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"Emily em Shiverwood: Novas Amizades"

Emily Vasconcelos se muda para a pequena cidade de Shiverwood e enfrenta desafios em sua nova escola, onde tenta se encaixar e lidar com a pressão de ser líder de torcida. Ao conhecer um grupo diverso de estudantes na sala do clube de música, ela descobre um espaço onde se sente mais à vontade e aceita. A história explora temas de amizade, identidade e a busca por pertencimento em um ambiente escolar complicado.
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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"Emily em Shiverwood: Novas Amizades"

Emily Vasconcelos se muda para a pequena cidade de Shiverwood e enfrenta desafios em sua nova escola, onde tenta se encaixar e lidar com a pressão de ser líder de torcida. Ao conhecer um grupo diverso de estudantes na sala do clube de música, ela descobre um espaço onde se sente mais à vontade e aceita. A história explora temas de amizade, identidade e a busca por pertencimento em um ambiente escolar complicado.
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"𝐸𝑛𝑡𝑟𝑒 𝑉𝑖𝑜𝑙𝑒𝑡𝑎𝑠, 𝑇𝑟𝑒𝑖𝑛𝑜𝑠 𝑑𝑒 𝑡𝑜𝑟𝑐𝑖𝑑𝑎𝑠, 𝑀𝑢𝑠𝑖𝑐𝑎𝑠 𝑑𝑒 𝑠𝑢𝑎 𝑏𝑎𝑛𝑑𝑎 𝑒 𝐿𝑜𝑗𝑎𝑠 𝑑𝑒 7𝐸𝑙𝑒𝑣𝑒𝑛"

Aᴜ ᴍᴏᴅᴇʀɴᴀ
𝐎nde Ross é arrastado para conhecer uma garota nova em seu grupo
ou
𝐎nde Emily só quer ser entendida
#d20onbikes
Capítulo 1: Escola nova, Cidade nova e uma banda estranha
cheia de esquisitos igual nós.

Vai ser melhor, Sua mãe dizia. Vai ser melhor para nós.
E logo estava ela, no carro de sua mãe, olhando para uma placa verde dizendo “Bem-Vindos a
Shiverwood”
“É bom você voltar para cá, a última vez que você esteve aqui foi antes de nos mudarmos para
Dakota.” Sua mãe falou. “ faz um bom tempo que você não vem para cá, doce, doce cidade natal…”
“Uhum…” Emily concorda com a cabeça, olhando para a pequena cidade que acabara de entrar.
Loira dos olhos castanhos, líder de torcida e que era conhecida em sua antiga escola por ser
carismática e calma, Emily Vasconcelos tinha que abandonar tudo oque tinha em sua cidade antiga.
Ela olhava para as casas da rua, boa parte sendo de um piso e paredes cinzas. Uma certa casa lhe
chamou atenção. Sua garagem estava aberta, e cinco adolescentes com idades perto da sua saiam
correndo de uma garagem, com a felicidade que ela queria sentir.
Por mais algumas horas se passaram, e Emily já havia organizado seu quarto, suas coisas, e se
arrumado para a escola nova que tinha que entrar.
Era um sábado, ou seja, ela não iria para ver a aula, mas sim para apenas conhecer a escola, e
conhecer alguns alunos que já estavam lá por causa de atividades de clubes. “Mãe, tem certeza que eu
tenho que ir? Tem muita coisa para arrumar na sala…” Emily olha para a mãe, que estacionava o
carro. “Emily, você precisa já conhecer o time de líderes de torcida, você terá que conhecer elas de
qualquer jeito” Sua mãe acaricia seu rosto, mas Emily concorda olhando para baixo.”
***
“Quando o diretor falou para eu explorar a escola, eu pensava que isso iria ser fácil" Ela olhava de um
lado para o outro, tentando procurar o maldito campo de futebol americano. Por que ela ainda tentava?
Ela não gostava tanto de ser líder de torcida,muito menos fazia pela própria vontade. Não queria
decepcionar sua mãe, mas não gostava do esporte de qualquer jeito. Era desconfortável. As pessoas, a
pressão, as piadas sobre as roupas era tudo tão…
Horrível.

"E esse alguém nos ver?" Uma voz falou no final do corredor, e Emily foi em direção a voz. Mesmo
tendo a possibilidade de ela entrar em encrenca, a sua curiosidade supera seu senso de moral naquela
hora. Ao olhar pela esquina do corredor, ela vê 4 pessoas, 2 caídas e outras 2 apanhando por dois
caras. Emily tira seu celular do bolso e tira uma foto, que faz os garotos que batiam nas pessoas
fugirem do local. "Vocês tão bem?" Ela perguntou para uma das pessoas, uma loira com mechas
descoloridas que tinha o cabelo tão bagunçado que parecia que nunca tinha penteado na vida."AH!
Eh, um pouco…" ela se levanta e ajuda a outra pessoa a levantar. "Mas tenho certeza que eles vão
bater em um nerd lá e no Nevou no campo!" Ela aponta para uma porta no final do corredor, que
revelava um gramado verde e muitos garotos grandes correndo pelo campo e se jogando um sobre o
outro. "Muito obrigada por avisar, moça" Emily agradece a garota a sua frente, e sai correndo para o
campo.

Emily tinha medo do que podia acontecer com os garotos que eles mencionaram, porque o rosto dos
outros que acabou de ver estavam com os olhos roxos e muito acabados. Ela não sabia oque
aconteceria com os garotos, e se aquela garota estivesse falando a verdade, mas ela queria que algo
interessante acontecesse naquela cidade pacata. "Cadê aqueles merdinhas?!" A parede perto da porta
que levava ao campo de futebol americano tremeu, como se tivessem atirado algo na parede– algo
grande, pesado e que poderia matar a Emily. Ela engoliu em seco e abriu a porta, pensando em mil
coisas que poderia inventar para não morrer para a pessoa que quase arrebentou a parede ao lado da
porta, e se deparou com um cara que parecia o cara do Phineas e Ferb, Blusa e tudo.
"Ei,Garota." Ele pega no braço dela quando ela estava quase se afastando dele, um calafrio correndo
por sua espinha. "Você viu um nerdola correndo por aqui? óculos, cabelo estranho, provavelmente
mijado e outro com cabelo branco e nanico…?"
"Sim, no último andar, perto do banheiro." Ela responde sem pensar. Merda, e se eles realmente
estiverem lá? Ela pensou, mas o cara já havia saído em busca do tal nerd.
Andou mais um pouco e ouvi alguns sussurros. Olhando a esquina ela viu dois garotos. Um deles
parecia com a guarda mais alta, porque quando Emily se aproxima, ele levanta a cabeça. Ele estava
sujo de lixo do pé a cabeça,seu cabelo castanho tinha pedaços de papel, comida e etc, e seus olhos
estavam inchados. O outro estava rindo um pouco, cabelos descoloridos colados em sua testa por
conta do suor que escorria por seu rosto. "Caralho, eu não devia ter xingado o Victor, o cara é como
um touro!" O de cabelos esbranquiçados fala,mas olha para Emily logo depois. “ Opá.” ele diz, e o
outro murmura.
“Vocês estão bem…?” Ela senta ao lado dos dois. “Eeeh, você não trabalha pro Victor, né?" Ele
pergunta. "Não faço a mínima ideia de quem é." Ela diz.
O garoto suspirou com alívio, como se toda a preocupação no mundo que tinha tivesse sumido em
aquelas palavras. " É que, tipo, tem esse cara gigante, que faz bullying com o meu amigo Sammy
Samuca aqui," Ele aponta para o amigo, que ainda estava encolhido com o seu rosto escondido por
seus braços. " Jogou uma lata de lixo no Samuquinha porque ele não quis fazer o dever daquele
merda, daí eu vi isso, e eu xinguei ele, só que ele ficou, tipo, MUITO bravo, e agora ele vai nos
matar" Ele termina a frase com um sorriso nervoso. "Mas, o seu amigo está bem? Ele não falou nada
até agora…" Emily olha para o chamado Sammy, que estava imóvel, e o outro garoto começa a
cutucar ele. "Sammy… Quatro-olhos… Samuca…" ele começa a chacoalhar o outro mas logo
percebeu: Sammy estava no sono mais pesado que já esteve. "Caralho, fudeu." ele fala olhando para
Emily. "Tu pode ,tipo, me ajudar a levar ele até a sala do nosso clube? Ele é meio pesado, sabe?"

"Ah, claro" ela coloca o Sammy adormecido em suas costas." Meu nome é Emily Vasconcelos." Ela
estende a mão. "Forest Donvic" Ele aperta a mão dela. "Nova aqui?"
"Sim, mas eu nasci na aqui cidade."
"Já tem algum amigo aqui?"
"Não, acabei de chegar."
“Eu posso ser seu amigo!”
"Sério? Muito obrigado!”
“Eu posso te apresentar meus amigos, eu tenho certeza que, tipo, eles vão te adorar!” Forest para na
frente de uma porta com uma placa escrita “Clube de música” e com adesivos chamativos em cima da
porta. Emily olhou para a placa, com medo de entrar. Ela não devia, ela devia estar em outro lugar.
Porque você está aí, sua tonta? Volta! vai procurar os lideres de torcida! você não devia estar ai.
você não merece. você não merecia–
“Emily? vai entrar ou não?” Forest abana sua mão na frente do rosto de Emily, a fazendo acordar de
seu transe. “Ah, sim… eu só vou mandar uma mensagem para minha mãe.” Ela pega o celular e
manda uma mensagem à sua mãe.

–Mãe
–Vou ficar aqui na escola
–Achei uma pessoa legal que vai me mostrar os amigos
Que bom filha!–
É uma pessoa do time de líder de torcida????–
–É
Que bom, divirta-se! –

Ela guarda o celular. Ela se sentia culpada por mentir para a mãe dela, mas se falasse a verdade,
provavelmente ficaria de castigo. “Vamos entrar?” Forest pergunta.
“Sim”

Quando ele abriu a sala, ela pensou que estava em um sonho.


As paredes coloridas eram cheias de desenhos, pichações e letras de músicas. havia alguns sofás e
poltronas que pareciam um pouco confortaveis, uma máquina de Pac-man, – que com muita certeza
foi roubado– uma caminha de cachorro no canto por algum motivo, um bebedouro – que
provavelmente também foi roubado– e diversos posters de bandas e séries nas paredes. Emily estava
tão surpresa que ela quase deixou o Sammy cair de tanto choque. “Pessoal! Voltei com o Sammy e
com uma garota nova!” Forest entra espalhafatosamente a sala, fazendo todos pararem oque estavam
fazendo.
Analisando melhor, Emily nunca viu um grupo mais diverso.

Uma das pessoas parecia com ela mesma, mas com o cabelo mais loiro e um pouco mais bagunçado –
e com franja. Seus olhos são azuis quase cianos, o tão famoso “Olho Azul-piscina”, e estava com um
pirulito em sua boca. Ela usava um moletom de uma banda indie em que Emily não conhecia, mas a
estampa do moletom era muito bonita, e uma flanela marrom em sua cintura. Ela usava all-stars pretos
com letras de músicas e frases em geral escritas neles. ela segurava um Baixo preto com adesivos de
séries e bandas neles, mas Emily apenas conseguiu indentificar a bandeira do orgulho bisexual nele.
Tamo junto, garota estranha loira, tamo junto.
A outra garota era alta, mesmo sentada no banquinho da bateria. Seus cabelos vermelhos e curtos
combinavam com a cor de sua bateria, e ela tinha olhos verdes que muitos queriam ter. Muitas pessoas
achariam que seu nariz côncavo “estragava seu rosto”, parecia que ele se encaixava perfeitamente no
rosto da garota. Ela usava um top preto e uma saia da mesma cor com um casaco vermelho por cima.
A ultima pessoa também era alta e puta que pariu, ele é lindo.
Ele tinha cabelos roxos com as raízes pretas, Um piercing que atravessava uma das orelhas e brincos
em ambas, todos esses acessórios sendo da cor preta, uma camisa do The Smiths, banda que Emily
conhecia por causa que já tocou muita vezes no rádio, que provavelmente estava tocando em seus
fones com um casaco um pouco mais longo, uma calça jeans com a bainha dobrada e sapatos pretos.
O seu rosto era oque mais chamava atenção, por causa de seus olhos vermelhos com expressão
cansada,que dava um charme muito bonito a ele.
Emily só não encarou ele por mais tempo porque sua mãe disse uma vez que isso era falta de respeito,
porque puta que pariu, aquilo era uma beleza diferenciada. Mas é claro que ela não estava
apaixonada, aquilo era apenas a apreciação da beleza daquele cara que ela nem sabia o nome ainda.
Para Emily se apaixonar, ela teria que saber mais, saber do que gosta do que não gosta e se tem
passagem pela polícia por conta de sequestro ou assasinato.
“Que saco, pensava que tu tinha morrido!” a de cabelo vermelho fala, decepcionada. “Ah, Cala boca
Cherry! Eu sei que lá no fundo tu me adora!” Forest aponta o dedo na cara da ruiva chamada Cherry.
“Eu não! que isso, que nojo…” Cherry vira a cara, pegando uma garrafa da água ao seu lado.
“Tá bom Emily, Bem-vinda ao clube de música!” Forest abre os braços em frente a Emily, como se
fosse algum tipo de desenho animado. “Aquela é a Trinity, A vocalista e baixista do grupo" Ele aponta
para a outra loira, que acena para Emily. "Aquela chata ali é a Cherry" ele aponta para Cherry, que
mostra o dedo do meio para ele e ele mostra de volta. "E aquele ali é o Ross!" Ele aponta para o
garoto bonito, que não reage. "...Ross?" Forest pergunta, mas ele continua sem fazer nada. Trinity
suspira. "Ele tá no momento "Ross" dele, sabe? Onde ele desativa o mundo e simplesmente não
consegue nos ver ou escutar." Ela coça a nuca "é algo estranho, mas fazer oque? Todo mundo é
estranho aqui."
Emily abre um pequeno sorriso. "Isso é muito lindo de se dizer, Trinity… Mas você pode tirar o
Sammy das minhas costas? Tá começando a pesar!" Ela aponta com a cabeça para o garoto no sétimo
sono em suas costas. Trinity pega Sammy e o coloca em um dos sofás. “Esse moleque não dorme á
dias…” Trinity senta ao lado de Sammy, que estava muito encolhido no sofá de tamanho até grande. “
Pelo menos é bom que agora ele tá descansando…”
DING!, o celular de Emily toca, e era uma mensagem da mãe dela falando para ela voltar para casa.
“Desculpa gente eu tenho que ir! Minha mãe está me chamando…” “Ah, que saco! Cê acabou de
chegar…” Forest, pega um bloco de notas, escreve algo e entrega para Emily. “Pega, pra a gente se
falar.” “Ah, muito obrigada gente!” Ela sai da sala de música, com uma felicidade que não sabia de
onde veio. Devia ser de conhecer gente que não criticava quem era estranho e gostava de música tanto
quanto ela.
Talvez a cidade não seja tão ruim.
Talvez ela possa participar do clube de música sem sua mãe saber, e tocar o violino o quanto ela
quiser.
Talvez nem tudo seja horrível se você conhecer gente como você.

Capítulo 2: Novas melodias e um grupo de Idol que não gosta


de nós.
“ Uma… garota nova?”
“ Sim, Ross! Antes de ontem ela nos ajudou a escapar do Victor e me ajudou a levar o Sammy pra sala
de música!" Forest falou com empolgação.
“Mas, como não vi ela se ela entrou na sala de música?"
“você estava no mundo Ross denovo, o Forest e a Trinity me contaram!” Sammy fala, ao lado de
Forest.
“Você precisa conhecer ela, Ross! Por Favoooooooooor!!" Forest junta suas mãos, implorando a Ross.
“Não, obrigado.” Ross dá uma tragada no cigarro.
No momento, Sammy e Forest estavam tentando convencer o amigo a conhecer a garota nova legal
que tinham conhecido, mas, pra ser sincero? A vontade de conhecer essa guria foi para a puta que lhe
pariu.

Dormiu mal ontem, Rowan ficou assistindo Star Trek até as 5:00 da manhã no máximo, então teve uns
medíocres duas horas de sono. Ele poderia ir lá e desligar a série e voltar a dormir, mas, conhecendo
Rowan, ela faria seu sono ser para sempre há sete palmos abaixo do chão.
Desde que eles se mudaram juntos – quando Rowan brigou com o pai dela–, eles tiveram uma relação
estranha. Rowan era difícil por ter vindo de uma família mais rica, mas cuidava de Ross tão bem… ela
parecia com ela.
Mas, ao assunto principal:
Nem fudendo que ele iria até lá.
"Por favor, Ross!!!" Sammy pega a outra mão de Ross. "Por favorzinho!"
"Eu não, puta sono fudido-"
"Eu faço tuas tarefas do Longfellow!"
"..."
"..."
"Onde você disse que ela deve estar agora?" Ross se desencosta da parede que estava encostado e
pisou no cigarro que estava fumando. "Na nossa sala! Ela me avisou!" Forest saiu disparado na frente,
deixando Sammy e Ross para trás. "A Trinity disse que ela é gente boa…" Sammy coloca as mãos no
bolso. "Hum… como foi passar a noite na sala de música com a famosa Trinity Neo?" Ross pergunta
em um tom provocativo, dando uma pequena cotovelada no amigo. "Ross! Para de pensar coisa
errada! A gente só escreveu músicas e contamos histórias e falamos sobre programação e falamos
sobre o nosso jogo e lemos o guia do curioso…" Sammy vai citando, um sorriso bobo aparecendo em
seu rosto e suas bochechas coraram levementes. "Que bom que o encontro de vocês foi bom." Ross
acelera o passo, para ficar mais à frente de Sammy.
"Eu já disse que não foi um encontro! Foi meio que uma festa do pijama! com uma garota… e só
estava nós dois no lugar…" A cara inteira do Sammy fica vermelha "Se minha mãe soubesse disso ela
iria me matar!" Sammy pega nos ombros de Ross, fazendo ele se virar ao outro.
"Calma, Sammy…-"
"POR FAVOR ENTERRA OS MEUS OSSOS NA LUA POR MIM, ROSS!!" Sammy chacoalha
Ross, que apenas estava aceitando o seu destino.
"Sammy, vamos logo."
"Tá bom, tá bom! Vamos logo e para de achar que eu e a Trinity estávamos em um encontro!"
"ta…"
"Que bom!"
"Só não segue os conselhos amorosos do Forest. Eles são uma merda."
"ROSS!!"
Ross saiu rindo da situação, enquanto observava Sammy tentar esconder o seu crush óbvio pela
baixista do grupo.
Talvez ele não esteja tão cansado quanto ele acha.
★★★★★★★★★★★★★★★★★★
Uma respirada funda.
Isso vai ser difícil.
Ross nunca conseguiu fazer muitos vínculos platônicos por sua vida. Talvez porque todo mundo
achava estranho que ele odiasse as cores vibrantes da sala de aula do infantil. Ou que ele não gostava
de certas texturas e reclamava muito sobre o casaco que a escola lhe deu.
É difícil. Difícil ser considerado diferente e esquisito. Mas, se a garota é tão legal quanto eles dizem,
ela não vai se importar com as reclamações de Ross, oque já é o bastante.

E tambem fudeu pra porra já que o Sammy havia ido procurar "alguem" – Obviamente a Trinity– no
ginasio.
Quando Ross abre a porta, logo encontra a pessoa em que falavam tanto.

Seus cabelos eram loiros, não loiros como os da Trinity, eram mais platinados. Ross sentia que, se ele
tirasse suas lentes de sensibilidade, os veria do mesmo jeito. Seus olhos eram castanhos, e em seu
rosto haviam sardas claras respingadas. Usava um brinco branco de argola em suas orelhas, um top e
uma saia pregada branca com uma jaqueta jeans por cima, remangada até os cotovelos. Ela parecia
confortavel de se olhar. A palheta de cores dela no momento é simples, com cores pouco saturadas e
harmonicas; e isso é algo extremamente importante para Ross.
Estava apoiada na mesa, conversando com alguem no telefone até olhar até ele.
Merda.
Merda.
Puta merda.
Santa meretriz de Shiverwood tem alguem me olhando puta que pariu.
Será que ela me achou estranho?
Será que é o meu cabelo?
Talvez ela não goste de The Smiths.
Mas como ela não vai gostar de The Smiths?
Deve ser os brincos!
Será que é por que meus olhos são vermelhos?
Mesmo seu rosto estando serio, a mente de Ross estava um caos completo. Por que que eu vim aqui?
A garota começou a andar em sua direção.
Fudeu.
Fudeu para um caralho.
Monica e Rowan, cade vocês quando eu preciso?

"Oi…" Ela fala. A voz dela é bonita… poderia ser uma boa vocalista se quisesse…
"Olá. Você é a garota nova em que o clube está falando sobre?" Ele coloca as mãos nos bolsos. "Ah,
devo ser… Meu nome é Emily Vasconcelos." Ela estende a mão.
Puta que pariu vou ter que apertar a mão dela.
Isso é muito desconfortavel, socorro.
Mas ela é tão… carismatica…
Uma vez, Ross! Uma!
Ross estende a mão bem relutante, o bom é que a sua luva sem dedos estava mão que ele iria usar para
apertar a mão de Emily, por que nao sabia se a mão dela estava macia na maneira maneravel – textura
é a segunda coisa mais importante para Ross.
ele tomou coragem e apertou a mão dela, que tinha um textura agradavel. Era macia. Era boa. Ele
segurou por um pouco de tempo.
"Ross, Ross Tate"
"Bom, prazer Ross."
"O prazer é todo meu"
Ele pega sua bolsa de carteiro e coloca ela em uma cadeira no fundo da sala. "Então, Emily, você vai
querer participar do clube?" Ross senta na mesa.
Não é assim que se conversa! Você parece que esta duvidando das abilidades dela!
Burro,burro,burro!!
"Ahh… não sei,sabe? Mas eu acho que vou passar tempo com vocês, vocês parecem bem
interessantes…" Ela olhou Ross dos pés a cabeça.
Eu acho que ela esta me achando muito esquisito…
Será que minhas roupas são escuras demais?
Deve ser o piercing.
Talvez por causa do curativo no nariz ela pode achar que eu arrumei briga de proposito!
"Eu não teria problema com você ficar com nós, mas tem algumas coisas que você deveria saber
antes… voce pode perguntar para a Cherry, ela tem a lista." Ross continuava a encarar Emily, mas
nunca em seus olhos diretamente. Olhava ao anel de lotus na sua mão esquerda. Olhava aos brincos
que usava. Olhava para os sapatos dela. Era dificil manter contato visual com ela, o maximo que podia
fazer era olhar para o nariz dela.

Por ser alguem que acabou de conhecer, não consiguia fazer o minimo de contato visual– as unicas
pessoas em que olha no olho por mais tempo que 43 segundos eram Monica, Sammy, Forest e Rowan.
"Desculpa pela pergunta, mas por quê que o clube de musica é tão pequeno? Eu esperava o clube de
musica ser maior." Emily tilta um pouco a cabeça. "Ah, é por causa de um-"
a porta se abre, e três pessoas aparecem. Todas com roupas de dança combinando. Uma com a pele
bronzeada, olhos azuis e cabelos loiros ondulados soltos, outra com o cabelo marrom preso em duas
maria-chiquinhas e a outra com a pele mais clara. O Tripl3 A era seu nome. O triozinho de garotas que
odiavam o clube de musica e o grupo de Idols mais branco que qualquer um já viu.

"Park Ally, Soo Addy e Aoi Abby" entraram na sala, olhando para Ross com desdém, enquanto
pegavam suas bolsas para o treino.
"Ora ora se não é Ross Tate… O garoto que quebrou o nariz do Louis Chandler semana passada."
Addy fala, cruzando seus braços. "Eu pensava que sua mãe havia te ensinado melhor" Ally abriu um
sorriso de canto de boca.
Eu não vou explodir
Eu não vou explodir
Eu não vou explodir
Eu não vou explodir
Eu não vou explodir
"é claro que ela ensinou algo para ele… ele é louco igual ela!" Abby solta uma risada debochada.
Essa foi a gota da água.
Ross se levantou, mas logo uma sombra chegou na porta.
"Adelaide, Abigail e Alice, quem deixou vocês sairem do treino para falar merda?" Rowan estava
escorada na porta. "D-desculpa, Rowena…" Ally fala, se virando para Rowan e indo em sua direção.
Logo sinalizou para as outras irem com ela.
"Quem eram elas?"Emily pergunta logo quando elas sairam. "Umas garotas que querem se passar de
K-Idol mas nem coreanas elas são…" Ross Murmura. "Elas são super populares na escola. Todo
mundo gosta delas, mesmo elas sendo horriveis com nós… Mas não importa, por que pelo menos nos
temos uns aos outros…"
"Vocês do clube de musica amam falar bonito, né?"
"Desculpa! Deve ser meio estranho uma primeira conversa ser assim…"
"Sem problema!"
eles ficaram se encarando por alguns minutos – Emily olhava para os olhos rubros de Ross e Ross
olhava para os tenis branco dela. – até o sinal bater, e muita gente entrar na sala.
Será que eu falei algo de errado?
"é claro que não falou!" a voz de Monica ecooava em sua mente. "Você foi otimo. Estou orgulhosa"
Obrigada, maninha.
★★★★★★★★★★★★★★★★★★
O clube estava na cantina, todos sentados juntos na mesa mais longe das Tripl3 A possível.
“Então Emily, me diga mais sobre você…” Forest diz em um tom interrogativo, apoiando seu rosto
em suas mãos, tentando parecer com um policial em entrevista com um criminoso– que ficou muito
estranho, mas ninguem falou nada sobre. “Uh… Eu… sou do time de Lideres de torcida… já ganhei
dois premios de terceiro lugar de lider de torcida… eu gosto muito da cor verde e…” Emily faz uma
pausa. “eu acho que vocês vão estranhar um pouco…”
“Não se preocupa, Emily! Todo mundo é estranho aqui! Tipo, Olha o Sammy! Ele é estranho por ser
nerd, mas a gente gosta dele do mesmo jeito!” Forest aponta para Sammy, falando com orgulho.
“Forest, Você não pode falar nada. Você picha muro, fuma e apaga cigarro em velho.” Cherry olha
para forest. Emily dá uma pequena risada. “ tá bom… é que eu… toco o violino.”
“Serio?! Que foda!” Forest bate as mãos na mesa e se levanta. “a gente precisava de uma violinista
para a nova música!" Trinity fala. "Você vai participar da banda?!" Sammy diz com brilho no olhar.
"Ah… não sei…"
"Ahhh por favooor!! Emily! Emily! Emily!" Forest começa a cantar, que logo juntou com as vozes
dos outros do grupo.

Ross olha para Emily com simpatia. Seria ótimo para o grupo se Emily se juntasse a eles, claro, mas
seria ótimo também para Emily, que parecia tentar esconder esse talento dos outros, mas se abriu para
eles, os esquisitos da esquina a frente, que fazem músicas estranhas, jogam no arcade quase todo dia e
que dormem até tarde. Porque eles eram como ela. Eles queriam se expressar, falar quem eles
realmente são, mas eles não podem, porque a hierarquia em que criamos em nossas mentes nos
impede de ouvir pessoas como nós, que querem fazer algo diferente, algo magnífico, algo… que seja
nós.
Isso seria legal, Emily… ele tentava dizer com o olhar. Bem legal…
Ela olha para ele, que tenta olhar em seus olhos.
Um… dois… três…
Ele desvia e olha para os brincos dela.
Porra!
Emily dá uma suspirada. "Tá bom… eu vou participar da banda." Ela anuncia com um sorriso em seu
rosto. Os outros do grupo celebram batendo suas mãos nas dos outros e falando bem alto. Emily
parecia bem agradecida de estar ali. Ela estava bem feliz, pelo oque aparentava.

Ross tem sindrome do aspecto autista leve, oque afeta nas habilidades dele.
Ele não consegue olhar nos olhos de qualquer um. Ele odeia cores fortes e texturas estranhas. Ele fala
demais quando o assunto é fantasmas ou espiritualismo. Ele as vezes entende coisas ao pé da letra.
Mas, o mais importante: Ele não consegue entender muito bem os sentimentos de outros.
Mas, naquele momento, Ross tinha uma certeza:
Emily, com certeza, nunca se sentiu tão entendida em toda sua vida.

Capítulo 3: Sua irmã ,as teorias dela e chá de camomila após


ensaio.

O ensaio de torcida foi cancelado pela chuva.


Todas as garotas estavam no vestiário se trocando, mas quando Emily abriu o seu armário:
Sua roupa não estava lá.
Era estranho. Ela havia lembrado exatamente de colocar sua roupa lá.
Ela olha para trás e vê Adelaide e algumas outras garotas saindo rindo do campo, olhando para ela.
Ah,não.
Emily saiu correndo para o campo, mesmo que a chuva forte e o vento forte a incomodasse e as poças
de água gelaram suas pernas.
E logo ela avistou as suas roupas,no meio do gramado, pegando chuva.
Não, não, não, não, não! Ela juntava a sua roupa do chão. Seu casaco estava gelado, pedaços de
grama grudados em suas mangas. A mesma coisa com o resto de suas roupas– a blusa,a calça, a blusa
de manga comprida que sua mãe falou para ela levar, tudo.
Não era novidade implicarem com Emily. Desde quando entrou na banda de Forest, Addy, Ally, Abby
e algumas outras garotas do time de torcida começaram a fazer diversas coisas: já haviam jogado água
nela, roubado seus livros e escreviam frases no armário dela. Mas ela conseguia achar um jeito de
consertar o'que elas tinham feito: ela pegava as roupas extras que tinha em seu armário, falava para a
professora e pedia para a zeladora ajudar a limpar seu armário.
Mas, naquele momento, não tinha como ela se salvar. Não havia ninguém na escola, sua mãe havia
saído da cidade para um trabalho de emergência e a treinadora não ligava. Ela iria morrer antes de
chegar em casa.
Ela colocou as roupas em seus braços e voltou para o vestiário vazio, observando o bilhete em seu
armário.
"Ninguém mandou você ser desatenta!"
Ela pega o bilhete e amassa ele. Não tem outro jeito…ou eu vou para casa e choro ou morro
tentando… Emily solta um suspiro, olhando para o campo– o único caminho para sair para a rua.
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A chuva doía. O vento forte estava em direção ao seu rosto em sua direção, os pingos de chuva batiam
em seu rosto com agressividade e o frio tomava seu corpo.
Tentou andar mais alguns passos, mas seus joelhos cederam, fazendo-a cair na calçada, desabando
com lágrimas de dor.
Ela iria continuar ali até morrer, se a chuva não parasse de cair sobre ela do nada. ela olha para cima, e
viu Ross, seus olhos avermelhados olhando para Emily com preocupação. “Emily…?” Ele se inclina
um pouco para baixo, olhando para Emily. "R-Ross! E-eu- O que você tá fazendo aqui?" Emily
pergunta nervosa, limpando rapidamente suas lágrimas. "Eu estava vendo como a chuva estava…" ele
era tão esquisito algumas vezes, mas sempre de um jeito que emily achava charmoso. "por que você tá
aqui? O treino foi cancelado?"
"foi sim, eu… é que minha mãe tá fora da cidade…" Emily dizia, mas Ross foi até sua frente e
estendeu sua mão. "Vamos. Tá frio aqui." Ele diz. Emily olha para ele e para a sua mão, que estava
coberta por uma luva preta. Ela pegou na mão de Ross, que parecia um pouco agoniado quando suas
mãos tocaram, e foi em direção a casa de Ross.
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A casa dele era interessante.
Posters de bandas, Shows que iriam vir perto daqui e séries dominavam as paredes, prateleiras eram
cheias de livros sobre o sobrenatural, bruxaria e mitologia grega, cristais e incensos – que,
milagrosamente, não atacavam a alergia dela. Ela estava sentada em um sofá de couro escuro, com um
cobertor por cima de seus ombros e um chá de hibisco quente em suas mãos. Ela olhava para Ross.
Ele era tão… bom de se olhar, de uma maneira. Ele era tão desenhável. É muito, muito bonito. "Você
devia ter ligado para alguém te buscar lá." Ross toma um pouco do chá de camomila. "Ah, desculpe…
Eu não pensei nisso…" Emily segura um pouco mais forte. "Não precisa se desculpar. Eu apenas
estou preocupado com você. Você poderia ter morrido de frio…" Ele olha para as roupas de Emily por
bastante tempo, o rosto dele ficando levemente rosado e o de Emily extremamente ruborizado. Quem
raios teve a ideia de fazer aqueles uniformes?! pensou, puxando o cobertor para mais perto de si.
“É… S-sim…” Emily olha de volta para seu chá em suas mãos, até ouvir a porta abrir. “Pau no cu do
caralho! Puta que pariu, Ross, tu não acredita a merda que fizeram dessa vez–” Passos fortes
chegaram até a moldura da porta do cômodo em que estavam, e a pessoa que gritava se apoia na
moldura e olha confusa para Emily. “Caralho… O'Que que cê fez com a Trinity, Ross?!"
Ela se parecia um pouco com Ross, mas alguém só perceberia a semelhança dos dois se olhasse por
muito tempo. Ela tinha pele mais bronzeada, seus olhos eram amarelo-esverdeados com partes
vermelhas– eram tão estranhos que eram até difícil de descrever – e tinha cabelos marrons ondulados.
"Essa não é a Trinity, Rowan." Ross vira em direção da garota. "Essa é a Emily, a nova membra do
grupo"
"Ah! Então você é a garota talentosa que o Ross mencionou!" Rowan olha com entusiasmo para
Emily e oferece sua mão para ela. "Eu sou Rowena, meio que a sua gerente e irmã do Ross." Emily
aperta sua mão, mas Rowan puxou sua mão para perto e começou a analisá-la. "Uhm… linha de vida
longa, linha de saúde boa… Interessante!" Rowan traça seu dedo pela mão de Emily, até parar em
uma certa linha. "O'Que é?" Emily perguntou, curiosa. "Sua linha do coração… está meio…
esquisita."
Emily não era de acreditar em leituras de cartas ou leituras de mão, mas certamente estava curiosa
sobre oque ela dizia. "Esquisita como? Ela está normal para mim." ela olha para a linha que Rowena
apontava, que se partia duas vezes perto do início. Uma de ambas as linhas se desviava e acabava
rapidamente, enquanto a outra continuava longa. Ross se aproxima mais, olhando um pouco confuso
para as linhas. "Aqui mostra que ela está se separando. Você já teve uma decepção amorosa, Emily?"
Rowena olha para Emily, que desvia o olhar. "Eu não gostaria de comentar sobre isso."
Ross suspira. "Desculpa pela ignorância da minha irmã, Emily. Ela é obcecada com o conceito de
romance e coisas assim." Rowena olha indignada para o irmão, colocando sua mão no peito. "Ross!
Pra que toda essa humilhação pra cima de mim e falando que sou obcecada?! Só porque sou filha de
Afrodite, né? Difícil ser bonita, linda, inteligente e carismática igual a sua mãe hoje em dia."
"Primeiramente, eu não falei nada disso e segundamente, isso não tem nada haver com a Afrodite."
Ross olhou para Rowan. Emily percebeu que Ross olhava diretamente para os olhos de Rowena, mas
não para os seus. Mas ela não se encontrava com isso.
"Falando de deuses gregos, qual seria seu pai divino, Emily?" Rowena olha para Emily de novo. Era
meio estranho ela fazer tantas perguntas "Ah, eu não sei muito do assunto então…" "Nossa, eu
APOSTO que você seria uma filha de Apolo! Tipo, você toca um instrumento de cordas, você é líder
de torcida, o'que tecnicamente-" e lá foi ela, falando sem parar sobre como Emily se parecia com as
filhas de Apolo. Emily olhou para Ross, procurando ajuda, mas ele já a olhava, e pelo visto a muito
tempo. "E você é LITERALMENTE um raio de sol! Ela não parece um raio de sol, Ross?" Rowan
olha para Ross, buscando a aprovação. Ross olha para Emily, analisando cada centímetro dela, até
esboçar um pequeno sorriso. "Sim. Parece mesmo."
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"Muito obrigado por me levar até aqui, Ross…" Emily se virou para Ross, que tirava as gotas de
chuva de seu sobretudo. "Sem problemas. Por sinal, desculpa pela minha irmã ser meio
invasiva…"ele olha para trás, observando a chuva que caia em Shiverwood "Não, não, não tem
problema nenhum! Mesmo que ela fosse um pouco questionadora demais, ela não me fez tão
desconfortável como outras situações." Emily balançou sua cabeça,logo lembrando da jaqueta roxa
em seus ombros. "Ah, sua jaqueta-" ela começa a tirar ela para entregar para o outro, mas ele coloca
sua mão enluvada no casaco, ajeitando ele novamente nos ombros de Emily e solta um sorriso. "Não
precisa, pode pegar. Não uso ele tanto, e fica bom em você"
Isso deixou Emily com sua mente rodeando. Era incrível como ele era tão cuidadoso e calmo com ela.
Se eles não tivessem se conhecido a uma semana, com certeza já estaria sobre o efeito da paixão. Ele
falou aquilo com tanta firmeza e certeza que era encantador.
Já havia sido chamada de bonita bastante vezes, mas nunca por alguém bonito como Ross. Isso o fazia
surgir um sorriso bobo em sua boca e uma vermelhidão em suas bochechas.
"Ah… brigada, Ross…" ela fecha a jaqueta. "Bom, eu vou entrar… Obrigada por me ajudar."
"Não tem problema, eu não me importo." Ross abre seu guarda chuva e começa a andar em direção a
rua. Quando ele chega na calçada, ele olha para trás novamente, vendo que a loira ainda o
acompanhava com o olhar. "Se cuida, Emily!" Ele abana, logo sumindo pela rua.
Ross não era como os outros diziam. Falavam que ele era violento, louco, inconsciente, estranho e
grosso. Mas, pelo o que Emily percebeu, ele é apenas um cara legal que gosta de música, o
sobrenatural e anda de skate. Ele é alguém julgado, alguém que acham que não tem futuro. Mas todos
estão errados. Ross Tate, guitarrista do Time Capsules and Kids On Bikes, era a pessoa mais incrível
de toda Shiverwood.
Ele apenas não era entendido, como ela. Mas agora eles são entendidos. Eles se entendem, todos se
entendem.
E isso é o melhor que alguém pode ter.

Capítulo 4: Batalhas de bandas e jogos de arcade.


(Ross POV)

O corredor estava barulhento, mas seus fones cobriam boa parte do barulho desagradável com música.
Era bom gravar as músicas que eles criavam, trazia uma sensação de conforto muito boa. O baixo, as
guitarras, o violino, a bateria, as vozes, todas harmônicas em uma canção só.
Muita gente se reunia em volta de uma tabela de avisos, murmurando e assinando um papel em
específico. Ross ficou parado em pé até todos saírem de lá e se aproximou.
Show de talentos da escola municipal de Shiverwood!
Ganhadores tem o direito de competir no show de talentos do estado!

Show de talentos. Sempre tentaram ganhar, mas sempre algo dava errado. Alguém se machucava, o
equipamento falhava, o pessoal se perdia, trocavam a música, tudo imaginável. É claro que tudo
aquilo era feito pelas Tripl3s, mas não tinham provas o bastante para desqualificar o trio.
Mas, talvez, com Emily no grupo, teriam mais chances de ganhar. Talvez o violino e a voz da loira
conquistariam o coração dos jurados. Vale a pena tentar.
Ross pega seu telefone do bolso e tira foto do papel, logo encaminhando pra banda.

Ross
*Foto*—
Coloco nossos nomes ou não?—
Praga (Forest)
— Coloca!!
Irmã da praga
— Não
Praga (Forest)
— Ué, pq não????

Isso vai demorar muito, Ross suspirou, olhando as mensagens entre os irmãos Bell, até eles
confirmarem que Ross pode anotar os nomes no papel.

★✩★✩★✩★✩★✩★

Sentado ao fundo da sala, esperando a aula acabar logo para poder discutir o assunto da batalha de
bandas com seus colegas, Ross batia o pé nervoso. Quando o sinal bateu, saiu o mais rápido que podia
para ir até a mesa que o grupo sentava. Por ter se apressado demais e nem ter passado na fila do
lanche, era o único na mesa. Olhou para os dois lados, mas não vinha ninguém, então tirou um
caderno e uma caneta do bolso de seu sobretudo e começou a escrever ideias de músicas para a
batalha.
“Oque está fazendo?”Uma voz falou de trás. Ross olha para trás: era Emily. Ele olha automaticamente
para os brincos dela, esperando um brinco bonito decorando sua orelha. Os brincos que a loira usava
eram legais, interessantes e bonitos de se olhar.
Ela tinha brincos novos naquele dia. Seus brincos estavam bonitos. Ela estava bonita hoje.
“Ah, oi Emily. Eu tava escolhendo músicas pro show de talentos.” Ele vai um pouco para o lado,
deixando espaço para Emily sentar ao seu lado. Ela analisa as músicas uma por uma e logo olha para
Ross, movendo sua cabeça em sinal de negação . “Eu não entendo sua letra." Ross suspira fundo.
“Essa é a sétima vez no mês…”Ele murmura. Ele nomeou todas as músicas possíveis, sempre
perguntando a opinião de Emily nelas. “E tem Back To December, que a Cherry gosta de tocar na
bateria porque é bem simples e-”
“Calma, Back To December? Pela Taylor Swift?!” Os olhos de Emily se iluminaram. “Ah, sim… a
Cherry escuta algumas músicas dela e-"
"Eu adoro Back To December! A gente PRECISA cantar ela!" Emily olha com entusiasmo, seus olhos
reproduzindo o sentimento que sentia em uma espécie de brilho. Era estranho para Ross, porque, por
algum motivo, ele não conseguia dizer não para aqueles olhos. Ela parecia estar com muita vontade
de cantar. É bom ela saber a música. Ele auto-afirmava "Bom, eu vou ver a Trinity para ver se ela
acha a ideia boa." Ross suspira. "Isso! Obrigada Ross!" Ela agradece. Logo, os outros do grupo se
sentaram na mesa, um por um. "Então gente querida, que música nós vamos cantar para a inscrição?"
Forest apoia seus braços na mesa. "Pode ser Back to December. Acho uma boa ideia." Ross se
pronuncia, mas todo mundo olha para ele surpreso. "Ross? Você tá bem?! O'Que fizeram com o Ross
que eu conheço?!" Forest aumenta a voz, mostrando um sentimento de confusão evidente. "Ross, você
nunca curtiu Back to December, porque agora você tá pedindo pra nós tocar? Muito estranho isso daí
hein." Cherry levanta uma sobrancelha e cruza seus braços. "Na verdade, eu havia pedido para o Ross
para nós apresentar a música, mas se alguém não gosta não precisa!" Emily fala. "Não, não, eu acho
uma boa ideia, Emily. É um negócio mais simples que a gente pode usar pra fingir que vamos pegar
leve com as Tripl3s até KABUM!" Trinity bate na mesa, fazendo todos pularem para trás. "A gente
pega elas de surpresa!"
"E também podemos aproveitar que nosso queridíssimo Ross está de bom humor e pedir para ele por
favorzinho comprar umas raspadinhas para nós-" Forest começou, mas logo teve sua fala abafada pela
mão de Ross. "Nem fudendo" Ross fala, seco. "Ah Ross, por favor! Só uma vez!" Forest junta suas
mãos em imploração, mas Ross cruza os braços. "Nem vem, Forest. Rowan gastou todo meu dinheiro
com aquelas camisas personalizadas que o Sammy falou."
"Espera." Trinity olha para ambos os lados. "Cadê o Sammy?"
Todos olham para ambos os lados, mas não conseguem achar Carlton em lugar nenhum. Ross coloca
as mãos no rosto. "Puta MERDA-"

★✩★✩★✩★✩★✩★q

Sua perna batia de maneira rítmica no chão do backstage do auditório. Olhando as pessoas de diversas
outras escolas da região se arrumarem e checarem seus instrumentos incessantemente era muito
cansativo, mas deixava todos mais nervosos ainda – principalmente Emily. De acordo com o'que ela
havia falado em outras conversas, ela fez apresentações de líder de torcida desde os 9 anos. Mas do
jeito que suas mãos tremiam segurando o microfone que Trinity havia arranjado, nada nunca a
assustou tanto quanto aquela plateia grande que estava com seus olhos virados ao palco. Os olhos
marrons dela estavam baixos, olhando para algum lugar no meio do assoalho ou da parede, e apenas
levantavam para ver quem havia a chamado. Ross se levanta de seu banco e vai até a loira. "Você está
bem? Você está tremendo muito" ele se aproxima. Emily olha para ele. "Ah! Ah, sim, uhum…" ela
olha para suas mãos, apertando sua força ao redor do microfone desativado. Ross moveu sua atenção
para as mãos dela, observando as marcas de unhas recentes em sua pele. "Tem certeza?" Ross
pergunta. "Uhum, sem problema…" Emily tenta esboçar um sorriso, mas seus olhos não conseguem
enganar do mesmo jeito. "Emily." Ross segura a mão dela e a olha, oque causa as bochechas dela
avermelhar. "Respira."
Emily respira fundo, enquanto sua atenção permanece no Tate. "Agora, expire." Ele falou, e Emily
continuava seguindo suas ordens, entendendo que ele tentava acalmar ela. "Continua assim. Respira,
expira, e não pira."
Emilly dá uma risada curta, até ouvir a plateia aplaudir a banda que havia se apresentado
anteriormente. "Emily" Trinity chama Emily. "Eu sei que vai ser sua primeira vez sendo backvocal,
mas tu é foda, tu vai conseguir." Ela oferece soquinho para ela, que retribui. "Isso, Emily! Vai que
você consegue!" Sammy aparece– finalmente, depois de desaparecer dos corredores, que ficou preso
em seu armário– de trás da Trinity, dando um pequeno susto nos outros. Logo Cherry e Forest foram
chegando, acalmando a loira e a dando confiança. "Obrigada gente! Eu tô um pouco melhor agora…"
"Próximo grupo: Time Capsules And Kids on Bikes, também conhecidos como TCKB!" Uma voz
anunciou no microfone, todos olharam para o grupo. Forest olha confiante para a roda que eles
haviam formado. "Vamos nessa gente” Forest coloca sua mão no centro do círculo, esperando os
outros colocarem suas mãos em cima da dele, mas ninguém reagiu. “Sério? Ah, cara! Vocês nunca
colaboram!” Forest pega sua guitarra ao lado e parte para cima do palco. Os outros seguem atrás,
enquanto Sammy se dirigia à mesa de som.
E a música começa.
As melodias reunidas das vozes da Trinity e da Emily, a bateria da Cherry e as guitarras do Ross e do
Forest eram tão mágicas que podiam quase emitir uma luz celestial até a plateia. Ross nunca admitiria,
mas quase errou alguns acordes enquanto observava Emily cantar. Era de tirar o fôlego. Claro, não
tenha a voz forte e alta como a Trinity, mas a delicadeza de sua voz exalava um sentimento estranho
dentro do Ross. A confiança que ela conseguia transmitir era impressionante, mesmo ela estando
nervosa a meros segundos atrás.
Era estranho.
Um estranho bom.
Era como se a dedicação que ela usava para cantar os versos acendesse algo dentro dele. Um tremor,
um encomodo, um conforto…?
Não tinha como descrever. As palavras sairam de sua mente muiro rapidamente.
Mas quando a musica parou, a plateia aplaudiu e seus olhos se encheram de alegria, sobre aquela luz
amatelada daquele palco, algo despertou no Tate.
Algo que o fez não conseguir tirar seus olhos dela pelo resto do dia.

Capítulo 4: Arcades,

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