; Crohn’s Disease.
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO……………………………………..…………………………………….01

2 METODOLOGIA PARA A REVISÃO NARRATIVA DA LITERATURA ..……...…04

2.1 Organização do Corpus da pesquisa e métodos de análise .……...….……..04

3 ANÁLISE DOS ARTIGOS SELECIONADOS.……...….……...….……...…..……...06


3.1. Grupo 1: Padrões Alimentares e suas Implicações Clínicas.……………..…06
3.2. Grupo 2: Relação entre o Estado Nutricional e a Atividade da Doença de
Crohn.……...….……...….……...….……...….……...….……...….……...….……......…09
3.3. Grupo 3: Melhora da Qualidade de Vida por meio de Estratégias
Nutricionais.……...….……...….……...….……...….……...….……...….……...………11
4 DISCUSSÃO DOS RESULTADOS.……...….……...….……...….……...….……..…15
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS.……...….……...….……...….…….....….……...….……18
REFERÊNCIAS ……………………………………………….……...….……...….……..19
1

1 INTRODUÇÃO
O sistema imunológico, por meio dos linfócitos, tem a habilidade de distinguir
entre antígenos próprios e não-próprios, chamada de tolerância imunológica.
Quando esta falha, leva à autoimunidade e o corpo começa a atacar a si mesmo por
deixar de reconhecer o seu próprio antígeno. Assim, a doença autoimune é causada
quando há perda dos mecanismos de controle, responsável pela tolerância
imunológica (Wastowski e de Carvalho et al., 2009). As causas podem ser
multifatoriais, como ambiental e genética, que se associam entre si, a exemplo de
hábitos alimentares, alto níveis de estresse psicológico, dependência de tabaco,
fatores emocionais e xenobióticos (Barbosa, 2019).
As doenças autoimunes se desenvolvem ao longo de vários anos, e para seu
desenvolvimento há formação de linfócitos específicos para autoantígenos e,
frequentemente, autoanticorpos, sendo a manifestação clínica da doença em
estágios tardios. Contudo, nem todos os indivíduos saudáveis com autoanticorpo
desenvolvem sinais clínicos. A mudança de resposta das células B e T, assim como
autoanticorpos inofensivos que se tornam inflamatórios, é um fator-chave em
condições autoimunes inflamatórias (Bieber et al., 2023).
As doenças autoimunes afetam parte considerável da população mundial e, a
cada ano, os números aumentam. Embora o tratamento convencional com
imunossupressores seja eficaz, a longo prazo pode gerar efeitos colaterais
indesejados, como maior vulnerabilidade a infecções. Atualmente, entre 5 a 8% da
população mundial é afetada por doenças autoimunes, existem cerca de 80 a 100
doenças autoimunes, e as de maior crescimento incluem Doenças Inflamatórias
Intestinais (Doença de Crohn, Retocolite Ulcerativa), diabetes mellitus tipo 1, artrite
reumatoide, síndrome de Sjögren e esclerose múltipla (Wessels e Rink, 2019). No
Brasil, uma parcela significativa da população possui diagnóstico de alguma doença
autoimune. Devido à diversidade geográfica e socioeconômica, há variações tanto
na incidência quanto no acesso aos serviços de saúde, tornando o cenário nacional
especialmente desafiador para o enfrentamento dessas patologias (Andrade, et al.,
2024). Dentre essas doenças, observa-se aumento global na incidência das
Doenças Inflamatórias Intestinais (DIIs), compostas por Doença de Crohn, Retocolite
Ulcerativa e DII não classificada (Borowitz, 223).
A Doença de Crohn (DC) é uma doença imunológica e inflamatória que pode
afetar qualquer parte do trato gastrointestinal, da boca ao ânus, mas é predominante
2

no íleo terminal e no cólon. Essa patologia tem característica segmentar, com áreas
inflamadas intercaladas com regiões saudáveis. Além disso, apresenta causa
multifatorial, variando sua incidência conforme estilo de vida, genética, meio
ambiente e desequilíbrios da microbiota intestinal –fatores que predispõem à
inflamação crônica(Papacosta, et al., 2017).
O tratamento da DC é desafiador porque envolve controle de inflamações e
sintomas crônicos, que impactam diretamente o cotidiano dos pacientes e afetam
sua qualidade de vida (Strobel et al., 2022).
Qualidade de vida é muitas vezes associada à saúde física, mas também
engloba aspectos psicossociais como felicidade, satisfação pessoal e estilo de vida.
Deve ser entendida de forma individual e subjetiva, variando conforme o ambiente
sociocultural e os valores nos quais o indivíduo está inserido, considerando seus
próprios objetivos, expectativas, crenças, padrões e sentimentos (Strobel, et al.,
2022).
A qualidade da alimentação e nutrição contribui para a redução de sintomas
das doenças imuno-inflamatórias e para a melhora da qualidade de vida, pois ao
fornecer nutrientes específicos, ajuda a inibir a ação de mediadores pró-inflamatórios
e favorecer respostas anti-inflamatórias. Assim, ocorre a modulação imunológica
mediada por células, afetando funções das células apresentadoras de antígenos
responsáveis pela comunicação entre os sistemas imunológico inato e adaptativo
(WU, Dayong, et al., 2019). Como consequência, a nutrição adequadamente
estruturada contribui para o bom funcionamento do sistema imunológico ao fornecer
nutrientes essenciais.
Neste sentido, a abordagem da nutrição integrativa considera o paciente de
forma holística, integrando o corpo e a mente, o que contribui para um suporte
nutricional além de uma nutrição celular. Dessa forma, auxilia na remissão de
doenças e melhora de manifestações agudas e crônicas, podendo ser vista como
estratégia promissora no tratamento de doenças autoimunes, incluindo a Doença de
Crohn, uma vez que permite implementar intervenções capazes de melhorar
absorção, digestão e metabolismo dos nutrientes, diminuir a inflamação e contribuir
para a remissão da doença, o que, consequentemente, melhora a qualidade de vida
do paciente (Damasceno, et al., 2023).
Nessa perspectiva, a nutrição integrativa possibilita um planejamento de
condutas dietéticas individualizadas baseada nos antecedentes, mediadores,
3

gatilhos, estilo de vida e relação entre diferentes órgãos e sistemas (Carnauba,


2018). Porém, apesar desse avanço, ainda há poucos estudos que reúnem e
sistematizam evidências sobre a aplicação da nutrição integrativa no cuidado de
pacientes com a Doença de Crohn. Logo, o presente trabalho tem como objetivo
revisar a literatura existente e identificar como intervenções nutricionais integrativas
podem atuar como complemento ao tratamento convencional da DC, a fim de
compreender o papel da nutrição na melhora da qualidade de vida dos pacientes.
Para atender ao objetivo proposto, foi realizada uma revisão integrativa de
literatura reunindo estudos que abordam nutrição e qualidade de vida em pacientes
com DC. O corpus da pesquisa foi composto por 21 artigos, selecionados a partir de
uma busca na base de dados dos últimos 5 anos que apresentaram as
palavras-chaves “qualidade de vida”, “nutrição”, “Doença de Crohn".
A literatura indica que intervenções nutricionais adequadas podem modular a
resposta imunológica, reduzir inflamação e contribuir para a melhora dos sintomas e
do bem-estar dos pacientes. Assim, este estudo contribui ao sintetizar
conhecimentos atualizados e oferecer uma visão integrada sobre o papel da nutrição
no manejo da Doença de Crohn, auxiliando profissionais e pesquisadores na
compreensão das possibilidades terapêuticas complementares.
Por fim, o trabalho está organizado em seções que apresentam o referencial
teórico, a metodologia adotada, os resultados encontrados e as considerações finais.
4

2 METODOLOGIA PARA A REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA


A partir dos objetivos propostos, foi realizada uma revisão integrativa de
artigos publicados nos últimos 5 anos (2020 a 2025) indexados nas bases de dados
PubMed e Web of Science. O recorte temporal foi adotado com o intuito de garantir
que a revisão contemplasse evidências recentes sobre o papel da nutrição
integrativa e da qualidade de vida no tratamento da DC. Já a escolha das bases de
dados se deu, pois são os maiores repositórios de artigos científicos na área da
saúde.
A escolha da revisão integrativa deu-se na necessidade de reunir e integrar
diferentes perspectivas disponíveis na literatura sobre o tema, possibilitando uma
compreensão ampla e aprofundada do impacto da nutrição integrativa na qualidade
de vida de pacientes com Doença de Crohn. Para a construção da revisão
integrativa, foram utilizados os métodos definidos por Mendes, et al. (2008), que
estabelece a construção da pergunta de pesquisa e definição dos termos de busca
através da estratégia PICO. Nesse sentido, entende-se que essa questão deve
contemplar a especificação da população (P), ou do problema ou da condição que
será estudada, o tipo de intervenção (I) que será analisado, se haverá comparação
(C) entre intervenções e o resultado/outcome (O) que se pretende estudar. Segundo
esta abordagem, a população que se busca estudar com este projeto de pesquisa
são os pacientes com Doença de Crohn, a intervenção é a nutrição integrativa, a
comparação diz respeito aos possíveis impactos dessa nutrição sobre a qualidade
de vida, como resultado, da população delimitada.
Com a questão de pesquisa definida, as próximas etapas da pesquisa
fundamentadas por Mendes, et al. (2018), foram realizadas em cinco etapas:
●​ estabelecimento dos critérios de inclusão e exclusão;
●​ definição das informações a serem extraídas;
●​ avaliação dos estudos incluídos;
●​ interpretação dos resultados;
●​ apresentação da revisão
​ Para que a buscas nas bases de dados apresentaram resultados pertinentes
para a pesquisa, foram escolhidos os termos/palavras-chaves a) “qualidade de vida”
e/ou “nutrição” e/ou “doença de crohn”; e b) “nutrition” and/or “quality of life” and/or
“Crohn's disease”. Assim, selecionou-se artigos que apresentaram a combinação de
5

variações entre dois grupos das palavras-chaves. A busca pelos descritores e


termos foi realizada com base nas ferramentas Descritores em Ciências da Saúde
(DeCS) do banco de dados da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Os termos foram
combinados usando os mapeamentos terminológicos disponíveis como ferramentas
de busca no DeCs.
O levantamento dos estudos, os títulos e resumos de artigos potenciais e
relevantes foram selecionados a partir dos critérios de inclusão: ensaios clínicos,
revisão da literatura, publicado nos últimos 5 anos e texto completo disponível.
Foram excluídos capítulos de livros. A seguir, foram extraídos os seguintes dados
dos artigos elegíveis: a) título; b) autor(es); c) ano de publicação; d) objetivo do
estudo; e) população estudada; f) metodologia empregada; g) desfechos
encontrados; h) conclusão (tabela 1).
Foram encontrados 133 artigos nas bases de dados, nos quais 112 foram
excluídos, sendo que o total de 21 artigos foram incluídos na análise final.

2.1 Organização do Corpus da pesquisa e métodos de análise

A partir desta seleção, foi feita uma leitura íntegra de cada estudos para
análise dos pontos principais de discussão a fim de categorizá-los entre três grupos:
artigos que discutem a melhora da qualidade de vida por meio de estratégias
nutricionais, artigos que relacionam o estado nutricional com a atividade da DC e
artigos que analisam as implicações clínicas geradas por padrões alimentares.
Desse modo, foram criadas três tabelas que permitiram a realização de uma
comparação direta entre os dados obtidos de cada estudo: a) título, b) autor(es), c)
ano de publicação, d) objetivo do estudo, e) população estudada, f) metodologia
empregada, g) desfechos encontrados, h) conclusão.
6

3 ANÁLISE DOS ARTIGOS SELECIONADOS



3.1. Grupo 1: Padrões Alimentares e suas Implicações Clínicas
A partir da categorização dos artigos, é evidente que há uma tendência de
estudos que implementam e revisam diferentes intervenções nutricionais em
pacientes com DC, a fim de analisar como estas influenciam a atividade da doença.
Isso se corrobora diante do fato de que 9 (43%) dentre os 21 artigos selecionados,
se enquadram dentro da categoria Padrões Alimentares e suas Implicações Clínicas,
conforme apresentado na tabela 1.
7

Tabela 1 – Padrões alimentares e suas implicações clínicas

GRUPO 1: PADRÕES ALIMENTARES E SUAS IMPLICAÇÕES CLÍNICAS


Ano de
Título Autores Objetivo do estudo População estudada Metodologia empregada Desfechos encontrados Conclusão
publicação
Uma dieta ocidental está fortemente
associada ao aumento da inflamação A dieta exerce um papel crucial na
intestinal. A baixa ingestão de frutas e evolução clínica da DII. A adoção de
vegetais e condições como desnutrição estratégias alimentares específicas
Resumir a literatura atual seletiva, obesidade e sarcopenia estão
Revisão da literatura baseada em pode contribuir significativamente para
Papel da Nutrição no sobre o papel dos alimentos e ligadas a piora clínica e resposta terapêutica
Nawaz, Khalid; et al Indivíduos com DC e RU estudos anteriores que analisaram a o controle da inflamação e melhora da
Tratamento da DII grupos alimentares na reduzida. Já, dietas como a Dieta
relação entre dieta e evolução da DII mediterrânea, Dieta específica de qualidade de vida dos pacientes. Assim,
2025 nutrição e no manejo da DII
carboidrato, Nutrição enteral, Dieta a nutrição deve ser integrada como
exclusiva de DC e Dieta anti-inflamatória, parte essencial do tratamento
mostraram resultados positivos na redução individualizado da DII
de sintomas e na indução de remissão.

A adesão à dieta mediterrânea foi


A MED é promissora como estratégia
Revisar a literatura sobre o Revisão narrativa da literatura científica associada à menor incidência de DC,
complementar no tratamento da DII e
A dieta mediterrânea nas DIIs papel da dieta mediterrânea focada em estudos que avaliaram a melhora clínica em casos ativos, melhor
pode ser integrada à prática clínica,
está pronta para o horário Godny L, Dotan I 2024 (MED) na prevenção e Pacientes com DC e RU. relação entre a MED e a DII, com ênfase qualidade de vida e menor mortalidade.
com potencial de personalização
nobre? tratamento das DIIs, incluindo em efeitos clínicos e mecanismos A MED favorece uma microbiota
conforme o fenótipo da doença e
DC e RU fisiológicos saudável, tem efeito anti-inflamatório e
preferências culturais
reduz o estresse oxidativo.

Avaliar a melhora da QV em
Relato de caso: Dieta Pacientes (n=6) com diagnóstico
pacientes com DII quando Avaliar a melhora clínica dos pacientes
carnívora-cetogênica para o Norwitz NG, histologicamente confirmado de Todos os pacientes envolvidos no Dietas cetogênicas e carnívoras são
tratamento da DII: uma 2024 submetidos a dieta submetidos a dietas cetogênicas e
Soto-Mota A retocolite ulcerativa (RU) e 4 com estudo apresentaram melhoras clínicas promissoras para o tratamento de DII
série de casos de 10 predominante de carne, ovos carnívoras com o Questionário de DII
DC
pacientes. e gordura animal

Avaliar a viabilidade de uma Houve tendência de melhora nos escores


Estudo com duração de 12 semanas, de sintomas, embora sem significância
intervenção com dieta à base A intervenção com dieta baseada em
focado na adesão a uma dieta à base de estatística. Observou-se queda leve na
Uma dieta baseada em de plantas em pacientes com Pacientes ambulatoriais com vegetais é viável, mas requer suporte
plantas. Avaliaram-se desfechos de ingestão proteica e na massa muscular. A
vegetais é viável em Arvidsson, LB; et al. 2024 Doença de Crohn e investigar Doença de Crohn em uso de dietético contínuo, principalmente para
pacientes com DC viabilidade e mudanças em sintomas, percepção subjetiva da atividade da
seu potencial impacto na terapia biológica. doença melhorou, apesar das limitações garantir ingestão adequada de
marcadores clínicos e ingestão
atividade da doença e na em suprir todas as necessidades proteínas e agentes anti-inflamatórios
nutricional
qualidade de vida nutricionais.

Investigar a eficácia de uma Estudo piloto randomizado e controlado O grupo EAA/NaB apresentou melhora
intervenção dietética baseada em
aminoácidos essenciais (EAA) e Pacientes com DC com estenose com duração de 12 meses, avaliando a significativa na massa muscular e no A suplementação com EAA e NaB pode
Manejo nutricional na doença intestinal, divididos em grupo composição corporal por meio do índice SMI em comparação ao controle. Após reduzir a necessidade de cirurgia e
Cavalcanti, E; et al. 2024 butirato de sódio (NaB) no
de Crohn estriada: um de músculo esquelético (SMI) e a um ano, apenas 10% dos pacientes do melhorar a composição corporal em
estudo piloto.
manejo de pacientes com DC intervenção (dieta EAA/NaB) e
estenosante, com foco na grupo controle. necessidade de cirurgia como desfecho grupo intervenção necessitaram de pacientes com DC estenosante
sarcopenia e na prevenção de clínico cirurgia, contra 40% no grupo controle
complicações

Alimentos processados, açúcar e carne Compreender os componentes dietéticos


Explorar o papel da dieta no vermelha aumentam o risco de DII. Fibras que influenciam a inflamação na DII pode
Revisão da literatura sobre DII, com e vitamina D3 ajudam a reduzir as crises. levar a melhores resultados de tratamento
O impacto da dieta no tratamento da DII, com foco
Nowotarska, artigos publicados nos últimos cinco Dietas específicas como a Dieta de e alívio mais duradouro dos sintomas. A
curso da DIIl – uma revisão 2024 em estratégias alimentares Pacientes com DC e RU Carboidratos Específicos, a dieta integração da nutrição em estratégias de
da literatura
Agnieszka; et al. anos foram priorizados
durante a doença ativa e na mediterrânea e a Nutrição Enteral tratamento personalizadas deve se tornar
remissão mostraram benefícios, contribuindo para uma prática padrão para o tratamento da
a remissão da doença DII

Revisar os mecanismos e os Revisão abrangente da literatura O suporte proteico mostrou benefícios O suporte nutricional proteico é uma
O efeito do suporte efeitos clínicos do suporte científica sobre a patogênese da DII e o na reparação do tecido intestinal, estratégia para o manejo da DII, com
nutricional proteico na DII e nutricional proteico no papel do suporte nutricional proteico, melhora da imunidade, alívio da potencial para ser integrado ao
Li, Q; Wang J 2024 Pacientes com RU e DC
seus potenciais tratamento da DII, incluindo com foco nos mecanismos fisiológicos e inflamação e redução de complicações. tratamento clínico visando melhores
mecanismos. Doença de Crohn (DC) e Além de eficácia na melhora dos desfechos e qualidade de vida dos
nos resultados clínicos
Retocolite Ulcerativa (RU) sintomas e da qualidade de vida pacientes

Dieta específica de carboidratos, NEE, são necessários mais estudos para


Dieta como tratamento Investigar a eficácia de Revisão da literatura de artigos que NEP e DM apresentaram excelentes determinar qual componente da dieta
opcional em adultos com diferentes intervenções investigaram o papel de diversa resultados nos pacientes. ou quais tipos de dieta são necessários
Jaramillo, AP; et al. 2023 dietéticas no tratamento Pacientes com DII
DII: uma revisão Revisão intervenções dietéticas para pacientes Aconselhamento sobre FODMAPS para estabelecer uma dieta específica a
Sistemática da Literatura. da DII com DII melhorou a QV e diminuiu sintomas ser utilizada como intervenção
gastrointestinais terapêutica nesses indivíduos

Dietas como FODMAP e sem glúten ajudam Intervenções dietéticas devem


Revisar os efeitos das a reduzir sintomas como dor e diarreia, mas
Revisão de literatura sobre o impacto de equilibrar alívio dos sintomas e
intervenções dietéticas sobre também diminuem a diversidade do
A modificação da microbiota diferentes dietas (FODMAP, sem manutenção de uma microbiota
o microbioma intestinal em microbioma intestinal e a presença de
intestinal por meio de dietas lactose, sem glúten e dieta de exclusão saudável. Recomendações nutricionais
Starz, Eliza; et al. 2021 pacientes com DC e os Pacientes com DC bactérias benéficas. Em contrapartida, a
específicas selecionadas em para pacientes com DC com nutrição dieta dieta de exclusão para pacientes com para pacientes com DC devem
pacientes com DC impactos nos sintomas
enteral parcial) na composição da DC combinada com nutrição enteral parcial considerar efeitos a longo prazo na
gastrointestinais e na
microbiota e nos sintomas da DC induz remissão da doença e melhora a progressão da doença, além do controle
evolução da doença
saúde da microbiota sintomático

Fonte: Elaboração da autora.


8

Dentre os 9, um foi publicado em 2025, seis em 2024, um em 2023 e um em


2021. Além do mais, as dietas mediterrânea, à base de alimentos de origem vegetal
(plant-based), cetogênica e ocidental foram os principais padrões alimentares
estudados, assim como o uso de suplementação de aminoácidos essenciais e
butirato de sódio.
Nawaz et al. (2025), verificaram que o padrão da dieta ocidental, baseada em
uma alta ingestão de proteínas e gorduras insaturadas e baixo consumo de frutas,
vegetais e fibras, está relacionado ao aumento da inflamação intestinal, porém dietas
com maior consumo de carboidratos complexos, e contendo nutrientes
anti-inflamatórios apresentam resultados positivos no tratamento da DC.
A Dieta Mediterrânea está associada à menor incidência de DC, pois o alto
consumo de frutas, verduras, grãos integrais, leguminosas, oleaginosas, azeite de
oliva e moderada ingestão de alimentos de origem animal e ultraprocessados,
mostrou-se favorável a um equilíbrio da microbiota intestinal (Godny, 2024). Em
concordância, Jaramillo et al. (2023), corroboram com esta afirmação, pois
concluíram que a dieta mediterrânea contendo alimentos anti-inflamatórios e
redução de compostos pró-inflamatórios apresentam excelentes resultados quanto à
melhora da fase ativa da DC.
​ Norwitz e Soto-Mota (2024) verificaram melhora clínica em pacientes
diagnosticados com a DC ao submetê-los a dietas cetogênicas. Essa melhora se
deve em motivo de pacientes com DII apresentarem níveis baixos de corpos
cetônicos, assim ao aderirem a uma dieta cetogênica, houve um aumento nos níveis
de corpos cetônicos, que, por sua vez, estão diretamente relacionados a uma baixa
atividade da doença. Em concordância, Li e Wang (2024) verificaram que o maior
aporte proteico no tratamento das DIIs traz benefícios na reparação do tecido
intestinal e melhora da imunidade, além de alívio da inflamação e redução de
complicações. Arvidsson et al. (2024) avaliaram que a intervenção com dieta à base
de plantas requer aporte dietético contínuo, principalmente proteico, isto porque
apesar das pequenas melhoras no escore de sintomas na DC, observou-se queda
da massa muscular devido baixo consumo proteico.
Ainda, a suplementação com aminoácidos essenciais e butirato de sódio
reduziu a necessidade de cirurgia e melhora a composição corporal em pacientes
com DC estenosante, vez que os aminoácidos essenciais estão envolvidos em
9

funções metabólicas e imunológicas, podendo refletir diretamente na atividade da


doença e o butirato de sódio reduz a inflamação intestinal e alivia os sintomas ao
ajudar a regular a função imunológica intestinal, realizar manutenção da função de
barreira e na homeostase intestinal (Cavalcanti et al., 2024).

3.2. Grupo 2: Relação entre o Estado Nutricional e a Atividade da Doença de


Crohn
​ A categoria Relação entre o Estado Nutricional e a Atividade da Doença de
Crohn também apresentou uma ampla gama de estudos (8), com um artigo
publicado em 2024, quatro em 2023 e três publicados entre os anos de 2020 a 2022,
conforme apresentado na tabela 2.
10

Tabela 2 – Relação entre os estado nutricional e a atividade da Doença de Crohn

GRUPO 2: RELAÇÃO ENTRE O ESTADO NUTRICIONAL E A ATIVIDADE DA DOENÇA DE CROHN

Ano de
Título Autores Objetivo do estudo População estudada Metodologia empregada Desfechos encontrados Conclusão
publicação

Avaliação do estado nutricional A prevalência de desnutrição foi de


Estudo prospectivo para Avaliar a prevalência e os Desnutrição e sarcopenia são comuns
segundo critérios GLIM e ferramentas 13,3% e a de sarcopenia foi de 34,2%. A
identificar prevalência, fatores fatores de risco de desnutrição 158 pacientes com DII (96 em pacientes com DII e se associam a
de triagem, incluindo a Ferramenta sarcopenia esteve associada à maior
de risco e associação com e sarcopenia em pacientes com Doença de Crohn e 62 piores desfechos clínicos. A avaliação
resultados clínicos de Bezzio, C; et al. 2024 Universal de Triagem de Desnutrição e taxa de internação hospitalar em um
ambulatoriais com DII e seu com Retocolite Ulcerativa) nutricional deve ser priorizada na
desnutrição e sarcopenia na um questionário identificar o risco de ano. A Ferramenta Universal mostrou
impacto nos prática clínica para melhorar a
DII desnutrição em pacientes com DII maior acurácia na triagem de
desfechos clínicos. qualidade de vida desses pacientes.
desnutrição do que o questionário.

A dieta pode influenciar o risco de A nutrição desempenha papel


Revisar a relação bidirecional
Revisão narrativa para desenvolvimento da DII em indivíduos fundamental tanto na prevenção
entre fatores nutricionais e DII,
verificar a ligação bidirecional Pacientes com DII, com foco Revisão da literatura sobre nutrição, predispostos e, em pacientes já quanto no tratamento da DII. Apesar da
destacando déficits
entre fatores nutricionais e em populações de países fatores ambientais e intervenções diagnosticados, atua como ferramenta falta de diretrizes oficiais, o
DII: déficits alimentares,
Saracino, IM; et al. 2023 alimentares comuns nos
industrializados e em dietéticas em DII complementar no controle de sintomas, acompanhamento nutricional é
hábitos e intervenções pacientes e as possíveis
desenvolvimento prevenção da desnutrição, manutenção essencial, e mais estudos são
recomendadas intervenções nutricionais no
da remissão e melhora da qualidade de necessários para padronizar estratégias
manejo da doença.
vida. de manejo dietético

Pacientes com DII apresentaram pior


Estudo multicêntrico, prospectivo e composição corporal e função física, com
238 pacientes hospitalizados com observacional, realizado em quatro Desnutrição e sarcopenia são altamente
significativa depleção muscular e acúmulo
Descrever as alterações na DII, sendo 177 com DC e 61 RU, com hospitais na China. Os dados foram de gordura visceral. A prevalência de prevalentes em pacientes com DII e
composição corporal, com idade média de 38,5 anos e IMC coletados por meio de triagens desnutrição foi de 60,1% e de sarcopenia, frequentemente coexistem, afetando
Composição foco na sarcopenia e nutricionais, análise de impedância 25,2%, sendo maior em pacientes com DC. A negativamente a qualidade de vida. A
Zhang, Yupeng; et al. 2023 médio de 19,8 kg/m². Para
corporal na DII desnutrição, e avaliar seus bioelétrica, força de preensão manual, e presença simultânea de sarcopenia e força de preensão manual surge como
comparação, foram incluídos 122 desnutrição foi observada em até 21,8% dos
impactos na qualidade de vida controles saudáveis, pareados por questionários de qualidade e vida. um indicador útil para avaliação
casos, e associou-se à pior qualidade de vida. nutricional e da sarcopenia nesses
em pacientes com DII idade, sexo e IMC Foram aplicados critérios diagnósticos A força de preensão manual mostrou forte
nutricionais diversos correlação com indicadores de massa magra pacientes.
e muscular

Desnutrição e sarcopenia são comuns


Avaliar a composição corporal
nesses pacientes e estão ligadas ao pior Para melhorar a composição corporal
na DII, identificar os fatores
Revisão de literatura no PubMed prognóstico, evolução clínica em pacientes com DII, é essencial o uso
que afetam a distribuição da
usando as palavras-chave "doença desfavorável e maior necessidade de precoce de terapias biológicas para
Composição corporal composição corporal e Pacientes diagnosticados com
Wei, H; et al. 2023 inflamatória intestinal", ou "DII", ou cirurgia. Fatores como atividade indução da remissão, suplementação de
na DII implementar medidas para DC e UC "doença de Crohn", ou "DC", ou "colite inflamatória, baixa ingestão nutricional, vitamina D e prática de atividade física
melhorar a distribuição da
ulcerativa", ou "UC" e "composição deficiência de vitamina D e disbiose moderada durante a fase de remissão
composição corporal em
corporal" intestinal contribuem para essas clínica.
pacientes com DII
alterações na composição corporal

A qualidade da dieta aumentou, mas o nível


de atividade física permaneceu o mesmo. A A intervenção combinada no estilo de
Avaliar o efeito da dieta e da vida melhorou significativamente a
Menor impacto da doença Os pacientes preencheram melhora na qualidade da dieta foi
atividade física no impacto da qualidade da dieta. Tal melhora foi
na vida diária e menos Pacientes adultos com DII em questionários ao longo do teste e significativamente associada ao menor
Lamers, CR; et al. 2022 DII na vida diária, atividade associada à redução no impacto da
fadiga em pacientes com remissão ou com doença receberam aconselhamento sobre dieta
impacto da doença na vida diária e menos
clínica da doença, fadiga e fadiga, mas não com a atividade clínica da doença na vida diária e na fadiga em
DII após intervenção no levemente ativa e atividade física.
qualidade de vida relacionada doença, QVRS e calprotectina fecal. pacientes com DII em remissão ou com
estilo de vida.
à saúde (QVRS) Nenhuma associação foi encontrada com
doença levemente ativa.
atividade física

Apesar de 54,4% dos pacientes


apresentarem peso normal, o IMC médio foi
Avaliação nutricional realizada por meio inferior ao dos controles. Pacientes com
de exames bioquímicos, análise da doença ativa mostraram maior prevalência Pacientes com DC apresentaram
composição corporal, IMC e registros de sobrepeso e obesidade. A deficiência de deficiências nutricionais que não
Estado nutricional Realizar avaliação nutricional e alimentares de 3 dias. A adequação da vitamina B12 foi encontrada em 19% dos podem ser atribuídas apenas à ingestão
global e seu impacto 217 pacientes com DII e 65 ingestão foi comparada com referências pacientes com DC, especialmente naqueles
Prieto, JMI; et al. 2021 associar a QV de indivíduos indivíduos no grupo controle com comprometimento ileal e ressecções. A
alimentar inadequada. O acúmulo de
na DC. com DII nacionais e internacionais. A atividade gordura corporal também pode
anemia esteve presente em 21,7% dos casos,
da doença foi medida pelo índice de sendo mais comum em pacientes com contribuir para o agravamento da
Harvey-Bradshaw e pelos níveis de doença ativa e ressecção intestinal. Além doença.
proteína C reativa (PCR) disso, a ingestão calórica foi
significativamente maior no grupo com DC
em comparação aos controles

Dados demográficos foram coletados e A desnutrição leve a moderada foi


Avaliar a prevalência da os pacientes foram submetidos a identificada em 16% dos pacientes,
desnutrição e sua associação avaliação de desnutrição usando a estando associada ao baixo peso, à
107 pacientes (68 com DC, 35 com A desnutrição e a atividade da doença
Desnutrição e QV entre Pulley J, Todd A, com a QV em uma coorte de avaliação subjetiva global gerada pelo atividade da doença e a internações
2020 colite ulcerativa, 4 com colite impactam negativamente a qualidade
pacientes adultos com DII Flatley C, Iniciado J pacientes ambulatoriais paciente. Um questionário de saúde de hospitalares no último ano. Pacientes
indeterminada) de vida dos pacientes
australianos com DII 36 itens foi usado para avaliar a desnutridos apresentaram pior
qualidade de vida qualidade de vida, tanto física quanto
mental

Fonte: Elaboração da autora.


11

Dentre estes, metade dos estudos revisou a literatura existente e a outra parte
realizou intervenções como questionários de avaliação subjetiva e análise de
exames bioquímicos e valores antropométricos. Dessa forma, foi possível verificar
como a desnutrição, sarcopenia e obesidade se relacionam com a DC.
As abordagens nutricionais no tratamento de pacientes com DC devem
considerar o estado nutricional global, identificando a composição corpórea, o
histórico clínico, ingestão alimentar e avaliação física (Bezzio et al., 2024). Segundo
Prieto et al (2021), a ingestão alimentar inadequada não é o único fator que
influencia a deficiência nutricional, a composição corporal também desempenha
importante papel. Dessa forma, o excesso de peso assim como a desnutrição e
sarcopenia também estão relacionados ao pior prognóstico e evolução clínica e
maior necessidade de cirurgia (Wei et al., 2023).
​ Intervenções que combinam o tratamento clínico convencional com a
adequação de dieta de qualidade, suplementação nutricional adequada e atividade
física estão associadas ao menor impacto da doença na vida diária. Isto porque, ao
melhorar a composição corporal, há redução de fadigas e há menor necessidade de
cirurgia (Lamers et al., 2022). Logo, a visão integrativa revela-se fundamental no
tratamento da DC.
Pulley et al. (2020) identificaram associação entre desnutrição leve/moderada
a maior atividade de DII. Zhang et al (2023) avaliaram 238 pacientes hospitalizados
com DII e identificaram 21,8% dos casos estavam com desnutrição e sarcopenia.
Assim como, Bezzio et al (2023) avaliaram 96 pacientes com DC e concluíram que a
avaliação nutricional deve ser priorizada para haver melhoria na qualidade de vida.
Tanto a desnutrição quanto a sarcopenia estão ligadas a pior prognóstico,
evolução clínica desfavorável e maior necessidade de cirurgia (Wei et al., 2023).
Essas questões devem-se a fatores como alta atividade inflamatória, baixa ingestão
nutricional, deficiência de vitamina D e disbiose intestinal (Wei et al., 2023). Por outro
lado, Prieto et al (2021) concluíram que pacientes que apresentam sobrepeso
também apresentam alta incidência da doença ativa, afirmando que o acúmulo de
gordura também é agravante da doença.

3.3. Grupo 3: Melhora da Qualidade de Vida por meio de Estratégias


Nutricionais
12

​ Por fim, 5 estudos, três publicados em 2024 e dois em 2022, conforme


apresentado na tabela 3, tiveram como principal ponto de discussão como
estratégias nutricionais melhoram a qualidade de vida. Esta relação foi possível
através de sessões educacionais sobre nutrição, intervenções com dietas
anti-inflamatórias e de eliminação, aplicação de questionários sobre qualidade de
vida e investigação narrativa participativa.
13

Tabela 3 – Melhora da qualidade de vida por meio de estratégias nutricionais

GRUPO 3: MELHORA DA QUALIDADE DE VIDA POR MEIO DE ESTRATÉGIAS NUTRICIONAIS

Ano de
Título Autores Objetivo do estudo População estudada Metodologia empregada Desfechos encontrados Conclusão
publicação

Um questionário administrado foi usado


A adesão à DM foi significativamente
para avaliar e registrar o histórico médico
maior em pacientes com doença inativa
e de peso recente, características
Relação entre a adesão à DM e do que naqueles com doença ativa. A
A relação da adesão à antropométricas, atividade da doença e
adesão à DM foi negativamente A adesão à DM está associada à
DM com a atividade da o grau de atividade da doença, qualidade de vida de pacientes com DC.
Migdanis, A; et al. 2024 60 Homens e mulheres com DC Além disso, o nível de adesão dos
correlacionada com a atividade da doença atividade da doença e à QV em
doença e a QV em bem como a qualidade de vida e positivamente correlacionada com a QV
participantes ao modelo da DM foi pacientes com DC
pacientes com DC em pacientes com DC dos participantes. A ingestão de frutas,
avaliado e sua relação com a atividade da
vegetais e laticínios foi significativamente
doença e a qualidade de vida foi
maior em pacientes em remissão
investigada

Estudo piloto randomizado O grupo IBD-MAID apresentou A dieta IBD-MAID foi bem aceita e
Avaliar a eficácia de um
controlado julgamento melhorias significativas em sintomas, mostrou efeitos positivos em
padrão alimentar anti- Intervenção de 8 semanas com
investigando os efeitos de qualidade de vida, calprotectina fecal e sintomas, inflamação e qualidade de
inflamatório modificado (IBD- fornecimento de refeições para o grupo
um padrão alimentar anti- 58 adultos com DII, randomizados atividade da DC. A redução na ingestão vida, especialmente em pacientes
MAID), com foco na redução IBD-MAID. Avaliação da atividade da
inflamatório na atividade Saracino, IM; et al. 2024 em dois grupos: IBD-MAID (n = 29) e de aditivos alimentares se correlacionou com doença de Crohn. A redução de
de aditivos alimentares, doença, calprotectina fecal, PCR,
da doença, nos sintomas e alimentação saudável geral (n = 29) com melhorias nos marcadores aditivos alimentares parece
comparado à alimentação sintomas e qualidade de vida usando
no perfil da microbiota em inflamatórios e qualidade de vida. A desempenhar papel importante,
saudável geral em adultos ferramentas validadas
adultos com DII alimentação saudável geral também sugerindo a necessidade de mais
com DII
mostrou melhora significativa na QV pesquisas nesse campo

Os pacientes relataram que momentos


Investigação narrativa Estudo estruturado por meio da
de melhor qualidade de vida estavam
participativa para avaliar Investigar estilo de vida e Investigação Narrativa Participativa
frequentemente associados a descanso, É necessária uma orientação dietética
experiências e auto dieta em pacientes com DII e (INP), que coleta histórias pessoais dos
Hos, C; et al. 2024 Pacientes com DC e RU equilíbrio psicológico e mudanças na personalizada que dê suporte ao
experimentação com como estes impactam a próprios pacientes para entender
alimentação. Relatou-se grande indivíduo
intervenções dietéticas qualidade de vida intervenções autodirigidas, suas
variabilidade individual nas respostas
em pacientes com DII motivações e percepções
alimentares

Integrar estratégias para


A utilização da Medicina Funcional
abordar fatores de estilo de Sessão educacional de nutrição e
Abordagem da Dezenove pacientes incluídos (2 como um complemento ao
vida modificáveis ​e completar fatores de estilo de vida modificáveis. Os
medicina funcional no homens: 1 com colite ulcerativa, 1 Houve melhora em todos os desfechos tratamento tradicional resultou em
uma dieta de eliminação de 6 pacientes foram colocados em uma
cuidado ao paciente com DC; 17 mulheres: 3 com colite relatados pelos pacientes. Todos os melhorias em todos os pacientes. São
Strobel, TM; et al. 2022 semanas sob a direção de um dieta de eliminação supervisionada de 6
melhora o sono, a fadiga ulcerativa, 14 com DC). Quinze pacientes que concluíram a última necessárias mais pesquisas para
nutricionista treinado em semanas. Em cada visita, os pacientes
e a qualidade de vida pacientes concluíram todos os sessão demonstraram perda de peso entender o impacto da nutrição, sono,
Medicina Funcional e preencheram questionários sobre DII,
em pacientes com DII módulos estresse, movimento e
provedores de Medicina fadiga, sono e sintomas médicos
relacionamentos na DII
Funcional

A utilização da Medicina Funcional


Os escores de QVRS foram mais baixos
A atividade da doença é o principal fator como um complemento ao
O impacto das DIIs na Avaliar a qualidade de vida em comparação com crianças
Alhadab A. A., associado à pior qualidade de vida em tratamento tradicional resultou em
qualidade de vida de relacionada à saúde (QVRS) de Crianças de 9 a 16 anos com saudáveis, especialmente entre
AlMahamed S. N., crianças com DII, destacando a melhorias em todos os pacientes.
pacientes pediátricos 2022 pacientes pediátricos sauditas diagnóstico de DII, atendidas em pacientes com doença ativa. Não houve
Hassan I. E., importância do controle clínico para São necessárias mais pesquisas para
sauditas: uma revisão com DII e identificar fatores um único centro na Arábia Saudita correlação entre QVRS e número de
Hammo A. H. melhorar os desfechos relacionados à entender o impacto da nutrição,
sistemática transversal que podem influenciá-la medicamentos, duração da doença ou
QVRS sono, estresse, movimento e
gênero
relacionamentos na DII

Fonte: Elaboração da autora.


14

Alhadab et al (2022) analisaram a Qualidade de Vida Relacionada à Saúde


(QVRS) de crianças com DII na Arábia Saudita, medida através de um questionário
da avaliação do bem estar, funcionamento social e emocional e imagem corporal e
foi possível concluir que os escores de QVRS foram mais baixos em pacientes com
DII em relação à crianças saudáveis, uma vez que a doença gera um impacto
emocional e psicológico e físico.
Hos et al (2024) avaliaram pacientes com DC que relataram melhora na
qualidade de vida quando estavam descansados e com hábito alimentar mais
saudável. Do mesmo modo, Marsh et al (2024) identificaram que pacientes com DIIs
que aderiram a dieta anti-inflamatória modificada com foco na redução na ingestão
de aditivos alimentares, se correlacionou com melhorias nos marcadores
inflamatórios, atividade da doença e qualidade de vida (medido através do
Questionário curto de DII - SIBDQ). A dieta mediterrânea, também conhecida por ser
anti-inflamatória, foi associada à melhor qualidade de vida de pacientes com DC
devido a modulação da inflamação e efeitos benéficos sobre a microbiota intestinal.
Logo, é importante que pesquisas futuras avaliem o seu efeito da dieta mediterrânea
em relação à atividade da doença. (Migdanis et al.,2024)
15

4 DISCUSSÃO DOS RESULTADOS


Conforme delineado na introdução e aprofundado nas análises dos
resultados, a Doença de Crohn é uma doença inflamatória intestinal crônica
caracterizada por causas multifatoriais, como ambiental e genético, que se associam
entre si (Papacosta et al., 2017).
Dentre os fatores ambientais, a nutrição exerce influência direta na
composição e atividade da microbiota intestinal, ao demonstrar que a ingestão de
dieta rica em gordura saturada e carboidratos simples está associada ao
desequilíbrio na composição da microbiota (disbiose). Tal fato, resulta no aumento
do número de bactérias patogênicas e diminuição das bactérias benéficas, além de
promover aumento da permeabilidade intestinal, que, por sua vez, favorece a
translocação bacteriana e intensifica a resposta imunológica pró-inflamatória
(Heringer et al., 2023).
Em contrapartida, alimentação composta predominantemente por alimentos in
natura e minimamente processados promove equilíbrio na composição da microbiota
intestinal, resultando em um maior controle dos sintomas ou até mesmo a um baixo
risco de desenvolvimento da DC (Narula et al., 2023). Assim, é fundamental
compreender a influência da alimentação na fisiopatologia da Doença de Crohn para
relacionar a nutrição e a qualidade de vida como tratamento adjuvante ao
convencional (Narula et al., 2023).
A análise dos artigos permite concluir que há uma tendência pela busca de
esclarecimentos acerca de possíveis relações entre os padrões alimentares e a DC.
Desse modo, estratégias nutricionais desempenham papel importante no tratamento
da DC, tanto em relação à modulação na resposta inflamatória quanto na promoção
de remissão clínica. Startz et al. (2021) afirmaram que intervenções dietéticas devem
ser realizadas com o intuito de manter a microbiota intestinal saudável, assim como
aliviar os sintomas da DC. Nowotarska et al. (2024) também concluíram que é
importante compreender os componentes dietéticos que influenciam a inflamação na
DII, para assim, haver melhora e alívio duradouros dos sintomas. Logo, a integração
da nutrição em estratégias de tratamento personalizadas deve se tornar uma prática
padrão para o tratamento da DII.
​ Outro fator que está intimamente relacionado à atividade inflamatória da
doença é o estado nutricional de pacientes com DC, que pode ser identificado por
16

meio do histórico clínico e exames físicos do paciente (Bezzio et al., 2024). De modo
geral, a desnutrição, sarcopenia e obesidade estão relacionados a um pior
prognóstico da doença ao dificultar a resposta ao tratamento (Bezzio et al., 2024).
Assim, a dieta atua no controle de sintomas de pacientes com DII, assim como a
prevenção da desnutrição está envolvida na manutenção da remissão e melhora da
qualidade de vida (Saracino et al., 2023).
​ Conforme apontado por Alhadab et al. (2022), a atividade da DC é o principal
fator associado à pior qualidade de vida. Esta pode ser definida como um equilíbrio
individual entre estilo de vida, ambiente, relacionamentos, sono, estresse e nutrição
(Strobel, et al., 2022). Dessa forma, o acompanhamento nutricional individualizado e
contínuo torna-se ferramenta fundamental na melhora da qualidade de vida de
pacientes com DC, uma vez que influencia, além de aspectos clínicos, o cotidiano e
a autonomia alimentar dos pacientes.
Torna-se evidente e essencial compreender que a atividade da DC afeta
diretamente a qualidade de vida. De modo a intervir, há necessidade de implementar
fatores além de abordagens nutricionais convencionais que reduzam a atividade da
doença. Isso pode ser alcançado com integração de fatores relacionados ao estilo
de vida, como atividade física e intervenções nutricionais educativas.
Quando os pacientes recebem orientação sobre educação alimentar e
nutricional e fatores modificáveis do estilo de vida, entendem a necessidade de
modificar o estilo de vida, os pacientes com DC apresentaram melhora no sono,
redução de fadiga e melhoram a qualidade de vida, permitindo que a medicina
funcional seja adjuvante ao tratamento convencional (Strobel, 2022). Lamers et al.
2022, corroboram com a afirmação, pois ao submeter pacientes ao aconselhamento
nutricional, verificaram melhora na qualidade da dieta, assim como redução no
impacto da DC na vida diária.
Com isso, é importante que futuras pesquisas aprofundem a eficácia de
intervenções que contemplem não apenas a orientação alimentar e nutricional, mas
também questões físicas, sociais e emocionais dos pacientes com DC. Dessa forma,
torna-se essencial o trabalho interdisciplinar entre nutricionistas, médicos,
psicólogos, educadores físicos e fisioterapeutas para promover remissão da doença
e melhoria do bem-estar.
17

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A DC, enquanto manifestação de uma condição autoimune, representa grande
desafio contínuo na prática clínica, ao envolver uma condição inflamatória e
sintomas crônicos que afetam diretamente a piora da qualidade de vida. A partir da
presente revisão foi possível observar que, além do tratamento convencional com
medicamentos imunossupressores específicos para a doença, a nutrição tem papel
fundamental para melhorar a condição clínica e bem-estar do paciente com DC.
Os padrões alimentares específicos, assim como alteração no estado
nutricional, impactam diretamente na atividade da doença. Ao modificar o hábito
alimentar optando pelo consumo de alimentos com perfil anti-inflamatório, contendo
carboidratos complexos e fontes proteicas, torna-se possível alcançar remissão da
doença, ao entender que há possibilidade de adequar o estado nutricional, modular
a microbiota intestinal, e diminuir a inflamação intestinal e sistêmica. Logo, o
acompanhamento e aconselhamento nutricional individualizado é estratégia
fundamental na melhora da qualidade de vida de pacientes com DC, uma vez que
influencia aspectos clínicos, a autonomia alimentar e o cotidiano dos pacientes.
A atuação de uma equipe interdisciplinar, que oriente questões físicas, sociais
e emocionais se mostra eficaz, pois considera o paciente com DC de forma global,
ao unir o corpo e a mente.
Dessa forma, é possível compreender que a nutrição tem papel importante,
como adjuvante do tratamento convencional, pois traz benefícios e impacta
positivamente na qualidade de vida dos pacientes com DC. Novas pesquisas são
necessárias para entender o papel das intervenções de educação nutricional
associadas ao estilo de vida, atividade física, e saúde emocional, a fim de
desenvolver protocolos clínicos eficazes e individualizados aos pacientes com DC.
18

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