Manifestações Patológicas - Causas da deterioração das estruturas
Causas intrínsecas (inerentes às estruturas)
Causas extrínsecas (externas ao corpo estrutural)
Manifestações Patológicas - Causas da deterioração das estruturas
Causas intrínsecas
Origem nos materiais e peças
estruturais durante as fases de
execução e/ou de utilização
das obras, por falhas
humanas, por questões
próprias ao material concreto.
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1. Causas intrínsecas devido a falhas humanas durante a construção da estrutura
1.1 Deficiências de concretagem
Ao método de concretagem estão
relacionadas, entre outras, as falhas no
transporte, no lançamento e no
adensamento do concreto, que podem
provocar, por exemplo, a segregação
entre o agregado graúdo e a
argamassa, além da formação de
ninhos de concretagem e de
cavidades (vazios) no concreto
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1. Causas intrínsecas devido a falhas humanas durante a construção da estrutura
1.1.1 transporte do concreto
✓ Rapidez do processo, que deve ser
tal que o concreto não seque nem
perca a trabalhabilidade.
✓ Os meios de transporte não devem
provocar a segregação, não permitindo
perda de argamassa ou de pasta de
cimento, nem promovendo a separação
entre os componentes do concreto.
✓ O tempo de transporte não deverá provocar grandes intervalos entre uma camada de concreto e a
anterior, o que provocaria, de imediato, a criação de juntas de concretagem não previstas,
conduzindo à formação de superfícies sujeitas a concentração de tensões e perda de aderência
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1. Causas intrínsecas devido a falhas humanas durante a construção da estrutura
1.1.1 transporte do concreto
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1. Causas intrínsecas devido a falhas humanas durante a construção da estrutura
1.1.1 transporte do concreto
Teixeira e Pelisser (2007), em estudo realizado numa central dosadora de concreto, para um traço de concreto
com resistência pré-definida de 20,0 MPa, quantificaram a perda de resistência quando houve correção do
abatimento com adição de água ao concreto, obtendo, após 2,5 horas, uma queda de 34% e ao final de 4 horas,
uma redução de resistência de 44%
Erdoğdu (2005) também registrou essa queda na resistência à compressão em função da adição de água em
concretos com até 150 minutos. No final de 150 min de mistura, uma perda de resistência de mais de 40% é
observada em relação à resistência inicial do concreto. Essa prática em ajustar o abatimento com água deve ser
descartada, uma vez que aditivos superplastificantes podem ser usados para isso sem afetar negativamente as
outras propriedades do concreto.
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1. Causas intrínsecas devido a falhas humanas durante a construção da estrutura
1.1.1 transporte do concreto
É possível utilizar concretos com tempo acima do máximo estabelecido pela NBR 7212,
desde que a trabalhabilidade seja mantida até o momento do lançamento do concreto
com a incorporação de aditivo superplastificante, mantendo-se o concreto em processo
de mistura, sem alterar dosagem da água
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1. Causas intrínsecas devido a falhas humanas durante a construção da estrutura
1.1.2 Lançamento (colocação) do concreto nas fôrmas
✓ O lançamento malfeito pode ocasionar o deslocamento das
armaduras
✓ O lançamento em plano inclinado pode levar ao acúmulo de
água exsudada, o que ocasionará a segregação entre o
agregado graúdo e a nata de cimento ou a argamassa,
fazendo com que surjam pontos frágeis na estrutura,
facilitando, assim, a ocorrência de focos de corrosão.
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1. Causas intrínsecas devido a falhas humanas durante a construção da estrutura
1.1.2 Lançamento (colocação) do concreto nas fôrmas
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1. Causas intrínsecas devido a falhas humanas durante a construção da estrutura
1.1.3 A vibração e o adensamento do concreto
✓ Podem levar à formação de vazios na massa
(ninhos e cavidades) e a irregularidades na
superfície (as chamadas bolhas) que facilitam a
penetração dos agentes agressores, por
aumento da porosidade superficial
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1. Causas intrínsecas devido a falhas humanas durante a construção da estrutura
1.1.4 Cura do concreto
✓ Medidas que visam impedir a evaporação da
água necessária e inerente ao próprio
endurecimento. Uma cura inadequada aumenta
as deformações específicas devidas à retração
Quais fatores influenciam na cura?
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1. Causas intrínsecas devido a falhas humanas durante a construção da estrutura
1.1.4 Cura do concreto
“Pisos e lajes requerem muito cuidado com a cura. Em fundo de vigas e faces de pilares a
atenção é menor, pois são peças protegidas pelas fôrmas. Em estruturas de grande
volume e pouca área, a cura se torna importante por razões térmicas e não de
resistência ou durabilidade” Paulo Helene, professor da Universidade de São Paulo (USP)
e conselheiro permanente do Instituto Brasileiro do Concreto (Ibracon).
“A época de maiores problemas por falta de cura em São Paulo são os meses frios de
julho, agosto e setembro. Isso acontece devido à baixíssima UR e ventos mais fortes e
constantes”
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1. Causas intrínsecas devido a falhas humanas durante a construção da estrutura
1.1.4 Cura do concreto
Métodos de cura
a) Molhagem constante
O método é indicado para pisos, lajes e, eventualmente, para faces verticais. O tempo de cura da
técnica varia em função da resistência à compressão, ou seja, até que a peça atinja, pelo menos, 15
MPa. No caso de pisos industriais, onde a resistência à abrasão superficial é fundamental, o
concreto tem que curar durante 21 dias. O mesmo período precisa ser respeitado em estruturas
expostas a ambientes agressivos.
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1. Causas intrínsecas devido a falhas humanas durante a construção da estrutura
1.1.4 Cura do concreto
Métodos de cura
a) Molhagem constante
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1. Causas intrínsecas devido a falhas humanas durante a construção da estrutura
1.1.4 Cura do concreto
Métodos de cura
b) Cura via aspersão (chuveirinhos)
A cura via aspersão também é
recomendada para execução de pisos ou
lajes. Nessa técnica, sistemas de ar-
comprimido são responsáveis por manter
uma névoa próxima à peça de concreto
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1.1.4 Cura do concreto
Métodos de cura
c) Cura química
A cura química é a aplicação de produto,
por aspersão, na superfície do concreto. A
substância, que tem a função de impedir a
evaporação da água, pode ser fabricada a
partir de WAX, ceras, parafinas, PVA,
acrílicos, estirenos, entre outros
elementos
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1.1.4 Cura do concreto
Métodos de cura
d) Cura térmica
Realizada em temperaturas elevadas (em
trono de 65°C). É empregada em peças pré-
moldadas.
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1.1.4 Cura do concreto
Quanto maior for o tempo de cura, ou seja, quanto mais se impedir a saída de água do concreto, melhores serão
as características como a tensão de ruptura, a impermeabilidade e a resistência ao desgaste e aos ataques
químicos.
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1. Causas intrínsecas devido a falhas humanas durante a construção da estrutura
1.1.5 Inadequação de fôrmas e escoramentos:
• falta de limpeza e de aplicação de desmoldantes nas
fôrmas antes da concretagem, o que acaba por ocasionar
distorções e "embarrigamentos" natos nos elementos
estruturais
• insuficiência de estanqueidade das fôrmas, o que torna
o concreto mais poroso, por causa da fuga de nata de
cimento através das juntas e fendas próprias da madeira,
com a conseqüente exposição dos agregados;
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1. Causas intrínsecas devido a falhas humanas durante a construção da estrutura
1.1.5 Inadequação de fôrmas e escoramentos:
• retirada prematura das fôrmas e
escoramentos, o que resulta em deformações
indesejáveis na estrutura e, em muitos casos,
em acentuada fissuração;
• remoção incorreta dos escoramentos
(especialmente em balanços, casos em que as
escoras devem ser sempre retiradas da ponta
do balanço para o engaste), o que provoca o
surgimento de trincas nas peças, como
consequência da imposição de
comportamento estático não previsto em
projeto.
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1. Causas intrínsecas devido a falhas humanas durante a construção da estrutura
1.2 Erros mais comuns praticados na fase de execução
i) Má interpretação dos elementos de projeto, o que, em geral, implica na inversão do posicionamento de
algumas armaduras ou na troca das armaduras de uma peça com as de outra;
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1. Causas intrínsecas devido a falhas humanas durante a construção da estrutura
1.2 Erros mais comuns praticados na fase de execução
i) Má interpretação dos elementos de projeto, o que, em geral, implica na inversão do posicionamento de
algumas armaduras ou na troca das armaduras de uma peça com as de outra;
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1. Causas intrínsecas devido a falhas humanas durante a construção da estrutura
1.2 Erros mais comuns praticados na fase de execução
i) Má interpretação dos elementos de projeto, o que, em geral, implica na inversão do posicionamento de
algumas armaduras ou na troca das armaduras de uma peça com as de outra;
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1.2 Erros mais comuns praticados na fase de execução
ii) insuficiência de armaduras, como conseqüência de irresponsabilidade, dolo ou incompetência, com
implicação direta na diminuição da capacidade resistente da peça estrutural;
iii) mau posicionamento das armaduras, que se pode traduzir na não observância do correto espaçamento das
barras (em lajes isto é muito comum, como se vê na Figura 1.6), ou no deslocamento das barras de suas
posições originais, muitas vezes motivado pelo trânsito de operários e carrinhos de mão, por cima da malha de
aço, durante as operações de concretagem - o que é particularmente comum nas armaduras negativas das lajes
(ver Figura 1.7) e poderá ser crítico nos casos de balanço. O recurso a dispositivos adequados (espaçadores,
pastilhas, caranguejos) fundamental para garantir o correto posicionamento das barras da armadura;
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1. Causas intrínsecas devido a falhas humanas durante a construção da estrutura
1.2 Erros mais comuns praticados na fase de execução
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1. Causas intrínsecas devido a falhas humanas durante a construção da estrutura
1.2 Erros mais comuns praticados na fase de execução
iv) cobrimento de concreto insuficiente, ou de má qualidade, o que facilita a implantação de processos de
deterioração tal como a corrosão das armaduras, ao propiciar acesso mais direto dos agentes agressivos
externos. Também neste caso torna-se indispensável o recurso aos espaçadores;
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1. Causas intrínsecas devido a falhas humanas durante a construção da estrutura
1.2 Erros mais comuns praticados na fase de execução
A NBR 6118 da ABNT estabelece quatro graus de
agressividade. As regiões litorâneas estão no nível
3. Já as estruturas diretamente expostas a
“respingos de maré”, como píeres, por exemplo,
estão no 4. Nesse caso, não apenas o aço pode ser
degradado, mas o próprio concreto
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1. Causas intrínsecas devido a falhas humanas durante a construção da estrutura
1.2 Erros mais comuns praticados na fase de execução
v) deficiências nos sistemas de ancoragem. Outra situação falha é a registrada com a não observância do
correto comprimento de ancoragem, necessário para redução, ao mínimo, dos esforços transferidos ao
concreto.
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1. Causas intrínsecas devido a falhas humanas durante a construção da estrutura
1.3 Utilização incorreta de materiais de construção
i) utilização de concreto com fck inferior ao especificado, quer no caso de encomenda errada ou de erro no
fornecimento de concreto pronto, quer por erro em concreto virado na própria obra;
ii) utilização de aço com características diferentes das especificadas, querem termos de categorias, quer de
bitolas;
iii) assentamento das fundações em camadas de solo com capacidade resistente - ou características, de uma
maneira geral - inferior à requerida;
iv) utilização de agregados reativos, instaurando, desde o início, a possibilidade de geração de reações
expansivas no concreto, e potencializando os quadros de desagregação e fissuração do mesmo;
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1. Causas intrínsecas devido a falhas humanas durante a construção da estrutura
1.3 Utilização incorreta de materiais de construção
v) utilização inadequada de aditivos, alterando as características do concreto, cm particular as relacionadas
com resistência e durabilidade;
vi) dosagem inadequada do concreto, seja por erro no cálculo da mesma, seja pela utilização incorreta de
agregados, do tipo de cimento ou de água.
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1.4 Inexistência de controle de qualidade
A inexistência do controle de qualidade aumenta a possibilidade de ocorrência de todas as causas
relacionadas as falhas humanas na construção civil